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domingo, 22 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - Insight

Três é melhor!
Em Lua nova, o triângulo amoroso formado pela humana Bella, pelo lobisomem Jacob e pelo vampiro Edward é potencializado. Ele é sem dúvida alguma, além do fio condutor da trama, seu elo mais poderoso. A despeito da resolução do triangulo (até porque no cinema ele ainda não foi resolvido), é preciso admitir que existe uma forte predisposição humana a valorizar dilemas amorosos dessa natureza. Algo que o cinema explora muito bem.
A clássica situação de dúvida sobre qual o melhor repouso para o coração, não é algo novo. O dilema de Bella já foi abordado em outros filmes de maneira diferente, muitas vezes até mesmo mais satisfatoriamente, e sob variados ângulos e perspectivas.
Em filmes como Os sonhadores e E sua mãe também, assim como na saga Crepúsculo, os integrantes do triângulo amoroso são jovens e iniciantes nas coisas do amor. Em Os sonhadores, os irmãos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) se envolvem com o americano Mathew (Michael Pitt) durante o maio de 68 na França. Em E sua mãe também, os amigos Julio(Gael Garcia Bernal) e Tenoch (Diego Luna) descobrem todos os sentimentos que se intercambiam ao amor, como ódio, inveja, luxúria, paixão, desapego, apego, traição e cumplicidade na figura de Luiza,uma mulher mais velha que os seduz.

Jacob, Bella e Edward: Os três vértices de um inusitado triângulo amoroso

O cinema nacional tem um triângulo amoroso dos mais poderosos a surgir no cinema nos últimos anos. Em Cidade baixa, os amigos Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Vagner Moura) põe a amizade a prova ao se apaixonarem pela mesma mulher, a prostituta Karina (Alice Braga). Em Vida bandida, Cate Blanchet é sequestrada por dois bandidos boa pinta, vividos por Bruce Willis e Billy Bob Thorton, e se divide entre os dois arquétipos de masculinidade que eles representam. Em Jules e Jim, de Francois Truffout, há a clássica disputa pelo coração de uma mulher, entre o Jules e o Jim do título. A pretendida é catherine (Jeanne Moreou).
Contudo, os dois exemplares mais eloquentes, sensuais, robustos e significativos de triângulos amorosos no cinema são Vick Cristina Barcelona, de Woody Allen e Proposta indecente, de Adrian Lyne. No primeiro há a incidência da casualidade, da sedução e do conflito entre impulsividade e controle como pouco se vira em filmes que se predispuseram a abordar triangulos amorosos no cinema até então. Juan Antônio (Javier Barden) tenta seduzir simultaneamente duas amigas. A inglesa Vick (Rebbeca Hall) e a americana Cristina (Scarlet Johanson). Tudo fica ainda mais complicado quando um quarto elemento surge, a ex – esposa de Juan Antonio, Maria Elena (Penélope cruz).


Triângulos amorosos no cinema podem ser sexy, dramáticos, românticos ou engraçados

Proposta indecente é mais feliz no comentário que elabora sobre as circunstâncias do poder. E de como esse elemento pode ser desestabilizador em um triangulo amoroso. No filme, o bilionário John Cage (Robert Redford) faz a chamada proposta indecente para o casal falido vivido por Demmi Moore e Woody Harrelson. Um milhão de dólares por uma noite com a personagem de Demi. Não é preciso dizer que essa proposta não irá mexer com o mundo de todos os envolvidos. Um filme sofisticado, que a despeito da solução um tanto conservadora, põe em debate um aspecto dos mais polêmicos sobre as razões, os efeitos, e as reverberações de um triangulo amoroso.

Negrito

Lázaro Ramos, Alice Braga e Vágner Moura em cena de Cidade baixa: Pode uma amizade resistir e intempestividade de uma paixão?