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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Filme em destaque: Harry Potter e as relíquias da morte-parte II

Despedida
Foram dez anos encantando o mundo. Os portões de Hogwarts se fecharão em 2011. O tom de despedida se confunde com a apoteose do último capítulo da saga mais lucrativa da história do cinema


A pergunta que provavelmente irá erigir na cabeça do fã tão logo as luzes se ascendam após a sessão de Harry Potter e as relíquias da morte-parte II, que estréia mundialmente nessa sexta-feira (15), é: E agora?
A resposta com Daniel Radcliffe, o intérprete do bruxo mais famoso da sétima arte: “É guardar este momento. As lágrimas são inevitáveis; Harry Potter será para sempre inesquecível para mim”. Tudo bem que Daniel – que admitiu isso em entrevista na premiere londrina do último filme - engordou a conta bancária em virtude da série, mas sua fala pressupõe um sentimento que vai além das cifras. Harry Potter engajou gerações, cativou milhões de adolescentes, pais de adolescentes e, ainda mais mágico e significante, cresceu juntamente a outra porção de milhões.
Não é fácil resumir isso em palavras. Para a Warner, a despedida também é sentida. Só no cinema, o estúdio faturou U$ 7 bilhões com o filme. A expectativa é de que o último capítulo renda, sozinho, mais U$ 1 bilhão aos cofres do estúdio. No total, com vendas de DVD, Blu-ray, direitos televisivos, merchandising, entre outros, o estúdio se despede de uma máquina de aproximadamente U$ 30 bilhões. É natural que a nostalgia se imponha de lado a lado.


Preparando o terreno
A divisão do último livro em dois filmes já é tópico encerrado. “Quisemos dar um melhor senso de encerramento para a série”, afirmou o presidente da Warner, Jeff Robinov, no lançamento do sétimo filme. Como era esperado, os fãs originais (aqueles que já curtem Potter desde os livros) se regozijaram com a tradução literal das páginas para celulóide. No entanto, a crítica de cinema foi reticente quanto à produção. No Brasil, o sétimo Potter dividiu opiniões. Veículos como Veja, Folha de São Paulo, O globo e Claquete classificaram o filme como um retrocesso em nome do maniqueísmo do estúdio – que encontra vazão naqueles montantes citados acima. Já O estado de São Paulo e alguns sites como Cinema em cena e Adoro Cinema saudaram o novo Potter como uma adaptação primorosa. Nem tanto ao Céu, nem tanto ao inferno. O oitavo filme deve apagar as más impressões deixadas pelo sétimo, seguramente o único filme a ter rachado de maneira tão nítida a crítica de cinema.

Alan Rickman em cena do derradeiro filme: seu personagem foi eleito o melhor da série em enquete promovida pela MTV americana

 
Apoteose
O confronto derradeiro entre o bem e o mal é, sem dúvidas, o grande destaque da fita e o professor Severus Snape, figura crucial nesse embate, ganha o respaldo do público. De acordo com pesquisa realizada pelo blog de cinema da MTV americana esta semana, o sombrio professor é o melhor personagem da série. A percepção vai ao encontro das inclinações de J.K. Rowling que, fã confessa e ardorosa de Alan Rickman, dividia com ele os segredos dos rumos da série muito antes deles chegarem ao papel.
Snape, Harry, Voldemort, Hermione, Rony... O fim chega para todos. Mas a Warner planeja injetar um gás extra na série e já articula uma campanha vultosa com vistas ao Oscar 2012. Esmerando-se no feito de O senhor dos anéis, o estúdio planeja para o crepúsculo de Harry Potter nos cinemas, uma apoteose ainda maior do que J.K.Rowling ensejou nos livros.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, o destaque é todo para Harry Potter. Com o lançamento do oitavo e último filme dobrando à esquina, Claquete mostra as opções dos três protagonistas para o futuro, relembra a importância dos diretores da saga, atribui notas aos filmes e situa o leitor dentro do universo Harry Potter.



Em busca de Daniel

Ele já foi alcoólatra, maconheiro e o adolescente mais rico do Reino Unido. Este último posto foi abandonado porque, aos 21 anos, não dá para ser mais considerado adolescente. Daniel Radcliffe completará 22 anos uma semana depois da estréia do último filme da série que irrevogavelmente marcará sua carreira. Depois do lançamento de Harry Potter e as relíquias da morte-parte 2, Daniel deixa de ser Harry, pelo menos em termos profissionais. Com The woman in black, um thriller de suspense, programado para 2012 e arrebatando elogios na Broadway com a peça How to succeed in business without really trying, o ator parece decidido a relegar Harry Potter ao porta-retratos da memória e partir em busca de desafios profissionais que excedam o comentado nu de alguns anos atrás na peça Equus.


Sopa de números
+ A Pedra filosofal ainda detém a marca de maior bilheteria da série. Com U$ 974,733 milhões ocupa atualmente a 9ª posição entre as maiores bilheterias de todos os tempos.

+ Os anos de 2003, 2006 e 2008 não tiveram lançamentos de filmes da saga. O enigma do príncipe estava previsto para novembro de 2008, mas a greve dos roteiristas no início daquele ano motivou o estúdio Warner a mover o lançamento do filme para julho do ano seguinte. A justificativa era de que o estúdio, por conta da greve, ficaria sem um grande lançamento para as férias de verão. Os fãs chiaram, mas fizeram de O enigma do príncipe a maior bilheteria de Harry Potter na América do Norte.

+ Na média geral, os filmes lançados no meio do ano faturaram mais nas bilheterias americanas do que os que foram lançados no final do ano. No mercado internacional, a tendência se inverte.

+ Na Europa, compreensivelmente, as maiores bilheterias registradas pela saga são originadas da Inglaterra

+ No Brasil, o filme de maior bilheteria é O cálice de fogo e o de menor bilheteria é O prisioneiro de Askaban.

+ As relíquias da morte-parte 2 será lançado em 4.800 cinemas nos Estados Unidos. É o maior lançamento da história da saga.



Os diretores

Há quem hesite em nomear Chris Columbus como o melhor diretor a já ter assumido a saga. Alguns preferem creditar esse título a David Yates, que assumiu o posto no quinto filme e não largou mais. Outros acham que Alfonso Cuáron deve ser destacado por sua inestimável contribuição no que toca o aspecto visual da série. Há quem enxergue na atuação do inglês Mike Newell, o equilíbrio que faltou aos demais. Todos, sem exceção, contribuíram em larga escala para que Harry Potter se tornasse o ícone supremo, em matéria de cinema, que é hoje na iminência de sua despedida. No entanto, é mesmo Chris Columbus o diretor quem merece um “+” ao lado do conceito “A”. Foi ele quem elegeu os protagonistas que provocariam paixões e ergueu, sobre firme alicerce, a estrutura narrativa da série. Sem os arquétipos tão bem delineados pelo americano, os outros não teriam como evoluir conceitualmente.

 David Yates dirigiu os quatro últimos capítulos da série: o inglês fez uma excelente transição da tv para os orçamentos milionários



Sem querer largar o osso

Já faz um tempo que a saga de Harry Potter chegou ao fim na literatura. Mas J.K. Rowling, que continua faturando com os direitos para cinema, jogos e uma infinidade de produtos com a marca Harry Potter, não planeja se desvencilhar de Hogwarts. Em meio a boatos de retomar a série, a “experiência Harry Potter” continuará em jogos e sites que já são planejados para acalentar os corações daqueles que se verão órfãos com o fim da saga nos cinemas.



Doce de Emma

Ela já foi o rosto da Chanel. Já pediu paz para poder seguir seu rumo como universitária, mas está em um dos hypados filmes sobre Marilyn Monroe. Emma Watson é doce. É fina. É Hermione. Melhor atriz do que seu par de companheiros, Emma se mostrou a vontade ao estampar capas de revistas para adolescentes, mas nunca se deixou impressionar pela fama. Recentemente confessou uma paixonite pelo colega de elenco Tom Felton. Seja por suas declarações públicas ou pela coragem de mudar radicalmente o visual tão logo cessaram as gravações de Harry Potter, Emma demonstra a postura de mulher feita. E bem resolvida.



O cinema como quintal

Já Rupert Grint, que desde cedo se revelou como confiável alívio cômico da série, sinaliza que está no cinema seu futuro. Enquanto seus colegas Daniel e Emma não demonstram convicção no futuro da carreira, Rupert diz em entrevistas que ser ator é tudo que ele quer. Não á toa, é o que mais se experimentou no cinema às margens da saga. Um de seus últimos trabalhos é Matador em perigo, em que divide a cena com Emily Blunt e Bill Nighty.


Claqueteando os filmes



A pedra filosofal (2001)
Ainda resiste como a maior bilheteria da saga. O que é um feito notável por ser o primeiro filme e ajuda a entender a maravilha concebida por Columbus aqui. O filme captura essencialmente o termostato emocional tanto dos personagens principais quanto de seu público alvo. É uma aventura solar, tratada como tal, que recupera o prazer de se assistir uma fantasia no cinema. A pedra filosofal é leve e, hoje, é lembrado com carinho em muito por essa característica.
Nota Claquete: 8

A pedra filosofal deu as boas vindas ao triunfal retorno da fantasia aos cinemas.No mês seguinte, estrearia O senhor dos anéis: a sociedade do anel


A Câmara secreta (2002)
Introduzindo um clima de mistério mais sofisticado do que no exemplar anterior, ainda que rudimentar se comparado aos exemplares mais recentes, Chris Columbus se permite divagar em Hogwarts. É nesse filme que surgem os primeiros indícios de que Harry Potter é, de fato, uma série de grande fôlego no cinema.
Nota Claquete: 7,5


O prisioneiro de Askaban (2004)
A mudança no tom da narrativa acompanha um rebuscamento profundo na linguagem da série. O mexicano Alfonso Cuáron projeta a adolescência do trio de protagonistas com invejável propriedade visual, mas a trama, em si, empalidece. Nem a presença do poderoso Gary Oldman como o importante Sirius Black evita que O prisioneiro de Askaban seja lembrado como um filme de esmero visual irretocável com narrativa subserviente.
Nota Claquete: 6,0


O cálice de fogo (2005)
Não é nenhum equívoco apontar esse trabalho como o mais equilibrado da série. Newell, um diretor até certo ponto improvável para a franquia, soube corresponder às expectativas dos fãs e do público em geral. Orquestrou uma adaptação difícil, manejou bem os efeitos especiais (os mais complicados da série até o momento) e exigiu mais do elenco principal que até então fazia feio.
Nota Claquete: 7,5


A ordem da fênix (2007)
Depois de mais de um ano de intervalo, o quinto filme trazia algumas reminiscências. A ordem da fênix era o livro mais volumoso da saga e David Yates, um diretor de TV que não despertava lá grandes inspirações para quem viu Cuáron e Newell conduzindo o universo Harry Potter. Mas A ordem da fênix é um filme muito bem resolvido. O de menor metragem dos longas, o que só ressalta o primor da adaptação. Os pontos chaves da trama são iluminados com dinamismo e sensibilidade. Yates se prova capaz ao conjugar as melhores qualidades de Cuarón e Newell abstendo-se de seus equívocos. É, até o momento, o filme em que o elenco rende melhor.
Nota Claquete: 9,0


O enigma do príncipe (2009)
Apesar do mal à espreita, o tom é de angústia adolescente. Yates foi hábil em imprimir leveza ao clímax da série, sem prescindir da seriedade inerente ao momento. Contudo, em dados momentos, o sexto filme parece um canal sem muita convicção com os eventos que se seguirão. Essa pequena falha, no entanto, não torna O enigma do príncipe um filme problemático.
Nota Claquete: 7,0


As relíquias da morte-parte 1 (2010)
Aqui, infelizmente, o traçado positivo foi quebrado. Em parte pela opção de dividir o último tomo em dois filmes. Conforme já foi amplamente discutido aqui no blog, essa opção – embora contemple os fãs do livro- enseja um filme de ritmo lento, com falso clímax e com conflitos mal ajambrados. As relíquias da morte-parte 1 configurou-se como a mancha no currículo dessa preciosa saga cinematográfica.
Nota Claquete: 4,0

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TOP 10

10 personagens que “aprisionaram” seus intérpretes

Todo mundo já mandou aquela: "olha, esse filme é com o James Bond" ou "olha, é a menina do Sex and the city". Quem nunca ouviu uma: "o Clint Eastwood só faz tipo durão". Pois bem caro leitor, essas sentenças são reflexos de grandes personagens que acabam por limitar as opções no cinema de seus intérpretes. Alguns atores e atrizes são hábeis em se desviar dessa sina, outros acabam por sucumbir a ela. Claquete apresenta 10 personagens que "aprisionaram" seus intérpretes.


10 – James Bond (Sean Connary e Roger Moore)
Se Pierce Brosnan e, atualmente, Daniel Graig conseguiram se desvencilhar com relativo sucesso da imagem de James Bond e viver personagens completamente diferentes, o mesmo não se pode dizer de Sean Connary e Roger Moore nos primórdios do agente secreto. Connary só começou a ser levado a sério como ator no final dos anos 80, uma década antes de começar a pensar em aposentadoria. Já Moore, ainda hoje vive de bicos que a sombra de 007 lhe apresenta.


9 – Harry Callahan (Clint Eastwood)
Se a figura do tira durão e que faz as vezes de justiceiro prosperou no cinema, isso é por causa do Harry Callahan de Clint Eastwood. O famoso dirty Harry ou perseguidor implacável. Estwood já havia feito tipos impassíveis, durões e conservadores, mas desde o primeiro filme que trazia o policial mais incorruptível de São Francisco, o ator não conseguiu se desvencilhar dessa imagem.


8 – Edward Cullen (Robert Pattinson)
Não tem jeito. Nos próximos dois anos Robert Pattinson irá aparecer nas telas de cinema com personagens bem diferentes do vampiro que interpreta no grande sucesso dos cinemas, mas é inegável que a sombra de Edward Cullen (e as vantagens e desvantagens que ela projeta) acompanharão Pattinson por um longo tempo.


7 –George Downes (Ruppert Everet)
Recentemente o ator andou reclamando que pelo fato de ser homossexual tem dificuldades de arranjar trabalho. Não é bem assim. Ian McKellen, Neil Patrick Harris, Bryan Singer, Ellen De Generis entre tantos outros são homossexuais assumidos e não param de trabalhar. O que ocorre com Everet é que ele criou um personagem tão icônico, que calhou de ser também gay, em O casamento do meu melhor amigo, que ficou difícil de vê-lo de outra forma. Tanto para o público, quanto para a indústria. O sucesso pode ser uma m...


6- Super homem (Christopher Reeves)
Outro que penou para se desvencilhar de seu lado super foi Christopher Reeves. Considerado um ator limitado, Reeves tinha de lutar contra expectativas invertidas e estereótipos a cada filme fora da franquia do homem de aço. Talvez só tenha sido bem sucedido uma vez, no emblemático Em algum lugar do passado.


5- Harry Potter (Daniel Radclife)
Com a proximidade do final da saga do bruxinho Harry Potter no cinema, um dilema se instaura para o seu protagonista, Daniel Radclife: conseguir sobreviver no cinema sem o personagem. Radclife é bom ator, mas não é nada fora de série. Dos três principais da saga é, notadamente, o mais fraco. A tendência é o ator procurar papéis que o coloquem diametralmente oposto a figura de Harry. É no teatro que esses papéis irão surgir a primazia. Na peça Equus, Harry, melhor, Daniel, tirou a roupa para provar que não era Harry. Ou algo assim...


4- Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker)
Imagine que você não é uma grande atriz, mas tem uma personagem icônica nas costas para carregar. É mais ou menos isso o que ocorre com Sarah Jessica Parker. Atriz para lá de limitada que teve a sorte (ou não) de cruzar com Carrie Bradshaw, a leading lady de Sex and the city. Sarah que tem péssimo gosto fashion teve que ceder ao tato de sua personagem famosa. Não obstante, se viu atrelada a comédias românticas em que faz o tipo fútil da cidade grande que se veste bem. Até tenta escorregar desse nicho, mas lhe falta talento.


3- T -800 (Arnold Schwarzenegger)
E se o negócio é talento, o que falar de Arnold Schwarzenegger? Talvez o astro hollywoodiano mais sem talento da história recente. Schwarza, no entanto, tem um carisma do tamanho da Rússia. O T 800 que veio do futuro e da mente de James Cameron ajudou o austríaco de jeitão robótico a colar em Hollywood e Schwarza mesmo sendo governador da Califórnia ainda é visto como um exterminador. Será isso bom ou ruim?


2- Mary (Cameron Diaz)
Cameron Diaz é boa atriz. Calma. Antes que atirem as pedras.Trata-se de uma constatação empírica. Pegue os filmes em que a atriz não interpreta variações de Mary, a loira boa e disputada por Matt Dillon e Ben Stiller no filme dos irmãos Farrely. Ela até que se saiu bem em fitas como Uma prova de amor e Gangues de Nova Iorque. O problema é que ninguém quer ver Cameron nesses papéis. Nem mesmo ela.


1- Indiana Jones e Han solo (Harrison Ford)
Um caso raro de empate, entre personagens. Não dá para dizer se Han Solo (de Star Wars) e, pouco depois, Indiana Jones congelaram Harrison Ford como herói de ação, ou se isso foi a tábua de salvação para um ator truculento, arredio e de pouco talento. De qualquer jeito, essas duas figuras valeram a Ford o título informal de herói do século XX no cinema. Sempre o bonzinho, no alvorecer do século XXI , Ford foi brincar de ser vilão em Revelação (2000). Não deu certo. Ficou um tempo na geladeira e voltou a balançar o chicote de Indianas Jones dois anos atrás.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009 - Cenas de cinema: Gente - parte 2

Meu nome é trabalho!
O diretor Steven Soderbergh é o que se convenciona chamar por aí de workaholic. Prova disso foi o intenso e volumoso ano de 2009. Ele lançou três filmes (no Brasil foram 4). Che – guerrilha, Confissões de uma garota de programa e O desinformante. Participou de festivais de cinema pelo mundo e, bem, foi isso. E já está bom né? James Cameron passou 12 anos para fazer um filme. Mas comparar para quê?


E por falar no Diabo...
2009 marcou o retorno de James Cameron aos cinemas. Com a nítida disposição de revolucionar o cinema e de quebrar os próprios recordes, estabelecidos há mais de uma década com o mega hit Titanic. As nem um pouco modestas pretensões de Cameron são encaradas com seriedade por um mundo, e uma indústria, que vêem no diretor a mais perfeita personificação do mitológico Midas, o homem que transformava em ouro o que quer que tocasse.


Cameron bate um papo com Sigourney Weaver: Esse filme tem que dar lucro...

Sexy: Cabeludo ou engomadinho!
E Johnny Depp venceu, pela segunda vez, uma das mais aguardadas e comentadas eleições anuais. Em 2009, ele encabeçou a lista dos homens mais sexy do mundo da publicação americana People. Ganhou quando foi o descabelado e desengonçado Jack Sparrow de Piratas do caribe em 2003 e ganhou quando foi o engomadinho e bem passado John Dillinger em Inimigos públicos agora. Não importa o figurino, Depp é Depp.Que se você parar para pensar, vai reparar que rima com sexy. E ponto final.

Depp para todos os gostos

Muito além de Bourne
Matt Damon provou, noves fora, em 2009 que Jason Bourne é apenas um personagem na polivalente carreira do ator. Ele engordou 15 kilos e exercitou sua veia cômica para brilhar em O desinformante e emagreceu e aprendeu a apanhar no truculento rúgbi para viver um devotado jogador sul-africano em Invictus. Em 2010, ele retoma a parceria com o diretor de Bourne, mas em The green zone.

Um diretor em apuros
Roman Polanski viu passado e futuro lhe assombrarem por uma mesma fresta em 2009. Ao desembarcar em Zurique, onde seria homenageado no festival de cinema local, o diretor foi preso, em uma operação orquestrada pela justiça americana que tenta prender o diretor há mais de 30 anos. Mas o pesadelo de Polanski não terminou em 2009. Aliás, nada indica que vá terminar tão cedo.

Lobo mau
Christoph Waltz foi o coringa do ano. Literalmente. Sua performance arrebatadora no novo filme de Quentin Tarantino impressionou o mundo e o ator austríaco se prepara para aterrisar em Hollywood. Depois da rapa que deve fazer nos prêmios dessa temporada ele deverá viver outros vilões no cinema. Ai, essa fama de lobo mau.
Christoph Waltz é mau em inglês, alemão, francês e italiano

A América caiu de amores por ela!
Nenhuma latina é hoje mais poderosa do que Penélope Cruz na América. Até mesmo a juíza Sonia Sotomayor, primeira latina a integrar a suprema corte americana cativa tanto os americanos. Depois do Oscar o caso de amor da América com a espanhola que também embasbaca Almodóvar continua firme e forte. Ela dança, balança e manda beijinhos em Nine. Mais um Oscar?


Penélope faz acrobacias em Nine: Depois de Tom Cruise e Mathew McConaughey, a América

O provocador!
Daniel Radclife, o adolescente –quase adulto, mais rico do Reino unido é um artista. O protagonista da saga Harry Potter apareceu bastante em 2009. Além de brilhar no sexto filme da série. Apareceu fumando maconha e, mais recentemente, lançou a seguinte no ar: “Posso aparecer pelado no último filme de Harry Potter”. Não maliciosos de plantão. Ele não estava sob efeito de alucinógenos. O diretor David Yates confirmou a veracidade do boato, mas lembrou: “Pode, não quer dizer que vai”. Ah bom! Agora tudo ficou esclarecido.

Radclife e o cigarrinho: Vocês ainda não viram nada...

Um ano que foi uma roleta russa
A mais famosa cantora de Barbados, Rihanna, teve um 2009 intenso. Começou o ano sendo espancada pelo então namorado Chris Brown, passou boa parte do ano em isolamento (tocando o novo album), depois, mais uma vez, algumas fotos suas nua caíram na rede. Ela apareceu em alguns dos mais famosos talk shows americanos onde disparou perolas como " fui dormir Rihanna e acordei Britney Spears" em uma escancarada referência aos escandâlos em que se viu envolvida em 2009. A cantora no entanto fecha o ano com saldo positivo. Seu novo album Rated R é um primor e o single Russian Roulette, em velada homenagem ao ex Chris Brown é o que se convenciona chamar por aí de catchy.

Capa do novo CD de Rihanna: Só para maiores...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cenas de cinema

Erro de calculo?
Em matéria especial em seu caderno de cultura no último domingo, o jornal The New York Times abordou o super lançamento da FOX, o aguardado Avatar de James Cameron. Na matéria o jornal faz um inventário das despesas do filme, chega a exorbitante quantia de U$ 500 milhões, e relativiza seu apelo e seu potencial transformador, tão alardeado por aí.
A matéria vai além e arrisca um prognóstico perigoso. Afirma que Avatar pode perder para o “modesto” 2012 tanto nos Oscars técnicos, que é tido como favas contadas, como na preferência popular.
2012 chegou hoje aos cinemas do mundo todo, enquanto que o filme de Cameron chega em 18 de dezembro.

O que dizer disso?
É de se desconfiar. Ainda mais vindo da lunática, e sempre estérica por visibilidade, família de Lindsay Lohan. Essa semana o pai de Lindsay, Michael Lohan, divulgou (ainda não se sabe por que razões, mas também desconfia-se) uma fita de áudio em que conversa com sua ora mulher, ora ex- mulher, Dina Lohan, sobre os efeitos que a morte acidental do então namorado de Lindsay, Heath Ledger, teria em sua filha. Opa, peraí? Como assim? Heath estava namorando Linday á época de sua morte? “Minha filha ficou profundamente abalada com a morte dele. Eles estavam se dando muito bem”, afirmou papai Lohan quando questionado sobre o episódio. Do lado da família de Ledger, nem deram bola. Para eles, e para grande parte do planeta terra, os Lohan estão querendo chamar, novamente, atenção. Pena, que eles estejam sendo tão baixos e quiçá, mentirosos.

O dissabor dos boatos I
Uma das mulheres mais desejadas do mundo, a cantora, modelo e também atriz (já atou em Posseidon e estrela o aguardado Nine) Fergie está vivendo uma crise em seu casamento. Seu marido, o ator Josh Duhamel da extinta série Las Vegas e dos dois Transformers, está sendo acusado de ter mantido relações sexuais com uma stripper em Atlanta, onde está em virtude das filmagens de seu novo filme The romantics. As acusações partiram da própria stripper em entrevista para alguns veículos de fofoca americanos. Fergie ainda não se pronunciou publicamente sobre o ocorrido. Duhamel declarou o que era esperado que declarasse. Disse que tudo se trata de mais um golpe visando notoriedade e dinheiro fácil.
Tudo não passa de um boato, mas eles já provaram antes terem efeitos desestabilizadores na rotina das celebridades. Para fazer coro a defesa de Duhamel, no entanto, há de se aventar: Quem trairia uma mulher dessas?


O dissabor dos boatos II
Segundo o talóide inglês Daily Mirror publicou hoje, o astro da série Harry Potter, Daniel Radcliffe, foi flagrado fumando maconha. Segundo testemunhas, Daniel ria descontroladamente e agia de forma estranha. A assessoria do ator se apressou em negar tudo. Mas como dizem por aí, uma imagem vale por mil palavras...


Quando machismo e imaturidade se travestem de amizade colorida
Depois de dois anos de namoro, o relacionamento do cantor, ator, comediante e showman Justin Timberlake e da atriz Jessica Biel chegou ao fim. Segundo amigos em comum do casal, as razões que teriam determinado o fim do namoro foram os desacordos constantes entre Justin e Jessica sobre os rumos da relação. Trocando em miúdos, enquanto ela queria casar, ele não queria saber desse assunto. No final do mês passado, no entanto, ao serem fotografados juntos novamente deu-se esse bafafá por encerrado. Eis que uma fonte anônima contou ao National Enquirer, tablóide americano de entretenimento, essa semana que Justin e Jessica se reaproximaram como amigos que podem, vez ou outra, ficar. Isso seria uma imposição de Justin que não estaria pronto para abrir mão de Jessica em sua vida, mas não quer deixar de sair com outras pessoas. Segundo essa mesma fonte, Jessica teria relutado a principio, mas aceitado a pré -condição do amado. O pior de tudo é que tem milhões de mulheres que gostariam de estar na pele dela...

Uma versão diferente de felizes para sempre: Shame on you, Justin!

O eterno sim pelo não
Mídia, Crepúsculo e os fãs, obviamente, parecem se alimentar indefinidamente do eterno diz que me diz a respeito da união entre Robert Pattinson e Kristen Stewart. Ambos dominam as capas de revistas desse mês nos EUA e no mundo. Em algumas delas, caracterizados como seus personagens Edward e Bella, que regressam as telas de cinema do mundo todo no dia 20, mas na grande maioria como Robert e Kristen, como na capa da Revista Bazar americana. Eles não confirmam nada, mas também não fazem questão de negar. A química visível nas fotos, como no filme, mais confunde do que esclarece.



Tudo pela causa?
A atriz Christian Serratos (Quem?), do filme Crepúsculo aderiu a uma causa nobre. Tirou a roupa para uma campanha da PETA (People for the ethical treatment of animals), que oportunamente (a continuação de Crepúsculo vem aí) começa a circular essa semana. Para quem interessar possa, a frase que acompanha o ensaio é: “Prefiro ficar nua do que usar peles”. Então tá.