terça-feira, 12 de novembro de 2013
Crítica: Kick-Ass 2
segunda-feira, 9 de abril de 2012
ESPECIAL OS VINGADORES - Os dez melhores filmes com personagens Marvel
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Contexto
Nos últimos dez anos o cinema americano foi prolífero em apresentar heróis nas telas de cinema. Adaptações de HQs constituem o principal artífice dessa aparentemente inesgotável fonte de fazer dinheiro. Mas os heróis vêm também dos videogames, da literatura infanto-juvenil e, acreditem, até de brinquedos e parques de diversões.
Além de fazer dinheiro, e trazerem efeitos especiais de ponta, os filmes de superheróis trazem em seu eixo central uma questão para lá de interessante. A força interior de cada um de nós. No recente Kick Ass-quebrando tudo, o adolescente David Lizewski (Aaron Johnson) tem uma curiosa epifania. Por que nunca ninguém tentou ser super-herói antes? À parte a verborragia pop que acresce muito ao divertido filme de Mathew Vaughn, é uma indagação filosófica interessante. Ao que o próprio David em dado momento do filme subverte a famosa frase de um famoso herói dos quadrinhos e do cinema. “Sem grandes poderes, não há nenhuma responsabilidade. Exceto que isso não é verdade”. Pode parecer uma simplificação ridícula, mas, na verdade, é uma constatação da responsabilidade que cada um de nós temos para com o próximo e um mundo melhor. David é um adolescente, que em um surto de carência e ingenuidade, tenta fazer a diferença de uma maneira ufanista. Kick ass se vale da fantasia, e de uma fantasia regada a humor negro, para debater anseios e aflições bem humanas.
David trajado de Kick ass: Quem disse que para ser herói é preciso ter super poder?
Cartaz de Homem aranha 2: A trilogia do aranha é referência em potencialidade dramática nos filmes de superheróis
Outros filmes se valem do mesmo ofício. Homem aranha (o referencial explicito de Kick ass), por exemplo, nada mais é do que um drama sobre a adolescência de um rapaz tímido que perdeu os pais cedo e que não consegue se expressar de maneira satisfatória. Em O senhor dos anéis, a honra é um conceito mais forte do que podemos aferir em nosso cotidiano. A obstinação de Frodo, Sam, Aragorn, Legolas e os demais membros da irmandade do anel é um comentário sobre a nossa obstinação perdida. Harry Potter é outro que, dentro de uma faixa de público específica, reproduz celeumas humanas em um universo fantástico. O que Harry, Rony e Hermione querem é viver intensamente a fase da vida em que estão. Voldermont e o quadribol são apenas variantes.
Frodo é um símbolo de coragem e determinação: Um hobbit "qualquer" capaz de feitos extraordinários
De todos esses, Homem de ferro talvez seja o que melhor se alinhe ao aceitável. Um magnata dono de um pool de empresas que fornece material militar ao governo americano, após uma experiência de quase morte, resolve agir conforme sua consciência e salvar o mundo. Homem de ferro não disfarça nem advoga seu personagem principal. Não foi porque Tony Stark subitamente resolveu agir em prol da humanidade que ele deixou de ser um sujeito egoísta, egocêntrico, vaidoso e competitivo.
A moral é: Ser herói é ser humano. Todos nós carregamos nossas neuras, vícios e fantasias. Nem sempre nos abrigarmos nelas será a melhor coisa que faremos, mas é inegável que essa fase nos levará a algum lugar. A alguma realização. Essa é a moral alcançada em Kick ass e é essa moral que ajuda a fazer deste filme, uma antologia sobre os heróis nos cinemas e os humanos que vão prestigiá-los na sala escura.

Tony Stark no melhor jeito Tony Stark de ser: ele é herói sim, mas não se transformou como ser humano. A mudança, se houver, será, tal como na vida real, gradual
Se você gostou do tema abordado na seção deste mês e quiser repercuti-lo sob essa e outras perspectivas, Claquete recomenda:
- Watchmen (EUA 2009), de Zack Snyder
- Trilogia Homem aranha (EUA 2002, 2004, 2007), de Sam Raimi
- Batman begins (EUA 2005), de Christopher Nolan
- Trilogia O senhor dos anéis (EUA 2001, 2002, 2003), de Peter Jackson
- Homem de ferro (EUA 2008), de Jon Favreau
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Crítica - Kick ass-quebrando tudo
Baseado no HQ cult de Mark Millar, Kick ass – quebrando tudo (Kick ass EUA 2010) é um dos filmes mais geniais e multifacetados do ano. Explica-se: a fita dirigida com extrema eficiência por Matthew Vaughn é uma agradável comédia adolescente, uma paródia super esperta de histórias de super heróis, uma perola do humor negro americano e apresenta uma moral firme, mas sem ser piegas. Todos esses méritos se devem, maiormente, ao ótimo texto de Millar, que também atua como produtor e supervisor do roteiro escrito por Vaughn e Jane Goldman.
Na trama, Dave Lizewisk (o afinado Aaron Johnson) é um adolescente com imenso potencial geek. Usa óculos, não leva jeito com as mulheres, adora comics e anda com garotos que se ajustam a este mesmo perfil. Dave, em um surto causado por carência e indignação, resolve ser um super herói (e o raciocínio que ele desenvolve para justificar sua atitude é um dos grandes charmes da história), o Kick ass do título. Mas Dave não leva jeito para a coisa. O absurdo acontece quando ele é salvo por Hit girl (Chloe Moretz) e Big Daddy (Nicolas Cage). Uma menina de 11 anos desbocada e super talentosa no manejo de armas e seu pai, vigilantes mascarados que atuam para desbaratar o império do crime de Frank D´ Amico (Mark Strong).
Kick ass em ação: uma das cenas vitais para captar o espírito do filmeKick ass acerta ao evitar o pieguismo, mas ao não deixar de lado o subtexto proposto. Vencer a insegurança da adolescência é uma tarefa para superherói. Nesse sentido, todos que passam esta fase com poucos traumas já podem ser considerados heróis da vida real, mesmo que sem o aposto “super”.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Quero ser star

Entre três "imaturos no amor" em 500 dias com ela ...
... e como a habilidosa e desbocada hit girl em Kick ass-quebrando tudo
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