Mostrando postagens com marcador Festival de Toronto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Festival de Toronto. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Em off

Nesta edição da seção Em off,  Jerry Bruckheimer em maus lençóis, 50 tons de cinza se recusa a sair da pauta, o novo logotipo de Claquete, Rush-no limite da emoção e os filmes velozes, dicas para a sexta-feira 13 e algumas reminiscências do festival de Toronto.

O filme mais sexy de Ron Howard
Piloto com pinta de Deus nórdico: Chris Hemsworth traz sexy appeal para o circo da fórmula 1 de Ron Howard

Essa foi a definição do parceiro e produtor Brian Grazer quando viu o primeiro corte de Rush- no limite da emoção. “Eu não acreditei”, disse em entrevista a Entertainment Weekly. Howard, com uma filmografia respeitável e diversa, realmente não prisma por fazer filmes que se enquadrem na etimologia de sexy.  Do brega Splash-uma sereia em minha vida ao acadêmico Uma mente brilhante, passando pelo classudo Frost/Nixon ou pela aventura O código DaVinci, seus filmes foram tudo, mesmo sexies. Howard se vê em nova colaboração com Peter Morgan (o roteirista de Frost/Nixon) para falar da maior rivalidade da história da Fórmula 1 que se deu na década de 70. Rush- no limite da emoção, que estreia nesta sexta-feira (13) nos cinemas brasileiros, traz Chris Hemsworth e Daniel Brühl como o inglês James Hunt e o austríaco Niki Lauda que incendiaram o circo da fórmula 1 com uma rivalidade alçada à mitologia do esporte. O filme de Howard, que busca a maior veracidade possível nas cenas de corrida, dá aquela piscadela para o que acontece nos paddocks e, também, fora deles.

Filmes em alta velocidade
Filmes sobre automobilismo não são exatamente os mais concorridos quando Hollywood vai buscar inspiração no esporte, mas mesmo assim há uma galeria respeitável de filmes passados no mundo da velocidade.  Dias de Trovão, Carros, Alta velocidade e As 24 horas de Le Mans são alguns deles. Confira todos nesta galeria montada pelo AdoroCinema

Cena de Alta velocidade: o S é de Stallone...

Reminiscências de Toronto – parte I
O festival de cinema mais concorrido do ano acaba no próximo domingo, mas seus vestígios serão sentido até o próximo Oscar. O entusiasmo com que os filmes têm sido recebidos em Toronto não guarda precedentes com as edições anteriores ou com qualquer festival de grande projeção realizado neste ano. Muitos pretensos candidatos ao Oscar consolidaram suas posições. Os mais bem colocados nessa lista são 12 years a slave e Gravidade, que segundo os principais críticos presentes em Toronto, já podem ser dados como certeza entre os indicados a melhor filme do ano.

Reminiscências de Toronto – parte II
Outro aspecto que tem cativado em Toronto é a força de certos atores. Benedict Cumberbatch é um frisson, mas Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender, ambos por 12 years a slave, Josh Brolin e Kate Winslet (Reféns da paixão), Julia Roberts e Meryl Streep (August: osage county) e Matthew McConaughey e Jared Leto (Dallas buyers club) mesmerizaram público e crítica.  

Nova estampa

Talvez você já tenha reparado, mas em caso negativo eis aí o novo logotipo de Claquete. Cortesia do leitor Fábio Montanari que achava, com toda a razão, que faltava ao blog esse toque de finesse. Fica aqui registrado o agradecimento do blog ao Fábio.

Ainda 50 tons de cinza...
Tema de alta voltagem midiática e que, ao que parece, segue longe do esgotamento diz respeito aos protagonistas de 50 tons de cinza. Que a as escolhas de Charlie Hunnam e Dakotta Johnson não agradaram já se sabia, mas que tal uma espiada na justificativa de algumas fãs. É o que possibilita a matéria do AdoroCinema que repercute enquete promovida pelo site sobre as escolhas do casting do filme que será dirigido por Sam Taylor-Johnson. Confira!

O prestígio de Jerry Bruckheimer na berlinda...
Jerry Bruckheimer já não tem a influência de outrora na Disney. Principalmente depois do fracasso retumbante de O cavaleiro solitário. Se fosse hoje, talvez, ele não conseguisse manter Johnny Depp como Jack Sparrow a contragosto dos executivos do estúdio – história que já é célebre nos anais de Hollywood. Ainda no universo de Piratas do Caribe, caiu como uma bomba a notícia de que o quinto filme Dead men tell no tales será adiada de 2015 para, a princípio, 2016. De acordo com Bruckheimer, a Disney “está mais cuidadosa” depois do fracasso de O cavaleiro solitário, mas segundo reportagem do The Hollywood Reporter, o buraco é mais embaixo. O roteiro do filme não agradou tanto do ponto de vista financeiro como narrativo. Bruckheimer agora precisa se ajustar aos padrões que a Disney enxerga desejáveis para a franquia.

Para curtir a sexta-feira 13!

Se fosse em outubro, seria perfeito. Quis o calendário que setembro também tivesse suas bruxas e não vai faltar opção para quem quiser curtir a sexta-feira 13 a caráter. Além da elogiada e aguardada estreia de Invocação do mal, um dos filmes de terror mais benquistos dos últimos anos, alguns canais da tv por assinatura prepararam maratonas espertas como o MAX e o Megapix. O primeiro exibe, a partir das 17h, três belos filmes de terror. Os estranhos, Sexta-feira 13 e dá início aos trabalhos com o clássico Poltergeist – o fenômeno. Os filmes selecionados pelo Megapix são menos assustadores, mas mantêm o bom nível da empreitada. A brincadeira começa às 20h25 com O sexto sentido e continua com Jogos mortais – o final e Pânico no lago 3.

domingo, 8 de setembro de 2013

Insight - Overdose de festivais de cinema?


Brad Pitt em Toronto, ator e produtor de 12 years a slave, um dos principais aspirantes ao próximo Oscar, Pitt foi um dos que optou por levar o filme apenas ao festival canadense, apesar do assédio de outros eventos

É pacífico que os festivais de cinema são importantes para estimular os negócios, conferir visibilidade ao cinema independente, direcionar e pavimentar o cinema autoral, entre outras epifanias que circundam o circuito de festivais e estão na ponta da língua de seus apreciadores. No entanto, como sugere o engarrafamento de festivais de cinema nesse segundo semestre, essa tão bem sucedida e propagada dinâmica pode estar em vias de saturação. O festival de Veneza, o mais antigo do mundo e um dos mais tradicionais, já há algum tempo briga para manter sua relevância. A grande mídia, nesta última edição, vaticinou que em matéria de influência já perde para Toronto. Talvez passe por isso a superlotação cada vez maior de produções anglo-saxônicas em Veneza (em 2013 são oito de 20 filmes em competição). Toronto rapidamente se firmou como principal plataforma do Oscar, mas nos últimos anos tem atraído, também, produções europeias e asiáticas para lançamento na América do Norte. Em virtude dos festivais ocorrerem em paralelo, muitas produções acabam sendo selecionadas para ambos e outras optando por Toronto, que mesmo não sendo competitivo, favorece a carreira comercial de um filme.
Toronto e Veneza polarizam as atenções por serem os festivais mais prestigiados do semestre, mas até dezembro um sem número de festivais de média ou grande projeção também acontecem e desinflacionam o impacto primário que eventos desse perfil deveriam ocasionar. Nova Iorque (EUA), San Sebastian (ESP), Pequim (Chi), Tóquio (JAP), Roma (ITA), Londres (ING), Rio de Janeiro (Brasil) e AFI Institute (EUA) são alguns dos muitos festivais agendados para essa concorrida época do ano. O calendário do Oscar que começa com o outono do hemisfério norte está todo voltado para Toronto (majoritariamente) e Veneza (pontualmente), o que torna os outros festivais esvaziados da produção americana. Justamente por isso, eventos como Londres e San Sebastian correm para fazer premières europeias de alguns dos mais aguardados lançamentos da temporada e homenagens às carreiras de proeminentes membros da realeza hollywoodiana. Às vezes a estratégia vinga. Às vezes não. Londres, esse ano exibirá os dois aguardados filmes protagonizados por Tom Hanks (Captain Phillips e Saving Mr. Banks), mas a primazia ainda será de Toronto.

A atriz Dakota Fanning, a diretora Kelly Reichardt e Jesse Eisenberg de Night moves, filme que participa de quatro festivais até seu lançamento comercial em outubro, em Veneza onde a produção foi exibida fora de competição

Dakota Fanning, ainda com sorriso no rosto, poucos dias depois divulgando o mesmo filme em Toronto

No Brasil, criou-se uma solução relativamente controversa para a rivalidade entre a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro que rivalizam por espaço no calendário. Como o Rio, que tem mostra competitiva de filmes nacionais, é sempre porta de entrada no Brasil de filmes bem sucedidos em festivais ao redor do mundo, a Mostra decidiu, há três anos, aprofundar sua garimpagem e só apresentar filmes inéditos em festivais no Brasil (o que quer dizer que não tenham sido exibidos no festival do Rio). A decisão, aparentemente positiva e certamente corajosa, se revela problemática. A qualidade da Mostra certamente decaiu, assim como a média de público nos últimos anos. Ainda que a organização não oficialize isso. Oficialmente, a Mostra está na berlinda em virtude da morte em 2011 de seu idealizador e curador, Leon Cakoff.
Curadoria de festivais exige bons contatos, prestígio e elementos de barganha. A multidão de festivais ataca essas três frentes. Não é algo que vá repercutir imediatamente, ainda que já haja sinais perceptíveis, mas enquanto alguns festivais não sobreviverão, outros precisarão repensar seriamente sua posição no calendário e sua capacidade de penetração. Nova Iorque, por exemplo, sedia anualmente seis festivais de cinema. O que leva o nome da cidade é apenas o mais novo deles. Vai para sua quinta edição. Roma é outro festival jovem. O evento acontecerá em novembro pela sétima vez e tem como grande objetivo sugar prestígio do rival Veneza. Al Pacino, Meryl Streep, Richard Gere e Sylvester Stallone foram algumas das personalidades homenageadas nos últimos anos.
Apesar de parecer o contrário, essa overdose de festivais não é boa para o cinema. Até porque poucos se concentram em lançar novos talentos. Esses festivais se concentram no início do ano (Roterdã, Sundance, Recife, Tribeca, entre outros), mas brigam pelos que já estão disponíveis. Isso resulta em canibalização dos festivais de cinema pelo marketing promocional dos estúdios e no empobrecimento dos eventos enquanto balão de oxigênio da sétima arte.

sábado, 17 de setembro de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, as melhores séries em cartaz na tv e aquela que já não é mais a mesma; os destaques da cerimônia do Emmy do próximo domingo; a sina dos remakes; uma brincadeira cinéfila que é o maior barato; alguns bons filmes para ver no conforto de sua casa e as últimas do festival de cinema de Toronto. 


Toronto updated!
Com o fim já à espreita, indústria e crítica já começam a elaborar o saldo do festival de Toronto 2011. A primeira assunção traz um componente tão alarmante quanto entusiasmante. O não surgimento de “front runners”, como o metiê costuma delimitar aqueles filmes cujo burburinho em Toronto lhes encaminham rumo ao Oscar, esboça um cenário um tanto diferente. Ano passado, para se ter uma ideia, Cisne negro, 127 horas e O discurso do rei surgiram como oscarizáveis em Toronto. Para veículos como The Guardian, Empire e The Hollywood reporter, esse quadro denota dois possíveis cenários. No primeiro deles, o ano apresentaria um novo alvorecer dos filmes de estúdio (J.Edgar, de Clint Eastwood, Tudo pelo poder, de George Clooney, Os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher e Moneyball, de Bennett Miller – o filme que mais polarizou atenções em Toronto até o momento). No segundo cenário, a hipótese aventada é de que o ano prima por um equilíbrio maior, afinal produções como Shame, de Steve McQueen, Killer Joe, de William Friedkin, Anonymous, de Roland Emmerich e Friends with the kids, de Jennifer Westfeldt se não arrebataram, causaram ótimas impressões.



Previsões para o Emmy!
No próximo domingo serão entregues os prêmios Emmy que consagram o que de melhor foi produzido no ano na TV americana. Diferentemente do que ocorreu no Globo de ouro e no SAG, Mad men deve prevalecer como melhor série dramática e manter sua hegemonia. Boardwalk Empire, que traz a grife Martin Scorsese e prevaleceu nos outros dois prêmios, continua sendo uma ameaça. A mesma proporção se dá na disputa dos atores dramáticos. Jon Hamm, por Mad men, parece ser a bola da vez. Indicado e preterido por três anos consecutivos, ele parece um nome mais certo do que o de Steve Buscemi que debuta por Boardwalk Empire.
Juliana Marguiles (The good wife), que não venceu no ano passado contrariando prognósticos da crítica, não parece ter desafiante à altura esse ano, senão a sempre competente Elizabeth Moss da prestigiada Mad men.
Entre as comédias, Modern Family deve prevalecer novamente e valer a seu elenco de coadjuvantes prêmios. Carlos e Mildred Pierce, com destaque para a segunda, centralizam as atenções em filmes e minisséries feitos para a TV. Contudo, o elenco de The Kennedys pode roubar alguns prêmios.


Brincadeira de cinéfilo
Uma das maiores diversões de cinéfilos criativos é fazer mash ups. A ideia é juntar um ou mais filmes sob critérios tão díspares como um ator em comum, um diretor, uma frase, um gênero e por aí vai... Existem mash ups célebres na internet com trailers, músicas e tudo o mais. A revista Empire promove, já há algum tempo, um concurso de mash up de pôsteres entre seus leitores. São muitas as categorias. De Alfred Hitchcock a Quentin Tarantino. Claquete selecionou alguns dos melhores para seus leitores:








Remakes e remakes

Geralmente elas são amaldiçoadas pela desconfiança e provocam todo o tipo de calúnia e difamação. De vez em quando, salvam o dia e relegam o original ao escrutínio dos historiadores. Estamos falando das refilmagens. Neste fim de semana estréia no Brasil mais uma polêmica. Conan – o bárbaro é dirigido por Marcus Nispel, que tem em seu currículo só refilmagens. A especialidade do diretor alemão não salvou guardou sua mais recente cria do infortúnio com a crítica. Outra refilmagem de um clássico dos anos 80 deve chegar por aqui no mês que vem. A hora do espanto traz Colin Farrel no papel do vampirão que fez a fama de Chris Sarandon. Diferentemente de Conan, esse remake agradou. Outras refilmagens de fitas de terror daquele período, no entanto, não tiveram a mesma sorte. Um exemplo é A hora do pesadelo, que apesar da boa bilheteria que vez no verão americano do ano passado, não agradou à crítica.
Mas refilmagem também é coisa de diretor sério. Steven Soderbergh chamou o chapa George Clooney e pôs Frank Sinatra no bolso com sua reimaginação para Ocean´s eleven (Onze homens e um segredo). E se Martin Scorsese pôde ganhar seu sonhado Oscar com uma refilmagem (Os infiltrados), por que não David Fincher? Talvez isso tenha passado pela cabeça do diretor de Seven na hora de aceitar o desafio de rodar a versão americana de Os homens que não amavam as mulheres – que estréia em dezembro nos EUA. Fincher também estará a frente das continuações – também refilmagens.
O olho gordo de Hollywood não deixa nem mesmo o tempo passar. A Warner Brothers acabou de anunciar que irá produzir uma refilmagem americana para o vencedor do Oscar de filme estrangeiro O segredo dos seus olhos. O filme argentino, de dois anos atrás, terá sua contraparte americana dirigida por Billy Ray e pode ter Denzel Washington como o “Ricardo Darín americano”. Resta saber se esse remake está destinado a glória ou ao ridículo.

Rooney Mara em cena de Os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher: "o final é diferente", garantiu o diretor americano


Sessões em casa!
Os próximos dias trazem ótimas pedidas para o bom e velho cineminha em casa. Neste sábado, 17 de setembro, o Telecine Premium estréia o excelente Wall street: o dinheiro nunca dorme, de Oliver Stone. O filme, que entrou no TOP 10 dos melhores filmes de 2010 no blog, mostra o regresso de Gordon Gekko (Michael Douglas) ao mundo das finanças na esteira da crise econômica global de 2008. A HBO estréia, no mesmo dia e horário, a boa comédia de ação Os perdedores. O filme tem no elenco Chris Evans, Jeffrey Dean Morgan e Zoe Saldana e será reapresentado na quarta-feira, dia 21 de setembro, às 22h.
Segunda-feira, dia 19 de setembro, o Telecine Premium exibe Vício Frenético, de Werner Herzog. Uma boa pedida para quem deseja ver uma das últimas boas atuações de Nicolas Cage no cinema.
Já no sábado, dia 24 de setembro, o Telecine Cult destaca dois filmes do grande Charles Chaplin. Às 20h25min será exibido Tempos modernos e logo depois, às 22h, O grande ditador. Para fechar o pool de indicações, no dia seguinte, às 22h no mesmo canal, será exibido A conversação, um dos melhores filmes de Francis Ford Coppola.



As melhores séries na sua TV...
Em tempos de Emmy, convém apontar o que de melhor está em exibição na TV brasileira em termos de séries. Três programas chamam a atenção pela qualidade narrativa, ousadia da proposta e pelo esmero na produção. "Os Bórgias" (em cartaz no TCM), "Prófugos" (em cartaz na HBO) e "Spartacus: blood and sand" (em cartaz no FX) guardam muito pouco em comum.
A primeira trata de um dos papados mais polêmicos de toda a história da igreja católica. Com produção e direção do cineasta Neil Jordan e com Jeremy Irons a frente de um elenco sofisticado, "Os Bórgias" é uma série inteligente, intrigante e com alta voltagem sexual. “É como se fossem Os Sopranos no Vaticano”, explicou Jordan em uma coletiva para divulgar a série que já teve sua segunda temporada confirmada. O TCM exibe a primeira temporada aos domingos às 22h com reprises as terças no mesmo horário.
"Prófugos" é a nova produção original da divisão latina da HBO. A primeira série chilena do canal é um exemplar de ação que não fica nada a dever aos melhores filmes de espionagem dos anos 70. Com excelente direção de arte, fotografia impactante, roteiro envolvente, personagens bem delineados e uma trama vertiginosa, "Prófugos" acompanha um quarteto de traficantes caçados por polícia e congêneres após uma mal sucedida transação. Mas a sinopse não cobre nem metade do potencial da série.
"Spartacus", que já foi exibida no país no canal Globosat HD, é a mais desprovida de predicados. O que não faz dela menos emocionante. Com cenas de ação maravilhosamente coreografadas, e um argumento capaz de cativar fãs de épicos, a produção do canal americano Starz tem fôlego de sobra. Resta saber como será a segunda temporada sem o protagonista Andy Whitfield, que faleceu recentemente de um câncer linfático.

Os Bórgias é um dos oásis de criatividade e inteligência na tv americana atualmente


... e aquela que já não é mais a mesma
A quarta temporada de "True blood", que já foi a série mais viciante da tv, acabou na última semana nos EUA. No Brasil, restam ainda dois episódios para o desfecho da temporada mais anêmica da série. Alan Ball, criador e produtor do programa, já declarou que o quinto ano deve ser focado na política vampírica; o que na prática representaria um regresso aos principais arcos do primeiro e melhor ano do programa. De qualquer forma, dificilmente algum outro ano será inferior a este. O hype ficou tão grande que nem bruxas, fadas, lobisomens, panteras e metamorfos podem ajudar os vampiros de Bom temps com seu sex appeal.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Momento Claquete #20

 George Clooney xereta o autógrafo de Evan Rachel Wood no primeiro dia do festival de Veneza, onde o ator e diretor exibiu Tudo pelo poder


Uma semana depois, Clooney concedia entrevista coletiva ao lado de Ryan Gosling no festival de Toronto. Além de Tudo pelo poder, Clooney está em outro filme que debuta na cidade canadense, The descendants. Ambos receberam elogios fervorosos  

 Vincent Cassel chega para o segundo dia de festival em Veneza. Ele prestigiou a estréia do filme em que a esposa, Monica Bellucci, atua e depois foi a premiere de A dangerous method -que marca sua segunda colaboração com David Cronenberg


 Emile Hirsch faz reverência ao cineasta William Friedkin no tapete vermelho de Veneza. O filme deles, Killer Joe, agradou à crítica intrenacional e já é cotado para o Oscar


 Emile Hirsch, três dias depois, estava nos braços da atriz Kate Mara na festa da produção de Killer Joe em Toronto


Na mesma festa, Emily Blunt e Ewan McGregor trocam um carinho...


 Bono distribui autógrafos e sorrisos antes de conferir From the sky down, filme sobre a banda U2 que abriu o festival de Toronto há uma semana

Outro roqueiro que deu as caras em Toronto foi Eddie Veder. A razão foi a estréia de Pearl Jam twenty, documentário que Cameron Crowe rodou em virtude dos 20 anos da banda 


E festival de cinema que se preze, tem que ter Angelina Jolie e Brad Pitt. Toronto se garantiu nesse aspecto com a estréia mundial de Moneyball, de Bennett Miller. O filme, que conta com Brad Pitt e Philip Seymour Hoffman no elenco, é outro que já tem oscar buzz


Fotos:Getty images

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, comparações entre Star Wars e Os vingadores; duas produções que fazem os fãs do cinema de ação salivar pela chegada de 2012; por que John C. Reilly merece sua atenção; o Capitão América sem a bandeira e muito sério; a versatilidade de Wagner Moura estampada em revistas e as apostas do blog para os prêmios no 68º festival de Veneza.



O patinho feio da temporada
Já existem grandes expectativas acerca de três nomes para a disputa do Oscar de melhor ator. Há grande comoção para George Clooney (que está em The descendants e Tudo pelo poder), Michael Fassbender (A dangerous method e Shame) e Ryan Gosling (Drive e Tudo pelo poder), mas um outro ator com trabalhos sólidos pode roubar uma vaguinha dos três belos aí de cima.Trata-se de John C.Reilly. Ator competente, que transita com desenvoltura tanto pela comédia como pelo drama, Reilly está em We need to talk about Kevin, uma das maiores sensações do festival de Cannes desse ano, e em Carnage, a elogiada comédia dramática de Roman Polanski.
Reilly não é exatamente um novato em matéria de estrelar filmes oscarizáveis. Em 2002 esteve em As horas, Gangues de Nova Iorque e Chicago, acabou indicado ao prêmio de coadjuvante por este último.

 Tilda Swinton e John C.Reilly em cena do elogiado We need to talk about Kevin: expectativas de indicação ao Oscar para ambos...



Luke Skywalker e Han Solo
O diretor Joss Whedon, em recente entrevista à revista Total Film, disse que está bastante empolgado com as filmagens de Os vingadores. Whedon afirmou que a principal storyline do filme mais aguardado de 2012 se concentrará na figura do Capitão América, “afinal é Steve Rogers quem acabou de chegar neste mundo”, disse o diretor em alusão aos eventos mostrados no final do filme Capitão América: o primeiro vingador.
“Ele é o nosso Luke Skywalker”, explicou Whedon puxando uma analogia com o universo criado por George Lucas. “Ainda que mais sarado”, se divertiu Whedon. E se Rogers é o Luke Skywalker de Os vingadores, quem seria Han Solo? “Definitivamente Tony Stark”. Já deu para sentir o espírito do lançamento mais aguardado do verão americano de 2012.

O elenco de Os vingadores (Scarlett Jonhansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Chris Evans e Chris Hemsworth) em momento de descontração durante as filmagens
 
 
O cinema de ação em 2012
Além de Os vingadores, outro filme bastante aguardado em 2012 é a continuação de Os mercenários. A sequência do culto ao cinema brucutu deverá vir ainda mais bombada do que o filme original de 2010. Simon West, de filmes como Con air- a rota da fuga e Tomb Raider, irá dirigir.
O elenco, que não para de crescer, conta com Sylvester Stallone, Jason Stathan, Jet Li, Terry Crewes e Randy Couture. Além do retorno desses figurões, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger foram confirmados em participações maiores do que suas rápidas pontas no filme original. Chuck Norris e Jean Claude Van Damme – que havia recusado participar do primeiro filme – são as novidades no elenco.



O cinema de ação em 2012 II
Outro filme para se salivar é Tales from the gangster squad. Dirigido por Ruben Fleischer, de Zumbilândia e do ainda inédito por aqui 30 minutos ou menos, a fita acompanha a caçada a um poderoso traficante de drogas na costa oeste americana. O traficante será vivido por Sean Penn. Os policiais em seu encalço serão Ryan Gosling e Josh Brolin. E o elenco do filme ainda conta Nick Nolte, Emma Stone, Robert Patrick, Giovanni Ribisi e Anthony Mackie. As gravações começaram esta semana e a estréia está agendada para o outono americano do ano que vem.


Steve Rogers quer Oscar

Chris Evans é um bom ator. Mas muita gente não acha. O próprio Evans sabe disso. Depois de cativar como o Capitão América, personagem que em virtude da exposição e responsabilidade foi alvo de grande hesitação por parte do ator, Evans estréia nos próximos dias nos EUA Puncture. O filme foi uma das atrações mais elogiadas do festival de Sundance 2011. Na fita, Evans faz um advogado embrenhado em um caso complexo e que exigirá que ele vá até seus limites éticos e emocionais.
O ator sabe que o Oscar não virá agora, mas sabe também que a estatueta dourada começa a ser conquistada com respeito. O trailer de Puncute, ainda sem previsão de estréia no Brasil, o leitor confere abaixo.





As apostas para Veneza
Nessa quinta-feira foram exibidos mais dois filmes muitos aguardados no lido. Killer Joe, novo longa de William Friedkin, e Faust, do russo Alexander Sokurov. A dois dias da premiação, Claquete, um tanto no escuro, aponta suas apostas para os prêmios que serão outorgados pelo júri presidido por Darren Aronofsky no sábado (10).

Leão de ouro
A dangerous method
Possibilidade: O espião que sabia demais
Prêmio especial do júri
Carnage
Possibilidade: Killer Joe
Copa Volpi de melhor ator
Michael Fassbender (Shame)
Possibilidade: Gary Oldman (O espião que sabia demais)
Copa Volpi de melhor atriz
Kate Winslet (Carnage)
Possibilidade: Kyka Scodelario (O morro dos ventos uivantes)
Leão de prata de direção
Alexander Sorukov (Faust)
Possibilidade: Steve McQueen (Shame)
Melhor fotografia
O espião que sabia demais
Possibilidade: Un etté brulant
Melhor roteiro
Alpis
Possibilidade: Carnage


Toronto Começa!


A capa da edição desta semana da revista The Hollywood Reporter destaca um dos filmes mais aguardados da temporada, A dangerous method, que estará no evento canadense. Durante os próximos dias, Toronto será destaque também aqui em Claquete.



Seu nome é consenso
Wagner Moura é o que chega mais perto de unanimidade em matéria de cinema nacional. Em cartaz nos cinemas com O homem do futuro, Moura acrescenta mais um trabalho de relevo a sua filmografia. Vivendo um mesmo personagem com variações de personalidade, maturidade e experiência – em virtude dos lapsos temporais que a trama propõe - Moura novamente angaria elogios rasgados por sua atuação cheia de minúcias.
A caracterização em O homem do futuro é a segunda do tipo multifacetada que Moura apresenta em 2011. Vale lembrar que ele também recebeu ótimas críticas por Vips, filme que não recebeu tantas críticas elogiosas quanto seu protagonista.
“O desafio é o que me move”, disse o ator em entrevista a revista Rolling Stone na ocasião do lançamento de Tropa de elite 2. Aliás, Moura volta a estampar a capa de uma revista de prestígio. Às vésperas de aportar em Hollywood (está no elenco da ficção Ellysium), o ator abre o jogo para GQ brasileira sobre técnicas de atuação, ansiedade e outras coisinhas que certamente não incomodariam o capitão Nascimento.

Moura todo fofo na capa da Rolling Stone de outubro de 2010 e com aquele olhar agudo na capa da GQ de setembro de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, a apresentação de alguns filmes que estarão no festival de Toronto, a grande diferença do homem aranha de Marc Webb para o de Sam Raimi, a polêmica sem limites sobre A serbian film e Robert De Niro, Clive Owen e Jason Statham no clube da testosterona.



Pronto para girar 360º
O novo filme de Fernando Meirelles, 360º, terá premiere mundial no festival de Toronto. O diretor brasileiro concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo em que classificou a experiência de filmar 360º como rica, profunda e “a mais intimista da carreira”. Meirelles disse, ainda, que estava muito receoso no começo, pois “não entendia sobre o que era o filme”. Só depois de sentar com o roteirista Peter Morgan (de A rainha e Além da vida) é que Meirelles relaxou. “Cheguei para ele e perguntei sobre o que era o roteiro de fato, e ele me disse que não sabia”. Depois dessa confissão de Morgan, Meirelles se viu mais receptivo as sugestões de seus colaboradores. 360º, que versa sobre relações humanas, marca a primeira vez que Meirelles dirige atores em línguas que não entende como o alemão e o sérvio. Em Toronto, o diretor brasileiro tentará conseguir distribuição para o filme que é estrelado por Rachel Weiz, Jude Law, Maria Flor, Ben Foster e Anthony Hopkins.
E o filme ficou bom Meirelles? “Sinceramente não sei dizer. Perdi a referência após revê-lo tantas vezes. Vamos ver o que o pessoal que tem espaço nos jornais acha”, encerrou com modéstia o cineasta.

Meirelles em uma das muitas locações de 360º: trabalho mais intimista e ansiedade pela recepção da crítica



Há muito tempo em Claquete
Com um senhor destaque nos dois principais festivais de cinema do semestre, Toronto e Veneza, The ides of March rapidamente se tornou um dos filmes mais hypados da temporada. Com estréia programada para outubro nos EUA, e prometida para o mesmo mês no Brasil, a fita dirigida por George Clooney já está no radar de quem lê Claquete há muito tempo. Os bastidores do filme, desde o processo de casting até as filmagens, foram destacados aqui mesmo na seção Em off. A trajetória de The ides of March continuará a ser observada de perto pelo blog até, a provável, noite do Oscar 2012.


A continuação da história
Madonna, como já foi amplamente divulgado – aqui mesmo em Claquete, está atacando de diretora de novo. E W.E é outro dos filmes que desfilarão tanto em Veneza quanto em Toronto. Aqui Madonna revisita uma história perpassada sem muita afetação no vencedor do Oscar O discurso do rei. Sobre a desistência de Edward VIII do trono inglês para se casar com a americana divorciada Wallis Simpson. Tanto W.E quanto O discurso do rei desconsideram a real razão da abstenção de Edward (sua empatia com o nazismo), mas o filme de Madonna visa edulcorar a relação dele com Wallis. Para isso, existe um paralelo entre o casal (quase) real e um casal nos tempos atuais. A fita será distribuída pela mesma Weinstein Company que garantiu o Oscar para O discurso do rei e a ideia, apesar de Madonna ou justamente em virtude dela, é repetir a façanha. W.E estréia nos EUA em dezembro e no Brasil em fevereiro do ano que vem.

James D´Arcy e Andrea Riseborough vivem Edward e Wallis na produção que marca a segunda incursão de Madonna na direção 

 As primeiras imagens divulgadas sugerem uma produção com alto rigor estético e algum apelo fashionista


A continuação da história II
Outra história a se desenrolar em Toronto será a de Melancholia, novo filme do polêmico Lars Von Trier. Enquanto os cinéfilos brasileiros já poderão conferir o filme a partir dessa sexta-feira (5), a distribuição da fita nos EUA ainda não está garantida. Não se sabe se Von Trier comparecerá a Toronto (a tendência é de que não vá), mas espera-se alguma repercussão de seu filme por lá. Até porque, depois do descalabro de suas declarações em Cannes, Von Trier se viu em outra polêmica. Embora dessa vez sem sua anuência. O terrorista norueguês que levou pânico àquele país há algumas semanas admitiu que Dogville (2003) é uma inspiração para ele.


Aranha reloaded
“Vai ser mais nerd”. Essa foi a principal diferença apontada pelo diretor Marc Webb quando indagado pelo site Comingsoon sobre quais as principais diferenças entre o Homem aranha dele e o de Sam Raimi. A entrevista, divulgada antes da liberação do primeiro trailer oficial do filme que estréia em 2012, foi pautada por essa necessidade de Webb em distinguir o seu Aranha do de Raimi. “Acredito que podemos fazer uma diferente versão de um mesmo herói. Acho que o meu filme é a minha leitura para os primórdios de Peter Parker como Aranha”, garantiu Webb. O diretor elogiou seu protagonista. “Andrew capturou o espírito da obra. A ideia de ter o Peter Parker adolescente”. E Nerd! Não nos esqueçamos disso.


Sobre a polêmica de A serbian film

A polêmica envolvendo a proibição da exibição da fita sérvia A serbian fim continua inflamada. Desde cineastas renomados como Cacá Diegues, até juristas de expressão no meio jurídico carioca comentam a proibição da justiça e a posterior suspensão da classificação indicativa do filme pelo Ministério da Justiça – o que na prática inviabiliza a comercialização da fita no país. No entanto, A serbian film está à mercê da pirataria e se beneficiando desse marketing nefasto. Como já foi defendido neste artigo, limitar a discussão ao veto a A serbian film a censura é não circundar a discussão apropriadamente.
Mas o próprio uso da palavra censura é equivocado. O que a justiça brasileira está fazendo, ainda que de maneira bem atrapalhada, é tutela; pois visa impedir a veiculação de algo que induza à degradação. O termo, comum ao meio jurídico, pode confundir os leigos, mas exprime bem o impasse que cerca A serbian film. A gratuidade e a virulência com que a violência é encenada no filme pressupõe cuidados que extrapolam a alçada da mera classificação indicativa.
A Folha de São Paulo, um dos jornais que mais se engajam na cobertura do caso, ouviu juristas que – embora discordem acerca da proibição da exibição da fita – concordam que o uso da palavra censura é equivocado.
Diante de tamanha consternação, o blog se posiciona a favor da proibição de A serbian film. São frágeis os argumentos pró ou contra a proibição, mas é legítimo o objetivo de resguardar o menor. Embora se lamente a proibição da fita, não se pode condenar o princípio que a norteia. Isso seria ainda mais gratuito do que a violência no filme.





Cinema para macho ver
Baseado no livro The feather man, escrito por Ranulph Fiennes, killer elite traz um baita de um estímulo para os fãs do gênero ação. Aliás, três. Robert De Niro, Jason Statham e Clive Owen interpretam três assassinos na trama. Statham tem de sair de sua aposentadoria para resgatar o mentor (De Niro) que está na mira de uma organização secreta denominada the clinic, da qual um bigodudo Clive Owen faz parte. Confira um novo trailer do filme que deve estrear em outubro no Brasil.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

As tropas de Toronto e Veneza

Foi uma semana agitada para quem respira cinema. Enquanto a batalha nas bilheterias é dos blockbusters Harry Potter e Capitão América, o cinema de arte e se alvoroça com os lançamentos do outono no hemisfério norte. A nata desses lançamentos está selecionada para os dois principais festivais de cinema do período: Veneza e Toronto. Essas são as plataformas primais para quem objetiva figurar na lista de oscarizáveis. Veneza, que chega a sua 68ª edição, divulgou nesta quinta-feira (28) os 21 filmes que irão disputar o leão de ouro a ser outorgado pelo júri presidido pelo cineasta Darren Aronofsky. O mais antigo festival de cinema do mundo ainda irá apresentar um 22º filme para a competição durante a realização do evento. A pegadinha se tornou praxe em Veneza nos últimos três anos.
Muitos dos filmes que estarão em Veneza também serão exibidos em Toronto, um festival cujo único prêmio é concedido pelo público, mas onde imperam verdadeiros balcões de negócios.
No grupo que joga nos dois times estão The ides of March, de George Clooney, W.E, de Madonna, Dark horse, de Todd Solondz e A dangerous Method, de David Cronenberg. O filme de Clooney merece menção especial. Será o filme de abertura em Veneza, no dia 31 de agosto, e terá uma das 11 premieres de gala programadas para Toronto. Cotadíssimo para o Oscar, será das estréias mais concorridas em ambos os festivais.

O bem sacado cartaz de The ides of march, estrategicamente divulgado nesta semana, antecipa a dubiedade que o drama político sugere capturar



Supremacia americana

Confirmando uma tendência que se instalou nos últimos anos, a seleção oficial em Veneza privilegia a cinematografia americana. São cinco fitas originárias do país presidido por Barack Obama. Se adotarmos a língua inglesa como critério de acepção, são 11 longas dos 21 selecionados falados no idioma; inclusive o aguardadíssimo Carnage do franco polonês Roman Polanski. A co-produção entre França, Espanha, Alemanha e Polônia é falada em inglês e estrelada por Jodie Foster, Christoph Waltz, Kate Winslet e John C. Reilly. O filme é uma aposta segura da Sony Classics para a temporada de premiações e pode começar a recolher louros no festival italiano.
Se alguns projetos aguardados como os novos de François Ozon, Wong Kar Wai e Walter Salles ficaram de fora da seleção por problemas com a finalização, os novos filmes de Philippe Garrel, David Cronenberg, Todd Solondz, Aleksander Sorukov, Abel Ferrara, William Friedkin e Tomas Alfredson foram escolhidos.
A seleção, que pode ser conferida mais adiante nessa matéria, constata o rigor e a qualidade com que são feitos os processos de escolha para compor o festival. Veneza ainda se beneficiou do fato de que três filmes cotados para Cannes, entre eles A dangerous method, não ficaram prontos a tempo de serem incluídos naquele festival.
O festival de Veneza será acompanhado de perto pelo blog com atualizações diárias. A 68ª edição do evento italiano acontecerá entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro.

Matthew McConaughey e Emile Hirsch em cena de Killer Joe, novo trabalho de William Friedkin 


Philippe Garrel volta a dirigir seu filho, Louis, em A burning hot summer, também estrelado pela italiana Monica Bellucci: o filme é uma releitura de Acossado, de Godard


Competição oficial:


The Ides of March, de George Clooney (EUA)
O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson (ITA/FRA/ING)
Wuthering Heights, de Andrea Arnold (ING)
Texas Killing Fields, de Ami Canaan Mann (EUA)
A Dangerous Method, de David Cronenberg (ALE/CAN)
4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara (EUA)
Killer Joe, de William Friedkin (EUA)
The Exchange, de Eran Kolirin (ISR/ALE)
Alps, de Yorgos Lamthimos (GRE)
Shame, de Steve McQueen (ING)
Carnage, de Roman Polanski (FRA/ALE/ESP/POL)
Chicken With Plums, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud (FRA/BEL/ALE)
A Burning Hot Summer, de Philippe Garrel (FRA)
A Simple Life, de Ann Hui (CHI/Hong Kong)
Faust, de Aleksander Sokurov (RÚS)
Dark Horse, de Todd Solondz (EUA)
Himizu, de Sion Sono (JAP)
Seediq Bale, de Wei Desheng (Taiwan)
Quando la Notte, de Cristina Comencini (ITA)
Terraferma, de Emanuele Crialese (ITA)
L'Ultimo Terrestre, de Gipi (ITA)


Fora de competição:

W.E, de Madonna (ING)
Wilde Salome, de Al Pacino (EUA)
Contagion, de Steven Soderbergh (EUA)


Pit stop campeão

A tradição de plataforma para as grandes premiações que Toronto consolidou ao longo dos anos, pôde ser conferida novamente no ano passado. Dos dez longas indicados ao Oscar de melhor filme, sete foram lançados no evento sediado na cidade canadense e o vencedor do Oscar, O discurso do rei, foi eleito pelo público o melhor filme do festival.
Por isso, dá para entender porque os estúdios aceitam espremer lançamentos, disputam as estréias de gala a tapas e despacham montanhas de estrelas para os tapete vermelho que toma conta da cidade por duas semanas. É lógico, também, que gente do naipe de Pedro Almodóvar, George Clooney, Lars Von Trier, Nanni Moretti, Fernando Meirelles, Alexander Payne, Marc Foster, Cameron Crowe e Francis Ford Coppola se acotovele por um espaço no festival que permite que a crítica especializada fomente as primeiras especulações (que podem ser decisivas) para a Oscar season.


O cartaz da comédia dramática 50/50, em que Joseph Gordon-Levitt descobre-se vítima de câncer. O título é uma referência as suas chances de sobrevivência 


O documentário de Cameron Crowe, Pearl Jam twenty, devassa a trajetória de uma das maiores bandas americanas de todos os tempos. Outro documentário sobre uma famosa banda, o U2, abrirá o evento no dia 8 de setembro


Toronto enseja no mercado americano alguns filmes de selo artístico com forte identificação européia. É o caso de We need to talk about Kevin, de Lynne Ramsay. O filme estrelado por Tilda Swinton esteve em Cannes, assim como estiveram Melancholia, A pele que eu habito, Habemus papam, Drive e The artist. Essa é outra vocação de Toronto. Recuperar e apresentar aos distribuidores americanos sucessos de crítica de outros festivais. Coriolanus, estréia na direção de Ralph Fiennes, por exemplo, estreou em fevereiro no Festival de Berlim e tentará distribuição nos EUA através do festival de Toronto.
O leitor pode conferir a lista completa dos filmes que irão compor o 36º festival de Toronto. Grafados em vermelho estão aqueles que já chegam em Toronto envoltos em Oscar buzz. Em azul, estão os que o blog acha que irão chegar com força à temporada do Oscar.
Nas próximas seções Em off, mais destaques dessa seleção de Toronto. Não perca!


Anonymus, de Roland Emmerich (Ingl/Ale)
50/50, de Jonathan Levine (EUA)
Habemus papam, de Nanni Moretti (ITA/FRA)
Drive, de Nicolas Winding Refn (EUA)
Coriolanus, de Ralph Fiennes (ING)
A pele que eu habito, de Pedro Almodóvar (ESP)
Melancholia, de Lars Von Trier (DIN/FRA/ALE)
We need to talk about Kevin, de Lynne Ramsay (ING)
360, de Fernando Meirelles (ING/FRA/BRA/Áustria)
Dark horse, de Todd Solondz (EUA)
The deep blue sea, de Terence Davies (EUA/ING)
The descendants, de Alexander Payne (EUA)
Friends with the kids, de Jennifer Westfeldt (EUA)
Jeff who lives at home, de Jay Duplass e Mark Duplass (EUA)
Machine Gun preacher, de Marc Foster (EUA)
Martha Marcy May Marlene, de Sean Durkin (EUA)
The oranges, de Julian Farino (EUA)
Pearl Jam twenty, de Cameron Crowe (EUA)
Rampart, de Oren Moverman (EUA)
Salmon fishing in the Yemen, de Lasse Hallström (ING)
Take shelter, de Jeff Nichols (EUA)
The eye of Storm, de Fred Schepisi, (Aus)
Twixt, de Francis Ford Coppola (EUA)
The artist, de Michel Hazanavicius (FRA)
11 flowers, de Wang XiaoShuai (Chi)


Estréias de Gala
The ides of March, de George Clooney (EUA)
Moneyball, de Bennett Miller (EUA)
A dangerous Method, de David Cronenberg (ING/Fra/Can/Ale)
The Lady, de Luc Besson (FRA/ING)
Peace, love & misunderstanding, de Bruce Beresford (EUA)
Take this Waltz, de Sarah Polley (CAN)
W.E, de Madonna (ING)
From the Sky down, de David Guggenhein (EUA)
Butter, de Jim Field Smith (EUA)
A happy event, de Rémi Bezançon (FRA)
Albert Nobbs, de Rodrigo Garcia (ING/IRL)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Claquete destaca

+ Exibido em Toronto, What´s wrong with Virginia marca a estréia na direção do roteirista premiado com um Oscar por Milk – a voz da igualdade. A fita dirigida por Dustin Lance Black mostra um xerife (papel de Ed Harris) cuja candidatura ao senado americano começa a esmorecer depois que sua filha começa a se envolver com o filho de uma mulher de seu passado.


+ O filme The king´s speech, dirigido por Tom Hooper, foi eleito pelo público o melhor filme do 35º festival de Toronto. A crítica, por sua vez, considerou esta uma das melhores edições da história do festival. Promessa de muito filme bom vindo por aí.


+Stone, filme que você já leu a respeito (e muito) aqui em Claquete e que foi exibido no último festival de Toronto, ganhou título e data de estréia nacionais. Homens em fúria, que opõe uma vez mais Robert De Niro e Edward Norton, deve ser lançado em 22 de outubro pela Imagem filmes.



+ “Era tudo mentira. Ou melhor, grande parte foi mesmo encenação”. Foram essas as palavras de Casey Affleck, diretor do documentário I´m still here, sobre o filme que vinha sendo vendido como uma jornada para dentro de Joaquin Phoenix e sua improvável mudança de rumo. Entre outras revelações, o diretor disse ao New York Times que essa é a performance da vida de Phoenix. Uma declaração tão esquizofrênica quanto a proposta do filme. Na verdade, a declaração anula – de uma vez por todas – a proposta do mesmo. Permanece, no entanto, a curiosidade mórbida.

+ E mal foi anunciado que Joaquin Phoenix ainda é ator, ou que não deixou exatamente de sê-lo, e seu nome já está sendo vinculado a uma produção em Hollywood. O filme em questão é The Odd life of Timothy Green. Um roteiro que já está na geladeira da Disney há dois anos. Mark Wahlberg e Jennifer Garner também estão cotados para o elenco.



+ Foi divulgada mais uma imagem do novo trabalho do ator Rodrigo Santoro para o cinema nacional. Em Heleno, biografia sobre a vida do jogador Heleno de Freitas, Santoro também faz as vezes de produtor. A direção do filme que tem previsão de estréia para o primeiro semestre de 2011 é de José Henrique Fonseca.



+ A atriz Megan Fox admitiu em entrevista à MTV americana que sentirá falta do universo Transformers e que será “estranho” ver toda aquela ação do lado de cá da tela. Megan acrescentou, em tom de brincadeira, que sentirá ciúmes ao ver outra garota beijando Shia e usando seu Jeans. Pois é, é só não brigar mais com o diretor do filme...



+ O filme Atração perigosa, dirigido e protagonizado por Ben Affleck, estreou na liderança das bilheterias americanas. A fita rendeu U$ 24 milhões e superou as expectativas do estúdio, a Warner. Em segundo lugar, ficou a estréia teen, A mentira com U$ 18 milhões.


+ Estréia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros o aguardado Wall street - o dinheiro nunca dorme. O filme, que vem recebendo o especial do mês aqui no blog, será a maior estréia do circuito. Contudo, a estréia de O último exorcismo também terá larga distribuição.


+ Será realizado, entre os dias 14 e 18 de outubro, o primeiro Festival de Cinema Universitário da Bahia. O objetivo do festival é dar voz a novos cineastas. Serão distribuídos R$ 12 mil em prêmios para os três primeiros colocados. Atualmente em fase de seleção, a mostra competitiva reunirá dez filmes subtraídos de um total de cinquenta que estão sendo analisados por um júri específico. As produções que não entrarem nesta mostra principal serão exibidas na mostra informativa. Segundo o idealizador e organizador do evento Max Bittencourt, “a ideia é que o evento funcione como uma vitrine, e que, ao mesmo tempo, possa preparar estudantes que se interessam pelo audiovisual, dando aquele empurrãozinho inicial”.

S E R V I Ç O
O Quê: 1º Festival de Cinema Universitário da Bahia
Quando: 14 a 18 de outubro 2010
Onde: Circuito de Cinema Saladearte
Inscrição: http://www.festivaluniversitario.wordpress.com/
Quabto custa: Gratuito

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Claquete destaca

+ Eles, sempre eles, os paparazzi são os responsáveis pela primeira imagem, ainda que não oficial, de X-men:first class. Um reboot que a Marvel e a Fox estão planejando para a saga mutante. Na foto, January Jones aparece como Emma Frost, também conhecida como a rainha branca, integrante do clube do inferno. Frost e Clube do inferno serão dois dos motes da nova aventura mutante que chega aos cinemas em junho de 2011.



+ A fox searchlight fechou o contrato para a distribuição do filme Tree of life, nova produção do cineasta Terence Malick. O filme estrelado por Sean Penn e Brad Pitt, embora prometido para o final deste ano, ainda não está concluído. Malick ainda não terminou de editar a fita.


+ E parece que Woody Allen anda pensando melhor sobre ter Carla Bruni em seu filme. Informações apuradas pelo tablóide britânico Daily Mail dão conta de que a produção de Midnight in Paris contratou uma atriz francesa para refazer todas as cenas de Carla Bruni no que foi classificado pela imprensa internacional de “seguro”. Esse seguro existe porque consta de que a primeira dama francesa além de não estar fazendo um bom trabalho como atriz (algo que a própria previra, mas todos julgaram ser apenas charme), pode dar um petit (com t já que, embora italiana ela está francesa) e decidir cancelar sua participação no filme. Allen e assessoria negam essa informação e afirmam que a francesa contratada é apenas uma adição ao elenco, embora não especificada. Enfim, o futuro dirá se com essa notícia, terá sido o ovo ou a galinha...




+ Foi divulgado na semana passada a lista dos filmes que se inscreveram para disputar a indicação brasileira na corrida pelo Oscar de filme estrangeiro. Rumores indicam que o sucesso de bilheteria Chico Xavier será o escolhido. Não há um grande filme nacional na disputa este ano. Mas aqueles que fazem valer o voto são As melhores coisas do mundo (embora não tenha o perfil do Oscar) e Cabeça a prêmio. O novo trabalho de Arnaldo Jabor (Suprema felicidade), que terá premiere nacional no próximo festival do Rio, também concorre.


+ Keanu Reeves começa a gravar esta semana Generation um, estréia na direção do roteirista Mark L. Mann. No filme, Reeves irá viver um homem imerso no universo de drogas, bebidas, sexo e indecisões. “É um filme sobre auto - descoberta”, declarou Mann.


+ O ator Javier Bardem disse em entrevista publicada no jornal italiano La Repubblica que não se sente muito confortável atuando em inglês. “É como dançar com as palavras. Não me sinto totalmente cômodo”, disse o ator revelando que também não se sente muito a vontade dançando. O espanhol e sua esposa, a atriz Penélope Cruz, estão "grávidos" do primeiro rebento.



+ Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, último filme de Woody Allen, é uma das atrações do Festival do Rio que começa no dia 23 de setembro. Entre os principais destaques estão: Copie conforme, de Abbas Kiarastomi, Les amours imaginaires, de Xavier Dolan, The housemaid, de Im Sang-Soo e Tournée, de Mathieu Almaric (todos estes exibidos em Cannes) e Rio sexy comedy, de Jonathan Nossiter. Este último filme, realizado por um americano radicado no Brasil, mostra o choque entre as expectativas dos estrangeiros e o que eles de fato encontram por aqui.


+ Morreu, no último final de semana, o cineasta francês Claude Chabrol. O diretor faleceu em Paris, aos 80 anos, de causas ainda não reveladas. Chabrol foi um dos alicerces do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague.


+ Hereafter foi exibido no último domingo no festival de Toronto. A nova fita de Clint Eastwood dividiu a crítica que cobre o festival, mas a mesma foi unânime em relação a um aspecto: é um Clint Eastwood totalmente inusitado o que se testemunha no filme com pegada sobrenatural. O trailer, você confere agora!