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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Qual Bond seria melhor?


Tudo indica que Sam Mendes irá retornar como o diretor do 24º filme de 007. Mas, enquanto o contrato não é finalmente assinado, os produtores vão mantendo sondagens a um punhado de diretores que surgem como possibilidades para assumir a cadeira de diretor.
A imprensa americana veiculou na última semana os nomes do dinamarquês Nicolas Winding Refn, dos ingleses Tom Hooper e David Yates e do taiwanês Ang Lee como nomes no radar da EON, MGM e Sony, estúdios responsáveis pela série junto aos produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccolli. Com alguns desses nomes, inclusive, já se estaria negociando.
São todos nomes de qualidade e que, certamente, fariam filmes interessantes. Mas a abordagem de Bond e de seu universo seria diferente nas mãos de cada um deles. Mas qual faria o melhor Bond? A cinefilia, às vezes, encontra eco na divagação.
David Yates, por exemplo, é um homem de estúdio. Já provou eficiência na condução de grandes séries inglesas, foi o responsável pelos últimos quatro filmes da franquia Harry Potter, e seria o candidato ideal para rodar um filme de colaboradores. O outro inglês da lista, Tom Hooper, seria uma escolha inusitada. A princípio, sua menção se resumiria ao fato de ser britânico e à intenção de manter o controle criativo de Bond em terra bretã. Uma reflexão mais dimensionada, no entanto, mostra que Hooper é o tipo de diretor clássico que possibilitaria um desenvolvimento coerente da série a partir do ponto em que o também britânico Sam Mendes a deixou. Tanto Mendes quando Hooper vêm do palco londrino, cresceram com o personagem como referência inglesa e de masculinidade e demonstraram perícia técnica em suas incursões no cinema. Seguro dizer, portanto, que a opção por Hooper, assim como Mendes, vencedor do Oscar por seu primeiro longa-metragem, visaria reproduzir os efeitos da escolha pelo diretor de Beleza americana. Ang Lee seria uma escolha corajosa. Principalmente pelo fato de que Hulk, o único blockbuster essencialmente blockbuster da carreira do cineasta ficou aquém das expectativas da indústria e de grande parte do público. Mas seria uma escolha compatível com a fase de Bond ensejada por Operação skyfall. Lee é um cineasta sensível que consegue aliar alma à cenas de ação – como provado em O tigre e o dragão. Mas é sua capacidade de trabalhar com luz e sombras sobre os personagens que faz de Lee a melhor opção entre as aventadas para assumir 007
 
Lee e seu Oscar por As aventuras de Pi: ele poderia finalmente levar Bond aos prêmios
 
Nicolas Winding Refn seria uma aposta até certo ponto incoerente. Os produtores já disseram que não dariam um 007 a Quentin Tarantino por entender que a linguagem não bate. Então porque dariam a Refn, diretor tão estilizado quanto Tarantino e até mais esteta? Não faria sentido contratá-lo apenas para censurá-lo. De qualquer jeito, seria o Bond mais insuspeito e original – ainda que fosse um filme ruim.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - Os dez cartazes mais cool do ano


10 – Drive

Um dos filmes mais cool do ano não poderia ficar de fora da lista. Ainda que o departamento de marketing tenha caprichado, o melhor pôster de Drive foi feito por um fã e devidamente reconhecido pelos distribuidores que trataram de promover o pôster e, claro, o filme.

9 – Django livre

Muitos cartazes do novo filme de Quentin Tarantino já foram liberados depois desse, mas esse pôster teaser – divulgado logo no início de 2012 – é puro conceito e avalanche de saliva na boca.

8 – O hobbit: uma jornada inesperada

Desde o close detalhado na face de Gandalf, passando pelo aspecto do papel e culminando no azul dos olhos. Um dos cartazes mais belos de toda a campanha promocional do filme que marca o retorno à Terra Média.

7 – Na estrada

O detalhe no retrovisor, as faces dos três protagonistas em ângulos distintos. O azul forte e colorido. Um cartaz inspirador que fez aumentar as expectativas pelo longa de Walter Salles.

6 – Os mercenários 2

O jeitão retrô sempre garante um cartaz na lista de mais cools do ano. Dessa vez, sobrou para os mercenários liderados por Sylvester Stallone. Impossível não se cativar por uma arte que conseguiu fazer essa multidão de brucutus sair bem na foto...

5 – Operação Skyfall para IMAX

De volta ao básico e com estilo. É isso que promete o belo cartaz para IMAX de 007-Operação Skyfall. Não há muito o que dizer, apenas admirar.

4 – Sete psicopatas e um shi tsu

Todos os cartazes desse filme são bem sacados. Mas esse com o topete de Colin Farrell, as cores extravagantes e estilizadas e essa garrafa no bolso da jaqueta entregam que o filme que reúne o ator ao diretor e roteirista de Na mira do chefe é do tipo imperdível. 


3- Os infratores

A sombra projetada sobre um angustiado Shia LaBeouf garante a dimensão trágica da história que o filme quer contar e o faz de maneira robusta e bela.

2 – Ted


A imagem de um homem e um ursinho de pelúcia urinando em mictórios dá a ideia exata do que esperar da estreia no cinema do criador de Uma família da pesada. Um filme inventivo e original, tal como o cartaz.

1 – O homem da máfia

Nenhum filme produziu tantos cartazes cool e cheios de estilo em 2012 quanto O homem da máfia. Isso justifica a primeira posição na lista, mas o escolhido para representar o filme nesse top 10 fala por si só!

domingo, 11 de novembro de 2012

Especial Argo - As faces da espionagem no cinema


Esses últimos meses têm sido especiais para o cinema de espionagem. 2012, por exemplo, é o primeiro ano em que a franquia Bourne, que deu novo apelo ao universo da espionagem no cinema, se encontra com a franquia 007, que celebrou o status da espionagem no cinema. Tudo bem que a primeira veio sem seu protagonista e com pontuais alterações estruturais para que o show continue a render dinheiro, mas as mudanças foram tão bem orquestradas por Tony Gilroy, roteirista dos quatro filmes e diretor do último, que tudo faz sentido. Não foi só a franquia Bourne que mudou não. James Bond passou por uma reciclagem geral em Operação Skyfall. Tudo para deixá-lo mais afeito aos tempos modernos. Paradoxalmente, Argo faz um retrato dos tempos em que os espiões eram super-heróis de verdade. O novo filme de Ben Affleck vai ao final dos anos 70 e início dos anos 80 para mostrar a ação de agentes da CIA e da inteligência canadense para resgatar seis diplomatas americanos refugiados na embaixada canadense no Irã. Enquanto a franquia Bourne investe bruscamente no realismo, técnica absorvida pelo 007 da fase de Daniel Craig – anda que suavizada no mais recente filme, Argo opta por um registro mais sutil e saboroso. Ben Affleck deixa o clima de thriller se contagiar pelo ar farsesco de Hollywood, já que a estratégia adotada pela CIA é forjar a produção de um filme no Irã.

Paranoia e adrenalina: a franquia Bourne modificou os termos da espionagem no cinema com um choque de realismo


Mundo moderno: os bancos são os grandes vilões de Trama internacional, filme de espionagem que não desgosta da boa e elegante ação


Essa opção acresce em dramaturgia e permite, também, um bem vindo respiro ao fundo político que, a bem da verdade, inexiste nos outros dois filmes.
Há quem acredite que filmes de espionagem que não trazem fundo político são, de fato, filmes de ação. É um corrente que carrega certa verdade. Principalmente se confrontada com filmes como Munique (2005), obra prima de Steven Spielberg sobre a resposta israelense a um atentado terrorista promovido por um grupo terrorista palestino nas olimpíadas de Munique em 1972. Uma curiosidade cinéfila, pouco pertinente ao artigo, mas que acrescenta a ele: foi durante as gravações de Munique que Daniel Craig foi convidado para assumir o papel de James Bond.
O próprio Ben Affleck já havia feito um filme que tem como mote a espionagem. Antes de Argo, ele foi agente da CIA em A soma de todos os medos, quarto filme do agente Jack Ryan nos cinemas. Naquele filme, como em Bourne e Bond, a ação é privilegiada, mas há a preocupação – ainda que esparsa – com o fundo político.
Filmes como Trama internacional (2009), Conduta de risco (2008) e Duplicidade (2010), os dois últimos do mesmo Tony Gilroy que assina a quadrilogia Bourne, versam sobre outro tipo de espionagem: a corporativa e empresarial. É um filão ao qual o cinema ainda não se debruçou de maneira efetiva, mas no qual pode descobrir ótimas histórias. Como demonstram os três excelentes filmes. Há muitos outros exemplos de produções sobre espionagem nos cinemas. Desde sátiras como Agente 86 (2008) à Hitchcock, com Intriga internacional (1959). É um campo vasto, plural e que Ben Affleck, agora, se inscreve como referência.
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cenas de cinema


Cosmético ou fonte da juventude?
O site Madamenoire apresentou uma lista original e muito surpreendente. Elencou diversas celebridades que parecem ser bem mais jovens do que aparentam. Entre os destaques figuram Jim Parsons, o Sheldon de The big bang theory que nem aqui nem na China parece ter os 39 anos que sua identidade apontam; o cantor e ator Jared Leto que, pasmem, já tem 40 anos; a diva da comédia Elizabeth Banks que tem 38 anos; Keanu Reeves que tem incríveis 47 anos; e, claro, Johnny Depp que apesar de ostentar 48 anos, manteve o look de trinta e poucos.

Keanu Reeves em foto do primeiro semestre deste ano: sem fantasma de tiozinho...


Tudo azul em Forks
Vem aí o último filme da saga Crepúsculo e, como se isso em si já não bastasse, a promoção de Amanhecer – parte 2 ainda traz na bagagem as reminiscências da crise conjugal vivida por Robert Pattinson e Kristen Stewart. Reconciliados, os pombinhos se juntaram ao vértice ficcional do triangulo amoroso que vivem nas telas, Taylor Lautner, em uma entrevista que deram para a MTV americana. Riram, fizeram piada e se disseram saudosos dos personagens, mas felizes por estarem concluindo a saga que projetou-os internacionalmente. Robert Pattinson falou até sobre sexo. Mas tudo dentro do contexto de Edward e Bella. “Foi horrível”, disse o rapaz. “Bill (Condon, o diretor), você estragou tudo para mim”, prosseguiu Kristen. Hummm...

À MTV americana, o trio riu, riu e riu: na ficção foi tudo ruim, já na vida real...


A sarjeta da fama

Em uma excelente matéria publicada na edição de novembro da revista Serafina, o jornalista Vinícius Donola retrata a vida de um punhado de personagens que se perderam do sonho que os guiou à Hollywood. A matéria apresenta pessoas que vivem fantasiadas de super-heróis e outros personagens célebres do cinema na calçada da fama em Los Angeles em busca de gorjetas e oportunidades. Com bom humor, a reportagem ilustra tanto a desilusão quanto o companheirismo que emerge desse paradoxo tão cativante para quem lê. A matéria pode ser conferida aqui.

A mulher maravilha, Jennifer Wenger, alvo de uma paixão platônica do super- homem Christopher Dennis, passou a deixar a capa em casa porque escondia o que os turistas queriam ver...


Novo filão
Harvey Weinstein, famoso e famigerado produtor de cinema, sempre investiu na Broadway. Mas sempre com parcimônia, afinal, era um homem do cinema. Mas, segundo reportagem do New York Times, essas são águas passadas. Weinstein assumiu a principal cadeira na produção de diversos musicais, inclusive uma versão para “Em busca da terra do nunca”, orçada em U$ 11 milhões e que recebeu cotação cinco estrelas. Setores da Broadway estão otimistas quanto ao toque de midas de Weinstein que, indagado pela reportagem do New York Times sobre a revigorada disposição de investir em teatro, saiu-se com essa: “The show must get better”.

Bardem rules

Todo mundo adora quando um trocadilho funciona! Javier Bardem principalmente. Foi dele a ideia de seu vilão em 007- operação Skyfall ser loiro oxigenado e efeminado. Um contraponto interessante à figura de Bond e um diálogo quase uterino com o vilão Anton Chigurh, ao qual deu vida em Onde os fracos não têm vez (2007), dos irmãos Coen.


Terceiro ator europeu a encarnar o vilão de Bond consecutivamente, os outros foram o dinamarquês Mads Mikkelsen em Casino Royale e o francês Mathieu Amalric em Quantun of Solace, o espanhol foi o único a deixar suas digitais na galeria dos grandes vilões do universo de 007.

domingo, 4 de novembro de 2012

Repercutindo 007 - operação Skyfall


É Operação Skyfall o filme definitivo de James Bond? É melhor que essa resposta seja negativa. Se o 23º filme do agente secreto à serviço de sua majestade é um triunfo de narrativa e um acerto do ponto de vista da necessidade de atualizar o personagem, é também uma demonstração eloquente de que Bond está se perdendo de si mesmo. Há menos histrionismo na caracterização de um universo que sempre foi marcado pelo exagero, beirando a sátira. O personagem também mudou. Não que se faça uma defesa do sexismo, e James Bond sempre foi o personagem mais sexista do cinema. Mas o Bond que surge em Operação Skyfall, e que surgiu nos dois filmes anteriores, está longe de ser aquele mulherengo convicto. Ele quase se corrói de possuir uma mulher. O humor é outra matéria prima deixada de lado. As fases estreladas por Roger Moore e por Pierce Brosnan têm grande parte de seu apelo na forma bem humorada que sublinhavam os absurdos do universo que retratavam. O fato da atual fase protagonizada por Daniel Craig se levar a sério demais, nesse sentido, pode ser outro problema nessa espiral de distanciamento de Bond de si mesmo.
Paradoxalmente, Operação Skyfall é o filme que mais aproximou James Bond de si mesmo em um recorte totalmente diverso do que esse texto propunha até o momento. Não só o filme vislumbra Bond encarando seu passado em um momento de regressões emocionais que podem favorecer outros bons momentos na série, como faz com que o personagem cresça emocionalmente – deixando de ser um pêndulo ajustável por cada intérprete. O que reforça o domínio de Daniel Graig sobre o personagem. Mas não só. Operação Skyfall é clássico na administração inteligente que faz do histórico da franquia, resgatando elementos consagrados – como a tensão sexual entre Bond e Moneypenny e o Aston Martin DB5 usado em Goldfinger – e na proposição de elementos novos para a continuidade da franquia – além de contribuir para galeria dos grandes momentos da série com um vilão efeminado que flerta com Bond e o fim de um ciclo que ajudou a revitalizar o gás da franquia.
Dessa forma, Operação Skyfall se inscreve como um filme complexo dentro da franquia. Importante, reverente, ousado, renovado. Sam Mendes parece assinalar, melhor do que fizeram Martin Campbell e Marc Foster, que o James Bond de ontem não pode fazer sombra ao James Bond de hoje. Aos nostálgicos, no entanto, o Bond de Mendes dá uma piscadinha. Mas não mais que isso.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Crítica: 007- operação Skyfall


Íntimo e pessoal

007-operação Skyfall (Skyfall, ING/EUA 2012) tem o mérito de ser o típico filme de James Bond e, simultaneamente, ser um filme incomum de James Bond. Esse aparente paradoxo, que se alimenta constantemente do passado do personagem e de toda a sua mitologia, é orquestrado com fina desenvoltura pelo cineasta Sam Mendes. O diretor aprofunda a proposta de um 007 mais dramático e tridimensional em um filme que menos parece um evento e mais um estudo de personagem. Há pontos positivos e negativos nessa proposta.
Logo no início, em operação na Turquia, Bond é dado como morto após uma mal sucedida operação para reaver uma lista com o nome de todos os agentes infiltrados em células terroristas ao redor do globo. Flagramos, então, um Bond desamparado e entregue a vícios que retorna ao MI6 quando este sofre um atentado. Ele é pessoalmente encarregado por M (Judi Dench) de descobrir o paradeiro da lista e deter os responsáveis por todo esse transtorno. É aí que entra Silva (Javier Bardem), um vilão carismático, assustador, engraçado e tão imprevisível quanto somente um ator com a capacidade de transmutação e decalque que Javier Bardem ostenta poderia encarnar. Silva é um ex-agente que se sente traído por M e mais adiante compreenderemos suas razões.
Ao apresentar um vilão em busca de vingança, Operação Skyfall dá um passo a frente da média dos filmes do 007. As coisas aqui, assinala Mendes, são definitivamente mais pessoais. A própria figura de M cresce de importância. Nunca o fato de a personagem ser atualmente encarnada por uma mulher, e uma mulher com a envergadura artística de Judi Dench, tinha sido tão importante. Nesse contexto, a relação dela com Bond e com Silva se configura na espinha dorsal do filme. Bond, afinal, vivencia circunstâncias que o aproxima do sentimento experimentado por Silva e esse é apenas um dos firmes alicerces sobre os quais Operação Skyfall erige sua dramaturgia.

Sem conexão: Bond, dessa vez, não foi muito além dos interesses superficiais pela Bond girl da vez


O bom roteiro assinado novamente por Neal Purvis e Robert Wade, com supervisão de John Logan, ainda leva Bond a revisitar seu passado em uma sequência que agrega estofo dramático ao personagem. Não à toa, a catarse se dá de uma maneira pouco comum na série, com Bond chorando.
A opção por tornar a questão pessoal, não diminui o espaço de outra discussão bem encampada por Operação Skyfall. A da readequação do personagem à atual conjuntura geopolítica. Em um dado momento, M diz “Não conhecemos mais nossos inimigos. Eles estão nas sombras. Não são mais países, mas indivíduos. O mundo se tornou opaco”. É uma defesa da importância do trabalho de espionagem e de pessoas como Bond para a manutenção da paz. É um dos artifícios de reinvenção da série. Outros podem ser vistos na figura do novo Q (bem adornado por um Ben Whishaw à vontade) e do personagem de Ralph Fiennes, um burocrata do governo britânico que pressiona M por resultados mais efetivos.
Operação Skyfall olha para o passado de James Bond para formatar seu futuro. É poético. Não é o melhor da série, como muitos críticos eufóricos atestaram sem ouvir a passagem do tempo, mas talvez seja o mais importante; e é muito importante que se faça essa distinção. Operação Skyfall, definitivamente, mostra um novo caminho. Menos apoteótico, mais realista e, seguramente, muito desafiador. Mas Sam Mendes deixou o personagem muito bem preparado.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

50 anos de James Bond em Claquete - Arquivos 007



Os melhores vilões

Xenia Onatopp (Famke Janssen)
Ex-assassina da KGB ela não se faz de rogada em sair na mão com 007 e mata suas vítimas esmagando-as com as coxas.

Jaws (Richard Kiel)
Gigantesco e com dentes de aço, ele conseguiu aparecer em dois filmes de James Bond.

Le chiffre (Mads Mikkelsen)
Banqueiro de terroristas que chora sangue, é o responsável pelo confronto mais mental já enfrentado por Bond; e logo em sua primeira missão.


Goldfinger (Gert Fröbe)
Um vilão essencialmente capitalista, Goldfinger quer explodir Fort Knox para desvalorizar o ouro dos EUA e aumentar o valor de sua fortuna.

Dr. No (Joseph Wiseman)
O mérito de ser o primeiro vilão, justamente quem estipulou a base megalomaníaca do antagonista de 007.

Os melhores gadgets

O Aston Martin invisível de 007- um novo dia para morrer (2002)
O telefone celular que funciona como leitura de digitais e ainda controla o carro de 007- o amanhã nunca morre (1997)
O relógio que apresenta funções de laser, serra e imã em 007-viva e deixe morrer (1973)
A pasta que abriga munição e uma faca e ainda dispara um gás letal se aberta de maneira convencional em Moscou contra 007 (1963)
Óculos com visão de raio-x em 007 – o mundo não é o bastante (1999)


As maiores bilheterias *

1 – 007 – Casino Royale (2006) = U$ 640 milhões
2 – 007 – Quantum of Solace (2008) = U$ 575 milhões
3 – 007 – Um novo dia para morrer (2002) = U$ 431 milhões
4 – 007 – O mundo não é o bastante (1999) = U$ 375 milhões
5 -007 contra goldeneye (1995) = U$ 351,5 milhões

*em números absolutos, desconsiderada a inflação




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

50 anos de James Bond em Claquete - Operação Skyfall


James Bond está de volta. 007- operação skyfall está sendo considerado pela crítica europeia como o melhor filme da franquia. Expectativa é de quebra de recordes e consolidação de Daniel Craig como o James Bond mais lucrativo da história


“Existia a ideia de lançar um filme no aniversário de cinquenta anos do personagem”, admitiu o produtor Michael G. Wilson à reportagem da GQ americana. Mas não necessariamente seria esse filme o 23º da série. O ritmo adquirido pela franquia desde que Daniel Craig assumiu o smoking de James Bond sugeria que o lançamento do cinquentenário de 007 talvez fosse o 24ª da série. Desde Casino Royale, lançado em 2006, as definições no universo de 007  vinham sendo rápidas. No início de 2007, o franco suíço Marc Foster foi confirmado à frente de Quantun of Solace, que por sua vez, chegou aos cinemas em 2008. Em 2009, foi a vez de Wilson e sua sócia, Barbara Broccoli confirmarem Sam Mendes como diretor do 23º filme de 007. No entanto, pouco depois desse anúncio, muitíssimo bem recebido pela crítica e devidamente repercutido em Claquete, um novo processo de falência da MGM (que já havia enfrentado outro no início da década) pôs tudo em suspensão.
Foi apenas em meados de 2011, após uma série de acordos e parcerias comerciais que ratificaram a Sony como principal motor das produções atuais de James Bond, a produção do novo filme foi liberada.

Elenco de peso
"É um dos melhores atores que existe. Ele não só construiu um grande personagem, como também criou um vilão brilhante. Sua habilidade como ator tornou isso possível e fez dele alguém aterrorizador, mas sem esquecer o tipo cinematográfico que é. Não poderia estar mais contente de tê-lo a bordo", disse Daniel Craig sobre Javier Bardem em entrevista à agência Efe.  Inegavelmente, o ator espanhol é o principal destaque do novo 007. Como o enigmático Raoul Silva, que testará a fidelidade de Bond a M, o ator criou um tipo que alguns veículos internacionais chamam de “brilhante”. Bardem disse à revista inglesa Total Film que apreciou entrar para o universo de 007. “Até este filme, o único blockbuster de minha carreira havia sido Comer rezar amar. É muito divertido fazer parte de um filme desse tamanho”.
Mas Javier Bardem não é a única boa novidade que Operação Skyfall tem a apresentar. A francesa Bérénice Marlohe, até então sem grande expressividade mesmo em sua França natal, ascendeu ao time das Bond girls e admitiu em entrevista a GQ que está curtindo muito seu novo status e espera vingar em Hollywood. A lamentar, apenas o fato de não estar presente no set no dia em que Daniel Graig gravou uma cena nu. “Infelizmente não estava lá nesse dia”, disse a bela. A inglesa Naomie Harris faz outra agente secreta, figura comum nos mais recentes filmes de 007, que se envolve com Bond. Mas a adição que desperta mais curiosidade talvez seja a de Ralph Fiennes. O ator que admite preferir os romances de Ian Fleming aos filmes e declara ser Sean Connery o seu Bond preferido vive um integrante do MI 6 cheio de ambiguidades. Judi Dench retorna como M e Operação Skyfall ainda tem pontas de Albert Finney e Ben Wishaw, como uma versão jovem de Q – o homem por trás das engenhocas de 007.

Javier Bardem, loiro, é o grande atrativo de Operação Skyfall


Adele X Amy
 Tudo mundo sabe que a música tema do novo 007, “Let the sky fall” é interpretada por Adele. E Adele deu o tom certo a uma música que tem tudo para entrar na galeria das grandes canções-tema de 007. No entanto, durante a gestação inicial do projeto, quando a ideia era lançar o filme em 2010, a ideia dos produtores era que Amy Winehouse interpretasse a música tema de 007. Como o filme foi adiado, a ideia arrefeceu e o resto é história. Os produtores hoje não admitem esse interesse e dizem que tudo não passou de boato, mas contatos chegaram a ser feitos no final de 2009. É indiscutível o talento de Adele e a potência de sua cativante voz, mas ficará para sempre a curiosidade de ter Amy interpretando uma canção-tema de James Bond.

Futuro
Ninguém admite, mas a ideia dos produtores é não deixar outro hiato tão grande se impor entre os filmes. Um novo contrato com Daniel Graig, atualmente com 44 anos, já foi assinado para mais dois filmes. O ator, no entanto, evita fazer prognósticos. "Fazemos filmes para o público, esse é o segredo. Sem os espectadores nada existiria e, por isso, tratamos de fazer o melhor produto e o mais excitante possível. Assim foi antes que eu chegasse e assim seguirá sendo".

La femme: a bela francesa Bérénice Marlohe entrou para o time das Bond girls e lamentou não estar presente no dia em que Daniel Craig gravou uma cena pelado


Curiosidades do 23º filme de James Bond

- É a primeira vez que um diretor vencedor do Oscar dirige um filme de 007
- São 41 indicações ao Oscar presentes no filme, entre elenco e equipe de produção. O recordista é o diretor de fotografia Roger Deakins com 10
- O filme de 007 preferido de Sam Mendes é Moscou contra 007
- Será o filme de 007 com maior quantidade de ações promocionais. Dentre os quais se destacam os já tradicionais relógios Ômega, cristais Swaroviski, automóvel Jaguar e os novatos Coca cola zero e Heiniken.
- Sam Mendes admitiu ter sido influenciado pela trilogia do cavaleiro das trevas assinada por Christopher Nolan
-É o terceiro filme de James bom com locações na Turquia. Os outros foram Moscou contra 007 e 007 – o mundo não é o bastante
-Será o segundo filme da série em que James Bond surgirá com barba. O primeiro foi 007- um novo dia para morrer

terça-feira, 23 de outubro de 2012

50 anos de James Bond em Claquete - Quem, afinal, é o melhor intérprete de James Bond?


A discussão é eterna. Como os diamantes. É impossível desviar-se de certa subjetividade na avaliação que se faz dos intérpretes de 007. Mas alguns critérios e balizas podem ser adotados para a aferição de um resultado mais objetivo.
É comum a constatação de que Sean Connery, o primeiro a dar vida a James Bond, é o melhor. Será mesmo? Recentemente, Roger Moore, que sempre foi tido como o maior desafiante a essa hegemonia de Connery, declarou que o atual Daniel Craig foi quem “melhor encorpou Bond, lhe aferindo força física e profundidade emocional”. O voto de Moore pode ter segundas intenções. Ele pode estar interessado em naufragar a corrente que atribui a Connery o posto de “James Bond definitivo”.
É inegável que o peso de ter sido o primeiro joga a favor de Connery. Afinal, ele ajudou a fundar os cânones de 007 e moldou sua representação no cinema com seu charme, beleza rústica e carisma indomável. O humor escocês de Connery, uma variação bem urdida do sarcasmo inglês, também ajudou na engenharia do personagem. Foi Connery quem fez de James Bond uma mania. Além de lhe somar generosos pontos, esse fato contribui para que Connery se estabeleça como referência, tornando inglório o objetivo de relegá-lo a um segundo plano na historiografia de Bond.
No entanto, pesa contra Connery o desapego que ele vira e mexe mostra para com Bond, coisa que os outros dois interpretes que costumam frequentar a preferência de fãs em todo mundo não manifestam. Tanto Roger Moore, que chegou a escrever duas autobiografias que tem Bond no título, como Pierce Brosnan convivem muito bem com o estigma de Bond. Daniel Craig, por sua vez, até melhorou como ator depois de vestir o smoking do espião.

Reinado em disputa: Sean Connery é o Bond definitivo. Mas definitivo até quando?


Os pingos nos is
Se Sean Connery fez de Bond um símbolo de masculinidade, foi Roger Moore quem consolidou o personagem libertando-o justamente da sombra de Connery – depois da mal recebida participação de George Lazemby. Com Moore, a franquia se consolidou e pôde finalmente aspirar eternidade. Moore trouxe humor para 007 e sua fase foi das mais prolíferas com os filmes se enfileirando. Não à toa, é o ator que mais viveu 007 em filmes oficiais (sete) e foi Bond por doze anos. Para se ter uma ideia, Daniel Craig já detém o título há seis e ainda vai para o terceiro filme.
Roger Moore tinha beleza e elegância a seu favor, mas não a rudeza e o charme indevassável de Connery. O humor ajudou a tornar mais tolerável essas diferenças e o público aceitou bem a mudança.
O galês Timothy Dalton, de formação shakespeariana, não teve a mesma sorte. Na verdade, Dalton já foi segunda opção. O irlandês Pierce Brosnan era a primeira opção dos produtores. Com esse feedback, Dalton amargou a pior época para ser Bond. Com o fim da guerra fria, o personagem estava aparentemente sem sentido e o mundo estava perplexo com o surgimento da AIDS o que incidiu também na característica predadora de Bond. Resultado? Dalton, que só ficaria mais charmoso dos anos 2000 para cá, amargou o título de pior Bond. Isso por que em defesa do australiano Lazemby podem argumentar sobre a pressão de substituir Connery e o fato de não terem lhe dado uma segunda chance. Dalton tem poucas desculpas a seu alcance.

Roger Moore trouxe humor e sofisticação para a série e a libertou da sombra de Sean Connery 

Pierce Brosnan trouxe classe ao personagem e soube equilibrar as virtudes de todos os seus antecessores


Nos anos 90, com o avanço da tecnologia, os orçamentos dos filmes ficando mais gordos e o maior hiato da história para os filmes de 007 (sete anos), tudo parecia conspirar a favor de Pierce Brosnan. E ele não decepcionou. Classudo, cheio de charme e bonitão, Brosnan conseguiu conciliar as melhores características das versões de Connery, Moore e até Dalton. Parecia ser o Bond perfeito. De fato, o ator se apoderou do personagem de tal maneira que foi difícil imaginar 007 pós- Brosnan. Talvez isso ajude a explicar a razão dos produtores terem vendido o peixe do reboot quando confirmaram Daniel Craig como seu substituto. Craig foi bastante questionado. Eram questões legítimas. Seria o primeiro Bond loiro, baixo e, vá lá, feio. Descrição completamente distinta das bases propostas por Ian Fleming. Mas Craig também é charmoso, sexy e seria o primeiro Bond com tórax definido.
No final das contas, Daniel Craig se beneficiou do momento que vive o cinema de ação e como isso influenciou a nova safra dos filmes de Bond. Bom ator, imprimiu um estilo pessoal que faz lembrar as origens de Bond com Connery, mas se permite aprofundar emocionalmente o personagem. Algo que não ocorria com Connery, em parte porque o objetivo não era esse.
Daniel Craig talvez disponha do melhor James Bond. Essa seria uma definição mais acurada. Roger Moore é o principal responsável por esse Bond ter chegado a Daniel Craig. Connery é a referência suprema e, talvez, Pierce Brosnan mereça mais justiça. Se não tivesse vingado como Bond, com o personagem fora dos cinemas há sete anos, tudo teria acabado ali. Em 1995.

Daniel Craig em registro dos sets de Operação Skyfall: Moore já declarou apoio para elegê-lo o melhor Bond de todos os tempos, mas cabe à história julgar

sábado, 20 de outubro de 2012

Em off


Nesta edição de Em off, as novas polêmicas de Joaquin Phoenix; o filme que pode reunir David Fincher e Brad Pitt pela quarta vez e James Bond, James Bond e James Bond.

O Oscar é uma cenoura...
Joaquin Phoenix simplesmente se recusa a afastar-se de polêmicas. Pelo menos no tom das declarações. O ator, cotadíssimo para o Oscar 2013 por O mestre, disse em entrevista à revista Interview que abomina a temporada de premiações e que quando esteve no olho do furacão, por Johnny & June, vivenciou o período de maior desconforto de sua carreira. “Eu não quero ser parte disso. Eu não acredito nisso. É a pior cenoura que eu já provei em toda a minha vida. Eu não quero essa cenoura”, disse o ator.
Phoenix continuou: “Eu não quero experimentar isso novamente. Eu não sei explicar – e não é como se eu me achasse superior a tudo isso – mas eu não quero jamais ficar confortável com esse tipo de coisa”.

Joaquin Phoenix em foto para a Interview: muita pose, muita atitude e um punhado de polêmicas

...saudável?
Analistas divergem sobre o impacto das declarações de Phoenix. Para alguns, ele enterrou suas chances de indicação ao Oscar. Até mesmo porque Phoenix já não apresenta um histórico lá muito favorável. O agravante é que tem muita gente que simplesmente não tolera o estilo “I don´t fucking care” do ator. Mas a grande maioria especula que a declaração, mesmo que a revelia do ator, deve impulsionar sua candidatura. Isso porque o ator provoca um debate em torno de si, de sua atuação e sobre a lógica das campanhas por indicações. Hollywood é mesmo um lugar estranho.


Pitt e Fincher juntos novamente
Pode finalmente sair do papel a versão de David Fincher para o clássico 20.000 léguas submarinas que a Disney planeja há pelo menos três anos. Segundo a Variety, David Fincher e Brad Pitt já estão trocando ideias e a Disney está animada com a possibilidade de ter Pitt como protagonista do projeto.
Se confirmada, esta será a quarta colaboração de Fincher com seu ator favorito. Eles tentaram fazer com que Os homens que não amavam as mulheres fosse essa quarta colaboração, mas Pitt não quis assinar para estrelar a produção sem ler o roteiro e a retomada da parceria teve de ser adiada.


Capas de 007 – operação Skyfall
É o evento do ano! Que nos perdoe O hobbit e o relativamente frustrante Batman – o cavaleiro das trevas ressurge. Talvez Os vingadores seja o paralelo mais forte em 2012. Mas 007 tem um charme que excede as revistas de cinema. A uma semana da chegada do 23º filme de Bond nos cinemas, Claquete destaca as principais capas com o tema Bond que fizeram 2012 (que ainda não acabou).



Mais Bond – parte 1
A Total Film, com um espírito dos mais fanfarrões, listou 15 atores que jamais poderiam ser Bond. Os motivos são diversos e plenamente aceitáveis. Claquete selecionou os melhores:

George Clooney: Apesar de lindo, elegante e charmoso, a Total Film lembra que ele afundou a franquia do Bond americano, o Batman.

Brad Pitt: a revista lembra que Pitt já viveu espiões antes em Jogo de espiões (2001) e Sr. & Sra. Smith e que já mandou bem no sotaque britânico em Inimigo íntimo (1994), mas cisma que um Bond loiro não funcionaria, mas aí lembra que Craig funcionou...

Tom Cruise: A revista reconhece que a franquia Missão impossível é Bond com outro nome, mas adverte que a frase de 007 é “Batido, não mexido” e não “Você me completa”, em referência à famosa frase de Cruise em Jerry Maguire – a grande virada.

Daniel Radcliffe: Apesar de ser inglês, pesa contra o ator, de acordo com a Total Film, o fato de que a audiência não quer saber como Bond era quando criança...


Mais Bond – parte 2

Leitura obrigatória para quem gosta de James Bond, para quem deseja conhecer mais o personagem e sua história no cinema ou para quem deseja aquecer as turbinas para o novo filme, é a série dedicada ao personagem na sessão trailer do Cine Rodrigo, blog mantido pelo cinéfilo e fã de carteirinha de 007, Rodrigo Mendes. Clique aqui para conferir!



Rápidas e ligeiras

+ Nicole Kidman abandonou o projeto Nymphomaniac, de Lars Von Trier, após saber que teria de gravar cenas reais de sexo

+ O novo de David O. Russell, Silver Linings playbook, deve se chamar O lado bom da vida no Brasil

+ Keith Richards gostou da brincadeira e já se ofereceu para voltar a viver Teague Sparrow no quinto Piratas do Caribe

+Shailene Woodley, que quase roubou a cena de George Clooney em Os descendentes, foi confirmada como a Mary Jane da sequência de O espetacular Homem aranha


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

50 anos de James Bond em Claquete - Dez ideias para os próximos 50 anos de 007


Claquete, alternando espírito zombeteiro e sério, elenca dez sugestões para os próximos 50 anos de James Bond nos cinemas. De opções viajadas como uma guerra de clones e triângulos amorosos a uma bem factível versão com um banqueiro e Wall Street como vilões.



10 – Um psicopata e David Fincher
James Bond sempre teve vilões psicóticos, mas não um psicopata de primeira linha. Em um filme dirigido por David Fincher com o rigor narrativo de um Zodíaco, a potência climática de um Os homens que não amavam as mulheres e a loucura calculada de um Seven. Sonhar é pecado?

9 – Uma perseguição em pleno carnaval brasileiro
Bond caça um terrorista que os melhores serviços de inteligência informam estar no Brasil para o carnaval. O problema é que Bond precisa descobrir que carnaval o terrorista irá pular. O da Bahia, o do Rio de Janeiro, o de Pernambuco... o tom seria Hitchcockiano.

8 – Um vilão americano
Já houve vilões americanos. Mas e se James Bond tivesse como nêmeses um banqueiro americano, prodígio de Wall Street, em uma contraposição com o american way of life do qual o próprio Bond faz parte. Um thriller dirigido pelo alemão Tom Tykwer.

7 – Um road movie dirigido pelos Coen
M está morta. Bond prometeu a si mesmo jamais permitir que algo como aquilo acontecesse novamente. Ele sai ao encalço do assassino, um homem desfigurado, dono de um humor peculiar, e que parece estar sempre um passo a frente de Bond. A caçada pela América profunda coloca diversos tipos estranhos no caminho de Bond. Um deles, talvez, tenha respostas sobre o passado de M e do homem desfigurado.

6 – Licença para matar terminantemente caçada
Tudo bem que essa ideia já foi circundada. Mas não da maneira como deveria. A proposta aqui é a desativação absoluta do MI6 e os agentes secretos vivendo como párias. James Bond seria então moeda de troca entre EUA e Inglaterra e os dois países estariam caçando Bond que, para sobreviver, buscaria as provas para expor a razão da desativação do MI6; o que levaria Bond ao Afeganistão.  

5 –Epidemia global
E se James Bond fizesse parte do filme Contágio, de Steven Soderbergh? A ideia não é ruim. O governo britânico suspeita que uma poderosa farmacêutica americana está por trás da liberação de um vírus biológico mortal. Bond é acionado para levantar informações suficientemente confiáveis para contornar uma incidental crise diplomática. Mas Bond só tem 36 horas porque está contaminado.

4 – Bond versos Bond
A ideia da clonagem parece sub ficção científica. Mas com roteiro de Andrew Niccol (Gattaca–experiência genética), esse poderia ser o Bond de Ridley Scott. Com a finalidade de replicar e garantir a existência do agente secreto perfeito, o MI 6 clona Bond sem a ciência do mesmo. Mas o clone cai nas mãos erradas e precipita o destino de Bond.

3 – Bond desmemoriado
Ok! Essa é cópia descarada de Bourne. Mas imaginem James Bond entrando em um bar sem saber o que pedir ou sem resposta para a famosa pergunta: e o nome é? A dúvida é se o Woody Allen dos anos 70 ou os Farrely dos anos 90 dirigem...

2- Um triangulo amoroso
Que o fraco de Bond é mulher todo mundo sabe. Mas e se uma delas resistisse aos encantos do agente secreto? E se tivesse outro homem na jogada? Um drama com sotaque europeu com um Bond disperso, inseguro e algo destrutivo. Fernando Meirelles seria uma boa opção para direção.  


1 – Pulp Bond
Não é de hoje que cinéfilos sonham com um 007 dirigido por Quentin Tarantino. Além de frequentar um top 10 dos sonhos publicado há algum tempo em Claquete, essa ideia chegou a ventilar em Hollywood. O próprio Tarantino já comentou que gostaria de dirigir um 007. Os produtores, no entanto, afastaram a possibilidade argumentando que o diretor não tem o perfil buscado por eles. Mas fica a provocação: como seria um James Bond por Quentin Tarantino?

domingo, 14 de outubro de 2012

50 anos de James Bond em Claquete - A evolução dos filmes de 007



Que James Bond é um ícone pop, um símbolo de masculinidade e o modelo de franquia mais bem sucedido da história do cinema já está pacificado. O que muitos ignoram é o valor histórico dos filmes de 007. Tanto nos contextos político, social ou cultural, os filmes de Bond são valiosa ferramenta para mensurar o grau e profundidade das mudanças pelas quais atravessou o mundo. E não só. Os próprios filmes são reflexos dessas mudanças e, também, das muitas transformações sofridas pelo cinema.
Os primeiros filmes foram lançados à sombra da Guerra Fria e carregavam essa marca até mesmo no título, como no segundo filme do espião - o antológico e para muitos o melhor da série Moscou contra 007 (mais poético e sugestivo no título original From Russia with love). Os filmes apresentavam vilões megalomaníacos que serviam à metáfora de paranoia que se assentou naquele mundo dividido entre capitalistas e comunistas. Os planos não eram menos espalhafatosos e James Bond não era exatamente um primor de inteligência, ainda que fosse um agente esperto e sagaz.
Nos anos 80, os filmes enveredaram por uma onda politicamente correta. James Bond ficou menos mulherengo e mais amargurado, nos anos 90, o terrorismo se enunciou como o grande mal dos filmes de Bond e, de um jeito monocromático, persiste até o momento.
A forma como James Bond se relaciona com as mulheres também mudou. De meros “objetos” de cena para fazer número na galeria de conquistas do espião, elas foram ganhando relevância narrativa, até se tornarem vilãs, agentes mais eficientes do que o próprio Bond ou personagens mais ambíguas e tridimensionais como a Vesper Lynd (Eva Green) de Casino Royale, o famigerado primeiro amor de Bond.

Sean Connery em Moscou contra 007: os alicerces de Bond em tramas megalomaníacas e um herói charmoso e ostensivamente masculino


A própria existência desse amor foi um reflexo da necessidade detectada pelos produtores da série de tornar o personagem mais dramático e profundo. James Bond precisava amadurecer como personagem, mesmo que fosse para viabilizar o arquétipo “bondiano” clássico. Por isso a série foi reinicializada a partir de Casino Royale em 2006. Nessa reimaginação de Bond outro fator preponderante foi o momentum dos filmes de ação na guarita da franquia Bourne. A série baseada nos livros de Robert Ludlum e estrelada por Matt Damon fez com que a série retomada nos anos 90 parecesse ingênua. A edição fragmentada, consagrada pelo cinema de países em desenvolvimento no início do século XXI, e uma maior tolerância à violência foram novos paradigmas inseridos no contexto moderno de 007.
Outro elemento primordial da mais recente safra dos filmes de James Bond é a vontade de produzir um entretenimento que extrapole os bastiões dos aficionados. Por isso diretores como Marc Foster (A última ceia e O caçador de pipas) e Sam Mendes (Beleza americana e Foi apenas um sonho), nomes estranhos ao cinema de ação, foram recrutados para a missão de fazer dos filmes de Bond, algo mais sério do que jamais foram. Ou pelo menos, sofisticar a percepção que público e crítica têm deles. O cuidado com o roteiro é outro aspecto crucial desse planejamento. Para isso, o vencedor do Oscar Paul Haggis foi contratado para supervisionar o processo de roteirização dos novos filmes.

Roger Moore marcou a fase de maior humor de James Bond. O personagem custou a reencontrar seu rumo depois da saída do ator


Entre muitas mudanças, o que não mudou nesses 50 anos de James Bond foi seu inexorável apelo midiático. O personagem sobreviveu a duas falências de estúdio, a divergências criativas de seus produtores, a trocas questionáveis de seu protagonista e outras crises de menor impacto.   
O mercado publicitário continua se rendendo a James Bond. Recentemente, o espião adquiriu o hábito de beber cerveja. Isso por que os produtores acertaram uma cota de patrocínio, de valor estipulado em U$ 25 milhões, para que a marca Heineken seja o carro chefe das comemorações dos 50 anos do personagem. E estamos falando apenas das comemorações etílicas. Mas Bond não abriu mão do Martini, ele apenas está evoluindo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, as próximas biografias polêmicas a ganharem os cinemas, alguns takes de Ryan Gosling, uma seleção especial para o final de semana do Halloween, a constatação de que os heróis já não são mais os mesmos e o começo dos festejos em Hollywood.


Ryan Gosling em cinco takes

Na última semana, Claquete publicou um perfil de Ryan Gosling, no qual estipulou que o ator, que já demonstra grande talento, caminha para se tornar um dos principais expoentes de Hollywood. Uma rápida olhada em sua filmografia sugere que o otimismo é justificado. Claquete selecionou alguns destaques:

Perturbado

Em Cálculo mortal (2002), Gosling vive um jovem assassino de forte inclinação homossexual. Com uma atuação clean, o ator demonstra consciência exata do que deve mostrar, sugerir e ocultar. Um personagem charmoso que apresentaria o talento de Gosling para tipos soturnos.


O homem ideal

Em Diário de uma paixão (2004), o ator dá vida a Noah, um arquétipo romântico muito bem idealizado nas páginas de Nicolas Sparks e materializado em uma performance viril e sensível do ator que se mostrava capaz de assumir um papel romântico e pincelá-lo com nuances dramáticas adornadas por carisma e energia.


Perturbado novamente   

Mais um personagem cheio de nuanças e cujos limites dependem muito da intuição do ator. Na pele de um paciente de uma instituição psiquiátrica com fortes impulsos suicidas, Gosling atrai os olhares da audiência em A passagem (2005) com uma caracterização ritmada, fluída e imprevisível.


Perturbado redimido
A indicação ao Oscar veio por essa demolidora composição de um professor viciado que enxerga na relação com uma aluna que descobre suas aflições, o caminho de volta do ostracismo emocional e psicológico em que está. Sua atuação em Half Nelson é das coisas mais liberadas de vaidade que se tem notícia no cinema recente.


The cocky

Quem entende inglês sabe que a palavra aí de cima reúne múltiplos significados. De algum jeito, todos eles sintetizam bem o personagem que Gosling vive em  Um crime de mestre. O promotor assistente que está prestes a mudar para um grande escritório de advocacia e que, portanto, assume uma postura negligente em um caso de assassinato é uma demonstração de subordinação a outro grande ator, no caso Anthony Hopkins. Gosling, porém, sabe aproveitar os respiros que tem para brilhar.


Depois de Mark Zuckerberg...
Quem pode negar que A rede social é cool? Além de inteligente, dinâmico e profundamente reverberante do status atual da sociedade, o filme de David Fincher é responsável por desencadear uma nova leva de biografias dos precursores digitais desse novo século. Depois de Mark Zuckerberg vem aí as histórias de Julian Assange, o fundador do Wikileaks, que ameaça encerrar as operações do site por falta de verbas,  e Steve Jobs, o “visionário” da Apple que faleceu no início do mês.
Assange, que teve duas biografias publicadas em 2011, terá dois filmes com propostas bem diferentes. A primeira lhe será mais lisonjeira e os direitos foram adquiridos por Steven Spielberg. A segunda, adquirida pela Sony que lançou A rede social, deve ser mais inflamável e polêmica. A mesma Sony já estuda levar a bio recém-lançada de Steve Jobs para os cinemas e quer Aaron Sorkin, roteirista de A rede social, para “amaciar a carne”. Potenciais vencedores do Oscar? Sucessos de bilheteria? Análises sobre o homem e o meio? Bem vindo a nova corrida espacial hollywoodiana.

Steve Jobs é o próximo da fila de um tipo muito particular de biografia cinematográfica... 


O 15º Hollywood Film Awards
Não é por acaso que alguns dos mais respeitados críticos de cinema dos Estados Unidos apontam o francês The artist, o independente The descendants e o high profile Moneyball como os principais concorrentes da temporada de premiações que se anuncia. As três produções, e os principais responsáveis por elas, foram homenageadas no 15º Hollywood Film Awards. George Clooney, que pode se consagrar mais uma vez como artista completo que é nesta temporada, recebeu um troféu especial em homenagem à carreira. O diretor e roteirista Alexander Payne também foi homenageado, assim como o foram Bennett Miller (diretor de Moneyball), Michel Hazanavicius e Jean Dujardin (diretor e ator de The artist). Tudo bem que a bela inglesa Rosie Huntington-Whiteley, a nova Trasformers girl, também foi homenageada; mas aí já outra história...
 George Clooney comparecer ao evento acompanhado da nova paixão Stacy Keibler


Barba, cabelo, bigode... e cueca
Há não muito tempo atrás, os heróis estavam circunscritos as alegorias que seus filmes eram. Em um movimento repentino, em que Christopher Nolan tem grande responsabilidade, mas que também passa pela trilogia Bourne, a realidade e a tragédia investiram de vez nesse subgênero hollywoodiano. Dois célebres heróis que povoam o imaginário cinematográfico chegarão aos cinemas nos próximos anos um pouco mudados.
O primeiro é o filho de Krypton. O Superman de Zack Snyder, que será vivido pelo britânico Henry Cavill, não usará a cueca vermelha por fora do uniforme e passará a maior parte do tempo sujo e barbado como atestam fotos do set de filmagens divulgadas recentemente. Pode-se argumentar que essas “mudanças visuais” pouco tem a ver com a ideia de explorar a fragilidade do homem de aço. Fragilidade emocional, diga-se.
Outro brucutu frágil é James Bond. A ideia dos produtores de sensibilizar o mulherengo a serviço do MI 6 culminou na contratação de Sam Mendes, o premiado diretor de Beleza americana e Foi apenas um sonho, para mitigar o sofrimento de 007. Com Javier Bardem confirmado como vilão e boatos de que a ideia é “rodar um filme mais sério com aspirações ao Oscar”, ficou resolvido que Bond surgirá com um visual mais relaxado (tipo barba por fazer e aparência depressiva), para dar forma ao sofrimento.
Realidade é outra coisa!

Henry Cavill nos sets de Superman - o homem de aço: o filho de Krypton com um visu a la Tarzan 




Dia das bruxas


Com o fim de semana do halloween à espreita, vale a pena fazer uma listinha para assistir no fim de semana. Claquete elaborou uma lista de filmes para deixar seu fim de semana macabro na medida certa. Estão presentes perolas do terrir, representantes de um terror mais visual, outros de uma vertente mais sugestiva e filmes especializados em pregar sustos. Uma salada de respeito!

1- a bruxa nojenta de Arrasta-me para o inferno; 2- o pé putrefato de Jogos mortais; 3- o momento da verdade em O bebê de Rosemary


 Jogos mortais (Saw, EUA 2004), de James Wan
É bem verdade que a série se desvirtuou e virou um pornô gráfico e absurdo de violência e sangue, mas esse primeiro filme –elogiado em sundance – é uma produção independente com alma de filme B e uma história arrepiante e enervante na medida certa.   


 Brinquedo assassino (Child´s play, EUA 1988), de Tom Holland
A definição de terror gore nos anos 80 era bem diferente da atual e esse filme dirigido com desenvoltura e audácia por Tom Holland ilustra bem isso.  Um serial killer, antes de ser morto, transfere sua alma para um brinquedo, e dá sequência à contagem de vítimas. Aterrorizou toda uma geração. Hoje pode soar ingênuo, mas ainda tem seu impacto.


 O bebê de Rosemary (Rosemary´s baby, EUA 1968), de Roman Polanski
Esse terror psicológico, algo expressionista, do diretor franco polonês é um marco do cinema sugestivo. Bruxas, seitas, Diabo, estupro e alucinações são a matéria prima do cineasta nesse filme assustadoramente impressionante que conta com um desempenho memorável de Mia Farrow.


Os espíritos – a morte está ao seu lado (Shutter, Tailândia, 2006), de Banjong Pisanthanakun
Tudo começa com um atropelamento. Daí, espectros suspeitos começam a aparecer nas fotografias do casal envolvido no atropelamento. Esse filme tailandês, que já ganhou uma refilmagem americana razoável estrelada por Joshua Jackson, sabe como poucos pregar sustos e conta com uma história realmente arrepiante. Sua percepção para aquela dor na coluna será totalmente modificada por esse filme.


Os espíritos (The frighteners, EUA 1996), de Peter Jackson
Antes de sagrar-se um realizador de ponta, Peter Jackson teve seu passado negro e essa fita que mescla humor e terror estrelada por Michael J. Fox é o testamento disso. Fox vive um detetive algo charlatão que se diz capaz de se comunicar com os mortos. O problema é quando ele, de fato, começa a se comunicar com os mortos.


Arrasta-me para o inferno (Drag me to hell, EUA 2009), de Sam Raimi
Sam Raimi é um cara legal. E um cara com profundo conhecimento cinematográfico em termos de ritmo e narrativa. Basta conferir esse filme para concordar. Na trama, que tira sarro da crise financeira, a jovem Christine nega a renovação de um empréstimo a uma velha cigana maltrapilha. Só para esta lhe rogar uma praga daquelas. Com jeitão de lenda urbana, o filme vai longe. É a cereja do bolo no final de semana comemorativo de Halloween.