Nesta edição de Em off, as impressões (e algumas divagações) sobre os primeiros trailers de dois dos filmes mais aguardados de 2012; a comédia que promete marcar 2011; o lembrete de uma nova seção que chega a Claquete; o reinado de Harry Potter ainda ofuscando o horizonte e considerações sobre três produções que não tem nada a ver entre si, mas tudo a ver com você cinéfilo.
As primeiras impressões sobre o novo Batman
Junto com o último Harry Potter foi revelado o primeiro teaser do último Batman de Christopher Nolan. O filme, que ainda está sendo gravado, é fortemente aguardado por cinéfilos e crítica. Nolan, como se sabe, tem aumentado as expectativas em torno de sua obra. O novo Batman beira o colapso nesse sentido. Talvez por isso, esse primeiro teaser liberado um ano antes do lançamento nos cinemas (a exemplo do que ocorrera com A origem), revele tão pouco. A ideia é rememorar a trajetória do vigilante e lembrar a audiência, nas palavras do comissário Gordon (Gary Oldman) da angústia experimentada pelo homem-morcego. O teaser aguça ao trabalhar com conceitos já estabelecidos no final de O cavaleiro das trevas. O que permite supor que a engenharia do marketing da Warner deve privilegiar uma campanha, guardadas as devidas proporções, similar à realizada para promover A origem. Deu muito certo a ideia de revelar pouco da trama e bombardear o público com imagens conceituais de alto impacto. Contudo, Batman é algo que não pode ficar totalmente no escuro. Vai ser interessante ver como essa história se desenrola...
As primeiras impressões sobre o novo aranha
A Sony liberou o primeiro trailer de O incrível Homem Aranha. O filme, que medirá forças com Batman no verão de 2012, é um precoce reboot da série iniciada em 2002 com Tobey Maguire como Aranha e Sam Raimi na direção. Quem lê Claquete há muito tempo acompanhou a série de postagens que pormenorizou os bastidores da decisão da Sony de demitir a equipe criativa do quarto filme e reiniciar a série.
Com Andrew Garfield como o cabeça de teia e Marc Webb atrás das câmeras, a produção - mais barata – objetiva reestruturar a trajetória do Aranha no cinema. A linha Ultimate, que fez o mesmo nos quadrinhos com vários personagens da Marvel, é uma escudeira aqui. No entanto, o trailer repisa onde o primeiro filme de Sam Raimi andou tão bem. O vídeo promocional não sugere conflitos distintos dos vislumbrados na fita de 2002. A estrutura narrativa parece a mesma e, pelo menos nesse momento, tudo indica que as comparações serão desfavoráveis à empreitada.
Nas próximas edições de Em off, mais notícias sobre O incrível homem aranha.
Amanhã tem estréia...
Aqui em Claquete. Com 60% dos votos, o cineasta Clint Eastwood foi escolhido para estrelar a primeira seção Filmografia comentada do blog. A nova seção vem substituir Panorama e irá destacar, com uma rica combinação de análise e informação, as filmografias de importantes figuras do cinema.
Os números de Harry Potter
Foi uma estréia demolidora. Harry Potter e as relíquias da morte-parte II destroçou antigos recordes e segue reinando absoluto nas bilheterias. O filme desbancou Lua nova como o de maior faturamento em um único dia com U$ 92 milhões. Foram 18 milhões a mais do que a marca anterior. O oitavo Harry Potter também destronou Batman – o cavaleiro das trevas e sua vistosa marca de melhor bilheteria de fim de semana de estréia (a jóia na coroa de qualquer blockbuster). O recorde anterior era de U$ 158, Harry Potter e as relíquias da morte-parte II cravou U$ 169,2 milhões. Mundialmente, o filme do bruxo amealhou U$ 485 milhões e foi o mais rápido a atingir U$ 200 milhões nos EUA em toda a história.
Com toda a frenesi Harry Potter acontecendo aí fora, Claquete quis saber do leitor qual era o melhor diretor da saga. O vitorioso foi David Yates, aquele que teve mais filmes para dirigir. O primeiro a assumir o posto , Chris Columbus ficou com a segunda posição. Cuáron e Newell também foram lembrados.
O último filme, fresquinho na memória, foi considerado por 33% dos (e)leitores o melhor da saga. Seguido de perto por As relíquias da morte-parte I e O prisioneiro de Askaban. O único a não ser lembrado foi Oenigma do príncipe.
A comédia do ano?
Kevin Spacey como um tipo truculento e preconceituoso, um Colin Farrel careca e barrigudo igualmente preconceituoso e uma Jennifer Aniston ninfomaníaca como chefes de Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day respectivamente. Os três subordinados infelizes resolvem matar seus chefes. Para tanto, resolvem contratar o serviço de consultoria prestado por um histriônico Jamie Foxx. O filme, que já está em cartaz nos EUA, estréia no Brasil em 12 de agosto. Quero matar meu chefe registrou a melhor estréia para uma fita proibida para menores de 18 anos depois dos dois exemplares de Se beber não case. Confira as cenas que Claquete disponibiliza (em inglês) e especule se isso é o bom ou ruim.
Um filme que tem tudo para dar certo
Anunciado há poucas semanas, o filme Rush promete ser uma das atrações da temporada de prêmios de 2013. A produção mostrará a rivalidade entre os pilotos de Fórmula 1 Niki Lauda e James Hunt na década de 70. “A rivalidade é o que move a trama”, assegurou o roteirista Peter Morgan de filmes como A rainha e Frost/Nixon. Ron Howard reeditará a parceria estabelecida com Morgan neste último. E os dois atores principais já foram contratados. O australiano Chris Hemsworth – em alta com o sucesso de Thor – será Hunt e o hispano alemão Daniel Bruhl viverá Lauda.
Um filme que deve dar certo
O diretor do sueco Deixe ela entrar, um thriller de espionagem baseado em John Le Carré que imagina as circunstâncias da criação do icônico personagem James Bond e um elenco capitaneado pelo oscarizado Colin Firth com Gary Oldman, Tom Hardy, John Hurt, Ciarán Hands e Mark Strong.
As rusgas entre as agências de inteligência britânica e soviética são a matéria prima da fita que será lançada no festival de Toronto em setembro. No Brasil, a estréia de O espião que sabia demais está agendada para janeiro de 2012.
Colin Firth, que não quer perder de vista seu assento no Kodak Theatre, protagoniza O espião que sabia demais
Gary Oldman faz um agente britânico em busca de respostas
Mark Strong vive mais um vilão em sua carreira, mas no final da história ele bem pode ser um dos moçinhos...
Um filme que deve dar errado
Ficou meio na moita o primeiro trailer de Sherlock Holmes: jogo das sombras. Lançado na semana passada, o primeiro vídeo do filme que estréia no natal desse ano sugere que a sequência dirigida novamente por Guy Ritchie investirá em tudo que deu certo no primeiro filme: Robert Downey Jr., Robert Downey Jr. e Robert Downey Jr. Também devem marcar presença a nivelada química com Jude Law, o humor rasteiro e as piadas inteligentes. Contudo, Jogo das sombras nesse primeiro trailer deixa escapar um desgaste que pode prejudicar seriamente a performance do filme junto à crítica. A conferir.
Dourado em primeiro plano (como bem observou Bial certa vez): A mais inusitada parábola de segunda chance a ganhar forma em tempos atuais
Goste-se ou não de Marcelo Dourado, o grande vencedor do BBB 10, é preciso reconhecer o imenso apelo emocional e sócio-filosófico de seu triunfo. Na dramaturgia pretendida, e desenvolvida, na TV brasileira é um feito inédito. Das histórias que chegam aos ouvidos dos milhões de brasileiros é algo, se não inédito, com a força do improvável. Fala-se aqui da maior parábola sobre segunda chance já contada, afora livros de auto-ajuda e passagens religiosas, em nossos tempos. Quem diria que esse insidio de fé e auto estima viria de um realitty show e de uma figura como o lutador Marcelo Dourado.
Não se discute aqui o merecimento ou não de Dourado, tão pouco a acuidade de suas estratégias (embora o blog seja da opinião de que Dourado foi, de fato, o melhor jogador e como o BBB é um jogo, o melhor deve prevalecer). O debate aqui se estabelece acerca do significado cultural, em uma primeira estância, e sociológico, em um plano geral, da vitória do lutador.
A segunda chance dada a Dourado, na verdade, se desdobrou em uma profusão de “segundas chances”. Todas agarradas com fibra pelo lutador. Foi a chance de retornar ao BBB (dada pela proposta da produção do programa de desestabilizar as noções que se tinha do jogo), a chance dada por alguns dos competidores (que por estratégia ou por afinidade aceitaram Dourado), a chance dada pela sorte (parece pacífico que se não fossem as duas imunidades recebidas pelo lutador no inicio do programa, ele não teria tempo de cativar o público como cativou) e, finalmente, a chance dada pelo público. Na mais inesperada e poderosa demonstração que toda a objetividade esmorece ante a emoção. Dourado promoveu uma polarização jamais vista no programa. O fato de ter sido rejeitado (maciçamente) em sua primeira participação, há 6 anos atrás, e ter sido a locomotiva que impulsionou sucessivas quebras de recordes nessa edição atual só inflama o debate e o desvia de qualquer ponderação desprovida de paixão.
O programa, a despeito dos temas periféricos que iam surgindo quase que diariamente, girou em torno dessa segunda chance. Dourado impôs-se meio que naturalmente à uma cronologia pré-estabelecida. Afinal, esse estava fadado a ser o Big Brother da diversidade sexual. Passou a ser o BBB dos que estariam propensos a ver até onde Dourado chegaria e dos que resistiam a ele. A esses, couberam dois trabalhos. Insistir em uma resistência maniqueísta (Ele já teve a chance dele!) e conformar-se com a imposição da maioria (Sim, mas ele merece outra!).
Obviamente, o que mais chama a atenção na aceitação recorde e na subsequente vitória do lutador gaúcho é a perplexidade que causa. Como um brucutu preconceituoso que já fora eliminado antes, em muito por esses mesmos defeitos, pode ser coroado dessa maneira? A multiplicidade das respostas constitui uma das belezas desse realitty show que é uma “bobagem” e também muito “profundo”, nas palavras de seu apresentador, Pedro Bial. O que fascina na trajetória vitoriosa de Dourado é que ele é o mesmo sujeito que fora rejeitado antes. Talvez tenha entrado nessa edição disposto até mesmo a ressaltar seus defeitos (uma estratégia arriscada, diga-se), e foi abraçado pelo público de uma maneira que assombra até mesmo teóricos diplomados ou entendidos de botequim.
Como visto tantas vezes no cinema em filmes como O lutador de Darren Aronofsky, no recente Coração Louco de Scoot Cooper, ou até mesmo (se apreciado no devido estado de espírito) em Gran Torino de Clint Eastwood, redenção e compaixão são elementos buscados nos lugares mais inóspitos. Dourado foi ao encontro delas no BBB. E as encontrou. Ele sai da casa mais vigiada do Brasil (ô slogan que dá certo!) o mesmo brucutu que entrou. Carrega consigo seus preconceitos e sua visão conservadora, mas sem dúvidas sai de lá mais tolerante. Isso porque foi tratado com tolerância. Algo primordial no contrato social que travamos diariamente e que, mesmo que as avessas, foi a grande lição desse BBB. Ah, claro, ele saiu milionário também. O que no final das contas, é o que mais importa. Pelo menos para ele.
Todo fim de ano, cinéfilos e publicações cinéfilas se põem a organizar listas e mais listas de melhores, piores, mais descolados e afins sobre o cinema, filmes e todo o universo que gravita a sétima arte. Foi divulgada hoje uma das primeiras listas oficiais dessa verdadeira epidemia que se espraia (aguardem muitas aqui em Claquete). A revista norte-americana Paste elegeu o filme brasileiro Cidade de Deus como o melhor filme da década. Constam da lista 50 filmes, em sua maioria americanos, mas o primeiro lugar é nosso. A seguir os 10 primeiros da lista da Paste:
1- Cidade de Deus, de FernandoMairelles (Brasil 2002 )
2- O fabuloso destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (França 2001)
3- Quase famosos, de Cameron Crowe (EUA 2000)
4- Trilogia O senhor dos anéis, de Peter Jackson (EUA/Nova Zelândia 2001,2002,2003)
5-Brilho eterno de uma mente sem lembranças, de Michel Gondry ( EUA 2004)
6-Beau Travail, de Claire Denis (França 2000)
7- Encontros e desencontros, de Sophia Coppola (EUA 2003)
8 - O filho de Jean-Pierre e Luc Dardenne ( Bélgica/França 2005)
9 - Onde os fracos não têm vez, de Joel e Ethan Coen ( EUA 2007)
10 - Os excêntricos Tenembaums, de Wes Anderson ( EUA 2001)
Os reis da festa
O site americano Accesshollywood acaba de noticiar que Alec Baldwin e Steve Martin irão apresentar a próxima edição do Oscar. Em movimento inédito na história da premiação. Dois apresentadores irão dividir o palco na 82a entrega dos prêmios da acadêmia. Baldwin e Martin são dois dos comediantes mais prestigiados da América na atualidade. O anúncio põe fim a uma série de especulações sobre quem apresentaria a cerimônia do ano que vem e aguça a curiosidade acerca do formato do show e também sobre o entrosamento da dupla que já contracenou tanto na série 30 rock, quanto no humorístico Saturday night live. No qual ambos ostentam o maior número de participações como Host.
Um boato que já rondava Hollywood há algum tempo acaba de adquirir novo status. A FOX que demonstrava intenção de retomar a saga de Aliens, acaba de anunciar o nome do diretor Ridley Scoot para a empreitada. Caberá a Scoot, que dirigiu o primeiro filme da série, a responsabilidade de reimaginar o universo da série. Não, não se trata de um remake, mas sim de um prequel(terminologia empregada para a continuação de um filme que mostra eventos anteriores). Nenhum outro detalhe foi comentado pelo estúdio, tão pouco há uma previsão de lançamento para o filme. Ridley Scoot no momento está finalizando Robin Hood, sua quinta colaboração com o ator Russel Crowe