Mostrando postagens com marcador Cameron Diaz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cameron Diaz. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de outubro de 2013

Crítica - O conselheiro do crime

Onde os fracos não têm vez!

O conselheiro do crime (The counselor, EUA 2013) é daqueles filmes que incitam a polêmica se a autoria de um filme pertence ao diretor ou ao roteirista. No caso deste filme, em seu primeiro roteiro original para cinema, Cormac McCarthy impregna esse thriller pensativo e erguido sobre elipses, divagações e violência crua de seu DNA, fazendo com que o diretor Ridley Scott seja apenas um colaborador de luxo. Luxo, aliás, é o elenco do filme que conta com Michael Fassbender, Javier Bardem, Brad Pitt, Penélope Cruz e Cameron Diaz no melhor papel de sua carreira.
Fassbender faz um advogado que acha que é mais esperto do que de fato é. Ele acredita que pode nadar com tubarões e não ser devorado. Ele se envolve em uma negociação de uma carga de drogas que sairá da cidade de Juarez, no México, com destino a Chicago, nos EUA. Seus conselheiros e parceiros na empreitada são o exótico Reiner (Javier Bardem) e o não menos exótico Westray (Brad Pitt). Penélope Cruz faz Laura, a doce, apaixonada e aparentemente ingênua namorada do advogado vivido por Fassbender, cujo nome jamais é pronunciado em uma tentativa da realização de tornar tudo mais anônimo e, paradoxalmente, mais pessoal. Cameron Diaz surge como um affair de Reiner, que aos poucos vai se revelando mais misteriosa e perigosa do que um primeiro olhar faz crer.
O que difere O conselheiro do crime (mais um título nacional ruim. O ideal seria a tradução literal “O advogado”) de outros thrillers e tramas policiais é o seu ritmo e seu foco narrativo. A ideia de McCarthy e Scott jamais é acompanhar a ação que invariavelmente dá errado, mas observar a queda moral, psicológica e física de um homem que julgava compreender um mundo ao qual não pertencia. Não obstante, a partir desse contexto, ergue-se uma poderosa reflexão sobre morte – um dos temas mais estreitos e bem desenvolvidos da obra de McCarthy na literatura.

Bardem e Fassbender: dançando com a morte sob o forte signo das palavras, ameaças e aflições...

A sofisticação do argumento de O conselheiro do crime pode alienar boa parte do público já que os personagens se revelam pensadores prolixos, aflitos, receosos e frequentemente o que falam não produz sentido circunstancial, mas encaixa-se perfeitamente no todo, quando se tem o filme completo. É o pensamento de O conselheiro do crime, enquanto cinema, que se articula com força devastadora. Não por acaso, a única personagem do filme que não apresenta nenhum tipo de apreensão é a de Cameron Diaz e isso se tornará bastante ilustrativo de um comentário particularmente aterrador que emerge ao final da fita.
O conselheiro do crime talvez não seja a apoteose que o nome dos envolvidos fizesse crer, mas é um filme de inteligência rara e que apresenta outro artigo de luxo no cinema contemporâneo: não se preocupa em mastigar tudo para sua audiência. Muitas peças do quebra-cabeça falado, principalmente pelos ótimos personagens de Pitt e Bardem, só se montam na cabeça do espectador mais sagaz e compenetrado. É um tipo de cinema muito mais convidativo, sedutor e do qual desesperadamente precisamos. Ainda que, no limiar, muitos não saibam exatamente como apreciá-lo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Filme em destaque - O conselheiro do crime

Michael Fassbender lidera elenco estrelado de filme dirigido por Ridley Scott e que carrega o hype de ser o primeiro roteiro original de Cormac McCarthy. Sensualidade, tensão, traição e violência embalam um dos filmes mais aguardados da temporada


“Era estranho beijar Penelope sob o pesado olhar de Javier Bardem. Tinha a sensação de que ele avançaria sobre mim a qualquer momento”, disse Michael Fassbender em entrevista à revista Entertainment Weekly sobre as gravações de O conselheiro do crime, filme que tem estreia mundial nessa sexta-feira (25). Michael Fassbender faz um advogado envolvido com o tráfico de drogas e faz, também, o namorado de Penelope Cruz. Javier Bardem faz um tipo misterioso que pode ser mais perigoso do que sua cabeleira estilosa sugere. O elenco do novo filme de Ridley Scott, no entanto, vai mais além. Além dessa trinca estrelada, Brad Pitt, Cameron Diaz, Bruno Ganz e Goran Visnjic completam o elenco.
Apesar da nata de atores, o maior atrativo dessa crônica de violência moderna (já descrito em alguns círculos como o entretenimento adulto de maior qualidade nos cinemas nessas semanas) está no roteiro. Trata-se do primeiro roteiro original de Cormac McCarthy, autor de obras consagradas adaptadas para o cinema como Onde os fracos não tem vez, para o cinema.
Violência, sensualidade e um elenco masculino com três dos atores mais festejados dos últimos tempos ampliam o leque de interesses despertado por O conselheiro do crime. A expectativa da Fox com o filme é tão grande, inclusive para o Oscar, que a janela de lançamento internacional foi harmonizada para que o boom do filme seja um só e sempre ascendente. A Fox, que não tem grandes filmes entre os comentados para a corrida pelo Oscar 2014, acredita que o pedigree de O conselheiro do crime pode falar mais alto – além de seu apelo comercial. Não seria a primeira vez que esse tipo de coisa aconteceria. Em 2006, a Warner não apostava suas fichas em Os infiltrados, de Martin Scorsese, que venceria o Oscar de melhor filme em 2007, e o lançou em outubro sem grandes destaques de marketing. Sete anos depois, outubro é alvo de grandes lançamentos com olho no Oscar (como Capitão Phillips, Gravidade, entre outros), fruto do estreitamento do calendário. A diferença entre Os infiltrados e O conselheiro do crime, é que a Fox – ainda que discretamente – acredita que seu filme pode ir mais longe.

Ridley Scott, na foto orientando Michael Fassbender e Javier Bardem, perdeu o irmão Tony Scott - que se suicidou - durante as filmagens de O conselheiro do crime. O filme é dedicado a sua memória 


Michael Fassbender foi a primeira e inegociável opção de Scott para o protagonismo de seu filme. Ambos estavam envolvidos nas filmagens de Prometheus (2012), quando Scott fez o convite. Com Fassbender tem sido assim. Ele trabalha com um diretor e esse diretor quer logo trabalhar com ele novamente. Ridley Scott e Steven McQueen são os exemplos mais notórios nesse momento.

Notório, aliás, seria se O conselheiro do crime consagrasse a primeira colaboração entre Brad Pitt e Angelina Jolie nas telas de cinema desde que juntaram os trapinhos. A ideia original era essa. Mas Angelina interpretaria a personagem que no filme é defendida por Cameron Diaz. Ela chegou a participar da pré-produção do filme, mas abandonou o projeto sem justificativas oficiais. Além de todo o hype inerente ao projeto, ainda seria o filme “brangelina”. Talvez tenha sido melhor assim.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Momento Claquete # 31

Cameron Diaz, aos 40 anos, mostra que tem muito peito no editorial assinado por Terry Richardson para a edição de outubro da Esquire americana 


 O nome é Bardem: Javier Bardem, moreno, foi capa da GQ italiana de setembro...


Química a gente faz em casa: Jon Hamm e Kristen Wiig, que já fizeram um casal por duas vezes nas telas, mostram sintonia quando as câmeras estão desligadas

Eles já foram namorados na vida real e marido e mulher na ficção. Claquete, no entanto, recupera um olhar indiscreto ocorrido antes disso tudo. Tobey Maguire não resiste e "segue" Natalie Portman pela escadaria de um estádio de baseball. A foto é de 2007


A barriguinha está lá, mas o charme também. Sean Penn joga um xaveco na cantora Florence Welch em evento realizado no sábado (27) em Los Angeles 


S.O.S raridade: essa é um presente de Claquete para cinéfilo nenhum botar defeito. Em foto de 1978, Woody Allen e Nora Ephron, falecida este ano, tricotam sobre alguma coisa a qual só podemos especular... 



O homem que é uma caricatura: Tim Burton, o homem, a caricatura...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

TOP 10 - As dez comediantes mais sexies do cinema

Hollywood não tem como hábito a valorização de seus comediantes. De Jerry Lewis a Jerry Seinfield, passando por gente como Ben Stiller e Ryan Reynolds, essas figuras que cativam por sua veia cômica tendem a ser menosprezadas. E são homens. Um dos prodígios de 2011 nos cinemas foi a cauterização do prestígio das mulheres na seara do humor. Filmes como Professora sem classe, Missão madrinha de casamento  e Qual seu número? colocaram as mulheres no trono das comédias em 2011. Sem a orientação para o romance, elas provaram ser competitivas em um humor mais universal e com a vantagem de serem sexies. Claquete honra esse time com o ranking das dez comediantes mais sexies do cinema atual.



10 – Isla Fisher


35 anos
Nascida em 03/02/1976
Natural de Oman, naturalizada australiana
Curiosidade: Casada com ator e comediante Sacha Baron Cohen

Portfólio
Penetras bons de bico (2005)
Três vezes amor (2008)
Os delírios de consumo de Becky Bloom (2009)

Atriz de rosto afável e talento certeiro, Fisher se edulcorou na comédia. Da ponta no sucesso Scooby-Doo ao protagonismo em Os delírios de consumo de Becky Bloom, para muitos o melhor filme já realizado sobre crises financeiras. Fisher é bela, mas não faz de sua beleza um artifício de seu talento.

9 – Mila Kunis


28 anos
Nascida em 14/08/1983
Ucraniana
Curiosidade: foi revelada no humorístico That´ 70s show junto com os atores Ashton Kutcher e Topher Grace

Portfólio
Ressaca de amor (2008)
Maré de azar (2009)
Uma noite fora de série (2010)
Amizade colorida (2011)

Diferentemente de Islã Fisher, Mila Kunis usa, e bem, sua beleza como fator de desequilibro na hora de fazer humor. Mas faz de maneira tão suave e natural que mal dá para perceber. Linda, já se experimenta em papeis dramáticos e se sai tão bem quanto em suas aparições cômicas.


8 – Leslie Mann

39 anos
Nascida em 26/03/1972
Americana
Curiosidade: É casada com o diretor e produtor de comédias Judd Apatow

Portfólio
O pentelho (1995)
Nosso tipo de mulher (1996)
O paizão (1999)
O virgem de 40 anos (2005)
Ligeiramente grávidos (2007)
O golpista do ano (2010)
Eu queria ter a sua vida (2011)

É natural que Leslie Mann tenha algum destaque nos filmes dirigidos ou produzidos pelo marido. Mas a atriz, bela, sexy e senhora de um tremendo timing cômico já consegue trabalhos sem a influência do maridão. Prova disso foi o papel de destaque no recente Eu queria ter a sua vida.


7- Rashida Jones

35 anos
Nascida em 25/02/1976
Americana
Curiosidade: teve um breve relacionamento com o ator John Krasinski (O Jim de The Office)

Portfólio
Eu te-amo, cara (2009)
Tiras em apuros (2010)
Monogamy (2010)
Our idiot brother (2011)
Os muppets (2011)

Bela e simpática, Rashida Jones ainda não teve um momento para chamar de seu nas comédias. Sem jamais ter sido protagonista, cativou olhares e risadas em produções estreladas por Bruce Willis e Paul Rudd.  Formada em Harvard, já atuou nos programas televisivos The Office e Parks and reacreation. 


6 - Christina Applegate


39 anos
Nascida em 25/11/1971
Americana
Curiosidade: Realizou uma dupla mastectomia após o diagnóstico de câncer de mama em 2008.

Portfólio
Marte ataca (1996)
Tudo para ficar com ele (2002)
Voando alto (2003)
O âncora: a lenda de Ron burgundy (2004)
Sobrevivendo ao natal (2004)
Amor à distância (2010)
Passe livre (2011)

Com participações por diversas séries de TV, inclusive uma premiada ponta em Friends, Christina já era comediante de traços bem definidos antes de se resolver como atriz de cinema. Após a vitória contra o câncer e a maternidade, está mais sexy e madura do que nunca.


5- Elizabeth Banks


37 anos
Nascida em 10/02/1974
Americana
Curiosidade: também se destaca em incursões dramáticas como nos filmes W e 72 horas

Portfólio
O virgem de 40 anos (2005)
Três vezes amor (2008)
Pagando bem, que mal tem? (2008)
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço (2008)
Our idiot brother (2011)

Atriz de sorriso fácil e postura cômica espevitada, Elizabeth Banks é, como se diz na gíria americana, “one of the boys”. Adepta de um humor mais libertário, teve seu grande momento ao lado de Seth Rogen na desbocada fita de Kevin Smith Pagando bem, que mal tem?




4 - Anna Faris


34 anos
Nascida em 29/11/1976
Americana
Curiosidade: Já foi eleita pela Rolling Stone americana como a melhor comediante do cinema americano

Portfólio
Quadrilogia Todo mundo em pânico (2000, 2001, 2003 e 2006)
Garota veneno (2002)
Apenas amigos (2005)
Minha super ex-namorada (2006)
A casa das coelhinhas (2008)
Uma noite mais que louca (2011)
Qual seu número? (2011)

Se tem alguém que transborda em carisma nessa lista, esse alguém é Anna Faris. Na casa dos 20 anos já protagonizava, e chamava a atenção, em uma paródia algo revolucionária chamada Todo mundo em pânico. Era um papel de humor improvável para uma atriz de sua idade e com veia cômica pouco testada na tela grande. Faris se estabeleceria como a face da nascente franquia e se veria na incumbência de superar as limitações que o sucesso lhe imporia em termos de oportunidades na comédia americana. Em 2011, parece ter conseguido o intento com Qual seu número?


3 -  Zooey Deschanel


31 anos
Nascida em 17/01/1980
Americana
Curiosidade: É cantora, integra o duo she & him e é musa indie

Portfólio
Quase famosos (2000)
Um duende em Nova Iorque (2003)
Armações do amor (2006)
Sim senhor (2008)
500 dias com ela (2009)
Our idiot brother (2011)

Com irmã famosa também no ramo, a atriz Emily Deschanel, Zooey rapidamente se tornou mais pop do que a irmã mais velha. O cult agridoce 500 dias com ela ajudou nessa transformação. Bela, tímida e naturalmente meiga, a atriz cativa com uma postura que flerta entre o estranhamento e a graciosidade.


2- Cameron Diaz


39 anos
Nascida em 30/08/1972
Americana
Curiosidade: É uma das três mulheres a já ter recebido um cachê de U$ 20 milhões por um filme. As outras duas são Julia Roberts e Reese Whiterspoon

Portfólio
O máskara (1994)
Nosso tipo de mulher (1996)
O casamento do meu melhor amigo (1997)
Por uma vida menos ordinária (1997)
Quem vai ficar com Mary? (1998)
Quero ser John Malkovich (1999)
Tudo para ficar com ele (2002)
Em seu lugar (2005)
O amor não tira férias (2006)
Jogo do amor em Las Vegas (2008)
Encontro explosivo (2010)
Professora sem classe (2011)

A loira, que já foi mais bonita, parece ter tarimbado sua veia cômica com o tempo. Fato é que, hoje, Cameron Diaz é muito mais engraçada e espontânea em um filme do que já fora nos anos 90, quando rodou uma comédia atrás da outra. No entanto, na posição de sex symbol declarada, é um dos expoentes da presente lista.


1- Jennifer Aniston 

42 anos
Nascida em 11/02/1969
Americana
Curiosidade: Já integrou lista de mulheres mais lindas e sexies do mundo de variadas revistas

Portfólio
Nosso tipo de mulher (1996)
Paixão de ocasião (1997)
A razão do meu afeto (1998)
Como enlouquecer seu chefe (1999)
Todo poderoso (2003)
Quero ficar com Polly (2004)
Dizem por aí (2005)
Separados pelo casamento (2006)
Caçador de recompensas (2010)
Quero matar meu chefe (2011)

Linda e talentosa, Jennifer Aniston esbarra no vulcão de sua persona midiática e nas consequências da mal sucedida união com Brad Pitt. A comédia tem sido sua morada, mas a atriz já se permitiu experimentos em outros gêneros. Jennifer Aniston não poderia ocupar outro lugar nessa lista.


Plus Claquete

Emma Stone
23 anos
Nascida em 6/11/1988
Americana
Curiosidade: Encabeçou a lista da Total Film dos novos nomes quentes de Hollywood

Portfólio
Superbad – é hoje (2007)
A casa das coelhinhas (2008)
Zumbilândia (2009)
A mentira (2010)
Amor a toda prova (2011)

Seria indelicado colocar Emma nessa lista. Primeiro, pelo fato dela ter bem menos “tempo de serviço” do que as integrantes da lista. Segundo porque Emma move-se como um furacão rumo ao topo de Hollywood. Quem viu qualquer um desses filmes citados no portfólio da comédia da atriz, sabe que não se exagera na afirmação.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Crítica - Professora sem classe

Trabalho coletivo!
O sonho de qualquer comédia,vá lá de qualquer filme, é que seu elenco surja afiado no corte final. Ainda que pesem contra Professora sem classe (Bad teacher, EUA 2011) os diagnósticos de que é uma “diversão escapista”, “um veículo para Cameron Díaz” ou mesmo “uma comédia com tintas carregadas”, não se pode negar que a fita traz um conjunto de atores inspirados. A começar por sua protagonista. Cameron está bem a vontade como Elizabeth, uma mulher vulgar e desbocada que só pensa em arranjar um bom partido para lhe prover conforto e mordomia. Após o cancelamento do casamento com um almofadinha, Elizabeth tem que voltar a lecionar na escola secundária a qual havia se desligado dias antes por causa do casório. A professora, que exibe filmes ambientados em escolas ao invés de dar aulas (uma ótima piada interna), se interessa no novo professor substituto vivido por Justin Timberlake. Isso porque Scott é rico. Mas é também um sujeito quadradão e cheio de esquisitices. Justin, aliás, está ótimo na caracterização. Causa estranheza ver o dono de “sexy back” fazendo um tipo tão desprovido de qualquer sensualidade –ainda que bonitão.
Lucy Punch está fantástica como uma espécie de professora modelo que rivaliza com Elizabeth. Os melhores momentos da fita seriam dela, se não fosse por Jason Segel; que como Russell – o professor de educação física gamadão em Elizabeth - profere piadas certeiras toda vez que surge em cena. Phillis Smith (de The Office) e John Michael Higgins (que já coadjuvou em filmes como Separados pelo casamento e A volta do todo poderoso) completam o bom time de atores.
Com coadjuvantes cheios de energia e uma storyline que não se preocupa em ser subserviente aos clichês do gênero – tão pouco os menospreza – Professora sem classe se apresenta como uma comédia politicamente incorreta, mas de bom coração. Uma boa pedida nos cinemas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Filme em destaque: Professora sem classe

Time reunido: o elenco de Professora sem classe posa para o leitor de Claquete


Em um mundo em que comédias rated R, o que equivale a proibição para menores de 18 anos desacompanhados de responsáveis, batem recordes e recordes nas bilheterias do mundo todo, Professora sem classe foi concebido para brilhar. Não foi bem o que aconteceu com a fita que estreou no dia 24 de junho nos EUA dividindo as atenções com o lançamento da Pixar do ano (Carros 2). Se beber não case-parte II ainda fazia bonito nas bilheterias quando Cameron Diaz surgiu desbocada e com pouca roupa em um filme que pretende ser mais comédia do que romance, apesar de reuni-la ao ex-namorado Justin Timberlake. Com arrecadação de U$ 31 milhões no fim de semana de estréia, a comédia da Sony fez crer que o horizonte seria límpido. Não foi bem assim, mas o saldo ainda foi positivo. Na semana seguinte enquanto o interesse por Carros 2 despencou 60%, a queda em relação a Professora sem classe foi de 50%. O filme, que já não está mais em cartaz nos EUA, no entanto, não conseguiu chegar aos U$ 100 milhões no mercado doméstico. Quantia considerada essencial para se provar um negócio bem sucedido. Carros 2, mesmo com a queda acentuada, ultrapassou essa fronteira. O mercado internacional, porém, deve garantir o lucro da fita dirigida por Jake Kasdan – filho do cineasta Lawrence Kasdan.


Economia aplicada
Mas a economia continua em pauta para explicar Professora sem Classe. Kasdan, que já havia dirigido fitas como Orange County e A vida é dura: a história de Dewey Cox, é o tipo de diretor certo para o projeto. Com bom trânsito nas comédias, sangue azul na dinastia hollywoodiana e boa relação com os produtores – em parte por ser ele mesmo um produtor. Cameron Diaz, às vésperas de completar 40 anos, precisava desesperadamente de um filme para chamar de seu. Suas últimas aparições foram em filmes como Encontro explosivo (2010), O besouro verde (2011) e A caixa (2009) em que não era exatamente a estrela da fita. Um retorno a uma comédia com o espírito da fita que lhe alavancou o sucesso (Quem vai ficar com Mary?), estatisticamente, seria um bom negócio.
Justin Timberlake estava ansioso por investir em sua carreira cinematográfica – e A rede social ainda não havia estreado – portanto, estrelar um filme de verão com a ex-namorada descolada poderia render o buzz necessário para a consolidação de sua carreira no cinema.


Afinando a parceria
Elizabeth, personagem de Diaz, é uma professora desbocada que não se preocupa em ser um bom exemplo para os alunos e a sociedade. Na busca por um marido rico, que possa lhe prover conforto e mordomias, resolve arrastar as asinhas para o professor substituto Scott, vivido por Justin, um cara milionário que trabalha por esporte.
“Não houve nenhum tipo de constrangimento em beijar Cam”, disse Justin a Entertainmet Weekly à época do lançamento do filme nos EUA. “Ela é adorável e, ademais, somos bons amigos”. A atriz, na mesma entrevista, também rejeitou as insinuações de que o clima poderia ter ficado azedo. “Se fosse o caso, nem teria aceitado fazer o filme com ele”, conclamou à lógica a loira que afirmou apreciar sua personagem. “Ela é autêntica. Muito verdadeira com seus desejos. Admiro isso nela”.

sábado, 20 de novembro de 2010

Cantinho do DVD

Danny Boyle não era um diretor tão festejado até pouco tempo atrás. Na verdade, seu pior filme foi justamente aquele que lhe valeu a consagração. No caso Quem quer ser um milionário? Prestes a lançar seu nono filme (127 hours), o diretor frequentemente é lembrado por Trainspotting, seu melhor filme. Cantinho do DVD destaca justamente o primeiro filme de Boyle posterior ao frisson causado por Trainspotting. Por uma vida menos ordinária é o cartão de visitas de Boyle a Hollywood e o diretor trouxe Ewan Mc Gregor (a estrela de seus dois primeiros filmes) com ele. O filme não é nada demais e serve para mostrar que quando Boyle flerta com Hollywood ele não consegue se manter tão interessante.


Ficha técnica
Título original: A life less ordinary
Direção: Danny Boyle
Roteiro: John Hodge   
Elenco: Ewan McGregor, Cameron Diaz, Delroy Lindo, Holly Hunter e Iam Holm
Estúdio: Fox
Duração: 104 min
Status: Disponível em DVD e Blu-Ray para venda e locação
Preço médio: Blu-Ray = R$ 79,90
DVD = R$ 29,90



Crítica

Danny Boyle, em seu terceiro longa-metragem, flerta mais assumidamente com o caráter fabular. Por uma vida menos ordinária (A life less ordinary, ING/EUA 1997) é, por força da necessidade de definição, uma comédia romântica. Ewan McGregor e Cameron Diaz estrelam como um faxineiro que sonha em ser escritor e como uma patricinha com um complexo de Electra mal resolvido que passam a conviver juntos quando um sequestro mal elaborado pelo personagem de Ewan se desenrola.
Após ser demitido Robert Lewis (McGregor) meio que sem querer (acredite é possível) sequestra Celine (Cameron Diaz), filha de seu ex-patrão. Sem jeito para o ofício, Robert é instruído por Celine que já passou pela situação outras vezes. Adicionados a essa loucura estão dois anjos (papéis de Delroy Lindo e Holly Hunter) que têm como missão fazer esses dois pombinhos tão diferentes se apaixonarem. Caso não consigam cumprir o designo, padecerão na terra.
Não espere um humor escrachado, tão pouco situações genuinamente cômicas. Danny Boyle faz um romance atípico apostando na estranheza das circunstâncias encenadas. O humor tipicamente inglês ora aparece refinado, ora beira o non sense.
Por uma vida menos ordinária não esconde a veia pop do cineasta que mesmo ao se enveredar por uma trama mais banal, preserva suas idiossincrasias. Na curiosa mise em scène temos penteados esquisitos, trilha sonora pop, anjos irritadiços e um protagonista totalmente desprovido de carisma. Menos ordinário impossível.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TOP 10

10 personagens que “aprisionaram” seus intérpretes

Todo mundo já mandou aquela: "olha, esse filme é com o James Bond" ou "olha, é a menina do Sex and the city". Quem nunca ouviu uma: "o Clint Eastwood só faz tipo durão". Pois bem caro leitor, essas sentenças são reflexos de grandes personagens que acabam por limitar as opções no cinema de seus intérpretes. Alguns atores e atrizes são hábeis em se desviar dessa sina, outros acabam por sucumbir a ela. Claquete apresenta 10 personagens que "aprisionaram" seus intérpretes.


10 – James Bond (Sean Connary e Roger Moore)
Se Pierce Brosnan e, atualmente, Daniel Graig conseguiram se desvencilhar com relativo sucesso da imagem de James Bond e viver personagens completamente diferentes, o mesmo não se pode dizer de Sean Connary e Roger Moore nos primórdios do agente secreto. Connary só começou a ser levado a sério como ator no final dos anos 80, uma década antes de começar a pensar em aposentadoria. Já Moore, ainda hoje vive de bicos que a sombra de 007 lhe apresenta.


9 – Harry Callahan (Clint Eastwood)
Se a figura do tira durão e que faz as vezes de justiceiro prosperou no cinema, isso é por causa do Harry Callahan de Clint Eastwood. O famoso dirty Harry ou perseguidor implacável. Estwood já havia feito tipos impassíveis, durões e conservadores, mas desde o primeiro filme que trazia o policial mais incorruptível de São Francisco, o ator não conseguiu se desvencilhar dessa imagem.


8 – Edward Cullen (Robert Pattinson)
Não tem jeito. Nos próximos dois anos Robert Pattinson irá aparecer nas telas de cinema com personagens bem diferentes do vampiro que interpreta no grande sucesso dos cinemas, mas é inegável que a sombra de Edward Cullen (e as vantagens e desvantagens que ela projeta) acompanharão Pattinson por um longo tempo.


7 –George Downes (Ruppert Everet)
Recentemente o ator andou reclamando que pelo fato de ser homossexual tem dificuldades de arranjar trabalho. Não é bem assim. Ian McKellen, Neil Patrick Harris, Bryan Singer, Ellen De Generis entre tantos outros são homossexuais assumidos e não param de trabalhar. O que ocorre com Everet é que ele criou um personagem tão icônico, que calhou de ser também gay, em O casamento do meu melhor amigo, que ficou difícil de vê-lo de outra forma. Tanto para o público, quanto para a indústria. O sucesso pode ser uma m...


6- Super homem (Christopher Reeves)
Outro que penou para se desvencilhar de seu lado super foi Christopher Reeves. Considerado um ator limitado, Reeves tinha de lutar contra expectativas invertidas e estereótipos a cada filme fora da franquia do homem de aço. Talvez só tenha sido bem sucedido uma vez, no emblemático Em algum lugar do passado.


5- Harry Potter (Daniel Radclife)
Com a proximidade do final da saga do bruxinho Harry Potter no cinema, um dilema se instaura para o seu protagonista, Daniel Radclife: conseguir sobreviver no cinema sem o personagem. Radclife é bom ator, mas não é nada fora de série. Dos três principais da saga é, notadamente, o mais fraco. A tendência é o ator procurar papéis que o coloquem diametralmente oposto a figura de Harry. É no teatro que esses papéis irão surgir a primazia. Na peça Equus, Harry, melhor, Daniel, tirou a roupa para provar que não era Harry. Ou algo assim...


4- Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker)
Imagine que você não é uma grande atriz, mas tem uma personagem icônica nas costas para carregar. É mais ou menos isso o que ocorre com Sarah Jessica Parker. Atriz para lá de limitada que teve a sorte (ou não) de cruzar com Carrie Bradshaw, a leading lady de Sex and the city. Sarah que tem péssimo gosto fashion teve que ceder ao tato de sua personagem famosa. Não obstante, se viu atrelada a comédias românticas em que faz o tipo fútil da cidade grande que se veste bem. Até tenta escorregar desse nicho, mas lhe falta talento.


3- T -800 (Arnold Schwarzenegger)
E se o negócio é talento, o que falar de Arnold Schwarzenegger? Talvez o astro hollywoodiano mais sem talento da história recente. Schwarza, no entanto, tem um carisma do tamanho da Rússia. O T 800 que veio do futuro e da mente de James Cameron ajudou o austríaco de jeitão robótico a colar em Hollywood e Schwarza mesmo sendo governador da Califórnia ainda é visto como um exterminador. Será isso bom ou ruim?


2- Mary (Cameron Diaz)
Cameron Diaz é boa atriz. Calma. Antes que atirem as pedras.Trata-se de uma constatação empírica. Pegue os filmes em que a atriz não interpreta variações de Mary, a loira boa e disputada por Matt Dillon e Ben Stiller no filme dos irmãos Farrely. Ela até que se saiu bem em fitas como Uma prova de amor e Gangues de Nova Iorque. O problema é que ninguém quer ver Cameron nesses papéis. Nem mesmo ela.


1- Indiana Jones e Han solo (Harrison Ford)
Um caso raro de empate, entre personagens. Não dá para dizer se Han Solo (de Star Wars) e, pouco depois, Indiana Jones congelaram Harrison Ford como herói de ação, ou se isso foi a tábua de salvação para um ator truculento, arredio e de pouco talento. De qualquer jeito, essas duas figuras valeram a Ford o título informal de herói do século XX no cinema. Sempre o bonzinho, no alvorecer do século XXI , Ford foi brincar de ser vilão em Revelação (2000). Não deu certo. Ficou um tempo na geladeira e voltou a balançar o chicote de Indianas Jones dois anos atrás.

terça-feira, 20 de julho de 2010

ESPECIAL ENCONTRO EXPLOSIVO - Crítica

Um novo tipo de príncipe encantado!

Encontro explosivo (Knight & Day, EUA 2010) padece nas bilheterias por duas razões. A primeira delas, inegável, é que Tom Cruise já não é o astro atrativo de outrora. A segunda é a overdose de comédias de ação, subgênero desencadeado pelo lançamento de Sr. e Sra. Smith em 2005, que acomete os cinemas. Antes de Encontro explosivo chegar aos cinemas americanos em junho passado, Caçador de recompensas (com Gerard Butler e Jennifer Aniston) e Par perfeito (com Ashton Kutcher e Katherine Heigl) também sofreram e não conseguiram se pagar. Encontro explosivo, portanto, marca a curva descendente do subgênero nas telonas. O que não deixa de ser paradoxal, já que justamente desde Sr. e Sra. Smith, a fita é a melhor dessa manjada seara. Cruise vive Roy Miller, um agente do FBI que é queimado depois de descobrir um caso de traição. Cabe a ele proteger o cientista que desenvolveu uma bateria que está movimentando o mercado negro da espionagem. June (Cameron Diaz), por força das circunstâncias, acaba fazendo parte da rotina de fugas, tiroteios e mistérios de Miller.
Um príncipe, uma princesa e muitos tiros: Cameron Diaz e Tom Cruise capricham na química

A fita tem fôlego. Isso quer dizer que tem bons momentos de ação e um humor requentado na medida certa. De quebra, se apresenta como entretenimento moderno. Se a ideia de príncipe encantado está mudando e hoje se aproxima de um vampiro brilhoso com super poderes, por que não um superagente que é capaz de atravessar um marejado de tiros só para não deixar a garota pensando que ele não ficou feliz em vê-la? Encontro explosivo não é o filme do ano. Na verdade, nem mesmo quer sê-lo. Mas é um ótimo programa em uma temporada de verão que anda carecendo de programas que possam ser adjetivados como ótimos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ESPECIAL ENCONTRO EXPLOSIVO - O filme certo para voltar ao topo?

Claquete revela bastidores da mais recente produção estrelada por Tom Cruise. O filme calculado para levar o astro de volta ao comando do jogo hollywoodiano


Encontro explosivo é o às na manga de Tom Cruise na sua jornada de volta ao topo. Desde a última aventura de Ethan Hunt em Missão impossível 3 (2006) e da truculenta rescisão contratual com a Paramount (Cruise era um dos poucos atores que mantinham um contrato de exclusividade com um estúdio no atual Hollywood sytem), o ator não protagonizava um blockbuster na essência. Leões e cordeiros, seu primeiro filme a frente da United Artists (divisão de arte do estúdio MGM) foi pouco visto, assim como o ambicioso Operação Valquíria (o segundo, e até agora último, filme produzido por Cruise para a United Artists, que assim como a MGM enfrenta processo de falência).
Cruise, é bem verdade, esteve no elogiado sucesso de bilheteria Trovão tropical, de Ben Stiller. Mas sua presença ali era, embora impactante, para lá de secundária. O ator, contudo, não esmoreceu. Empenhou-se no marketing pessoal e começou a ensaiar seu retorno em grande estilo. Antes de retomar o universo de Missão impossível, Cruise poderá ser visto em três comédias. A primeira delas é Encontro explosivo, do estúdio Fox que chega aos cinemas do país no próximo dia 16. No filme, Cruise vive - coincidências à parte - um agente secreto. Roy Miller é destacado para proteger um cientista (papel de Paul Dano) e sua missão se embaralha quando June (Cameron Diaz) surge em sua vida. A fita de ação não esconde influências de filmes como Sr. e Sra. Smith e A guerra dos Roses. Em uma mescla de comédia de ação que vem pautando algumas produções americanas recentes como Caçador de recompensas.


Para meninos e meninas: Ação e romance com Tom Cruise e Cameron Diaz


A importância da boa bilheteria
Encontro explosivo é capital para os planos de Tom Cruise. A Paramount suspendeu temporariamente a pré-produção de Missão impossível 4 e condicionou ao desempenho da fita de James Mangold a continuidade do projeto. Essa atitude denota a preocupação com o potencial de bilheteria do astro, outrora favas contadas. “Tom não tem tido a oportunidade de ser engraçado recentemente”, disse Cameron Diaz em entrevista à revista Entertainment Weekly. A atriz esqueceu-se que o grande personagem do ator na década é justamente um de seus mais engraçados, o produtor Les Wiseman de Trovão tropical.
O mal estar que Tom Cruise atravessa em sua carreira é indisfarçável e a estréia de Encontro explosivo nos EUA corroborou essa teoria. O filme, massacrado pela crítica, não agradou ao público americano e não chegou nem perto do topo da bilheteria no fim de semana de estréia. Uma medida corretiva foi logo instalada. Era preciso incrementar a campanha de divulgação do filme. Brasil, México, Argentina e outros países passaram a fazer parte dos destinos da entourage promocional, a pedido do próprio Cruise.
Os cuidados com a produção eram assoberbados desde o princípio. A fita originalmente se chamaria Wichita (como chegou a ser divulgado aqui em Claquete), mas a Fox mudou para Knight & Day na tentativa de emplacar um trocadilho atraente para uma platéia mais jovem, aproveitando a dinâmica dos personagens principais.
Tom Cruise e Cameron Diaz na premiere carioca de Encontro explosivo que ocorreu na última terça-feira, 6 de julho



Time forte
Contudo, não se pode menosprezar o poder de fogo de um filme estrelado por Tom Cruise e Cameron Diaz (que voltam a contracenar nove anos depois de Vanilla Sky) e dirigido pelo ultra versátil James Mangold. O homem que já dirigiu um western (Os indomáveis), uma biografia de uma lenda da música americana (Johnny & June), um suspense cheio de reviravoltas (Identidade) e um romance apaixonante (Kate & Leopold) confia no seu taco. “Acho que ficou um entretenimento bacana”, declarou o diretor à Entertainmet Weekly. Mangold, inclusive, dá uma força para seu astro: “Eu sentia falta daquele Tom Cruise que a gente se acostumou a ver nos filmes”, diz. “O lado vulnerável, a idéia que seis agentes armados com uzis não o fazem piscar, mas que pena quando uma garota precisa discutir a relação”.
Mangold rodou Encontro explosivo para que a platéia reencontrasse esse Tom Cruise e, quem sabe, para que Tom Cruise reencontre o caminho do sucesso.

The real deal: Tom Cruise e Cameron Diaz filmam uma das mais movimentadas cenas de Encontro explosivo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ESPECIAL ENCONTRO EXPLOSIVO - Noite de gala no Rio de Janeiro

Foi realizada ontem à noite no espaço Vivo Rio a pré-estreia nacional de Encontro explosivo. Os astros Tom Cruise (em sua segunda vez no país) e Cameron Diaz (pela primeira vez no país) compareceram ao evento. Eles chegaram na cidade por volta das 10h30min. Cruise participou de entrevistas enquanto Cameron, após um período de descanso no hotel, foi passear de helicóptero.
Na premiere de ontem, compareceram, além de muitos fãs, muitas celebridades nacionais como Danielle Winits, Marcos Paulo, Sabrina Sato e o cineasta Cacá Diegues.

Fotos: ag news
A apresentadora do Pânico na TV, Sabrina Sato, não perdeu a chance de tirar uma casquinha de Tom...

... que cansou a mão de dar autográfos na noite desta terça-feira


Em época de Copa do mundo, Cruise recebeu uma camisa personalizada da eliminada seleção brasileira


A jornalista estrela Glória Maria foi uma das muitas celebridades nacionais a comparecer no evento

Após a exibição do filme, e antes de partirem para o México, Cruise e Cameron jantaram na churrascaria Porcão na Barra da Tijuca

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cenas de cinema

Um Tom Cruise que já não empolga muita gente
Foi divulgado esta semana que a Paramount colocou a produção de Missão impossível 4 em espera. Os executivos do estúdio teriam ficado descontentes com o orçamento do filme e receosos de investir tanto em Tom Cruise, cujo contrato de exclusividade com o estúdio fora rompido após o fiasco do terceiro filme. A Paramount resolveu esperar o desempenho de Encontro explosivo, comédia de ação protagonizada pelo astro (e bancada pelo estúdio rival Fox), que estréia neste final de semana nos EUA. Se a fita for bem, Missão impossível 4 seguirá com algumas restrições, se não for...

Um encontro explosivo no Brasil
Coincidências à parte, Tom Cruise que já está divulgando o filme ao redor do mundo há duas semanas solicitou que a campanha de divulgação do filme seja intensificada. O Brasil passou, então, a fazer parte do itinerário da equipe de produção do filme. Cameron Diaz estará na comitiva do filme também. Encontro explosivo estréia no Brasil no dia 16 de julho. Os astros, porém, devem bater cartão aqui dez dias antes para depois seguirem para México e Argentina (novos destinos da campanha de divulgação intensificada).

Tom Cruise e Cameron Diaz (na foto em entrevista concedida a Jay Leno, apresentador de um talk show americano) virão ao Brasil divulgar a fita que marca a segunda colaboração entre eles. A primeira foi no insosso Vanilla Sky

Cruise e o Brasil
Encontro explosivo marcará a segunda vez de Tom Cruise no Brasil. O astro veio ao país para promover Operação valquiria, justamente seu último lançamento nos cinemas. A segunda vez de Cruise no país, pelo segundo ano consecutivo e por trabalhos consecutivos mostra que o ator já não goza do prestígio e apelo de outrora. Nos tempos em que Cruise arrastava multidões para os cinemas em qualquer parte do mundo, a América Latina (em especial um mercado tão pálido quanto o brasileiro) nunca foi digno de consideração. Hoje é considerada uma plataforma estratégica de lançamento.

A profecia do MTV Movie Awards
No bem sacado vídeo promocional do MTV Movie awards deste ano, o último grande personagem de Tom Cruise, o produtor de cinema Les Grossman (do filme Trovão tropical), dá conselhos ao galã da vez Robert Pattinson. O conselho em questão é para que Pattinson não corte (ou mesmo lave) seu cabelo, pois é aquele cabelo indomável que o caracteriza. Mas o conselho soa assim: “Eu sou você amanhã!” This is Hollywood baby!





Mais mudanças no Oscar
Se a mudança de 5 para 10 filmes na disputa para o Oscar de melhor filme este ano já dividiu opiniões, imaginem a que está sendo fomentada nos corredores da Academia. A Academia de Hollywood divulgou comunicado oficial em que adianta que está sendo articulada uma mudança na data da entrega dos Oscars, tradicionalmente realizada no final de fevereiro ou início de março.
Cogita-se transferir a cerimônia para janeiro, com o objetivo de encurtar a temporada de premiações do cinema que tem recebido críticas por ser longa demais (este ano foi especialmente longa já que o Globo de ouro foi em 11 de janeiro e o Oscar em 7 de março) e ter se tornado previsível.
Para os entusiastas da medida, isso diminuiria a margem de manobra de estúdios na campanha em favor de seus filmes e tornaria o voto do acadêmico mais “natural”. Contudo, bem se sabe que a teoria na prática é outra.
No franzir dos ovos, não há necessidade de antecipar o Oscar para janeiro. Assim como não é necessário realizá-lo no final de fevereiro.


A nova e unânime beleza de Hollywood
Se existe uma coisa que os filmes blockbusters fazem bem é revelar mulheres de extrema beleza e talento ainda por ser medido. Na falta de um blockbuster, a inglesa Gemma Artenton estrela dois nesta temporada de 2010 (Fúria de Titãs e Príncipe da Pérsia) e já esteve também em Cannes. O novo longa de Stephen Frears, Tamara Drewe, debutou por lá e a atriz foi muito elogiada.
Gemma há pouco tempo também teve seu nome especulado para substituir outra diva nascida dos blockbusters no terceiro Transformers, Megan Fox. Ela pode não ter sido escolhida para substituir Megan no filme dos robôs gigantes, mas já a substituiu no posto de musa blockbuster.
<
Gemma em um editorial de moda: Ela ofusca Sam Warthington e Jake Gyllenhaal fácil, fácil...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cenas de cinema

Para tirar a cereja do bolo dos detratores
Uma noite de cinema no teatro. O palco dos grandes atores e o prêmio destinado a eles (o Tony) foi entregue no último domingo nos EUA. Scarlet Johansson conseguiu o que muito ator/atriz tarimbado ainda persegue, um Tony de melhor atriz. É verdade que foi como atriz dramática convidada por A view from the bridge, mas é um Tony em sua estréia nos palcos. Um senhor começo. Um prêmio para calar a boca de uns e outros que teimam em rotular a atriz de Encontros e desencontros e Ponto final como uma loira sem conteúdo. Ela pode entrar para o seletíssimo rol dos atores que possuem os prêmios máximos do teatro e do cinema.


Scarlet segura seu Tony: consagração!


Outros premiados
E quem já está neste rol é Denzel Washington. O ator vencedor do Oscar duas vezes triunfou na noite de domingo como melhor ator dramático pela peça Fences. Catherine Zeta Jones também adentrou essa galeria de imortais ao faturar o Tony de melhor atriz em musical por A little night music. Viola Davis, também por Fences, foi eleita a melhor atriz dramática enquanto Douglas Houdge prevaleceu entre os atores de musical por uma nova montagem de A gaiola das loucas. A peça Red foi a grande vencedora da noite, ganhando inclusive o Tony de melhor peça. Memphis foi escolhido o melhor musical.


Denzel, que voltou aos palcos nesta última temporada, confirmou o seu favoritismo

Anfitriões: Daniel Radclife e Kate Holmes comandaram a festa

Passeio de turista
O ator americano John Travolta desembarcou nesta semana no Rio de Janeiro para o lançamento de um relógio do qual é garoto (?) propaganda. O lançamento ocorreu nesta quarta-feira (16) em um restaurante da zona sul carioca. O ator está hospedado em Ipanema e antes de seu compromisso oficial aproveitou para visitar o corcovado e o pão de açúcar. Na coletiva de imprensa, Travolta se disse apaixonado pelo Brasil. Disse que é sua quinta vez no país, que adora a arquitetura de Brasília e a sensualidade das mulheres brasileiras. O ator estava acompanhado da mulher, a também atriz Kelly Preston.

É, mas não é!
A última declaração sem pé nem cabeça no mundo das celebridades veio da loira Cameron Diaz. A pantera disse em entrevista à Plaboy americana que se sente atraída por mulheres, mas que isso não faz dela uma lésbica. Para Cameron, “ sexualidade e amor podem ser coisas diferentes”. Então tá!


O herói de ume geração subiu ao altar
Aconteceu esta semana, meio que na surdina, o casamento do ator Harrison Ford com a atriz Calista Flockhart. Segundo informe da coluna Page six do jornal New York Post, os pombinhos trocaram alianças na mansão do governador democrata Bill Richardson no Novo México, onde Ford filma seu novo longa, Cowboys & Aliens de Jon Favreau. Ford e Calista eram noivos desde fevereiro do ano passado e já namoravam há nove anos.

Indiana Jones não aposentou o chicote, mas arranjou uma razão para fazê-lo em breve...

sábado, 19 de setembro de 2009

Critica: Uma prova de amor

Lágrimas para que te quero!

Nick Cassavetes têm se especializado em fazer filmes que levam a audiência as lágrimas. Não há demérito nisso. Também não há virtude. Cassavetes, a exemplo de seu pai, é um contador de histórias habilidoso e prova isso mais uma vez com seu novo trabalho. Uma prova de amor ( My sister´s keeper EUA 2009) é um filme bonito, delicado, agregador e, ainda assim, extremamente doloroso.
Uma prova de amor captura uma família em sua mais amargurada batalha. A luta pela sobrevivência. Em todos os sentidos etimológicos que a palavra oferece. Kate, nasceu com um tipo raro de leucemia, seus pais desesperados e itinerantes em fazer de tudo para não perder sua filha, decidem ter outro filho, manipulando o feto geneticamente para que possa, sendo compatível, ajudar a salvar a vida de Kate. Anna ( Abigail Breslin) é o fruto dessa experiência. Durante onze anos ela serviu tecidos e sangue para que sua irmã pudesse continuar lutando pela vida. Contudo, Anna, sentido-se desprotegida, insegura e desamada entra com uma ação contra seus pais pelo direito de resguardar seu próprio corpo.
Cassavetes estrutura sua narrativa de uma forma muito interessante. Alternando pontos de vista e explorando, ou ao menos tentando, a perspectiva dos diferentes membros da família. Esse processo se dá em "offs" dos personagens. São momentos de reflexão intensa e esse recurso aproxima a platéia daquela família em deterioração.
Cameron Diaz que faz a mãe e Jason Patric que faz o pai estão muito bem, assim como todo o elenco. Mas é realmente Cameron quem impressiona. Em um papel incomum em sua carreira, mais ligada a ação ou a comédia, a atriz se segura em uma atuação contida e cheia de energia. Cameron brilha como dificilmente se imaginava possível.
Contudo, Uma prova de amor não é só acertos. Apesar do tema espinhoso e dá vontade incontrolável de fazer chorar, Cassavetes esmorece. Ao fim, cede às soluções fáceis. Evita expor seus personagens a um desgaste tão irreversível quanto o que se anunciava. Cede ao convencionalismo de maneira polida, mas ainda assim, contestável. Apesar de realizar um filme bonito, que não dá vontade de largar, Cassavetes opta por ajustá-lo ao discurso corrente e não levar adiante o doloroso debate que propunha.

sábado, 18 de julho de 2009

Filme do dia!


Jogo do amor em Las Vegas


Para fechar essa semana em que o destaques na seção filme do dia foram as fitas que cada qual a seu jeito exploravam o relacionamento amoroso. Suas causas, efeitos e consequências. Seleciono uma fita bem leve, e que aborda, de certa forma, o que todas as outras fitas( Closer, A última ceia, Alguém tem que ceder, Tudo sobre minha mãe, Três vezes amor e Amor em cinco tempos) também sucitaram. Aqui, obviamente, o entorno é mais suave e o tom é de comédia rasgada. Mas amar também é saber rir de detarminadas situações.

Na fita, Asthon Kutcher e Cameron Diaz vivem um casal improvavél. Depois de uma noite de bebedeira e farra em Las Vegas acabam casados e ricos, só que a convivência será uma estrada tortuosa. Um filme com alguns momentos muito engraçados e o obrigatório final feliz.