Mostrando postagens com marcador Lua nova. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lua nova. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de outubro de 2011

Insight

Por que Taylor Lautner tem mais chances de vingar em Hollywood do que Robert Pattinson?


Depois do fraco desempenho de Sem saída em seu primeiro fim de semana em cartaz, a pergunta pode parecer ingênua e descolada de sentido. No entanto, esse dado só torna a tarefa de elucidar a questão mais atraente e inteligível.
Os dois astros do fenômeno adolescente Crepúsculo são separados por sete anos. Enquanto Robert Pattinson tem 26 anos, Taylor Lautner tem 19 anos. Robert Pattinson, mais do que ser ator, deseja ser músico. Ainda que esse desejo esteja em suspensão em virtude do estrelato alcançado via Twilight. Já Taylor Lautner frequentava produções como Doze é demais 2 e As aventuras de Sharkboy e lavagirl 3D desde criança. É bem verdade que Crepúsculo redesenhou os parâmetros para esses dois neo astros e é sob eles que a análise deve ser delineada.
O primeiro aspecto a ser analisado é o desempenho de ambos dentro da série de filmes Crepúsculo. Enquanto Robert Pattinson caiu no gosto do público alvo (mulheres entre 12 e 30 anos), Taylor Lautner foi bastante questionado. O menino de 15 anos que surgia cabeludo e raquítico (pelo menos em comparação ao físico que apresentaria daquele momento em diante) não parecia indicado para manter-se no papel que cresceria de tamanho nos próximos filmes. Em Lua nova, Jacob, além de aparecer mais do que Edward, teria cenas de algum relevo dramático. Foi considerada uma substituição, mas os produtores e o diretor Chris Weitz cederam aos esforços de Lautner (dentre os quais ganhar impressionante massa muscular) para manter o papel. Essa determinação, que pode ser alinhavada a de seu personagem na série, destacou Lautner que dos três protagonistas foi o mais elogiado do segundo filme.

Mamãe quero ser Bourne: Taylor Lautner de jaqueta e cara de poucos amigos em Sem saída, uma fita de ação divertida


Após Lua nova surgiu o primeiro trabalho de Robert Pattinson depois do estrondo causado por Crepúsculo. Lembranças, um drama eficiente com soluções equivocadas, teve lançamento mundial para aproveitar o culto a seu protagonista. Foi um fracasso retumbante. O filme de Allan Coulter trazia um Robert Pattinson em personificação amargurada e angustiada como seu personagem mais famoso. Ainda que em Lembranças o personagem fosse mais bem delineado, os ecos de Edward e o componente trágico desse personagem pareciam paralisar tanto o talento dramático de Pattinson (que ainda não pôde ser de todo mensurado) quanto à percepção que o público tem dele. Em 2011, Robert Pattinson apresentou Água para elefantes. Outro filme morno em que o ator surge como um herói romântico trágico. A escolha não poderia ter sido mais infeliz para superar a resistência que parte do público e até mesmo da crítica tem para com o moço. Já Taylor Lautner foi mais inteligente na bifurcação que fez na carreira. Primeiro pela escolha do gênero. Sem saída, o primeiro voo solo de Lautner em Hollywood, é uma fita de ação que pode projetá-lo junto ao público masculino, sem acarretar prejuízo ao seu séquito de fãs do sexo feminino. A faixa etária também é um plus aqui. Além de repercutir melhor com garotos entre 13 e 20, Lautner busca respaldo de uma audiência mais velha em um filme que conta com outros atrativos que não sua presença. E Lautner, diferentemente do que sugerem as escolhas de Pattinson, não esconde que ainda tem muito a aprender em matéria de atuação. Por isso, Sem saída, é um filme em que seus recursos dramáticos não são tão cruciais para o sucesso da fita.
Não dá para dizer que Lautner irá se descobrir como astro de ação. Talvez esse seja até mesmo um prognóstico improvável. Mas é certo que o ator foi mais feliz na escolha do projeto paralelo a Crepúsculo.
Mas a disputa ainda não está decidida. Robert Pattinson tem dois ases na manga. Um chama-se Cosmópolis. No novo filme de David Cronenberg, que deve ser lançado em 2012, o ator vive um milionário que tenta chegar ao cabeleireiro em uma manhã agitada de Nova Iorque enquanto suas ações atravessam graves oscilações na Bolsa. Já em Bel Ami, ele vive um gigolô na França do século XVII em busca de luxuria e mulheres.

Team Edward: Robert Pattinson contra-ataca em 2012 com Bel Ami, em que seduz Uma Thurman em troca de status social


São dois projetos que, conforme as sinopse sugerem, distanciam a figura do ator desse tipo romântico que tanto o persegue. Continuam a ser trabalhos que exigem estofo dramático de Pattinson. Podem ser as duas últimas chances do ator se mostrar rentável fora de Crepúsculo. O talento, de fato, pode ser que ele só mostre quando essas chances se expirarem. Taylor Lautner, por sua vez, a despeito da decolagem canhestra de Sem saída, ainda deve ter mais chances e deverá aproveitá-las sem se impor a pressão que Robert Pattinson joga sobre seus ombros.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009 - Os 10 maiores eventos do ano

10 – Comic com em San Diego
Tudo começou como uma feira de quadrinhos voltada para nerds aficionados, mas depois que estúdios de cinema, editoras e canais de tv perceberam que havia espaço para muito mais, a Comic Com de San Diego, que sempre ocorre nas duas últimas semanas de julho, virou um dos maiores eventos de divulgação de todo o universo pop. É em San Diego que os lançamentos mais quentes do cinema, da TV, dos livros, dos games e, óbvio, dos quadrinhos são apresentados para o público. Há pelo menos 5 anos, o evento cresce de magnitude. Crepúsculo se tornou a febre mundial que é, a partir de lá em 2008. Lua Nova, Lost, Homem de Ferro 2 e Avatar foram os grandes destaques da edição 2009.

9 – A premiere de UP – altas aventuras em Cannes
UP – altas aventuras foi pioneiro em muita coisa. Foi o primeiro filme da Pixar inteiramente rodado em 3D, o primeiro protagonizado por um personagem septuagenário e a primeira animação a abrir o tradicional festival de Cannes. UP pode ser ainda a primeira animação da Pixar, e a primeira desde A bela e a fera, a ser indicada ao Oscar de melhor filme.

8- Atividade paranormal
Principalmente para os brasileiros, esse é um fenômeno bem recente. O filme de terror de apenas U$ 11 mil que faturou horrores nas bilheterias americanas também vem dando o que falar por aqui. O filme demonstrou ainda a força da internet, e do twitter em particular, na promoção de um filme. Um marketing nem um pouco paranormal.

7- O Oscar de cara nova
A edição do Oscar desse ano ousou (a de 2010 parece que vai ser ainda mais ousada). Pela primeira vez um não comediante, e não americano, apresentou a tradicional cerimônia. O australiano Hugh Jackman foi um excelente mestre de cerimônias. A cerimônia teve uma fluência maior e algumas novidades bem vindas como o fato de 5 intérpretes premiados com o Oscar anteriormente, apresentarem o vencedor do ano.

6 – Os caras de Se beber não case
Transformers pode ter arrecadado uns U$100 milhões a mais. Mas tudo bem, Se beber não case custou U$ 200 milhões a menos. O lucro, e o verão, foi de Bradley Cooper, Zack Galifianakis, Justin Bartha, Ed Helms e do diretor Todd Philips. O filme que mostra o desenrolar da maior ressaca de todos os tempos quebrou todos os recordes possíveis e imagináveis para uma comédia R (classificação que proíbe a entrada de menores de 17 anos) e colocou o nome de seus atores na boca do povo.

5 – A posse de Obama
Ok, não é cinema. Mas daqui há alguns anos será. A trajetória de Obama até a Casa Branca foi coisa de cinema e a apoteose da posse foi possivelmente o momento mais catártico, mágico e emocional no imaginário popular no ano. Fora de uma sala de cinema, é claro.

4 – Avatar
Os efeitos, e a qualidade propriamente dita, de Avatar ainda serão sentidos e mensurados. Mas é inegável que 2009 passou sob a sombra do retorno de James Cameron e da expectativa desse novo universo concebido pelo homem que trouxe ao mundo o Exterminador do futuro.

3 – Tarantino e Brad Pitt, os bastardos
E durante um período do ano só se falou neles. A parceria entre Pitt e o diretor de Pulp fiction rendeu um dos filmes mais comentados, elogiados, adorados e odiados do ano. Bastardos inglórios rodou o mundo sob o hype da união entre esses dois quarentões tipicamente americanos.

2 – A comoção mundial por Lua nova
2009 foi definitivamente o ano da 'crepusculomania'. Sim, porque muita gente só conheceu a história através do primeiro filme, lançado no final de 2008 e porque, esses e todos os outros twilighters espalhados pelo mundo passaram 2009 em compasso de espera pelo dia 20 de novembro. Data do lançamento mundial, do segundo filme, Lua nova. A estréia veio, recordes foram quebrados e a lua já se ajustou para o Eclipse.

1- Lady Gaga
Pois é, ela foi o evento de 2009. Boatos sobre sexualidade, e sexo, ganharam as manchetes. Clipes cinematográficos e algumas das melhores músicas pop da década foram destaques, além daquela atitude rock´n roll que madonna perdeu na cabala. Lady Gaga foi a artista do ano. Ela é da música, é verdade, mas nasceu para o cinema.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bilheterias

O drama The blind side estrelado por Sandra Bullock, depois de duas semanas em cartaz, alcançou o topo das bilheterias americanas nesse fim de semana. O filme fez U$ 20 milhões e totaliza U$ 130 milhões de dólares. The blind side estreou no mesmo fim de semana de Lua nova. E foi justamente Lua nova que liderou esses dois outros fins de semana. O segundo capítulo da saga Crepúsculo caiu para a segunda posição com U$ 15 milhões arrecadados. O filme já soma U$ 255 milhões só no mercado americano. No entanto, se considerarmos que U$ 150 foram arrecadados no primeiro fim de semana e ao compararmos ao desempenho do, agora, primeiro colocado The Blind side, cuja queda na venda de bilhetes é inferior ao de Lua nova, pode-se perceber que o novo filme da saga vampiresca está refugando. Não deve ameaçar as campanhas de Harry Potter e o enigma do príncipe e Transformers, filmes que ostentam as melhores arrecadações do ano. Entre irmãos (Brothers), remake do filme dinamarquês de mesmo nome, foi a melhor estréia da semana, ocupando a terceira colocação. Na trama, estrelada por Tobey Maguire, Natalie Portman, Jake Gyllenhaal e dirigida por Jim Sheridan, a guerra do Afeganistão é o elemento desestabilizador da harmonia familiar. Em quarto lugar, aparece Os fantasmas de Scrooge. A animação de Robert Zemeckis contabiliza U$ 115 milhões. Por enquanto é um fracasso absoluto, tendo em vista que seu custo de produção foi de U$ 200 milhões.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Notas

O filme mais esperado do mês

Quem pensava que Avatar ganharia fácil a enquete promovida aqui em Claquete sobre qual o filme mais aguardado de dezembro pode se surpreender. O filme que marca o retorno do diretor James Cameron não conseguiu superar o fenômeno de bilheteria, Atividade paranormal, na preferência dos (e) leitores de Claquete. A fita independente angariou 43% dos votos, enquanto que Avatar somou 40%. Os outros 17% se dividiram entre os filmes Tratamento de casais, O fantástico sr. raposo e Sempre ao seu lado.

Eterna polêmica

E Lua nova continua dando o que falar. O filme polariza tamanha atenção que não consegue deixar de ser assunto aqui em Claquete. Na enquete para medir o grau de satisfação do público com o filme, resultado apertadíssimo. Com 27% dos votos (acreditem a maioria) acharam o filme superior a Crepúsculo, outros 25% acharam o filme espetacular (o que não quer dizer que seja melhor que Crepúsculo), 20% acharam o filme fraquinho, 16% esperavam mais do filme e 12% acharam o filme razoável. Segundo turno?

Despedidas e expectativas

O leitor de Claquete já deve ter reparado que a coluna Radiografia não está sendo editada há duas semanas e que a coluna ON TV também virou bissexta. Isso não é relapso ou descaso. É algo pensado. São colunas que não vingaram aqui no blog. Ou por serem desviadas do foco principal, ou por representarem pouco interesse para o frequentador mais assíduo do blog. Elas, juntamente a seção Meu sofá (cuja última publicação ocorre hoje) estão se despedindo de Claquete agora em dezembro. Mas Janeiro guarda novidades. Estrearão no próximo mês colunas e seções novas que tem tudo para cair no gosto dos cinéfilos. Aguardem. 2010 trará muitas surpresas.

Ponto critico
Uma dessas seções novas já teve, por assim dizer, uma pré-estréia. É a seção ponto critico. De periodicidade mensal, já foi editada em novembro e também será editada em dezembro. Em ponto critico, críticos de cinema são entrevistados por Claquete sobre algo relacionado ao cinema. O tema de novembro foi Almodóvar.Se você ainda não leu, é só clicar aqui.

sábado, 28 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - Repescagem

Lua Nova promete quebrar paradigmas. Pelo menos no que toca as fãs insandecidas por Edward, e por seu interprete, Rober Pattinson. Jacob tem mais tempo de cena em Lua nova e não economiza em meiguiçe para conquistar Bella (o que se mostra em vão) e as garotas que suspiram pelo triângulo amoroso mais falado da atualidade. Para fechar o Especial Lua nova com chave de ouro Claquete recebe uma fã incondicinal da saga que justifica sua preferência por Jacob. Natália Michalzuck Lopez, de 13 anos, moradora de Goiânia, antecipa aqui em Claquete uma tendência que o novo filme deve escancarar por aí. Se em Crepúsculo o mundo era do vampiro de Robert Pattinson, agora é a vez do Lobo de Taylor Lautner. Com a palavra, Natália:


"É difícil escolher entre Edward e Jacob, os dois são especiais, mas prefiro Jacob, ele é aquela pessoa amiga que te ajuda nas horas boas e ruins!
Para mim Jake é simplesmente: um amigo leal, engraçado, divertido, corajoso, mais humano que Edward... Então transmite emoções verdadeiras, sincero, quase sempre de bom humor, sensível, principalmente protetor!
Eu sou Team Jacob por que:
ele não brilha como diamante, Jake nunca abandonaria Bella e Edward a abandonou, Jake sempre fala a verdade mesmo se Bells gosta ou não, ele sabe que tem pouca chance com Bella, mesmo assim ele não desiste, os quileutes existem para proteger os seres humanos e os vampiros matam os humanos, é interpretado por Taylor Lautner, simplesmente porque é Jacob Black!"



* Claquete agradece a Natália por seu depoimento.

ESPECIAL LUA NOVA - Ponto final

O especial Lua nova acaba hoje em Claquete. O reinado do filme, porém, continua nos cinemas. Para a despedida, duas novidades. A primeira é mais uma curiosidade sobre a dimensão que o filme tomou para si. Segundo informe da Variety, o trailer de Lua Nova estabeleceu um novo recorde de acessos na internet, dentro de uma mesma semana. 32. 6 milhões de acessos desde quarta-feira da semana passada. Como se vê, o filme não cansa de apresentar números impressionantes. Resta-nos esperar para ver o desempenho de Eclipse, que estreará no verão americano com a concorrência de filmes como Homem de ferro 2 e Príncipe da Pérsia: Areias do tempo. Fica o primeiro logotipo do filme. Que comece a contagem regressiva.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cenas de cinema

Sem medo de ser feliz
Essa faz parte da galeria “sou totalmente sem noção”. O galã Teen Zac Efron, que estréia hoje nos cinemas americanos o filme Orson Welles e eu, declarou recentemente em um programa de rádio americano que quer viver um vilão de James Bond. Perguntado se alimenta esse desejo para o futuro, foi enfático. “Gostaria de ser o antagonista de Daniel Craig”. O ator de 22 anos, além de não ter nenhum senso de posicionamento, claramente não compreende o status da série. Me digam quando que um vilão em um filme de 007 foi tão fofo assim gente?
Zac em momento colgate: Te cuida Goldfinger!

Carla Bruni diz sim
Há cerca de um mês atrás, quando estava na França promovendo seu mais recente trabalho, Tudo pode dar certo, Woody Allen declarou sua profunda admiração pela primeira dama francesa, e ex-maluquete, Carla Bruni. Falou que adoraria fazer um filme com ela. O que parecia bajulação gratuita virou um convite formal, o qual a mulher do baixinho Zarkozy aceitou essa semana.
Quem pode não ter apreciado o sim de Bruni, além do maridão, foram os produtores que tentam trazer Allen para filmar no Rio de Janeiro. Com Bruni a bordo, e o fato de Paris ser próxima de Londres (locação de seu último filme, you will meet a tall dark stranger), a França parece bem mais atraente do que o Brasil.

Corrupção ou dor de cotovelo?
Para que uns vençam, outros precisam perder. Essa certeza é tão pública e antiga quanto a descoberta do fogo, mas ainda hoje persistem os maus competidores. Aqueles que não se contentam com a derrota, por mais justificável que ela seja. É o caso do diretor James Toback,cujo documentário Tyson – sobre a vida do ex-campeão dos pesos pesados Mike Tyson, acabou de fora da lista dos 15 pré-selecionados pela academia para angariar uma vaga entre os finalistas do Oscar. Toback saiu–se a propagar aos quatro ventos, para quem quisesse ouvir, que a academia é corrupta e que seria inconcebível que seu filme estivesse de fora. Esse comportamento desequilibrado denota duas coisas: A primeira, Toback tem-se, e a seu filme, em grande estima. E segundo, ele parece não saber que apesar de certos requisitos técnicos e pragmáticos, essa escolha se dá, maiormente, por critérios subjetivos do colegiado responsável; portanto difícil de se mensurar. A academia emitiu comunicado oficial em que polidamente ressalta isso. Toback, agora sim, parece ter arruinado suas chances no futuro. Como diriam os chineses: O silêncio é ouro...

O carma é forte!
E Roman Polanski hein? Lembram dele? Essa semana duas notícias envolvendo o cineasta, que está sob custódia da justiça suíça, ganharam a mídia. A primeira delas foi a decisão da suprema corte de libertar o franco polonês sob fiança no valor de 3 milhões de euros. Uma bagatela, certo? E não é só. O diretor será monitorado 24 horas e terá sua mobilidade restrita a ambientes pré-estabelecidos. Além, é claro, de entregar seu passaporte.
A outra notícia circulou na internet brasileira. O ator Carlos Mossy revelou que participou, a pedido do cineasta, de orgias no Rio de Janeiro na década de 60. O ator disse ainda, para por mais lenha na fogueira, que não saberia dizer se as garotas que participavam das surubas eram menores de idade.
Polanski deve estar pensando: Tô cada vez mais Fu...

Contra fatos não há argumentos
Eles negam até dizer chega. Os rumores são quase tão desorientadores quanto as negativas
de Robert Pattinson e Kristen Stewart. O último grande achado da celebrity gossip, no entanto, dá conta de que Robert e Kristen estão sim juntos. Foram flagrados trocando carinhos em Paris na semana passada. Como vocês podem conferir na foto aí debaixo, love is in the air, até que se prove o contrário.
Mas nós não estamos juntos!

Não são só as meninas...
A prestigiada, e prestigiosa, Rolling Stone, uma das principais revistas culturais da América se rendeu ao “talento com algo a mais” de Taylor Lautner, o lobisomem Jacob de Lua nova. O ator estampa um ensaio sensual (algo raro na revista, ainda mais tratando-se de homens) e é tema do tradicional perfil da Rolling Stone. Lautner, com o barulho que sua participação descamisada em Lua nova já começa a fazer, começa a roubar a cena do colega de elenco Robert Pattinson. Depois da disputa pelo amor de Bella, a disputa pelo amor das meninas do mundo todo.

Lautner fazendo pose 'too sexy for my love'

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - A voz do povo e a voz da critica

Análise: Falem mal, mas falem de mim!

Lua nova é o tipo de filme a prova de críticas. O que para os produtores e para a autora Stephenie Meyer deve ser revigorante. Não deve deixar de ser um tanto incômodo (para eles) a forte resistência que o filme enfrenta na critica especializada. Que encontra mais destempero e virulência na atuação da crítica brasileira. A atriz Kristen Stewart disse recentemente que o público que sentiu ser o mais apaixonado, dentre os países que visitou, era o brasileiro. É aqui também que Lua nova obtém menos tolerância. O famoso crítico de cinema brasileiro Rubens Ewald Filho disse: “A má notícia é que dá impressão que não melhoraram de propósito, este segundo capítulo é quase tão ruim quanto o primeiro. Tem pouca ação, é interminável e com vários finais (depois que se percebe que são realmente 130 minutos), os efeitos especiais não melhoraram (os lobisomens são falsos e mal feitos e deixam saudade do Lobisomen Americano em Londres feito há mais de 20 anos).” O respeitado Pablo Villaça embora enalteça os esforços do diretor Chris Weitz lembra: “Lua nova está perigosamente perto de ser um filme ruim, já que insiste em acompanhar um romance profundamente entediante.” E ironiza: “Considerando o talento de Bella para atrair pares românticos bizarros, mal posso esperar para chegar ao quarto filme da série, quando ela provavelmente já estará sendo disputada não apenas pelo vampiro Edward e pelo lobisomem Jacob, mas também pela criatura de Frankenstein, pelo monstro do pântano e por Freddy Krueger. A esta altura, as fãs da ‘saga’ Crepúsculo certamente estarão ainda mais comovidas com a natureza sofrida da garota, enxergando-a como uma romântica inveterada.”
Essa tem sido a tônica da critica nacional para com Lua nova. O filme, não tem um panorama muito melhor em escala internacional não. Das 161 resenhas cadastradas no site Rottentomattoes, 113 avaliam o filme como ruim. Um aproveitamento de apenas 30%. Para efeito de comparação, Abraços partidos, outro filme com especial sendo publicado atualmente aqui em Claquete, tem 81% de aproveitamento com 280 resenhas publicadas. Mas Almodóvar é outro papo.

Veja a seguir um pouco do que foi dito sobre o segundo filme da saga Crepúsculo:

“Apesar da tentativa acima das expectativas de Chris Weitz, essa é uma história sem nenhuma qualidade real”
Jimmy O. do site Movie Emporium

“Um de seus pretendentes fica fora a noite toda com seus amigos estranhos, enquanto que o outro faz seu “ momento Brokeback Mountain” na florestas com seus chapas”
Michael Szymanski, da revista Sci-fi weekly


“Lua nova não tem bem uma história; o negócio é Bella sofrendo pelos cantos. Mas o diretor Chris Weitz sabe uma ou duas coisas sobre o amor...”
Rob Gonzáles do site efilmcritic

“ Alterna-se entre uma horrenda soma de maus diálogos e um humor tolo para adolescentes;exceto por alguns bons momentos envolvendo os lobisomens e os Volturi.”
Edward Douglas do site coomingsoon.net

“A narrativa é truculenta, o compasso é lento, é muito longo e, bem, não acontece muita coisa...”
Scoot A.Mentz do Access holywood

“Não vai desafiar Titanic em termos de profundidade, mas a saga Crepúsculo é mais do que uma novela focada em adolescentes na tela grande.”
Jeffrey Lyles do site Gazette

A segunda mordida é sem graça
do jornal inglês The Sun

“Um triunfo...para twilighters”
Larry Carroll no blog da MTV americana

“Se você se importa com coisas como história e personagens, azar o seu.”
Leslie Gornstein do E! on line

“É certo que mais meninos verão Lua nova. É certo também que eles dirão que preferem esse ao primeiro, mas é mais certo do que tudo isso, que serão as adolescentes quem terão uma experiência plena e irrevogável ao assistir ao filme. E são somente elas, as pessoas capazes de tirar isso de Lua nova.”
Reinaldo Matheus Glioche do site Claquetecultural

O diretor Chris Weitz orienta Kristen Stewart: Ele deve estar com as orelhas ardendo

Passando a régua - o fenômeno em números:

+ Maior abertura do ano no Brasil (1, 4 milhões de expectadores nos três primeiros dias de exibição)


+Melhor média de público por sala no Brasil


+ Recorde de ingressos vendidos no regime de pré – venda no Brasil e nos EUA


+ Maior arrecadação da história dos EUA em um único dia (U$ 72,7 milhões)


+ 3ª maior arrecadação da história no primeiro fim de semana de exibição no mercado americano (U$142,8 milhões)


+ A maior arrecadação da história no fim de semana de estréia de um filme que estreou fora do verão americano


+ De acordo com levantamento do estúdio responsável por Lua nova, a Summit, 80% desse público era composto por mulheres e 50% com menos de 21 anos.


+ Estreou em primeiro lugar nas bilheterias da Itália, Inglaterra, França, Brasil, EUA, Portugal, Espanha, Alemanha, entre outros



Fontes: sites Cinema em cena,r7, IMDB, rottentomatoes e boxofficemojo

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

As feras e o belo

Conforme edita dois especiais simultaneamente, Claquete promove enquetes a respeito dos filmes que são temas desses especiais. Uma dessas enquetes perguntava ao (e)leitor do blog qual é a principal musa de Almodóvar. Houve um empate na primeira posição. Penelope Cruz e Carmen Maura (que dividiram a cena em Volver) empataram na preferência do público com 40% cada uma.


Elas dividem a preferência de Almodóvar e do leitor de Claquete

Enquanto isso, Claquete queria saber quem é o melhor par para Bella a humana as voltas com seres fantásticos na saga Crepúsculo. O vampiro charmosão vivido pelo galã Robert Pattinson levou a melhor sobre o bonzinho Jacob. Mas se nem mesmo Cristo foi unanimidade, Edward não haveria de ser, o vampiro light cravou 90% dos votos, mas não conseguiu se estabelecer como a primeira unanimidade em uma enquete promovida por Claquete.
Edward e seus 90%: Quem sabe quando eclipse chegar?

domingo, 22 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - Insight

Três é melhor!
Em Lua nova, o triângulo amoroso formado pela humana Bella, pelo lobisomem Jacob e pelo vampiro Edward é potencializado. Ele é sem dúvida alguma, além do fio condutor da trama, seu elo mais poderoso. A despeito da resolução do triangulo (até porque no cinema ele ainda não foi resolvido), é preciso admitir que existe uma forte predisposição humana a valorizar dilemas amorosos dessa natureza. Algo que o cinema explora muito bem.
A clássica situação de dúvida sobre qual o melhor repouso para o coração, não é algo novo. O dilema de Bella já foi abordado em outros filmes de maneira diferente, muitas vezes até mesmo mais satisfatoriamente, e sob variados ângulos e perspectivas.
Em filmes como Os sonhadores e E sua mãe também, assim como na saga Crepúsculo, os integrantes do triângulo amoroso são jovens e iniciantes nas coisas do amor. Em Os sonhadores, os irmãos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) se envolvem com o americano Mathew (Michael Pitt) durante o maio de 68 na França. Em E sua mãe também, os amigos Julio(Gael Garcia Bernal) e Tenoch (Diego Luna) descobrem todos os sentimentos que se intercambiam ao amor, como ódio, inveja, luxúria, paixão, desapego, apego, traição e cumplicidade na figura de Luiza,uma mulher mais velha que os seduz.

Jacob, Bella e Edward: Os três vértices de um inusitado triângulo amoroso

O cinema nacional tem um triângulo amoroso dos mais poderosos a surgir no cinema nos últimos anos. Em Cidade baixa, os amigos Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Vagner Moura) põe a amizade a prova ao se apaixonarem pela mesma mulher, a prostituta Karina (Alice Braga). Em Vida bandida, Cate Blanchet é sequestrada por dois bandidos boa pinta, vividos por Bruce Willis e Billy Bob Thorton, e se divide entre os dois arquétipos de masculinidade que eles representam. Em Jules e Jim, de Francois Truffout, há a clássica disputa pelo coração de uma mulher, entre o Jules e o Jim do título. A pretendida é catherine (Jeanne Moreou).
Contudo, os dois exemplares mais eloquentes, sensuais, robustos e significativos de triângulos amorosos no cinema são Vick Cristina Barcelona, de Woody Allen e Proposta indecente, de Adrian Lyne. No primeiro há a incidência da casualidade, da sedução e do conflito entre impulsividade e controle como pouco se vira em filmes que se predispuseram a abordar triangulos amorosos no cinema até então. Juan Antônio (Javier Barden) tenta seduzir simultaneamente duas amigas. A inglesa Vick (Rebbeca Hall) e a americana Cristina (Scarlet Johanson). Tudo fica ainda mais complicado quando um quarto elemento surge, a ex – esposa de Juan Antonio, Maria Elena (Penélope cruz).


Triângulos amorosos no cinema podem ser sexy, dramáticos, românticos ou engraçados

Proposta indecente é mais feliz no comentário que elabora sobre as circunstâncias do poder. E de como esse elemento pode ser desestabilizador em um triangulo amoroso. No filme, o bilionário John Cage (Robert Redford) faz a chamada proposta indecente para o casal falido vivido por Demmi Moore e Woody Harrelson. Um milhão de dólares por uma noite com a personagem de Demi. Não é preciso dizer que essa proposta não irá mexer com o mundo de todos os envolvidos. Um filme sofisticado, que a despeito da solução um tanto conservadora, põe em debate um aspecto dos mais polêmicos sobre as razões, os efeitos, e as reverberações de um triangulo amoroso.

Negrito

Lázaro Ramos, Alice Braga e Vágner Moura em cena de Cidade baixa: Pode uma amizade resistir e intempestividade de uma paixão?

ESPECIAL LUA NOVA - Bilheteria

Conforme esperado Lua nova arrebatou as bilheterias americanas nesse fim de semana. Quebrou um recorde consolidado e deixou ótima impressão. Lua nova faturou U$ 140, 7 milhões. Fato que inscreve o longa como detentor do terceiro maior fim de semana de abertura da década, e da história do cinema. Atrás de Batman - O cavaleiro das trevas (2008), com U$ 158 milhões e Homem - aranha 3 (2007), com U$ 151 milhões. Lua nova quebrou um recorde consolidado e que parecia improvável de ser quebrado tão já. A bilheteria do primeiro dia do filme atingiu impressionantes U$ 72,2 milhões, superando a antiga marca, também de O cavaleiro das trevas, que era de U$ 67,2 milhões. Para se ter uma idéia essa cifra foi praticamente o valor de arrecadação de 2012, outro blockbuster em cartaz, em seu primeiro fim de semana no mercado americano.
Terça-feira vocês verão uma matéria especial analisando a repercussão de Lua nova no mundo. Nas bilheterias e na critica.

ESPECIAL LUA NOVA - Robert Pattinson moves forward

O ator Robert Pattinson, maior nome -sem dúvida alguma, de todo o reboliço em volta da saga crespúsculo, conforme adiantado no perfil que o ator recebeu aqui em Claquete, está seguindo adiante. Claquete selecionou dois videos que demonstram isso com clareza. No primeiro em uma entrevista concedida há duas semanas a David Letterman em seu programa, o ator brinca com a fama repentina que recebeu e relata alguns curiosos casos em que foi solicitado para que mordesse pessoas, em um caso até mesmo um bebê recém- nascido. O ator mais uma vez indagado sobre seu relacionamento com Kristen Stewart, evita o assunto no que David Letterman emenda um trocadilho matador.




O segundo video é na realidade o trailer do próximo filme estrelado por Pattinson. A Summit entertaiment, mesmo estúdio da saga Crepúsculo, liberou o trailer, do lançamento que ocorre em março do ano que vem, nesse fim de semana. Em Remember me, Pattinson vive um adolescente angustiado ( o que deve pautar suas primeiras aparições pós- Crepúsculo) com problemas familiares e emocionais, mas que parece disposto a mudar os rumos das coisas depois que conhece uma garota com conflitos semelhantes. Também estão no elenco do drama Emily de Ravin ( de Lost), Pierce Brosnan e Chris Cooper.

ESPECIAL LUA NOVA - Critica

Tragédia romântica

Bella sofre por amor: Os dramas de Lua Nova lembram uma ópera. Só que feita para adoelscentes ...

A aguardada sequência de Crepúsculo, Lua nova (New moon, EUA 2009),finalmente chegou as telas de cinema do mundo inteiro. Como se imaginava, o filme é muito superior ao primeiro. Obviamente que o inflado orçamento tem sua participação nisso (principalmente no tocante aos efeitos especiais, bem melhores do que no primeiro filme), mas é em seu grande atrativo, ou seja o romance, que reside a principal melhoria promovida por esse segundo capítulo na saga de Crepúsculo. Lua nova é tragicamente romântico. E abrange os dilemas de seus protagonistas de forma mais satisfatória. Obviamente que isso vem também do livro de Stephenie Meyer, mas o diretor Chris Weitz consegue equilibrar as arestas da trama de forma muito mais orgânica do que a diretora Catherine Hardwickie fizera no primeiro filme. Com exceção dos primeiros 20 minutos onde o tom over impera, Lua nova elabora-se como um estudo da angústia de seus personagens. Pode-se argumentar que um estudo ralo, mas ainda sim extremamente interessante para aqueles predispostos a sofrer por amor.
No segundo filme encontramos Bella, embora com 18 anos, preocupada com seu envelhecimento e, na decorrente, impossibilidade de passar a eternidade com seu amado Edward. Este por sinal, após um incidente em que a vida de Bella foi posta em perigo, decide abandoná-la para garantir-lhe o direito de uma vida feliz e plena. Ambos sofrem com a decisão. Bella mergulha em uma depressão profunda e, profundamente incomum para sua idade, e é na figura de Jacob que encontra conforto. Jacob também atravessa mudanças (é durante a aproximação de Bella que ele descobre poder virar Lobisomen), mas tem uma atitude diferente de Edward em relação a como sua “maldição” deve influir na relação com Bella. É nessa diferença que Lua nova brilha mais. A tragédia romântica em que os personagens se embrenham sistematicamente é o que de mais reluzente o filme tem para apresentar. E ninguém sofre mais do que Jacob nesse filme. É ele quem, a despeito de seus esforços, não termina com uma promessa de felicidade.
Jacob e Bella em momento climão: a dor de ser a segunda opção

Lua nova se assume como super produção, não pelos efeitos especiais ou pelas filas homéricas nas salas de cinema, mas pela opção de potencializar aquilo que fora sempre a galinha dos ovos de ouro da literatura de Meyer. A história de amor trágica entre a adolescente Bella, o vampiro Edward e o lobisomen Jacob. É certo que mais meninos verão Lua nova. É certo também que eles dirão que preferem esse ao primeiro, mas é mais certo do que tudo isso, que serão as adolescentes quem terão uma experiência plena e irrevogável ao assistir o filme. E são somente elas, as pessoas capazes de tirar isso de Lua nova.

ESPECIAL LUA NOVA - Insight

Por que vampiros são tão apaixonantes? E como eles deixarão de sê-lo?

Não é de hoje que o cinema e platéias do mundo inteiro se rendem aos encantos e a fascinação exercida pelos vampiros. Vira e mexe, eles voltam com força total. Atualmente ocupam o topo da cadeia alimentar dos seres mitológicos na cultura pop. Em muito devido ao Edward Cullen da saga Crepúsculo. No entanto, os vampiros, antes da metáfora atual do amor imaterializado e da angústia eterna, já serviram a outras metáforas menos românticas. Voltaire usava a lenda (dos vampiros) para aprimorar seu discurso filosófico e Karl Marx, talvez na mais contorcionista visão que se pôde aferir dos vampiros, relaciona –os ao capitalismo. “O capital é o trabalho morto que, como um vampiro, vive somente de sugar o trabalho vivo e, quanto mais vive, mais trabalho suga.”
Marx e Voltaire são expoentes de uma cultura que se serve de elementos mitológicos e fictícios para explicar, ou tentar explicar, a realidade. E é justamente sobre isso, tentar emular a realidade a partir de seres e universos fantásticos, que versa a ficção científica, lar atual da produção vampiríca. Existem, obviamente, elementos de terror, mas os vampiros representados hoje são muito diferentes daqueles representados nos primórdios. Comparando Edward Cullen e Drácula de Bran Stoker, excetuando-se a tragédia romântica que marca suas trajetórias, não há sombra de similaridade entre eles. Cullen é menos bestial e mais afeito a trivialidades humanas, enquanto que Dracula é imperioso e impiedoso. Mas o que de fato essa diferença sinaliza?
Hoje os vampiros continuam a servir a metáforas como antigamente. Basta olhar para a bem engendrada trama de cunho social da série True Blood, mas essas metáforas perderam força. Diluíram-se em um caldeirão pop de referências e fórmulas. A própria saga Crepúsculo é uma colagem de referências agregada a um discurso casto da América cristã. Não é novo, não é diferente, e motivará mais uma profusão de cópias. O que deve colaborar para a banalização da representação dos vampiros. Reparem que nos cinemas e nos livros, há alguns anos, vampiros só podiam caminhar á noite, hoje, devido a necessidades narrativas, eles já caminham de dia. A “humanização” dos vampiros incide no risco supremo de desglamourizar essas criaturas e tirar-lhes o charme imortal. Afinal de contas, quanto mais se aproximarem de nós, menos interessantes serão. O erotismo, a angústia, o sangue, a depravação, a incorreção, a dor e a repulsa pela humanidade foram os elementos que tornaram os vampiros interessantes para nós. O processo de “humanização” que impomos a eles agora, diz mais sobre nós do que qualquer metáfora que possa ser filtrada de qualquer filme sobre vampiros.

Veja também:

A nova onda dos vampiros
Top 10: Vampiros inesquecíveis

ESPECIAL LUA NOVA - Pílulas de Forks

Hello bíceps!
A frase que Bella dispara assim que bate os olhos em Jacob é exatamente o que pensa a platéia do lado de cá (principalmente a feminina). O ator Taylor Lautner, que a despeito de sua avantajada forma física nesse segundo filme, cumpre direitinho o papel de colírio da vez. Jacob suspira, protege, enfim faz tudo por Bella em Lua Nova e, como já se sabia, leva um pé na bunda. “It´s always been him”. A dolorosa frase de Bella no epílogo de Lua nova no entanto, não deve encontrar eco entre as adoradoras de Edward. Essas sim são capazes de balançar em suas convicções.

Pai babaca!
Tudo bem que Bella seja saidinha e que seu pai não desconfie de metade do imbróglio vampírico que ela está envolvida. Mas peraí, Charlie(Billy Burke) que calha de ser também o xerife de Forks, não deixa de parecer um tanto frouxo. Ele simplesmente não consegue impor limites a sua filha. Pode-se argumentar que isso acontece com todos os pais às voltas com filhos adolescentes, mas eles pelo menos reagem mais energicamente a certas insubordinações características dessa fase. Charlie, infelizmente, leva o troféu de pai babaca da temporada. Há de se ponderar, o que ele faz lá afinal?

Meus cinco minutos
É impressionante o que bons atores são capazes de fazer. Mesmo com pouco tempo,Michael Sheen que vive o líder do clã dos poderosos e temidos Volturi,que se aparece 5 minutos em cena é muito, consegue cativar. Sheen, que já esteve do lado dos lobisomens em Anjos da noite, dá um delicioso toque inglês aos afetados vampiros. Charme e senso de humor que até então não haviam sido engatilhados corretamente por nenhum outro vampiro do filme. Com mais tempo de tela em Eclipse, Sheen deve roubar o filme para ele.

Assumindo a inspiração
Há muitas cenas para garotas suspirarem em Lua nova. Mas uma delas em especial deve ter um efeito cardíaco em muitas adolescentes. Edward ( um super pálido Robert Pattinson) recita um trecho de Romeu e Julieta de Shakespeare com paixão palpável. A angústia de Edward encontra em Shakespeare a mais bela e eloquente tradução.


Ainda os sentimentos
Muito se falou sobre a evolução dos efeitos especiais para esse segundo filme. De fato eles melhoraram sensivelmente. Mas o cerne da história e o que melhor tratamento recebe são os sentimentos desencadeados pelo triangulo amoroso mais badalado de Forks. O diretor Chris Weitz, por sinal, conseguiu ser muito mais bem sucedido nessa área do que muitos imaginavam ser possível.

Ainda os sentimentos II
E o amor não é para principiantes. Em meio a transformações, perda de alma, lobisomens, vampiros, pais inertes, vampiras vingativas e depressão, o amor permanece sendo o inicio, o meio e o fim. Para Bella, significa virar vampira para passar a eternidade com seu amado, para Edward, significa em resistir a essa tola vontade, e para Jacob, significa contorcer-se em sua dor de não ser ele o escolhido. Haja lágrimas.

Sobre atuar...
Todo o elenco parece melhor em Lua nova. Robert Pattinson capricha na cara de dor de barriga. Taylor Lautner se vira nos 30 muito bem, já Kristen Stewart destoa um pouco. Exprimir sentimentos tão dolorosos e intensos realmente não é fácil, mas a atriz exagerou um pouco nas caretas. O minimalismo passou longe das atuações em Lua nova. Mas quem se importa?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - Fã clube

O fenômeno Crepúsculo parece maior cada vez que se olha para ele. É bem verdade, que a série de livros da autora Stephenie Meyer já gozava de algum sucesso antes do filme do ano passado, mas é inegável a contribuição da fita dirigida por Catherine Hardwick para a proliferação da 'crepúsculomania'. Um parâmetro que denota isso facilmente é a lista dos livros mais vendidos das principais revistas semanais do país. Os quatros livros da saga estão presentes entre os 10 mais. E lá estiveram por todo o ano. Nenhum deles estava lá antes do lançamento de Crepúsculo (o filme) no ano passado.
Contudo, não se pode menosprezar a base de fãs desse universo. Afinal de contas, o filme Crepúsculo era uma aposta arriscada do pequeno estúdio Summit, com uma diretora de carreira modesta, atores até então inexpressivos no mundo das celebridades e sérios problemas com efeitos especiais. Foram os fãs quem tornaram esses aspectos periféricos e deram status de “gasolina gasta” para detratores de plantão.
Claquete entrevistou uma das responsáveis pelo principal fã clube de Crepúsculo no país. E pelo funcionamento do site que deu origem a ele. O Twilight Team reúne milhares de fãs espalhados por todo o país. Com esmero e tino profissionais um time de colaboradores mantém atualizado o site com as últimas notícias envolvendo todo o universo twilight. Com a proximidade da estréia de Lua nova, eles têm tabalhado bastante. Quem falou com o blog foi Viviane Pécia de 22 anos. Ela mora em Ribeirão Preto e é uma das responsáveis por manter a paixão de milhares de 'twilighters' acesa.

Claquete: Quando e como surgiu a idéia e o conceito do fã clube?

Viviane: O fã-clube surgiu pouco tempo depois da criação do Twilight Team. A série ainda não era muito conhecida no país, então tudo o que você tinha que fazer era se cadastrar para encontrar outros fãs da serie e discutir a história.

Claquete : O site é o principal canal de comunicação do fã clube? Por quê?

Viviane: Eu diria que não. O fórum foi criado para os fãs que realmente querem discutir e opinar sobre a série. O fã-clube é apenas uma maneira de reunir os admiradores da historia.

Claquete: Quais são as pessoas responsáveis e como se organiza a rotina do site Twilight team?

Viviane: A equipe conta com inúmeros staffs e todos são importantes no desenvolvimento do site. Nós temos um grupo no Gmail, que é nosso meio principal de comunicação. Os arquivos de tradução são enviados, os tradutores avisam quais escolheram e mandam os documentos de volta após revisarem. As noticias também são enviadas para lá, e as responsáveis pela postagem num determinado horário ou dia traduzem e fazem as chamadas.
Há sempre alguém moderando o fórum, staffs específicas cuidando do Fanfic
Team...
O fã-clube é checado frequentemente para aceitar os membros pendentes e responder as perguntas dos que estão começando a descobrir a saga.

Claquete: Existe colaboração com alguma organização semelhante no exterior? Há planos para isso? Por quê?

Viviane: Pode-se dizer que sim. Um dos membros da Equipe está nos EUA e nos dá noticia sempre que possível. Temos parcerias com sites internacionais também, mas não colocamos muito esforço para nos expandirmos por lá porque o numero de fansites e ate mesmo dos fãs é muito superior.

Claquete: Qual é o perfil de quem visita o site? Existe a preocupação de atender
a um público mais diversificado ou busca-se contemplar apenas esse perfil?

Viviane: Nós temos um perfil de visitas muito diversificado. Procuramos repassar as notícias da maneira mais neutra possível, sem comentários maliciosos sobre algum personagem/ator, a não ser que esta seja a noticia. Temos desde pré-adolescentes até as chamadas 'Twilight Moms' nos visitando, então não nos preocupamos realmente em expandir nosso alcance.

Claquete: Quais são, em sua avaliação, as principais atrações do site?

Viviane: Os diferentes hostsites, o fórum, as paginas de especiais da série...
O site está sempre procurando colocar algo novo, uma entrevista ou uma pesquisa que atraia e divirta os fãs.

Claquete: Alguns fã-clubes organizam eventos para reunir membros e fãs. O Twilight team organiza algo do gênero? Por quê?

Viviane: Normalmente organizamos eventos com o apoio da editora ou de algum patrocinador. Eventos são trabalhosos e, sem ajuda, um tanto quanto caros. O numero de fãs no Brasil aumenta a cada dia, então complica um pouco manter meetings toda semana. Mas quando há algum tipo de data importante, como o lançamento de Lua Nova, há sempre algum tipo de programação ou promoção.



Para quem quiser conhecer o trabalho de Viviane e sua equipe de colaboradores, o endereço do site é www.twilightteam.com.br

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - Quero ser star

Taylor Lautner

Ele já circulava na tv americana desde 2003. Passou por séries teens como a insossa e curta Sumerland (exibida no Brasil pelo canal Sony) e pela cult Arrested development (exibida pelo canal Fox). Atuou, discretamente, em mais uma meia dúzia de filmes como Doze é demais 2, até que surgisse Crepúsculo. O momento da virada. Taylor Daniel Lautner, do alto de seus 17 anos, já é uma realidade. Pelo menos para milhões de garotas que veneram a saga de Edward, Bella e Jacob. Sim, porque seu personagem, embora não tenha o apelo de Edward, faz parte desse triangulo e em Lua Nova, sua presença será desestabilizadora.
Para a continuação de Crepúsculo, chegou-se a aventar uma troca de atores. Alguns produtores insistiam que Lautner (com a evidência que o segundo filme teria) não estaria apto a viver Jacob. O ator, ciente de que estaria na seqüência de Crepúsculo a confirmação de seu ‘green card’ hollywoodiano, não esmoreceu com os boatos. Seu agente manteve-se firme em relação ao pré-contrato assinado para o primeiro filme, que dava conta do retorno de todos os integrantes do elenco original, e Lautner pôs-se a correr contra o tempo. Fez exercícios físicos diariamente e passou por uma dieta rigorosa para ficar com a forma física sexy e viril que um protagonista de um triangulo amoroso teen precisa ostentar.



Upgrade: Jacob em Crepúsculo (a esquerda) e em Lua nova. Da água para o vinho

Quanto ao talento dramático, declarou: “A drama Queen de Crepúsculo é o Edward, eu sou o alívio cômico”. O senso de humor do ator, em entrevista recente a MTV americana, demonstra que ele está ciente de suas limitações e também ciente do que o filme pede dele. Lautner está envolvido em outros projetos. Além das inevitáveis continuações de Crepúsculo, o ator estará presente no estrelado filme do dia dos namorados americano. Em Idas e vindas do amor, ele nem vai chamar tanto a atenção assim. Afinal de contas divide cena com Julia Roberts, Jennifer Garner, Ashton Kutcher, Jamie Foxx e Jéssica Biel. Mas já dá uma mostra da companhia que ele pretende desfrutar daqui para frente.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - Perfil: Robert Pattinson

Irresistível por acaso

Robert Tomas Pattinson é um londrino que por muito tempo só foi um adolescente desengonçado do alto de seus 1,85 m. Hoje, é uma das estrelas de cinema mais festejadas e concorridas do mundo. Idolatrado por uma legião cada vez maior de fãs adolescentes e protagonista de fofocas desvairadas. Aos 23 anos, o ator está descobrindo o cinema. Aos 14 anos ingressou em uma academia de teatro amador, a Barnes Theatre Company, incentivado pelo pai - após ter sido expulso da escola em que estudava. Era uma forma de conter a ebulição de seus hormônios e canalizar sua energia para algo produtivo. Robert, em paralelo às atividades com o teatro-as quais se enamorava cada vez mais - manifestou interesse pela música. Foi nessa fase da vida que ele aprendeu a tocar os dois instrumentos que domina, violão e piano. A verve criativa de Pattinson então não parou de prosperar. Começou a realizar trabalhos para tv britânica, nos quais teve a oportunidade de conhecer outros atores, que assim como ele, também se dedicavam a música. Constituiu algumas bandas com seus amigos, mas com o crescente sucesso da carreira de ator, tornava-se cada vez mais difícil conciliar as atividades. Aos poucos, a música foi sendo relegada ao status de hobby. Porém, o ator não escondia o desejo de trabalhar sua música em um futuro próximo. Algo que além de palpável, se tornaria mais fácil com a posição de astro consolidada.
O primeiro grande papel de Robert Pattinson, talvez não tão grande, mas que hoje delimita o marco zero de sua carreira como ator de cinema, foi o de Cedric Diggory em Harry Potter e o cálice de fogo (2004).

Robert foi fotografado pela fotógrafa celebridade Anne Leibovitz para editorial da Vanity Fair

Depois de Harry Potter, o ator voltou a TV inglesa, voltou as bandas de garagem, mas deixou um agente encarregado de lhe promover em Hollywood. Assim surgiu o pequeno filme Little Ashes (2008), em que vive o pintor Salvador Dali. Um filme independente e um personagem difícil e de muitas camadas foram suficientes para Itálicodevolver a Pattinson o gosto pelo cinema. Realizou os testes para viver o Edward Cullen de Crepúsculo no mesmo ano em que rodou a biografia de Dalí. Eram 300 candidatos, a diretora Catherine Hardwicke e a escritora Stephenie Mayer acabaram escolhendo-o para viver o personagem. Nem elas, nem ele esperavam o frisson que se daria a seguir. Afinal de contas, existiam expectativas em torno do filme. Mas elas não eram tão colossais como as que se vive hoje ás vésperas d a estréia de Lua Nova e Robert Pattinson não esperava entrar para o time de galãs de Hollywood.
A contribuição do ator para o sucesso multimidiático de Crepúsculo não consistiu apenas da composição do angustiado Edward Cullen. A diretora Hardwicke incluiu duas músicas de Pattinson na trilha sonora do filme. As melosas Never Think e Let me sign. Pattinson já havia encaixado músicas suas na trilha de um outro filme seu (How to be, feito para a TV). Contudo, ele não havia tido esse tipo de projeção e exposição que Crepúsculo lhe proporcionou. O reconhecimento de Hardwicke, e dos fãs, lhe devolveu o gosto pela música. E fez com que o ator se predispusesse a montar uma banda de garagem novamente. A música como ganha pão ainda não faz parte dos planos, mas ele não está mais disposto a deixá-la de lado. Quando foi perguntado sobre a possibilidade de contribuir com uma faixa na trilha do novo filme, Pattinson foi generoso. “ Vamos deixar essa chance para bandas novas que precisam mostrar seus trabalhos.” Em uma alusão não só a si próprio, como a outras bandas que se beneficiaram do sucesso do primeiro filme, como Paramore e Tokyo Hotel.
O ator garante que não estava preparado para o sucesso que viver Edward lhe traria
Itálico
Esse ano em virtude do frisson que o interprete de Edward causa em meninas do mundo inteiro foi lançado um documentário sobre sua vida. Robsessed (ainda sem distribuição prevista no mercado brasileiro) cobre a vida de Pattinson desde sua infância até o estrelato conquistado em Crepúsculo. “Não há muito o que ver aí, mas espero que gostem”, disse o ator no coquetel de lançamento do DVD em Los Angeles há dois meses atrás.
Robert Pattinson é objeto de constante patrulha da celebrity gossip press. Seu possível envolvimento com a colega de elenco Kristen Stewart vende mais jornais do que a discussão sobre a reforma do sistema de saúde proposta por Obama. Sua vida pessoal pode ser vasculhada, mas não contem com a colaboração do ator para isso. Pattinson prima pela discrição. Se até hoje ninguém pode dizer ao certo se ele e Kristen estão, ou estiveram em algum momento, juntos, é em virtude do profundo respeito que Pattinson tem para consigo mesmo.
Pattinson agora quer deslanchar. Ele já está envolvido em pelo menos três projetos para 2010, além da terceira parte da saga de Bella e Edward.Como se pode atestar, O amanhecer, quarto filme da saga – previsto para 2011, está longe de representar o crepúsculo da carreira de Robert Pattinson.
Fotos: Vanity Fair
Confira Robert Pattinson cantando:



ESPECIAL LUA NOVA - Noite de gala

Foi realizada ontem á noite, a premiere americana de Lua Nova. Elenco e convidados prestigiaram a pré - estréia do filme em Los Angeles. Na próxima sexta ocorre a estréia mundial.

O dono da festa: Robert Pattinson distribui autógrafos
Divas adolescentes: Dakota Fanning (a esquerda) e Kristen Stewart esbanjam simpatia

O neo galã Taylor Lautner acena...
... e o penetra 50 cent faz cara de mau
Fotos: Associated Press

domingo, 15 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - TOP 10

Se há algo que caracteriza a saga Crepúsculo é seu aspecto trágico. O amor doído e impossível que move os protagonistas. Os livros tem algumas belas frases que ajudam a dimensionar esse sentimento. O Top 10 de hoje lista 10 frases da obra se Stephenie Meyer que são de tirar o ar.


10 -“É o crepúsculo de novo. Outro final. Não importa o quanto os dias sejam perfeitos, eles têm que acabar.”

9 -“Eu nunca pensei muito em como morreria, mas morrer no lugar de alguém que eu amo parece ser uma boa forma de morrer”

8 -“Se eu pudesse sonhar, sonharia com você e não me envergonharia disso”

7- “ Seus braços me envolvem e ele começa a me beijar de uma forma que devia ser crime”

6- “ Não vou a lugar nenhum. Não sem você. ”

5- “Não existem distrações para a agonia”

4- “Tome conta do meu coração, eu o deixei com você”

3- “Eu não posso existir em um mundo onde você não existe”


2- “Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”


1- “Edward é um vampiro, há uma parte dele que tem sede do meu sangue e eu estou perdidamente e incondicionalmente apaixonada por ele”