
A aguardada sequência de Crepúsculo, Lua nova (New moon, EUA 2009),finalmente chegou as telas de cinema do mundo inteiro. Como se imaginava, o filme é muito superior ao primeiro. Obviamente que o inflado orçamento tem sua participação nisso (principalmente no tocante aos efeitos especiais, bem melhores do que no primeiro filme), mas é em seu grande atrativo, ou seja o romance, que reside a principal melhoria promovida por esse segundo capítulo na saga de Crepúsculo. Lua nova é tragicamente romântico. E abrange os dilemas de seus protagonistas de forma mais satisfatória. Obviamente que isso vem também do livro de Stephenie Meyer, mas o diretor Chris Weitz consegue equilibrar as arestas da trama de forma muito mais orgânica do que a diretora Catherine Hardwickie fizera no primeiro filme. Com exceção dos primeiros 20 minutos onde o tom over impera, Lua nova elabora-se como um estudo da angústia de seus personagens. Pode-se argumentar que um estudo ralo, mas ainda sim extremamente interessante para aqueles predispostos a sofrer por amor.
No segundo filme encontramos Bella, embora com 18 anos, preocupada com seu envelhecimento e, na decorrente, impossibilidade de passar a eternidade com seu amado Edward. Este por sinal, após um incidente em que a vida de Bella foi posta em perigo, decide abandoná-la para garantir-lhe o direito de uma vida feliz e plena. Ambos sofrem com a decisão. Bella mergulha em uma depressão profunda e, profundamente incomum para sua idade, e é na figura de Jacob que encontra conforto. Jacob também atravessa mudanças (é durante a aproximação de Bella que ele descobre poder virar Lobisomen), mas tem uma atitude diferente de Edward em relação a como sua “maldição” deve influir na relação com Bella. É nessa diferença que Lua nova brilha mais. A tragédia romântica em que os personagens se embrenham sistematicamente é o que de mais reluzente o filme tem para apresentar. E ninguém sofre mais do que Jacob nesse filme. É ele quem, a despeito de seus esforços, não termina com uma promessa de felicidade.

Lua nova se assume como super produção, não pelos efeitos especiais ou pelas filas homéricas nas salas de cinema, mas pela opção de potencializar aquilo que fora sempre a galinha dos ovos de ouro da literatura de Meyer. A história de amor trágica entre a adolescente Bella, o vampiro Edward e o lobisomen Jacob. É certo que mais meninos verão Lua nova. É certo também que eles dirão que preferem esse ao primeiro, mas é mais certo do que tudo isso, que serão as adolescentes quem terão uma experiência plena e irrevogável ao assistir o filme. E são somente elas, as pessoas capazes de tirar isso de Lua nova.
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