O cinema de Malick permanece regido por interesses antropológicos. Fica mais evidente a disposição do cineasta de entender a relação do homem com o meio. Essa versão de Pocahontas decepcionou pelo viés contemplativo e a ausência de conflitos, mas Malick, em si, não fugiu as características que pontuaram seu cinema desde os primórdios. O interesse no sentimento que insurge entre o inglês John Smith (Colin Farrell) e a nativa Pocahontas (Q´Orinka Kilcher) não é mais importante do que a devassa nos hábitos e costumes das tribos que habitam a América e o choque cultural proposto pela presença dos ingleses naquele lugar. É essa a combustão de O novo mundo, filme que acabou se revelando o mais decepcionante da carreira de Malick pelo simples fato de que o diretor se entregou completamente a seu impulso antropólogo e negligenciou algumas demandas narrativas que poderiam acrescer a seu filme.
O vigor visual de O novo mundo denuncia o apreço de Malick pela natureza. A fotografia é mesmo de pasmar, mas a narrativa é a mais enferrujada dos trabalhos do diretor.

















