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domingo, 30 de março de 2014

Em off

Nesta edição da seção Em off, Meryl Streep tem poder, o diferencial de Capitão América, a suspeição provocada por alguns blockbusters da temporada e uma provocação sobre a história de Bradley Cooper ser o novo Indiana Jones.

Hell Streep!
A ideia de ter Meryl Streep como uma roqueira aposentada que no crepúsculo da vida busca se reaproximar dos filhos é tão boa, mas tão boa que só soa melhor quando se descobre que o projeto, previamente intitulado Ricky and the flash será roteirizado por Diablo Cody (Juno e Jovens adultos) e dirigido por Jonathan Demme ( Filadélfia e Sob o domínio do mal).

Ah, esses pôsteres do Capitão...
Andam dizendo que o filme é o melhor do universo Marvel, o que não é pouca coisa, mas também não é algo muito difícil de fazer. De qualquer jeito, no quesito pôster, Capitão América esmaga a concorrência e não só no universo Marvel. A começar por esse belo cartaz vintage...

Outros belos cartazes do filme



Mais Capitão

A equipe do AdoroCinema, site que é parceiro de Claquete, esteve em Hollywood na première do filme e falou com o elenco. Confira a ótima reportagem de Luciana Franchini em vídeo aqui!

Bizarramente bom ou bizarramente ruim?
O espetacular homem-aranha 2, principal aposta da Sony em 2014, provoca reações ambíguas nesta fase de enxurrada de material promocional. Vejam, por exemplo, o caso dessa imagem do visual do Duende verde interpretado pelo ótimo Dane DeHaan. Parece que o trash vai mandar lembranças a qualquer momento...



E já que os assuntos são blockbusters e heróis...
A Fox aposta tudo em X-men: dias de um futuro esquecido. Depois de revigorar a franquia mutante com Primeira classe, o estúdio precisa rentabilizar ainda mais a série. Já que todo mundo parece fazer muito dinheiro com personagens Marvel, inclusive a Marvel, menos a Fox. A aposta na colisão dos dois universos (passado e futuro) da franquia X é um chamariz e tanto, mas o excesso de personagens pode prejudicar. Para piorar, o primeiro trailer não empolga tanto quanto deveria.




Indiana Jones é o movimento certo para Bradley Cooper?
Há muita comoção a respeito da possibilidade, ainda não confirmada por vias oficiais, de Bradley Cooper assumir o papel de Indiana Jones na nova roupagem que a Disney, que adquiriu a franquia da LucasFilm, pretende dar à série. O que pouca gente parece disposta a repercutir é se Indiana Jones é o caminho a ser seguido por Cooper, que vem de duas indicações ao Oscar consecutivas e impetra uma reengenharia de carreira em Hollywood.
Que a Disney planejava reoxigenar a franquia era algo óbvio desde que a negociação com a LucasFilm se deu. A ideia de evocar a linhagem dos filmes Bond não é de todo ruim. Vale lembrar que Indiana Jones enquanto conceito surgiu da costela de Bond (Spielberg e Lucas se inspiraram na série em que Spielberg tinha interesse em dirigir, mas não convite).
Assumir o papel de Indiana Jones, com o alto risco que esse projeto ostenta (muito mais do que revitalizar Star Wars), pode ser o tiro pela culatra em uma carreira que acaba de ficar interessante.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ESPECIAL OS VINGADORES - Os dez melhores filmes com personagens Marvel


Os vingadores é o maior projeto Marvel nos cinemas. É a grande cartada do estúdio nessa nova e arriscada fase que foi iniciada em 2008 com Homem de ferro. É sabido que a Marvel não detém, no cinema, os direitos de todos os seus personagens. Situação que começará a ser revertida no final dessa década. De qualquer jeito, seus personagens foram ao cinema por outros estúdios. Claquete, na antecipação de Os vingadores, lista os dez melhores filmes com personagens Marvel.



10 – Blade 2, de Guillermo Del Toro (Blade 2, EUA 2002)
É fato que foi com o primeiro Blade, em 1998, que os personagens da Marvel passaram a ser considerados fontes fidedignas para produções hollywoodianas. Contudo, foi com o segundo filme do caçador de vampiros, personagem de segunda linha do selo Marvel, que a ideia de que um filme de herói poderia ser algo mais surgiu. O cineasta Guillermo Del Toto, conhecido por seu requinte visual, fez do filme do caçador de vampiros algo divertido, assustador e transbordante em ação. Tudo isso muito bem fundamentado visualmente.


9-  Capitão América – o primeiro vingador, de Joe Johnston (Captain America: the first avanger, EUA 2011)
A maior prova de que filme de super-herói também pode ser uma bela matinê. Conjugando muito bem a responsabilidade de ser a principal ligação entre os filmes da Marvel Studios (os dois Homem de ferro, Thor e O incrível Hulk) e Os vingadores, com a função de ser um filme de introdução ao personagem, Capitão América – o primeiro vingador apresenta um ritmo maravilhoso e personagens carismáticos. É daquele tipo de filme que se revê sem cansar.


8 - X-men, de Bryan Singer (X-men, EUA 2000)
Se o primeiro Blade mostrou que era possível a Marvel vingar no cinema, foi o primeiro X-men que mostrou o caminho das pedras. O filme de Singer disfarça, e muito bem, o orçamento modesto com cenas muito bem pensadas para parecerem maiores do que de fato são. Um roteiro afiado e um astro, Hugh Jackman, esperando para ser descoberto. 


7- Hulk, de Ang Lee (Hulk, EUA 2003)
Filme muito subestimado. Nem público, nem crítica reagiram bem à investida psicológica que Ang Lee impetrou no filme. Uma introspecção que, naquele momento, não parecia oportuna em um filme baseado em quadrinhos. Se o filme fosse lançado hoje, depois do vanguardista Batman de Christopher Nolan, a recepção a ele talvez fosse diferente. Lee fez do Hulk uma poderosa arma do inconsciente de Bruce Banner e circunscreveu à tragédia familiar toda a sua desgraça. Uma leitura shakespeariana para um personagem até certo ponto simplório. 


6 – Homem de ferro, de Jon Favreau (Iron man, EUA 2008)
O primeiro filme Marvel, mais do que ser um ótimo e inteligente entretenimento, é a demonstração perene de como planejamento e controle implicam em sucesso criativo e comercial. Esmerado pelo talento e carisma de Robert Downey Jr., Homem de ferro se revela uma comédia de ação dotada de invejável senso crítico. Uma combinação ímpar não só nos filmes baseados em HQ, como nas produções hollywoodianas em geral.


5 – X-men 2, de Bryan Singer (X-men 2, EUA 2003)
Primeira prova viva de que uma sequência pode ser muito melhor que o original nas adaptações de HQ. X-men 2 eleva a discussão intrínseca ao universo dos mutantes (tolerância, preconceito, etc) e apresenta um filme muito mais atraente e com personagens envoltos em dilemas ainda mais agonizantes.


4- Homem aranha, de Sam Raimi (Spider man, EUA 2002)
Era grande a expectativa pelo filme do cabeça de teia. Sam Raimi deu uma aula de como fazer um filme de origem capaz de agradar aos fãs sem alienar espectadores ocasionais. Apostando em um enredo simples e em personagens carismáticos, o diretor foi fiel ao espírito dos quadrinhos e ainda entregou um filme coeso e empolgante.


3 – Homem aranha 2, de Sam Raimi (Spider man 2, EUA 2004)
Entrou para a galeria de sequências superiores ao original, assim como O poderoso chefão 2, O império contra-ataca e O cavaleiro das trevas. É um filme que consegue sublinhar com eficácia inédita até então em um filme baseado em HQ os dilemas humanos inerentes ao herói. Consegue ser mais divertido, mesmo sendo mais sombrio. Uma combinação tão improvável quanto certeira.


2 – Kick ass – quebrando tudo, de Mathew Vaughn (Kick ass, EUA 2010)
Menos conhecido do que os companheiros de lista e integrante de um selo especial da Marvel, Kick ass acabou recebendo tratamento de luxo no cinema. O diretor Mathew Vaughn preservou o cinismo do material original e investiu no humor negro sem diminuir a pegada violenta do material original. Resultado? O mais divertido e anárquico filme baseado em HQ, sem deixar de ser inteligente e repleto de ação.


1- X-men: primeira classe, de Mathew Vaughn (X-men: first class, EUA 2011)
E Mathew Vaughn conseguiu novamente. Ele já deveria ter dirigido o terceiro X-men, mas deu uma amarelada. Voltou à franquia mutante por cima da carne seca após o sucesso de público e crítica alcançado com o barato e underground Kick Ass. Resultado? Fez o filme mais político dos últimos anos e ponto. Não é pouca coisa. X-men: primeira classe é vintage, é cool, é inteligente e é puro carisma. Não a toa está em primeiro, não é mesmo?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, o filme que não irá causar em Toronto, uma promessa russa para Veneza, o pepino que a Warner Brothers tenta converter em lucro, a angústia  que cerca A árvore da vida e os dez nomes mais quentes de Hollywood segundo a revista Total Film com os devidos pitacos de Claquete.



Rojão verde

Estréia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros o aguardado (?) Lanterna verde. O filme que a Warner gastou turras de dinheiro e não conseguiu esconder o descontentamento que teve com ele. Raras ocasiões o presidente do estúdio Jeff Robinov fala sobre produções às vésperas de serem lançadas, mas no caso de Lanterna verde o executivo falou muito. “Não tem como negar que ficou abaixo de nossas expectativas”, declarou em junho quando a bilheteria de abertura da fita (U$ 53 milhões), nem sequer arranhou as expectativas-em torno de U$ 80 milhões. O resultado da bilheteria nos EUA também foi vexatório (U$ 115 milhões).
Mas Lanterna verde já dava problemas antes disso. O estúdio não gostou dos primeiros trailers e trocou os responsáveis pelo marketing da fita. Depois não gostou do filme propriamente dito e injetou mais U$ 50 milhões para que os efeitos especiais fossem finalizados novamente. O orçamento de Lanterna verde, que já era vultoso, chegou aos U$ 200 milhões. Uma temeridade para um filme que não era um sucesso certo.
Com as primeiras críticas negativas, o estúdio resolveu mudar a estratégia de lançamento. Abandonou o projeto de lançamento mundial e resolveu gastar mais dinheiro nas campanhas promocionais em mercados internacionais, como o Brasil, e engolir o fracasso nos EUA. Até agora, a ideia vem se provando fracassada. Depois de já ter estreado em países como México, Inglaterra, Alemanha, Rússia, Espanha e Japão, Lanterna verde ainda não conseguiu cobrir seu orçamento de U$ 200 milhões.
Ryan Reynolds, antes uma unanimidade para o papel, passou a ser severamente criticado.
Apesar dos pesares, Robinov mantém o discurso: “A sequência definitivamente está nos nossos planos!”


Obra prima, satisfatório ou uma tremenda porcaria?

A árvore da vida estreou no último fim de semana nos cinemas brasileiros e, a exemplo do que ocorreu em outros países, dividiu crítica e o público. Há quem enxergue no novo filme de Malick ousadia e vigor narrativo e há quem perceba um filme frouxo embalado em belas imagens contemplativas – uma marca mais do cineasta e menos do filme em si.
Opiniões divergentes podem ser encontradas em veículos de grande circulação nacional como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Veja e Época. O consenso fica no fascínio da reflexão proposta pelo cineasta com seu filme, mas há divergências acerca da profundidade e do refinamento desta.
No final das contas, a Palma de ouro e o histórico intransigente do cineasta colaboram para a polarização das opiniões. O peso das expectativas transforma o olhar. Mas é inegável que o filme de Malick – diferentemente de outros ganhadores da Palma caracterizados por certa intransigência – apela demais às subjetividades. E ao afastar-se de certa objetividade cinematográfica, a fita afasta-se do imperioso debate que poderia sacramentá-la como obra prima. Caberá à revisão histórica mediar o debate. Até lá, prevalecerá o amargo gosto do satisfatório.


Os dez atores mais quentes segundo a revista Total Film


A revista britânica Total Film listou aqueles que, para a publicação, são os nomes mais quentes do cinema atual. A lista, que o leitor confere logo abaixo, traz muitos jovens, mas muitos dos quais já atuam há pelo menos cinco anos na indústria. Chamam a atenção os nomes de Michael Fassbender e Jeremy Renner, dois atores que ainda estarão em muitos lançamentos quentes nas próximas duas temporadas e descobriram o estrelato de maneira um tanto tardia.


1- Andrew Garfield
Considerações Claquete: o excepcional trabalho em A rede social e a proximidade do lançamento de O espetacular homem aranha devem ter influenciado na sua escolha para o primeiro lugar


2 - Emma Stone
Considerações Claquete: Indicação ao Globo de ouro (por A mentira) e presença no filme que todos se obrigam a adorar na temporada (Histórias cruzadas) garantem o lugar na lista. A presença como a leading lady de Andrew Garfield no novo homem aranha lhe valeu o segundo lugar.

 
Emma e Andrew em O espetacular Homem Aranha: para a Total Film, eles são os mais quentes da Hollywood atual


 
3 - Michael Fassbender
Considerações Claquete: Ator fluente e do tipo camaleônico, Fassebender está em quatro produções com ambições a prêmios na temporada, isso descontando X-men: primeira classe que seguramente lhe valeu o destaque nesta lista.


4 - Aaron Johnson
Considerações Claquete: tipo de ator que trafega entre o comercial e o artístico com desenvoltura. Os trabalhos em Kick ass e O garoto de Liverpool sinalizaram isso.


5 - Chloe Grace Moretz
Considerações Claquete: Ela sabe roubar cenas. Essa é a característica que, devido a pouca idade, deve ter sido decisiva para que Chloe apareça em melhor posição do que alguns veteranos de Hollywood.


6 - Joseph Gordon Levitt
Considerações Claquete: Um dos veteranos da lista, Levitt só agora parece pronto para decolar. E quem viu 500 dias com ela sabe que Chloe tem muito a ver com isso.


7 - Jennifer Lawrence
Considerações Claquete: O Oscar sempre fez muito por jovens atrizes, mas Jennifer tem talento e sua inclusão no elenco de Jogos vorazes demonstra que a combinação de talento e oportunidade forjará mais uma estrela de grandes proporções.


8 - Henry Cavill
Considerações Claquete: Talvez o nome mais inusitado da lista. O nome de Cavill, obviamente, está aqui em virtude da escolha do britânico para viver o superman. Mas seu antecessor, Brandon Routh, saiu dessa numa gelada...


9- Jesse Eisenberg
Considerações Claquete: Desde que surgiu, Eisenberg sempre se mostrou bom ator. Mas depois de brilhar no filme que David Fincher fez sobre as reminiscências do Facebook, muita gente que não o levava a sério teve de se redimir. O nono lugar nessa lista ainda não é suficiente.


10-Jeremy Renner
Considerações Claquete: O casca grossa da vez em Hollywood. Com duas indicações ao Oscar consecutivas, tudo indica que em 2012 Renner não deve comparecer ao Kodak Theatre. Contudo, o ator deve brilhar em duas franquias cinematográficas: Missão impossível: protocolo fantasma e O legado Bourne.



As novas hastes do circo de O espetacular Homem aranha

O novo filme do aracnídeo, que chega em 2012, continua rendendo pano para a manga e, conforme prometido, a seção Em off segue trazendo todos os detalhes de bastidores para o leitor de Claquete. Marc Webb se viu na estranha condição de ter que justificar o primeiro trailer do filme e defender sua versão do Homem aranha ante uma indústria que - com razão – se inflamou contra o pouco que viu. Uma das preocupações de Webb foi negar que os pais de Peter Parker em seu filme sejam agentes secretos – boato que surgiu em blogs americanos. “É verdade que adentraremos mais a fundo nos negócios da Oscorp (empresa do vilão Norman Osborn nos quadrinhos), mas não de imediato. Portanto não dá para dizer que os pais de Parker são espiões”, assegurou ao site Collider.com. Ou seja, Webb não tirou nem pôs, para ficar em uma gíria que se faz entender claramente. Já Andrew Garfield, em um movimento de marketing calculado para obter atenção estratégica na mídia, declarou que inspirou seus movimentos de aracnídeo no pugilista Muhammad Ali, no equilibrista francês (tema de documentário vencedor do Oscar) Philippe Petit e no ex-jogador de futebol Ronaldo. Dos listados, Ronaldo é –visivelmente – o mais inusitado.


A grande ausência de Toronto

Muitos se surpreenderam com uma ausência nos festivais de Veneza e, principalmente, Toronto. O novo filme de Clint Eastwood, J. Edgar, não foi selecionado para nenhum dos dois. A razão é simples. A Warner, estúdio responsável pela produção e distribuição da fita, não quer exibir o filme. A estratégia é a mesma que a extinta Paramount Vintage adotou para Sangue negro – outro ardil retrato do poder em uma América em ascensão. A idéia é exibir o filme para críticos selecionados antes de sua estréia e encaminhar, de maneira segura, o filme para a temporada de premiações. A justificativa oficial para a ausência em Toronto, onde J.Edgar dividiria os holofotes com outros filmes de pedigree, é de que a fita não está pronta. No entanto, as primeiras exibições de J.Edgar estão marcadas para Nova Iorque e Los Angeles na mesma semana que o festival de Toronto chegará ao fim.

Leonardo DiCaprio na primeira imagem oficial liberada pela produção de J.Edgar: a Warner quer exibir o filme para críticos selecionados...


Um Fausto russo
Um dos destaques do festival de Veneza, que começa no próximo dia 31 de agosto, é Faust, do russo Alexander Sokurov. O diretor de filmes como A arca russa (2002), O sol (2005) e Alexandra (2007) promete um filme que examina o efeito corrosivo do poder. Mas Sokurov também promete poesia. Em entrevista ao britânico The Guardian, o cineasta que participa de Veneza pela quarta vez disse que seu filme é “um colorido e elegante retrato com muita música do austríaco Johann Strauss e cheiro de chocolate”.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, a apresentação de alguns filmes que estarão no festival de Toronto, a grande diferença do homem aranha de Marc Webb para o de Sam Raimi, a polêmica sem limites sobre A serbian film e Robert De Niro, Clive Owen e Jason Statham no clube da testosterona.



Pronto para girar 360º
O novo filme de Fernando Meirelles, 360º, terá premiere mundial no festival de Toronto. O diretor brasileiro concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo em que classificou a experiência de filmar 360º como rica, profunda e “a mais intimista da carreira”. Meirelles disse, ainda, que estava muito receoso no começo, pois “não entendia sobre o que era o filme”. Só depois de sentar com o roteirista Peter Morgan (de A rainha e Além da vida) é que Meirelles relaxou. “Cheguei para ele e perguntei sobre o que era o roteiro de fato, e ele me disse que não sabia”. Depois dessa confissão de Morgan, Meirelles se viu mais receptivo as sugestões de seus colaboradores. 360º, que versa sobre relações humanas, marca a primeira vez que Meirelles dirige atores em línguas que não entende como o alemão e o sérvio. Em Toronto, o diretor brasileiro tentará conseguir distribuição para o filme que é estrelado por Rachel Weiz, Jude Law, Maria Flor, Ben Foster e Anthony Hopkins.
E o filme ficou bom Meirelles? “Sinceramente não sei dizer. Perdi a referência após revê-lo tantas vezes. Vamos ver o que o pessoal que tem espaço nos jornais acha”, encerrou com modéstia o cineasta.

Meirelles em uma das muitas locações de 360º: trabalho mais intimista e ansiedade pela recepção da crítica



Há muito tempo em Claquete
Com um senhor destaque nos dois principais festivais de cinema do semestre, Toronto e Veneza, The ides of March rapidamente se tornou um dos filmes mais hypados da temporada. Com estréia programada para outubro nos EUA, e prometida para o mesmo mês no Brasil, a fita dirigida por George Clooney já está no radar de quem lê Claquete há muito tempo. Os bastidores do filme, desde o processo de casting até as filmagens, foram destacados aqui mesmo na seção Em off. A trajetória de The ides of March continuará a ser observada de perto pelo blog até, a provável, noite do Oscar 2012.


A continuação da história
Madonna, como já foi amplamente divulgado – aqui mesmo em Claquete, está atacando de diretora de novo. E W.E é outro dos filmes que desfilarão tanto em Veneza quanto em Toronto. Aqui Madonna revisita uma história perpassada sem muita afetação no vencedor do Oscar O discurso do rei. Sobre a desistência de Edward VIII do trono inglês para se casar com a americana divorciada Wallis Simpson. Tanto W.E quanto O discurso do rei desconsideram a real razão da abstenção de Edward (sua empatia com o nazismo), mas o filme de Madonna visa edulcorar a relação dele com Wallis. Para isso, existe um paralelo entre o casal (quase) real e um casal nos tempos atuais. A fita será distribuída pela mesma Weinstein Company que garantiu o Oscar para O discurso do rei e a ideia, apesar de Madonna ou justamente em virtude dela, é repetir a façanha. W.E estréia nos EUA em dezembro e no Brasil em fevereiro do ano que vem.

James D´Arcy e Andrea Riseborough vivem Edward e Wallis na produção que marca a segunda incursão de Madonna na direção 

 As primeiras imagens divulgadas sugerem uma produção com alto rigor estético e algum apelo fashionista


A continuação da história II
Outra história a se desenrolar em Toronto será a de Melancholia, novo filme do polêmico Lars Von Trier. Enquanto os cinéfilos brasileiros já poderão conferir o filme a partir dessa sexta-feira (5), a distribuição da fita nos EUA ainda não está garantida. Não se sabe se Von Trier comparecerá a Toronto (a tendência é de que não vá), mas espera-se alguma repercussão de seu filme por lá. Até porque, depois do descalabro de suas declarações em Cannes, Von Trier se viu em outra polêmica. Embora dessa vez sem sua anuência. O terrorista norueguês que levou pânico àquele país há algumas semanas admitiu que Dogville (2003) é uma inspiração para ele.


Aranha reloaded
“Vai ser mais nerd”. Essa foi a principal diferença apontada pelo diretor Marc Webb quando indagado pelo site Comingsoon sobre quais as principais diferenças entre o Homem aranha dele e o de Sam Raimi. A entrevista, divulgada antes da liberação do primeiro trailer oficial do filme que estréia em 2012, foi pautada por essa necessidade de Webb em distinguir o seu Aranha do de Raimi. “Acredito que podemos fazer uma diferente versão de um mesmo herói. Acho que o meu filme é a minha leitura para os primórdios de Peter Parker como Aranha”, garantiu Webb. O diretor elogiou seu protagonista. “Andrew capturou o espírito da obra. A ideia de ter o Peter Parker adolescente”. E Nerd! Não nos esqueçamos disso.


Sobre a polêmica de A serbian film

A polêmica envolvendo a proibição da exibição da fita sérvia A serbian fim continua inflamada. Desde cineastas renomados como Cacá Diegues, até juristas de expressão no meio jurídico carioca comentam a proibição da justiça e a posterior suspensão da classificação indicativa do filme pelo Ministério da Justiça – o que na prática inviabiliza a comercialização da fita no país. No entanto, A serbian film está à mercê da pirataria e se beneficiando desse marketing nefasto. Como já foi defendido neste artigo, limitar a discussão ao veto a A serbian film a censura é não circundar a discussão apropriadamente.
Mas o próprio uso da palavra censura é equivocado. O que a justiça brasileira está fazendo, ainda que de maneira bem atrapalhada, é tutela; pois visa impedir a veiculação de algo que induza à degradação. O termo, comum ao meio jurídico, pode confundir os leigos, mas exprime bem o impasse que cerca A serbian film. A gratuidade e a virulência com que a violência é encenada no filme pressupõe cuidados que extrapolam a alçada da mera classificação indicativa.
A Folha de São Paulo, um dos jornais que mais se engajam na cobertura do caso, ouviu juristas que – embora discordem acerca da proibição da exibição da fita – concordam que o uso da palavra censura é equivocado.
Diante de tamanha consternação, o blog se posiciona a favor da proibição de A serbian film. São frágeis os argumentos pró ou contra a proibição, mas é legítimo o objetivo de resguardar o menor. Embora se lamente a proibição da fita, não se pode condenar o princípio que a norteia. Isso seria ainda mais gratuito do que a violência no filme.





Cinema para macho ver
Baseado no livro The feather man, escrito por Ranulph Fiennes, killer elite traz um baita de um estímulo para os fãs do gênero ação. Aliás, três. Robert De Niro, Jason Statham e Clive Owen interpretam três assassinos na trama. Statham tem de sair de sua aposentadoria para resgatar o mentor (De Niro) que está na mira de uma organização secreta denominada the clinic, da qual um bigodudo Clive Owen faz parte. Confira um novo trailer do filme que deve estrear em outubro no Brasil.



quinta-feira, 21 de julho de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, as impressões (e algumas divagações) sobre os primeiros trailers de dois dos filmes mais aguardados de 2012; a comédia que promete marcar 2011; o lembrete de uma nova seção que chega a Claquete; o reinado de Harry Potter ainda ofuscando o horizonte e considerações sobre três produções que não tem nada a ver entre si, mas tudo a ver com você cinéfilo.



As primeiras impressões sobre o novo Batman
Junto com o último Harry Potter foi revelado o primeiro teaser do último Batman de Christopher Nolan. O filme, que ainda está sendo gravado, é fortemente aguardado por cinéfilos e crítica. Nolan, como se sabe, tem aumentado as expectativas em torno de sua obra. O novo Batman beira o colapso nesse sentido. Talvez por isso, esse primeiro teaser liberado um ano antes do lançamento nos cinemas (a exemplo do que ocorrera com A origem), revele tão pouco. A ideia é rememorar a trajetória do vigilante e lembrar a audiência, nas palavras do comissário Gordon (Gary Oldman) da angústia experimentada pelo homem-morcego. O teaser aguça ao trabalhar com conceitos já estabelecidos no final de O cavaleiro das trevas. O que permite supor que a engenharia do marketing da Warner deve privilegiar uma campanha, guardadas as devidas proporções, similar à realizada para promover A origem. Deu muito certo a ideia de revelar pouco da trama e bombardear o público com imagens conceituais de alto impacto. Contudo, Batman é algo que não pode ficar totalmente no escuro. Vai ser interessante ver como essa história se desenrola...



As primeiras impressões sobre o novo aranha
A Sony liberou o primeiro trailer de O incrível Homem Aranha. O filme, que medirá forças com Batman no verão de 2012, é um precoce reboot da série iniciada em 2002 com Tobey Maguire como Aranha e Sam Raimi na direção. Quem lê Claquete há muito tempo acompanhou a série de postagens que pormenorizou os bastidores da decisão da Sony de demitir a equipe criativa do quarto filme e reiniciar a série.
Com Andrew Garfield como o cabeça de teia e Marc Webb atrás das câmeras, a produção - mais barata – objetiva reestruturar a trajetória do Aranha no cinema. A linha Ultimate, que fez o mesmo nos quadrinhos com vários personagens da Marvel, é uma escudeira aqui. No entanto, o trailer repisa onde o primeiro filme de Sam Raimi andou tão bem. O vídeo promocional não sugere conflitos distintos dos vislumbrados na fita de 2002. A estrutura narrativa parece a mesma e, pelo menos nesse momento, tudo indica que as comparações serão desfavoráveis à empreitada.
Nas próximas edições de Em off, mais notícias sobre O incrível homem aranha.





Amanhã tem estréia...
Aqui em Claquete. Com 60% dos votos, o cineasta Clint Eastwood foi escolhido para estrelar a primeira seção Filmografia comentada do blog. A nova seção vem substituir Panorama e irá destacar, com uma rica combinação de análise e informação, as filmografias de importantes figuras do cinema.



Os números de Harry Potter

Foi uma estréia demolidora. Harry Potter e as relíquias da morte-parte II destroçou antigos recordes e segue reinando absoluto nas bilheterias. O filme desbancou Lua nova como o de maior faturamento em um único dia com U$ 92 milhões. Foram 18 milhões a mais do que a marca anterior. O oitavo Harry Potter também destronou Batman – o cavaleiro das trevas e sua vistosa marca de melhor bilheteria de fim de semana de estréia (a jóia na coroa de qualquer blockbuster). O recorde anterior era de U$ 158, Harry Potter e as relíquias da morte-parte II cravou U$ 169,2 milhões. Mundialmente, o filme do bruxo amealhou U$ 485 milhões e foi o mais rápido a atingir U$ 200 milhões nos EUA em toda a história.
Com toda a frenesi Harry Potter acontecendo aí fora, Claquete quis saber do leitor qual era o melhor diretor da saga. O vitorioso foi David Yates, aquele que teve mais filmes para dirigir. O primeiro a assumir o posto , Chris Columbus ficou com a segunda posição. Cuáron e Newell também foram lembrados.
O último filme, fresquinho na memória, foi considerado por 33% dos (e)leitores o melhor da saga. Seguido de perto por As relíquias da morte-parte I e O prisioneiro de Askaban. O único a não ser lembrado foi O enigma do príncipe.


A comédia do ano?
Kevin Spacey como um tipo truculento e preconceituoso, um Colin Farrel careca e barrigudo igualmente preconceituoso e uma Jennifer Aniston ninfomaníaca como chefes de Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day respectivamente. Os três subordinados infelizes resolvem matar seus chefes. Para tanto, resolvem contratar o serviço de consultoria prestado por um histriônico Jamie Foxx. O filme, que já está em cartaz nos EUA, estréia no Brasil em 12 de agosto. Quero matar meu chefe registrou a melhor estréia para uma fita proibida para menores de 18 anos depois dos dois exemplares de Se beber não case. Confira as cenas que Claquete disponibiliza (em inglês) e especule se isso é o bom ou ruim.








Um filme que tem tudo para dar certo
Anunciado há poucas semanas, o filme Rush promete ser uma das atrações da temporada de prêmios de 2013. A produção mostrará a rivalidade entre os pilotos de Fórmula 1 Niki Lauda e James Hunt na década de 70. “A rivalidade é o que move a trama”, assegurou o roteirista Peter Morgan de filmes como A rainha e Frost/Nixon. Ron Howard reeditará a parceria estabelecida com Morgan neste último. E os dois atores principais já foram contratados. O australiano Chris Hemsworth – em alta com o sucesso de Thor – será Hunt e o hispano alemão Daniel Bruhl viverá Lauda.



Um filme que deve dar certo
O diretor do sueco Deixe ela entrar, um thriller de espionagem baseado em John Le Carré que imagina as circunstâncias da criação do icônico personagem James Bond e um elenco capitaneado pelo oscarizado Colin Firth com Gary Oldman, Tom Hardy, John Hurt, Ciarán Hands e Mark Strong.
As rusgas entre as agências de inteligência britânica e soviética são a matéria prima da fita que será lançada no festival de Toronto em setembro. No Brasil, a estréia de O espião que sabia demais está agendada para janeiro de 2012.

Colin Firth, que não quer perder de vista seu assento no Kodak Theatre, protagoniza O espião que sabia demais 

Gary Oldman faz um agente britânico em busca de respostas 


Mark Strong vive mais um vilão em sua carreira, mas no final da história ele bem pode ser um dos moçinhos...


Um filme que deve dar errado
Ficou meio na moita o primeiro trailer de Sherlock Holmes: jogo das sombras. Lançado na semana passada, o primeiro vídeo do filme que estréia no natal desse ano sugere que a sequência dirigida novamente por Guy Ritchie investirá em tudo que deu certo no primeiro filme: Robert Downey Jr., Robert Downey Jr. e Robert Downey Jr. Também devem marcar presença a nivelada química com Jude Law, o humor rasteiro e as piadas inteligentes. Contudo, Jogo das sombras nesse primeiro trailer deixa escapar um desgaste que pode prejudicar seriamente a performance do filme junto à crítica. A conferir.

domingo, 24 de abril de 2011

Tira-teima

Na próxima sexta-feira estréia nos cinemas brasileiros Thor, o terceiro filme da Marvel Studios e o primeiro de quatro filmes estrelados por heróis a chegar aos cinemas em 2011.Os outros filmes são Capitão América: o primeiro vingador, X-men: primeira classe e Lanterna verde. Para ir entrando no espírito, e rememorar o que de melhor já pintou nos cinemas sob as rédeas desses dois celeiros de super heróis e super vilões, a seção Tira-Teima deste mês coloca Marvel X DC na arena. Pode desligar o joystick!


Os filmes


Marvel

Blade – o caçador de vampiros (1998) ; X-men – o filme (2000); Homem aranha (2002); Blade 2 (2002); Hulk (2003); X-men 2 (2003); Demolidor – o homem sem medo (2003); Blade trinity (2004); Homem aranha 2 (2004); O justiceiro (2004); O quarteto fantástico (2005); Elektra (2005); X-men: o confronto final (2006); Homem aranha 3 (2007); Motoqueiro fantasma (2007); Quarteto fantástico e o surfista prateado (2007); O incrível Hulk (2008); Justiceiro: zona de guerra (2008); Homem de ferro (2008); X –men origens: Wolverine (2009); Homem de ferro 2 (2010); Kick Ass: quebrando tudo (2010)


DC


Superman – o filme (1978); Superman 2 (1980); Superman 3 (1983); Supergirl (1984); Superman 4, em busca da paz (1987); Batman (1989); Batman – o retorno (1992); Batman eternamente (1995); Aço (1997); Batman & Robin (1997); Mulher gato (2004); Constantine (2005); Batman begins (2005); Superman – o retorno (2006); V de vingança (2006); Batman – o cavaleiro das trevas (2008); Watchmen (2009)







Empreendedorismo cinematográfico


A Marvel que licenciou seus personagens para variados estúdios (Sony, Fox e Universal são alguns deles), lançou Homem de Ferro como o primeiro filme sob produção própria – com acordo de distribuição firmado com a Paramount. Em 2009, a empresa foi vendida para a Disney. Após o término do licenciamento de personagens como X-men e Homem aranha, todos voltarão para a Marvel sob a batuta da Disney.
Já a DC mantém um longo relacionamento com a Warner Brothers que produziu e distribuiu todos os filmes baseados em personagens da editora. A relação, estremecida pelo sucesso comercial da Marvel no cinema, já dá sinais de esgotamento. Mas a DC não apresenta planos de vôo solo no cinema.


O universo no cinema


Enquanto a Marvel tece planos para ligar todo o universo Marvel no cinema, à medida que apresenta alternativas as já consagradas fórmulas de sucesso (com o reboot de Homem aranha e uma nova franquia mutante, X-men: primeira classe), a DC não consegue firmar nem mesmo seu segundo grande personagem no cinema. O super homem terá uma nova chance nos cinemas em 2013.



O carro chefe


Marvel

Homem de ferro
O personagem pertencia ao segundo escalão da editora. Não á toa ainda não tinha tido os direitos negociados com nenhum estúdio de cinema. Com o filme estrelado por Robert Downey Jr. passou ao primeiro time e garantiu a viabilidade da Marvel como estúdio cinematográfico.

DC

Batman
Nenhum outro personagem de quadrinhos rendeu tanto no cinema. Com seis filmes oficiais, e um sétimo a caminho, Bruce Wayne e seu alterego são os grandes responsáveis pela longevidade desse neo gênero cinematográfico. São também os filmes do Batman, a despeito de seus vilões fantasiados, os que menos se assemelham a uma adaptação de HQ. É a principal franquia da DC/Warner no cinema e dificilmente deixará de ser.








O horizonte límpido


A Marvel tem oito produções em andamento e muitos planos. Sem contar que a partir de 2013 alguns personagens voltarão aos cuidados da editora. A ideia de interligar o universo Marvel no cinema ainda poderá render muitos frutos. E ótimas bilheterias.
As fichas da DC estão em Lanterna verde. Um personagem do segundo escalão da editora que, se repetir o efeito de Homem de ferro para a Marvel, poderá desbravar as fronteiras para outros personagens como Flash e Mulher maravilha que vivem tendo seus projetos cancelados.
O super homem é outro personagem com a corda no pescoço. Se a bilheteria do novo filme (previsto para 2013) for ruim, o homem de aço ficará um bom tempo longe dos cinemas.