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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TOP 10 - Diretores bonitões


Sem George Clooney, Ben Affleck, Marco Ricca ou Sean Penn por que aí seria trapacear  Antes de se descobrirem como diretores de talento, esse pessoal já era galã. O TOP 10 do mês em Claquete lista dez diretores de cinema, de ofício, que fariam bonito do lado de cá das telas. Eles não são galãs, mas até que dão um caldo...

10 – Thomas McCarthy

A lista começa com um ator que virou roteirista e que é mais apreciado por seu trabalho como diretor. Como pode se ver, Thomas McCarthy, aos 47 anos, não é exatamente um George Clooney; mas tem sua graça. Diretor de perolas do cinema independente como O agente da estação (2003), O visitante (2007) e Ganhar ou ganhar (2011), McCarthy até poderia herdar os papéis de Colin Firth nas comédias românticas.


9 – Neil Blomkamp

O primeiro garotão da lista já não é mais tão garotão assim. O sul africano descoberto por Peter Jackson tem aqueles olhos grandes de lobo mau para enxergar melhor e cara de quem precisa de colo. Há mulheres que não resistem aos encantos do diretor de Distrito 9 e que será responsável pela estreia do brasuca Wagner Moura em Hollywood com Elysium

8 – Zack Snyder

Considerado um dos diretores mais promissores de sua geração, Zack Snyder só tem cara de garotão. Aos 48 anos pode ter com o próximo filme do Super-homem sua última chance de vingar em Hollywood. Depois de dirigir filmes testosterona como 300 (2006) e Sucker punch (2011) pode achar uma boquinha como o bonitinho insosso em “filmes para mulherzinha”.

7 – Len Wiseman

O mais bonitão da lista até aqui desposou a bela Kate Beckinsale, prova definitiva de que convence como galã de cinema. Diretor de fitas bacanas como Anjos da noite e Duro de matar 4, Wiseman é tão cuca fresca que até dirigiu os amassos de Colin Farrell em sua mulher no remake de O vingador do futuro.

6 – Walter Salles

O mais maduro da lista é brasileiro. Oba? Aos 56 anos, Salles é pura elegância. Desde os ângulos que escolhe para filmar, passando pelos artigos que escreve vez ou outra e culminando na forma de se vestir. O jeitão cidadão do mundo do diretor de Na estrada (2012) e Central do Brasil (1997) também ajuda no charme.

5- Sam Mendes

O inglês já foi mais magro e mais cuidadoso do seu visual. Ficou um tantinho desleixado desde o fim do casamento com Kate Winslet. Mas um homem que já conquistou além de Winslet, Rachel Weisz merece lugar cativo em uma lista como essa. Mesmo desleixado, Mendes tem os olhos e o sotaque trabalhando constantemente a seu favor...

4- Mathew Vaughn

Outro inglês, um pouquinho mais jovem e com senso de humor mais afiado. O diretor do ótimo filme de gangster Nem tudo é o que parece (2004) e da perola do humor negro Kick Ass–quebrando tudo (2010) é aquela beleza que vai cativando aos poucos. Basta experimentar.

3- Paul Thomas Anderson

Com jeitão de atormentado, frequentemente com visual bagunçado e ar de intelectual, Paul Thomas Anderson é uma síntese ambulante de seus filmes geralmente complexos. Avesso à badalações hollywoodianas é reticente em entrevistas e costuma impressionar interlocutores. Faz o ar misterioso até em poses para fotos ocasionais. Uma esfinge que muitas gostariam de se deparar.

2- Guy Ritchie

O inglês mais famoso da lista em que imperam ingleses. Ritchie é o arquétipo do diretor bonitão, mas não levou a coroa na lista de Claquete. Talvez pelos quilômetros rodados e pelo passado com a material girl tenha ficado com um honroso segundo lugar. O homem que reinventou o cinema de gangster inglês com perolas como Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (1998) pode não estar no topo de seu jogo, mas ainda tem um belo de um jogo...

1-Guillaume Canet

O francês, e campeão da lista, é outro ator que se descobriu como realizador e em 2013 estreia Blood ties, seu primeiro filme hollywoodiano estrelado por Marion Cotillard, sua esposa. Isso mesmo senhoras e senhores, Canet é caso com Cotillard. Um trunfo digno de primeiro colocado na lista dos diretores bonitões. O francês, que faz lembrar o galã americano Patrick Dempsey, parece estar com tudo... e um pouco prosa também.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Crítica - Sherlock Holmes: o jogo de sombras

Por Downey Jr. e pelo final...

É preciso reconhecer que o grande trunfo de Sherlock Holmes, estilizada reimaginação do famoso detetive pelas mãos do cineasta inglês Guy Ritchie, era Robert Downey Jr. Não à toa, o ator recebeu um justo Globo de ouro por sua performance. Isso posto, o que esperar de Sherlock Holmes – o jogo de sombras (Sherlock Holmes: a game of shadows, EUA 2011), que chega dois anos depois do filme original?
Muito pouco. É natural que o estúdio invista em uma potencial franquia, mas o novo longa – se apresenta um vilão mais intrigante – se mostra previsível e cansativo em muitos momentos. O que não o desabilita de ser considerado um entretenimento bem afeiçoado, mas certamente põe em dúvida a vitalidade da franquia.
Na nova trama, Holmes (Downey Jr.) se vê enredado pelas armações do prestigiado professor Moriarty que, nas sombras, põe em prática um plano para levar a Europa à guerra. “Eu tenho as armas e as ataduras”, sugere Moriarty que, apesar do charme com que é apresentado pelo ator Jared Harris, tem motivações tão banais quanto a de qualquer outro vilão unidimensional de qualquer outro blockbuster.

A química entre Downey Jr. e Law continua afiada, assim
como a pitada de homoerotismo que marca a dupla
Guy Ritchie ainda investe na pirotecnia e, em alguns momentos, faz crer que Matrix foi transposto para a era vitoriana. No primeiro filme, essa imposição da proposta de “modernizar o personagem” obteve tratamento mais equilibrado.
No final das contas, o segundo longa vale mesmo por Robert Downey Jr. Impossível crer que ele seja americano. Não só pelo sotaque perfeito, mas pela veia do humor que ele tão bem captura com seu Sherlock Holmes. Percebe-se uma acidez em tom maior do que seu outro personagem famoso (Tony Stark). É do interesse de ver Downey Jr. fazendo do similar, algo totalmente diverso que esse novo Sherlock Holmes se alimenta.
De bônus, Ritchie acerta a mão em seu final. Espirituoso, genuinamente engraçado e bem sacado como as melhores pérolas inglesas do diretor de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes.
O final salva Sherlock Holmes: o jogo de sombras e faz com que o espectador saia satisfeito do cinema. É pelo final que a franquia pode receber um terceiro filme.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Panorama - Sherlock Holmes



Existia um misto de apreensão e ansiedade. Guy Ritchie, apesar de imensamente pop e comunicacional, era um cineasta feito no cinema independente com uma linguagem um tanto quanto subversiva para os padrões conservadores do cinemão ianque. Portanto, uma releitura de Sherlock Holmes sob a batuta de Ritchie, mas com um grande estúdio a financiá-lo, era algo a provocar comoção cinéfila. Se o resultado não chegou a entusiasmar, tão pouco provocou arritmias. Sherlock Holmes é uma fita de ação bem resolvida, que reproduz com assertividade o humor inglês e confia no trabalho dos atores. Nesse sentido, a escolha de Robert Downey Jr. e Jude Law diz muito sobre as intenções de Ritchie aqui. Ele deixa espaço para seu par de excelentes intérpretes ludibriarem a platéia enquanto lança mão de alguns artifícios narrativos que se estão lá para afagar-lhe a vaidade, funcionam muitíssimo bem. Como por exemplo, o escrutínio que Ritchie faz do raciocínio rápido de Holmes – mesmo em uma luta livre.
Sua primeira incursão pelo cinema comercial, afirmou-lhe o status de cineasta grife. Coisa para poucos. Spielberg, Scorsese e Shyamalan (que vislumbram diferentes variantes dessa equação) que o digam. A sequência de Sherlock Holmes vem aí e, por enquanto, só mesmo Madonna derrubou Ritchie do cavalo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Panorama: Rockn´rolla - a grande roubada


Com o fim do casamento com Madonna, renovou-se o cinema de Guy Ritchie. Rockn´rolla foi apontado por muitos setores da crítica como um dos principais filmes de 2008. Rápido, divertido, sarcástico (como Ritchie não era desde antes de casar-se) e dinâmico, o filme aliava com inteligência as commodities do cinema de gangster com a erosão da bolha imobiliária que ocasionou a crise econômica mundial em 2008. Ritchie novamente concebeu grandes personagens em um filme e Tom Wilkinson e Mark Strong se incumbiram de torná-los ainda maior. Rockn´rolla é sexual e sensual, explosivo e pop, inglês e internacional. Ritchie acertara a mão novamente. O filme também deixou claro que Destino insólito e Revólver foram filmes necessários para que Ritchie evoluísse como cineasta. Rockn´rolla apesar de ser um filme típico de Guy Ritchie, guarda poucas semelhanças (narrativas e estruturais, não de linguagem) com seus dois exemplares mais famosos até então. É um filme em que o diretor Ritchie prevalecia sob os outros aspectos como um legítimo Rockn´rolla (só vendo o filme para entender).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Panorama - Revólver


A essa altura do campeonato, todo mundo sabe que o casamento com Madonna foi um pulgueiro criativo para Guy Ritchie. A união que foi um best seller de tablóides, minou a verve criativa do cineasta. Ele foi brincar de Fellini e se deu incrivelmente mal na comédia italiana feita em uma ilha, Destino insólito, estrelada pela musa (e sua mulher) Madonna. A péssima repercussão daquele filme deprimiu Guy Ritchie enquanto cineasta e os sintomas ainda podem ser mensurados em Revólver, seu filme seguinte. A fita de 2005 foi concebida ainda sob a unção da união com a pop star americana. E foi um desastre. Junto à crítica e ao público. Apesar de retornar ao universo do gangsterismo, Ritchie soava enferrujado. Seu cérebro não parecia em forma. As soluções visuais pareciam rascunhos descartados de seus filmes anteriores e os diálogos nunca suficientemente empolgantes. Ritchie estava oficialmente no ostracismo. Alguns discípulos de Nostradamus profetizavam que o casamento seria a ruína do autor Ritchie.
Em Revólver, o diretor escala pela terceira vez seu chapa (e maior descoberta) Jason Stathan para medir forças com um mafioso vivido por Ray Liotta. Nem o reforço de Luc Besson (que assina o roteiro ao lado de Ritchie) foi suficiente para evitar o gosto de dejà vu. Acontece que, diferentemente do que ocorreu com Snatch, Revólver falha em potencializar os acertos de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes. Pelo contrário, o filme aponta para uma exaustão na fórmula do cineasta. Reinventar-se (ou descasar-se) era preciso.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Panorama: Snatch-porcos e diamantes


Este talvez seja o melhor filme de Guy Ritchie. Snatch – porcos e diamantes (Snatch, EUA 2000) é sua primeira incursão no cinema americano e a própria sombra aqui lhe fez muito bem. Ao invés de se intimidar pela crítica internacional (em especial a americana) estar esperando um novo Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, Ritchie se aproveitou dessa expectativa e entregou o mesmo filme. Só que muito melhor. O cineasta caprichou no humor negro inglês, apostou na hipérbole das imagens, no ritmo ligeiro dos diálogos, na edição clipada e colocou um astro americano para fazer papel de patife (Brad Pitt) e deixou-se levar pelo hype. Ajudou o fato de ter coadjuvantes do naipe de Dennis Farina e Vinnie Jones para carregar o piano. Benicio Del Toro e Jason Stathan também fazem boas aparições, mas o cigano de fala incompreensível de Pitt guardou a primazia da lembrança em Snatch. Este filme mostrou definitivamente o jeito que Ritchie tem (como roteirista) para criar personagens descolados e o talento que tem (como diretor) para fazê-los soarem ainda mais divertidos.
Snatch, em sua simplicidade pop dosada com arrojo visual, talvez tenha sido o melhor filme de gangster moderno até o surgimento de Os infiltrados em 2006 (que devolveu a Scorsese o posto de cineasta do gangsterismo que Ritchie sinalizava ser capaz de roubar aqui).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Panorama - Jogos, trapaças e dois canos fumegantes


Surgiu na cena independente inglesa, no final dos anos 90, um pequeno filme de gangster dirigido por um diretor desconhecido que apostava na verborragia de seus personagens tanto quanto no apuro visual de seu cinema. Essas características passariam a preceder o cineasta Guy Ritchie, alçado ao posto cult após o sucesso de público e crítica de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (Lock, stock and two smoking berrels, ING 1998).
A fita alia, de maneira bem sucedida, clichês de filmes de gangster com piadas rápidas embaladas pelo humor tipicamente inglês. Na trama, que acompanha um grupo de amigos que após uma má noite em uma mesa de pôquer se mete em uma enrascada atrás da outra, Ritchie concilia referências pop com ousadia e leveza. Um cineasta sem medo do novo, mas com a pegada certa de reverência ao tradicional. Por causa desse filme, Ritchie ficaria retido ao submundo dos gangsters até Sherlock Holmes (sua primeira incursão pelo cinemão meramente comercial). Não que ele visse problemas nisso.
Richie demonstra em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes que tem criatividade de sobra (não a toa conferiu novo impulso ao subgênero que não chamava a atenção desde Os bons companheiros, de Scorsese) e é suficientemente imaginativo como diretor para equilibrar seu roteiro afiado com ótimas soluções visuais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ESPECIAL SHERLOCK HOLMES - critica

Descabeladamente sexy

É preciso dizer que as ambições que moviam Sherlock Holmes (EUA/ING 2009) foram plenamente alcançadas. O Sherlock Holmes de Guy Ritchie é um filme cheio de personalidade que atualiza o personagem para um público tão elétrico e eclético quanto os adolescentes, mas não desmerece aqueles que procuram uma boa história de detetive. Para fundir ambas abordagens em uma, Robert Downey Jr.
Sem o ator, que empresta seu charme sedutor e seu jeito arredio a Sherlock Holmes, o filme não conseguiria ser pop e, ao mesmo tempo, preservar alguma inteligência. É lógico que Sherlock Holmes tem problemas. Talvez seja um pouco longo e a trama, de mistérios e magia negra, em si não é empolgante, mas há muitas virtudes também. A maior delas é a química poderosa entre Downey Jr e Jude Law, que vive o médico e amigo John Waltson. Outro grande trunfo do filme é a rica reconstituição da Londres vitoriana. A fotografia, a direção de arte e cenários, os figurinos, tudo resulta em exuberância e bom gosto.

Jude Law e Downey Jr em cena de Sherlock Holmes: ação, alguma comédia e muito Robert Donwy Jr para as massas

Contudo, o maior atrativo da fita, a parte a curiosidade de ver Guy Ritchie a frente de um blockbuster e de ver um personagem clássico ganhar tonalidade pop, é mesmo Robert Downey Jr. É impressionante como ele é bom. Ele domina a cena de tal maneira que chega a ofuscar o próprio filme. Seu brilho é tão intenso que após disparar comentários sobre uma possível insinuação de homossexualidade entre Holmes e Waltson a platéia tende a concordar com ele quando vê a ciumeira de Holmes crescer com a proximidade do casamento de Waltson e sua noiva Mary. Quando na verdade, tudo o que há é a boa e velha afirmação da amizade masculina e do valor dela, como já havia nos westerns de antigamente e em filmes mais recentes como Shrek e O senhor dos anéis. Quem quiser enxergar comentário de natureza sexual aí, o faz por sua própria conta e risco.
De qualquer maneira isso mostra o quanto Downey Jr está no controle. Sherlock Holmes, com o sucesso que o filme faz, deve se estabelecer como franquia cinematográfica e Robert Downey Jr seguirá em evidência. Ah, mas e o filme mesmo? Bem, o filme é ele. Para a sorte de Guy Ritchie, da Warner e nossa.

domingo, 3 de janeiro de 2010

ESPECIAL SHERLOCK HOMES - Insight

Devassando Guy


O irmão de Madonna, no livro que lançou sobre a vida da irmã, diz que ele é bronco, machão e preconceituoso. Mas o cinema praticado por esse inglês de Hartfield, Inglaterra é dos mais modernos. Ritchie foi alçado a notoriedade mundial com o sucesso de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, de 1998. Um pequeno filme inglês que só conseguiu distribuição internacional depois que a produtora e parceira de Tom Cruise, Paula Wagner, viu e apreciou a linguagem e o estilo daquela fita acelerada e politicamente incorreta. Guy Ritchie ganharia status de celebridade, no entanto, alguns anos depois ao casar-se com a popstar mais controversa do século 20.
Foi ao assistir o clássico Butch Cassidy & Sundance kid que o então adolescente Guy teve a certeza do que queria ser; cineasta. Contudo esse inglês de fala mansa e filmes verborrágicos não cursou nenhuma escola de cinema, por considerá-las chatas e impraticáveis. O que Guy fez, com considerável dose de sorte, foi dirigir clipes para bandas e comerciais de TV e juntar o dinheiro arrecadado para rodar um curta de 20 minutos, denominado The hard case, que mais tarde daria origem a seu longa de estréia, justamente, Jogos, trapaças e dois canos fumegantes.






O filme de estréia do diretor é celebrado como um dos melhores filmes ingleses da década de 90

O diretor voltaria ao mundo dos gangsters desglamourizados em Snatch – porcos e diamantes, um filme ainda com pegada independente e revestido de humor inglês, mas que já flertava com um padrão hollywoodiano. Os astros Brad Pitt e Benicio Del Toro integravam o elenco da divertida fita sobre ciganos, gangsters, diamantes e porcos.
Depois de Snatch, e junto com o casamento com Madonna, viria o ostracismo criativo de Guy. O filme que dirigiu a pedido de sua esposa, e estrelado pela própria, Destino insólito, refilmagem de um filme italiano, não era só totalmente incompatível com sua linguagem e interesses cinematográficos, era ruim de doer.
Depois da má sucedida parceria com a mulher, o diretor levaria 4 anos para voltar a lançar um filme. E Revolver, de 2005, foi um fracasso retumbante de critica e público. Mesmo retomando sua linguagem e tema preferido (o submundo dos gangsters ingleses), Ritchie parecia deslocado e descalibrado. Logo surgiriam os boatos de que seu casamento com a diva do pop estava em frangalhos.



O diretor e o astro Brad Pitt se divertem em um intervalo das grvações de Snatch - porcos e diamantes

Dois anos depois o casamento teria fim e a verve criativa voltaria a seu estado natural. Rocknrolla – a grande roubada reanimou os fãs do cinema de Guy Ritchie e também mostrou que o diretor amadureceu. O filme apresentava as virtudes de seus melhores trabalhos sem o acréscimo dos exageros característicos a todo jovem cineasta. O filme serviu ainda como o green card artístico de Guy. Foi depois de Rocknrolla que os produtores de Sherlock Holmes fizeram o convite para que o diretor assumisse o projeto.
O filme, e potencial franquia, é o primeiro filme de Ritchie dentro da estrutura hollywoodiana. É o primeiro projeto de grande orçamento do diretor e é o primeiro, desconsiderando o ultraje que é Destino insólito, a não se situar no universo do gangsterismo. A julgar pelos números preliminares da bilheteria e pelo burburinho da critica, Guy Ritchie still got it.



Gerard Butler e Tandie Newton em cena de Rocknrolla: o filme que valeu o green card ao inglês


5 curiosidades sobre o ex de madonna:

1- Ele sempre gosta de trabalhar com atores que confia. Trabalhou com Jason Stathan em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, Snatch – porcos e diamantes e Revolver e trabalhou com Mark Strong em Revolver, Rockn´rolla e Sherlock Holmes.

2 – Teve um rápido affair com a atriz Rachel McAdams, uma das estrelas de Sherlock Holmes

3 – É sempre o encarregado pela trilha sonora de seus filmes

4 – Recentemente disse que ainda ama Madonna

5 – Dirigiu um curta metragem para a BMW estrelado pelo então desconhecido Clive Owen e por sua mulher Madonna. Clique aqui para conferir o curta!

sábado, 2 de janeiro de 2010

ESPECIAL SHERLOCK HOLMES - Reciclando um personagem

Quando a Warner anunciou que estava planejando levar o célebre personagem criado por Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes, para as telas de cinema, muitos se puseram a imaginar o que viria pela frente. Quando o produtor Joe Silver, de filmes como Matrix e Máquina mortífera, anunciou o nome de Guy Ritchie (então recém divorciado da popstar Madonna e retomando o sucesso de crítica que lhe fugira com Rockn´rolla), como o diretor da adaptação, muita gente ficou sem entender quais eram, de fato, os objetivos do estúdio. Tudo porque Ritchie é conhecido por suas produções de baixo orçamento, linguagem acelerada e gangsterismo. Além do fato dele nunca ter estado a frente de um legítimo blockbuster. O nome de Robert Downey Jr. ajudou a clarear o ambiente. O astro, que havia acabado de reavivar os dias de glória com o sucesso de Homem de ferro, foi anunciado como o protagonista da fita. Ficava claro que a Warner queria uma produção inventiva, pop e charmosa (algo que Downey Jr. e Guy Ritchie juntos eram capazes de prover).
Guy Ritchie passou a declarar que seu Sherlock Holmes não seria tão sério, mas também não seria um fanfarrão, para usar uma expressão brasileira da moda. E tanto ele quanto Silver acreditavam ser Downey Jr. o homem certo para o serviço. O ator conseguia como poucos transitar entre o drama e o cômico, sempre de forma suave e orgânica. Sem dúvida, o excelente 2008 que Downey teve (além de Homem de ferro, o ator foi indicado ao Oscar por sua participação em Trovão tropical) foi decisivo para que Silver e Ritchie pensassem dessa maneira.
O diretor Guy Ritchie orienta Robert Downey Jr. e Jude Law


Com protagonista e abordagem definidos, era necessário criar a Londres vitoriana que abrigou o personagem em todas as suas encarnações passadas, mas fazê-la de forma que também emulasse algo novo, que nunca fora visto antes. Para isso foram recrutados o diretor de fotografia Philippe Rousselot, de filmes como Constantine e Peixe grande, e o diretor de arte James Foster, de filmes como Filhos da esperança, A bússola de ouro e Senhora Henderson apresenta.
Eles desenvolveram uma Londres cinzenta e épica. Os cenários (um misto de CGI * e cenas rodadas em estúdios montados) são tão reais que chegam a impressionar. A direção de arte da fita, inclusive, é forte candidata ao Oscar da categoria. A grandiosidade e acuidade dos cenários é um dos atrativos do filme. “Queremos transportar o espectador para a Londres daquela época”, declarou o diretor a entertainment weekly em novembro passado.

Jude Law, Robert Downey Jr. e Rachel McAdams em cena: Humor inglês em embalagem americana


Ação, aventura, romance e Waltson
“Sim, porque não há como conceber um filme de Sherlock Holmes sem seu fiel escudeiro Waltson”, resume Jude Law na mesma entrevista a EW. O ator esclarece que a dinâmica entre Waltson e Holmes é o carro chefe do filme e que ela em tudo lembra a de grandes duplas do cinema como O gordo e o magro ou Shrek e o burro.
Sherlock Holmes estreou no último natal batendo recordes. Registrou a maior arrecadação da história do dia de natal e fechou o primeiro fim de semana com U$ 65 milhões. A bela abertura superou as expectativas do estúdio e pavimentou o caminho para uma nova franquia. A crítica também recebeu bem o novo trabalho de Guy Ritchie.
Sherlock Holmes ajudou a fechar o ano da Warner Brothers no azul, a cristalizar a estrela de Robert Downey Jr. em Hollywood e a provar que, de fato, o que estava atrapalhando Guy Ritchie era Madonna.

sábado, 26 de setembro de 2009

De olho no futuro...

Pitt & Downey & Ritchie

Muitos dizem que ele já fez uma participação, não creditada, no blockbuster do fim de ano Sherlock Holmes, dirigido pelo inglês Guy Ritchie. Verdade ou marketing pipoqueiro, fato é que Brad Pitt está em negociações avançadas para estrelar a continuação da fita, como o antagonista do famoso detetive, vivido por Robert Downey Jr. A notícia revela duas realidades. Uma, o estúdio está para lá de confiante no sucesso de seu produto. E a segunda, dá conta da vontade cada vez mais flagrante de Brad Pitt em cercar-se de companhias igualmente pop. Depois de George Clooney e Tarantino, nada melhor do que Downey Jr. e Guy Ritchie.

He´s back!

Divulgada a primeira foto de Michael Douglas caracterizado como Gordon Gekko, na continuação de Wall Street. Em Money never sleeps, Gekko estará de volta ao jogo das finanças, da manipulação de contratos e outras tantas fraudes. O filme de Oliver Stone, que estréia ano que vem, promete incendiar a já chamuscada percepção que se tem da responsabilidade dos yuppies de Wall Street na gestação da pior crise econômica dos últimos anos.




Cameron nas mãos de Tom

Depois de dividirem a cena em Vanilla Sky, Tom Cruise e Cameron Diaz voltam a contracenar. Mas agora o tom é mais ameno. Wichita, dirigido por James Mangold, contará a história de uma testemunha (Cameron) com dificuldades de relacionamentos, cuja proteção é incumbência do agente secreto interpretado por Tom Cruise. Apesar de obviamente haver fragmentos de romance, Mangold esclareceu ao Hollywood Reporter, se tratar de uma comédia mais física. A conferir.

Fotos: Divulgação

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Movie Pass

No Movie Pass de hoje,destaco Jogos, trapaças e dois canos fumegantes. Primeiro filme do diretor inglês Guy Ritchie que depois trocaria o aspecto cult pela fama de marido da Madonna, para depois reaver o aspecto deixado para trás com o hit Rocknrolla( já sem Madonna). Mas isso é outra história. Nesse agitado filme do final da década de 90, Ritchie supreendeu meio mundo ao injetar ânimo em um gênero cambaleante. O filme de gangster. Depois do cinema americano esgotar o filão a reboque da trilogia O poderoso chefão era difícil imaginar que viria do cinema independente inglês a obra que revitalizaria o gênero.
Jogos, trapaças e dois canos fumegantes concedeu uma nova aura aos filmes de gansters e consagrou o estilo acelerado de filmar do diretor como um modelo a ser seguido. O próprio, só conseguiu se livrar da arapuca que armou para si esse ano. É dele o aguardado Sherlock Holmes. Sua primeira superprodução e também seu primeiro filme em que não há a remota presença de gangsters.

A seguir o trailer do filme e a minha critica:





A nova onda dos gangsters...

Essa pequena pérola do cinema inglês tem muitos predicados. E o maior deles, talvez seja, a originalidade com que retrata um universo há muito familiar ao cinema de gênero. Os gângsters sempre estiveram presente no desenvolvimento do cinema,enquanto linguagem e mídia, mas poucas vezes tiveram um tratamento diferenciado, poucas vezes foram beneficiados das mudanças e do contexto cultural. O escopo de um filme de gangster parecia engessado desde os anos 30.
Sem dúvida alguma essa é a maior contribuição de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (1998), pequeno filme independente inglês que ganha o mundo e toda a sua atenção a medida que sua carreira internacional avança.
O diretor Guy Ritchie, a mais quente revelação do cinema atual, investe em uma narrativa pop e estilosa, faz bom uso da música e de enquadramentos que fogem do clássico e do solene. Investe em uma paleta de cores variada, em personagens marginais, em uma verborragia alucinante e faz um filme com ironia. Mas com pegada mesmo. Um filme de gangster que não deixa de ser vibrante. É mais vibrante em razão disso.
A história é banal. Três amigos, que contraem uma dívida de pôquer, tem uma semana para levantar o dinheiro, senão estarão mortos. Os juros da divida são absurdos, tais como os tipos que aparecem na tela. Ritchie tem o mérito de até mesmo na cena mais violenta, fazer piada. Ele não se leva tão a sério e exige que seu público faça o mesmo. Jogos, trapaças e dois canos fumegantes é daqueles filmes que fazem uma revolução silenciosa. É um filme simples, bem engendrado, sem grandes valores. Contudo, adicionou novas digitais no gênero. Filme de gangster daqui para frente será comparado com esse daqui.