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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Crítica - Ela


O importante é que emoções eu vivi...

Theodore (Joaquin Phoenix) escreve cartas de amor. Elas não precisam ser necessariamente de amor, mas clientes que precisam de cartas de amor compõem a clientela básica do Beautifulletters.com. Sabemos que estamos em uma ficção científica porque em um futuro próximo, bizarramente e melancolicamente parecido com o nosso presente, as pessoas enviam cartas, mesmo que paguem alguém para escrevê-las. Theodore leva jeito com as palavras; sabe transmitir sentimentos que não sãos seus com ternura e docilidade. No entanto, Theodore não consegue organizar satisfatoriamente seus sentimentos. Do tipo solitário, sua situação é agravada pela dificuldade que ele apresenta em superar o término de um relacionamento longo e significativo. Na verdade, Theodore não sabe exatamente se sente falta de Catherine (Rooney Mara) ou de quem ele era com ela.
Theodore é daqueles que confiam à tecnologia vigente as miudezas da vida. É seu sistema operacional quem escolhe as músicas que ouve, lhe apresenta as notícias do dia, a previsão do tempo, entre outras coisas. Quando um novo sistema operacional, com a promessa de ser mais intuitivo e ajustável à personalidade do dono é lançado, Theodore como um geek em todo o seu esplendor logo compra a novidade. Depois de algumas perguntas, as quais Theodore pouco contribui com respostas, Samantha emerge com a voz rouca, sensual e abrasadora de Scarlett Johansson.
A partir daí se estabelece uma dinâmica que aos poucos vai evoluindo para uma relação amorosa. A maneira como Jonze tece essa história de amor nada convencional é tão imaginativa como sensível. À medida que Samantha vai dominando não só os pensamentos como o cotidiano de Theodore, ele, a princípio, se sente renovado. Com o tempo, no entanto, ele começa a divagar sobre a natureza de seu sentimento por Samantha e se há, de fato, um futuro para eles.
No mundo criado por Jonze, os relacionamentos entre humanos e sistemas operacionais estão ficando populares e há até quem se ofereça como uma espécie de cupido moderno para dar corpo a uma relação incorpórea. Quando isso acontece com Samantha e Theodore, Ela (Her, EUA 2013) atinge um nível de sensibilidade em sua proposta maior que a vida.

Apaixonar-se é uma insanidade socialmente aceitável subscreve Jonze com seu filme em que Joaquin Phoenix se apaixona por seu sistema operacional. O que torna uma conexão real?

A principal razão de ser desse belo, dolorosamente romântico e profundamente poético filme de Spike Jonze é conjecturar sobre a incrível necessidade humana de se conectar. Ela é tão forte que se pluga até mesmo ao que não for real. Não se trata de uma crítica a esse tempo de hiper-conectividade (um tipo de conexão totalmente diferente, afinal), ainda que essa crítica possa ser apreciada em um dos muitos subtextos do filme.
Amar é não racionalizar, racionaliza Jonze com uma amargura que paradoxalmente faz Ela soar ainda mais doce. É particularmente saboroso constatar que Ela é uma resposta mais complexa, mais doída e mais bem urdida a Encontros e desencontros (2003), de Sofia Coppola. Sofia e Jonze foram casados e as coisas não deram muito certo. Essa DR cinematografia, com Scarlett Jonhansson como uma espécie de Easter egg torna os dois filmes especialmente significativos para toda uma geração de cinéfilos.
Por falar em trunfos, Joaquin Phoenix segue desafiando convenções. O que esse monstro da atuação não é capaz de fazer? Totalmente entregue a um personagem difícil, hermético e em um tom totalmente diferente de tudo que já fizera como ator, Phoenix é o coração de Ela. Sem ele, o filme talvez não se conectasse (conceito tão importante na narrativa de Jonze) com a audiência.
Morfologias à parte, Ela é o filme mais relevante da temporada por abordar o status quo de toda uma geração de maneira tão bela e suave. Fluindo entre o humor e o drama, Jonze faz um filme solar que sabe se alimentar da tristeza. Um filme especialmente eloquente para quem quer que já tenha amado.

Insight - Quero ser Shia LaBeouf


Um dos grandes sucessos do cinema no nascedouro do século XXI foi Quero ser John Malkovich, dirigido por Spike Jonze e escrito por Charlie Kaufman. O filme brinca com a possibilidade de um simples mortal entrar na mente do célebre ator americano por quinze minutos.
Shia LaBeouf não é John Malkovich, talvez queira ser, mas essa é outra história. Aos 27 anos, o ator californiano que alcançou o estrelato como protagonista da trilogia Transformers parece viver uma crise peculiar, ainda que terrivelmente comum no mundo das celebridades instantâneas e da fogueira de vaidades hollywoodiana.
Tudo começou timidamente lá pelos idos de 2010, quando se pôs a diminuir a relevância da série Transformers e assumir uma culpa, que ninguém via, pelo quarto Indiana Jones, que estrelou em 2008, ser abaixo das expectativas dos fãs. LaBeouf começou a flertar com projetos mais sérios. Rodou a sequência Wall Street: pode e cobiça com Oliver Stone e filmes menores, em projeção, mas não em ambição, como Os infratores (2012), Sem proteção (2012) e Conquistas perigosas (2013).
LaBeouf dava declarações polêmicas, dizia-se interessado em expressar-se artisticamente e cansado da vida hollywoodiana. Fez um curta-metragem e, depois de surgirem acusações de plágio, confessou ter se enrolado nos limites entre inspiração e cópia. Para pedir desculpas ao plagiado, contratou um avião para desenhar as desculpas no céu com fumaça. Foi criticado pelo gesto megalomaníaco nas redes sociais e chegou a trocar farpas com personalidades de sua estatura em Hollywood, como a criadora da série Girls, Lena Dunhan. Suas divagações filosóficas no Twitter logo foram postas em suspeição também. Descobriu-se que grande parte era reprodução não creditada. LaBeouf então anunciou sua retirada da vida pública. Em paralelo corria atrás de Lars VonTrier prometendo fazer sexo e cenas de nudez explícita para estar em seu Ninfomaníaca.
No último festival de Berlim, para promover a versão integral e sem cortes do filme de Von Trier, o ator surgiu com um saco de papel na cabeça com os dizeres “não sou mais famoso”. Na mesma cidade montou uma exposição de artes plásticas em que a principal obra era ele. A ideia era ele ficar em uma sala escura, com o saco de papel na cabeça, e olhando fixamente para quem se dispusesse a compartilhar daquele silêncio incômodo com ele.

LaBeouf em Berlim: egocentrismo exacerbado ou algo a dizer?

A exposição foi pouco concorrida. Ele decidiu levar essa manifestação artística para Los Angeles, onde está em cartaz. Entrando na galeria, escolhe-se um objeto entre os muitos que estão à disposição do frequentador. Uma jarrinha com tuítes agressivos contra ele, um bonequinho de Optimus Prime e coisas que, de alguma maneira, remetam a LaBeouf, por mais discreta que seja a relação. A pessoa entra na sala escura e lá está LaBeouf com o saco de papel na cabeça e com olhos marejados olhando fixamente, sem tempo determinado, para ela.
É uma crítica ao culto a celebridade? LaBeouf está tentando uma elaboração artística sobre o significado de celebridade? Ou apenas quer atenção? Não é a primeira vez que astros do cinema tentam radicalizar a relação com a indústria que os molda. Joaquin Phoenix, há não muito tempo atrás, fingiu que tinha largado tudo para trás para seguir carreira de rap. Surgia barbudo, descabelado e fedido e falava coisas sem sentido. Era tudo um documentário exagerado sobre o ônus da fama. O ator deixou-se filmar recebendo sexo oral e com alguém defecando sobre ele.  
Quero ser John Malkovich, em sua proposta surrealista, Phoenix e LaBeouf revelam um mal-estar empírico, desabrido e de difícil elaboração. LaBeourf, à distância que a avaliação permite, parece não se reconhecer mais e mergulhado em uma melancolia que Sofia Coppola tão bem circundou em The Bling ring – a gangue de Hollywood.
La Beouf parece resignado com o fato de que só a arte é a resposta. Mas é preciso identificar nela as perguntas também.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Oscar Watch 2014 - O poderoso e indomável Phoenix


Ele é um dos melhores atores da atualidade, mas não parece muito entusiasmado com isso. Daniel Day Lewis é seu fã e a Warner Brothers o quer como o vilão do principal filme do estúdio em anos, a sequência de O homem de aço que oporá Batman e Superman. Joaquin Phoenix pode não desprezar Hollywood, mas sente, ou demonstra sentir, uma profunda indiferença por suas reminiscências. Apesar de já ter feito parte de superproduções, como Gladiador, ele se dedica ao cinema independente e ao cinema autoral americano, o que o fez trabalhar, desde que regressou de sua experiência transcendental em que simulou ter abandonado a carreira e enlouquecido (para manter curta uma história longa) para rodar um documentário sobre a prevaricação e nocividade da fama, com cineastas como James Gray (antigo parceiro), Paul Thomas Anderson e Spike Jonze. Em 2013 concorreu ao Oscar, mesmo sem fazer campanha para isso e demonstrar total desinteresse pela cerimônia, pelo arrebatador trabalho em O mestre, de Anderson. Neste ano, Phoenix está novamente no páreo, novamente como um underdog, por Ela, o agridoce filme de Spike Jonze sobre nossa crescente dependência da tecnologia, mas também sobre nossa necessidade de conexão, sobre solidão e outras peculiaridades que nos fazem humanos.
Ao lado de Reese Whiterspoon em raro editorial
de moda à época que divulgavam Johnny & June,
filme pelo qual ambos concorreram ao Oscar
“Ele sempre me dizia não”, disse Paul Thomas Anderson que já recrutou Phoenix para seu novo filme, atualmente sendo rodado, Inherent Vice. O ator não esconde sua rabugice de quem quer que seja. Seja um jornalista, seja um interlocutor qualquer. Phoenix não acha que deve exercer fascínio ou suscitar qualquer interesse que seja e considera desajustado quem quer que identifique nele um bad boy hollywoodiano. Ele jura que não faz tipo, mas se ajusta ao folclore da cidade dos anjos e à fogueira de vaidades que nela queima.
Phoenix não é um bad boy convencional, mas sua postura desdenhosa em entrevistas tampouco sugere que se trata de alguém apenas avesso ao mundinho de Hollywood. Para citar uma referência já aventada nesta reportagem, Daniel Day Lewis é um gentleman quando promovendo um filme e depois desaparece. Ninguém vê e ninguém sabe de Daniel Day Lewis a não ser que ele esteja divulgando um filme. É bem verdade que com Phoenix acontece mais ou menos a mesma coisa, mas a falta de paciência do ator para com os tramites inerentes de seu ofício o notabilizam como alguém que faz questão de ser antipático. O lado genioso do ator costuma aparecer, inclusive, com colegas de profissão.
Mesmo com todos esses contras, Phoenix é irresistível. Ator mediúnico, expressivo, poderoso e que empresta de sua personalidade esse aspecto indomável para compor personagens fascinantes em trabalhos de atuação sempre primorosos. A possibilidade de voltar ao Oscar, de maneira consecutiva, é real. E por mais que maldiga o prêmio e todo o circo que o gravita, quem não quer ganhar um Oscar? Ainda mais quando se faz cinema...

Phoenix ao lado de seu novo best friend artístico, o diretor Paul Thomas Anderson: ambos são reconhecidos por certa arrogância no trato diário e descobriram que nutrem, também, afinidade artística...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Spotlight on - O texto do ator

Lars Von Trier orienta Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg no set de AntiCristo: atores que encontram na fisicalidade a força de suas performances


O Oscar deste ano foi eloquente em destacar performances que encontraram na fisicalidade sua matéria prima. Joaquin Phoenix em O mestre é um exemplo perfeito. É por meio de seu corpo, frequentemente turvo, de sua postura rebelde, sua aparência mal adornada e seu gestual agonizante que muito da vulnerabilidade de seu personagem, um tipo passivo agressivo, se revela ao expectador. No filme de Paul Thomas Anderson, Phoenix vive um homem com uma mente frágil. Não é certo se essa condição é consequência de sua atuação na segunda guerra mundial ou uma herança genética – já que sua mãe é diagnosticada como louca. Phoenix investe na abordagem física em uma composição que privilegia seu corpo como seu texto. É através dele que sua atuação fala.
Ainda que com aspectos distintos, é mais ou menos o mesmo que se verifica no Lincoln de Daniel Day Lewis. Ator conhecido por seu método peculiar de atuar, Day Lewis investe em uma caracterização consistente com a memória que se tem de Lincoln. O ator estudou desde o sotaque da região em que Lincoln cresceu até a postura que ele mantinha em reuniões de gabinete. Como são poucos os registros formais de Lincoln e sua época, Day Lewis tinha significativo espaço para criar. Sua autoridade como intérprete, aliada à conveniência da maquiagem, favorecem uma composição que encontrou críticas elogiosas. O New York Times saiu-se com a seguinte: “Daniel Day Lewis é mais Lincoln do que Lincoln”. Filmado por Spielberg sempre de um ângulo inferior, Day Lewis – que já é alto – surge imponente. Mas escolhe uma postura curva – talvez para sinalizar o peso sobre as costas do homem – como um recurso tão eloquente quanto seu olhar penetrante.
Bradley Cooper, por O lado bom da vida, apresenta a atuação mais minimalista entre as indicadas. Mas não deixa de conter elementos textuais interessantes. Sempre inquieto, como se seu corpo emitisse eletricidade, providencialmente menos bonito do que geralmente aparece, Cooper investe em uma composição que congrega a fragilidade do seu personagem – um bipolar que ainda não sabe exatamente como reagir a esse diagnóstico – e sua indevassável vontade de viver a felicidade. Sua companheira de cena, Jennifer Lawrence é ainda mais feliz no uso que faz de seu corpo. Não só pelo olhar de David O. Russell ser generoso com sua sensualidade incontida, mas por saber se insinuar para a câmera com um misto de angústia e indiferença. As variações de humor de sua personagem são sempre muito bem expressas por seu gestual expansivo e seus olhares miméticos. Emmanuelle Riva, que também concorreu ao Oscar, tem no corpo o eixo central de sua atuação. Vivendo uma idosa vítima de um AVC com os movimentos do corpo cada vez mais restritos, Riva encontra expressividade na contenção e faz de seu corpo o vaso para uma atuação basicamente artesanal.

Hugh Jackman em cena de Os miseráveis: seu corpo é um elemento tão importante para sua atuação quanto a sua voz...

Daniel Day Lewis é um ator que valoriza a expressão corporal na composição de suas atuações

Em outra frente, Hugh Jackman e Anne Hathaway em Os miseráveis submeteram seus corpos a intervenções da realização que modificam por completo a percepção de seus trabalhos. Jackman, por exemplo, teve de emagrecer para depois engordar para o papel, raspar a cabeça e cantar a plenos pulmões enquanto fazia força. Hathaway também teve de perder peso e raspar a cabeça – algo sempre mais dramático para uma mulher. A opção de Hooper por colar a câmera no rosto de seus intérpretes faz com que o corpo do ator seja também texto do diretor e não mais apenas do ator. Há cineastas que gostam de falar por meio do corpo de seus atores. Darren Aronosfky recuperou seu status no cinema americano ao explorar cada poro de Mickey Rourke em O lutador, filme sobre um ex-lutador de wrestling longe de seus dias de glória. A experiência se mostrou frutífera. Em seu filme seguinte, Cisne negro, ele explorou a fragilidade física da bailarina vivida por Natalie Portman. Nunca uma performance no cinema conectou tanto o físico no emocional.
Steve McQueen tem no corpo de Michael Fassbender a sua pena. Em filmes como Hunger e Shame ele expõe o corpo de Fassbender como recurso narrativo ímpar na construção que faz dos personagens (um homem em greve de fome, no primeiro, e um viciado em sexo, no segundo) e de seus dramas. A diferença entre os trabalhos verificados no Oscar deste ano e esses dirigidos por Hooper, Aronofsky e McQueen é que nos últimos há uma apropriação pelos diretores dos corpos dos atores enquanto que nos primeiros são os atores que usam os próprios corpos como discurso. É uma equação interessante. Verifica-se, portanto, que o corpo do ator pode servir a dois tipos de discurso distintos em um mesmo filme. Sem a presença tergiversada de Phoenix em O mestre, Paul Thomas Anderson jamais conseguiria dar conta da complexidade de suas proposições no filme e, ao mesmo tempo, em suas sutilezas, Phoenix reafirma-se como intérprete imaginativo e cria um personagem que desperta curiosidade e não necessariamente empatia. Se causasse empatia, Phoenix teria falhado como ator. Em Shame, por exemplo, a preocupação de Fassbender é inversa. Enquanto deixa o olhar de McQueen devassar seu corpo, o ator se preocupa em preencher emocionalmente um personagem vago na concepção estética da realização. Confirmando a bidimensionalidade do corpo do ator enquanto texto.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Momento Claquete # 32

Vanity Fair Hollywood issue 2013

Alan Arkin, indicado ao Oscar por Argo, com toda a sua elegância... 

Ezra Miller, um dos destaques dos últimos dois anos no cinema por filmes como Precisamos falar sobre o Kevin e As vantagens de ser invisível 

Jane Fonda demonstra que majestade não se perde de vista... 

Joaquin Phoenix, indicado ao Oscar por O mestre, em foto de 1995 

 Michael Douglas e Kirk Douglas

Ben Affleck, Emma Stone e Bradley Cooper na imagem que valeu a capa da edição de março da Vanity Fair americana 

O francês Omar Sy, do sucesso Intocáveis, se prepara para tomar Hollywood de assalto 

Dakota e Elle Fanning se permitem luxuosas...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Oscar Watch 2013 - A peleja dos atores

Da esquerda para a direita: Joaquin Phoenix (O mestre); Denzel Washington (O voo); Daniel Day Lewis (Lincoln); Hugh Jackman (Os miseráveis); Bradley Cooper (O lado bom da vida)



Bad boy potente

Phoenix é um ator que tem a admiração de Daniel Day Lewis. Essa frase diz muito sobre a disputa pelo Oscar de melhor ator neste ano e, também, sobre a força interpretativa que é esse ator porto-riquenho. Tipo mais complexo do que seus personagens, Phoenix brinda a audiência de O mestre com uma performance devastadora, seja por sua fisicalidade, seja por sua gravidade emocional ou pela fluência que estabelece no texto do filme. Sua indicação é prova de que talento (e reconhecimento) nem sempre advém de bom mocismo.

Prós:
- Defende uma atuação que exige perícia em praticamente todos campos da interpretação
- Emplacou a indicação mesmo maldizendo o Oscar e os prêmios de cinema. Uma prova de que seu trabalho realmente impressionou
-Foi quem mais ganhou prêmios na temporada depois de Daniel Day Lewis
- O Oscar poderia ser o “perdão” e “voto de confiança” de Hollywood em Phoenix depois de seus desvios de conduta
- É um ator poderoso, sempre envolvido em trabalhos com forte veia autoral. É a única opção com essas características para quem não quiser premiar Day Lewis pela terceira vez
- A percepção dominante de que O mestre é “um filme de atores”

Contras:
- Típico bad boy e antipático. Perfil que não costuma ser recompensado pela Academia
- Falou mal do Oscar e tem quem possa entender que indicá-lo já é nobreza demais por parte da Academia
-A sombra poderosa de Daniel Day Lewis
-O fato de relativamente poucos acadêmicos terem visto O mestre, ou mesmo gostando do filme, em face dos filmes de seus concorrentes
- Não ganhou nenhum prêmio major na temporada

Terceira indicação
Indicações anteriores
Ator coadjuvante por Gladiador (2001)
Ator por Johnny & June (2006)

Ator de verdade

A indicação ao Oscar para Bradley Cooper causou estranheza em muita gente. Mas Cooper estava preparado para isso. Como o bipolar em busca de colocar sua vida em ordem depois de deixar a rehab em O lado bom da vida, o ator conquista mais do que o reconhecimento da Academia. Ganha o selo de ator de verdade. É azarão supremo no Oscar, mas deixa a desconfiança para trás.

Prós:
- Está no filme cujo elenco é o mais festejado pela Academia em 31 anos
- É um tipo de atuação minimalista que muitos acadêmicos apreciam
- Pode se beneficiar da química que tem em tela com Jennifer Lawrence e conquistar votos de acadêmicos propensos a votar nela
- Dos indicados, fora Day Lewis e Phoenix, é o único que recebeu algum prêmio na temporada

 Contras:
- Foi indicado por uma comédia e é raro atores serem vitoriosos nessa categoria por uma comédia. O último foi Jack Nicholson em 1998 por Melhor é impossível
- É um ator com pouco trânsito em premiações. O background desfavorável pode pesar com o voto conservador
- A sombra poderosa de Daniel Day Lewis
- Não ganhou nenhum prêmio major na temporada
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente

Primeira indicação

O mito vivo

Diz a lenda que Daniel Day Lewis pode interpretar qualquer coisa. Reparem que já há uma lenda sobre Daniel Day Lewis. Como competir contra isso? Na pele de Abraham Lincoln, o presidente mais popular da história dos EUA, esse gigante da atuação clama por seu terceiro Oscar com uma atuação mediúnica. Sim porque não há como ser mais Lincoln do que o é Day Lewis no filme de Spielberg. Ainda que não seja exatamente a melhor atuação do ano, é uma revestida do brio e detalhismo que a academia gosta de premiar.

Prós:
- É Daniel Day lewis
- Ganhou todos os prêmios majors da temporada (Globo de ouro, Critic´s choice Awards, SAG e Bafta)
- Ganhou a grande maioria dos prêmios da crítica
- A percepção bastante difundida de que Lincoln é mais dele do que de Spielberg
- O fato da Academia nos últimos anos ter começado a premiar atores já premiados com maior frequência (Sean Penn, Meryl Streep e o próprio Day Lewis são exemplos)
- A academia deu um terceiro Oscar para Meryl Streep no ano passado; por que não concedê-lo a Day Lewis agora?
- Reúne admiradores em todas as vertentes da Academia. Desde o voto mais liberal até o mais conservador

Contras:
- Já tem dois Oscars e ganhou o segundo recentemente
- Por seu habitual nível de excelência, muitos acadêmicos podem julgar que a indicação já é suficiente
- Meryl Streep ganhou três Oscars em 17 indicações. Há quem possa ver problemas em conceder um terceiro a Day Lewis em cinco indicações
- O fracasso de Lincoln em muitas premiações pode custar alguns votos ao ator

Quinta indicação
Indicações anteriores
Ator por Meu pé esquerdo (1990)
Ator por Em nome do pai (1994)
Ator por Gangues de Nova Iorque (2003)
Ator por Sangue negro (2008)

Vitórias anteriores
Ator por Meu pé esquerdo (1990)
Ator por Sangue negro (2008)


O bem amado

Quem não gosta de Hugh Jackman? Tem alguém? É possível, mas improvável. O australiano é a mais relevante personificação do boa praça hollywoodiano. Action star de respeito, ator de teatro premiado e uma simpatia que só. Jackman tem pontos extras junto à Academia por ter sido o (inusitado) melhor host da cerimônia dos últimos 20 anos. Como Jean Valjean em Os miseráveis ele recebe uma indicação que certamente lhe deixará ainda mais irresistível como estrela de cinema.

Prós:
- É uma figura muito querida no metiê hollywoodiano
- Teve que perder muitos quilos para o papel e a academia aprecia essa “entrega física”
- Defende uma atuação bastante exigente e com canto ao vivo
- Ganhou o Globo de ouro de melhor ator em comédia/musical

Contras:
- A pecha de que a indicação já é suficiente
- A sombra poderosa de Daniel Day Lewis
- Muitos podem entender que ele exercita mais predicados de cantor do que de ator
- É bem claro que não é a melhor atuação entre os concorrentes

Primeira indicação


Ainda vivo

Muita gente pensou que Denzel Washington tinha acabado para o cinema. Que o ator estaria restrito a papéis em filmes de ação ou que pouco lhe demandassem dramaticamente. Como um piloto com problemas de alcoolismo em O voo, Washington derruba essa avaliação com possivelmente a melhor performance de sua carreira. A nomeação em si já tem sabor de Oscar.

Prós:
- É um dos atores mais aclamados de sua geração
-É uma opção eficiente, e até certo ponto conservadora, a Day Lewis
-Assim como De Niro e Sally Field retorna ao Oscar depois de um longo e tenebroso inverno
- Sua atuação em O voo é seguramente um de seus melhores momentos na carreira
- Personagens com problemas alcoólicos costumam render Oscar. Nicolas Cage e Spencer Tracy são alguns dos vencedores por papéis com essas características

Contras:
- Assim como Day Lewis, já tem dois Oscars
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
- A habitual competência pode fazer com que muitos acadêmicos pensem que a indicação já é suficiente

Sexta indicação
Indicações anteriores
Ator coadjuvante por Um grito de liberdade (1988)
Ator coadjuvante por Tempo de glória (1990)
Ator por Malcom X (1993)
Ator por Hurricane: o furacão (2000)
Ator por Dia de treinamento (2002)

Vitórias anteriores:
Ator coadjuvante por Tempo de glória (1990)
Ator por Dia de treinamento (2002)


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Crítica - O mestre


Mestrado em cinema

A obra de Paul Thomas Anderson vai se erguendo como um pilar irremovível do cinema enquanto arte reflexiva, pensativa e elusiva de sua própria beleza e potencialidade. Em seus sexto longa-metragem, o cineasta americano alcança mais uma obra-prima com um trabalho de ramificações sociológicas de indevassável força. O mestre (The máster, EUA 2012) é mais do que um estudo sobre as origens de uma seita religiosa inspirada na Cientologia, como faz crer a sinopse do filme. É um estudo minucioso do homem e o meio, das circunstâncias da existência, em seu viés mais traumático e angustiante, e também em sua faceta empreendedora e oportunista. Com um dos duelos de interpretação mais cristalinos e potentes dos últimos anos, o filme se subscreve como artífice de um pensamento moderno sobre a angústia humana na busca por pertencimento e significado.
Freddie Quell (Joaquin Phoenix) é um veterano da segunda guerra que parece ruir internamente. É possível que essa condição seja também herança genética de sua mãe, internada em um hospício. Vagando de emprego em emprego, com uma postura sempre dúbia e uma obsessão por sexo familiar aos desorientados mental e emocionalmente, Freddie colide com Lancaster Dodd, um homem de muitas aptidões como o próprio se define. Dodd está por trás de uma seita emergente nos EUA dos anos 50 (A Causa) e é aí que a proximidade com a Cientologia e seu criador, L. Ron Hubbard, começa a ganhar corpo. Chamado de mestre por seus seguidores, Dodd é carismático, inteligente e calculista. Mas também bastante acolhedor. A identificação entre ele e Freddie é pulsante e imediata. Freddie rapidamente desenvolve um vínculo que vez ou outra se enuncia mais forte e proeminente do que a relação de um mestre e pupilo. Está aí parte da força do filme. Tanto Dodd quanto Freddie se mostram entusiastas da bebida manipulada por Freddie a base de clorofórmio. Dodd é frequentemente ambíguo em seus gestos e provocações para com Freddie que sempre responde com intensidade, mas nem sempre com honestidade.
Dodd, em toda a sua contradição, é um homem que vai ficando mais ambicioso ao longo do filme e, à medida que se distancia de suas postulações meramente filosóficas para se assumir como um líder espiritual, vê Freddie vacilar em sua comunhão.

Carisma, angústia e ambição: Philip Seymour Hoffman congrega todo o comentário de Paul Thomas Anderson em uma composição fascinante


O mestre pode ser lido de várias maneiras e essa riqueza de camadas é um dos muitos méritos de Anderson. Um desses méritos é erguer o filme sobre elipses narrativas que fomentam variadas interpretações para determinadas ações dos personagens, mas que de maneira alguma divergem o filme de seu sentido bruto. De seu estrato específico. De que aquela história é sobre dois homens em busca de respostas para perguntas que não sabem exatamente como formular e que durante o percurso se perdem e se encontram, transformados por essas experiências, muitas vezes.
Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman, premiados no ultimo festival de Veneza e indicados ao Oscar, apresentam atuações estupendas nas minúcias e no complemento que uma dá a outra. Sem Hoffman a tilintar seu carisma envenenado na figura de Dodd, a presença turva, simplória e hesitante de Phoenix não teria a mesma força. Da mesma maneira que se Phoenix não fosse tão convincente em sua reação a Dodd, este não teria o impacto que ostenta na plateia.
O mestre, sem trocadilhos, é o mestrado em cinema de Paul Thomas Anderson. Cineasta que ousa investigar as profundezas da alma humana nos lugares mais inóspitos e valendo-se de temas complexos. Com brilhantismo, conjuga o dínamo das atuações com a força de um texto soberbo em ilações e pontual em licitudes para apresentar ao mundo um filme apoteótico em matéria de cinema e, também, de humanidade.  

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Filme em destaque - O mestre

Caos e ordem
Joaquin Phoenix é um dos alicerces do novo filme de Paul Thomas Anderson, que lança um olhar sobre as entranhas do pensamento religioso na medida que ilumina os conflitos que aproximam dois homens de diferentes vivências



“Tom Cruise viu e ainda somos amigos”. Essa foi a frase mais repetida pelo cineasta americano Paul Thomas Anderson, no festival de Veneza do ano passado, onde O mestre teve sua première internacional e de lá saiu com os prêmios de ator (dividido entre Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman) e direção.
A razão do comentário é porque o mais novo filme do diretor de Magnólia (1999) e Sangue negro (2007) é inspirado na cientologia, religião da qual Cruise é espécie de relações públicas.
Se admite similaridades com o movimento que originou a Cientologia, Anderson não vai além. “Não conheço muito da Cientologia hoje. Não posso ser mais específico do que isso”. Mas basta o que conhece para erigir um drama profundo sobre as ramificações e influências da religião e discutir, com esse escopo, de política a sexo. O mestre é, ainda, uma análise pormenorizada do homem e seu meio. Nas palavras da jornalista e crítica de cinema Ana Maria Bahiana, que considera este o melhor filme de 2012, é uma “dança delicada e imprevisível entre o forte e o fraco, o mestre e o discípulo, o senhor e o escravo. O caos e a ordem, a verdade e a mentira, a lucidez e a inconsciência”.
A história acompanha a trajetória de Freddie Quell (Joaquin Phoenix), veterano da segunda guerra que muitos diriam estar enlouquecendo. Acolhido por Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman), um intelectual que organiza teorias com a mesma sagacidade que as experimenta, Freddie passa a ser peça central no pensamento que Dodd deseja constituir.
“Mas O mestre não é a história de Lancaster”, adverte Bahiana. “Mas de Freddie, torto, ferido, quase mudo como o Plainview (personagem de Daniel Day Lewis) de Sangue negro. Ele é o id para o superego delirante de Lancaster; a massa bruta, o impulso primal, que ao mesmo tempo anseia e rejeita a ordem, o carinho, o conforto”. Peter Travers, da Rolling Stone americana, diz que Anderson ao negar-se “pensar pelo público”, enfurece parte dele. Travers, em sua crítica, classificou o filme como “nirvana para amantes do cinema”. Para ele, O mestre também é um filme sobre “pertencimento e o preço que você paga por esse privilégio”.

Intelecto e força bruta: os dois personagens principais de O mestre apresentam múltiplas camadas

Seguramente um dos filmes mais elogiados dos últimos tempos, o presidente do júri de 2012 em Veneza, o cineasta americano Michael Mann, defendeu diversos prêmios para o filme, mais foi impedido de levar sua ideia adiante porque o estatuto do festival proíbe que o vencedor do leão de ouro receba outros prêmios, mas não é exatamente uma unanimidade. Um dos críticos de cinema mais prestigiados do mundo, o americano Roger Ebert, não vê essa força toda no filme de Anderson. “O mestre é fabulosamente interpretado, mas quando eu tento alcança-lo de fato, minhas mãos ficam no ar”, ponderou. Para o crítico, faltou transpiração ao filme. “Tem um material rico, mas não fica claro o que pensa a respeito dele”. O que é defeito para Ebert, é mérito para outros. “Não é um filme fácil”, finaliza Bahiana.

Homem do mês - Joaquin Phoenix



Porto-riquenho de nascença, e americano de formação, Joaquin Rafael Phoenix, que já foi perfilado em Claquete, viu seu irmão sucumbir a uma overdose em sua frente. Por muito tempo se imaginou que Joaquin viveria à sombra de River, intenso e saudoso. Não foi o que aconteceu. Ainda mais intenso e grave do que seu irmão, o Phoenix mais novo rapidamente galgou posições em Hollywood. De participações pequenas em filmes como Circulo de paixões e Reviravolta, ambos de 1997, passando pelo notável papel coadjuvante em 8 milímetros (1999) até a glória alcançada no ano 2000. Foi nesse ano que estrelou o filme que redefiniria sua carreira: Gladiador. Mas esteve também em Caminho sem volta, no qual fundou a parceria com o cineasta James Gray, e em Contos proibidos do marquês de Sade. O melhor ano da carreira de Joaquin Phoenix, desde então, talvez tenha sido 2012, quando protagonizou O mestre, nova hiperbólica obra de Paul Thomas Anderson. "Sempre convidei Joaquin e ele sempre dizia não; até que dessa vez ele disse sim", contou o cineasta sobre sua intenção de trabalhar com o ator.
Joaquin Phoenix, é bem verdade, destronou a si mesmo em Hollywood. Há quatro anos anunciou que abandonaria a carreira de ator para ser rapper e fez todos crerem que tinha surtado. Tudo não passava de uma pegadinha em prol de um documentário amplamente experimental que patrocinava junto a seu cunhado Casey Affleck. A brincadeira custou caro e muitas portas se fecharam em Hollywood. Afeito à polêmicas, Phoenix, em plena jornada de volta à cidade dos anjos, maldisse a temporada de premiações - um dos alicerces hollywoodianos por excelência. Mesmo assim, chegou ao Oscar 2013 por seu trabalho em O mestre
Ator de proporções agigantadas, Phoenix faz o tipo bad boy, mas é também o tipo de profissional que alcança perfeição. "Ele é uma força da natureza", disse Philip Seymour Hoffman em entrevista recente. "Não me deixo tomar por um personagem dessa maneira". A forma passional com que Phoenix faz cinema e seu bem vindo retorno aos cinemas brasileiros em janeiro o alçam ao posto de homem do mês no blog.

sábado, 20 de outubro de 2012

Em off


Nesta edição de Em off, as novas polêmicas de Joaquin Phoenix; o filme que pode reunir David Fincher e Brad Pitt pela quarta vez e James Bond, James Bond e James Bond.

O Oscar é uma cenoura...
Joaquin Phoenix simplesmente se recusa a afastar-se de polêmicas. Pelo menos no tom das declarações. O ator, cotadíssimo para o Oscar 2013 por O mestre, disse em entrevista à revista Interview que abomina a temporada de premiações e que quando esteve no olho do furacão, por Johnny & June, vivenciou o período de maior desconforto de sua carreira. “Eu não quero ser parte disso. Eu não acredito nisso. É a pior cenoura que eu já provei em toda a minha vida. Eu não quero essa cenoura”, disse o ator.
Phoenix continuou: “Eu não quero experimentar isso novamente. Eu não sei explicar – e não é como se eu me achasse superior a tudo isso – mas eu não quero jamais ficar confortável com esse tipo de coisa”.

Joaquin Phoenix em foto para a Interview: muita pose, muita atitude e um punhado de polêmicas

...saudável?
Analistas divergem sobre o impacto das declarações de Phoenix. Para alguns, ele enterrou suas chances de indicação ao Oscar. Até mesmo porque Phoenix já não apresenta um histórico lá muito favorável. O agravante é que tem muita gente que simplesmente não tolera o estilo “I don´t fucking care” do ator. Mas a grande maioria especula que a declaração, mesmo que a revelia do ator, deve impulsionar sua candidatura. Isso porque o ator provoca um debate em torno de si, de sua atuação e sobre a lógica das campanhas por indicações. Hollywood é mesmo um lugar estranho.


Pitt e Fincher juntos novamente
Pode finalmente sair do papel a versão de David Fincher para o clássico 20.000 léguas submarinas que a Disney planeja há pelo menos três anos. Segundo a Variety, David Fincher e Brad Pitt já estão trocando ideias e a Disney está animada com a possibilidade de ter Pitt como protagonista do projeto.
Se confirmada, esta será a quarta colaboração de Fincher com seu ator favorito. Eles tentaram fazer com que Os homens que não amavam as mulheres fosse essa quarta colaboração, mas Pitt não quis assinar para estrelar a produção sem ler o roteiro e a retomada da parceria teve de ser adiada.


Capas de 007 – operação Skyfall
É o evento do ano! Que nos perdoe O hobbit e o relativamente frustrante Batman – o cavaleiro das trevas ressurge. Talvez Os vingadores seja o paralelo mais forte em 2012. Mas 007 tem um charme que excede as revistas de cinema. A uma semana da chegada do 23º filme de Bond nos cinemas, Claquete destaca as principais capas com o tema Bond que fizeram 2012 (que ainda não acabou).



Mais Bond – parte 1
A Total Film, com um espírito dos mais fanfarrões, listou 15 atores que jamais poderiam ser Bond. Os motivos são diversos e plenamente aceitáveis. Claquete selecionou os melhores:

George Clooney: Apesar de lindo, elegante e charmoso, a Total Film lembra que ele afundou a franquia do Bond americano, o Batman.

Brad Pitt: a revista lembra que Pitt já viveu espiões antes em Jogo de espiões (2001) e Sr. & Sra. Smith e que já mandou bem no sotaque britânico em Inimigo íntimo (1994), mas cisma que um Bond loiro não funcionaria, mas aí lembra que Craig funcionou...

Tom Cruise: A revista reconhece que a franquia Missão impossível é Bond com outro nome, mas adverte que a frase de 007 é “Batido, não mexido” e não “Você me completa”, em referência à famosa frase de Cruise em Jerry Maguire – a grande virada.

Daniel Radcliffe: Apesar de ser inglês, pesa contra o ator, de acordo com a Total Film, o fato de que a audiência não quer saber como Bond era quando criança...


Mais Bond – parte 2

Leitura obrigatória para quem gosta de James Bond, para quem deseja conhecer mais o personagem e sua história no cinema ou para quem deseja aquecer as turbinas para o novo filme, é a série dedicada ao personagem na sessão trailer do Cine Rodrigo, blog mantido pelo cinéfilo e fã de carteirinha de 007, Rodrigo Mendes. Clique aqui para conferir!



Rápidas e ligeiras

+ Nicole Kidman abandonou o projeto Nymphomaniac, de Lars Von Trier, após saber que teria de gravar cenas reais de sexo

+ O novo de David O. Russell, Silver Linings playbook, deve se chamar O lado bom da vida no Brasil

+ Keith Richards gostou da brincadeira e já se ofereceu para voltar a viver Teague Sparrow no quinto Piratas do Caribe

+Shailene Woodley, que quase roubou a cena de George Clooney em Os descendentes, foi confirmada como a Mary Jane da sequência de O espetacular Homem aranha


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, a saga de George Clooney por um novo Oscar, a saída de Joaquin Phoenix do exílio, o possível encontro entre Tarantino e Leonardo DiCaprio no oeste, a pulguinha que anda incomodando o cineasta Terrence Malick e a nova musa hollywoodiana que pela segunda semana seguida estréia nos cinemas brasileiros.


Musa



Ela surgiu no radar cinéfilo, do alto de sua beleza de 20 anos, com a arrebatadora performance em Inverno da alma. Atuação que valeu indicação ao Oscar e só não resultou em prêmio porque Natalie Portman assumiu com gosto o status de imbatível na temporada.
Jennifer é a atriz jovem mais quente do momento. Atualmente em cartaz com dois filmes, já havia despontado com brilho em Vidas que se cruzam (2008) – filme cujo único mérito para a história do cinema terá sido marcar a estréia da atriz.
Em Um novo despertar ela vive uma garota com certos traumas com mais complexidade e ramificações do que seu curto espaço em tela sugere. Já em X-men: primeira classe, ela assume a mística personagem mística – mutante que pode se transmutar.
Com fôlego e vontade de trabalhar foi escalada para a comentada adaptação cinematográfica da série de livros The Hunger games, que pode dar origem a uma badalada quadrilogia.
Estampou, em virtude do anúncio de The hunger games, a capa da revista Entertainment Weekly mais vendida do ano até aqui. Nasceu ou não nasceu para ser estrela?


X-men: primeira classe
Estréia nessa sexta-feira o aguardado X-men: primeira classe, cuja produção vinha sendo seguida de perto pelo blog. O filme de Matthew Vaughn promete mais reflexão e aprofundamento nas metáforas sobre tolerância imaginadas por Stan Lee na concepção do universo mutante.
O filme retoma as origens de alguns dos principais mutantes e foca na nascente rivalidade entre Charles Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender).
A crítica americana se prostrou ante a qualidade da fita. Vaughn, inclusive, já andou comentando a respeito de uma possível sequência (que deve ser confirmada nos próximos dias) em entrevistas promocionais.


George Clooney vêm aí...

Quem não se lembra do gloriosos ano de 2005 para George Clooney? O grande protagonista do Oscar daquele ano com 4 indicações (filme, direção e roteiro por Boa noite e boa sorte e ator coadjuvante por Syriana –a indústria do petróleo), o ator foi muito festejado e cravou naquela ocasião a força de seu cinema sério e engajado. Pois Clooney se prepara para um repeteco ainda mais vitaminado em 2011. Protagoniza a nova comédia dramática do diretor de As confissões de Schmidt, The descendants e dirige,produz, roteiriza e estrela The ides of march, um drama político adaptado de uma prestigiada peça.
Na fita de Alexander Payne, o ator faz um pai de família que tenta se reconectar com suas filhas após um trágico acidente envolvendo a mãe delas. No meio do caminho descobre a infidelidade da mulher. Em The ides of march, vive um senador com aspirações presidenciais e sem grandes escrúpulos.
Ambos os filmes encabeçam apostas para o Oscar e devem render bons louros ao astro que sabe como ninguém escolher projetos de grande qualidade.

George Clooney no cartaz de The descendants: Já há buzz acerca de seu nome para o Oscar 2012 e não só na categoria de atuação




Hiperatividade de Terrence Malick
Em quarenta anos, o recluso cineasta americano que acabou de receber uma Palma de ouro – a qual não compareceu para recolher – só realizou quatro filmes. Mas um estalo transformou Malick em um cara super produtivo. Mal acabou de lançar o premiado A árvore da vida e o diretor já está na pós-produção de um novo filme, ainda sem título, que deve ser lançado no ano que vem. O drama romântico é protagonizado por Ben Affleck, Rachel McAdams, Javier Bardem e Rachel Weisz. O diretor já começou a trabalhar em um documentário sobre a relação entre o homem e a natureza através dos séculos. Para esse projeto, ele aproveitará material gravado e editado que ficou de fora do corte final de A árvore da vida. Quem deseja conhecer mais a obra do cineasta, ou adquirir perspectiva, deve ficar atento a mostra Panorama deste mês no blog que destaca o subitamente ativo diretor americano.

Ben Affleck e Rachel McAdams na primeira e única imagem divulgada do novo projeto de Terrence Malick



Grande prêmio do cinema brasileiro
Foi realizado na última terça-feira o 10º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro no Rio de Janeiro. Confirmando as previsões, Tropa de elite 2 sagrou-se o grande campeão da noite com nove prêmios, incluindo melhor filme, direção, roteiro original e ator. Glória Pires levou o troféu de atriz por seu desempenho em Lula – o filho do Brasil.
O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é uma tentativa de glamourizar uma pálida e ainda escassa produção nacional. Os resultados desse ano comprovam o gigantismo da produção capitaneada por José Padilha ante uma produção que se acotovela por incentivos fiscais e capitalizações.


Tarantino pode levar DiCaprio de volta ao Oeste

Ainda não está confirmado, mas Leonardo DiCaprio pode ser o vilão do antecipado western de Quentin Tarantino. Dessa maneira o ator daria sequência a sua colaboração com diretores festejados pela crítica (engatou Sam Mendes, Ridley Scott, Christopher Nolan, Martin Scorsese e Clint Eastwood) e voltaria ao gênero que lhe aferiu um dos primeiros papéis de destaque nos anos 90. Em 1995 ele dividiu a cena com Sharon Stone, Gene Hackman e Russel Crowe em Rápida e mortal de Sam Raimi. Foi o primeiro filme com DiCaprio maciçamente visto nos EUA. Django Unchained fica cada vez mais hypado.


A volta de Joaquin Phoenix?


Desde que o farsesco I´m still here: the lost year of Joaquin Phoenix foi, por assim dizer, desmascarado como uma grande piada, o ator vem tentando se introduzir novamente no buzz hollywoodiano. O retorno pode se dar pelas mãos do cineasta que mais empregou Phoenix. James Gray trabalhou com o ator em Caminho sem volta (2000), Os donos da noite (2007) e Amantes (2009) e ofereceu um papel para o astro em Low life. Segundo informações do Collider.com, o filme mostrará a relação de uma imigrante polonesa (papel que deve ficar com a francesa Marion Cottilard) com seu cafetão (personagem de Phoenix) e o irmão dele (papel ainda vago), por quem irá se apaixonar.
Low life, assim como os principais filmes de Gray, se passará em Nova Iorque e deve começar a ser rodado no final desse ano.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010 - Os maiores tititis do ano

10 – Mais um ano de exposição de La Lo
Clínica de reabilitação para dependentes químicos, namorado novo, namorada nova, namorada antiga, prisão domiciliar, prisão de verdade e tudo isso em oito meses. Lindsay Lohan nem precisa de todos os meses do ano para provocar estafa em quem pretende acompanhar o desenrolar de seus escândalos. Em 2010, o ponto alto (ou baixo) foi a transmissão ao vivo (e via internet para todo o mundo, cortesia do site de fofocas TMZ) da atriz (?!) se entregando para cumprir pena em um presídio de Los Angeles.


9 – Paris Hilton e a cocaína

Ela esteve na Copa do mundo. Não para torcer, mas para curtir. Após um pequeno incidente em que foi pega portando maconha, imaginava-se que Paris Hilton (que já fora pega em deslizes semelhantes antes), não fosse repetir o delito tão breve. Mas Paris Hilton é, bem, Paris Hilton. Em setembro, ela foi detida pela polícia americana portando uma grande quantidade de cocaína (suficiente para ser enquadrada como traficante) e maconha. Apesar da droga estar na sua bolsa, Paris alegou perante um juiz que a droga era de sua amiga (que também foi detida com ela). Depois de algumas multas e uma sentença alternativa, Paris foi liberada. O que fica desse episódio é que ela é uma péssima amiga. Não que isso já não fosse de se imaginar. Afinal, Paris Hilton é, bem, Paris Hilton.


8- A lista dos mais rentáveis
Todo mundo sabe que revistas americanas adoram um boa lista. A revista Forbes, uma das publicações mais respeitáveis do meio econômico, divulgou este ano uma lista um tanto controversa. A dos artistas mais rentáveis de Hollywood. Enganou-se quem pensou que Robert Downey Jr., Angelina Jolie ou Johnny Depp (comprovadamente imãs de público) encabeçavam a lista. O líder do ranking é Shia LaBeouf. Nada contra LaBeouf que é bom ator. Mas contra o critério utilizado. Apenas o rendimento dos filmes. Ora, La Beouf estrelou (dentro do período de amostragem) os dois Transformers e o quarto Indiana Jones. Logo, o rendimento dos filmes pouco teve a ver com sua presença. Não é preciso dizer que a lista da Forbes foi muito contestada.


7 – Polanski preso
A prisão em si aconteceu em 2009. Mas o diretor franco suíço entrou 2010 cumprindo cárcere privado em um chalé nos Alpes suíços. Não era legal por que o direito de ir e vir estava suspenso né gente?!
Enfim, muitos cineastas escreveram manifestos pró-Polanski (Martin Scorsese, Woody Allen, Walter Salles, Steven Spielberg e François Ozon para citar alguns) e até mesmo o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger se manifestou publicamente pela liberação do cineasta. No festival de Berlim, ele faturou o prêmio de direção por O escritor fantasma  e mais palavras de apoio se escoaram. Não demorou muito para que o desfecho do caso Polanski tivesse um final feliz. Para ele é claro.


6 – O prêmio imerecido
Foi um bafafá danado. Pobre Sofia Coppola que já carrega aquela estampa de depressiva e viu a crítica internacional desautorizar o leão de ouro concedido pelo júri presidido por Quentin Tarantino a Em qualquer lugar, seu novo filme. Indepedentemente do filme ser digno ou não da premiação, o que vai ficar marcado será essa indignação com a escolha do filme de Sofia e as acusações de favorecimento.  São os tais dos encontros e desencontros.


5 – Cristina Aguilera vs Lady Gaga
Acusações mútuas de cópia e usurpação. Tanto por parte dos fãs de ambas as cantoras quanto da parte das respectivas. Em 2010, Cristina Aguilera copiou Gaga e afirmou que esta a copiara antes. Ficou o dito pelo não dito. Os fãs de Aguilera atacaram os de Gaga na internet, mas furtaram-se ao carinho de comprar ingressos para prestigiar a turnê da cantora. Resultado: Cristina Aguilera teve de cancelar seus shows. Mais melancólico impossível. Mas ei! Ela acaba de estrear nos cinemas (com o filme Burlesque). Só não avisem a Gaga...


4 – John Travolta e a sauna gay
A notícia foi abafada pelo nascimento do terceiro filho do ator com a atriz Kelly Preston, o que só indica o ano atribulado que Travolta viveu. No meio do ano, a rotina do ator foi sacudida pelo lançamento de um livro recheado de intrigas e fofocas de bastidores, o qual trazia como mais suculenta consternação, a revelação de que Travolta frequentava saunas gays. Mas não só. Segundo consta do livro, o ator trai compulsivamente sua mulher com outros homens e, segundo a obra, o ator não fazia lá muita questão de manter discrição a respeito. Obviamente tudo foi negado e para ajudar o livro fracassou em vendas. Better luck next time. 


3 – O assassinato que parou Hollywood
O assassinato da produtora Ronni Chasen, que ajudou na campanha promocional dos dois últimos vencedores do Oscar (Quem quer ser um milionário? e Guerra ao terror), em um cruzamento da famosa Sunset Boulevard com a rua Whittier em Beverly Hills ainda comove. A produtora foi vítima de tiros quando voltava da premiere do filme Burslesque. A polícia impõe ritmo apressado às investigações, mas ainda não tem pistas concretas sobre quem é o responsável pelo crime e por quê.


2- O documentário que é uma grande pegadinha
Joaquim Phoenix não endoidou. Tudo era uma brincadeirinha. Ele e o cunhadão (Casey Affleck), que calha de ser o diretor do documentário que mostra as sandices de mentirinha de Phoenix, resolveram abrir o jogo assim que viram que pouca gente parecia disposta a assistir o colapso de Phoenix na tela grande. A fraca bilheteria de I´m still here: the lost year of Joaquim Phoenix pode ajudar Phoenix a recuperar o rumo na carreira? Só o tempo dirá. 


1 - O inferno conjugal de Mel Gibson
O ano começou promissor para Mel Gibson. De volta aos cinemas (com o bom filme O fim da escuridão) e curtindo a paternidade ao lado da namorada russa Oksana Grigorieva. Mas nada como um dia após o outro não é mesmo? Ameaças de extorsão eram entremeadas com ameaças de agressão. E assim seguiu a lavagem de roupa suja entre Gibson e Gregorieva e Gibson e os advogados de Gregorieva. A união acabou e o ator, que já era conhecido por declarações preconceituosas, ficou mal na fita. Literalmente. Já que foram divulgadas gravações (que nunca tiveram a autenticidade confirmada por órgãos oficiais) do ator xingando e destratando Gregorieva.
O inferno conjugal de Gibson foi o deleite da celebrity gossip em 2010.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cenas de cinema

David Letterman sabia?

Depois da revelação de que o “surto” de Joaquin Phoenix não passou de uma farsa orquestrada pelo próprio e por Casey Affleck para quem pudessem rodar uma crítica “naturalista” a indústria das celebridades, instalou-se a pergunta: David Letterman sabia?
Para quem não se lembra, em fevereiro de 2009, o ator compareceu irreconhecível (ele manteria o visual riponga dali em diante) para uma entrevista promocional do filme Amantes. Nos 10 minutos de entrevista, Joaquin aparentava embriaguez e não falava coisa com coisa. Foi um dos momentos mais bizarros da Hollywood atual e rendeu discussões, adivinhações e paródias. A mais famosa “tiração de sarro” foi do ator Ben Stiller no Oscar do ano passado.
Phoenix voltou ao programa de David Letterman no mês passado e esclareceu que Letterman não sabia. Ele e o apresentador do Late show encenaram uma briguinha para promover o fracassado documentário sobre o surto de Phoenix. De barba feita e bastante simpático, Joaquin assumiu seu novo papel: tentar fazer o último ano valer alguns dólares a mais na bilheteria.

 
Um papai que causa furor

Pois é, existem pais que são verdadeiras atrações em festas infantis e não estamos falando daquele pai que pula na piscina de bolinhas. Estamos falando de Brad Pitt que causou um verdadeiro furor ao acompanhar sua filha Zahara na festa da filha do vocalista do Soundgarden Chirs Cornell. Papai Pitt roubou os holofotes. Imagina como a filha de Cornell se sentiria se fosse seu casamento?



O que Clint Eastwood poderia ter sido

O ator Clint Eastwood admitiu em recente entrevista que recebeu um convite do presidente da Warner para ser superman no cinema. O eterno dirty Harry se recorda de ter dito “aquilo não era para mim”. Outra figura icônica cruzou o caminho de Clint. O ator admitiu na mesma entrevista que o papel de James Bond foi oferecido para ele depois da saída de Sean Connary. George Lazemby ficou com o papel porque, novamente, Clint não se via talhado para o personagem. Ele cria não ter o mesmo appeal de Sean Connary. Se tivesse aceitado, Eastwood teria sido o primeiro americano a viver o agente a serviço de sua majestade.
Vale lembrar que cinéfilos e hqmaníacos sonham em ver Clint como Bruce Wayne em uma sonhada versão para cinema de O cavaleiro das trevas de Frank Miller.



5 coisas que você precisa saber sobre Tropa de Elite 2

+ José Padilha montou o filme em três locais diferentes. Em um escritório no Rio de Janeiro, outro em São Paulo e mais um nos Estados Unidos.
+ Só cinco pessoas tiveram acesso ao copião
+ Em entrevista à Folha de São Paulo, o diretor insinuou em tom de brincadeira que o capitão Nascimento pode morrer neste segundo filme
+ O principal bordão do novo filme é “a responsabilidade é minha. O comando é meu!”
+ Os responsáveis pelos efeitos especiais do filme são os mesmo de Transformers, Homem –aranha e O curioso caso de Benjamin Button


Passarela
 Em 21 de setembro o elenco de Wall street - o dinheiro nunca dorme prestigiou a premiere do filme em Los Anegeles: 1- Michael Douglas entre Carey Mulligan e Susan Sarandon; 2- Michael Douglas desta vez está entre os namorados Shia LaBeouf e Carey Mulligan; 3 - Todo o elenco se reune a pedido do diretor Oliver Stone (no centro de bigode).


 Na segunda-feira passada (27) foi a vez da premiere americana de A rede social. Nos destaques estão Adrien Brody, Michael Pitt e os protagonistas Justin Timberlake, cuja performance é a mais elogiada, e Jesse Eisenberg

Ben Affleck e Rebecca Hall compareceram a premiere londrina de Atração perigosa, mais recente trabalho de Affleck como diretor (que será destaque na seção Insight do próximo domingo)
 
 

Termômetro

Superhot

A rede social

A rede social já é o filme mais comentado nas rodas cinéfilas e entre blogs de cinema americanos há algum tempo e tudo indica que irá continuar assim por mais um período. O filme de David Fincher estreou semana passada com força nos EUA, faturando mais de U$ 23 milhões. Houve quem não enxergasse em A rede social um grande filme, mas foram poucos.


Hot

Britney em Glee

Britney Spears foi o grande acontecimento do Segundo episódio da nova temporada de Glee. Comentando sua participação no programa ao vivo em seu twitter, a ex – princesinha do pop foi aprovada pelo criador da série Ryan Murphy que declarou que Britney pode voltar. Murphy fez o seguinte comentário sobre a estrela que valeu a maior audiência da série até aqui: “Foi acima das expectativas”.


Just Fine

Eminem


O rapper Eminem lidera as paradas de sucesso mundo afora com o hit Love the way you lie. Eminem recrutou Megan Fox, Dominic Monaghan e Rihanna para garantir a longevidade de seu single e deu certo. Enquanto a poeira abaixa daqui, se levanta dali. Marshall (Eminem quando não é Eminem) que no cinema atuou em 8 mile (uma espécie de biografia) e fez uma ponta em Ta rindo do que? Está cotado para entrar para o elenco de 360, novo filme de Fernando Meirelles que já conta com Rachel Weiz e Anthony Hopkins.



Cold

Resident evil – o recomeço

Enquanto o 3D esfria, Resident Evil – o recomeço esfria também. Só que em ultra velocidade. O quarto filme da franquia não causou nenhum rebuliço nas bilheterias e tão pouco agitou os gamemaníacos. Deve-se ao 3D sua sobrevida nos cinemas.


So cold

As polêmicas de Lady Gaga

Pois é são muitas. E própria Gaga já não consegue ser tão criativa assim. Em mais um traquejo de marketing gratuito, Gaga usou um vestido de carne. Isso mesmo de carne. E duas vezes. A repercussão como era de se supor foi grande. Mas poderia ter sido maior.