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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Em off

Nesta edição de Em off, novidades sobre o novo filme do diretor de A separação, um programa para cinéfilo nenhum botar defeito, as expectativas para a sequência de Thor e a dança das datas de lançamentos no Brasil.

Tchau homem do mês
Não deu certo. A ideia era destacar um homem de cinema que merecia destaque no mês. Como Claquete é uma revista de cinema virtual, em uma definição primária proposta quando da criação do blog, a ideia parecia interessante para o formato. Mas, na verdade, não é. Funciona bem no impresso, nem tanto no online. Uma seção como a Em off absorve bem a seção “O homem do mês”. A avidez por novidades, às vezes, nos conduz ao excesso. Justamente por isso, a seção que teve curta existência no blog se despede.

Exercitando a cinefilia...
“Cinefilia – entusiasmo e fascinação pelo cinema” é o tema da programação do primeiro semestre do cineclube da Escola de Cinema Darcy Ribeiro. A seleção de 13 longas-metragens elaborada pelo diretor e montador Ricardo Miranda engloba diversos cineastas, atores e propostas estéticas da sétima arte mundial. Desde março, e até o dia 29 de junho, o cineclube apresenta clássicos produzidos no Brasil e no mundo, entre as décadas de 30 e 90: Ganga Bruta, de Humberto Mauro; O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang; Mônica e o desejo, de Ingmar Bergman; Rastros de Ódio, de John Ford; estão entre os títulos escolhidos.
As sessões são realizadas sempre aos sábados, às 17h, com entrada franca, na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Após a exibição, o professor Sérgio Almeida promove uma mesa-redonda para discutir aspectos e temas relacionados ao título. As sinopses e fichas técnicas foram feitas pelo aluno Bernardo Brum.
A Escola de Cinema Darcy Ribeiro fica no centro do Rio, mais precisamente na Rua da Alfândega, nº 5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2233-0224 ou no site www.escoladarcyribeiro.org.br.

John Wayne em cena de Rastros de ódio: um dos filmes que compõem a programação "Cinefilia - entusiasmo e fascinação pelo cinema" em destaque na Escola de Cinema Darcy Ribeiro


Confira a programação até o fim do ciclo:

27 de abril
O Intendente Sansho (Kenji Mizoguchi, Japão/1954)
4 de maio
M - O Vampiro de Dusseldorf (Fritz Lang, Alemanha/1931)
11 de maio
Índia Song (Marguerite Duras, França/1975)
18 de maio
A Paixão de Joana D’Arc (Robert Bresson, França/1962)
25 de maio
Violência e Paixão (Luchino Visconti, EUA/Itália/1974)
8 de junho
Moisés e Aarão (Danièle Huillet e Jean-Marie Straub, Alemanha/França/1974)
15 de junho
Os Mutantes (Tereza Villaverde, Portugal/1998)
22 de junho
Rastros de Ódio (John Ford, EUA/1956)
29 de junho
Mônica e o Desejo (Ingmar Bergman, Suécia/1953)

Mexendo em time que está ganhando?
Saiu o trailer de Thor – o mundo sombrio e o sombrio não fica confinado ao título. Esse primeiro material promocional indica que tudo mudou em Asgard, pelo menos na abordagem. Alan Taylor, que ajudou a criar o universo de Game of Thrones na HBO, é o diretor e parece imbuído do propósito de fazer do novo filme do herói da Marvel um épico. Será que ele consegue?




Samba do crioulo doido
Não é de hoje que as distribuidoras brasileiras fazem um verdadeiro carnaval com as estreias de seus filmes. Alguns lançamentos são reprogramados diversas vezes, como foi o caso de Killer Joe – matador de aluguel - inicialmente previsto para outubro de 2012 e que foi remarcado quatro vezes antes de estrear em março deste ano.
Na carta do editor deste mês de abril, Claquete destacou a profusão de lançamentos nos mais variados gêneros e sublinhou os aguardados filmes de cineastas festejados como Terrence Malick e Marco Bellocchio. Seus respectivos filmes, Amor pleno e A bela que dorme foram adiados para maio. Maio também deve ter o lançamento de outras produções constantemente adiadas como Ferrugem e osso, de Jacques Audiard e Sem proteção, de Robert Redford. Pelo menos, assim se espera.

Samba do crioulo doido II
A busca por janelas de lançamento melhores não é uma contingência apenas do mercado distribuidor brasileiro. Ainda que em menor escala, acontece nos EUA também. A mudança mais recente se deu com o lançamento de Depois da terra, novo filme de M. Night Shyamalan, que foi antecipado em uma semana para evitar competição com Superman: o homem de aço que agora será lançado duas semanas depois do filme estrelado por Will Smith.

O futuro de Le passé
Selecionado para a mostra competitiva do festival de Cannes de 2013, Le passé, novo filme do iraniano Asghar Farhadi – o primeiro rodado fora do Irã – precisará passar por uma análise do governo iraniano para que possa ser exibido no país, de acordo com informações da Variety. O filme, rodado na França, mostra um iraniano radicado na França que abandona a mulher e os filhos e volta para o Irã. Quatro anos depois ele retorna para se divorciar. O filme é aguardadíssimo, mesmo no Irã, mas precisará passar pelo crivo dos órgãos de regulação do país. O cineasta Abbas Kiarostami, que também rodou seus dois últimos filmes fora do Irã, não os submeteu ao governo iraniano e teve as produções banidas do país.

Novo projeto de Mike Nichols
O cineasta Mike Nichols está mantendo conversas preliminares com a Paramount para dirigir "One last Thing before I go", romance de Jonathan Tropper. A trama é promissora. Homem divorciado em plena crise de meia idade precisa lidar com sua ex-mulher apaixonada e prestes a se casar com um cara legal, sua filha grávida e ele pode morrer se não fizer uma invasiva cirurgia. É uma trama que com a acuidade narrativa e sensibilidade de Nichols, diretor de filmes como Closer – perto demais (2004), A primeira noite de um homem (1967) e Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966)  pode se tornar em um dos grandes filmes dos próximos anos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Homem do mês - Daniel Day Lewis


Quantos têm três Oscars de melhor ator? Apenas Ele! Com "e" maiúsculo mesmo. Daniel Day Lewis é o ator definitivo, pelo menos para o Oscar. Depois de conquistar a terceira estatueta por seu desempenho paranormal como Abraham Lincoln no filme de Steven Speilberg, Day Lewis - que também é um legítimo homem de família - merece a distinção em Claquete. Fevereiro de 2013 se despede à sombra do poderoso e hipnótico Day Lewis.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Homem do mês - Joaquin Phoenix



Porto-riquenho de nascença, e americano de formação, Joaquin Rafael Phoenix, que já foi perfilado em Claquete, viu seu irmão sucumbir a uma overdose em sua frente. Por muito tempo se imaginou que Joaquin viveria à sombra de River, intenso e saudoso. Não foi o que aconteceu. Ainda mais intenso e grave do que seu irmão, o Phoenix mais novo rapidamente galgou posições em Hollywood. De participações pequenas em filmes como Circulo de paixões e Reviravolta, ambos de 1997, passando pelo notável papel coadjuvante em 8 milímetros (1999) até a glória alcançada no ano 2000. Foi nesse ano que estrelou o filme que redefiniria sua carreira: Gladiador. Mas esteve também em Caminho sem volta, no qual fundou a parceria com o cineasta James Gray, e em Contos proibidos do marquês de Sade. O melhor ano da carreira de Joaquin Phoenix, desde então, talvez tenha sido 2012, quando protagonizou O mestre, nova hiperbólica obra de Paul Thomas Anderson. "Sempre convidei Joaquin e ele sempre dizia não; até que dessa vez ele disse sim", contou o cineasta sobre sua intenção de trabalhar com o ator.
Joaquin Phoenix, é bem verdade, destronou a si mesmo em Hollywood. Há quatro anos anunciou que abandonaria a carreira de ator para ser rapper e fez todos crerem que tinha surtado. Tudo não passava de uma pegadinha em prol de um documentário amplamente experimental que patrocinava junto a seu cunhado Casey Affleck. A brincadeira custou caro e muitas portas se fecharam em Hollywood. Afeito à polêmicas, Phoenix, em plena jornada de volta à cidade dos anjos, maldisse a temporada de premiações - um dos alicerces hollywoodianos por excelência. Mesmo assim, chegou ao Oscar 2013 por seu trabalho em O mestre
Ator de proporções agigantadas, Phoenix faz o tipo bad boy, mas é também o tipo de profissional que alcança perfeição. "Ele é uma força da natureza", disse Philip Seymour Hoffman em entrevista recente. "Não me deixo tomar por um personagem dessa maneira". A forma passional com que Phoenix faz cinema e seu bem vindo retorno aos cinemas brasileiros em janeiro o alçam ao posto de homem do mês no blog.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O homem do mês - Ben Affleck



Não há personagem melhor para inaugurar essa nova seção em Claquete. Benjamin Geza Affleck-Boldt é, cada vez mais, o cara. E tudo indica que o “love for Ben” só vai aumentar, já que seu novo filme como diretor e protagonista, Argo, está bem cotado para a temporada de premiações. Bonito, bem articulado, inteligente, proativo, família... Ben Affleck reúne bons predicados para estrelar a seção O homem do mês. Mas o que mais lhe qualifica é a perseverança com que buscou seu lugar em Hollywood. Do roteiro escrito a quatro mãos com o amigo Matt Damon à descoberta do talento como diretor, passando por uma efêmera condição de astro, Affleck provou amadurecimento. Pai, marido e profissional respeitado, ele sustenta hoje, aos 40 anos, a percepção de que é um homem admirável e, também, um artista interessante. Nada mal para quem enfrentou questionamentos frequentemente virulentos a respeito de seu talento e, também, que teve momentos de sua vida devassados pela celebrity gossip.

Ben Affleck é a ilustração perfeita de que é possível sim reconstruir uma carreira e modificar a opinião que outros tem de você. Um feito e tanto que merece homenagem nesse espaço!



A versão americana GQ nomeou Affleck como um dos homens do ano. Ele estrela uma das capas da edição de dezembro da revista. Nas outras estão Channing Tatum e Rihanna, nomeada a obsessão do ano pela revista. Na entrevista abaixo, Affleck fala sobre a honra de ter sido escolhido um dos homens de 2012 por uma revista tão influente, sobre Rihanna e sua obsessão por Guerra dos tronos.