quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
TOP 10 - Diretores bonitões
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Crítica - Sherlock Holmes: o jogo de sombras
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A química entre Downey Jr. e Law continua afiada, assim como a pitada de homoerotismo que marca a dupla |
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Panorama - Sherlock Holmes
sábado, 25 de dezembro de 2010
Panorama: Rockn´rolla - a grande roubada
Com o fim do casamento com Madonna, renovou-se o cinema de Guy Ritchie. Rockn´rolla foi apontado por muitos setores da crítica como um dos principais filmes de 2008. Rápido, divertido, sarcástico (como Ritchie não era desde antes de casar-se) e dinâmico, o filme aliava com inteligência as commodities do cinema de gangster com a erosão da bolha imobiliária que ocasionou a crise econômica mundial em 2008. Ritchie novamente concebeu grandes personagens em um filme e Tom Wilkinson e Mark Strong se incumbiram de torná-los ainda maior. Rockn´rolla é sexual e sensual, explosivo e pop, inglês e internacional. Ritchie acertara a mão novamente. O filme também deixou claro que Destino insólito e Revólver foram filmes necessários para que Ritchie evoluísse como cineasta. Rockn´rolla apesar de ser um filme típico de Guy Ritchie, guarda poucas semelhanças (narrativas e estruturais, não de linguagem) com seus dois exemplares mais famosos até então. É um filme em que o diretor Ritchie prevalecia sob os outros aspectos como um legítimo Rockn´rolla (só vendo o filme para entender).
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Panorama - Revólver
sábado, 18 de dezembro de 2010
Panorama: Snatch-porcos e diamantes
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Panorama - Jogos, trapaças e dois canos fumegantes
Surgiu na cena independente inglesa, no final dos anos 90, um pequeno filme de gangster dirigido por um diretor desconhecido que apostava na verborragia de seus personagens tanto quanto no apuro visual de seu cinema. Essas características passariam a preceder o cineasta Guy Ritchie, alçado ao posto cult após o sucesso de público e crítica de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (Lock, stock and two smoking berrels, ING 1998).
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
ESPECIAL SHERLOCK HOLMES - critica
É preciso dizer que as ambições que moviam Sherlock Holmes (EUA/ING 2009) foram plenamente alcançadas. O Sherlock Holmes de Guy Ritchie é um filme cheio de personalidade que atualiza o personagem para um público tão elétrico e eclético quanto os adolescentes, mas não desmerece aqueles que procuram uma boa história de detetive. Para fundir ambas abordagens em uma, Robert Downey Jr.
Sem o ator, que empresta seu charme sedutor e seu jeito arredio a Sherlock Holmes, o filme não conseguiria ser pop e, ao mesmo tempo, preservar alguma inteligência. É lógico que Sherlock Holmes tem problemas. Talvez seja um pouco longo e a trama, de mistérios e magia negra, em si não é empolgante, mas há muitas virtudes também. A maior delas é a química poderosa entre Downey Jr e Jude Law, que vive o médico e amigo John Waltson. Outro grande trunfo do filme é a rica reconstituição da Londres vitoriana. A fotografia, a direção de arte e cenários, os figurinos, tudo resulta em exuberância e bom gosto.

Contudo, o maior atrativo da fita, a parte a curiosidade de ver Guy Ritchie a frente de um blockbuster e de ver um personagem clássico ganhar tonalidade pop, é mesmo Robert Downey Jr. É impressionante como ele é bom. Ele domina a cena de tal maneira que chega a ofuscar o próprio filme. Seu brilho é tão intenso que após disparar comentários sobre uma possível insinuação de homossexualidade entre Holmes e Waltson a platéia tende a concordar com ele quando vê a ciumeira de Holmes crescer com a proximidade do casamento de Waltson e sua noiva Mary. Quando na verdade, tudo o que há é a boa e velha afirmação da amizade masculina e do valor dela, como já havia nos westerns de antigamente e em filmes mais recentes como Shrek e O senhor dos anéis. Quem quiser enxergar comentário de natureza sexual aí, o faz por sua própria conta e risco.
De qualquer maneira isso mostra o quanto Downey Jr está no controle. Sherlock Holmes, com o sucesso que o filme faz, deve se estabelecer como franquia cinematográfica e Robert Downey Jr seguirá em evidência. Ah, mas e o filme mesmo? Bem, o filme é ele. Para a sorte de Guy Ritchie, da Warner e nossa.
domingo, 3 de janeiro de 2010
ESPECIAL SHERLOCK HOMES - Insight
O irmão de Madonna, no livro que lançou sobre a vida da irmã, diz que ele é bronco, machão e preconceituoso. Mas o cinema praticado por esse inglês de Hartfield, Inglaterra é dos mais modernos. Ritchie foi alçado a notoriedade mundial com o sucesso de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, de 1998. Um pequeno filme inglês que só conseguiu distribuição internacional depois que a produtora e parceira de Tom Cruise, Paula Wagner, viu e apreciou a linguagem e o estilo daquela fita acelerada e politicamente incorreta. Guy Ritchie ganharia status de celebridade, no entanto, alguns anos depois ao casar-se com a popstar mais controversa do século 20.
Foi ao assistir o clássico Butch Cassidy & Sundance kid que o então adolescente Guy teve a certeza do que queria ser; cineasta. Contudo esse inglês de fala mansa e filmes verborrágicos não cursou nenhuma escola de cinema, por considerá-las chatas e impraticáveis. O que Guy fez, com considerável dose de sorte, foi dirigir clipes para bandas e comerciais de TV e juntar o dinheiro arrecadado para rodar um curta de 20 minutos, denominado The hard case, que mais tarde daria origem a seu longa de estréia, justamente, Jogos, trapaças e dois canos fumegantes.

O filme de estréia do diretor é celebrado como um dos melhores filmes ingleses da década de 90
O diretor voltaria ao mundo dos gangsters desglamourizados em Snatch – porcos e diamantes, um filme ainda com pegada independente e revestido de humor inglês, mas que já flertava com um padrão hollywoodiano. Os astros Brad Pitt e Benicio Del Toro integravam o elenco da divertida fita sobre ciganos, gangsters, diamantes e porcos.
Depois de Snatch, e junto com o casamento com Madonna, viria o ostracismo criativo de Guy. O filme que dirigiu a pedido de sua esposa, e estrelado pela própria, Destino insólito, refilmagem de um filme italiano, não era só totalmente incompatível com sua linguagem e interesses cinematográficos, era ruim de doer.
Depois da má sucedida parceria com a mulher, o diretor levaria 4 anos para voltar a lançar um filme. E Revolver, de 2005, foi um fracasso retumbante de critica e público. Mesmo retomando sua linguagem e tema preferido (o submundo dos gangsters ingleses), Ritchie parecia deslocado e descalibrado. Logo surgiriam os boatos de que seu casamento com a diva do pop estava em frangalhos.

O diretor e o astro Brad Pitt se divertem em um intervalo das grvações de Snatch - porcos e diamantes
Dois anos depois o casamento teria fim e a verve criativa voltaria a seu estado natural. Rocknrolla – a grande roubada reanimou os fãs do cinema de Guy Ritchie e também mostrou que o diretor amadureceu. O filme apresentava as virtudes de seus melhores trabalhos sem o acréscimo dos exageros característicos a todo jovem cineasta. O filme serviu ainda como o green card artístico de Guy. Foi depois de Rocknrolla que os produtores de Sherlock Holmes fizeram o convite para que o diretor assumisse o projeto.
O filme, e potencial franquia, é o primeiro filme de Ritchie dentro da estrutura hollywoodiana. É o primeiro projeto de grande orçamento do diretor e é o primeiro, desconsiderando o ultraje que é Destino insólito, a não se situar no universo do gangsterismo. A julgar pelos números preliminares da bilheteria e pelo burburinho da critica, Guy Ritchie still got it.

5 curiosidades sobre o ex de madonna:
1- Ele sempre gosta de trabalhar com atores que confia. Trabalhou com Jason Stathan em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, Snatch – porcos e diamantes e Revolver e trabalhou com Mark Strong em Revolver, Rockn´rolla e Sherlock Holmes.
2 – Teve um rápido affair com a atriz Rachel McAdams, uma das estrelas de Sherlock Holmes
3 – É sempre o encarregado pela trilha sonora de seus filmes
4 – Recentemente disse que ainda ama Madonna
5 – Dirigiu um curta metragem para a BMW estrelado pelo então desconhecido Clive Owen e por sua mulher Madonna. Clique aqui para conferir o curta!
sábado, 2 de janeiro de 2010
ESPECIAL SHERLOCK HOLMES - Reciclando um personagem
Guy Ritchie passou a declarar que seu Sherlock Holmes não seria tão sério, mas também não seria um fanfarrão, para usar uma expressão brasileira da moda. E tanto ele quanto Silver acreditavam ser Downey Jr. o homem certo para o serviço. O ator conseguia como poucos transitar entre o drama e o cômico, sempre de forma suave e orgânica. Sem dúvida, o excelente 2008 que Downey teve (além de Homem de ferro, o ator foi indicado ao Oscar por sua participação em Trovão tropical) foi decisivo para que Silver e Ritchie pensassem dessa maneira.
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Com protagonista e abordagem definidos, era necessário criar a Londres vitoriana que abrigou o personagem em todas as suas encarnações passadas, mas fazê-la de forma que também emulasse algo novo, que nunca fora visto antes. Para isso foram recrutados o diretor de fotografia Philippe Rousselot, de filmes como Constantine e Peixe grande, e o diretor de arte James Foster, de filmes como Filhos da esperança, A bússola de ouro e Senhora Henderson apresenta.
Eles desenvolveram uma Londres cinzenta e épica. Os cenários (um misto de CGI * e cenas rodadas em estúdios montados) são tão reais que chegam a impressionar. A direção de arte da fita, inclusive, é forte candidata ao Oscar da categoria. A grandiosidade e acuidade dos cenários é um dos atrativos do filme. “Queremos transportar o espectador para a Londres daquela época”, declarou o diretor a entertainment weekly em novembro passado.
Jude Law, Robert Downey Jr. e Rachel McAdams em cena: Humor inglês em embalagem americana
Ação, aventura, romance e Waltson
“Sim, porque não há como conceber um filme de Sherlock Holmes sem seu fiel escudeiro Waltson”, resume Jude Law na mesma entrevista a EW. O ator esclarece que a dinâmica entre Waltson e Holmes é o carro chefe do filme e que ela em tudo lembra a de grandes duplas do cinema como O gordo e o magro ou Shrek e o burro.
Sherlock Holmes estreou no último natal batendo recordes. Registrou a maior arrecadação da história do dia de natal e fechou o primeiro fim de semana com U$ 65 milhões. A bela abertura superou as expectativas do estúdio e pavimentou o caminho para uma nova franquia. A crítica também recebeu bem o novo trabalho de Guy Ritchie.
Sherlock Holmes ajudou a fechar o ano da Warner Brothers no azul, a cristalizar a estrela de Robert Downey Jr. em Hollywood e a provar que, de fato, o que estava atrapalhando Guy Ritchie era Madonna.
sábado, 26 de setembro de 2009
De olho no futuro...
Muitos dizem que ele já fez uma participação, não creditada, no blockbuster do fim de ano Sherlock Holmes, dirigido pelo inglês Guy Ritchie. Verdade ou marketing pipoqueiro, fato é que Brad Pitt está em negociações avançadas para estrelar a continuação da fita, como o antagonista do famoso detetive, vivido por Robert Downey Jr. A notícia revela duas realidades. Uma, o estúdio está para lá de confiante no sucesso de seu produto. E a segunda, dá conta da vontade cada vez mais flagrante de Brad Pitt em cercar-se de companhias igualmente pop. Depois de George Clooney e Tarantino, nada melhor do que Downey Jr. e Guy Ritchie.
He´s back!
Divulgada a primeira foto de Michael Douglas caracterizado como Gordon Gekko, na continuação de Wall Street. Em Money never sleeps, Gekko estará de volta ao jogo das finanças, da manipulação de contratos e outras tantas fraudes. O filme de Oliver Stone, que estréia ano que vem, promete incendiar a já chamuscada percepção que se tem da responsabilidade dos yuppies de Wall Street na gestação da pior crise econômica dos últimos anos.

Cameron nas mãos de Tom
Depois de dividirem a cena em Vanilla Sky, Tom Cruise e Cameron Diaz voltam a contracenar. Mas agora o tom é mais ameno. Wichita, dirigido por James Mangold, contará a história de uma testemunha (Cameron) com dificuldades de relacionamentos, cuja proteção é incumbência do agente secreto interpretado por Tom Cruise. Apesar de obviamente haver fragmentos de romance, Mangold esclareceu ao Hollywood Reporter, se tratar de uma comédia mais física. A conferir.

quinta-feira, 23 de julho de 2009
Movie Pass
Jogos, trapaças e dois canos fumegantes concedeu uma nova aura aos filmes de gansters e consagrou o estilo acelerado de filmar do diretor como um modelo a ser seguido. O próprio, só conseguiu se livrar da arapuca que armou para si esse ano. É dele o aguardado Sherlock Holmes. Sua primeira superprodução e também seu primeiro filme em que não há a remota presença de gangsters.
A seguir o trailer do filme e a minha critica:
A nova onda dos gangsters...
Essa pequena pérola do cinema inglês tem muitos predicados. E o maior deles, talvez seja, a originalidade com que retrata um universo há muito familiar ao cinema de gênero. Os gângsters sempre estiveram presente no desenvolvimento do cinema,enquanto linguagem e mídia, mas poucas vezes tiveram um tratamento diferenciado, poucas vezes foram beneficiados das mudanças e do contexto cultural. O escopo de um filme de gangster parecia engessado desde os anos 30.
Sem dúvida alguma essa é a maior contribuição de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (1998), pequeno filme independente inglês que ganha o mundo e toda a sua atenção a medida que sua carreira internacional avança.
O diretor Guy Ritchie, a mais quente revelação do cinema atual, investe em uma narrativa pop e estilosa, faz bom uso da música e de enquadramentos que fogem do clássico e do solene. Investe em uma paleta de cores variada, em personagens marginais, em uma verborragia alucinante e faz um filme com ironia. Mas com pegada mesmo. Um filme de gangster que não deixa de ser vibrante. É mais vibrante em razão disso.
A história é banal. Três amigos, que contraem uma dívida de pôquer, tem uma semana para levantar o dinheiro, senão estarão mortos. Os juros da divida são absurdos, tais como os tipos que aparecem na tela. Ritchie tem o mérito de até mesmo na cena mais violenta, fazer piada. Ele não se leva tão a sério e exige que seu público faça o mesmo. Jogos, trapaças e dois canos fumegantes é daqueles filmes que fazem uma revolução silenciosa. É um filme simples, bem engendrado, sem grandes valores. Contudo, adicionou novas digitais no gênero. Filme de gangster daqui para frente será comparado com esse daqui.