quinta-feira, 4 de julho de 2013
Espaço Claquete - Trair é uma arte
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Crítica - O espião que sabia demais
sábado, 25 de dezembro de 2010
Panorama: Rockn´rolla - a grande roubada
Com o fim do casamento com Madonna, renovou-se o cinema de Guy Ritchie. Rockn´rolla foi apontado por muitos setores da crítica como um dos principais filmes de 2008. Rápido, divertido, sarcástico (como Ritchie não era desde antes de casar-se) e dinâmico, o filme aliava com inteligência as commodities do cinema de gangster com a erosão da bolha imobiliária que ocasionou a crise econômica mundial em 2008. Ritchie novamente concebeu grandes personagens em um filme e Tom Wilkinson e Mark Strong se incumbiram de torná-los ainda maior. Rockn´rolla é sexual e sensual, explosivo e pop, inglês e internacional. Ritchie acertara a mão novamente. O filme também deixou claro que Destino insólito e Revólver foram filmes necessários para que Ritchie evoluísse como cineasta. Rockn´rolla apesar de ser um filme típico de Guy Ritchie, guarda poucas semelhanças (narrativas e estruturais, não de linguagem) com seus dois exemplares mais famosos até então. É um filme em que o diretor Ritchie prevalecia sob os outros aspectos como um legítimo Rockn´rolla (só vendo o filme para entender).
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Panorama - Revólver
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Panorama - Jogos, trapaças e dois canos fumegantes
Surgiu na cena independente inglesa, no final dos anos 90, um pequeno filme de gangster dirigido por um diretor desconhecido que apostava na verborragia de seus personagens tanto quanto no apuro visual de seu cinema. Essas características passariam a preceder o cineasta Guy Ritchie, alçado ao posto cult após o sucesso de público e crítica de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (Lock, stock and two smoking berrels, ING 1998).
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Critica - Educação
Em Educação, Jenny (Carey Mulligan), uma jovem de muita inteligência e ambição, quer viver seus sonhos o mais intensamente possível. Algo que parece palpável em seu futuro, já que fala francês fluentemente, tem bom gosto musical e para as artes e boas notas. De família de classe média e tradicional, a jovem Jenny se impressiona pelo mundo de boêmia apresentado pelo sedutor David (Peter Sarsgaard). Um judeu americano, uns 15 anos mais velho do que ela, bom de lábia e que valoriza tudo aquilo que ainda faz parte dos sonhos e desejos de Jenny. David, em seus insuspeitos movimentos de sedução, propõe a Jenny que tudo que ela sonha e fantasia pode ser real. Vívido. Tangível.

O interesse romântico por David então se desdobra em outros anseios, que Jenny mantinha interiorizados até o surgimento desse homem que lhe proporcionará – direta e indiretamente - uma distinta e muito mais complexa educação.
É sobre essa enriquecedora jornada que trata o filme da dinamarquesa Lone Scherfig. A diretora sabe capitalizar muito bem em cima do roteiro escrito pelo inglês Nick Hornby. Além do processo de amadurecimento que testemunhamos, doloroso e rompante como de hábito, podemos vislumbrar, a partir da direção elaborada de Scherfig, outros rumos do filme.
A diretora valoriza a polarização de visões. Existe claramente no filme um confronto velado entre um movimento feminista, ainda que embrionário, e uma sociedade dominantemente machista. O final do filme, entre outras sutilezas, demonstra a força desse subtexto. Scherfig situa a Inglaterra do pós-guerra como um país ainda repleto de ranços ideológicos (e a cisma de alguns personagens com os judeus é eloquente nesse sentido), em um painel que se materializa na própria vertigem emocional que a protagonista atravessa. É Jenny quem põe as coisas em suspensão. Entre a resignação e a busca pela felicidade, que permeia o filme de uma forma ou de outra, Jenny, a despeito de alguns infortúnios, segue adiante; escolada na vida, pelos menos em sua concepção.
Educação é um filme pedagógico. Mas antes disso, é uma fita sexy e solar, que tem em Carey Mulligan, uma presença luminosa, seu brilho mais intenso.
Jenny e suas colegas de escola: Não há atalhos para o amadurecimentoquarta-feira, 12 de agosto de 2009
Filme do dia

sábado, 8 de agosto de 2009
Filme do dia
Simplesmente amor

O filme que marca a estréia na direção do roteirista Richard Curtis é júbilo para o coração. Filme daqueles que permanecem na memória devido a bela execução de uma bela idéia. Simplesmente amor é um filme coral. Aquele tipo que acompanha uma porção de personagens em tramas paralelas. O que poderia ser um defeito é um charme. O grande elenco brilha, mas são os belos recortes do vai - vem amoroso da vida em sociedade que faz a fita valer. Destaque para os núcleos do primeiro ministro inglês vivido por Hugh Grant, homem poderoso que melhora as relações internacionais de seu país quando se vê apaixonado por sua secretária. E do núcleo de Colin Firth que depois de traído pela mulher, se retira no interior para escrever um livro, lá se apaixona por sua criada portuguesa. Aprende o idioma, só para melhorar a comunicação entre eles.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Filme do dia

Essa co-produção entre Bélgica, França, Luxemburgo e Inglaterra é um vistoso filme sobre responsabilidade e carinho. É da bifurcação desses dois conceitos que se faz a trajetória da protagonista vivida pela luminosa Marianne Faithful. Após a morte da filha, ela se vê na incumbência de criar o neto. Precisando incrementar a renda, ela acaba indo trabalhar em uma boate onde por detrás de uma porta tem de " aliviar" seus clientes, usando apenas as mãos. A renda melhora consideravelmente, mas sua rotina familiar começa a desmoronar. O filme evita a vulgaridade que seu mote sugere e enfatiza o aspecto humano do gesto de sua heroína.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Movie Pass
O Movie Pass destaca hoje, com um dia de atraso, o thriller Sexy Beast. Mais um pequeno filme de gângster inglês. Por sua atuação nesse filme, Ben Kingsley foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante. São muitos os entusiastas de sua atuação, contudo o filme tem muito mais a oferecer. O diretor Johnathan Glazer não é um grande realizador, mas aqui é daqueles raros momentos em que tudo se encaixa. O diretor consegue elaborar uma tensão extraordinária, seja pelas atuações dos dois atores principais, seja pelo prenúncio de que algo trágico se espraia. Sexy Beast é daqueles filmes pouco conhecidos, mas que uma vez que se assiste a ele, não há como ficar impassível.
A seguir o trailer do filme e a minha critica:
Caminho sem volta!
Esse filme inglês chamou a atenção em um primeiro momento pela estupefante performance de Ben Kingsley, indicado ao Oscar pelo papel de um gangster que não conhece limites. Contudo, esse filme de Johnatan Glazer é muito mais proeminente do que a atuação de Kingsley sugere.
Sexy Beast (ING 2000) versa sobre a irremediabilidade de certas coisas. Como por exemplo, entrar para um grupo mafioso e após obter dinheiro e estabilidade querer sair dele. É o que acontece com o personagem de Ray Winstone, que após algum tempo colaborando com gângsters, resolve se aposentar do ofício. Contudo, isso não entra na mente de Don Logan( Kingsley) que vê apenas charme e vaidade na postura do personagem de Winstone. Ele então vai a sua casa para "convida-lo" para um serviço. Não precisa dizer que o desenrolar dessa história é nefasto.
Glazer não intencionava fazer frente a O poderoso chefão -clássico mor dos filmes de máfia- sabe que lhe falta estofo artístico para tanto. Mas ao enveredar pelo mundo mafioso e sua inegável articulação econômica, o diretor acaba por redimensionar a percepção que se tem do mundo do crime. Sabe- se que nesse mundo amigos não são realmente amigos, e que posses e títulos são temporários. O que Glazer observa aqui, é até que ponto a ingenuidade permite uma pessoa crer que pode subverter essas regras. É esse o grande acerto do filme. E é na tensão estampada na face de Winstone, até mesmo quando toma uma taça de vinho, que se tem a noção exata do quanto a ingenuidade pode custar caro.




