Mostrando postagens com marcador Thor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Thor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Crítica: Thor - o mundo sombrio

Loki reloaded!

É consenso que o melhor que havia no filme de Kenneth Branagh que deu origem à franquia Thor no cinema era o conflito shakespeariano a rondar Loki, o irmão adotado do protagonista, corroído pela inveja. Não precisaria de um ator tão bom como Tom Hiddleston para sublinhar essa preciosidade, mas Hiddleston foi superlativo e crucial para o sucesso tanto daquele filme como de Os vingadores, no ano seguinte.
A sequência de Thor, O mundo sombrio (Thor – the dark world, EUA 2013) passou por conflitos que não costumam caracterizar os filmes da Marvel. Parte desses conflitos davam conta da expansão da participação do personagem no filme. Quem quer que tenha brigado por mais Loki em cena precisa ser parabenizado. Se um vilão é o principal termômetro de um filme, O mundo sombrio tem Malekith (Christopher Eccleston), e isso não é boa notícia. Daí a necessidade de Loki. Um vilão testado, aprovado e que nas graças de Hiddleston se torna muito melhor do que o roteiro prevê.
Alan Taylor, cuja expertise na série Game of Thrones lhe valeu o emprego aqui, faz um filme ao gosto de uma produção Marvel. Não há grandes divagações temáticas e há humor. Aliás, se há algo que difere Thor – o mundo sombrio de O homem de aço, é justamente o apreço pelo humor. Não se levar a sério é algo muito sério nesse mundo dos blockbusters megalomaníacos. Além de ser uma fusão entre Star Wars e O senhor dos anéis, esse filme oferece muito pouco a quem pretende assistir um filme que vá além da diversão escapista. E é aí que entra Loki. De longe o personagem mais completo, carismático e tridimensional do universo criado em Thor. Mesmo sem estar no eixo central da trama, ou a movê-la como no primeiro filme e em Os vingadores, o personagem é responsável não só pelos melhores momentos de O mundo sombrio, como por aqueles em que é possível se vislumbrar o tipo de filme que a Marvel poderia estar fazendo se já não gozasse de conforto suficiente na Hollywood de hoje.

Loki em cena: o filme é dele e a gente agradece por isso...

Neste segundo filme, elfos malignos retornam para se vingar dos asgardianos que os subjugaram milênios atrás. Na guerra cujo desfecho pode ser o fim do universo, Jane Foster (Natalie Portman), acidentalmente se torna uma peça fundamental. O que, obviamente, levará Thor (Chris Hemsworth) às últimas consequências para salvá-la. Até mesmo aliar-se a seu irmão. Se você viu o trailer, você já sabe tudo que precisa saber sobre o filme, descontada uma ou outra cena de visual arrebatador. O que torna O mundo sombrio um filme, e não um imenso trailer, é justamente Loki.

A Marvel tem ciência das potencialidades do personagem e o gancho final inspira expectativas de que o eventual terceiro filme, nas mãos de um diretor menos operário, possa ser digno do Deus do trovão e de seu irmão, que teima em roubar-lhe a cena filme após filme. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Em off

Nesta edição de Em off, novidades sobre o novo filme do diretor de A separação, um programa para cinéfilo nenhum botar defeito, as expectativas para a sequência de Thor e a dança das datas de lançamentos no Brasil.

Tchau homem do mês
Não deu certo. A ideia era destacar um homem de cinema que merecia destaque no mês. Como Claquete é uma revista de cinema virtual, em uma definição primária proposta quando da criação do blog, a ideia parecia interessante para o formato. Mas, na verdade, não é. Funciona bem no impresso, nem tanto no online. Uma seção como a Em off absorve bem a seção “O homem do mês”. A avidez por novidades, às vezes, nos conduz ao excesso. Justamente por isso, a seção que teve curta existência no blog se despede.

Exercitando a cinefilia...
“Cinefilia – entusiasmo e fascinação pelo cinema” é o tema da programação do primeiro semestre do cineclube da Escola de Cinema Darcy Ribeiro. A seleção de 13 longas-metragens elaborada pelo diretor e montador Ricardo Miranda engloba diversos cineastas, atores e propostas estéticas da sétima arte mundial. Desde março, e até o dia 29 de junho, o cineclube apresenta clássicos produzidos no Brasil e no mundo, entre as décadas de 30 e 90: Ganga Bruta, de Humberto Mauro; O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang; Mônica e o desejo, de Ingmar Bergman; Rastros de Ódio, de John Ford; estão entre os títulos escolhidos.
As sessões são realizadas sempre aos sábados, às 17h, com entrada franca, na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Após a exibição, o professor Sérgio Almeida promove uma mesa-redonda para discutir aspectos e temas relacionados ao título. As sinopses e fichas técnicas foram feitas pelo aluno Bernardo Brum.
A Escola de Cinema Darcy Ribeiro fica no centro do Rio, mais precisamente na Rua da Alfândega, nº 5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2233-0224 ou no site www.escoladarcyribeiro.org.br.

John Wayne em cena de Rastros de ódio: um dos filmes que compõem a programação "Cinefilia - entusiasmo e fascinação pelo cinema" em destaque na Escola de Cinema Darcy Ribeiro


Confira a programação até o fim do ciclo:

27 de abril
O Intendente Sansho (Kenji Mizoguchi, Japão/1954)
4 de maio
M - O Vampiro de Dusseldorf (Fritz Lang, Alemanha/1931)
11 de maio
Índia Song (Marguerite Duras, França/1975)
18 de maio
A Paixão de Joana D’Arc (Robert Bresson, França/1962)
25 de maio
Violência e Paixão (Luchino Visconti, EUA/Itália/1974)
8 de junho
Moisés e Aarão (Danièle Huillet e Jean-Marie Straub, Alemanha/França/1974)
15 de junho
Os Mutantes (Tereza Villaverde, Portugal/1998)
22 de junho
Rastros de Ódio (John Ford, EUA/1956)
29 de junho
Mônica e o Desejo (Ingmar Bergman, Suécia/1953)

Mexendo em time que está ganhando?
Saiu o trailer de Thor – o mundo sombrio e o sombrio não fica confinado ao título. Esse primeiro material promocional indica que tudo mudou em Asgard, pelo menos na abordagem. Alan Taylor, que ajudou a criar o universo de Game of Thrones na HBO, é o diretor e parece imbuído do propósito de fazer do novo filme do herói da Marvel um épico. Será que ele consegue?




Samba do crioulo doido
Não é de hoje que as distribuidoras brasileiras fazem um verdadeiro carnaval com as estreias de seus filmes. Alguns lançamentos são reprogramados diversas vezes, como foi o caso de Killer Joe – matador de aluguel - inicialmente previsto para outubro de 2012 e que foi remarcado quatro vezes antes de estrear em março deste ano.
Na carta do editor deste mês de abril, Claquete destacou a profusão de lançamentos nos mais variados gêneros e sublinhou os aguardados filmes de cineastas festejados como Terrence Malick e Marco Bellocchio. Seus respectivos filmes, Amor pleno e A bela que dorme foram adiados para maio. Maio também deve ter o lançamento de outras produções constantemente adiadas como Ferrugem e osso, de Jacques Audiard e Sem proteção, de Robert Redford. Pelo menos, assim se espera.

Samba do crioulo doido II
A busca por janelas de lançamento melhores não é uma contingência apenas do mercado distribuidor brasileiro. Ainda que em menor escala, acontece nos EUA também. A mudança mais recente se deu com o lançamento de Depois da terra, novo filme de M. Night Shyamalan, que foi antecipado em uma semana para evitar competição com Superman: o homem de aço que agora será lançado duas semanas depois do filme estrelado por Will Smith.

O futuro de Le passé
Selecionado para a mostra competitiva do festival de Cannes de 2013, Le passé, novo filme do iraniano Asghar Farhadi – o primeiro rodado fora do Irã – precisará passar por uma análise do governo iraniano para que possa ser exibido no país, de acordo com informações da Variety. O filme, rodado na França, mostra um iraniano radicado na França que abandona a mulher e os filhos e volta para o Irã. Quatro anos depois ele retorna para se divorciar. O filme é aguardadíssimo, mesmo no Irã, mas precisará passar pelo crivo dos órgãos de regulação do país. O cineasta Abbas Kiarostami, que também rodou seus dois últimos filmes fora do Irã, não os submeteu ao governo iraniano e teve as produções banidas do país.

Novo projeto de Mike Nichols
O cineasta Mike Nichols está mantendo conversas preliminares com a Paramount para dirigir "One last Thing before I go", romance de Jonathan Tropper. A trama é promissora. Homem divorciado em plena crise de meia idade precisa lidar com sua ex-mulher apaixonada e prestes a se casar com um cara legal, sua filha grávida e ele pode morrer se não fizer uma invasiva cirurgia. É uma trama que com a acuidade narrativa e sensibilidade de Nichols, diretor de filmes como Closer – perto demais (2004), A primeira noite de um homem (1967) e Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966)  pode se tornar em um dos grandes filmes dos próximos anos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

ESPECIAL OS VINGADORES - Painel


Quem é o melhor Hulk?
Se existe um vingador esquizofrênico em Os vingadores é o Hulk. Em dez anos, é a terceira vez que o herói chega aos cinemas e pela terceira vez é interpretado por um ator diferente. Na primeira incursão, em 2003, sob a batuta de Ang Lee, o então desconhecido australiano Eric Bana viveu Bruce Banner. Em 2008, quando Hulk voltou aos cinemas em uma versão mais anabolizada, o americano Edward Norton foi o responsável por sua forma humana. Em 2012, em Os vingadores, Hulk e sua contraparte humana são responsabilidade de Mark Rufallo. Mas quem é o melhor Hulk? Em termos de procedência artística, Edward Norton além de mais tempo de contribuição detém mais reconhecimento crítico – ainda que Mark Rufallo o siga bem de perto.
Eric Bana, talvez, tenha sido quem desfrutou de melhor material. Foi, também, quem suscitou menos expectativas. A resposta, para o bem ou para o mal, está diretamente relacionada a esses dois fatores.

Por que não deu certo?

Bana fez um ótimo Bruce Banner. Ator contido, soube explorar as angústias que moviam o personagem. Foi prejudicado pela má aceitação ao filme de Ang Lee e pelos efeitos especiais que faziam de seu Hulk algo extremamente artificial.

Por que não deu certo?

É notória em Hollywood a intransigência de Edward Norton. O ator gosta de controlar todas as etapas da produção, mesmo quando isso não lhe compete. Entrou em atrito com a Marvel, com a Universal e com o diretor Louis Leterrier, responsável por O incrível Hulk (2008), e nem sequer foi procurado para integrar o elenco de Os vingadores. Ficaram mágoas de parte a parte. Verdade seja dita, Norton foi subaproveitado em um filme que não tem a preocupação de ser profundo.

Por que pode dar certo?

Pessoalmente escolhido para o filme após conversas com toda a equipe criativa, Rufallo pode se beneficiar do fato de debutar em um filme que não é do Hulk. Também é positivo o fato de atores de maior envergadura comercial estarem ao seu lado como Robert Downey Jr. que, de acordo com os trailers, irá levantar a bola para Rufallo cortar.



Cinco razões para Os vingadores dar errado
Todo mundo já está careca de saber porque Os vingadores pode dar certo. Mas e se der errado? Claquete antecipa o que pode ser água no chope da Marvel.

5 – Um diretor que não está acima de qualquer suspeita
Joss Whedon não é uma unanimidade. O criador de Buffy é realmente reverenciado por uma parcela de fãs de ficção científica. Outra cria sua, Firefly é o que chamamos de fracasso cult. Whedon, além de não ostentar experiência com grandes orçamentos, não é um diretor propriamente dito. Ele só dirigiu aquilo que criou. Os vingadores é seu primeiro grande trabalho fora dessa “zona de conforto”. A Marvel sempre tomou cuidado na escolha dos diretores a frente de seus filmes. Até mesmo Jon Favreau já tinha filmes de médio porte com eficácia comprovada, caso de Um duende em Nova Iorque.

4 – Muito cacique para pouco índio
Thor, Capitão América, Homem de ferro e Hulk já tiveram seus filmes. Além deles, a Viúva negra e Gavião arqueiro também constituem os vingadores. É muito herói para pouca fita. Ao privilegiar a ação em detrimento dos dramas desses personagens, Os vingadores pode se verificar um filme extremamente superficial e ainda mais raso do que muitos suspeitam.

3 – E o que fazer com o vilão?
Problema semelhante ocorre em relação ao vilão do filme. É sabido que Loki, irmão de Thor, precipitará a reunião do super grupo e que, talvez, a Marvel esteja escondendo um outro supervilão, que seria uma entidade, para dar mais molho à trama. Fato é que, cinematograficamente, essa mistura pode não ser lá muito justificável em face de um super grupo como esse. Sem contar que Loki, na construção do personagem feita em Thor, tem decalques shakesperianos que não sustentariam a unidimensionalidade requerida por um vilão meramente espalhafatoso.

2 - O fator Robert Downey Jr.
O material promocional de Os vingadores tem focado em Robert Downey Jr. e seu Tony Stark. Se isso é decalcado do filme ou meramente diretriz publicitária em breve será revelado, mas fato é que focar em Robert Downey Jr. pode dar a impressão de que se trata de um Homem de ferro anabolizado e o filme não conseguir se manter competitivo nas bilheterias por mais de dois fins de semana.

1 – Expectativa desestabilizadora
A espera por Os vingadores é grande. Se isso pode ser uma baita de uma vantagem para o fim de semana de estreia, pode se mostrar um problema em termos comerciais se o filme não corresponder às desmedidas expectativas de fãs, indústria e crítica. O filme pode até ser bom, mas tem muita gente esperando algo muito melhor que isso.



Nick “fucking” fury

Há quem acredite que Samuel L. Jackson nasceu para interpretar Nick Fury, o agente especial da S.H.I.E.L.D, responsável pela elaboração do supergrupo da Marvel, Os vingadores e que, no cinema, ganhou ainda mais importância. Essa aptidão natural tem a ver com a persona que Nick Fury ganhou na versão ultimate do universo Marvel. Nesta versão, uma reimaginação do universo tradicional com algumas pontuais modificações, Fury, propositadamente, ganhou os traços de Samuel L.Jackson. O desejo de um punhado de roteiristas nerds virou realidade e Jackson finalmente agregou seu jeito todo especial de falar “fuck” ao léxico do personagem.
O agente que é a cara de Jackson que por sua vez é a cara do agente terá mais destaque na trama de Os vingadores.

O dono do martelo

Não que o nome de Chris Hemsworth tenha sido contestado quando o ator foi anunciado como o escolhido para viver o Deus do trovão nos cinemas. A bem da verdade, Hemsworth tem porte e semelhança física com a descrição clássica do filho de Odin, nos quadrinhos pelo menos. A bem da verdade, Hemsworth era um completo desconhecido. Seu principal crédito até estrelar Thor, em 2011, tinha sido uma ponta na refilmagem de Star Trek.
Mas o ator provou ser digno do martelo de Mjolnir. Carismático e com bom timing cômico, Hemsworth se garantiu no papel de Thor e agora o revive em Os vingadores, com mais comodidade. Não obstante, já consegue se proliferar no cinema. Estará em Branca de neve e o caçador, aguardada superprodução desse verão, e em Rush, filme de Ron Howard com potencial para prêmios sobre uma das mais famigeradas rivalidades da história da Fórmula 1, entre os pilotos Nick Lauda e James Hunt. Hemsworth viverá este último.



sábado, 15 de outubro de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, o nome oficial do quinto filme da série Duro de matar e suas alternativas; o melhor comediante americano da atualidade nos cinemas; os filmes que devem marcar presença no Oscar; a disputa acirrada por datas para os lançamentos do verão americano de 2013; uma homenagem fashion a Martin Scorsese e Michael Fassbender (de novo)!



Você já riu com esse cara


Ele pode não ter a estatura artística de um Jim Carrey, a fama e notoriedade de um Ben Stiller ou o tempo de carreira de Eddie Murphy, mas Jason Bateman atualmente é um comediante muito mais in do que todos esses caras juntos. Atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros com Eu queria ter a sua vida, o ator que foi revelado no subestimado seriado Arrested development agiganta seu status como Hollywood star a cada nova produção. Das pontas descoladas em filmes como O reino (2007), Juno (2007) e Amor sem escalas (2009) ao protagonismo em Coincidências do amor (2010) e Eu quero matar meu chefe (2011), Bateman cultivou gracejos que lhe valem a pecha de leading comedy man. Enquanto Stiller junta forças com Murphy em Roubo nas alturas e gente como Jack Black, Owen Wilson e Steve Martin buscam o hype da colaboração para fazer dinheiro nas bilheterias com The big year, Bateman faz o caminho inverso. Capaz de soar sofisticado ou grosseiro, o ator tem timing e talento para fazer da comédia americana seu quintal.  


Piada pronta
Essa semana foi anunciado o nome oficial do quinto filme da série Duro de matar, previsto para fevereiro de 2013. O nome do quarto filme (Live free or die hard) já perecia nome de música do Phill Collins, mas ainda preservava alguma testosterona. Mas o nome do quinto filme beira o ridículo: A good day to die hard, algo como “um bom dia para ser duro de matar”.  O blog de cinema da MTV americana mergulhou na brincadeira e bolou uma série de possíveis nomes alternativos para quinta aventura do policial casca grossa vivido por Bruce Willis. Claquete selecionou os melhores:

10 – Die hard 5: you can´t  kill death
9 -  Die hard 5: death... prepare to die
8 -  Die hard 5: McClaine strikes back
7-  Die hard 5: the die hard rises
6-  Yippie ki way mother fucker, it´s another Die hard movie
5- Die hard 5: suck it, Indiana jones!
4- Die hard 5: I´m just so tired
3- If you take Viagra, you will die hard!
2- Live and let die hard already!
1- Die hard 5: twilight


Ave Martin !
A revista de moda, cultura e celebridade Harper´s bazaar resolveu fazer uma homenagem a um dos grandes diretores de cinema de todos os tempos em que pudesse confluir as três principais características da publicação. E foi incrivelmente bem sucedida. Um editorial de moda que destaca celebridades revivendo cenas e personagens marcantes de filmes variados de Martin Scorsese e trajando criações de famosos estilistas. Luxo cinéfilo da maior categoria. Abaixo, algumas das fotos:

Kate Bosworth revive cena de A época da inocência 

Chloe Grace-Moretz e Keanu Reeves revivem cena de Taxi driver  

Emily Blunt em reconstituição fotográfica de Alice não mora mais aqui





Os favoritos de momento
Estamos em outubro e a corrida pelo Oscar começa, efetivamente, em dezembro. O leitor de Claquete já está acostumado com o Oscar Watch, especial do blog que apresenta uma cobertura completa e contextualizada da temporada de prêmios do cinema, mas o especial só terá o pontapé inicial daqui a um mês e meio. Até março de 2012 serão postagens diárias com bastidores, análises, reportagens, perfils, contextualizações e críticas dos filmes e cenários que constituirão a Oscar season 2012. Mas e que filmes serão esses? A verdade é que, a beira da temporada se iniciar, são poucas as certezas. Este ano, por exemplo, não há uma animação forte. Há também as mudanças de regra da academia que devem aferir novo status à corrida. Justamente por isso, Woody Allen é citado como um possível nome viável com seu sucesso de público e crítica por Meia noite em Paris. É difícil, no entanto, que o filme de Allen na França exceda a participação no Globo de ouro. A árvore da vida, de Terrence Malick, é outro filme que não deve chegar forte à temporada de premiações. Até mesmo porque não merece.
Toda a indústria aguarda com ansiedade J.Edgar, apontado como um legítimo front runner, mas o academicismo do primeiro trailer foi desanimador. Filmes que, a despeito do tamanho da participação, devem figurar na Oscar season são Tudo pelo poder, de George Clooney, Os descendentes, de Alexander Payne, Carnage, de Roman Polanski, O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson, Shame, de Steve McQueen, We need to talk about Kevin, de Lynne Ramsey e A dangerous method, de David Cronenberg.


Fassbender para maiores
Michael Fassbender ganhou o prêmio de melhor ator no último festival de Veneza pelo executivo viciado em sexo de Shame. O filme, com estréia marcada para o final de novembro nos EUA, é uma das apostas seguras para a próxima temporada de premiações. O trailer, divulgado essa semana, você confere aqui.





Com a cabeça em 2013
2011 nem sequer terminou e os estúdios já se movimentam pelas datas de 2013. Com um verão americano cada vez mais inchado por blockbusters gigantes, os estúdios estão encontrando mais dificuldades na hora de assegurar datas estratégias para seus lançamentos. Muitos filmes que nem sequer começaram a ser gravados já apresentam datas de lançamento. É o caso de produções como Velozes e furiosos 6, Se beber não case 3 e Robocop; todas agendadas para maio de 2013. A Disney que a partir de 2013 irá distribuir os filmes da Marvel, segundo acordo firmado na ocasião da fusão em 2009, se viu na incumbência de transferir Thor 2 para novembro para que não “roubasse” público de outro de seus lançamentos, Homem de ferro 3. Para o verão de 2013, o estúdio do Mickey Mouse ainda terá o quinto filme da franquia Piratas do Caribe e a sequência do sucesso Monstros S.A, intitulada Monstros universidade.
2013 já começa agitado com Brad Pitt contra zumbis em World War Z, filme que o astro filma atualmente na Hungria. Meu malvado favorito 2, Pânico 5 e Elysium, ficção científica que marca a estréia de Wagner Moura em Hollywood, são outros lançamentos programados para o primeiro trimestre do ano.
Outro mega lançamento que aportará em 2013, deslocado de 2012 por falta de datas estratégicas, é Superman: o homem de aço. O filme dirigido por Zack Snyder está marcado para junho. Outra atração de 2013 é One shot. Filme de Christopher McQuarrie, roteirista de Os suspeitos, com Tom Cruise como um espião e o cineasta Werner Herzog como seu antagonista.
2013 também terá Angelina Jolie em Malévola, filme que reconta a história da bela adormecida, mas pelo ponto de vista da bruxa. A estréia acontece no concorrido maio e a direção, que seria de Tim Burton, está a cargo de David O.Russell. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Crítica - Thor

Só divertido!


É preciso pontuar, de antemão, que Kenneth Branagh alcança maravilhas com Thor (EUA 2011). Não fosse um diretor com tamanho repertório no teatro e que sabe encenar como ninguém intrigas palacianas, Thor seria um filme risível (no mal sentido). Concebido como parte do universo Marvel no cinema, esse filme unta peças espalhadas nos últimos filmes da editora/estúdio com certo charme. Aferindo graça a referências contumazes nos quadrinhos que ganham novo status no cinema. Contudo, o longa-metragem sofre em sua simplicidade. Branagh, por mais talentoso que seja, se revelou incapaz de ensejar em Thor um dilema shakespeariano de fôlego. Simplesmente porque Thor e seu universo não são tão atraentes assim, do ponto de vista dramático. Loki, o deus da trapaça na mitologia nórdica, é um personagem de muito mais bagagem dramática e Branagh sublinha isso com seu filme.
No entanto, Thor, vivido pelo limitado – embora simpático – Chris Hemsworth, surge apoteótico em cena. Seja em Asgard, sua terra natal, ou na Terra, para onde seu pai (Odin) o exila como tentativa de evitar uma guerra.
A partir desse momento,Branagh investe na comédia e acerta. É da convivência entre o arrogante Deus do trovão e os mortais que o tomam como lunático que Thor se sustenta na ausência de um conflito mais adequado a um herói no cinema. As escassas cenas de ação denunciam que Branagh não visualizava a história do Deus do trovão como um filme de super herói, não etimologicamente.


Os irmãos Loki (Tom Hiddleston) e Thor (Chris Hemsworth) em cena do filme de Kenneth Branagh: conflito shakespeariano para um e nenhum conflito para o outro


Talvez Thor seja afastado do esquecimento pela postura preambular que tem ante o filme dos vingadores, prometido para o ano que vem. É um filme divertido que tenta conciliar, sem passar vergonha, mitologia, comédia, heróis e quadrinhos em uma mesma mistura. Ter resultado em um entretenimento recomendável já é uma grande vitória. Talvez fosse essa a intenção da Marvel para Thor, o personagem e o filme.
A grande contribuição do filme para o cinema pode ter sido a revelação do britânico Tom Hiddleston, que interpreta Loki. Aquele tipo de ator que se alimenta de seu personagem e cresce aos olhos da platéia. Se a fita fosse melhor, Hiddleston talvez não destoasse tanto. Sorte dele que o filme é só divertido.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, novidades sobre o novo projeto de Tarantino; conjecturas sobre a escolha de Aronofsky para presidir o júri em Veneza; a semelhança entre um personagem da animação Rio e Woody Allen e como isso pode ter influenciado no casting do novo filme do cineasta americano; porque Sean Penn prefere as loiras e as expectativas de bilheterias gordas para esse mês de maio que se inicia.




Novo presidente, velho conhecido

O cineasta americano Darren Aronofsky foi escolhido para presidir o júri do próximo festival de Veneza, que será realizado em setembro. A escolha de Aronofsky revela um interesse da organização do festival em fidelizar algumas figuras do cinema a exemplo do que faz Cannes. Aronofsky, em um conjunto de quatro anos, terá comparecido no festival por três oportunidades. Em competição com O lutador (2008), fora de competição com Cisne negro (2010) e como presidente do júri (2011).
A escolha também demonstra, além de bom senso da organização, uma pré-disposição em acalentar a mostra com interesses diversos que fujam da seleção de filmes. Estratégia sinalizada no ano anterior com a escolha de Tarantino para presidir o júri.


Tarantino no oeste!

E por falar em Tarantino, está batido o martelo sobre o nome do novo filme do diretor. O projeto,como já estava anunciado, será um western que o reunirá ao ator Christoph Waltz (grande destaque de Bastardos inglórios). Django Unchained ainda não tem data para começar a ser produzido. O roteiro acabou de ser entregue a Harvey Weinstein. Tudo indica que as sempre notáveis referências ao cinema de Sergio Leone entrarão em ebulição no novo filme de Tarantino.



Separados no nascimento


A animação Rio ainda reina como o principal lançamento de 2011 nos cinemas. O posto deve ser perdido nesse mês que traz promissoras estréias do verão americano, mas quem não se perde na comparação é Blu, a ararinha azul que protagoniza o filme do brasileiro Carlos Saldanha. Blu parece uma criação de Woody Allen. Neurótico, obsessivo, recluso e cheio de interjeições filósofo-científicas, Blu aproximou o humor das animações ao humor de Woody Allen que, naturalmente, serviu de referência na concepção do personagem.



O novo filme de Allen
E por falar em Woody Allen, o diretor americano já anunciou seu novo projeto. A fita, que será gravada em Roma, reunirá o diretor a Penélope Cruz novamente. Também estão escalados Alec Baldwin e Jesse Eisenberg. Isso mesmo o Blu que em outra encarnação foi Mark Zuckerberg. É certo que um desses dois trabalhos (se não os dois) foi decisivo para que Allen convidasse Eisenberg para estrelar seu novo filme.

 
Quem leva a melhor em maio?

Velozes e Furiosos 5: operação Rio começou levantando poeira nas bilheterias americanas no final de semana passado. A quantia de U$ 84 milhões garantiu a melhor abertura da série e a melhor do ano até aqui. Thor teve uma boa estréia no mercado internacional (U$ 55 milhões) e deve manter a média nas bilheterias americanas. Mas a disputa só está engrenando. Esse mês de maio ainda traz dois arrasa quarteirões que devem se impor sobre esses dois lançamentos. A expectativa da Disney é que Piratas do caribe: navegando em águas misteriosas supere os U$ 100 milhões em sua bilheteria de estréia nos EUA e chegue perto dos U$ 210 milhões mundialmente. A Warner tem ambições tão estreladas quanto. A expectativa é que Se beber não case – parte 2 arrecade cerca de U$ 75 milhões em sua estréia. O verão no cinema está começando e promete ser bem quente.



Duelo de gigantes

Como é que não tiveram essa ideia antes? Colocar Vin Diesel e The Rock (que prefere ser chamado de Dwayne Johnson) frente a frente em um filme de ação. Chega sexta-feira no país o novo filme da franquia Velozes e furiosos que traz a dupla se pegando (no sentido UFC, claro). Para os brasileiros, o quinto filme da série vem turbinado pelo fato de ser ambientado no Rio de Janeiro (ainda que grande parte das cenas tenham sido gravadas em Atlanta e Porto Rico).
Amanhã Claquete publica uma matéria exclusiva sobre o novo filme.

Olho no olho: Diesel e Johnson já estão chegando em Claquete


Já começou!


O filme mais aguardado de 2012 é Os vingadores. E desde a semana passada a ansiedade é diariamente abastecida com notícias da produção – iniciada em 25 de abril no México. O filme que reúne o super grupo da Marvel no cinema promete ser uma sensação cinematográfica e o elenco parece bastante entusiasmado.
Tom Hiddleston, o Loki de Thor, cotado para ser o principal vilão do longa já se manifestou acerca de sua ansiedade. Loki estará no filme, contudo, sua dimensão na história ainda não foi divulgada. Mark Ruffalo, que assumirá o papel de Hulk que já foi de Eric Bana e Edward Norton, teorizou acerca do status de seu personagem no grupo. “Ele é imprevisível!” A fala de Ruffalo e o fato de Loki ser o Deus da trapaça reforçam a boataria de que os vingadores seriam reunidos para controlar o Hulk, talvez sob influência de Loki. É uma aposta!



Bacaninha!
E Tom Hiddleston é uma das gratas surpresas de Thor. O ator, que também estará em War horse (lançamento de fim de ano de Steven Spielberg) responde pela carga emocional e pelos lampejos criativos de um filme que, em linhas gerais, só diverte. Thor é bem feitinho e esquecível. A crítica do filme será publicada ainda essa semana em Claquete.



Todas as loiras de Penn


Sean Penn é um bad boy de bom coração. Isso o ajudou a construir um repertório de conquistas invejável. Nos anos 80 estampava os tablóides em virtude de brigas homéricas com Madonna e ajudou a popularizar essa figura tão combalida chamada paparazzi. Até hoje Penn se atraca com uns e outros. Mas ele gosta mesmo é das loiras. Inegavelmente foram elas que mais se destacaram na companhia do ator. Depois da relação, marcada por idas e vindas, com Robin Wright (que durou mais de dez anos), Penn ingressou em um namoro com a voluptuosa Scarlett Johansson. O romance já dura alguns meses e foi “oficializado” no casamento da atriz Reese Whiterspoon algumas semanas atrás. Isso mesmo! Outra loira...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Filme em destaque: Thor

Sobre Deuses e homens

A Marvel dá o pontapé inicial no verão americano de 2011 com mais um filme que vem encorpar um dos planos mais ousados da história do cinema. Claquete desvenda o capítulo que se escreve com o lançamento de Thor


A ideia de ligar o universo Marvel exige uma engenharia artística, um conceito um tanto quanto imaginativo por definição, não tão simples quanto cunhá-lo. São necessários planejamento, qualidade administrativa, visão e empreendedorismo estratégico. Avi Arad é o homem no centro da mesa. Ao seu lado estão Kevin Feige e David Maisel, os principais responsáveis pela forma com que o universo Marvel está sendo erigido no cinema. Foram eles que fizeram da Marvel, uma licenciadora de personagens de HQ com potencial cinematográfico, um estúdio de cinema atraente para um gigante como a Disney, que comprou a Marvel (estúdio e editora) em um mega negócio de Wall Street em 2009.
O filme Thor, que chega nessa sexta-feira (29 de abril) aos cinemas brasileiros, faz parte desse projeto. E é uma parte importante. Não só porque funciona como apêndice elementar para o filme Os vingadores que materializa o Universo Marvel nos cinemas, mas porque é o primeiro filme do estúdio sem Robert Downey Jr. distribuindo charme como Tony Stark. O incrível Hulk (2008) não conta porque era uma co-produção com a Universal.
Feige e Maisel sabiam que Thor era, em suas idiossincrasias particulares, um personagem difícil de se manipular no cinema. Uma HQ que evoca a mitologia nórdica de maneira superficial e que se viabiliza sobre o cotidiano de um Deus entre os imortais. Mas Thor traz em seu cerne questões inerentes a dramaturgia clássica, como o conflito familiar no berço do poder e a necessidade de humanizar-se para compreender o outro. As falas romanceadas do personagem, os figurinos de época e a existência de universo paralelo presentes na história, em uma época de profusão de filmes de fantasia, podiam ser um trunfo ou um entrave. Era necessário equilibrar-se nessa equação. É aí que entra Kenneth Branagh. Uma escolha inusitada para dirigir um blockbuster de verão. Com um currículo enfeitado por produções muito ligadas a Shakespeare (e ao teatro), Branagh, no entanto, era a escolha óbvia para enrijecer um material frágil, do ponto de vista dramatúrgico, e agregar credibilidade a ele. “O que me motivou a fazer o filme foi a possibilidade de trabalhar com Ken”, admitiu a oscarizada Natalie Portman em entrevista a revista americana Entertainment Weekly. A atriz, que faz o interesse romântico do Deus do trovão, vivido pelo ator australiano Chris Hemsworth, repetiu a mesma declaração em quase toda entrevista promocional que concedeu sobre o filme.


Natalie Portman e Chris Hemsworth em cena de Thor: um filme que alia Shakespeare, humor e grandes ambições
 

Comédia e conflitos

E como o diretor de filmes como Muito barulho por nada (1993), Hamlet (1996) e Um jogo de vida ou morte (2007) enxerga um filme sobre um Deus arrogante entre mortais? “Como uma comédia com elementos shakespearianos”, declarou em entrevista a revista inglesa Empire. “Existe uma disputa por poder entre dois irmãos, uma busca por aprovação paternal e a necessidade de provar-se humilde. Sou capaz de identificar Shakespeare aí”, continuou o diretor. A trama de Thor começa com o filho de Odin sendo banido de Asgard (terra fictícia em um universo paralelo à Terra) por seu próprio pai, após reincidentes demonstrações de arrogância. Odin objetiva que seu filho se torne mais humilde e nobre e, por isso, o despacha para a Terra. Seu irmão, Loki, conhecido como o Deus da trapaça, trama para que Thor continue afastado de Asgard.
A comédia surge da necessidade de Thor em se adaptar aos costumes terráqueos. Embora já superada nos quadrinhos, no cinema essa gag ainda é inédita e deve facilitar a digestão do filme pelo público. E é importante que isso aconteça. Entre Thor e Os vingadores, que tem estréia marcada para maio de 2012, só Capitão América: o primeiro vingador. Mas isso é papo para julho.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os filmes que farão o verão americano de 2011

Nessa sexta-feira estréia no Brasil Thor, o filme que abrirá os trabalhos da época dos blockbusters americanos no mercado internacional. Nos EUA essa honra caberá a Velozes e furiosos 5: operação Rio. No final de semana seguinte, as estréias se invertem.
Entre maio e agosto de todo ano, os estúdios de cinema concentram os principais lançamentos de seu repertório anual: os chamados filmes pipoca. Aqueles que objetivam entreter na mesma medida que fazer dinheiro. Nos últimos anos essa época do ano tem sido marcada por refilmagens, continuações e adaptações de HQ. Em 2011 não será diferente. Esse verão americano (a estação só começa mesmo na américa do norte em junho) trará como principais destaques o último capítulo da saga de Harry Potter nos cinemas, o voo solo de Jack Sparrow pelo Caribe, uma comédia produzida por Judd Apatow com as mulheres em mente (Bridesmaids), a reunião da galera de Se beber não case na Tailândia, James Bond e Indiana Jones contra aliens sob comando do diretor de Homem de ferro e muito mais. Nesta reportagem especial, Claquete apresenta os principias destaques dessa época que lota cinemas e ferve o bolso dos cinéfilos de plantão e de quem só curte uma boa diversão no cinema também.


Chega de bromance: em Bridesmaids, as mulheres dominam a comédia romântica novamente...


Expecto Patronum

Não tem como não se arrepiar. Harry Potter cresceu e agora se despede. Iniciada em 2001, com A pedra filosofal, a saga Harry Potter, com seu oitavo filme, se despede em julho de 2011. Harry Potter e as relíquias da morte – parte 2 estréia mundialmente em 15 de julho, uma data que tem se mostrado pródiga para a Warner que reserva seus principais lançamentos para essa estratégica semana do mês de julho. Foi assim com Batman – o cavaleiro das trevas (2008) e Harry Potter e o enigma do príncipe (2009). A expectativa é que o último Harry Potter supere a colossal bilheteria dessas duas fitas – as maiores bilheterias do estúdio.
Se Harry Potter se vai, outro franquia que une magia e heroísmo a uma boa dose shakespeariana chega. Thor serve como apêndice para o mega filme Os vingadores que a Marvel prepara para 2012. E o diretor Kenneth Brannagh (o responsável pelo componente shakespeariano na fórmula) deve retornar para a sequência, prometida para 2013.

Em X-mem: primeira classe, a crise dos mísseis de Cuba serve como pano de fundo para a eclosão da rivalidade entre Xavier e Magneto


E se o assunto é quadrinhos, o diretor Matthew Vaughn, responsável pelo melhor filme do gênero (já dá para chamar de gênero, né?) do ano passado (Kick ass – quebrando tudo) apresenta a origem da amizade e rivalidade entre Charles Xavier e Magneto. X-men: primeira classe faz parte de uma nova franquia mutante que a Fox tenta impulsionar. A julgar pelas primeiras imagens, deve vingar. O elenco do filme que estréia mundialmente em 3 de junho conta com James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jennifer Lawrence e January Jones. Outro herói com DNA Marvel – e que chega pelo próprio estúdio – é o Capitão América. Capitão América: o primeiro vingador estréia em julho e acompanha um dos maiores símbolos americanos contra o nazismo. Se conseguir capturar o espírito de matinês de produções como Indiana Jones nos anos 80, esse Capitão América vai longe. Gente boa reunida tem. Chris Evans, Tommy Lee Jones e Hugo Weaving para citar alguns. A Warner que se despede dos dólares de Harry Potter mira em possíveis franquias. Em 2011, Lanterna verde é um dos candidatos. Personagem do segundo escalão da editora DC comics, chega aos cinemas como uma tentativa da Warner de obter a mesma lucratividade que a rival Marvel está conseguindo.
Quem é certeza de lucro é Jack Sparrow, que Johnny Depp volta a viver em Piratas do Caribe: navegando em águas misteriosas. O lançamento de 20 de maio nos cinemas mundiais tem ainda como atrações o retorno de Geoffrey Rush como Barbosa, a introdução do inglês Ian McShane como Barba negra e de Penélope Cruz como uma paixão antiga de Sparrow.


E como ainda não falamos de sequências...


Se beber não case era um filme tão bom que não podia acabar no final”, disse Zach Galifianakis, um dos expoentes do sucesso do filme dirigido por Toddy Phillips. Galifianakis e o resto do elenco voltam para Se beber não case 2, que também tem estréia mundial marcada para maio, no dia 27. Dividindo o dia de estréia com Se beber não case 2 (nos EUA, já que no Brasil a estréia ocorre em 10 de junho) está Kung Fu panda 2. Jack Black, Angelina Jolie e Dustin Hoffman voltam com suas vozes estreladas e ganham a companhia de Gary Oldman e Jean Claude Van Damme que dará voz ao rival de Po na nova aventura. Depois de encantar o mundo com a terceira parte de Toy Story, a Pixar parece ter tomado gosto pelas continuações e em junho lançará Carros 2, a sequência de um de seus maiores sucessos contemporâneos.
Sam (Shia LaBeouf) estará sem Mikaela (Megan Fox), mas poderá ser confortado por Carly ( vivida pela modelo Rosie Huntington-Whiteley, namorada de Jason Stathan) em Transformers 3: dark of the moon. Michael Bay relutou, mas acabou rodando essa terceira parte em 3D. Nos EUA, o filme chega em 1º de julho. Por aqui deve pintar uma semana depois. E o remake com cheiro de sequência do ano é Rise of the Planet of the apes. James Franco e Freida Pinto estrelam a nova aventura que coloca humanos e macacos frente a frente. Ainda sem título e data de estréia brasileiros, o filme está previsto para o princípio de agosto nos EUA. E quem gosta mais de sequências do que Robert Rodriguez? Sem nada para fazer em seu rancho, o diretor mexicano resolveu rodar a quarta parte de sua saga infantil Pequenos espiões, que também estréia em agosto, e chamou sua musa Jessica Alba para a brincadeira.
Conan vive depois de Schwarzenegger. Em agosto, o semidesconhecido (pelo menos para quem nunca ouviu falar de Stargate Atlantis) Jason Momoa viverá o simério na fita dirigida pelo videoclipeiro e bom diretor de filmes de terror Marcus Nispel. É esperar para ver no que dá.


Potenciais supresas

Judd Apatow se especializou na comédia romântica para machos. Ele resolveu aderir às convenções, pelo menos em parte, com Bridesmaids. Um filme que o próprio define como “Ligeiramente grávidos para mulheres”. O mad man Jon Hamm estrela ao lado de Kristen Wiig e Rose Byrne. Os brasileiros só poderão assistir ao filme, que chega nos EUA em 13 de maio, em setembro. Na mesma linha chanchada está Something borrowed que traz Kate Hudson, John Krasinski e Ginnifer Goodwin. Embora chegue semana que vem nos EUA, a fita só deve pintar por aqui na época do dia dos namorados.
Woody Allen será uma opção para quem deseja romance com conteúdo com seu Meia noite em Paris, outro filme que chega em maio nos EUA e em setembro no Brasil. Will Ferrel e Rebecca Hall estrelam Everything must go, em que Ferrel vive um homem que, sem mais nem menos, é posto para fora de casa pela mulher e que decide fazer um bazar com seus pertences. Forte candidato a hit indie é Hesher, filme em que Joseph Gordon Levitt vive um roqueiro interessado em Natalie Portman. Sam Worthington deixa o 3D de lado para contracenar com Keira Knightley em Last night. Os três filmes que estréiam em maio nos EUA, não têm previsão de lançamento no Brasil.
Não dá para colocar J.J Abrams e surpresa na mesma sentença. Mas muito pouco se sabe de seu Super 8, que estréia em junho. O mesmo se pode dizer acerca de Cowboys & Aliens, de Jon Favreau, que estréia mundialmente em 29 de julho, opondo Daniel Craig e Harrison Ford a aliens no meio oeste americano.



Justin Timberlake chega em dose dupla às telas de cinema neste verão. Em Professora sem classe, ele vive um professor substituto na mira de uma colega de trabalho vivida por Cameron Diaz. E em Amigos com benefícios, Justin e a ucraniana Mila Kunis engatam no maior dos clichês modernos: uma amizade colorida. O primeiro filme deve estrear em junho no Brasil, enquanto o segundo está previsto para o final de agosto.
Os realizadores de O golpista do ano entregam sua nova comédia. Em Crazy, stupid, Love (que provavelmente se chamará Amor a toda prova no Brasil), Steve Carrel e Ryan Gosling contracenam com Julianne Moore e Emma Stone. O filme, que ainda não tem data de lançamento no país, estréia nos EUA em julho.
Da série “esse filme tem tudo para ser bom”, se destacam Horrible bosses e 30 minutos ou menos, previstos para julho e agosto respectivamente. No primeiro filme, dirigido por Seth Gordon, três funcionários (Jason Bateman, Jason Sudekis e Charlie Day) resolvem tramar o assassinato de seus chefes (Kevin Spacey, Colin Farrel e Jennifer Aniston). O segundo filme promove o reencontro entre Ruben Fleischer e Jesse Eisenberg, diretor e astro de Zumbilândia.


O melhor do resto

Colin Farrel também está no thriller de terror Fright night, previsto para agosto. Por falar em terror, Paul Bettany é um padre a caça de vampiros em Padre, que estréia mundialmente na sexta-feira 13 de maio. Paul Rudd e Zoey Deschanel estão em Our idiot brother. As criaturinhas azuis, conhecidas como smurfs, também chegam aos cinemas em julho, assim como Tom Hanks e Julia Roberts na comédia dramática Larry Crowne.
Paul Bettany e Cam Gigandet estão em Padre, a estréia da sexta-feira 13 de 2011...

domingo, 24 de abril de 2011

Tira-teima

Na próxima sexta-feira estréia nos cinemas brasileiros Thor, o terceiro filme da Marvel Studios e o primeiro de quatro filmes estrelados por heróis a chegar aos cinemas em 2011.Os outros filmes são Capitão América: o primeiro vingador, X-men: primeira classe e Lanterna verde. Para ir entrando no espírito, e rememorar o que de melhor já pintou nos cinemas sob as rédeas desses dois celeiros de super heróis e super vilões, a seção Tira-Teima deste mês coloca Marvel X DC na arena. Pode desligar o joystick!


Os filmes


Marvel

Blade – o caçador de vampiros (1998) ; X-men – o filme (2000); Homem aranha (2002); Blade 2 (2002); Hulk (2003); X-men 2 (2003); Demolidor – o homem sem medo (2003); Blade trinity (2004); Homem aranha 2 (2004); O justiceiro (2004); O quarteto fantástico (2005); Elektra (2005); X-men: o confronto final (2006); Homem aranha 3 (2007); Motoqueiro fantasma (2007); Quarteto fantástico e o surfista prateado (2007); O incrível Hulk (2008); Justiceiro: zona de guerra (2008); Homem de ferro (2008); X –men origens: Wolverine (2009); Homem de ferro 2 (2010); Kick Ass: quebrando tudo (2010)


DC


Superman – o filme (1978); Superman 2 (1980); Superman 3 (1983); Supergirl (1984); Superman 4, em busca da paz (1987); Batman (1989); Batman – o retorno (1992); Batman eternamente (1995); Aço (1997); Batman & Robin (1997); Mulher gato (2004); Constantine (2005); Batman begins (2005); Superman – o retorno (2006); V de vingança (2006); Batman – o cavaleiro das trevas (2008); Watchmen (2009)







Empreendedorismo cinematográfico


A Marvel que licenciou seus personagens para variados estúdios (Sony, Fox e Universal são alguns deles), lançou Homem de Ferro como o primeiro filme sob produção própria – com acordo de distribuição firmado com a Paramount. Em 2009, a empresa foi vendida para a Disney. Após o término do licenciamento de personagens como X-men e Homem aranha, todos voltarão para a Marvel sob a batuta da Disney.
Já a DC mantém um longo relacionamento com a Warner Brothers que produziu e distribuiu todos os filmes baseados em personagens da editora. A relação, estremecida pelo sucesso comercial da Marvel no cinema, já dá sinais de esgotamento. Mas a DC não apresenta planos de vôo solo no cinema.


O universo no cinema


Enquanto a Marvel tece planos para ligar todo o universo Marvel no cinema, à medida que apresenta alternativas as já consagradas fórmulas de sucesso (com o reboot de Homem aranha e uma nova franquia mutante, X-men: primeira classe), a DC não consegue firmar nem mesmo seu segundo grande personagem no cinema. O super homem terá uma nova chance nos cinemas em 2013.



O carro chefe


Marvel

Homem de ferro
O personagem pertencia ao segundo escalão da editora. Não á toa ainda não tinha tido os direitos negociados com nenhum estúdio de cinema. Com o filme estrelado por Robert Downey Jr. passou ao primeiro time e garantiu a viabilidade da Marvel como estúdio cinematográfico.

DC

Batman
Nenhum outro personagem de quadrinhos rendeu tanto no cinema. Com seis filmes oficiais, e um sétimo a caminho, Bruce Wayne e seu alterego são os grandes responsáveis pela longevidade desse neo gênero cinematográfico. São também os filmes do Batman, a despeito de seus vilões fantasiados, os que menos se assemelham a uma adaptação de HQ. É a principal franquia da DC/Warner no cinema e dificilmente deixará de ser.








O horizonte límpido


A Marvel tem oito produções em andamento e muitos planos. Sem contar que a partir de 2013 alguns personagens voltarão aos cuidados da editora. A ideia de interligar o universo Marvel no cinema ainda poderá render muitos frutos. E ótimas bilheterias.
As fichas da DC estão em Lanterna verde. Um personagem do segundo escalão da editora que, se repetir o efeito de Homem de ferro para a Marvel, poderá desbravar as fronteiras para outros personagens como Flash e Mulher maravilha que vivem tendo seus projetos cancelados.
O super homem é outro personagem com a corda no pescoço. Se a bilheteria do novo filme (previsto para 2013) for ruim, o homem de aço ficará um bom tempo longe dos cinemas.