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sábado, 15 de outubro de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, o nome oficial do quinto filme da série Duro de matar e suas alternativas; o melhor comediante americano da atualidade nos cinemas; os filmes que devem marcar presença no Oscar; a disputa acirrada por datas para os lançamentos do verão americano de 2013; uma homenagem fashion a Martin Scorsese e Michael Fassbender (de novo)!



Você já riu com esse cara


Ele pode não ter a estatura artística de um Jim Carrey, a fama e notoriedade de um Ben Stiller ou o tempo de carreira de Eddie Murphy, mas Jason Bateman atualmente é um comediante muito mais in do que todos esses caras juntos. Atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros com Eu queria ter a sua vida, o ator que foi revelado no subestimado seriado Arrested development agiganta seu status como Hollywood star a cada nova produção. Das pontas descoladas em filmes como O reino (2007), Juno (2007) e Amor sem escalas (2009) ao protagonismo em Coincidências do amor (2010) e Eu quero matar meu chefe (2011), Bateman cultivou gracejos que lhe valem a pecha de leading comedy man. Enquanto Stiller junta forças com Murphy em Roubo nas alturas e gente como Jack Black, Owen Wilson e Steve Martin buscam o hype da colaboração para fazer dinheiro nas bilheterias com The big year, Bateman faz o caminho inverso. Capaz de soar sofisticado ou grosseiro, o ator tem timing e talento para fazer da comédia americana seu quintal.  


Piada pronta
Essa semana foi anunciado o nome oficial do quinto filme da série Duro de matar, previsto para fevereiro de 2013. O nome do quarto filme (Live free or die hard) já perecia nome de música do Phill Collins, mas ainda preservava alguma testosterona. Mas o nome do quinto filme beira o ridículo: A good day to die hard, algo como “um bom dia para ser duro de matar”.  O blog de cinema da MTV americana mergulhou na brincadeira e bolou uma série de possíveis nomes alternativos para quinta aventura do policial casca grossa vivido por Bruce Willis. Claquete selecionou os melhores:

10 – Die hard 5: you can´t  kill death
9 -  Die hard 5: death... prepare to die
8 -  Die hard 5: McClaine strikes back
7-  Die hard 5: the die hard rises
6-  Yippie ki way mother fucker, it´s another Die hard movie
5- Die hard 5: suck it, Indiana jones!
4- Die hard 5: I´m just so tired
3- If you take Viagra, you will die hard!
2- Live and let die hard already!
1- Die hard 5: twilight


Ave Martin !
A revista de moda, cultura e celebridade Harper´s bazaar resolveu fazer uma homenagem a um dos grandes diretores de cinema de todos os tempos em que pudesse confluir as três principais características da publicação. E foi incrivelmente bem sucedida. Um editorial de moda que destaca celebridades revivendo cenas e personagens marcantes de filmes variados de Martin Scorsese e trajando criações de famosos estilistas. Luxo cinéfilo da maior categoria. Abaixo, algumas das fotos:

Kate Bosworth revive cena de A época da inocência 

Chloe Grace-Moretz e Keanu Reeves revivem cena de Taxi driver  

Emily Blunt em reconstituição fotográfica de Alice não mora mais aqui





Os favoritos de momento
Estamos em outubro e a corrida pelo Oscar começa, efetivamente, em dezembro. O leitor de Claquete já está acostumado com o Oscar Watch, especial do blog que apresenta uma cobertura completa e contextualizada da temporada de prêmios do cinema, mas o especial só terá o pontapé inicial daqui a um mês e meio. Até março de 2012 serão postagens diárias com bastidores, análises, reportagens, perfils, contextualizações e críticas dos filmes e cenários que constituirão a Oscar season 2012. Mas e que filmes serão esses? A verdade é que, a beira da temporada se iniciar, são poucas as certezas. Este ano, por exemplo, não há uma animação forte. Há também as mudanças de regra da academia que devem aferir novo status à corrida. Justamente por isso, Woody Allen é citado como um possível nome viável com seu sucesso de público e crítica por Meia noite em Paris. É difícil, no entanto, que o filme de Allen na França exceda a participação no Globo de ouro. A árvore da vida, de Terrence Malick, é outro filme que não deve chegar forte à temporada de premiações. Até mesmo porque não merece.
Toda a indústria aguarda com ansiedade J.Edgar, apontado como um legítimo front runner, mas o academicismo do primeiro trailer foi desanimador. Filmes que, a despeito do tamanho da participação, devem figurar na Oscar season são Tudo pelo poder, de George Clooney, Os descendentes, de Alexander Payne, Carnage, de Roman Polanski, O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson, Shame, de Steve McQueen, We need to talk about Kevin, de Lynne Ramsey e A dangerous method, de David Cronenberg.


Fassbender para maiores
Michael Fassbender ganhou o prêmio de melhor ator no último festival de Veneza pelo executivo viciado em sexo de Shame. O filme, com estréia marcada para o final de novembro nos EUA, é uma das apostas seguras para a próxima temporada de premiações. O trailer, divulgado essa semana, você confere aqui.





Com a cabeça em 2013
2011 nem sequer terminou e os estúdios já se movimentam pelas datas de 2013. Com um verão americano cada vez mais inchado por blockbusters gigantes, os estúdios estão encontrando mais dificuldades na hora de assegurar datas estratégias para seus lançamentos. Muitos filmes que nem sequer começaram a ser gravados já apresentam datas de lançamento. É o caso de produções como Velozes e furiosos 6, Se beber não case 3 e Robocop; todas agendadas para maio de 2013. A Disney que a partir de 2013 irá distribuir os filmes da Marvel, segundo acordo firmado na ocasião da fusão em 2009, se viu na incumbência de transferir Thor 2 para novembro para que não “roubasse” público de outro de seus lançamentos, Homem de ferro 3. Para o verão de 2013, o estúdio do Mickey Mouse ainda terá o quinto filme da franquia Piratas do Caribe e a sequência do sucesso Monstros S.A, intitulada Monstros universidade.
2013 já começa agitado com Brad Pitt contra zumbis em World War Z, filme que o astro filma atualmente na Hungria. Meu malvado favorito 2, Pânico 5 e Elysium, ficção científica que marca a estréia de Wagner Moura em Hollywood, são outros lançamentos programados para o primeiro trimestre do ano.
Outro mega lançamento que aportará em 2013, deslocado de 2012 por falta de datas estratégicas, é Superman: o homem de aço. O filme dirigido por Zack Snyder está marcado para junho. Outra atração de 2013 é One shot. Filme de Christopher McQuarrie, roteirista de Os suspeitos, com Tom Cruise como um espião e o cineasta Werner Herzog como seu antagonista.
2013 também terá Angelina Jolie em Malévola, filme que reconta a história da bela adormecida, mas pelo ponto de vista da bruxa. A estréia acontece no concorrido maio e a direção, que seria de Tim Burton, está a cargo de David O.Russell. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Crítica - Eu queria ter a sua vida

Manjado, mas funcional...

Não é exatamente uma novidade o mote da troca de corpos no cinema. De Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan até Tony Ramos e Glória Pires, a fórmula já foi usada a exaustão. Há de se questionar, portanto, o que Eu queria ter a sua vida (The change-up, EUA 2011) pode apresentar de novo. A resposta seria um belo nada. A fábula moral que David Dobkin, cujos créditos incluem Penetras bons de bico (2005), desenrola em nada difere das que o espectador já viu, por exemplo, no nacional Se eu fosse você. Os dois pontos que tornam Eu queria ter sua vida ligeiramente mais original e divertido são frágeis, mas estão lá. O primeiro é Jason Bateman. O ator continua no topo de seu jogo no cinema. Ainda que, assim como Ben Stiller e Vince Vaughn, apresente variações do mesmo personagem, o ator consegue envolver a platéia e é justamente em Eu queria ter sua vida que ele sai um pouco de sua zona de conforto. O outro ponto a favor do filme de Dobkin é que o roteiro, assinado por Jon Lucas e Scott Moore, explora bem a ideia de “tirar férias da própria vida”. Algo que, francamente, ocorre a todo mortal uma vez ou outra.
Bateman vive Dave Lockwood, um advogado um tanto ressentido de sua vida estressada. Ryan Reynolds vive Mitch Planko, um playboy irresponsável que conhece Dave dos tempos de faculdade. Em uma noite, após se aliviarem em uma fonte enquanto externavam a admiração que tinham um pelo outro, trocam de corpos. A partir daí os clichês se avolumam e o espectador já sabe o que esperar. Mas não dá para negar que algumas boas risadas e outras um tanto forçadas irão nos guiar até o final dessa brincadeira manjada, mas que ainda funciona.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crítica - Quero matar meu chefe

Para ver com o chefe!


A comédia americana está cada vez mais fluída e as relações entre a tv e o cinema cada vez mais amistosas. Egressos da tv, Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis já brilham no cinema e Quero matar meu chefe (Horrible bosses, EUA 2011) pode fazer por eles o que Se beber não case fez por Bradley Cooper, Zach Galifianakis e Ed Helms dois anos atrás. O espírito de farra e sátira move os dois filmes. A caricatura calculadamente hiperbólica com que Quero matar meu chefe apresenta alguns personagens se viabiliza como um plus da fita de Seth Gordon. Com um currículo bastante diverso, que vai de documentários como Freakonomics (2010) à direção de episódios de Modern Family e The Office, o diretor mostra-se contido na direção da fita e permite que seu elenco brilhe com improvisações a granel.

Jennifer Aniston e Charlie Day em cena de Quero matar meu chefe: Atores improvisando e se divertindo...


Nesse departamento, Jason Bateman surge como o controlado Nick, um sujeito constantemente humilhado pelo patrão, Dave Harken (Kevin Spacey); Jason Sudeikis faz Kurt que não suporta Bobby Pellitt (Colin Farrell), o filho viciado e preconceituoso de seu patrão que herda a empresa após a morte deste; Charlie Day faz Dale, um tipo histérico que se incomoda com o assédio incessante da dentista para a qual trabalha- vivida por Jennifer Aniston. Jennifer, aliás, está fantástica no papel de tarada. Sem se fazer de rogada na hora de proferir sacanagens. Uma ótima forma de rir de sua persona como american sweetheart. Kevin Spacey é outro que atropela com sua ironia e canastrice. E o que dizer de Colin Farrell sem medo de aparecer careca, barrigudo e histriônico? A participação desses atores ajuda Quero matar meu chefe em seu intento: ser um tremendo sarro.
Jamie Foxx, outro que está hilário, representa outra boa piada do filme que só se anuncia completamente no clímax da fita. Cheio de referências ao universo pop, assumindo sua fonte de inspiração (Pacto sinistro, de Hitchcock) e com extrema capacidade de dosar os pontos altos de seus protagonistas (todos têm chance de brilhar), Quero matar meu chefe é diversão garantida. Das melhores comédias do ano. Tão boa, que não tem perigo em indicar para o chefe.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Crítica - Coincidências do amor

Coincidências do amor (The switch, EUA 2010) é uma grata surpresa em um circuito dominado por comédias românticas decididas a serem diferenciadas, mas decididamente irmanadas no fracasso desse intento. A fita dirigida por Will Speck e Josh Gordon, baseada em um conto publicado na revista The New Yorker, parte de um premissa muito semelhante a outra comédia romântica exibida nos cinemas em 2010. Em Plano B, Jennifer Lopez sentia o sino da maternidade bater e não se via com muitas chances de ser mãe, já que não conseguia um relacionamento estável. Optou pela inseminação artificial só para no mesmo dia conhecer o amor de sua vida. Plano B, é bem verdade, é agradável e tira proveito de situações incomuns (embora previsíveis) dentro do universo da comédia romântica. Já Coincidências do amor amplia o escopo. Na trama, Jennifer Aniston vive uma solteirona que vive o mesmo dilema. Ela decide fazer a inseminação artificial, no que é desencorajada pelo personagem de Jason Bateman, amigo de longa data que no fundo é apaixonado por ela – mas nunca teve forças para assumir esse sentimento (para si e para ela).
Na primeira meia hora o filme investe fortemente na comédia, no que se vale do excelente timing cômico de Bateman, para depois adentrar um nicho mais sério, mas sem perder a graça ou o jeito fofura de comédia romântica. Acidentalmente (em uma cena não tão engraçada quanto deveria), o personagem de Bateman troca o esperma do doador eleito por Jennifer pelo seu. Daí em diante, Coincidências do amor segue um caminho previsível, mas irresistível. O filme não se omite de capturar os sentimentos contraditórios de seus personagens (importante frisar que além de ser protagonista, o ponto de vista adotado pelo roteiro é o de Bateman) e estende seu escopo, criando algumas cenas bastante comoventes (ainda que moralistas). Essa opção faz da comédia romântica em questão, um hibrido dos mais interessantes. Pois ajusta as expectativas da platéia (expectativas essas relacionada ao desenvolvimento de um filme do gênero) a elementos não tão insidiosos em um romance. O filme ter sido um fracasso mapeia o que deu errado. No final das contas, por mais absurda que seja a premissa do filme (uma troca de esperma que vincula duas pessoas para sempre), Coincidências do amor é a comédia romântica mais verdadeira dos últimos tempos. Talvez não estejamos preparados para algo assim. Uma pena. Comédia romântica é bom. Se for inteligente e factível é melhor ainda.