sábado, 18 de maio de 2013
Crítica - Homem de ferro 3
segunda-feira, 9 de abril de 2012
ESPECIAL OS VINGADORES - Os dez melhores filmes com personagens Marvel
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Insight
domingo, 24 de abril de 2011
Tira-teima
Marvel
DC
O universo no cinema
Marvel
A Marvel tem oito produções em andamento e muitos planos. Sem contar que a partir de 2013 alguns personagens voltarão aos cuidados da editora. A ideia de interligar o universo Marvel no cinema ainda poderá render muitos frutos. E ótimas bilheterias.
As fichas da DC estão em Lanterna verde. Um personagem do segundo escalão da editora que, se repetir o efeito de Homem de ferro para a Marvel, poderá desbravar as fronteiras para outros personagens como Flash e Mulher maravilha que vivem tendo seus projetos cancelados.
O super homem é outro personagem com a corda no pescoço. Se a bilheteria do novo filme (previsto para 2013) for ruim, o homem de aço ficará um bom tempo longe dos cinemas.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Contexto
Nos últimos dez anos o cinema americano foi prolífero em apresentar heróis nas telas de cinema. Adaptações de HQs constituem o principal artífice dessa aparentemente inesgotável fonte de fazer dinheiro. Mas os heróis vêm também dos videogames, da literatura infanto-juvenil e, acreditem, até de brinquedos e parques de diversões.
Além de fazer dinheiro, e trazerem efeitos especiais de ponta, os filmes de superheróis trazem em seu eixo central uma questão para lá de interessante. A força interior de cada um de nós. No recente Kick Ass-quebrando tudo, o adolescente David Lizewski (Aaron Johnson) tem uma curiosa epifania. Por que nunca ninguém tentou ser super-herói antes? À parte a verborragia pop que acresce muito ao divertido filme de Mathew Vaughn, é uma indagação filosófica interessante. Ao que o próprio David em dado momento do filme subverte a famosa frase de um famoso herói dos quadrinhos e do cinema. “Sem grandes poderes, não há nenhuma responsabilidade. Exceto que isso não é verdade”. Pode parecer uma simplificação ridícula, mas, na verdade, é uma constatação da responsabilidade que cada um de nós temos para com o próximo e um mundo melhor. David é um adolescente, que em um surto de carência e ingenuidade, tenta fazer a diferença de uma maneira ufanista. Kick ass se vale da fantasia, e de uma fantasia regada a humor negro, para debater anseios e aflições bem humanas.


Outros filmes se valem do mesmo ofício. Homem aranha (o referencial explicito de Kick ass), por exemplo, nada mais é do que um drama sobre a adolescência de um rapaz tímido que perdeu os pais cedo e que não consegue se expressar de maneira satisfatória. Em O senhor dos anéis, a honra é um conceito mais forte do que podemos aferir em nosso cotidiano. A obstinação de Frodo, Sam, Aragorn, Legolas e os demais membros da irmandade do anel é um comentário sobre a nossa obstinação perdida. Harry Potter é outro que, dentro de uma faixa de público específica, reproduz celeumas humanas em um universo fantástico. O que Harry, Rony e Hermione querem é viver intensamente a fase da vida em que estão. Voldermont e o quadribol são apenas variantes.

De todos esses, Homem de ferro talvez seja o que melhor se alinhe ao aceitável. Um magnata dono de um pool de empresas que fornece material militar ao governo americano, após uma experiência de quase morte, resolve agir conforme sua consciência e salvar o mundo. Homem de ferro não disfarça nem advoga seu personagem principal. Não foi porque Tony Stark subitamente resolveu agir em prol da humanidade que ele deixou de ser um sujeito egoísta, egocêntrico, vaidoso e competitivo.
A moral é: Ser herói é ser humano. Todos nós carregamos nossas neuras, vícios e fantasias. Nem sempre nos abrigarmos nelas será a melhor coisa que faremos, mas é inegável que essa fase nos levará a algum lugar. A alguma realização. Essa é a moral alcançada em Kick ass e é essa moral que ajuda a fazer deste filme, uma antologia sobre os heróis nos cinemas e os humanos que vão prestigiá-los na sala escura.

Tony Stark no melhor jeito Tony Stark de ser: ele é herói sim, mas não se transformou como ser humano. A mudança, se houver, será, tal como na vida real, gradual
Se você gostou do tema abordado na seção deste mês e quiser repercuti-lo sob essa e outras perspectivas, Claquete recomenda:
- Watchmen (EUA 2009), de Zack Snyder
- Trilogia Homem aranha (EUA 2002, 2004, 2007), de Sam Raimi
- Batman begins (EUA 2005), de Christopher Nolan
- Trilogia O senhor dos anéis (EUA 2001, 2002, 2003), de Peter Jackson
- Homem de ferro (EUA 2008), de Jon Favreau
segunda-feira, 3 de maio de 2010
ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Critica
Conspirando a favor!
Depois de arrebatar platéias do mundo inteiro e boa parte da critica com Homem de ferro, valendo-se principalmente do fator surpresa, a Marvel Studios tem com seu segundo filme – justamente a continuação de Homem de ferro, a dubiedade das expectativas. Homem de ferro 2 (Iron man 2,EUA 2010) foi concebido para ser o melhor e maior filme da temporada. Ser o primeiro a estrear ajuda nesse sentido. Cientes de que teriam que acertar em tudo que acertaram no primeiro filme e ainda propor mais, os produtores, o diretor Jon Favreau e o roteirista Justin Theroux (que também é ator) convergiram em jogar a favor de Robert Downey Jr., o astro da franquia e, atualmente, o principal Hollywood star.
Homem de ferro 2 tem mais efeitos especiais, mais personagens, mais merchandising e mais Robert Downey Jr. Diferentemente do primeiro filme, onde Downey Jr teve de investir no carisma para fazer graça, o roteiro do novo filme investe nas piadas e no humor sarcástico de seu protagonista. Até mesmo o motorista de Stark, Happy (vivido pelo diretor/ator Jon Favreau) tem seus momentos cômicos. Esse acerto não esconde as deficiências da fita. Como toda a continuação que se propõe maior e mais povoada, Homem de ferro 2 tem seus problemas com arestas mal aparadas. Os personagens secundários não são desenvolvidos a contento e resplandecem no vigor de seus intérpretes. Enquanto Mickey Rourke e Sam Rockwell fazem caricaturas engraçadas e bem sacadas, Gwyneth Paltrow sofre com sua personagem, que encolheu em relação ao primeiro filme, e Scarlett Johansson é outra que não tem muito tempo em cena.


sexta-feira, 23 de abril de 2010
ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Cantinho do DVD

Homem de Ferro (Iron Man, EUA 2008) não é só responsável por abrir o verão americano de 2008, época dos grandes lançamentos cinematográficos, ele é também a grande ficha da Marvel, para se firmar na industria cinematográfica. Depois de licenciar seus personagens para outros estúdios, a editora através do recém criado Marvel Studios bancou sozinha os 200 milhões para produzir o filme, e fechou um acordo com a Paramount para distribuí-lo.
Homem de Ferro é portanto o cartão de visitas da Marvel em Hollywood e também representa as chances da editora em evoluir para um estúdio. Se depender do filme, o futuro será próspero. A fita dirigida pelo bom ator e inexperiente diretor Jon Favreau é um triunfo em todos os sentidos possíveis e imagináveis. E como comprova a esmagadora bilheteria do fim de semana de estréia (U$105 milhões), o público endossa.
A história do Homem de ferro, para os não iniciados. Tony Stark é um quarentão bilionário e cuja principal jóia do pool de empresas que possui é uma empresa armamentista. Depois de ser capturado e torturado sob a mira das próprias crias, ele resolve bancar o herói, construindo um traje e combatendo o mal. Como não poderia deixar de ser, o filme é um filme de origem, mas o ritmo impresso pelo diretor Jon Favreau é certeiro. O diretor consegue preservar a essência dos quadrinhos, á parte algumas concessões necessárias -como a substituição do Vietnã pelo Afeganistão, como o país em que Stark é capturado -e abraça com gosto a narrativa cinematográfica vigente em produções de ação contemporâneas, entretenimento aliado a inteligência.
É justamente desse último fator que surge a mais inusitada característica da fita. Sua agenda politica. Ora, um blockbuster de verão que tem como linha mestra de sua narrativa criticar de forma tão aberta e direta o comércio de armas e o papel do governo americano na questão é deverás inesperado. Mas Favreau orquestra sua critica com tamanha habilidade que não permite que o discurso se sobreponha a ação nem que o inverso ocorra.
Alias, Favreau é mais uma grata surpresa. Sua segurança e eficiência em conduzir um processo de criação tão complexo quanto um filme de verão, com expectativas redobradas, devido as apostas da Marvel e a sempre perturbadora marcação dos fãs, é salutar tanto para a critica as voltas com um novo talento para criticar, tanto para o público que passará a conhecê-lo de fato.
Mas não nos enganemos, Homem de Ferro tem alguns problemas. Mas tem também Robert Downey Jr. No que pode ser considerado o papel de sua vida. Não por ser um blockbuster, mas por representar mais uma chance de redenção para o astro que passou os anos 90 imerso em drogas e prisões. Downey Jr. recheia seu Tony Stark de auto referências, cinismo e um delicioso charme blasê. É sem dúvida na presença magnética do ator que o filme ganha seu Status Quo. Downey Jr. pode não ter nascido para viver Tony Stark. Mas de tão bom ator que é, você jura que ele não pode ter nascido para outra coisa.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Revendo o primeiro filme

Havia ainda, em jogo, todo o capital financeiro da Marvel (até então uma grande editora de comics), na tentativa de se consolidar como estúdio de cinema.
Quem assistisse Homem de ferro sem a ciência desses fatos, não poderia supor que houvesse tamanha pressão para que esse filme desse certo. Mas nem mesmo os envolvidos esperavam tamanha repercussão positiva. “Foi um prazer fazer esse filme, mas não esperava que o público o abraçasse dessa maneira”, disse Jon Fravreau na faixa de comentários do DVD do filme. “Fiquei super feliz com todo o reconhecimento que o filme recebeu e só posso prometer que nos esforçaremos para fazer melhor no segundo”, acrescentou Robert Downey Jr. em entrevista que consta dos extras do DVD do primeiro filme.

A Marvel garantiu o segundo filme logo após o arrasador fim de semana de estréia de Homem de Ferro. Foram U$ 105 milhões de dólares nas bilheterias americanas e outros U$ 170 milhões nas bilheterias internacionais. O sucesso de público e crítica do primeiro filme foram mais do que merecidos. Homem de ferro é um blockbuster com tudo que tem direito. Têm ação, diálogos ligeiros, efeitos especiais espertos e uma franquia genuinamente poderosa em ebulição. Contudo, a fita de Favreau não se resume somente a isso. É um filme que alia inteligentemente uma critica a indústria armamentista com o despertar da consciência de seu protagonista. Um arremedo dos mais vistosos a surgir no cinema para as massas e que legitima tanto o discurso do filme, quanto a motivação de Tony Stark em tornar-se um super herói.
Homem de Ferro ainda se beneficia do senso de humor inequivocamente particular (e sexy) de Robert Downey Jr. Sua caracterização do playboy aparentemente desalmado que na verdade é um fofo, cativa platéias. Sejam elas compostas por marmanjos, por crianças, por adolescentes, por gente bem casada ou por namoradas que acompanharam o namorado no primeiro filme e que agora os intimam a comparecer na estréia do segundo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
ESPECIAL SHERLOCK HOLMES - Perfil - Robert Downey Jr
O ator como Tony Stark em Homem de ferro: Sexy, cafajeste e campeão de bilheteria
Muitos foram os tropeços na hoje consolidada carreira de Robert John Downey Jr. Prisões, batidas de carro, consumo de drogas, bebedeiras históricas e muito escândalo por conta disso, e de muito mais, marcaram quase duas décadas da vida desse talento precoce. Filho do diretor Robert Downey Sr., Downey Jr., nova-iorquino de nascença, cresceu sob a luz da fama e de Hollywood. Sua estréia no cinema se deu em 1970, aos cinco anos de idade em um filme dirigido pelo pai, Pound. Durante os anos 80, ele quis saber de curtir a vida e participava esporadicamente de séries de tv, o ponto alto foi sua participação no humorístico Saturday night live em 1985. Foi só em 1992 que Downey Jr se fez notar. Por sua interpretação de Charles Chaplin em Chaplin, de Richard Attenborough, o ator foi indicado para o Oscar de melhor ator daquele ano. Prêmio este ao qual concorreu novamente, ano passado, pela caricatura bem humorada que fez do oficio de ser astro de cinema em Trovão tropical. É justamente nos 17 anos que se passaram entre um Oscar e outro que Robert Downey Jr pôs quase tudo a perder e também se recuperou bravamente.

Depois de Chaplin o ator passou a alternar momentos de alguma relevância no cinema com frequentes passagens pela polícia (por direção perigosa, posse de grandes quantidades de droga e até porte ilegal de armas). Filmes como Ricardo Terceiro e Short cuts- cenas da vida foram dois dos poucos que fez de alguma relevância depois de Chaplin. As portas iam se fechando.O casamento, com a primeira mulher Deborah Falconer também esmorecia (eles se separariam várias vezes, mas o divórcio só se deu de fato em 2004).
Mas Downey Jr. ainda tinha amigos. E eram eles quem lhe afiançavam em Hollywood durante seu longo inferno astral. Entre temporadas na prisão e clínicas de reabilitação, Downey Jr. participou de filmes como U.S Marshals – os federais (1998), continuação de O fugitivo em que as estrelas eram Wesley Snipes (veja você) e Tommy Lee Jones, Amigos e amantes (1999), Preto e branco (drama independente que contava com o boxer Mike Tyson) e Garotos incríveis. Apesar de boas participações nesses filmes, Downey Jr e suas recaídas afugentavam os produtores e investidores que não queriam má publicidade para seus produtos. Foi quando o amigo e produtor David E. Kelly, marido de Michele Pfeiffer, o chamou para uma série de participações no seriado Ally McBeal. A aceitação do público foi instantânea. O personagem de Downey Jr. fez bastante sucesso e aos poucos as portas do cinema voltaram a se abrir para ele. Vieram os papéis, ainda pequenos, em filmes como Na companhia do medo (2003), Crimes de um detetive (2003) e Boa noite e boa sorte (2005). Também veio o primeiro protagonismo em muito tempo, na comédia policial Beijos & Tiros (2005). Um filme de humor difícil que não agradou o público americano e os produtores creditaram o fracasso da fita a Downey jr. que embora com menos freqüência, e em incidências menos comprometedoras, ainda dava deslizes indesejáveis.
Mas foi justamente em 2005, a última vez que se ouviu falar de algum problema de bebida ou congêneres da parte de Robert Downey Jr.
Em 2006, ele esteve em dois projetos de ambições mais artísticas, O homem duplo (animação de Richard Linklater protagonizada por Keanu Reeves) e A pele (em que dividiu a cena com Nicole Kidman). Aos poucos, o ator recuperava a confiança de uma indústria que se assenta primordialmente sobre esse pilar.

O ator em cena de Beijos e tiros: O filme não deu muito certo, mas sinalizava o recomeço de Downey Jr.
Em 2007 ele fez, sorrateiramente, a transição do artístico para o comercial. Com um papel pequeno, mas defendido com devoção, em Zodíaco de David Fincher, um daqueles diretores que agradam a gregos e troianos, ele conseguiu se colocar em evidência novamente. O suficiente para se viabilizar como aposta da Marvel studios para o papel principal de Homem de Ferro. Filme que o estúdio (em sua primeira produção solo) guardava grandes expectativas. Downey Jr. sabia que essa era não só sua grande chance de voltar a desfrutar de boa notoriedade, mas sua grande chance como ator. E ele não fez por menos. Homem de ferro foi um grande sucesso de público e crítica, em grande parte devido ao ator, e fez de Downey Jr. um dos nomes mais quentes do momento. Para fechar bem o inesquecível 2008, o ator foi indicado ao Oscar de coadjuvante pelo impagável Kirk Lazarus que fez em Trovão tropical, outra produção do verão americano que lhe caiu no colo de pára-quedas. Seu papel era anteriormente de Owen Wilson que fora afastado da produção após sua malfadada tentativa de suicídio.
Bom ator, carismático, sexy e fotogênico. Quem vê Downey Jr. na pele de Tony Stark ou de Sherlock Holmes não consegue entender como o status de astro demorou tanto para chegar. Para esses Downey Jr diz: “Fiz muita merda na minha vida, mas agora estou careta”, dizia o astro à época do lançamento do primeiro Homem de ferro, quando indagado sobre sua trajetória. Em 2010, além de Sherlock Holmes, o ator estará na continuação de Homem de ferro, que chega em maio e na comédia Due date (atualmente em pós-produção). Ou seja, Downey jr. corre o risco de dominar 2010. Na ciranda que é Hollywood, ele parece ter a fórmula do sucesso bem estabelecida. Há quem veja no fato de seus mais famosos personagens (Sherlock Holmes e Tony Stark) serem figuras geniais e geniosas e chegarem agora, quando o ator está na casa dos 40, mais do que coincidência. Novamente com a palavra Downey Jr. em entrevista recente concedida a revista Premiere americana sobre se imaginava estar onde está nesse ponto da carreira: “Só sou um cara de muita sorte”.

Robert Downey Jr. ao lado de Jude Law em Sherlock Holmes: Hoje ele é um dos atores mais festejados de Hollywood