segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tira-teima

Ambos já foram abordados na mostra Panorama, que todo mês abraça a filmografia de um cineasta e a repercute. Também já foram louvados pela crítica internacional como os diretores mais interessantes de uma mesma geração. Christopher Nolan e David Fincher são, juntos, responsáveis por uma bem vinda oxigenação na produção de cinema americana. Não à toa são os diretores por trás dos dois filmes americanos mais elogiados do ano até aqui (e 2010 já se aproxima do final). Claquete, aproveitando que A rede social (a contribuição de Fincher) chega aos cinemas no próximo mês, e A origem (o último de Nolan) chegará às locadoras também em dezembro, põe os dois no ringue mais charmoso e generoso do cinema. A seção Tira-teima deste mês traz os créditos mais óbvios e mais incomuns dessas duas figuras que renovam nossa paixão pela sétima arte a cada novo trabalho. 




O que nós e Nolan devemos a Fincher?


O diretor era a primeira opção para revitalizar a carreira do homem morcego nos cinemas. Batman begins foi recusado por Fincher e, em seguida, oferecido a Nolan que aceitou e o resto é história.



Eles quase se enfrentaram ...


...no Oscar 2009. Ambos foram indicados ao prêmio do sindicato dos diretores e era grande a expectativa de nomeações para Fincher por O curioso caso de Benjamin Button e para Nolan por Batman – o cavaleiro das trevas. Mas o segundo ficou fora da festa. Este ano os dois estão novamente cotados para o Oscar de direção. Fincher por A rede social e Nolan por A origem.




ESPECIAL MINHAS MÃES E MEU PAI - Insight

Por que o cinema independente gosta tanto de famílias disfuncionais?


Corre uma tradição no cinema independente em geral, e no americano em particular, o interesse quase antropológico pelo microcosmo. Esse interesse geralmente é escrutinado na dramatização de cotidianos familiares. Sejam eles sadios ou não, convencionais ou não. Esse fato é, primeiramente, uma contingência orçamentária. Não há disposição financeira para filmes muito ambiciosos e, então, o microcosmo e o poder das metáforas cinematográficas se impõem como opção legítima para o cinema independente. Desde filmes como Segredos e mentiras (1996), de Mike Leigh, até o recente Minhas mães e meu pai (2010), passando por todas as produções do movimento Dogma 95 e filmes como Preciosa (2009), Pequena miss sunshine (2006), Juno (2007) e Provocação (2004).
Focar nos dilemas familiares é focar nos dilemas de uma sociedade. No Brasil, essa tendência também pode ser verificada na obra de alguns diretores como Domingos Oliveira, cujo mais recente filme Todo mundo tem problemas sexuais ainda não conseguiu distribuição, e Sérgio Bianchi, cujo último Os inquilinos foi muito elogiado, que preferem mergulhar nas angústias dos personagens como maneira de viabilizar a visão de mundo que têm.

Cena de Minhas mães e meu pai: contundência sem crítica é o objetivo do filme independente mais festejado do ano


Famílias disfuncionais ou imprensadas em uma situação catártica são, por força da dramaturgia pretendida, a melhor maneira para emular os conflitos que testemunhamos do lado de cá das telas.
Em Minhas mães e meu pai ao expor a intimidade de um casal de lésbicas com dois filhos naturais que tiveram de um mesmo doador de esperma que, subitamente, volta a rotina do casal, o cinema independente americano – novamente - se firma como fonte de oxigênio para a produção cinematográfica contemporânea. Repercutindo a sociedade em níveis que a própria – fora do mundo das artes – ainda esbarra em ranços ideológicos. A contundência não pode ser confundida com militância. Há, no cinema independente, até pela fomentação proporcionada pelo modelo de produção, muita militância. Pela democracia no trânsito de ideias e na manipulação das mesmas, é comum ver por aí gato por lebre. As famílias disfuncionais, também em virtude desse aspecto, são um porto seguro para uma produção independente que almeja ter sua contundência reconhecida.

domingo, 14 de novembro de 2010

Claquete repercute - Garotos de programa

Gus Vant Sant é tido como um dos realizadores mais experimentais do cinema americano. Ao lado de nomes como Julian Schnabel, John Cameron Mitchell e Spike Jonze. Tem a seu favor, a aura de transitar com propriedade no universo adolescente. Embora esta assunção seja recente e derive diretamente de filmes recentes como Paranoid Park (2007), Últimos dias (2005) e Elefante (2003), é no início de sua carreira como cineasta que esse paradigma se estabeleceu. Garotos de programa (My own private Idahoo, EUA 1991) é seu segundo longa metragem (Van Sant vinha de causar frisson na cena independente americana com Drugstore Cowboy). Garotos de programa recupera, em termos, a estética de seu primeiro filme e a narrativa alucinada, ainda que lenta.
Outra peculiaridade que move o cinema do cineasta é o interesse pela inadequação social. Homossexual assumido e militante, o diretor se embrenha em sua causa nos filmes que dirige. Essa noção é bastante clara ao revisitar seus filmes com conhecimento da dimensão de sua obra. Em Garotos de programa, os jovens e sua “força bruta emocional” são o eixo central. O diretor e roteirista trabalha com duas figuras dicotômicas, mas aproximadas na essência quixotesca e shakesperiana. Não à toa, por vários momentos, o filme assume a teatralidade de Shakeaspeare em quem Van Sant baseia seu texto.
Mike (River Phoenix), menor abandonado, viciado em drogas, se prostitui enquanto tem de lidar com uma doença rara chamada narcolepsia que o acomete de breves ou longos, mas sempre indesejados, períodos de sono. Scott (Keanu Reeves) é um garoto rico que se rebela contra o pai, refugia-se nas ruas e, em meio à mendicância, também se prostitui. É da relação adornada por travessuas, hedonismo e um amor flagelado em sua condição proletária, que Van Sant tenta fazer uma radiografia um tanto turva desse microcosmo.
O filme participou do festival de Veneza, do qual Phoenix saiu premiado com a Copa Volpi de melhor ator. De fato, a entrega de Phoenix é notável, mas isso não constitui uma boa atuação.
O que incomoda em Garotos de programa não é a ausência de julgamento por parte da realização. A horas tantas do filme, Scott muda sua postura (o que o personagem em momento algum escondeu que iria fazer) e a ordem das coisas é de alguma maneira restabelecida. O aspecto mais desolador desse filme que chegou a ser festejado como algo notável é sua lacuna criativa. Parece feito para atender um interesse voyeur e um capricho estético que em si não se justificam como cinema.
Esse buraco criativo viria a ser contornado pelo cineasta em suas obras recentes em que aliou arrojo estético e narrativa obtusa com conteúdo hermético, mas efervescente. Garotos de programa só ferve o vazio. Revisitando o filme é possível afirmar que o cineasta apurou primeiro sua estrutura fílmica para depois alinhar seu discurso. Os interesses de Van Sant já eram visíveis em Garotos de programa, mas só na última década que eles puderam se tornar audíveis.

sábado, 13 de novembro de 2010

ESPECIAL MINHAS MÃES E MEU PAI - Crítica

Minimalista!

Apesar de ser uma produção festejada e que foi ganhando uma aura cool em virtude do tratamento que dá a uma reivindicação antiga ligada a questões homossexuais, Minhas mães e meu pai (The kids are all right, EUA 2010) é bem menos inflamado, social e independente (no sentido de estrutura narrativa) do que se poderia imaginar e do que muitos gostariam que fosse.
A fita de Lisa Cholodenko, não fosse pelo fato de tratar de uma união homossexual, não chamaria atenção na cena independente. O filme, até certo ponto, não se esquadrinha como uma produção independente americana costuma se esquadrinhar. Afora, logicamente, pelo “despeito” de colocar um casal de lésbicas como mães de família. Isso posto, é preciso dizer que o filme segue a rota do previsível com gosto e tempero. Existem algumas sutilezas que acrescem à fórmula como, por exemplo, a preocupação de Nic (Annette Benning) e Jules (Julianne Moore) a respeito da opção sexual de seu filho. A afetuosidade e os percalços de uma união amorosa são focados na união propriamente dita e em momento algum se intercalam a algum comentário em prol ou avesso a situação dramática encenada.
Cholodenko tão pouco se preocupa em defender teses, como por exemplo, sobre a responsabilidade duplicada de um casal como o formado por Nic e Jules em relação a seus filhos ou a falta de uma figura paterna. Em Minhas mães e meu pai as crianças, como entrega o título original, estão bem. Os problemáticos são os adultos. Sejam eles homossexuais ou não.

Compasso minimalista: o filme se escora em seus atores para produzir comoção genuína e não se preocupa com discursos


A solução dramática aventada pelo filme, embora possa ser taxada como conservadora, encontra respaldo na realidade. Afinal, além da história e do sentimento envolvendo aquelas personagens, não se tratava de uma equação fácil. A opção minimalista, tanto do registro quanto pela conclusão da fita, reforça a intenção do filme de ser mais pop e menos crítico. Não é um problema. Muito pelo contrário, é salutar que seja assim. Uma mudança de tom poderia ser fatal para o filme e, certamente, inviabilizaria seu sucesso por onde tem passado.
O elenco está um deleite. Mia Wasikowska mostra cada vez mais a grande atriz que está se tornando, Julianne Moore e Annette Benning demonstram a habitual competência e desapego e Mark Ruffalo nos brinda com, talvez, a composição mais enraizada de todas. Paul, o doador de esperma que de repente se vê no centro do vulcão emocional de uma família, é um personagem rasteiro. Não acertasse o tom do registro e o filme estaria perdido. Ruffalo, com vigor, nos permite sentir a angústia do personagem. E é a angústia de Paul, o melhor termômetro da platéia para medir a qualidade deste filme.

Cantinho do DVD

Recentemente, o ator David Duchovny declarou que um terceiro Arquivo X está sendo ventilado nos corredores da Fox. Segundo Duchovny, o estúdio estaria receoso de produzir um terceiro filme em virtude da má repercussão do segundo junto à crítica e de sua baixa bilheteria. O segundo filme, Arquivo X – quero acreditar, era na verdade um episódio espichado, o que na época parecia uma boa ideia para agradar os fãs do seriado que terminou após sua oitava temporada. Contudo, o filme que realmente faz justiça a mitologia de Arquivo X (até porque os eventos se relacionam diretamente com a mitologia da série) é Arquivo X – o filme (X- files, EUA 1998), destaque desta edição de Cantinho do DVD.
A fita, dirigida por Rob Bowman, é um deleite para os fãs de conspiração que fizeram o sucesso da série. O governo americano tenta encobrir, com a explosão de um prédio (atribuída a um ataque terrorista) a propagação de um vírus alienígena. Não é preciso dizer que a crença de Mulder (Duchovny) e o ceticismo de Scully (Gillian Anderson) serão bem explorados pelo roteiro. Arquivo X – o filme não é nada de fora de série, assim como a série também não era, mas honra boas duas horas de entretenimento com gosto.



Ficha técnica:

Título original: X –files
Direção: Rob Bowman 
Roteiro: Chris Carter
Elenco: David Duchovny, Martin Landau, Gillian Anderson, John Neville e Lucas Black
Estúdio: Fox
Duração: 121 min
Status: Disponível em DVD e Blu-Ray para venda e locação
Preço médio: DVD = R$ 19,90
Blu-Ray = R$ 59,90

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Movies Great Partnerships - Wes Anderson & Bill Murray


 
O que exatamente caracteriza uma parceria low profile, como Wes Anderson qualificou a que mantém com o que considera ser o melhor ator da atualidade, Bill Murray? A cumplicidade indecifrável por olhos alheios ou uma visão de mundo similar? O apreço pelo cinema independente ou o status oferecido pelo mesmo?
Anderson disse em entrevista à Folha de São Paulo, certa vez, que percebeu logo no primeiro filme que fizeram juntos, no caso Três é demais (1998) - segundo longa metragem de Anderson como diretor, que trabalharia novamente com Murray: “Ele é o tipo de ator para meus textos”. Lembrando que Anderson, tal qual outros cineastas indies festejados, também escreve os roteiros que dirige. A segunda parceria da dupla foi, também, a mais festejada. Os excêntricos Tenenbaums (2001) foi ao Oscar e ao Globo de ouro e Murray estava lá (não com o protagonismo) para referendar o filme de Anderson.
A terceira colaboração ganhou status pop. Não só pelo sucesso de crítica das duas primeiras, mas porque Murray tornara-se um ator mais cult e incrivelmente midiático após estrelar Encontros e desencontros, de Sofia Coppola. A vida marinha com Steve Zissou (2004) teve a maior distribuição comercial de um filme de Wes Anderson até hoje e foi um fracasso retumbante. Dividiu a crítica e o público não curtiu um filme que, no fundo, pregava para iniciados.
Anderson então recorreu a espiritualidade para remanejar suas expectativas no cinema. E a espiritualidade foi o mote de seu filme seguinte, Viagem a Darjeeling (2007). Bill Murray estava lá para enriquecer o filme que contava com outro ator de presença esquisita que mimetiza o cinema de Anderson, Jason Schwartzman (que também esteve em Três é demais).
O filme foi bem recebido pela crítica e teve distribuição reduzida. Anderson estava de volta à sua zona de conforto. E com Bill Murray deu um passo ousado em sua carreira. Este passo responde pelo nome de O fantástico senhor Raposo. A animação foi o primeiro material adaptado pelo diretor. Foi também um périplo do imponderável, já que a animação foi feita a base de massinha em plena era das animações digitais. O humor do filme, rapidamente identificável à Anderson, foi saudado como um sopro de originalidade bem vindo a seara mainstream hollywoodiana. Ainda que o filme contasse com as vozes de George Clooney, Meryl Streep e Murray, defini-lo como hollywoodiano talvez seja high profile demais. Anderson e Murray, como se sabe, não fazem o gênero. Esta semana foi anunciado um novo projeto que pode reunir a dupla novamente (Moon rise kingdon também deve contar com Bruce Willis e Edward Norton no elenco). Os projetos de Anderson geralmente são anunciados assim, em cima da hora. Mais low profile impossível.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ESPECIAL MINHAS MÃES E MEU PAI - Julianne Moore em cinco takes

A parceira de Hugh Grant
Nove meses (Nine months,EUA 1995)

Quem é aquela ruiva que faz par com Hugh Grant (então saído de um grande sucesso da temporada anterior, Quatro casamentos em um funeral)? Essa era a pergunta mais frequente que se fazia em uma sessão de Nove meses. Comédia romântica fofa da Fox, dirigida por Chris Columbus. Embora já ostentasse algumas produções gabaritadas como Short cuts –cenas da vida no currículo, foi nesse filme que Moore chamou atenção para si pela primeira vez. Embora dona de uma beleza exótica, era o talento que clamava à curiosidade.



O surgimento do culto
Boogie Nights – prazer sem limites (Boggie Nights, EUA 1997)

Paul Tomas Anderson exigiu entrega de seus atores em Boogie Nights, filme que se debruçava sobre a industria pornográfica. Julliane Moore foi reconhecida com indicações para o globo de ouro e o Oscar por ter sido, de longe, quem melhor atendeu a demanda do cineasta. Foi aqui, também, que Julianne passou a reunir um séquito de adoradores a seu redor.



Afirmação artística
Longe do paraíso/As horas (Far from heaven, EUA 2002), (The hours, EUA 2002)


O ano de 2002 foi especial para a atriz. Ela adentrou uma seleta galeria que nem Meryl Streep, com que contracenou em As horas, faz parte. Moore foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por As horas e de melhor atriz por Longe do paraíso em que interioriza com astúcia toda a agonia de sua personagem. Mais do que nunca Moore fez uso do gestual para compor uma personagem amargurada pela vida. Apesar da distinção concedida pela academia com a dupla nomeação naquele ano, a atriz não foi mais indicada desde então.

Boa de qualquer jeito
 Leis da atração (Laws of atraction, EUA 2004)

De volta à comédia romântica, agora como atriz consagrada, Julianne Moore provou ser capaz de atrair um público completamente diferente do que a conhece em filmes independentes. Fazendo par com o ex- James Bond Pierce Brosnan, Moore faz uma advogada insegura com charme e sofisticação. Impossível não se divertir com sua caracterização nessa atualizada guerra dos sexos made in Hollywood.

 
Potencializando a cena
Direito de amar (A single man, EUA 2009)

Julianne Moore é daquelas atrizes que dominam uma cena com tanta naturalidade que chegam a nos chocar. Essa era a função dela em Direito de amar. Arrebatar-nos em uma única cena com sua densidade interpretativa. Não por acaso, ela configura esta na melhor cena do filme.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Panorama - Clube da luta



Existe algo de metafísico na escolha de David Fincher pelo livro de Chuck Palahniuk. Vindo de um filme que abordava o sentido (ou a falta de) de se apegar a materialidades (Vidas em jogo), Fincher viu em Clube da luta o material apropriado para se aprofundar no tema. Tido como um ataque ao capitalismo à época de seu lançamento, Clube da luta foi motivo de preocupação para a Fox que culminou na demissão do então presidente do estúdio.
Clube da luta é subversivo? Sim. É hermético? Não deixa de ser. É delirantemente anárquico? Não chega a tanto. O trunfo da obra de Fincher é se entrincheirar com conteúdo entre noções de mundo divergentes e de alguma maneira referendar, ou não, todas elas. É bem verdade que a tábua filosófica do filme já se encontrava no livro, mas foi Fincher com sua mise-en- scène apoteótica e com uma verve videoclipeira quem deu viço a ela.
O diretor dá espessura a uma discussão que mobiliza as bases da esquerda. Por que consumimos? Por que no fim do dia nos sentimos tão esgotados? Tão infelizes? Dizer que Fincher é tendencioso é não entender de cinema e, pior, não estar apto a participar de um debate. Clube da luta realça o cinema como vigoroso palco de ideias e como pólo de debates.
É esse, justamente, o maior interesse de Fincher aqui. Logo depois vem o hype de colocar Brad Pitt malhado para bater e apanhar em um ringue sujo logo depois de vender sabão.

ESPECIAL MINHAS MÃES E MEU PAI - De volta ao páreo


Ela pode ser conhecida como a mulher que laçou o indomável Warren Beatty, mas essa americana do Kansas de 53 anos tem muitos outros atributos que a precedem. Todos, em linhas gerais, de uma forma ou de outra, ajudam a entender o porque que Beatty ao contracenar com a atriz em Bugsy (1991), decidiu largar a vida de bon vivant e lançar-se em uma das uniões mais duradouras de Hollywood.
Annette Benning começou sua carreira no teatro, no pólo liberal e artístico de San Francisco. Seu primeiro filme para cinema foi As grandes férias (1988), mas foi em Os imorais (1990), de Stephen Frears, que a atriz chamou atenção. Foi indicada ao Oscar pelo papel e chamou a atenção de Beatty que a elencou em Bugsy, do qual também era produtor. Benning nunca foi considerada uma estrela. Apesar de ter feito filmes comerciais como Meu querido presidente (1995) e Nova Iorque sitiada (1998), a atriz se notabilizou-se (e passou a ser respeitada) por papéis como os de Culpado por suspeita (1991) e Mrs. Harris (2005), uma produção para a TV. Annette Benning tem seu nome novamente circulado para a disputa do Oscar de melhor atriz por seu desempenho em Minhas mães e meu pai. Depois da indicação por Os imorais em 1991, a atriz voltou ao Oscar (na disputa pela categoria de atriz principal) por Beleza americana (1999) e Adorável Júlia (2004). Em ambas oportunidades perdeu para Hilary Swank. Ironicamente, Swank ameaça a consagração de Benning novamente. A atriz que triunfou por Meninos não choram (1999) e Menina de ouro (2004) também é cotada pelo drama Conviction.
Se o confronto se materializar e independentemente do resultado que se anunciar, Annette manterá a elegância e altivez. Características cada vez mais raras em atrizes (é só seguir o celebrity gossip para se certificar) e nas mulheres em geral (pergunte o que pensa Warren Beatty a respeito).

Annette acompanhada do maridão em evento de gala