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domingo, 11 de agosto de 2013

Insight - os papéis mais sensuais do cinema recente

Falar dos papéis mais sensuais do cinema recente não é tarefa fácil. O espaço para divergência é tenebroso e o conceito de recente é por demais amplo. É preciso estabelecer alguns critérios. O alcance desse artigo vai até 2010. Em três anos, houve mais papéis sensuais chegando às telas de cinema do que se pode imaginar em um primeiro momento. A lista poderia cobrir uma década e ainda assim ser considerada pertinente ao cinema recente, mas sucumbiria a obviedades. Diminuir sensivelmente seu alcance força um esforço de escavação e imaginação muito mais sedutor, estabelecendo relação de conveniência com os propósitos do artigo, portanto. 
Em primeiro lugar, é preciso dissociar personagens sensuais das performances sexy dos atores ou mesmo de nossas expectativas (mesmo assim Ryan Gosling tem um papel lembrado aqui). Isso feito, verifica-se que um filme que trata de sexo como Shame não apresenta nenhum personagem sensual e que outro, uma comédia rasgada e boba como Quatro amigas e um casamento apresenta uma personagem francamente sensual.




Dean Moriarty em Na estrada
Um vulcão em erupção. Essa definição veste muito bem o personagem mais canônico do livro marco da geração beat que ganhou o rosto e corpo de Garrett Hedlund em Na estrada. Um tipo indomável, amante da vida e de seus prazeres que não se priva de usar todo o seu poder de hipnose e encantamento.

Tony Stark na trilogia Homem de ferro
A primeira vez de Tony Stark no cinema foi em 2008, mas o pós-Tony Stark ainda está impregnado de Tony Stark. O delicioso misto de arrogância e fragilidade tão bem adensado por Downey Jr. tornam o personagem – que voltou aos cinemas em 2010 e 2013 - irresistível.  

James Bond em 007 – operação Skyfall
Bond está aí desde os anos 60, mas desde a despedida de Sean Connery o personagem não era tão selvagem, viril e robusto. No 23º filme da franquia, porém, Daniel Craig encontrou a classe que faltava para equilibrar sua sensualidade bruta à elegância tradicional de Bond. Ver o agente ferido emocionalmente, se sentindo vulnerável e traído, fez Bond soar ainda mais sensual.



Katie em Quatro amigas e um casamento
Ela é fácil e nem tão inteligente assim, mas sua doçura e generosidade se misturam a exuberância física e confiança dessa mulher tão bem irradiada pela performance pontual de Isla Fischer. Se o mundo é das piriguetes, Katie é nossa rainha.

Anna em Para Roma com amor
A participação é curta, mas é vermelha. Os lábios de Anna, uma prostituta italiana que confunde um homem em lua de mel com um cliente, combinam com o vestido curto e bem ajustado no corpo de Penelope Cruz e dão o tom da personagem que é muito mais brasa e carinho do que a própria esposa do confundido.

Joanna em Apenas uma noite
A hesitação de uma mulher pode nos levar à loucura e Joanna (vivida com a graça de sempre por Keira Knightley) hesita bastante. Confiar no marido ou não, trai-lo ou não. Ceder à tentação de cair nos braços de uma antiga paixão ou não. A sensualidade da personagem está mais na sua não-ação do que no que de fato faz. Vestir-se bem e ter lembranças de Paris ajuda!

Driver em Drive
O personagem foi construído para ser sexy e Ryan Gosling era o homem certo para dar cabo do que o papel apenas podia sugerir. A jaqueta, o neon, o silêncio...  Nem bom moço, nem mau moço. Uma deliciosa bifurcação disso.



Lucy em Beleza adormecida
Emily Browning vive um fetiche masculino nesse filme conceitual de Julia Leigh. O que não a impede de construir uma jovem desconectada de sua essência e que não tem ciência de sua beleza e força interior. Essa não consciência pode ser delirantemente sensual.

Elizabeth Em transe
A típica femme fatale que só se revela como tal lá pelos idos do filme. Um homem às vezes gosta de ser manipulado e no mais recente filme de Danny Boyle, Elizabeth (Rosario Dawson) manipula dois. Nada fascina mais do que uma mulher ciente de seu poder de sedução.

Menção honrosa:

Nicki em Bling ring – a gangue de Hollywood
Ela é a razão desse artigo existir. No trailer, Nicki (Emma Watson) já demonstra que a sensualidade é seu cartão de visitas. E vamos visita-la!

sábado, 18 de maio de 2013

Crítica - Homem de ferro 3

Futuro incerto


Homem de ferro 3 (Iron man 3, EUA 2013) é um filme de transição. Depois de consolidar o universo Marvel no cinema, é a hora de consolidar o universo Tony Stark. Esse terceiro filme se presta a esse intuito. Robert Downey Jr. pode ou não renovar para mais uma bateria de filmes, mas é preciso pensar além do futuro imediato e a Marvel – como deixa claro o “Tony Stark will return” depois da cena pós-créditos – vê no personagem o seu James Bond.  Tudo em Homem de ferro 3, seus defeitos e qualidades, convergem para a consolidação desse “universo Tony Stark”. O filme, seguramente mais frágil do que os anteriores, escala a megalomania característica dos vilões ‘bondianos’ na figura de Aldrich Killian (Guy Pierce); investe mais em Tony Stark na tela do que no Homem de ferro e até enseja as “stark girls”, ainda que timidamente nesse primeiro rascunho, na figura da personagem de Rebecca Hall. O cálculo está muito bem feito. O perigo é que Homem de ferro integra outro universo, o Marvel, e essa dupla pretensão pode gerar desequilíbrios no longo prazo. Além do mais, ainda resta a incógnita se o personagem conseguiria sobreviver sem Robert Downey Jr. Não é porque Bond sobreviveu sem Sean Connery, que o mesmo aconteceria aqui.
A questão, no entanto, merece uma análise à parte. O filme, ainda que decepcione na comparação com seus predecessores – em especial o primeiro, se firma como um blockbuster digno. Sob muitos aspectos, como filme evento, Homem de ferro 3 é um triunfo. Há um roteiro que se passa muito bem por inteligente, ainda que não o seja, personagens cativantes (os novos e os de sempre) e Robert Downey Jr. provando que consegue se manter no auge mesmo com a pressão maior sobre seus ombros. Mais tempo em tela com menos cenas de ação e um personagem já conhecido e relativamente desgastado não diminuíram a força de Downey Jr. para autoparódia e muito menos tornaram seu cinismo menos efetivo. O ator continua responsável pelo melhor que Homem de ferro tem a oferecer como cinema, o que põe em dúvida se a série tem condições de evoluir sem o ator.

Robert Downey Jr. em cena do filme: ele ainda vale o ingresso

Os efeitos especiais, desnecessário dizer, são de brilhar os olhos. O clímax do filme, em que diversas versões do Mark (nome de batismo do traje do Homem de ferro) funcionam automaticamente e Tony migra de um para outro conforme as circunstâncias exigem talvez seja o mais próximo da HQ – no sentido visual – que um filme da Marvel já chegou.   
Homem de ferro 3, com sua massiva bilheteria, esconde um esgotamento criativo da Marvel. Os vingadores não foi a coca-cola que se esperava e a transição ensejada por Homem de ferro 3 talvez já seja reflexo disso. É cedo para dizer. Certo é que a Marvel precisa mais do que nunca de Robert Downey Jr., que já não precisa mais da Marvel. É a resolução dessa história que decidirá o futuro do personagem daqui para frente.

terça-feira, 30 de abril de 2013

TOP 10 - Dez excelentes comediantes que não são tidos como comediantes


Nada de Alec Baldwin, Sacha Baron Cohen, Ben Stiller ou Jim Carrey. Está na hora de fazer justiça a alguns atores que são ótimos comediantes, mas que por serem ótimos em outras áreas não são lembrados por seus dotes cômicos. Claquete repara essa incorreção história e lista dez excelentes comediantes que você não tinha parado para pensar que são, de um jeito bem especial, comediantes.

10  - Bruce Willis
Willis já esteve em mais comédias do que você consegue lembrar. Do pop Meu vizinho mafioso (1999) ao humor negro de A morte lhe cai bem (1992), passando por fanfarronices como pontas como ele mesmo em Doze homens e outro segredo (2004) e Fora de controle (2008) e comédias como Vida bandida (2001), entre outros. Some-se a isso a desenvoltura com que Willis se apoia na comédia para criar seus personagens em filmes de ação como Duro de matar (1988), Xeque-mate (2006), 16 quadras (2006) e Red – aposentados e perigosos (2010).

9 – Jon Hamm
Por trás do classudo Don Draper da excepcional série Mad men reside um comediante de marca maior. Pouca gente sabe, mas as primeiras incursões de Hamm na TV foram na comédia. Mesmo depois do sucesso obtido com a série mais premiada de todos os tempos, Hamm pôde ser visto em participações hilárias no Saturday Night Live e no seriado 30th Rock.

8 – Brad Pitt
Já está pacificado que Pitt é um baita ator. Foram anos e muitos trabalhos desafiadores para que Pitt conquistasse o respeito e admiração de setores da indústria e da crítica. Um próximo desafio que Pitt poderia se investir era o de provar o ótimo comediante que é. Desde a ótima participação na sitcom “Friends” até as memoráveis composições do idiota rato de academia em Queime depois de ler (2008) e do idiota que escalpa nazistas em Bastardos inglórios (2009), passando por excelentes performances cômicas na trilogia Onze homens e um segredo (em que faz um comilão obsessivo), em Sr. & Sra. Smith (2005) e em Snatch- porcos e diamantes (2000). 

7 – Robert Downey Jr.
Alguma polêmica quanto à presença de Downey Jr. nesta lista? Impossível. Nenhum ator atual consegue convergir tão harmonicamente a gravidade do drama com cinismo e sarcasmo. Downey Jr. em toda aparição pública é um show à parte, mas na tela de cinema é um show inteiro. Prova disso são as duas bilionárias franquias (Homem de ferro e Sherlock Holmes) que carrega nas costas.

6 – Mark Wahlberg
É isso aí! Marky Mark! Quem teve um primeiro contato com a veia humorística de Mark Wahlberg em Ted pode até estranhar sua presença nessa lista, mas Wahlberg já havia se descoberto um homem da comédia há algum tempo. Em 2013 ele mistura ação e risos em Suor e glória, que promete ser dos filmes mais divertidos dos últimos anos, e 2 guns. Para quem precisa correr atrás do prejuízo, recomenda-se Os outros caras (2010), Uma noite fora de série (2010) e Três reis (1999).

Willis é um dos representantes da lista
que além do muque, apresenta tino para o riso
5-  Dwayne “The Rock” Johnson
Ele começou como raspa de tacho da franquia A múmia. Ex- lutador profissional e com uma carreira sólida na TV com filmes de ação, The Rock, que então assumiu de vez o nome Dwayne Johnson, se sedimentou no cinema de ação a partir de 2002 com o spin off de A múmia, O escorpião rei (2002) e filmes como Bem-vindo à selva (2003) e Com as próprias mãos (2004). Meio que sem querer, em 2005, em Be cool – o outro nome do jogo, mostrou que tinha tino para a comédia. Não à toa faz sucesso junto ao público infantil em filmes como Treinando o papai (2007) e A montanha enfeitiçada (2009). Fará dupla com Wahlberg em Suor e glória.

4 – Kevin Spacey
Ator de grife, Spacey é um baita de um comediante. Já fez imitações hilárias de personalidades diversas em talk- shows, criou personagens engraçadíssimos em alguns de seus filmes mais modestos e de suas peças mais disputadas em Londres. Entre seus melhores momentos como comediante no cinema estão O árbitro (1994), O psicólogo (2009), O super lobista (2010) e Quero matar meu chefe (2011).

3- Justin Timberlake
As esquetes no Saturday Night Live são famosas e Justin já mostrou as manhas do humor em outras oportunidades. Tanto no cinema como em eventos ao vivo. Não por menos seu nome é ventilado como candidato à apresentar a cerimônia do Oscar em 2014. No cinema, Timberlake mostra seu “comedy back” em filmes como Professora sem classe (2010) e Amizade colorida (2011).

2- Philip Seymour Hoffman
Em uma entrevista recente à revista Total Film, Chris O´Dowd de filmes como Solteiros com filhos e O virgem de 40 anos disse que se espanta com a facilidade com que Philip Seymour Hoffman faz comédia. Para O´Dowd, Hoffman é uma referência negligenciada por muitos que desejam ingressar no humor. Hoffman prova que O´ Dwod está certo em filmes como Quero ficar com Polly (2004), Jogos do poder (2007) e Os piratas do Rock (2009).

1 – Woody Harrelson
Woody Harrelson é um dos maiores atores do cinema contemporâneo. Apesar de ser frequentemente subestimado, Harrelson segue com o bom nível de atuações em filmes como Um tira acima da lei e Virada no jogo.  No entanto, um recorte na carreira de Harrelson permite vislumbrar o grande comediante que ele é e poucos se dão conta. Seja como alívio cômico em blocbusters de ação (2012) ou roubando a cena dos protagonistas de comédias românticas (Amizade colorida, ED TV), Harrelson sempre manda bem quando a ordem do dia é fazer rir. Outros grandes momentos são Sete psicopatas e um Shih tzu (2012), Zumbilândia (2009), Ladrão de diamantes (2004) e Tratamento de choque (2003).

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cenas de cinema


Desculpas tortas
A fama de Kristen Stewart, dizem as más e bem informadas línguas de Hollywood, não anda das melhores – ainda em virtude da traição muito badalada em meados do ano passado. A atriz está com dificuldades para confirmar projetos e os filmes aos quais ela já está vinculada demoram para decolar. É mais ou menos o que está acontecendo com Focus, novo filme dos diretores de Amor a toda prova, John Requa e Glenn Ficarra. O filme não consegue sair da pré-produção, estágio em que já se encontra há pelo menos seis meses. No início do ano, em meio ao alvoroço por Argo na temporada de premiações, Ben Affleck abandonou o projeto. Ele seria o par romântico de Kristen no filme. Kristen ficou, meio que sem querer, esperando o que ia aparecer. Apareceu Will Smith. Foi então que o inusitado aconteceu. Kristen pulou fora do projeto. Ninguém entendeu muito bem e a explicação dada pela assessoria da atriz só piorou. Oficialmente, Kristen saiu do projeto porque achou a diferença entre a sua idade e a de Smith muito grande. Em tempo: Will Smith tem 44 anos e Ben Affleck tem 40 anos.

Will Smith faz pose: o que o único ator no momento vinculado a Focus tanto desagrada a Kristen Stewart? Ou seria Ben Affleck que agradava?

Reese Witherspoon e o “sabe com quem você está falando?”
Reese Witherspoon é a primeira vencedora do Oscar em muito tempo a ir para o xilindró. Ela poderá adicionar a estatística à famigerada fala “você sabe com quem está falando?”, com a qual se dirigiu para um policial que logo a prenderia por desacato e desordem.  O carro em que a atriz e seu marido estavam foi parado por uma patrulha policial no último fim de semana na Georgia, estado americano, e seu marido seria detido por embriaguez. Witherspoon então resolveu exercer sua celebridade quando “estava visivelmente embriagada” como diria a atriz depois de liberada, e disparou: “Você sabe com quem está falando? Seu nome vai estar no noticiário nacional”. Quem não ficou bem na foto, e em noticiário internacional, foi Whiterspoon.

Reese: mal na foto

Cadê o nosso presente Jack?
Ele completou 76 anos no dia 22 de abril de 2013 e tem 75 filmes na premiadíssima carreira. Estamos falando de Jack Nicholson, afastado das telas desde a participação em Como você sabe (2010) e sem nenhum projeto em andamento ou acertado.
Jack Nicholson faz falta! É uma força da natureza que por si só já vale o ingresso.
Fica a torcida para que Jack Nicholson, que não perde um jogo dos Lakers (time de basquete do qual é avidamente fã) em Los Angeles, retome o gosto pelo cinema.

Jack, em uma de suas últimas aparições públicas, em homenagem ao ex-jogador de basquete Shaquille O´Neal em Los Angeles

É mas não é, entende?
Jamie Foxx experimenta um bom momento na carreira. Depois de ser protagonista do último e celebrado filme de Quentin Tarantino, ele será o presidente dos EUA no novo blockbuster do alemão Roland Emmerich. Desde que surgiram as primeiras imagens de O ataque, comparações com Obama pipocaram na internet. Em Cancun, no México, onde participou de um evento de divulgação dos próximos lançamentos da Sony, Foxx disse que não fez uma imitação de Obama, mas que incorporou algumas de suas características. Alguém pensou em Ray?

Jamie Foxx em cena de O ataque: não é bem assim...


A bundinha de Robert Downey Jr.
Robert Downey Jr. está em uma maratona que Gwyneth Paltrow não consegue acompanhar. Em uma mesma semana o ator esteve em Seul, Londres, Paris, Moscou e Munique para apresentar Homem de ferro 3. A atriz só se juntou a ele em Munique, onde concederam uma bem humorada entrevista coletiva. Paltrow destacou que ainda que Homem de ferro 3 seja um produto típico da cultura pop, ao trabalhar com gente como Robert Downey Jr. e Don Cheadle, a sensação que se tem é diferente da de se trabalhar com um ator saradão de 26 anos e sem camisa. Enquanto Downey Jr. sorria de canto de olho, Paltrow destacou que Downey Jr. fica “ótimo” sem camisa e recomendou que todos dessem um beliscão na bunda do ator na saída.

Confira esse e outros momentos da coletiva no vídeo abaixo:


sábado, 6 de abril de 2013

Em off


Nesta edição de Em off, algumas apostas do blog para o line up do festival de Cannes 2013, o enigma de Robert Downey Jr. caindo na boca do povo, a promessa de um ano magnífico para Julianne Moore, as façanhas cada vez mais elogiosas de Matthew McConaughey, as elucubrações de Danny Boyle e o que há no futuro de Tim Burton.

Um ano para chamar de dela
Julianne Moore é daquelas atrizes obrigatórias para quem gosta de cinema. Extremamente talentosa, Moore, no entanto, ostenta poucos prêmios. Alguma redenção pode estar à espreita com a safra de 2013, já que ela estrela nada mais nada menos do que seis filmes com lançamento programado para este ano. De petardos comerciais (como o remake de Carrie – a estranha) a perolas indies (a estreia de Joseph Gordon-Levitt na direção com Don Jon e a comédia dramática The english teacher), Moore será uma das presenças recorrentes da temporada cinematográfica e isso é muito bom.
Além desses filmes, Moore estrela ainda o tocante What Maise knew, que integrou a seleção do último festival de Toronto, o thriller de ação Non stop ao lado de Liam Neeson e o início da saga que pretende ocupar o posto deixado por Harry Potter, The seventh son.

Julianne Moore em The seventh son, com lançamento previsto para novembro nos EUA: um ano intenso e plural


Cadê o McConaughey que estava aqui?
Há pelo menos dois anos se discute, nos mais variados fóruns cinéfilos, o giro de 180º impresso por Matthew McConaughey em sua carreira. Uma série de projetos, iniciados com o ótimo drama O poder e a lei lançado em 2011, colocaram o marido de Camila Alves no mapa dos atores mais requisitados e celebrados do momento. E a meritocracia não para de crescer. McConaughey parece decidido a só escolher os projetos certos. Ainda com o lançamento de Mud pendente, o ator começa a colher os frutos da primorosa sequência de trabalhos enfileirada (Magic Mike, Killer Joe, Bernie e The paperboy). Está no novo longa de Martin Scorsese, o antecipado The Wolf of Wall Street e perdeu peso para viver um aidético em Dallas Buyers Club. Mas esses eram projetos já anunciados. A novidade mais recente, divulgada na última semana, é de que o ator será o protagonista de Interstellar, ficção científica de Christopher Nolan e seu primeiro trabalho após a conclusão da trilogia do cavaleiro das trevas.
A notícia é sintomática do novo status do ator em Hollywood. Não obstante, ele ainda protagonizará uma minissérie policial para a HBO.

McConaughey bem mais magro, em imagem de dezembro de 2012, no set de filmagens de Dallas Buyers club: além do respeito de crítica e público, indicações ao Oscar pairam no horizonte

O que esperar do próximo filme de Tim Burton?
Tim Burton é um excelente cineasta. Conceitualmente e visualmente, é dos mais significativos da atualidade. Contudo, já há algum tempo vem sendo questionado pelo fato de ter se acomodado narrativamente e de seu cinema, e muitos veem a parceria com Johnny Depp como catalisadora disso, ter perdido expressividade.
O site Deadline divulgou na última semana que Burton será o diretor de Big eyes, filme cuja premissa grita por um diretor com o talento e a sensibilidade estética e narrativa de Burton. O filme mostrará um casal de pintores famosos por fazerem retratos de crianças com olhos grandes. Margaret e Walter Kane foram dois dos primeiros artistas a comercializar obras de arte como produtos nos idos dos anos 50 e 60. A união terminou e eles travaram longas disputas nos tribunais. Christoph Waltz e Amy Adams estão vinculados ao projeto e devem interpretar os protagonistas.
Big Eyes, que será produzido pela The Weinstein Company pode representar o retorno de Burton às boas críticas. O último filme do diretor a angariar massiva aprovação crítica foi Peixe grande (2003). E lá se vão dez anos!

O enigma de Robert Downey Jr.

Em 12 de fevereiro de 2012, claquete publicou na seção Insight um artigo bastante analítico sobre as escolhas de Robert Downey Jr. em sua fase mais dourada no cinema e sobre como elas o conduziram para um impasse. Downey Jr. é um bom ator ou apenas um sujeito eficiente em verter versões de si mesmo na tela grande? E mais: por que a durabilidade de séries como Homem de Ferro e Sherlock Holmes poderia se provar prejudicial à percepção que o público tem dele. A mais recente edição da revista Serefina, que estampa o ator em sua capa, apresenta uma matéria com questionamentos semelhantes. A ideia de que Downey Jr. esteja se esgotando já ronda Hollywood há algum tempo e Homem de ferro 3 será um valioso instrumento para apontar o caminho que o ator deve seguir daqui para frente.


O devaneio de Danny Boyle
O novo filme de Danny Boyle, um sofisticado suspense envolvendo hipnose e roubos de obras de arte (Em transe) é um das estreias do fim de semana nos EUA – no Brasil o filme chega no início de maio. Em uma das muitas entrevistas que fez para promover o filme, Boyle disse que não planeja mais trabalhar em produções de grande orçamento. Por isso rejeita a possibilidade de conduzir uma aventura de James Bond, ao qual frequentemente é vinculado. Some-se a isso, a percepção de que, para Boyle, uma grande estrela distorce um filme. Na visão do diretor vencedor do Oscar por Quem quer ser um milionário?, um astro de cinema desequilibra expectativas e perspectivas em um filme. Seja durante a produção do filme ou na recepção do público.
Apesar do radicalismo de Boyle, sua análise não está de toda errada. Um astro, de fato, altera o DNA de um filme. Essa questão já foi discutida por Claquete anteriormente sob muitos ângulos (clique aqui para conferir um deles) e voltará à pauta em uma futura seção Insight.

Algumas apostas para Cannes
Será anunciado nos próximos dias o line up do festival de Cannes 2013. Pode ser que não surja de pronto uma lista fechada com os 20 filmes que disputarão a Palma de ouro, mas cerca de 17 ou 18 filmes já devem ser confirmados. Como já é notório, a 66ª edição de Cannes terá Steven Spielberg como presidente do júri da principal mostra competitiva e O grande Gatsby como filme de abertura. Claquete indica alguns filmes que, na avaliação do blog, farão parte do evento. 

+ The Bling ring, de Sofia Coppola (EUA)
Sofia, que esteve em Cannes com Maria Antonieta em 2006, ainda deve um grande filme ao festival. Seria essa a chance? O filme já está pronto e Sofia é cult o suficiente para se garantir como uma das grandes atrações. De quebra, Emma Watson seria um ímã no tapete vermelho.

+ Blood ties, de Guillaume Canet (EUA)
O filme é americano, mas o diretor é francês. Aliás, diretor que também é ator e casado com Marion Cotillard, que protagoniza o filme. Ser um thriller dolorido e com forte proeminência dramática ajuda.

+ La granda bellezza, de Paolo Sorrentino (ITA)
Os últimos quatro filmes de Sorrentino debutaram em Cannes. O filme já está pronto. É só fazer as contas.

+ Twelve years a slave, de Steve McQueen (ING)
O novo do diretor de Shame com os astros Michael Fassbender e Brad Pitt, além da nova sensação Quvenzhané Wallis. Thierry Frémaux, diretor do festival de Cannes, deve estar se matando para garantir este filme no evento.

+ Jeunie et Julie, de François Ozon (FRA)
Depois de figurar dois anos consecutivos em Veneza, esse poderia ser o filme de retorno de Ozon a Cannes, onde somente disputou com Swimming pool em 2003. O filme ainda está em pós-produção. Se não ficar pronto a tempo, é certeza em Veneza. 

+ Lowlife, de James Gray (EUA)
Gray é um dos queridos de Cannes. Neste tenso drama estrelado por Joaquin Phoenix, Jeremy Renner e Marion Cotillard deve engatar sua segunda participação consecutiva na riviera francesa. Concorreu à Palma de ouro por seu último filme, Amantes em 2008.

+ Only God forgives, de Nicolas Winding Refn (EUA)
O diretor de Drive, uma das sensações do festival em 2011, e Ryan Gosling juntos novamente. Quem vai resistir? Cannes certamente não.

+ The past, de Asghar Farhadi (FRA)
Primeiro filme do diretor de A separação após a consagração internacional do filme vencedor do Oscar em língua estrangeira. É também seu primeiro filme fora do Irã e com astros franceses como Bèrenice Bejo e Tahar Rahin.

+Serra pelada, de Heitor Dhalia (BRA)
Um épico brasileiro sobre o maior garimpo a céu aberto do país. Uma história de ganância e violência com a sensibilidade de Dhalia, que causou boas impressões com À deriva, exibido em Cannes na mostra Um certo olhar.

+ The Nymphomaniac, de Lars Von Trier (DIN)
Von Trier em Cannes, a despeito das polêmicas exacerbadas de sua última participação, é sempre certeza. Ainda mais com um projeto tão polarizante como esse - um filme com cenas de sexo explícito. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

ESPECIAL OS VINGADORES - Painel


Quem é o melhor Hulk?
Se existe um vingador esquizofrênico em Os vingadores é o Hulk. Em dez anos, é a terceira vez que o herói chega aos cinemas e pela terceira vez é interpretado por um ator diferente. Na primeira incursão, em 2003, sob a batuta de Ang Lee, o então desconhecido australiano Eric Bana viveu Bruce Banner. Em 2008, quando Hulk voltou aos cinemas em uma versão mais anabolizada, o americano Edward Norton foi o responsável por sua forma humana. Em 2012, em Os vingadores, Hulk e sua contraparte humana são responsabilidade de Mark Rufallo. Mas quem é o melhor Hulk? Em termos de procedência artística, Edward Norton além de mais tempo de contribuição detém mais reconhecimento crítico – ainda que Mark Rufallo o siga bem de perto.
Eric Bana, talvez, tenha sido quem desfrutou de melhor material. Foi, também, quem suscitou menos expectativas. A resposta, para o bem ou para o mal, está diretamente relacionada a esses dois fatores.

Por que não deu certo?

Bana fez um ótimo Bruce Banner. Ator contido, soube explorar as angústias que moviam o personagem. Foi prejudicado pela má aceitação ao filme de Ang Lee e pelos efeitos especiais que faziam de seu Hulk algo extremamente artificial.

Por que não deu certo?

É notória em Hollywood a intransigência de Edward Norton. O ator gosta de controlar todas as etapas da produção, mesmo quando isso não lhe compete. Entrou em atrito com a Marvel, com a Universal e com o diretor Louis Leterrier, responsável por O incrível Hulk (2008), e nem sequer foi procurado para integrar o elenco de Os vingadores. Ficaram mágoas de parte a parte. Verdade seja dita, Norton foi subaproveitado em um filme que não tem a preocupação de ser profundo.

Por que pode dar certo?

Pessoalmente escolhido para o filme após conversas com toda a equipe criativa, Rufallo pode se beneficiar do fato de debutar em um filme que não é do Hulk. Também é positivo o fato de atores de maior envergadura comercial estarem ao seu lado como Robert Downey Jr. que, de acordo com os trailers, irá levantar a bola para Rufallo cortar.



Cinco razões para Os vingadores dar errado
Todo mundo já está careca de saber porque Os vingadores pode dar certo. Mas e se der errado? Claquete antecipa o que pode ser água no chope da Marvel.

5 – Um diretor que não está acima de qualquer suspeita
Joss Whedon não é uma unanimidade. O criador de Buffy é realmente reverenciado por uma parcela de fãs de ficção científica. Outra cria sua, Firefly é o que chamamos de fracasso cult. Whedon, além de não ostentar experiência com grandes orçamentos, não é um diretor propriamente dito. Ele só dirigiu aquilo que criou. Os vingadores é seu primeiro grande trabalho fora dessa “zona de conforto”. A Marvel sempre tomou cuidado na escolha dos diretores a frente de seus filmes. Até mesmo Jon Favreau já tinha filmes de médio porte com eficácia comprovada, caso de Um duende em Nova Iorque.

4 – Muito cacique para pouco índio
Thor, Capitão América, Homem de ferro e Hulk já tiveram seus filmes. Além deles, a Viúva negra e Gavião arqueiro também constituem os vingadores. É muito herói para pouca fita. Ao privilegiar a ação em detrimento dos dramas desses personagens, Os vingadores pode se verificar um filme extremamente superficial e ainda mais raso do que muitos suspeitam.

3 – E o que fazer com o vilão?
Problema semelhante ocorre em relação ao vilão do filme. É sabido que Loki, irmão de Thor, precipitará a reunião do super grupo e que, talvez, a Marvel esteja escondendo um outro supervilão, que seria uma entidade, para dar mais molho à trama. Fato é que, cinematograficamente, essa mistura pode não ser lá muito justificável em face de um super grupo como esse. Sem contar que Loki, na construção do personagem feita em Thor, tem decalques shakesperianos que não sustentariam a unidimensionalidade requerida por um vilão meramente espalhafatoso.

2 - O fator Robert Downey Jr.
O material promocional de Os vingadores tem focado em Robert Downey Jr. e seu Tony Stark. Se isso é decalcado do filme ou meramente diretriz publicitária em breve será revelado, mas fato é que focar em Robert Downey Jr. pode dar a impressão de que se trata de um Homem de ferro anabolizado e o filme não conseguir se manter competitivo nas bilheterias por mais de dois fins de semana.

1 – Expectativa desestabilizadora
A espera por Os vingadores é grande. Se isso pode ser uma baita de uma vantagem para o fim de semana de estreia, pode se mostrar um problema em termos comerciais se o filme não corresponder às desmedidas expectativas de fãs, indústria e crítica. O filme pode até ser bom, mas tem muita gente esperando algo muito melhor que isso.



Nick “fucking” fury

Há quem acredite que Samuel L. Jackson nasceu para interpretar Nick Fury, o agente especial da S.H.I.E.L.D, responsável pela elaboração do supergrupo da Marvel, Os vingadores e que, no cinema, ganhou ainda mais importância. Essa aptidão natural tem a ver com a persona que Nick Fury ganhou na versão ultimate do universo Marvel. Nesta versão, uma reimaginação do universo tradicional com algumas pontuais modificações, Fury, propositadamente, ganhou os traços de Samuel L.Jackson. O desejo de um punhado de roteiristas nerds virou realidade e Jackson finalmente agregou seu jeito todo especial de falar “fuck” ao léxico do personagem.
O agente que é a cara de Jackson que por sua vez é a cara do agente terá mais destaque na trama de Os vingadores.

O dono do martelo

Não que o nome de Chris Hemsworth tenha sido contestado quando o ator foi anunciado como o escolhido para viver o Deus do trovão nos cinemas. A bem da verdade, Hemsworth tem porte e semelhança física com a descrição clássica do filho de Odin, nos quadrinhos pelo menos. A bem da verdade, Hemsworth era um completo desconhecido. Seu principal crédito até estrelar Thor, em 2011, tinha sido uma ponta na refilmagem de Star Trek.
Mas o ator provou ser digno do martelo de Mjolnir. Carismático e com bom timing cômico, Hemsworth se garantiu no papel de Thor e agora o revive em Os vingadores, com mais comodidade. Não obstante, já consegue se proliferar no cinema. Estará em Branca de neve e o caçador, aguardada superprodução desse verão, e em Rush, filme de Ron Howard com potencial para prêmios sobre uma das mais famigeradas rivalidades da história da Fórmula 1, entre os pilotos Nick Lauda e James Hunt. Hemsworth viverá este último.



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Insight

Robert Downey Jr. na berlinda


É até espantoso enunciar um artigo colocando Robert Downey Jr. no paredão. Além de um tanto estranho. Contudo, a preocupação é legítima. O próprio Downey Jr., em sua passagem pelo Brasil no último mês de janeiro, tocou no assunto. Indagado se temia que o público se enjoasse dele, o ator foi bastante sereno ao afirmar que “eles me mandarão um recado, caso isso aconteça”. Para Downey Jr., as bilheterias são o melhor termômetro para aferir se ele ainda está em alta ou não junto a seu “eleitorado”. E o que dizem as bilheterias? Que  Robert Downey Jr. pode começar a se preocupar. Não, o astro não deixou de fazer dinheiro. A estreia de Sherlock Holmes: o jogo de sombras nos EUA, ainda que tenha sido inferior às expectativas da Warner, rendeu U$ 39 milhões. Houve, no entanto, uma queda considerável em relação à abertura do primeiro filme, que registrou U$ 62,3 milhões. Se o segundo Homem de ferro teve uma abertura maior do que o primeiro filme (U$ 128 milhões contra U$ 98 milhões), o resultado final das bilheterias dentro do mercado americano não confirmou a tendência. O primeiro filme encerrou carreira com R$ 319 milhões enquanto que o segundo chegou a R$ 312 milhões. A frieza dos números pode ser questionada pela qualidade das sequências, algo que prescinde, ainda que não completamente, da presença de Robert Downey Jr.
O que preocupa nas entrelinhas são as opções de Downey Jr para a condução de sua carreira. É inegável que ele se reinventou como astro de cinema e, inclusive, é grande responsável pelo sucesso da Marvel enquanto estúdio de cinema. Mas é chegado o momento para o ator diversificar seus projetos. Sherlock Holmes e Homem de ferro, duas franquias que só existem em virtude do apelo de Downey Jr, polarizam suas qualidades e lhe atribuem mais responsabilidades do que o desejável. Até o momento o pendor desse fato tem lhe sido favorável, mas as bilheterias sugerem atenção. As coisas podem mudar.
Neste momento, o ator só está envolvido na produção do terceiro Homem de ferro, que já declarou considerar o melhor roteiro que já leu em sua vida. O material promocional de Os vingadores divulgado até o momento se foca inteiramente em Downey Jr., mesmo o filme contando com vários personagens do universo marvel vividos por gente como Scarlett Johansson, Chris Evans e Samuel L. Jackson.
São muitas as premências para uma mudança de rumo. A preservação da imagem é uma delas. O ator seria o principal responsável pelo esgotamento das séries que protagoniza. Até mesmo em virtude do fato de, há quatro anos, estar envolvido apenas com elas. Excetuando-se, é claro, a participação na comédia Um parto de viagem.
Outro ponto para uma alternância no perfil dos projetos, é que Downey Jr. sempre se provou ótimo ator dramático e experimentar-se novamente nessa seara poderia lhe ser produtivo, não só em matéria de prêmios. Mas o mais importante mesmo seria surpreender seu público. Desafiá-lo desafiando a sim mesmo. Por trás da comodidade que as atuais franquias lhe proporcionam, jaz uma pressão que pode dinamitar, ainda que em termos distintos, mais uma vez a carreira desse talentosíssimo e carismático ator.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Crítica - Sherlock Holmes: o jogo de sombras

Por Downey Jr. e pelo final...

É preciso reconhecer que o grande trunfo de Sherlock Holmes, estilizada reimaginação do famoso detetive pelas mãos do cineasta inglês Guy Ritchie, era Robert Downey Jr. Não à toa, o ator recebeu um justo Globo de ouro por sua performance. Isso posto, o que esperar de Sherlock Holmes – o jogo de sombras (Sherlock Holmes: a game of shadows, EUA 2011), que chega dois anos depois do filme original?
Muito pouco. É natural que o estúdio invista em uma potencial franquia, mas o novo longa – se apresenta um vilão mais intrigante – se mostra previsível e cansativo em muitos momentos. O que não o desabilita de ser considerado um entretenimento bem afeiçoado, mas certamente põe em dúvida a vitalidade da franquia.
Na nova trama, Holmes (Downey Jr.) se vê enredado pelas armações do prestigiado professor Moriarty que, nas sombras, põe em prática um plano para levar a Europa à guerra. “Eu tenho as armas e as ataduras”, sugere Moriarty que, apesar do charme com que é apresentado pelo ator Jared Harris, tem motivações tão banais quanto a de qualquer outro vilão unidimensional de qualquer outro blockbuster.

A química entre Downey Jr. e Law continua afiada, assim
como a pitada de homoerotismo que marca a dupla
Guy Ritchie ainda investe na pirotecnia e, em alguns momentos, faz crer que Matrix foi transposto para a era vitoriana. No primeiro filme, essa imposição da proposta de “modernizar o personagem” obteve tratamento mais equilibrado.
No final das contas, o segundo longa vale mesmo por Robert Downey Jr. Impossível crer que ele seja americano. Não só pelo sotaque perfeito, mas pela veia do humor que ele tão bem captura com seu Sherlock Holmes. Percebe-se uma acidez em tom maior do que seu outro personagem famoso (Tony Stark). É do interesse de ver Downey Jr. fazendo do similar, algo totalmente diverso que esse novo Sherlock Holmes se alimenta.
De bônus, Ritchie acerta a mão em seu final. Espirituoso, genuinamente engraçado e bem sacado como as melhores pérolas inglesas do diretor de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes.
O final salva Sherlock Holmes: o jogo de sombras e faz com que o espectador saia satisfeito do cinema. É pelo final que a franquia pode receber um terceiro filme.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Momento Claquete # 22

 Reese Whiterspoon e Jennifer Aniston, que já foram irmãs na sitcom Friends, compareceram ao evento promovido pela revista Elle realizado em Los Angeles no começo dessa semana. O Elle Women in Hollywood 2011 prestou homenagens a celebridades femininas que foram destaque no ano


O bonitão Jon Hamm foi um dos apresentadores da noite. Na foto, ele está ao lado do diretor e produtor Adam Shankman 


 Katherine Heigl, que lança filme em que divide a cena com Robert De Niro no próximo mês, também compareceu ao evento


A atriz Amber Heard tira foto com fãs na premiere nova-iorquina de The rum diary, no qual divide a cena com Johnny Depp 


O ator Kevin Spacey, que atualmente mora em Londres, prestigiou a pré-estréia nova-iorquina de Margin Call. O filme, sobre a crise econômica desencadeada em 2008, traz no elenco, além de Spacey, Demi Moore, Jeremy Irons e Paul Bettany

Semana agitada em Hollywood teve até Darth Vader recebendo das mãos de George Lucas o prêmio de melhor vilão de todos os tempos no Scream awards, realizado no último domingo (16)

Já Robert Downey Jr. ganhou o prêmio de melhor herói e ficou bem a vontade com isso... 


J.J. Abrams subiu ao palco para receber o troféu de melhor sci-fi movie por Super 8 e constatou que Zoe Saldana, dirigida por ele em Star trek, tem a força...  


E uma premiação trash não poderia deixar de premiar Nicolas Cage por sua carreira... 

domingo, 16 de outubro de 2011

Insight

O resgate de Mel Gibson

Em fevereiro de 2010, na ocasião do lançamento da ótima fita de ação O fim da escuridão, uma seção Insight do blog respondeu a pergunta composta: “Por que Mel Gibson voltou? E por que sentimos falta dele?”. A resposta passava pelo poder de atração de Gibson em uma audiência carente desse tipo de apelo em um astro de cinema. Na era de Crepúsculo, Harry Potter e dos filmes de heróis, são poucos os atores capazes de mesmerizar platéias do mundo inteiro. Tom Cruise, Julia Roberts e Tom Hanks, três expoentes nesse departamento, não estão em seus melhores dias. Brad Pitt e Robert Downey Jr. são dois atores capazes de atrair público pelo simples fato de serem eles a estrelar determinado filme. E foi Robert Downey Jr. que, homenageado na última semana pela cinemateca americana, fez um apelo a Hollywood. Downey Jr., com seu senso de humor característico, falou que já está mais do que na hora de Hollywood perdoar Mel Gibson. “Quando eu estava na pior Mel me ajudou. Além de me arranjar emprego e me ajudar com as contas, foi um conselheiro fiel. Perguntei por que estava fazendo aquilo e ele me disse que era cristão e que bastava saber que eu faria o mesmo quando a oportunidade surgisse. Claro que ele não imaginava que essa oportunidade seria de socorrê-lo”, brincou o intérprete de Homem de ferro. “Mel me disse certa que vez que eu precisaria abraçar o cacto (planta espinhosa). Saber curtir aquela situação. Bem, Mel já está abraçado ao cacto tempo demais”. Downey Jr. e Mel Gibson, que já atuaram juntos nos filmes Air America –loucos pelo perigo (1990) e Loucuras de um detetive (2003), se abraçaram e trocaram olhares de cumplicidade enquanto os presentes, dentre os quais Michael Douglas, Jennifer Aniston, Steven Spielberg, Jon Favreau e Guy Ritchie, aplaudiam.
O pedido de Downey Jr., além de revelar a nobreza e maturidade de um dos astros mais rentáveis da Hollywood atual, revela a necessidade do cinema americano de contar com suas maiores estrelas.

Robert e Mel brincam após a cerimônia realizada na última sexta-feira (14): solidariedade e necessidade


Depois daquela seção Insight de fevereiro de 2010, Mel Gibson se afundou em um litígio barulhento com a russa Oksana Grigorieva. O desgaste na imagem de Gibson então entrou em vertigem. O desconvite para a ponta em Se beber não case-parte II e o cancelamento do épico viking que rodaria com Leonardo DiCaprio foram sintomas disso.  Inimigo declarado dos judeus poderosos de Hollywood, Mel Gibson não conseguia arranjar bons trabalhos. Jodie Foster lhe ofereceu uma chance de redenção nas telas com o filme Um novo despertar (2011) e Gibson a aproveitou brindando o público, não só com a melhor atuação do ano até o momento, mas com o melhor desempenho de toda a sua carreira.
Downey Jr. foi o porta voz. O ensaio do retorno de Gibson já estava materializado desde O fim da escuridão. Mas as trapalhadas do ator protelaram o processo. Brad Pitt faz um filme de baseball (Moneyball) estrear no mundo todo. Mel Gibson faz uma fita independente (Um novo despertar) ter amplo circuito fora dos EUA. É desses caras, que nos perdoem Robert Pattinson e Vin Diesel, que Hollywood precisa... 

domingo, 17 de julho de 2011

Cantinho do DVD

Existem aqueles projetos que reúnem nomes interessantes em seu entorno, mas que não conseguem prevalecer a certas fórmulas e convenções de gênero. É o caso de O solista, destaque de Cantinho do DVD desta semana. Joe Wright abnega toda a potência de seu cinema em favor de soluções fáceis e uma estrutura narrativa óbvia. Confira a crítica a seguir:



 
Crítica

Joe Wright despontou em Hollywood como um diretor promissor e com extrema eficiência técnica e narrativa. Habilidades não necessariamente irmãs que podiam ser contempladas em Orgulho & preconceito (2005) e Desejo e reparação (2007). Justamente por isso, quando anunciado, O solista (The soloist, EUA 2009) chamou tanto a atenção. Wright estava se propondo a desviar-se do rótulo de diretor de filmes de época para dirigir um drama contemporâneo de viés edificante capitaneado pelo astro em ascensão Robert Downey Jr.
O solista, uma adaptação do livro escrito pelo jornalista Steve Lopez a partir dos eventos que são reproduzidos no filme, no entanto, nunca avança a mera sobreposição de clichês e lugares comuns. A história do jornalista (Downey Jr.) que enxerga na trajetória do músico esquizofrênico Nathaniel Ayers (Jamie Foxx), ótimo material para uma matéria não é exatamente nova. Muito menos seu desdobramento. O filme segue com esquematismo todos os arranjos desse subgênero tipicamente hollywoodiano. Se há algo cativante na dramatização é a atuação de Robert Downey Jr. O ator não cansa de mostrar versatilidade ao decalcar nuanças de sua própria personalidade em seus personagens. Um processo de composição muito semelhante ao de George Clooney, por exemplo. Já Jamie Foxx surge um pouco exagerado. Não é uma atuação ruim, mas ele deixa a sutileza de lado ao abusar de caretas como artifício para expressar a consternação mental de seu personagem.
Joe Wright não chegar a manchar sua ainda curta filmografia com esse filme que se levanta em meio a tradicionais subterfúgios narrativos que só o validam como uma experiência cinematográfica de mediano apelo. Contudo, não deixa de ser o revés um convite a abraçar mais produções de época, onde o diretor já demonstrou possuir muito mais desenvoltura no arredo da trama

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Panorama - Zodíaco




Se existe um filme que foi mal vendido pelo estúdio e, consequentemente, mal compreendido pelo público, Zodíaco é este filme. O impacto de Seven foi tão grande na carreira de Fincher que o próprio hesitara em assumir a direção do filme que conta a história do assassino serial que impressionou a América no alvorecer da década de 70. Mas o roteiro de James Vanderbilt, baseado no livro de Robert Graysmith, encantou Fincher. Menos pelo interesse na figura do assassino, conhecido como zodíaco, e mais pela análise microscópica que proporcionava do impacto causado pelo caso em três personagens.
O filme é anticlimático no sentido de que é, claramente, dividido em atos que - superficialmente - não são correspondentes. Fincher acompanha o envolvimento de três personagens com o caso do zodíaco. O primeiro deles, e fio condutor da narrativa, é Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), o cartunista do San Francisco Chronicle que escreveu o livro no qual o filme se baseia. O repórter investigativo Paul Avery (Robert Downey Jr.) e o policial durão que inspirou a criação do Dirty Harry de Clint Eastwood, David Toschi (Mark Rufallo) têm a atenção do roteiro em recortes narrativos que agregam ao comentário de Fincher e não aos seus ciclos dramáticos. O que dá liga a narrativa é o elaborado estudo sobre os meandros da obsessão. Fincher estipula com seu filme que a identidade do zodíaco em si não era tão importante quanto a mobilização para elucidar o mistério.
Zodíaco foi recebido como um filme de serial killer pelo público. Sob esse prima, invariavelmente, o filme decepciona; pois não guarda semelhanças com o estilo desenvolvido por Fincher em Seven. O apego à memória daquele filme é prejudicial, portanto, para a correta apreciação da fita. Zodíaco é, sim, em seu entorno narrativo, uma ode ao jornalismo investigativo americano que passa maus bocados na esteira da era Bush.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Crítica - Um parto de viagem

Em time que está ganhando...


Todd Phillips resolveu não ousar muito no filme subsequente ao maior sucesso de bilheteria e crítica de sua carreira, Se beber não case (2009). O diretor escalou a grande atração do filme de maior buzz do ano passado, Zach Galifianakis, para contracenar com o carismático Robert Downey Jr. Um parto de viagem (Due date, EUA 2010) traz então uma trinca em franca ascensão. Traz, também, algumas fórmulas que deram certo em Se beber não case, como o espírito de road movie, a comédia física e Galifianakis fazendo um tipo bem intencionado atrapalhado. Então por que Um parto de viagem não é essa coca cola toda?
A primeira e mais óbvia conclusão é de que Se beber não case é uma sombra poderosa sobre o novo filme e, em parte, a culpa é de Todd Phillips. Ao emular a fita de 2009 em vários níveis (o mais acintoso é a caracterização de Zach Galifianakis), o diretor faz uma opção perigosa. Garante os números da bilheteria (já que há um genuíno interesse em revisitar Se beber não case, não à toa uma continuação está em produção), mas coloca seu capital junto a critica em risco.
Robert Downey Jr. vive Peter, um arquiteto um tanto irritadiço que após um inconveniente pouco plausível em um avião se vê forçado a viajar de carro com o rascunho de ator Ethan (Galifianakis), para que possa chegar a Los Angeles a tempo de testemunhar o parto de seu filho.


Uma dupla quase perfeita: Downey Jr. e Galifianakis têm momentos inspirados, mas não salvam o filme do lugar comum


O roteiro, embora esquemático, propicia algumas boas piadas e se alimenta da dinâmica inspirada construída pelo par de atores. Por falar nos atores, é preciso reverenciar, mais uma vez, o timing de Robert Downey Jr. Mesmo com um comediante habilidoso e com fama de ladrão de cenas ao lado, o ator sai com o filme embaixo dos braços ao criar um tipo irascível, egoísta e mesquinho que não deixa de ser simpático, por mais antipático que seja. São poucos os atores capazes de capturar uma dicotomia como essa em um produto escapista como esse. Errasse o tom, como errou Galifianakis, e Um parto de viagem se assemelharia a um parto. Do jeito que ficou, é só uma viagem que você fica sabendo de antemão que já fez inúmeras vezes na vida.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cenas de cinema

Uma dupla que é um parto

Às vezes as ideias mais geniais são também as mais óbvias. O cineasta Todd Philips, saído do acachapante sucesso de Se beber não case, tinha uma outra ideia de comic road movie e um dos elementos na manga, Zack Galifianakis (grande nome do filme dos caras que sucumbem na terra dos cassinos). Mas faltava algo a mistura. Foi aí que Robert Downey Jr., que confessadamente recusa em média 10 roteiros por dia, manifestou interesse em ser a outra face dessa improvável e incrivelmente óbvia dupla de Hollywood performers (aquele tipo de estrela que sustenta um filme, uma série, um palco ou qualquer situação).
Depois de estrear nos cinemas brasileiros em 2010 com Sherlock Holmes e Homem de ferro 2, Downey Jr. assume uma comédia de fato (algo que já vinha fazendo com sutileza nos outros filmes) com o wing man (gíria inglesa para parceiro, camarada) mais cobiçado da comédia atualmente.
A crítica de Um parto de viagem será publicada em Claquete na próxima segunda-feira.



Indesejado Mel
What a fuck...: Mel Gibson ficou sem entender nada...


A maré definitivamente não está boa para Mel Gibson. No início de outubro foi anunciado que o ator faria uma pequena participação na sequência de Se beber não case como um tatuador americano retirado na Tailândia. A mídia americana começou a repercutir o fato como uma nova volta por cima de Mel Gibson e enxergando em sua participação algo tão ou mais divertido como a ponta de Mike Tyson no primeiro filme.
Acontece que três dias depois da confirmação oficial da participação de Gibson em Se beber não case 2, o diretor Todd Philips divulgou carta aberta em que afirmava acreditar que “Gibson seria ótimo no filme e que era um entusiasta da ideia, mas que em Se beber não case todos são uma família e nem todo mundo pensava da mesma forma”.
Para preservar a boa relação com a equipe original, os produtores resolveram então expor Gibson a mais um flagelo público. O ator teria ficado furioso com o acontecido. Boatos em Hollywood dão conta de que o pivô da “descontratação” do ator australiano teria sido Zack Galifianakis.



Saramago vive

Um documentário sobre uma história de amor. Exibido no último festival do Rio e na mostra de São Paulo, encerrada ontem, o filme José e Pilar busca dar viço à história de um casal pautado pelo companheirismo, cumplicidade, respeito, admiração e amor. A fita de Miguel Gonçalves Mendes não planeja dialogar com o público das comédias românticas, mas não exclui (até mesmo em virtude da força de seus personagens) os elementos comuns ao gênero. O filme, conduzido com leveza, simplicidade e humor, também é um pertinente retrato das convicções de Saramago. O pensamento do intelectual encontra refúgio na intimidade do homem. José e Pilar estréia hoje nas cidades de Rio de Janeiro, Brasíla, Porto Alegre e São Paulo.


Por que o novo filme de Sofia Coppola não vai ao Oscar?

Recentemente o vencedor no Festival de Veneza tem se legitimado na disputa pelo Oscar. Principalmente se for uma fita americana. Foi assim com O segredo de Brokeback mountain (2005) e O lutador (2008). Mas tudo indica que não será assim com Em qualquer lugar, vencedor da última edição do festival. Não bastasse o péssimo burburinho que acompanhou a vitória do novo filme de Sofia Coppola, a crítica americana não parece identificar um grande concorrente na fita. As primeiras impressões, embora sejam elogiosas, não qualificam a fita como algo digno de premiações. O que só reforça as acusações de favorecimento pelo júri presidido por Quentin Tarantino em Veneza.

 
5 coisas que você precisa saber sobre Julianne Moore ...
    ... que em novembro estrela o sucesso independente Minhas mães e meu pai


- Foi eleita pela revista Entertainment weekly uma das 25 principais atrizes dos anos 90
- Só aprendeu a nadar aos 26 anos
- O maior salário que já recebeu foi pelo filme Hannibal (2001). O valor foi de U$ 3 milhões
- É amiga de Tom Ford desde 1998, quando o conheceu. Na ocasião, ele fez o vestido que ela usou na noite do Oscar daquele ano. Além de ter estrelado o primeiro filme de Ford como diretor (Direito de amar), a atriz estrelou dez campanhas publicitárias da marca Tom Ford
- Já foi indicada quatro vezes ao Oscar, mas nunca ganhou. As indicações foram pelos filmes Boggie Nights – prazer sem limites (1997), Fim de caso (1999), As horas (2002) e Longe do paraíso (2002).



Passarela

 Você os viu em uma mesma cena em Os mercenários e eles estiveram reunidos no último Hollywood Gala Awards que homenageou Sylvester Stallone na condição de cineasta


Muito mais que 127 horas: O diretor Danny Boyle e o ator James Franco, do elogiado 127 hours, também estiveram no evento 


Não é duplicata: James Franco esteve muito bem acompanhado na premiere londrina de 127 hours


 He did it again: Leon Cakoff, mentor e organizador da Mostra de Cinema de São Paulo, foi bem sucedido na realização da 34ª edição do evento que tomou os ares da capital paulista por duas semanas


 Quem tem o maior cabeção? Brad Pitt, Tina Fey e Ben Stiller compareceram a premiere de Megamind em Los Angeles no dia 3 de novembro. A animação, que estréia hoje nas salas americanas, traz as vozes de Pitt, Fey e Will Ferrel


Xis: Andrew Garfield, Carey Mulligan e Keira Knightley fazem pose na abertura do festival de Londres, onde o filme que estrelam, Never let me go, foi destaque



Você por aqui? Keira também marcou presença no Festival de Roma, ao lado de Eva Mendes, para a premiere de Last night em 28 de outubro