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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Em off

Nesta edição da seção Em off, o grande filme do feriadão é uma flor de Woody Allen; a lista de filmes mais assustadores de outro cineasta nova-iorquino; o hype de 50 tons de cinza ganha volume; a Disney ri à toa; a profecia de Ang Lee a espera por ela: Ninfomaníaca.

Os filmes mais assustadores segundo Scorsese
Martin Scorsese, como muitos já sabem, é um cinéfilo inveterado. Daqueles de fazer o mais cinéfilo dos cinéfilos se sentir uma fraude. Até porque Scorsese é, também, um dos maiores cineastas de todos os tempos. Ao Daily Beasy, o diretor de clássicos como Taxi driver, A última tentação de cristo e Os bons companheiros revelou sua lista de filmes mais assustadores da história do cinema. Há alguma coisa mainstream aí, mas o predomínio é dos clássicos marginais e obscuros da era do preto e branco. Aprendam crianças!

1- Desafio do Além (1963), de Robert Wise
2- A Ilha dos Mortos (1945), de Mark Robson
3- O Solar das Almas Perdidas (1944), de Lewis Allen
4- O Enigma do Mal (1982), de Sidney J. Furie
5- Na Solidão da Noite (1945), de Alberto Cavalcanti, Charles Crichton, Basil Dearden e Robert Hamer
6- Intermediário do Diabo (1980), de Peter Medak
7- O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick
8- O Exorcista (1973), de William Friedkin
9- A Noite do Demônio (1957), de Jacques Tourneur
10- Os Inocentes (1961), de Jack Clayton
11- Psicose (1960), de Alfred Hitchcock

Confira o trailer clássico de Desafio do além


A profecia de Ang Lee e seu grau de acuidade
Ang Lee, vencedor de dois Oscars de melhor direção, disse que a indústria chinesa superará Hollywood em termos de faturamento em dez anos. Isso, sem se preocupar em se comunicar com o resto do planeta. “O grupo que fala chinês é provavelmente quatro vezes maior que as pessoas que falam inglês", exortou o taiwanês. Lee não está sozinho nessa previsão. Enquanto muitos apreciam o exotismo de Bollywood, há quem entenda que o mercado chinês represente o verdadeiro risco para Hollywood. Não à toa, os grandes estúdios americanos se movimentam para realizar parcerias com estúdios chineses, agradar censores e todo tipo de manobra para evitar que a reserva de mercado chinesa se torne cada vez mais atraente para o público local.

No compasso da Ninfomaníaca
O marketing é agressivo e até faz lembrar uma megaprodução hollywoodiana. Com direito a censura do YouTube e tudo. É bem verdade que Ninfomaníaca é o filme mais caro da carreira de Lars Von Trier. Tão caro que o próprio diretor abriu mão do corte final da fita, algo impensável para um cineasta tão autoral e intransigente como o dinamarquês. Como se sabe, serão duas versões. Uma hard core, que será exibida fora de competição no festival de Cannes em 2014, e outra mais leve, mais comercial que será dividida em dois capítulos. O primeiro será lançado no Brasil em janeiro de 2014. O segundo, talvez, apenas após Cannes. Quem esteve no Brasil, para uma cirurgia plástica e para a divulgação de um calendário que estrela, foi Uma Thurman, que atua em Ninfomaníaca. A atriz falou que admira o dinamarquês a quem considera “gênio, atrevido e um pouco louco”. No final das contas, tudo isso rima com marketing.

A Jasmine de Woody Allen

O melhor filme de Woody Allen desde o melhor filme de Woody Allen! Essa é a pecha que recebeu Blue Jasmine, que estreia nesta sexta-feira (15) em circuito comercial no Brasil. Mas qual é o melhor filme de Woody Allen antes de Blue Jasmine? Aí está a graça. Tem quem ache que é Meia-noite em Paris (2011), tem quem ache que é Match point- ponto final (2005) e tem quem vá até Noivo neurótico e noiva nervosa (1977). De qualquer jeito, Blue Jasmine – “uma comédia que não faz rir e ainda assim é hipnotizante” nas palavras do crítico A.O Scott do The New York Times – avoca aquele tipo de consenso irresistível.
Cate Blanchett faz uma socialite falida, depois da prisão do marido por fraude financeira, que precisa se adaptar à vida de pobretona. Allen foca nas compulsões, obsessões e impulsos dessa mulher que precisa se reinventar e pode ruir antes disso. 

Vivendo o hype!
A Entertaiment Weekly desta semana destaca em sua capa o casal protagonista de 50 tons de cinza. Além de um editorial fotográfico estrelado por Jamie Dornan e Dakota Johnson, a reportagem traz bastidores da produção e a nova data de lançamento do filme: 15 de fevereiro de 2015. A mudança de agosto de 2014 para o valentine´s Day do ano seguinte se deve pelos sucessivos imprevistos que marcaram a produção nos últimos meses.


Rindo à toa
A Disney, que já esfrega as mãos para 2015 quando lançará entre outros filmes as aguardadas sequências de Os vingadores e Star Wars, anunciou nesta semana que quebrou o recorde de bilheteria mundial em um ano em 2013. Com U$ 3,79 bilhões em faturamento e com dois meses e três lançamentos separando 2013 do fim, a Disney tem mesmo muitas razões para comemorar.  

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Em off

Nesta edição da seção Em off, concurso cultural com oferecimento do AdoroCinema, biografias não autorizadas de gente do cinema, as figas para 50 tons de cinza, a confissão de Tom Hiddleston e cabeça que já está em 2014.

Loki tem um qzinho de Nicholson
Eu quero ser o seu malvado favorito: Tom Hiddleston sabe fazer propaganda...

Tom Hiddleston, que se as casas de apostas aceitassem esse tipo de aposta, deve roubar a cena da sequência de Thor, que ganhou o subtítulo de O mundo sombrio e estreia na próxima sexta-feira nos cinemas brasileiros, disse em entrevista recente à revista Entertainment Weekly que o coringa de Jack Nicholson foi sua maior influência na composição de seu personagem, o Deus da trapaça. “Adoro vilão que se diverte”. Nós, público e crítica, também!

Pensando em 2014
O AdoroCinema elaborou uma lista para os apressadinhos. Aqueles cinéfilos ansiosos (e que cinéfilo não é ansioso?) que já estão com a cabeça nos lançamentos de 2014. O site fez um inventário com os principais destaques mensais de alguns dos lançamentos mais antecipados da próxima temporada. Remakes, nacionais, releituras, novas adaptações, blockbusters e potenciais destaques da safra do próximo Oscar figuram entre os mencionados. Vale a pena dar aquela espiadinha clicando aqui.

Promoção
Por falar em AdoroCinema, a primeira promoção fruto da parceria entre o site de cinema número 1 do país e o blog de sua preferência já está no ar. A partir da publicação desta seção Em off para ser o mais preciso possível. São dois pares de ingresso em disputa. Um, para o filme Aposta máxima com Ben Affleck e Justin Timberlake, e o outro para Terror em Silent Hill 2: revelação 3D. Para concorrer aos ingressos é muito fácil. Basta curtir a página do blog no Facebook e enviar um e-mail para reinaldoglioche@hotmail.com com a resposta para a seguinte pergunta: De quem, ligado ao cinema, você gostaria de ver uma biografia não autorizada e por que? As duas melhores respostas faturam os dois pares de ingresso e a promoção se estende até domingo às 19h. Observação importante. Só estarão aptos à concorrência aqueles que enviarem as respostas por e-mail e que curtirem a página do blog no Facebook.

10 biografias não autorizadas de gente do cinema que gostaríamos de ver
No espírito da promoção, e do debate que toma conta do país, Claquete elaborou uma listinha com dez personalidades do mundo do cinema que o blog gostaria que fossem alvos de biografias não autorizadas.

Harvey Weinstein
Todo poderoso do marketing e produtor megalomaníaco, Harvey Weinstein é o Howard Hughes da nossa era. Merecia uma investigação tão espirituosa e ruidosa quanto suas campanhas pelo Oscar para filmes como Shakespeare apaixonado, O discurso do rei e O artista.

Quentin Tarantino
Gênio ou plagiador habilidoso? A polêmica talvez nunca se esgote e uma biografia pormenorizada com foco nos anos de formação de Tarantino talvez propicie um olhar revigorado sobre um dos últimos autores de cinema a extrapolar nichos.

Tom Cruise
Ok, já há biografias não autorizadas sobre o astro, o que só prova como o Brasil por se ensimesmar nesse debate é um país atrasado. Mas nenhuma biografia foi muito a fundo nas passagens mais polêmicas da vida de Cruise como a cientologia, seu perfeccionismo extremado, as mulheres, a relação desigual com os filhos, a queda em Hollywood, o novo começo... Personagem tão rico, merece mais disposição do mercado editorial.

Jennifer Aniston
O divórcio ruidoso de Brad Pitt, os muitos namorados e, finalmente, o papel de amante. A vida pessoal de Jennifer Aniston, é inegável, obscurece sua carreira em matéria de holofote. O ideal seria uma biografia corajosa em buscar o equilíbrio narrativo, sem inversão de prioridades; preservando, na medida do possível, todos os detalhes sórdidos.

David O. Russell
Diretor genial e genioso, com série de escândalos e desafetos, que aos poucos foi se ajustando ao mainstream e fazendo alguns dos filmes mais interessantes dos últimos dez anos. David O. Russell é o tipo Roberto Carlos: biografia de verdade só se não for autorizada.

Zhang Yimou
Um dos cineastas mais visualmente impressionantes de que se tem notícia e seguramente um dos melhores diretores chineses. Yimou, no entanto, é questionado em seu país por se submeter ao regime comunista para obter aprovação de seus filmes, por muitos considerados propagandistas. Ele valeria uma boa biografia. De quebra, o processo de feitura do livro daria um filme e tanto.

Joaquim Phoenix
O melhor ator desde De Niro e Pacino? Talvez. Mas Joaquim Phoenix é também um estranho no ninho no metiê hollywoodiano e esse tipo de personagem é para lá de interessante para uma biografia rigorosa, concentrada e com interesses além dos comuns. Estamos na torcida.

Charlie Kaufman
O roteirista mais brilhante e mais antipático, assumidamente invejoso, a ter pisado em Hollywood. Essa biografia é para ontem! Para quem não sabe, Kaufman é o responsável pelos amalucados e inesquecíveis Quero ser John Malkovich (1999), Adaptação (2002) e Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004), entre outros.

Fernando Meirelles
Arquitetura, publicidade, cinema e Cidade de Deus. A trajetória de Fernando Meirelles, um pensador tão plural como sedutor que não se avexa de emitir opiniões sobre todo e qualquer assunto, é das grandes biografias que o cinema brasileiro merece. Que nossas leis permitam que essa luz se manifeste!

Leonardo DiCaprio
E esse negócio com modelos, hein? Alguém tem que escrever sobre esse troço. Leonardo DiCaprio se tornou um dos melhores atores do momento, mas teve um início conturbado e não soube exatamente como lidar com a fama. A parceria com Scorsese, a obsessão por modelos, a birra com o Oscar. Vem DiCaprio!


Agora vai?

Depois de confirmar o novo protagonista, Jamie Dornan, os produtores de 50 tons de cinza adiaram o início das filmagens de novembro para dezembro. Além de prover mais tempo de preparação para Dornan, a mudança tem como objetivo dar tempo do novo roteirista Patrick Marber promover as mudanças que julgar necessárias no roteiro escrito por Kelly Marcel. A expectativa é de que, finalmente, a produção do filme mais comentado do momento entre nos eixos.

domingo, 20 de outubro de 2013

Insight - Os bastidores da saída de Charlie Hunnam de "50 tons de cinza"

Uma das tônicas do noticiário que cobre os bastidores da indústria cinematográfica nessa semana que passou foi especular as razões que levaram Charlie Hunnam a desistir do “papel dos sonhos” da carreira. Por que, afinal, depois de longas e intensas negociações, Hunnam desistiu de viver o excêntrico milionário e adepto de sexo sadomasoquista Christian Grey na versão cinematográfica de "50 tons de cinza"?
Há muitas hipóteses e poucas certezas. A justificativa oficial é de que o ator estava preocupado em prejudicar a série "Sons of Anarchy", da qual é um dos protagonistas, com o apertado calendário de filmagens bifurcando as duas produções. Uma rápida pesquisa mostra que não é esse o caso. O estúdio Focus, os representantes legais de Hunnam e os produtores da série já haviam discutido e traçado um cronograma para “dividir” o ator que havia agradado a todas as partes. A imprensa de celebridades logo ventilou a “razão oficial” para todos os imbróglios desse tipo. Hunnam estaria insatisfeito com o grau de exposição ao qual fora submetido antes mesmo das filmagens (ele não queria virar um "novo Robert Pattinson"). Boatos davam conta de que a esposa de Hunnam, a designer de joias Morgana McNeils estava atribulada com o número de cenas sensuais do marido e, por que não, ligeiramente enciumada. Para fontes de publicações como People e US Weekly, ela exercia, ainda que sutilmente, pressão sobre o marido para abandonar o projeto.

 Preferido das fãs, Matt Bomer voltou a ser cogitado; no entanto, ele já havia sinalizado em outras oportunidades alguma resistência ao papel

Pressão, hesitação e um sorriso bonito: Hunnam: entre as muitas especulações, uma dá conta de que Hunnam está de olho em um grande papel que só seria seu se ele se desvinculasse de 50 tons de cinza

Outra vertente, ainda que relacionada a esta última, dá conta de que Hunnam teria uma série de restrições ao roteiro. Essa versão ganhou força pelo fato dos produtores terem anunciado Patrick Marber, roteirista de produções impecáveis como Notas sobre um escândalo (2006) e Closer - perto demais (2004). A troca de guarda na roteirização não teve maiores explicações, mas reforça a percepção de que a pré-produção do filme é muito mais conturbada do que os produtores deixam transparecer. Kelly Marcel, a roteirista que foi exatamente o primeiro nome confirmado na produção, não foi demitida, mas perde o controle criativo sobre o roteiro. Universal e Focus limitaram-se a informar que essa mudança foi ajustada, ainda que não anunciada, antes da saída de Hunnam do projeto.
Outros boatos dão conta de que Hunnam ficou com receio de ficar estigmatizado com o papel e outros de que abandonou o projeto para ficar a disposição de Guillermo Del Toro, seu amigo e que o dirigiu em Círculo de fogo, para projetos que ambos já vinham conversando.
Todos esses boatos são muitos superficiais, justamente porque se esmeram em considerações que um ator, ainda mais um ator que já tenha alguma experiência no ramo, faz antes de assinar um contrato e assumir um papel. Há, lógico, momentos em que o comportamento desejado não se impõe e uma atitude impensada põe todo um projeto a perder. Recentemente, e Claquete também cobriu isso de perto, a produção do filme Jane got a gun sofreu com uma série de dança das cadeiras e baixas injustificadas e muito mais midiáticas do que os entreveros que ocorrem aqui. Acontece que o tamanho de 50 tons de cinza torna tudo muito mais dramático.

1- Christian Cooke, 2 - Alexander Skarsgard, 3 - Scott Eastwood, 4 - Jamie Dornan: os novos bonitões comentados para estrelar o filme

O anúncio do novo protagonista deve ocorre nos próximos dias. São muitas as possibilidades e os nomes aventados são tão ou mais desconhecidos do grande público do que Hunnam. O que se percebe é o cuidado do estúdio em escolher um ator que já tenha feito cenas sensuais antes e que não apresente objeções a esse tipo de cena, abundante nos livros e, em teoria, no filme. Esse contexto favorece a interpretação de que houve, na verdade, uma combinação de fatores – com a preponderância da versão apontada pela imprensa de celebridades – que levou Hunnam a rescindir seu contrato.
Entre os nomes aventados se destacam Alexander Skarsgard ("True Blood"), Jamie Dornan ("The fall"), Christian Cooke ("Magic city") e François Arnaud ("The Borgias").  

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Em off

Nesta edição da seção Em off,  Jerry Bruckheimer em maus lençóis, 50 tons de cinza se recusa a sair da pauta, o novo logotipo de Claquete, Rush-no limite da emoção e os filmes velozes, dicas para a sexta-feira 13 e algumas reminiscências do festival de Toronto.

O filme mais sexy de Ron Howard
Piloto com pinta de Deus nórdico: Chris Hemsworth traz sexy appeal para o circo da fórmula 1 de Ron Howard

Essa foi a definição do parceiro e produtor Brian Grazer quando viu o primeiro corte de Rush- no limite da emoção. “Eu não acreditei”, disse em entrevista a Entertainment Weekly. Howard, com uma filmografia respeitável e diversa, realmente não prisma por fazer filmes que se enquadrem na etimologia de sexy.  Do brega Splash-uma sereia em minha vida ao acadêmico Uma mente brilhante, passando pelo classudo Frost/Nixon ou pela aventura O código DaVinci, seus filmes foram tudo, mesmo sexies. Howard se vê em nova colaboração com Peter Morgan (o roteirista de Frost/Nixon) para falar da maior rivalidade da história da Fórmula 1 que se deu na década de 70. Rush- no limite da emoção, que estreia nesta sexta-feira (13) nos cinemas brasileiros, traz Chris Hemsworth e Daniel Brühl como o inglês James Hunt e o austríaco Niki Lauda que incendiaram o circo da fórmula 1 com uma rivalidade alçada à mitologia do esporte. O filme de Howard, que busca a maior veracidade possível nas cenas de corrida, dá aquela piscadela para o que acontece nos paddocks e, também, fora deles.

Filmes em alta velocidade
Filmes sobre automobilismo não são exatamente os mais concorridos quando Hollywood vai buscar inspiração no esporte, mas mesmo assim há uma galeria respeitável de filmes passados no mundo da velocidade.  Dias de Trovão, Carros, Alta velocidade e As 24 horas de Le Mans são alguns deles. Confira todos nesta galeria montada pelo AdoroCinema

Cena de Alta velocidade: o S é de Stallone...

Reminiscências de Toronto – parte I
O festival de cinema mais concorrido do ano acaba no próximo domingo, mas seus vestígios serão sentido até o próximo Oscar. O entusiasmo com que os filmes têm sido recebidos em Toronto não guarda precedentes com as edições anteriores ou com qualquer festival de grande projeção realizado neste ano. Muitos pretensos candidatos ao Oscar consolidaram suas posições. Os mais bem colocados nessa lista são 12 years a slave e Gravidade, que segundo os principais críticos presentes em Toronto, já podem ser dados como certeza entre os indicados a melhor filme do ano.

Reminiscências de Toronto – parte II
Outro aspecto que tem cativado em Toronto é a força de certos atores. Benedict Cumberbatch é um frisson, mas Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender, ambos por 12 years a slave, Josh Brolin e Kate Winslet (Reféns da paixão), Julia Roberts e Meryl Streep (August: osage county) e Matthew McConaughey e Jared Leto (Dallas buyers club) mesmerizaram público e crítica.  

Nova estampa

Talvez você já tenha reparado, mas em caso negativo eis aí o novo logotipo de Claquete. Cortesia do leitor Fábio Montanari que achava, com toda a razão, que faltava ao blog esse toque de finesse. Fica aqui registrado o agradecimento do blog ao Fábio.

Ainda 50 tons de cinza...
Tema de alta voltagem midiática e que, ao que parece, segue longe do esgotamento diz respeito aos protagonistas de 50 tons de cinza. Que a as escolhas de Charlie Hunnam e Dakotta Johnson não agradaram já se sabia, mas que tal uma espiada na justificativa de algumas fãs. É o que possibilita a matéria do AdoroCinema que repercute enquete promovida pelo site sobre as escolhas do casting do filme que será dirigido por Sam Taylor-Johnson. Confira!

O prestígio de Jerry Bruckheimer na berlinda...
Jerry Bruckheimer já não tem a influência de outrora na Disney. Principalmente depois do fracasso retumbante de O cavaleiro solitário. Se fosse hoje, talvez, ele não conseguisse manter Johnny Depp como Jack Sparrow a contragosto dos executivos do estúdio – história que já é célebre nos anais de Hollywood. Ainda no universo de Piratas do Caribe, caiu como uma bomba a notícia de que o quinto filme Dead men tell no tales será adiada de 2015 para, a princípio, 2016. De acordo com Bruckheimer, a Disney “está mais cuidadosa” depois do fracasso de O cavaleiro solitário, mas segundo reportagem do The Hollywood Reporter, o buraco é mais embaixo. O roteiro do filme não agradou tanto do ponto de vista financeiro como narrativo. Bruckheimer agora precisa se ajustar aos padrões que a Disney enxerga desejáveis para a franquia.

Para curtir a sexta-feira 13!

Se fosse em outubro, seria perfeito. Quis o calendário que setembro também tivesse suas bruxas e não vai faltar opção para quem quiser curtir a sexta-feira 13 a caráter. Além da elogiada e aguardada estreia de Invocação do mal, um dos filmes de terror mais benquistos dos últimos anos, alguns canais da tv por assinatura prepararam maratonas espertas como o MAX e o Megapix. O primeiro exibe, a partir das 17h, três belos filmes de terror. Os estranhos, Sexta-feira 13 e dá início aos trabalhos com o clássico Poltergeist – o fenômeno. Os filmes selecionados pelo Megapix são menos assustadores, mas mantêm o bom nível da empreitada. A brincadeira começa às 20h25 com O sexto sentido e continua com Jogos mortais – o final e Pânico no lago 3.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Os protagonistas de "50 tons de cinza" e como eles afetam o filme que chega aos cinemas em 01/08/2014



Charlie Hunnam, de filmes como Filhos da esperança, Círculo de fogo e da série de tv Sons of anarchy, e Dakota Johnson, atriz de pequenas aparições em filmes como A rede social e Anjos da lei, mas filha de Don Johnson e Melanie Griffith, são os rostos e corpos de Christian Grey e Anastasia Steele, os famosos personagens criados por E.L. James no best seller internacional “50 tons de cinza”. Conforme amplamente repercutido aqui em Claquete, a busca pelos dois protagonistas ascendeu a fogueira de vaidades em Hollywood que se consumiu em mais de um ano de boatos, desmentidos e alguns avanços. Assim como se deu com o anúncio de que Ben Affleck seria o novo Batman, a internet não encarou muito bem as escolhas para os protagonistas do romance erótico. Enquetes de opinião vaticinam: os produtores mandaram mal na escolha. Será? Conforme já apontado em seção Insight do blog, a preferência majoritária dos fãs, americanos ao menos, era por Matt Bomer (da série White Collar) e Alexis Bledel (da série Gilmore Girls). Mas a escolha da Universal e da diretora Sam Taylor-Johnson tem o potencial de ser muito boa. Hunnam é um astro à espera de ser descoberto. Círculo de fogo marcou o início dessa jornada, mas 50 tons de cinza será um senhor atalho nesse sentido. Além de pinta de galã, o ator tem estofo dramático. Quem já teve a oportunidade de vê-lo em ação em uma das séries mais elogiadas da atualidade pela crítica americana sabe disso. Uma das maiores reclamações das fãs diz respeito ao fato de que ele seria velho demais para encarnar o galante Christian. Bobagem. Com 33 anos, o ator convence tranquilamente como alguém com cinco, seis anos a menos. Dakota Johnson é uma incógnita. Mas uma aposta necessária. Desde que surgiram os primeiros boatos de candidatas ao posto de Anastasia, percebia-se a intenção do estúdio em contar com uma atriz desconhecida. Emma Watson, por exemplo, sempre relacionada ao projeto, nunca foi um nome realmente considerado. Diferentemente de Robert Pattinson, que era o Christian Grey de E.L James. Para quem não sabe, "50 tons de cinza" começou como fan fiction de Crepúsculo.
Matt e Alexis em cartaz feito por fãs
A opção por uma atriz desconhecida tem algumas razões de ser. A primeira é de lançar uma nova estrela que imediatamente irá gerar buzz para o filme em qualquer circunstância. Vale lembrar que estamos diante de uma trilogia e não apenas de um filme isolado. Em um segundo momento, existia o interesse em ter-se Anastasia e não necessariamente uma atriz como Anastasia. Era preciso, ainda, que essa atriz compactuasse com cenas de nudez e sensualidade. Algo que, apesar de vivermos na era em que vivemos, nem todas as jovens atrizes compactuam.
Esse conjunto de elementos faz com que a escolha mereça um voto de confiança. Afinal, o casting de 50 tons de cinza foi um dos mais demorados, comentados e ansiados da história recente de Hollywood. A produtora Dana Brunetti disse ao site IndieWire que já esperava essa “recepção alarmada” por parte dos fãs.  “Você nunca suprirá as expectativas de tantas pessoas que já visualizaram tão diferentemente os personagens que conheceram nos livros”. Ela disse também que já houve testes e pode garantir que a química entre Charlie e Dakota é excelente. Há quem acredite que um namoro nos moldes do de Robert Pattinson e Kristen Stewart também esteja à espreita.
A autora E.L James, que teve que abrir mão do sonho de ter Pattinson como Grey para que a adaptação cinematográfica de sua obra encontrasse a própria identidade, tuitou botando panos quentes: “obrigado a todos aqueles que apoiaram, amaram e odiaram. Muito obrigado pela paixão que vocês têm por esse projeto. Vocês são rock and roll".

sábado, 22 de junho de 2013

A (boa) escolha de Sam Taylor-Johnson para dirigir 50 tons de cinza


Há poucas semanas, Claquete publicou na seção Insight matéria analisando a verdadeira fogueira de vaidades que cerca a pré-produção do grande best-seller e fenômeno mundial da atualidade, “50 tons de cinza”. Na reportagem, atentou-se para o fato de que que a escalação do diretor responsável pela adaptação do primeiro livro para o cinema seria crucial. Entre alguns nomes possíveis aventados e outros ideais, escapou o da diretora inglesa Sam Taylor-Johnson, que antes do casamento com o ator Aaron Johnson era conhecida como Sam Taylor-Wood. O nome dela acabou fora do radar de Claquete por ter pouca quilometragem no cinema, mas de maneira alguma essa omissão a desabona. Johnson é uma escolha arejada, inteligente, pertinente e que renova as expectativas para a adaptação. A sofisticação de seu registro para a juventude de John Lennon no recomendável O garoto de Liverpool (2009), filme no qual conheceu seu atual esposo, sugere uma cineasta sensível, imaginativa e esteticamente criativa. Essa percepção se assevera no background como fotógrafa, profissão a qual se dedicou nos anos 90. Além de conceber alguns dos vídeo-arte mais celebrados no metiê londrino, ela marcou presença em bienais de Veneza e Berlim.
Ainda que não tenham exercido influência alguma nos critérios que nortearam a escolha dos produtores de 50 tons de cinza, há outros elementos que favorecem Johnson a frente do projeto. O fato de ter tido câncer, aos 30, batalhado, sobrevivido e se casado depois disso denota um gosto pela vida que pode beneficiar o filme. Além do fato de ser casada com um homem mais jovem, em ascensão profissional e bonito. São elementos que a servem como narradora de uma história em que sexo, feminilidade, amor e autoestima se entrelaçam.

A diretora divulgou uma nota à imprensa falando sobre o novo projeto. “Estou feliz de ser responsável por levar "50 tons de cinza" das páginas para as telas. Para a legião de fãs, eu quero dizer que irei honrar o poder do livro de Erika e os personagens de Christian e Anastasia. Eles também estão sob minha pele”.

domingo, 26 de maio de 2013

Insight - 50 tons hollywoodianos



De vez em quando um projeto suscita muito interesse nos bastidores de Hollywood. Não há projeto que se adeque melhor a essa noção do que "50 tons de cinza". Os produtores ligados ao projeto não têm pressa. A pré-produção já vigora há quase um ano. A Focus Pictures, braço do cinema independente da Universal, já detém os direitos de adaptação desde meados de 2012. De concreto, apenas a roteirista Kelly Marcel. Ela vem da TV e seu primeiro roteiro é do ainda inédito Saving Mr. Banks. Kelly foi anunciada em outubro do ano passado. Desde então, nenhuma outra novidade concreta surgiu na pré-produção do filme. O processo de casting tem sido mais longo do que o habitual; assim como a escolha de um diretor. Essa aparente hesitação só tumultua o noticiário cultural que faz pipocar boatos sobre quem está na dianteira para assumir as principais cadeiras de "50 tons de cinza" no cinema. A direção, o papel de Christian Grey e o de Anastasia Steele.
Bledel e Bomer em pôster feitos pelos fãs
Há atores se oferecendo ao papel, caso dos atores Stephen Amell (mais conhecido pela série de TV "Arrow") que vazou que negociava com a produção do filme e Alex Pettyfer (de Magic Mike) e há atores que refutam todos os esforços da produção – como seria o caso de Emma Watson.
A mais recente onda de boatos dá conta de que Matt Bomer, o favorito de muitos fãs tanto nos EUA como no Brasil pode, enfim, ser o Christian Grey do cinema. Há, na verdade, uma fan page no Facebook que pede para que o ator seja o escolhido e indica a atriz Alexis Bledel (de filmes como Recém-formada e Sin city- a cidade do pecado) como a “Anastasia Steele” dos sonhos.
O último nome aventado para a direção foi o de Joe Wright. De acordo com reportes da Variety, a opção por Wright se daria por ele já gozar de um bom relacionamento com o estúdio. Gus Vant Sant, que já havia se oferecido para dirigir o último capítulo de Crepúsculo – dividido em dois filmes – voltou a se oferecer para ser o diretor de um fenômeno pop literário com forte apelo junto ao público jovem. Ainda não se sabe se sua reivindicação surtirá algum efeito.
Tanto Wright como Van Sant seriam boas escolhas, mas talvez fossem escolhas aborrecidas. Wright por seu academicismo exacerbado, ainda que detenha vigor no enquadramento do feminino (tão bem emulado por ele em obras como Desejo e reparação e Anna Karenina), e Sant por sua tendência de “problematizar” um produto que vive para ser entretenimento. Cineastas como Jane Campion, Adrian Lyne e mesmo Paul Verhoeven talvez fossem melhores opções. Se a ideia é surpreender, boas pedidas seriam Anne Fontaine, Atom Egoyan, Cristian Mungiu ou Roman Polanski. Mas é improvável que qualquer um desses nomes seja considerado ou aceite a proposta.

Joe Wright dirige Keira Knightley nos bastidores de Anna Karenina: ele já disse não a 50 tons de cinza

Wright, envolvido em outros dois projetos, já disse que não tem agenda para fazer o filme. Mas tudo é negociável em Hollywood. A escolha do diretor, no entanto, é algo que habitualmente antecede o casting.
A boataria sugere que os atores não devem ser celebridades do primeiro escalão. O que já cortaria nomes como Ryan Gosling, James Franco e Jake Gyllenhaal da bolsa de apostas. Matt Bomer não deixa de ser um bom nome, mas assim como seu rival mais lembrado – Iam Somerhalder – fraqueja nos dotes dramáticos. Mila Kunis é muito sensual para o papel de Anastasia. Watson seria a escolha perfeita, mas ela parece hesitante. A escolhida deve vir da TV. Enquanto essas definições não chegam, e não se sabe ao certo até que ponto essa demora tem a mão da autora E.L. James no zelo de sua cria, a fogueira das vaidades hollywoodiana vai ardendo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Em off


Nesta edição da seção Em off, as atrizes mais cults da atualidade, os labirintos das escolhas da Warner Bros, o retorno à boa forma de Tom Hanks, a largada em Cannes e a nova menina dos olhos de Hollywood.
  
A ressurreição de Tom Hanks

Recentemente eleito por uma pesquisa feita entre americanos e divulgada pela revista Time como a personalidade americana mais confiável, Tom Hanks está caminhando de volta ao topo. Depois de uma série de projetos malogrados como A viagem (2012) e Larry Crowne- o amor está de volta (2011), o ator ensaia as pazes com público e crítica. O primeiro passo desse “reencontro” reside em “Lucky guy”, peça e autoria de Norah Ephron – que antes de falecer era contumaz colaboradora do astro – que marca a estreia de Hanks na Broadway. Os elogios se enumeraram e antecederam a nomeação ao Tony (o Oscar do teatro), no qual o ator desponta como favorito.
No fim de 2013, Hanks voltará às telas de cinema em duas aguardadas prodições. A primeira é Captain Phillips, novo filme de Paul Greengrass, em que Hanks faz o capitão de uma embarcação americana invadida por piratas somalis no início dos anos 2000. Já em Saving Mr. Banks, que assim como Captain Phillips é aventado para o próximo Oscar, o ator vive ninguém menos que Walt Disney em pessoa.
Há muito tempo Hanks não dispunha de tamanha evidência e com adornos extremamente promissores.

A Warner e seus adiamentos
Foi anunciado recentemente que a Warner Brothers decidiu adiar o lançamento de 300: a ascensão de um império de agosto deste ano para março de 2014. Não houve uma justificativa oficial para a mudança, mas foi sugerida a percepção de que seria melhor lançar o filme em harmonia com a época do lançamento da produção original (300 foi lançado em março de 2007). Esse tipo de mudança, por mais indesejada que seja para fãs, é relativamente comum no sistema de estúdios, mas a Warner tem tornado a prática frequente com seus superlançamentos. Em 2008, adiou a estreia do aguardadíssimo sexto filme da saga Harry Potter (O enigma do príncipe) porque não tinha um filme de grande potencial comercial para o verão de 2009 - em virtude da greve de roteiristas que paralisou a indústria no fim de 2007 e início de 2008. Depois de arrecadar horrores com O cavaleiro das trevas naquele verão, a Warner não queria deixar de lucrar acintosamente na temporada em questão no ano seguinte.
Processo semelhante ocorreu com o novo Superman. O homem de aço estava originalmente programado para o fim de 2012, mas o estúdio resolveu adiá-lo para 2013 por já ter um filme de super-herói de grande projeção (a conclusão da trilogia do cavaleiro das trevas de Nolan) no ano. Com isso, o filme de Zack Snyder será lançado em julho deste ano.
O Grande Gatsby, que canaliza alguma atenção em virtude da première mundial em Cannes, é outro caso interessante. Também programado para o fim de 2012, o estúdio resolveu adiá-lo para o verão deste ano sob justificativa de que teria mais tempo de trabalhar os efeitos do 3D na finalização. A época, setores da crítica chamaram a atenção para um possível descontentamento do estúdio com o filme. Os boatos nunca foram combatidos com firmezas e agora, lançado, o filme reúne quantidade assombrosa de crítica negativas.

A glória só chega em 2014...

50 tons de cinza: a mina hollywoodiana
Na última semana foi divulgado por diversos veículos noticiosos de que o diretor inglês Joe Wright, de filmes como Desejo e reparação e Anna Karenina, é o favorito do estúdio Focus – que detém os direitos de adaptação para o cinema da trilogia best-seller "50 tons de cinza" – para dirigir o primeiro filme. O boato se baseia no fato de que Wright e Focus mantêm boa relação – todos os filmes do diretor com exceção de Hanna foram lançados pelo estúdio. Wright, no entanto, está comprometido com outros projetos e não se pronunciou a respeito do boato. Quem se engajou para conquistar a direção do filme foi Gus Vant Sant. O diretor de Inquietos e Milk – a voz da igualdade teria até mesmo rodado uma fita teste com uma cena erótica do livro e enviado ao estúdio.
"50 tons de cinza" é a grande mina de ouro do momento em Hollywood. Sites de cinema promovem enquetes periódicas com seus leitores para checar suas preferências para os papéis centrais. Jovens atores e atrizes em busca de serem os novos Robert Pattinson e Kristen Stewart digladiam-se por testes. Uma seção Insight deste mês de maio irá repercutir essa corrida ao ouro, contextualizá-la e apontar os nomes que devem, no final das contas, ficar com o ouro.

Foi dada a largada...
Já começou e quem quer saber os melhores detalhes sobre o 66º festival de cinema de Cannes precisa acompanhar de perto a fanpage do blog no Facebook. Serão postagens diárias, majoritariamente à noite, destacando o que de melhor aconteceu no dia na Riviera francesa. Curiosidades, bastidores e avaliação da crítica presente no evento dos filmes exibidos nas diversas mostras que dominarão o bate- papo cinéfilo nos próximos dias.

Atrizes cult
O TOP 10 do mês destacou os dez atores mais cults da atualidade. Mas e as atrizes? Elas estão aqui, devidamente adornadas pela informalidade cult da seção Em off. As dez mulheres que valem o culto no cinema atual não estão tão democraticamente distribuídas pelo globo como no caso dos homens. As francesas, (o que tem na água da França, né?) são maioria com três menções. A Itália segue firme com a onipresente, embora menos presente no cinema, Monica Belluci. Inglaterra e EUA têm duas menções e Brasil e Espanha surgem com uma representante cada.



As dez eleitas: Monica Bellucci, Ellen Page, Julianne Moore, Vanessa Redgrave, Mariana Lima, Isabelle Huppert, Kristen Scott Thomas, Penélope Cruz, Marion Cotillard e Juliette Binoche


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Oscar Watch 2013 - A ruiva que quer dominar o mundo




Até pouco tempo atrás ninguém sabia quem era Jessica Chastain. Tudo mudou em 2011, um ano prolífero para ela em muitos aspectos. Com o lançamento de sete filmes, Chastain marcou presença em todos os proeminentes festivais de cinema da temporada (Berlim, Cannes, Veneza e Toronto) e integrou o elenco mais prestigiado do ano e que lhe proporcionou sua primeira indicação ao Oscar. Histórias cruzadas foi, também, uma das maiores bilheterias do ano.
Hoje, quase dois anos depois e de volta ao Oscar – dessa vez indicada como melhor atriz por A hora mais escura – Jessica Chastain é uma realidade. Atriz cortejada e disputada, Kathryn Bigelow lhe assediou pessoalmente para que integrasse o elenco de seu thriller sobre a caçada a Osama Bin Laden, se aproveita dos holofotes no cinema para encaminhar uma carreira paralela na Broadway. Lá as críticas não têm sido tão favoráveis, mas a ousadia e dedicação da atriz aliam fãs e detratores.
Linda e talentosa, Jessica Chastain admitiu em entrevista à revista Serafina que tem medo dos bons papéis cessarem de repente. A superexposição, entre 2011 e 2013 não a incomoda mais do que a falta de tempo para outras coisas além de trabalho.
Há poucas coisas programadas para os próximos anos. Em 2013, pela primeira vez, Jessica está no topo do cartaz e com a missão de segurar um filme nas bilheterias. Mama, terror produzido por Guillermo Del Toro, estreou em primeiro lugar em plena temporada de premiações, dando provas de que Jessica é mesmo um nome quente.
Setores da crítica internacional, no entanto, se preocupam com o que classificam como “os efeitos de um Oscar precoce” concedido a ela. Além da famigerada maldição do Oscar que tem acometido atrizes como Halle Berry, Jennifer Connelly, Reese Witherspoon, entre outras, ser sempre uma sombra para atrizes jovens.
Jessica, aos 35 anos, não parece se importar com essa sombra. Assume o sonho que é Hollywood e diz que ama atuar. A recíproca, ao que tudo indica, é verdadeira.

 1. Jessica sexy em ensaio para a GQ inglesa; 2. ao lado de Sam Worthington no thriller A grande mentira, um de seus muitos filmes de 2011; 3. outra vez sexy em editorial de moda da revista americana W; 4. ao lado das colegas de elenco do filme Histórias cruzadas pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Oscar; 5. segurando o diploma entregue pela crítica de Los Angeles que a considerou a melhor atriz de 2011

sábado, 26 de janeiro de 2013

Em off


Nesta edição da seção Em off, confrontos inusitados nos cinemas; os principais destaques do festival de Sundance; os melhores do ano na opinião democrática dos leitores; um tempo para Leonardo DiCaprio reenergizar e um favorito improvável para viver Christian Grey (aquele mesmo de 50 tons de cinza) nos cinemas

O melhor de Sundance I
O festival de Sundance 2013 que acaba neste domingo (27) já é um dos maiores sucessos das edições recentes do festival que acontece na gelada Salt Lake, em Utah nos EUA; com um número de produções adquiridas por estúdios de pequeno e médio porte bem próximo de um recorde histórico (o balanço final deve sair nos próximos dias). Duas características, no entanto, chamam a atenção. A disposição dos estúdios em pagar quantias relativamente vultosas para garantir filmes com potencial de prêmios (Fruitvale) ou de público (Don Jon´s addiction) e também pelo sucesso de vendas para plataforma video on demand. Nunca Sundance contemplou tanto o formato. Ótimos negócios foram feitos como, por exemplo, com o polêmico filme Two mothers de Anne Fontaine. A fita que dividiu a crítica e parecia destinada a não ser adquirida por nenhum estúdio se viu abrigada pela Exclusive Releasing que irá distribuí-lo na plataforma. “É um novo balcão de negócios que se mostra aquecido em Sundance”, observou a Variety.
Boa notícia para o cinema independente que andava modorrento nos últimos anos e um sinal claro de que a famigerada crise econômica de 2008 que acertou de cheio esse tipo de produção começa a ficar para trás.

O melhor de Sundance II
Fruitvalle, sobre os eventos que antecederam o assassinato de Oscar Grant pela polícia de São Francisco no último dia do ano de 2008, foi adquirido pela The Weinstein Company pelo valor de U$ 2,5 milhões. O burburinho super positivo sobre o filme dá conta de que será o próximo Preciosa ou Indomável sonhadora a sair de Sundance e chegar ao Oscar. Octavia Spencer, já ganhadora do Oscar, e Chad Michael Murray estão no elenco de apoio.
A estreia de Jospeh Gordon-Levitt na direção em Don Jon´s addiction não poderia ter sido mais festejada. Misturando elementos de comédia romântica com um valoroso estudo de personagem, o filme agradou a crítica e foi comprado por U$ 4 milhões pela Relativity Media. Outros filmes comentados em Sundance e que devem figurar entre os interesses de público e crítica são Kill your darlings, com Daniel Radcliffe, Ben Foster e Michael C. Hall, sobre a geração beat; Antes da meia-noite, terceira parte da trilogia Antes do amanhecer de Richard Linklater; The necessary death of Charlie Countryman, que, dizem, apresenta a melhor performance da carreira de Shia LaBeouf, que precisa desesperadamente de um buzz desse para saciar seu ego; The way,way back, comédia intimista dos roteiristas de Os descendentes estrelada por Steve Carell, Sam Rockwell e Toni Colette; e o já muito anunciado Lovelace, bio da atriz pornô linda Lovelace- disparado o filme mais pop dessa edição do festival e que valeu um negócio de U$ 3 milhões.

Alguns dos melhores cliques de Sundance
Adam Brody, Amanda Seyfried e Peter Sarsgaard de Lovelace em foto do Los Angeles Times 

O roqueiro, e agora diretor de cinema, David Grohl e o diretor David Gordon Green 

Pelo filme The east, Ellen Page, Alexander Skarsgard e Brit Mailing também compareceram 

 Shia LaBeouf brinca com seu celular

 Toni Collette, Sam Rockwell e Maya Rudolph se divertem


Os melhores do ano pelo leitor
A eleição contou com amplo endosso do leitor. O blog quis saber os melhores do ano na avaliação do leitor em face da pré-lista apresentada em dezembro em que Claquete apontou os melhores de 2012 na avaliação do editor do blog. A seguir, os resultados!

Diretor

Foi uma eleição acirrada, com boa margem de votos para todos os concorrentes. Mas com 44%, o vitorioso foi o iraniano Asghar Farhadi por A separação.

Roteiro

Com 31% dos votos cada, Argo e Moonrise kingdom dividiram a preferência do eleitorado. A surpresa ficou com Ted, que chegou perto com 22%.

Ator

Em uma disputa de foice, Michael Fassbender (Shame), com 44%, ganhou pela incrível diferença de um voto de Jean Dujardin (O artista)

Atriz

Em uma categoria disputada, em que todas as atrizes receberam votos, a britânica Tilda Swinton (Precisamos falar sobre o Kevin) ultrapassou Rooney Mara na reta final e ficou com 40% da preferência do eleitorado

Ator coadjuvante

Em outra briga sanguinolenta, a categoria que obteve mais votos, consagrou Javier Bardem por 007 – operação skyfall o melhor com 37% dos votos

Atriz coadjuvante

Jessica Chastain comprova a sua boa fase ao ostentar a votação mais expressiva da enquete. Por Histórias cruzadas, ela é dona da preferência de 50% dos votantes


Tom X Arnold
Vigora nas telas de cinema do Brasil um confronto entre dois astros de primeira grandeza do cinema, com especial trânsito no cinema de ação. Tom Cruise, tentando reabilitar uma carreira que não parece mais engrenar defende Jack Reacher: o último tiro, enquanto que Arnold Schwarzenegger defende O último desafio. São filmes de ação à moda antiga, cada qual no quadrado de seu astro. O mais cerebral e vaidoso Tom Cruise estrela uma produção que resgata os bons tempos do cinema de espionagem, enquanto o bem humorado Schwarzenegger, em seu famigerado comeback, protagoniza uma fita “pancadona”. Entre Cruise e Scharza, o público brasileiro está mesmo de pernas para o ar... e pela segunda vez! 

Casa Branca X Casa Branca
Dois filmes com aquela alma B prometem botar a Casa Branca abaixo. O alemão Roland Emmerich está de volta ao cinema espalhafatoso com Ataque à Casa Branca em que Jamie Foxx vive o presidente dos EUA e Channing Tatum o agente do serviço secreto incumbido de protegê-lo de, bem, de um ataque à Casa Branca. Já em Olympus has fallen tem Aaron Eckhart e Gerard Butler nos mesmos papéis. Morgan Freeman também estrela As tramas são parecidas e o filme de Antoine Fuqua (Dia de treinamento) chega antes nos EUA. Não é a primeira vez que Morgan Freeman se vê nesse caso de duplicantes. Em 1998 ele estrelou Impacto profundo que chegou algumas semanas depois de Armageddon naquele ano. Agora, pelo menos, ele vai chegar primeiro...




Ele vai dar um tempo, mas...
Leonardo DiCaprio, na esteira dos elogios por sua maravilhosa atuação em Django livre, anunciou que vai dar um tempo na carreira. DiCaprio está cansado, segundo o próprio. O período sabático que lhe proporcionará mais tempo para namorar (está na quinta modelo em dois anos) e para se dedicar às causas ambientais que tanto lhe urgem.
Mas o ator ainda será visto em duas badaladas produções que chegam aos cinemas em 2013. The great Gatsby, de Baz Luhrmann, e The Wolf of Wall Street, de Martin Scorsese. São filmes amplamente comentados para o Oscar de 2014, em especial o segundo.
Com a pausa, DiCaprio porá fim uma sequência de trabalhos brilhantes realizados em parceria com cineastas prodigiosos. De Diamante de sangue (2006), pelo qual recebeu sua última indicação ao Oscar, para cá foram seis filmes de grande qualidade dirigidos por papas como Ridley Scott, Martin Scorsese, Sam Mendes, Christopher Nolan, Clint Eastwood e Quentin Tarantino. É uma folha corrida de respeito.

Christian Grey, gay?

Em enquete promovida pelo portal IG para apurar quem deveria assumir o papel de Christian Grey, o príncipe encantando que adora um sexo sadomasoquista no soft porn best seller mundial "50 tons de cinza", na adaptação cinematográfica que está em pré-produção, o eleito foi o ator Matt Bomer, de 35 anos. Protagonista da série White Collar, Bomer foi um dos peladões de Magic Mike e por pouco não foi o novo Superman. À época da escolha de Henry Cavill, surgiu o boato de que Bomer foi preterido por ser gay. Meses mais tarde, o ator sairia do armário.
A questão eu se coloca, independentemente da boçalidade de barrar Bomer como super-homem por ser gay, algo que jamais excederá o viés especulativo, é imaginar que mulheres cientes da opção sexual do galã sinalizem preferência por vê-lo na pele de um homem que, mais do que atiçar a libido feminina, é a representação de desejos que convergem para um homem heterossexual. Que Bomer é lindo, charmoso e sensual é bem óbvio, mas não deixa de chamar a atenção essa sinalização do público, brasileiro ao menos. Pesquisa semelhante realizada pelo blog de cinema da revista Veja SP colocou Bomer na segunda posição, atrás de Channing Tatum. Nos EUA, Ryan Gosling e Ian Somehalder são os favoritos do público. As interpretações que se apresentam sobre o favoritismo de Bomer são: ou o público está desinformado ou está disposto a dar uma senhora lição de perspectiva em estúdios e produtores sempre presos a paradigmas ultrapassados.