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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Oscar Watch 2014 - A peleja dos atores coadjuvantes

Da esquerda para a direita: Bradley Cooper (Trapaça); Jared Leto (Clube de compras Dallas); Jonah Hill (O lobo de Wall Street); Barkhad Abdi (Capitão Phillips); Michael Fassbender (12 anos de escravidão)


Queridos, cheguei!

Já estava demorando, mas o alemão de ascendência irlandesa finalmente conseguiu sua primeira indicação ao Oscar. Parece justo que seja por um trabalho com o diretor Steve McQueen, que o colocou no mapa. Seu desempenho em 12 anos de escravidão não é especialmente superior a qualquer outro que tenha apresentado nos últimos quatro anos, mas é o que finalmente lhe valeu o passaporte de ator indicado ao Oscar.

Prós:
- Faz um vilão e eles têm valido vitórias nessa categoria nos últimos anos
- É a melhor atuação do filme
- O fato de ser um ator de muito gabarito e talento e com cada vez mais fãs na Academia pode pesar a favor
- É uma opção sólida para quem resiste premiar atores bissextos (Jared Leto), estreantes (Barkhad Abdi) ou questionados (Jonah Hill)

Contras:
- Não ganhou nenhum prêmio significativo na temporada
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente
- Seu personagem talvez seja vilão demais para o gosto de alguns votantes
-Andou mostrando ressentimento por não ter sido indicado por Shame há dois anos e isso pode custar-lhe votos

Primeira indicação

Ele é o capitão agora

Barkhad Abdi é um colosso de talento. Há quem diga que jamais fará outro papel, pelo menos de maneira tão convincente, como o pirata somali de Capitão Philips. Detratores de plantão dizem que ele não interpretou, mas emulou uma variação de si mesmo. Besteira. Dizem o mesmo de George Clooney. Abdi não poderia contar com referência melhor nesse glorioso conto de fadas que estrela em Hollywood.

Prós:
- Ganhou o Bafta justamente quando os votos para o Oscar começaram a ser emitidos
-Faz um vilão mais justificável do que o de Fassbender
-Rouba a cena de ninguém menos que Tom Hanks e isso é o tipo de coisa que impressiona quem quer se impressionar com uma atuação
- Seria o primeiro africano premiado na categoria

Contras:
- Apesar de fazer campanha, é compreensivelmente retraído
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente
- Ser um ator estreante
- A ideia já suficientemente difundida de que não está, de fato, “atuando”

Primeira indicação

Brincando nos campos do senhor

Jim Carrey morra de inveja! Steve Carell quem? No Oscar 2014, Jonah Hill mostrou que sua indicação dois anos atrás não foi acidental. Trabalhando com Martin Scorsese, seu diretor favorito, segundo o próprio Hill, o ator atinge não exatamente a maturidade como intérprete, mas um nível de qualidade que atores tidos como maduros muitas vezes não apresentam. Seu desempenho é avassalador e fia não só o trabalho de DiCaprio como a leitura de Scorsese para a delirante história de O lobo de Wall Street.

Prós:
- Sua indicação surgiu de dentro da academia, já que não foi nomeado a nenhum dos principais prêmios satélites. Pode se impor da mesma maneira na premiação
-É uma atuação nervosa e acelerada como a que rendeu prêmios para atores como Heath Ledger e Joe Pesci na categoria
-Ele e DiCaprio fazem frente a dupla McConaughey e Leto. Se DiCaprio crescer em sua disputa, pode favorecê-lo aqui
- É o melhor na categoria e isso deve contar para alguma coisa
-Tem mais tempo em cena do que seus concorrentes

Contras:
- Não esteve em nenhuma das premiações satélites
- Sua indicação foi muito questionada em redes sociais e isso pode afugentar novos votos
-Faz o meio termo entre vilão e babaca, é um tipo difícil de render prêmios

Segunda indicação
Indicação anterior
Ator coadjuvante por O homem que mudou o jogo em 2012

David O. Russell eu te amo!

Bradley Cooper é um bom ator, mas não é tão bom quanto parece sob as ordens de David O. Russell. Sob a batuta do diretor, Cooper consegue a façanha de ser indicado ao Oscar por dois anos seguidos. Fato raro e que só gente da tarimba de Russell Crowe e Tom Hanks, para citar atores contemporâneos, foi capaz de conseguir nas disputadas categorias de interpretação masculina. Cooper está refinando sua estratégia de carreira e, ao que tudo indica, vai sempre abrir espaço na agenda para colaborações com seu diretor de O lado bom da vida e Trapaça.

Prós:
- Está no elenco mais premiado da temporada
- A aceitação de que é um bom ator já está mais consolidada em Hollywood
- Está com trabalhos enfileirados com cineastas como Clint Eastwood e Cameron Crowe, e ele faz questão de fazer com que todos saibam disso
- A ideia de que um ator de Trapaça precisa ser premiado pode beneficiá-lo

Contras:
- Há lampejos de semelhança de sua atuação em O lado bom da vida
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
- A pecha de que duas indicações em dois anos já é reconhecimento suficiente

Segunda indicação
Indicação anterior
Ator por O lado bom da vida em 2013

Sem desafinar

Se não ganhar o Oscar, Jared Leto ficará chocado. Ele vem treinando premiação após premiação pelo grande momento de sua carreira como ator. É sua carreira como músico que pode privá-lo dessa consagração. Há gente que não gosta de dar Oscar a músicos. Bobagem. Leto é ator dedicado e talvez aqueles que gostem de dar Oscar pela dedicação superem aqueles com resistência a músicos. Leto torce para isso. Em Clube de Compras Dallas, ele mostrou que não desafina como ator.

Prós:
- Ganhou todos os prêmios mais significativos da temporada
- É considerado o favorito na categoria desde muito cedo
- Apresenta o tipo de transformação física que costuma render Oscar
- É simpático e está fazendo campanha pesada pelo Oscar
- Se beneficia da estrutura do filme destacar o trabalho dos atores

Contras:
- Seu favoritismo já começa a demonstrar sinais de esgotamento
- A vitória de Abdi no Bafta inegavelmente lhe custará alguns votos no Oscar
- Muitos votantes resistem à ideia de premiar um ator que se anuncia cantor em primeiro lugar

Primeira indicação

sábado, 26 de outubro de 2013

Crítica - O conselheiro do crime

Onde os fracos não têm vez!

O conselheiro do crime (The counselor, EUA 2013) é daqueles filmes que incitam a polêmica se a autoria de um filme pertence ao diretor ou ao roteirista. No caso deste filme, em seu primeiro roteiro original para cinema, Cormac McCarthy impregna esse thriller pensativo e erguido sobre elipses, divagações e violência crua de seu DNA, fazendo com que o diretor Ridley Scott seja apenas um colaborador de luxo. Luxo, aliás, é o elenco do filme que conta com Michael Fassbender, Javier Bardem, Brad Pitt, Penélope Cruz e Cameron Diaz no melhor papel de sua carreira.
Fassbender faz um advogado que acha que é mais esperto do que de fato é. Ele acredita que pode nadar com tubarões e não ser devorado. Ele se envolve em uma negociação de uma carga de drogas que sairá da cidade de Juarez, no México, com destino a Chicago, nos EUA. Seus conselheiros e parceiros na empreitada são o exótico Reiner (Javier Bardem) e o não menos exótico Westray (Brad Pitt). Penélope Cruz faz Laura, a doce, apaixonada e aparentemente ingênua namorada do advogado vivido por Fassbender, cujo nome jamais é pronunciado em uma tentativa da realização de tornar tudo mais anônimo e, paradoxalmente, mais pessoal. Cameron Diaz surge como um affair de Reiner, que aos poucos vai se revelando mais misteriosa e perigosa do que um primeiro olhar faz crer.
O que difere O conselheiro do crime (mais um título nacional ruim. O ideal seria a tradução literal “O advogado”) de outros thrillers e tramas policiais é o seu ritmo e seu foco narrativo. A ideia de McCarthy e Scott jamais é acompanhar a ação que invariavelmente dá errado, mas observar a queda moral, psicológica e física de um homem que julgava compreender um mundo ao qual não pertencia. Não obstante, a partir desse contexto, ergue-se uma poderosa reflexão sobre morte – um dos temas mais estreitos e bem desenvolvidos da obra de McCarthy na literatura.

Bardem e Fassbender: dançando com a morte sob o forte signo das palavras, ameaças e aflições...

A sofisticação do argumento de O conselheiro do crime pode alienar boa parte do público já que os personagens se revelam pensadores prolixos, aflitos, receosos e frequentemente o que falam não produz sentido circunstancial, mas encaixa-se perfeitamente no todo, quando se tem o filme completo. É o pensamento de O conselheiro do crime, enquanto cinema, que se articula com força devastadora. Não por acaso, a única personagem do filme que não apresenta nenhum tipo de apreensão é a de Cameron Diaz e isso se tornará bastante ilustrativo de um comentário particularmente aterrador que emerge ao final da fita.
O conselheiro do crime talvez não seja a apoteose que o nome dos envolvidos fizesse crer, mas é um filme de inteligência rara e que apresenta outro artigo de luxo no cinema contemporâneo: não se preocupa em mastigar tudo para sua audiência. Muitas peças do quebra-cabeça falado, principalmente pelos ótimos personagens de Pitt e Bardem, só se montam na cabeça do espectador mais sagaz e compenetrado. É um tipo de cinema muito mais convidativo, sedutor e do qual desesperadamente precisamos. Ainda que, no limiar, muitos não saibam exatamente como apreciá-lo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Filme em destaque - O conselheiro do crime

Michael Fassbender lidera elenco estrelado de filme dirigido por Ridley Scott e que carrega o hype de ser o primeiro roteiro original de Cormac McCarthy. Sensualidade, tensão, traição e violência embalam um dos filmes mais aguardados da temporada


“Era estranho beijar Penelope sob o pesado olhar de Javier Bardem. Tinha a sensação de que ele avançaria sobre mim a qualquer momento”, disse Michael Fassbender em entrevista à revista Entertainment Weekly sobre as gravações de O conselheiro do crime, filme que tem estreia mundial nessa sexta-feira (25). Michael Fassbender faz um advogado envolvido com o tráfico de drogas e faz, também, o namorado de Penelope Cruz. Javier Bardem faz um tipo misterioso que pode ser mais perigoso do que sua cabeleira estilosa sugere. O elenco do novo filme de Ridley Scott, no entanto, vai mais além. Além dessa trinca estrelada, Brad Pitt, Cameron Diaz, Bruno Ganz e Goran Visnjic completam o elenco.
Apesar da nata de atores, o maior atrativo dessa crônica de violência moderna (já descrito em alguns círculos como o entretenimento adulto de maior qualidade nos cinemas nessas semanas) está no roteiro. Trata-se do primeiro roteiro original de Cormac McCarthy, autor de obras consagradas adaptadas para o cinema como Onde os fracos não tem vez, para o cinema.
Violência, sensualidade e um elenco masculino com três dos atores mais festejados dos últimos tempos ampliam o leque de interesses despertado por O conselheiro do crime. A expectativa da Fox com o filme é tão grande, inclusive para o Oscar, que a janela de lançamento internacional foi harmonizada para que o boom do filme seja um só e sempre ascendente. A Fox, que não tem grandes filmes entre os comentados para a corrida pelo Oscar 2014, acredita que o pedigree de O conselheiro do crime pode falar mais alto – além de seu apelo comercial. Não seria a primeira vez que esse tipo de coisa aconteceria. Em 2006, a Warner não apostava suas fichas em Os infiltrados, de Martin Scorsese, que venceria o Oscar de melhor filme em 2007, e o lançou em outubro sem grandes destaques de marketing. Sete anos depois, outubro é alvo de grandes lançamentos com olho no Oscar (como Capitão Phillips, Gravidade, entre outros), fruto do estreitamento do calendário. A diferença entre Os infiltrados e O conselheiro do crime, é que a Fox – ainda que discretamente – acredita que seu filme pode ir mais longe.

Ridley Scott, na foto orientando Michael Fassbender e Javier Bardem, perdeu o irmão Tony Scott - que se suicidou - durante as filmagens de O conselheiro do crime. O filme é dedicado a sua memória 


Michael Fassbender foi a primeira e inegociável opção de Scott para o protagonismo de seu filme. Ambos estavam envolvidos nas filmagens de Prometheus (2012), quando Scott fez o convite. Com Fassbender tem sido assim. Ele trabalha com um diretor e esse diretor quer logo trabalhar com ele novamente. Ridley Scott e Steven McQueen são os exemplos mais notórios nesse momento.

Notório, aliás, seria se O conselheiro do crime consagrasse a primeira colaboração entre Brad Pitt e Angelina Jolie nas telas de cinema desde que juntaram os trapinhos. A ideia original era essa. Mas Angelina interpretaria a personagem que no filme é defendida por Cameron Diaz. Ela chegou a participar da pré-produção do filme, mas abandonou o projeto sem justificativas oficiais. Além de todo o hype inerente ao projeto, ainda seria o filme “brangelina”. Talvez tenha sido melhor assim.

sábado, 14 de setembro de 2013

Momento Claquete # 36

A cena no festival de Toronto 2013

 O vocalista do Maroon 5 Adam Levine e Keira Knightley, que contracenam em Can a song save your life? curtem um after party da Fox Searchlight

 Alexandre Aja, na extrema direita, e o elenco de Horns, misto de fantasia, terror e comédia de humor negro estrelada por Daniel Radcliffe

 Ewan McGregor e Jason Bateman batem aquele papo...

Jude Law, sem frisar na calvíce cada vez mais acentuada, presta atenção no jornalista que o questiona na coletiva de imprensa de Don Hemingway

 Ainda amigos: 16 anos depois de O casamento do meu melhor amigo, Julia Roberts e Dermot Mulroney atuam juntos em uma das sensações de Toronto, Agust: osage county

 The Hemsworth boys: os irmãos Liam, Chris e Luke

 O roteirista Peter Morgan, o ex-piloto de Fórmula 1 Niki Lauda e o ator que o viveu em Rush-no limite da emoção, Daniel Brühl

Scarlett Jonhansson e Joseph Gordon-Levitt riem e pousam para fotos. Não necessariamente nesta ordem...

 O cineasta Steve McQueen e o ator Michael Fassbender falam sobre a grande sensação do evento, 12 years a slave

Tom Hiddleston, Mia Wasikowska e Anton Yelchin tentam ficar sérios...

Fotos: L.A Times e Getty Images

segunda-feira, 13 de maio de 2013

TOP 10 - Os dez atores mais cults da atualidade

Para se ter uma ideia do rigor da lista dos dez atores mais cults da atualidade, que marca o TOP 10 do mês em Claquete, há uma pluralidade de nacionalidades – com o esperado predomínio francês com três menções. Há atores da Argentina, Brasil, Alemanha, Canadá, México, EUA e China. Não há muita margem para discussão. Estão aí os dez atores mais tchan da cinefilia contemporânea. Os critérios vão desde a famigerada predileção por papéis desafiadores à constante colaboração com cineastas identificados como autores.


10 – Mathieu Amalric

O ator e cineasta francês é quase uma grife. Daquelas que poucos conhecem, mas que quem conhece não abre mão. Dono de uma carreira já consolidada, e relativamente longa (estreou como ator em 1984), Amalric alterna participações no cinema autoral americano (Munique de Spielberg, Maria Antonieta de Sofia Coppola, Comóspolis de David Cronenberg) com o trabalho com grandes cineastas franceses como Roman Polanski, Alain Resnais, Jean-François Richet, Arnaud Desplechin e Claude Miller.

9 – Ryan Gosling

Ele está ficando popular, mas não dá sinais de que pretende renunciar sua aura cult. Ryan Gosling desenhou-a com filmes como Namorados para sempre, Tudo pelo poder, Drive, Half Nelson e Tolerância zero. O lado pop surge em produções como Amor a toda prova e Diário de uma paixão, projetos que de alguma maneira ajudaram a sedimentar sua veia cult. Em 2013 com os filmes The place beyond the pines e Only God forgives deve atingir novos picos nessa “Gosling fever”.

8 – Gael Garcia Bernal

O mexicano é mais cult no Brasil do que em qualquer outro lugar, mas é certo que as opções de Bernal reforçam sua vocação para culto. Ele já colaborou com cineastas brasileiros no cinema americano, diretores argentinos no cinema brasileiro, ajudou a levantar o cinema chileno e é responsável direto pela elevação do cinema mexicano à festivais e festejos da crítica. Até em suas incursões pelo cinemão mais comercial, Bernal denota apelo cult em produções como Babel, Cartas para Julieta, Sonhando acordado, Jogo de sedução e Ensaio sobre a cegueira.
No, Má educação, Sem notícias de Deus, Diários de motocicleta, O crime do padre Amaro, Amores brutos e E sua mãe também, no entanto, manterão para sempre seu status de ator cult.

7 – Irandhir Santos

Ele não tem o charme de Wagner Moura ou a carreira longeva de Selton Mello, mas se isso o afasta do grande público, de certa forma o aproxima de um público mais interessado no talento. Nesse departamento, Santos se equivale aos outros dois, mas se destaca pelas escolhas ousadas. A que lhe deu certa notoriedade foi antagonizar com o herói nacional capitão Nascimento no segundo Tropa de elite. A experiência valeu a Santos respeito e admiração que lhe renderam convites para filmes menores como Febre do rato e O som ao redor que ajudaram a firmar seu nome como do ator nacional que melhor se assenta sobre a pecha de cult.

6 – James Franco

Ele até pode ser popular, mas só o é porque é cult. E James Franco investe pesado na aura de cult. Tem um homem aranha e Oz no currículo, mas é a geração beat, a cena homossexual e o sexo, de maneira geral e também em suas muitas particularidades, que interessa a Franco que projeta uma carreira como cineasta enquanto surge em filmes como Milk – a voz da igualdade, Tar, Lovelace, 127 horas, Uivo e Segurando as pontas.

5 – Ricardo Darín

Ele é muito popular na Argentina, mas no Brasil veste a indumentária de cult. Darín é um baita ator e o principal termômetro da bonança do cinema argentino. No Brasil é lembrado principalmente por seus maiores acertos, não necessariamente por seus melhores trabalhos. Destacam-se em sua filmografia O filho da noiva, Abutres, Um conto chinês, O segredo dos seus olhos, Nove rainhas e Kamchatka.

4 – Tony Leung

Quem admira a cinematografia asiática sabe que não há hoje ator mais cultuado e venerado do que Leung, nascido em Hong Kong e colaborador assíduo do cineasta Wong Kar Wai, ele marca presença nos filmes mais marcantes do oriente nos últimos anos. É dos atores mais premiados dessa lista e sinônimo de sofisticação seja qual for o gênero, seja o filme de gangster – como em Infernal affairs (filme que deu origem ao vencedor do Oscar Os infiltrados) – ou em um drama de época com fundo de espionagem, como Lust, Caution de Ang Lee.

3 – Michael Fassbender

O alemão de ascendência irlandesa é poliglota, o que ajuda a capitalizar como ator cult. Apareceu falando alemão e inglês em Bastardos inglórios de Quentin Tarantino, mas alcançou a glória mesmo em 2011 com os elogiados trabalhos em Um método perigoso, X-men: primeira classe, Jane Eyre e, principalmente, Shame. Consegue ser cult até nos filmes mais comerciais como Prometheus e A toda prova. Colaborando com cineastas como Terrence Malick, Ridley Scott e Steve McQueen – que o colocou no mapa com o tenso Hunger – Fassbender quer a primeira posição em uma nova edição da lista.

2- Vincent Cassel

O segundo francês da lista, e segundo poliglota (já atuou em inglês, italiano, português, espanhol e até em russo, além do nativo francês), é um ator que não tem medo de ousadias e experimentações. Já trabalhou com cineastas consagrados ou iniciantes, já fez filmes contestados ou louvados por seu valor artístico e enobreceu produções comerciais com vocação cult -  como o recente Em transe. Cassel, que recentemente mudou com mala e cuia para o Rio de Janeiro, é um ator que privilegia o cinema, lhe aferindo dimensão e estatura. Entre seus principais trabalhos se destacam Cisne negro, À deriva, Inimigo público nº 1, Senhores do crime, Doze homens e outro segredo, Irreversível e Rios vermelhos.

1- Louis Garrel

Se ser cult é ser francês, o pódio fica com Garrel. O cinema corre em suas veias, já que pai, mulher e mãe também estão imersos nesse universo. Garrel é o ator fetiche do cinema que se pretende intelectual, passional e, por que não, europeu. Entre seus principais trabalhos estão A bela Junie, A fronteira do alvorada, Canções de amor, Amores imaginários, Um verão escaldante e Os sonhadores.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Spotlight on - O texto do ator

Lars Von Trier orienta Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg no set de AntiCristo: atores que encontram na fisicalidade a força de suas performances


O Oscar deste ano foi eloquente em destacar performances que encontraram na fisicalidade sua matéria prima. Joaquin Phoenix em O mestre é um exemplo perfeito. É por meio de seu corpo, frequentemente turvo, de sua postura rebelde, sua aparência mal adornada e seu gestual agonizante que muito da vulnerabilidade de seu personagem, um tipo passivo agressivo, se revela ao expectador. No filme de Paul Thomas Anderson, Phoenix vive um homem com uma mente frágil. Não é certo se essa condição é consequência de sua atuação na segunda guerra mundial ou uma herança genética – já que sua mãe é diagnosticada como louca. Phoenix investe na abordagem física em uma composição que privilegia seu corpo como seu texto. É através dele que sua atuação fala.
Ainda que com aspectos distintos, é mais ou menos o mesmo que se verifica no Lincoln de Daniel Day Lewis. Ator conhecido por seu método peculiar de atuar, Day Lewis investe em uma caracterização consistente com a memória que se tem de Lincoln. O ator estudou desde o sotaque da região em que Lincoln cresceu até a postura que ele mantinha em reuniões de gabinete. Como são poucos os registros formais de Lincoln e sua época, Day Lewis tinha significativo espaço para criar. Sua autoridade como intérprete, aliada à conveniência da maquiagem, favorecem uma composição que encontrou críticas elogiosas. O New York Times saiu-se com a seguinte: “Daniel Day Lewis é mais Lincoln do que Lincoln”. Filmado por Spielberg sempre de um ângulo inferior, Day Lewis – que já é alto – surge imponente. Mas escolhe uma postura curva – talvez para sinalizar o peso sobre as costas do homem – como um recurso tão eloquente quanto seu olhar penetrante.
Bradley Cooper, por O lado bom da vida, apresenta a atuação mais minimalista entre as indicadas. Mas não deixa de conter elementos textuais interessantes. Sempre inquieto, como se seu corpo emitisse eletricidade, providencialmente menos bonito do que geralmente aparece, Cooper investe em uma composição que congrega a fragilidade do seu personagem – um bipolar que ainda não sabe exatamente como reagir a esse diagnóstico – e sua indevassável vontade de viver a felicidade. Sua companheira de cena, Jennifer Lawrence é ainda mais feliz no uso que faz de seu corpo. Não só pelo olhar de David O. Russell ser generoso com sua sensualidade incontida, mas por saber se insinuar para a câmera com um misto de angústia e indiferença. As variações de humor de sua personagem são sempre muito bem expressas por seu gestual expansivo e seus olhares miméticos. Emmanuelle Riva, que também concorreu ao Oscar, tem no corpo o eixo central de sua atuação. Vivendo uma idosa vítima de um AVC com os movimentos do corpo cada vez mais restritos, Riva encontra expressividade na contenção e faz de seu corpo o vaso para uma atuação basicamente artesanal.

Hugh Jackman em cena de Os miseráveis: seu corpo é um elemento tão importante para sua atuação quanto a sua voz...

Daniel Day Lewis é um ator que valoriza a expressão corporal na composição de suas atuações

Em outra frente, Hugh Jackman e Anne Hathaway em Os miseráveis submeteram seus corpos a intervenções da realização que modificam por completo a percepção de seus trabalhos. Jackman, por exemplo, teve de emagrecer para depois engordar para o papel, raspar a cabeça e cantar a plenos pulmões enquanto fazia força. Hathaway também teve de perder peso e raspar a cabeça – algo sempre mais dramático para uma mulher. A opção de Hooper por colar a câmera no rosto de seus intérpretes faz com que o corpo do ator seja também texto do diretor e não mais apenas do ator. Há cineastas que gostam de falar por meio do corpo de seus atores. Darren Aronosfky recuperou seu status no cinema americano ao explorar cada poro de Mickey Rourke em O lutador, filme sobre um ex-lutador de wrestling longe de seus dias de glória. A experiência se mostrou frutífera. Em seu filme seguinte, Cisne negro, ele explorou a fragilidade física da bailarina vivida por Natalie Portman. Nunca uma performance no cinema conectou tanto o físico no emocional.
Steve McQueen tem no corpo de Michael Fassbender a sua pena. Em filmes como Hunger e Shame ele expõe o corpo de Fassbender como recurso narrativo ímpar na construção que faz dos personagens (um homem em greve de fome, no primeiro, e um viciado em sexo, no segundo) e de seus dramas. A diferença entre os trabalhos verificados no Oscar deste ano e esses dirigidos por Hooper, Aronofsky e McQueen é que nos últimos há uma apropriação pelos diretores dos corpos dos atores enquanto que nos primeiros são os atores que usam os próprios corpos como discurso. É uma equação interessante. Verifica-se, portanto, que o corpo do ator pode servir a dois tipos de discurso distintos em um mesmo filme. Sem a presença tergiversada de Phoenix em O mestre, Paul Thomas Anderson jamais conseguiria dar conta da complexidade de suas proposições no filme e, ao mesmo tempo, em suas sutilezas, Phoenix reafirma-se como intérprete imaginativo e cria um personagem que desperta curiosidade e não necessariamente empatia. Se causasse empatia, Phoenix teria falhado como ator. Em Shame, por exemplo, a preocupação de Fassbender é inversa. Enquanto deixa o olhar de McQueen devassar seu corpo, o ator se preocupa em preencher emocionalmente um personagem vago na concepção estética da realização. Confirmando a bidimensionalidade do corpo do ator enquanto texto.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Em off


Nesta edição da seção Em off, confrontos inusitados nos cinemas; os principais destaques do festival de Sundance; os melhores do ano na opinião democrática dos leitores; um tempo para Leonardo DiCaprio reenergizar e um favorito improvável para viver Christian Grey (aquele mesmo de 50 tons de cinza) nos cinemas

O melhor de Sundance I
O festival de Sundance 2013 que acaba neste domingo (27) já é um dos maiores sucessos das edições recentes do festival que acontece na gelada Salt Lake, em Utah nos EUA; com um número de produções adquiridas por estúdios de pequeno e médio porte bem próximo de um recorde histórico (o balanço final deve sair nos próximos dias). Duas características, no entanto, chamam a atenção. A disposição dos estúdios em pagar quantias relativamente vultosas para garantir filmes com potencial de prêmios (Fruitvale) ou de público (Don Jon´s addiction) e também pelo sucesso de vendas para plataforma video on demand. Nunca Sundance contemplou tanto o formato. Ótimos negócios foram feitos como, por exemplo, com o polêmico filme Two mothers de Anne Fontaine. A fita que dividiu a crítica e parecia destinada a não ser adquirida por nenhum estúdio se viu abrigada pela Exclusive Releasing que irá distribuí-lo na plataforma. “É um novo balcão de negócios que se mostra aquecido em Sundance”, observou a Variety.
Boa notícia para o cinema independente que andava modorrento nos últimos anos e um sinal claro de que a famigerada crise econômica de 2008 que acertou de cheio esse tipo de produção começa a ficar para trás.

O melhor de Sundance II
Fruitvalle, sobre os eventos que antecederam o assassinato de Oscar Grant pela polícia de São Francisco no último dia do ano de 2008, foi adquirido pela The Weinstein Company pelo valor de U$ 2,5 milhões. O burburinho super positivo sobre o filme dá conta de que será o próximo Preciosa ou Indomável sonhadora a sair de Sundance e chegar ao Oscar. Octavia Spencer, já ganhadora do Oscar, e Chad Michael Murray estão no elenco de apoio.
A estreia de Jospeh Gordon-Levitt na direção em Don Jon´s addiction não poderia ter sido mais festejada. Misturando elementos de comédia romântica com um valoroso estudo de personagem, o filme agradou a crítica e foi comprado por U$ 4 milhões pela Relativity Media. Outros filmes comentados em Sundance e que devem figurar entre os interesses de público e crítica são Kill your darlings, com Daniel Radcliffe, Ben Foster e Michael C. Hall, sobre a geração beat; Antes da meia-noite, terceira parte da trilogia Antes do amanhecer de Richard Linklater; The necessary death of Charlie Countryman, que, dizem, apresenta a melhor performance da carreira de Shia LaBeouf, que precisa desesperadamente de um buzz desse para saciar seu ego; The way,way back, comédia intimista dos roteiristas de Os descendentes estrelada por Steve Carell, Sam Rockwell e Toni Colette; e o já muito anunciado Lovelace, bio da atriz pornô linda Lovelace- disparado o filme mais pop dessa edição do festival e que valeu um negócio de U$ 3 milhões.

Alguns dos melhores cliques de Sundance
Adam Brody, Amanda Seyfried e Peter Sarsgaard de Lovelace em foto do Los Angeles Times 

O roqueiro, e agora diretor de cinema, David Grohl e o diretor David Gordon Green 

Pelo filme The east, Ellen Page, Alexander Skarsgard e Brit Mailing também compareceram 

 Shia LaBeouf brinca com seu celular

 Toni Collette, Sam Rockwell e Maya Rudolph se divertem


Os melhores do ano pelo leitor
A eleição contou com amplo endosso do leitor. O blog quis saber os melhores do ano na avaliação do leitor em face da pré-lista apresentada em dezembro em que Claquete apontou os melhores de 2012 na avaliação do editor do blog. A seguir, os resultados!

Diretor

Foi uma eleição acirrada, com boa margem de votos para todos os concorrentes. Mas com 44%, o vitorioso foi o iraniano Asghar Farhadi por A separação.

Roteiro

Com 31% dos votos cada, Argo e Moonrise kingdom dividiram a preferência do eleitorado. A surpresa ficou com Ted, que chegou perto com 22%.

Ator

Em uma disputa de foice, Michael Fassbender (Shame), com 44%, ganhou pela incrível diferença de um voto de Jean Dujardin (O artista)

Atriz

Em uma categoria disputada, em que todas as atrizes receberam votos, a britânica Tilda Swinton (Precisamos falar sobre o Kevin) ultrapassou Rooney Mara na reta final e ficou com 40% da preferência do eleitorado

Ator coadjuvante

Em outra briga sanguinolenta, a categoria que obteve mais votos, consagrou Javier Bardem por 007 – operação skyfall o melhor com 37% dos votos

Atriz coadjuvante

Jessica Chastain comprova a sua boa fase ao ostentar a votação mais expressiva da enquete. Por Histórias cruzadas, ela é dona da preferência de 50% dos votantes


Tom X Arnold
Vigora nas telas de cinema do Brasil um confronto entre dois astros de primeira grandeza do cinema, com especial trânsito no cinema de ação. Tom Cruise, tentando reabilitar uma carreira que não parece mais engrenar defende Jack Reacher: o último tiro, enquanto que Arnold Schwarzenegger defende O último desafio. São filmes de ação à moda antiga, cada qual no quadrado de seu astro. O mais cerebral e vaidoso Tom Cruise estrela uma produção que resgata os bons tempos do cinema de espionagem, enquanto o bem humorado Schwarzenegger, em seu famigerado comeback, protagoniza uma fita “pancadona”. Entre Cruise e Scharza, o público brasileiro está mesmo de pernas para o ar... e pela segunda vez! 

Casa Branca X Casa Branca
Dois filmes com aquela alma B prometem botar a Casa Branca abaixo. O alemão Roland Emmerich está de volta ao cinema espalhafatoso com Ataque à Casa Branca em que Jamie Foxx vive o presidente dos EUA e Channing Tatum o agente do serviço secreto incumbido de protegê-lo de, bem, de um ataque à Casa Branca. Já em Olympus has fallen tem Aaron Eckhart e Gerard Butler nos mesmos papéis. Morgan Freeman também estrela As tramas são parecidas e o filme de Antoine Fuqua (Dia de treinamento) chega antes nos EUA. Não é a primeira vez que Morgan Freeman se vê nesse caso de duplicantes. Em 1998 ele estrelou Impacto profundo que chegou algumas semanas depois de Armageddon naquele ano. Agora, pelo menos, ele vai chegar primeiro...




Ele vai dar um tempo, mas...
Leonardo DiCaprio, na esteira dos elogios por sua maravilhosa atuação em Django livre, anunciou que vai dar um tempo na carreira. DiCaprio está cansado, segundo o próprio. O período sabático que lhe proporcionará mais tempo para namorar (está na quinta modelo em dois anos) e para se dedicar às causas ambientais que tanto lhe urgem.
Mas o ator ainda será visto em duas badaladas produções que chegam aos cinemas em 2013. The great Gatsby, de Baz Luhrmann, e The Wolf of Wall Street, de Martin Scorsese. São filmes amplamente comentados para o Oscar de 2014, em especial o segundo.
Com a pausa, DiCaprio porá fim uma sequência de trabalhos brilhantes realizados em parceria com cineastas prodigiosos. De Diamante de sangue (2006), pelo qual recebeu sua última indicação ao Oscar, para cá foram seis filmes de grande qualidade dirigidos por papas como Ridley Scott, Martin Scorsese, Sam Mendes, Christopher Nolan, Clint Eastwood e Quentin Tarantino. É uma folha corrida de respeito.

Christian Grey, gay?

Em enquete promovida pelo portal IG para apurar quem deveria assumir o papel de Christian Grey, o príncipe encantando que adora um sexo sadomasoquista no soft porn best seller mundial "50 tons de cinza", na adaptação cinematográfica que está em pré-produção, o eleito foi o ator Matt Bomer, de 35 anos. Protagonista da série White Collar, Bomer foi um dos peladões de Magic Mike e por pouco não foi o novo Superman. À época da escolha de Henry Cavill, surgiu o boato de que Bomer foi preterido por ser gay. Meses mais tarde, o ator sairia do armário.
A questão eu se coloca, independentemente da boçalidade de barrar Bomer como super-homem por ser gay, algo que jamais excederá o viés especulativo, é imaginar que mulheres cientes da opção sexual do galã sinalizem preferência por vê-lo na pele de um homem que, mais do que atiçar a libido feminina, é a representação de desejos que convergem para um homem heterossexual. Que Bomer é lindo, charmoso e sensual é bem óbvio, mas não deixa de chamar a atenção essa sinalização do público, brasileiro ao menos. Pesquisa semelhante realizada pelo blog de cinema da revista Veja SP colocou Bomer na segunda posição, atrás de Channing Tatum. Nos EUA, Ryan Gosling e Ian Somehalder são os favoritos do público. As interpretações que se apresentam sobre o favoritismo de Bomer são: ou o público está desinformado ou está disposto a dar uma senhora lição de perspectiva em estúdios e produtores sempre presos a paradigmas ultrapassados.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - Claquete destaca o melhor do ano

Os cinco melhores trabalhos de direção do ano


Asghar Farhadi (A separação)


Ben Affleck (Argo)

Steve McQueen (Shame)


David Cronenberg (Cosmópolis)

Lynne Ramsey (Precisamos falar sobre o Kevin)


Os cinco melhores roteiros do ano
Argo por Chris Terrio
Um método perigoso por Christopher Hampton
Ted por Seth MacFarlane
Moonrise kingdom por Wes Anderson e Roman Coppola
A negociação por Nicholas Jarecki

As cinco melhores trilhas sonoras
O artista por Ludovic Bource
Cavalo de guerra por John Williams
Drive por Cliff Martinez
Moonrise kingdom por Alexandre Desplat
As aventuras de Pi por Mychael Danna 

As cinco melhores fotografias
007 – operação Skyfall por Roger Deakins
Cavalo de guerra por Janusz Kaminski
Drive por Newton Thomas Siegel
Shame por Sean Bobbitt
As aventuras de Pi por Claudio Miranda

As cinco melhores edições
O artista por Michel Hazanavicius e Anne-Sophie Bion
Precisamos falar sobre o Kevin por Joe Bini
A separação por Hayedeh Safiyari
Virada no jogo por Lucia Zucchetti
Os homens que não amavam as mulheres por Kirk Baxter e Angus Wall


As cinco melhores atuações masculinas  

Jean Dujardin em O artista

Richard Gere em A negociação


George Clooney em Os descendentes

Michael Fassbender em Shame

Rodrigo Santoro em Heleno


As cinco melhores atuações femininas

Rooney Mara em Os homens que não amavam as mulheres

Tilda Swinton em Precisamos falar sobre o Kevin


Naomi Watts em O impossível

Michelle Williams em Sete dias com Marilyn

Gleen Close em Albert Nobbs


As cinco melhores atuações coadjuvantes masculinas

Ezra Miller em Precisamos falar sobre o Kevin & As vantagens de ser invisível

Javier Bardem em 007 – operação skyfall

Albert Brooks em Drive

Nanni Moretti em Habemus papam


Garrett Hedlund em Na estrada


As cinco melhores atuações coadjuvantes femininas

Jessica Chastain em Histórias cruzadas


Shailene Woodley em Os descendentes


Carey Mulligan em Shame


Keira Knightley em Um método perigoso


Bérénice Bejo em O artista 



Os dez filmes que não entraram no TOP 10 do ano de Claquete, que será publicado neste domingo (30), em ordem alfabética: 

007 - operação skyafall (Skyfall, EUA 2012), de Sam Mendes
Argo (EUA 2012), de Ben Affleck
As aventuras de Pi (Life of Pi EUA 2012), de Ang Lee
Cavalo de guerra (War horse, EUA 2011), de Steven Spielberg
Cosmópolis (CAN/EUA 2012), de David Cronenberg
Drive (EUA/DIN 2011), de Nicolas Winding Refn
Moonrise kingdom (EUA 2012), de Wes Anderson
O homem da máfia (Killing them softley, EUA 2012), de Andrew Dominik
O homem que virou o jogo (Moneyball, EUA 2011), de Bennett Miller
Virada no jogo (Game change, EUA 2012), de Jay Roach