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terça-feira, 23 de julho de 2013

Batman e Superman juntos no cinema - os bastidores desse anúncio bombástico

O logo usado pela Warner para fazer o anúncio que marcou a edição 2013 da Comic-Con

Todo mundo foi pego de surpresa quando Zack Snyder e a Diane Nelson (presidente da DC Entertainment, divisão de filmes da DC Comics abrigada na Warner Brothers) anunciaram que O homem de aço 2, que diferentemente do que muitos criam ainda não estava oficialmente confirmado, terá o acréscimo do Batman. O filme será dirigido pelo mesmo Zack Snyder e roteirizado por David S. Goyer, que escreveu junto com Christopher Nolan o roteiro do primeiro filme. Nolan ficará com a produção executiva, cargo mais distante do que o que ocupou em O homem de aço, no qual foi produtor – além de roteirista.
O anúncio bombástico foi acompanhado da confirmação da ascensão do universo DC no cinema. O filme do Flash foi confirmado para 2016 e o da Liga da Justiça para 2017. A confirmação e alocação de O homem de aço 2 em 2015 visa objetivamente rivalizar com a sequência de Os vingadores, já intitulada The avengers: age of ultron, que estreia neste mesmo ano.
Fazer um filme de transição contando com os dois principais personagens da editora é uma boa ideia, mas é também o plano B da Warner/DC. Os executivos do estúdio, e a própria indústria, esperavam que O homem de aço rompesse a barreira do U$ 1 bilhão. Algo conquistado pelos dois últimos filmes estrelados pelo homem morcego e que a Marvel faz crer ser fácil de obter com seus filmes. Aproximando-se do fim de sua carreira nos cinemas, o filme sofre para atingir a marca dos U$ 700 milhões. Seria uma bilheteria estratosférica, não tive custado – sem computar gastos com divulgação – U$ 225 milhões. Outro problema é que a marca de U$ 1 bilhão era estratégica para a consolidação do universo DC no cinema. Mas ela não veio. O que fazer?
Snyder em momento "I´m the fucking man" durante o
anúncio na Comic-Con: Será?
A Warner então pretende fazer um filme tão megalomaníaco como Os vingadores, e anunciá-lo na Comic-Con em San Diego é o tiro certeiro nessa direção, para cacifar o universo DC cujas pavimentações depois de Lanterna verde e O homem de aço estão bem comprometidas. De quebra, é a oportunidade perfeita de reimaginar o Batman depois da épica e sombria conclusão da trilogia de Nolan. Fazê-lo com o objetivo de desenhar o universo DC nos cinemas é algo que importa da Marvel. Os filmes de Nolan tinham lógica e universo próprios.
Assegura-se, portanto, o interesse genuíno na expansão do universo DC, no encontro desses titãs no cinema (e a anunciada inspiração no clássico das HQs “O cavaleiro das trevas” de Frank Miller não é mero acaso) e na propulsão de dois personagens icônicos em momento de reinvenção.
Do ponto de vista do marketing, é uma alternativa justificada e cheia de potencial. Para observadores da indústria, porém, não esconde o sufrágio dos planos iniciais da Warner e da DC. A opção por Zack Snyder para tocar o filme é outro ponto de discussão, que será tema de futura análise no blog, que reforça a desconfiança de que a DC possa se equivaler à Marvel no cinema.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Crítica - O homem de aço

Habemus super

O que mais impressiona em O homem de aço (Man of steel, EUA 2013) é que ao longo de seus 140 minutos são muitos os bons momentos do filme. Sua potencialidade é oxigenada a todo o tempo por um texto muito ambicioso, mas pouco focado. A potencialidade não se consuma muito em parte a uma direção desvinculada, em essência narrativa, do que propõe o roteiro. Em miúdos: Zack Snyder não era o diretor certo para o roteiro que foi filmado. A forma como foi filmado é a grande avalista dessa constatação.
O tom solene é um direito adquirido dos filmes de Superman e deveria receber a mesma mesura que outros cânones do universo do homem de aço receberam. Há a correta opção de intercalar momentos cruciais da formação de Clark Kent, assim como a consolidação de sua percepção como figura central nos rumos da humanidade antes de assumir sua identidade secreta como jornalista do Planeta Diário, mas há, também, a interjeição de dilemas esgotados no universo do personagem. Não obstante, há a maquiagem do filme de ação profundo quando, na verdade, toda a construção valorizada por Snyder ecoa em cenas – realmente fantásticas – de destruição de fazer inveja em Michael Bay.
Se o aspecto visual de O homem de aço enche os olhos, sua massa narrativa apresenta gorduras. A história não é tão densa para justificar uma metragem tão longa. A grande maioria dos personagens são apenas penduricalhos narrativos desprovidos de qualquer efetividade dramática, inclusive o vilão Zod que desperdiça o talento do ótimo Michael Shannon. A exceção é Lois Lane (Amy Adams), personagem mais interessante do longa. Muito bem construída, em seus conflitos e imperfeições, a personagem é outra escanteada quando o quebra-quebra se impõe.

Entregue à humanidade: Superman se prepara para encarar Zod em um dos momentos mais megalomaníacos do filme de Snyder

Outro grande problema do filme é a total falta de humor. O único momento gracinha surge quando o Superman está em custódia do exército americano e batendo um papinho com Lois. Muito pouco para um filme que tem um personagem bem menos trágico do que, por exemplo, o cavaleiro das trevas.
O dilema existencial do Superman é outra má formulação do filme. Nunca nos convencemos da hesitação de Clark em assumir seu protagonismo à frente da humanidade e não é um problema de Henry Cavill, muito eficiente em cena e correto em evitar emular Christopher Reeve. A ideia de beber na fonte da trilogia do cavaleiro das trevas resultou em um filme irregular (o que seria Clark vagando pelos EUA em busca de sentido na vida tal qual o Bruce Wayne de Christian Bale em Batman begins?), moroso (ainda que com cenas de ação frenéticas) e que esconde suas consideráveis virtudes em um balaio de muitos defeitos.
Não é um filme ruim. Longe disso! Mas é um filme que, além de esquecível, compromete severamente – no âmbito da percepção da indústria cultural - os avanços conquistados pela trilogia de Nolan na seara das adaptações cinematográficas de HQs. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Filme em destaque - O homem de aço

Com Cristo, Shakespeare e sem cueca

Ambicioso e solene, O homem de aço tem a árdua missão de superar os filmes da Marvel lançados em 2013 em matéria de bilheteria, mapear o futuro da DC Comics no cinema e revitalizar a carreira do filho de Krypton na tela grande

“Não se deve comparar O homem de aço à trilogia do cavaleiro das trevas”, disse Christopher Nolan em janeiro deste ano quando indagado sobre o que esperar do novo filme do superman, do qual é o principal produtor. Se a fala causa surpresa, até porque Nolan foi recrutado pela Warner para fazer pelo homem de aço o que fez pelo homem morcego, a ausência dele na maratona promocional do filme e seu silêncio quase sepulcral desde janeiro denotam que o filme de U$ 250 milhões que chega nesta sexta-feira (12) aos cinemas brasileiros não é, internamente, a unanimidade que se faz crer.
Nolan foi o primeiro nome confirmado em O homem de aço. O nome do diretor Zack Snyder teve que ser aprovado por Nolan que juntamente com David S. Goyer alinhavou o argumento do filme roteirizado por Goyer.
Os primeiros indícios de que as coisas não iam bem surgiram no verão americano do ano passado quando a Warner, com o desfecho da trilogia do cavaleiro das trevas nos cinemas, anunciou que lançaria O homem de aço no verão de 2013 e não no fim de 2012 como inicialmente aventado. Oficialmente, a posição do estúdio era de que, dessa maneira, teria um grande lançamento nessa temporada.
Se por um lado, Nolan parece insatisfeito com o resultado final, por outro Snyder tem em O homem de aço sua última chance de abandonar a pecha de promessa e converter-se em realidade como cineasta. Depois dos sucessos de Madrugada dos mortos (2004) e 300 (2006), o diretor obteve fracassos comerciais e de crítica com Watchmen (2009) e Sucker punch – mundo surreal (2011). O homem de aço também é sua primeira produção assumidamente de linha de frente do estúdio Warner com o qual frequentemente trabalha.
As críticas ao filme, majoritariamente negativas, questionam o tom solene da obra e apontam na falta de humor e conflitos mais bem delineados sérios problemas estruturais da fita de Snyder.
Nolan e Snyder nos sets: ninguém fala, mas discordâncias
afastaram Nolan do dia a dia das gravações
A bilheteria é positiva, mas longe de atingir o sonho dourado do estúdio e O homem de aço não deve chegar a necessária marca do bilhão de dólares para viabilizar o filme da Liga da justiça. Até o último fim de semana, o filme tinha arrecadado nos EUA U$ 271 milhões, o que o coloca atrás justamente de Homem de ferro 3 em termos de faturamento doméstico. No mundo, porém, a surra que o filme leva do rival da Marvel é mais sonora. Faltando estrear em alguns mercados como o Brasil, a fita já arrecadou U$ 315 milhões. O total de U$ 586 milhões apenas cobre o investimento feito pelo estúdio.  Homem de ferro 3, para efeitos de comparação, superou a vistosa marca de U$ 1,2 bilhão.
A despeito da discussão a respeito do custo dos lançamentos de verão, é pacífico que o novo filme do Superman não emplacou.

Sotaque inglês
O escolhido para viver Superman em sua nova encarnação foi o inglês Henry Cavill, cujo trabalho de maior expressão até então tinha sido sua participação na série "The Tudors". Cavill, no entanto, já havia chegado bem perto de ostentar a capa do homem de aço. Ele era a primeira escolha de McG para viver o herói no filme que acabou sendo realizado por Bryan Singer, que tinha uma visão diferente para o que deveria ser feito e buscou um ator (Brandon Routh) mais semelhante ao icônico Christopher Reeves. Cavill também era o preferido de Stephenie Meyer para viver o vampiro Edward, mas também ficou no quase. Com Nolan e Snyder, sua vez chegou e a Empire escreveu que ele tem “o queixo mais esculpido de um Superman jamais visto”. O elogio esconde os dotes dramáticos do ator que foram bem exigidos na versão de Snyder.
“Aqui o conflito é sobre assumir ou não um papel de protagonismo diante do mundo”, disse o diretor em entrevista à Total Film. A natureza de Superman sempre valeu comparações com Jesus Cristo e no novo filme, rodado em tom épico, essa sombra é mais presente. “Não fomos nós quem estabelecemos essa comparação”, diz o diretor em entrevista ao IG.
Mas a relação de um filho superpoderoso enviado à Terra para liderar a humanidade é novamente adensada pelo filme que, diferentemente de Superman- o retorno (2006), reconta a origem do homem de aço sob esse prisma de aceitação e posicionamento diante de um desafio maior.

Henry Cavill e seu super queixo: o maior herói americano tem sotaque inglês

Shakespeare na panela de pressão
A ideia de conflito existencial em Superman remete ao titã da dramaturgia William Shakespeare. E o conflito emanado dos pais de Clark/Kal-el, o pai adotivo Jonathan (Kevin Costner) e o pai biológico Jor-el (Russell Crowe) pauta a narrativa. O primeiro acha que o filho não deve assumir seus poderes para o mundo, enquanto que o segundo (em um nível meramente psicológico em Clark, já que morreu na destruição de Krypton) acha que o filho deve liderar a humanidade contra o mal.
Esse mal é, neste primeiro filme, encarnado pelo general Zod – que em Superman II foi vivido pelo ótimo Terrence Stamp e agora ganha contornos insanos pelo não menos cativante Michael Shannon.
O antagonista é que traz O homem de aço de volta ao universo dos blockbusters e engatilha explosões a torto e a direito que mais do que justificam os U$ 250 milhões gastos na produção.

A ausência de Lex Luthor, da cueca vermelha e uma Lois Lane mais intrépida - vivida pela atriz Amy Adams - talvez sejam as novidades mais efetivas do filme incumbido de revitalizar o Superman no cinema.

Ser ou não ser: Jonathan Kent leva um papo com Clark sobre responsabilidades e sobrevivência

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TOP 10 - Diretores bonitões


Sem George Clooney, Ben Affleck, Marco Ricca ou Sean Penn por que aí seria trapacear  Antes de se descobrirem como diretores de talento, esse pessoal já era galã. O TOP 10 do mês em Claquete lista dez diretores de cinema, de ofício, que fariam bonito do lado de cá das telas. Eles não são galãs, mas até que dão um caldo...

10 – Thomas McCarthy

A lista começa com um ator que virou roteirista e que é mais apreciado por seu trabalho como diretor. Como pode se ver, Thomas McCarthy, aos 47 anos, não é exatamente um George Clooney; mas tem sua graça. Diretor de perolas do cinema independente como O agente da estação (2003), O visitante (2007) e Ganhar ou ganhar (2011), McCarthy até poderia herdar os papéis de Colin Firth nas comédias românticas.


9 – Neil Blomkamp

O primeiro garotão da lista já não é mais tão garotão assim. O sul africano descoberto por Peter Jackson tem aqueles olhos grandes de lobo mau para enxergar melhor e cara de quem precisa de colo. Há mulheres que não resistem aos encantos do diretor de Distrito 9 e que será responsável pela estreia do brasuca Wagner Moura em Hollywood com Elysium

8 – Zack Snyder

Considerado um dos diretores mais promissores de sua geração, Zack Snyder só tem cara de garotão. Aos 48 anos pode ter com o próximo filme do Super-homem sua última chance de vingar em Hollywood. Depois de dirigir filmes testosterona como 300 (2006) e Sucker punch (2011) pode achar uma boquinha como o bonitinho insosso em “filmes para mulherzinha”.

7 – Len Wiseman

O mais bonitão da lista até aqui desposou a bela Kate Beckinsale, prova definitiva de que convence como galã de cinema. Diretor de fitas bacanas como Anjos da noite e Duro de matar 4, Wiseman é tão cuca fresca que até dirigiu os amassos de Colin Farrell em sua mulher no remake de O vingador do futuro.

6 – Walter Salles

O mais maduro da lista é brasileiro. Oba? Aos 56 anos, Salles é pura elegância. Desde os ângulos que escolhe para filmar, passando pelos artigos que escreve vez ou outra e culminando na forma de se vestir. O jeitão cidadão do mundo do diretor de Na estrada (2012) e Central do Brasil (1997) também ajuda no charme.

5- Sam Mendes

O inglês já foi mais magro e mais cuidadoso do seu visual. Ficou um tantinho desleixado desde o fim do casamento com Kate Winslet. Mas um homem que já conquistou além de Winslet, Rachel Weisz merece lugar cativo em uma lista como essa. Mesmo desleixado, Mendes tem os olhos e o sotaque trabalhando constantemente a seu favor...

4- Mathew Vaughn

Outro inglês, um pouquinho mais jovem e com senso de humor mais afiado. O diretor do ótimo filme de gangster Nem tudo é o que parece (2004) e da perola do humor negro Kick Ass–quebrando tudo (2010) é aquela beleza que vai cativando aos poucos. Basta experimentar.

3- Paul Thomas Anderson

Com jeitão de atormentado, frequentemente com visual bagunçado e ar de intelectual, Paul Thomas Anderson é uma síntese ambulante de seus filmes geralmente complexos. Avesso à badalações hollywoodianas é reticente em entrevistas e costuma impressionar interlocutores. Faz o ar misterioso até em poses para fotos ocasionais. Uma esfinge que muitas gostariam de se deparar.

2- Guy Ritchie

O inglês mais famoso da lista em que imperam ingleses. Ritchie é o arquétipo do diretor bonitão, mas não levou a coroa na lista de Claquete. Talvez pelos quilômetros rodados e pelo passado com a material girl tenha ficado com um honroso segundo lugar. O homem que reinventou o cinema de gangster inglês com perolas como Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (1998) pode não estar no topo de seu jogo, mas ainda tem um belo de um jogo...

1-Guillaume Canet

O francês, e campeão da lista, é outro ator que se descobriu como realizador e em 2013 estreia Blood ties, seu primeiro filme hollywoodiano estrelado por Marion Cotillard, sua esposa. Isso mesmo senhoras e senhores, Canet é caso com Cotillard. Um trunfo digno de primeiro colocado na lista dos diretores bonitões. O francês, que faz lembrar o galã americano Patrick Dempsey, parece estar com tudo... e um pouco prosa também.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, ex-casais que voltam a ser casais no cinema, um cara que está causando no Havaí, os piores personagens de Nicolas Cage, uma série sobre um papa do século XV que está dando o que falar, o que está se falando sobre o novo filme do Wolverine e porque Zack Snyder anda tendo problemas para dormir.


Ossos do ofício

É uma tendência natural você reduzir o contato com o seu ex, certo? Pois é, Hollywood tem, como o leitor sabe, uma lógica particular. David Arquette e Courtney Cox que começaram a namorar e se casaram em meio a cinesérie Pânico se divorciaram no fim de 2010, com o quarto filme em produção. Não obstante terem filhos em comum, Courtney e David agora precisam promover Pânico 4 juntos. Vale lembrar que na trama do filme ambos ainda estão casados e tiveram que aparentar harmonia enquanto a união se dissolvia. Prova de fogo para qualquer intérprete.
Outro ex-casal que precisou segurar as pontas em um filme que chega em 2011 é o que estrela Professora sem classe. Na comédia romântica, Cameron Diaz tenta conquistar o professor vivido por Justin Timberlake, que já foi seu namorado na vida real. Dejà vu?
 Desfeitos um para o outro: Justin, Cameron, David e Courtney dão umas bitocas nos cinemas após a separação de corpos...




A estrela do Havaí
Ele já foi coadjuvante na série de filmes Onze homens e um segredo e já foi visto em uma porção de fitas policiais com classificação B, mas foi na TV que descobriu um bom personagem. Em Hawaii 5 – 0, o filho de James Caan brilha intensamente. Scott Caan, é mais do que alívio cômico no remake da série sobre um quarteto de policiais que combate o crime na ilha paradisíaca. Ele dá viço à história lhe conferindo charme e graça até nos momentos de mais ação. Com ótimo timing cômico, como já havia provado contracenando com Casey Affleck nos filmes estrelados por George Clooney e Brad Pitt, o ator segura o rojão e desperta o interesse por essa agradável série policial. Uma prova do impacto positivo de Caan na série é sua indicação ao globo de ouro de ator coadjuvante esse ano, uma raridade tratando-se de séries desse perfil.


A pressão em cima de Zack Snyder

O primeiro grande fracasso do ano é Sucker Punch-mundo surreal. O novo filme de Zack Snyder alimentava grandes expectativas nos corredores da Warner Brothers, estúdio que bancou a produção e que alçou Snyder ao panteão dos grandes realizadores ao escalá-lo para reimaginar o super-homem, no filme que deve chegar ano que vem aos cinemas. Acontece que o desempenho de Sucker Punch minou um pouco as margens de ação de Snyder. Ainda que conte com um produtor poderoso, criativo e solícito como Chris Nolan, Snyder se torna refém de seus passos. Watchmen, seu último filme adaptado de uma HQ, além de dividir a crítica, foi fracasso de bilheteria. Um novo revés com Super homem, cujo último filme de 2006 avacalhou a carreira de outro realizador promissor - Bryan Singer, pode abreviar a passagem de Snyder no circuito dos grandes projetos. Além de enterrar de vez a saga do filho de Krypton nos cinemas nessa década nascente.


Os piores personagens de Nicolas Cage


O TOP 10 deste mês destacou os personagens mais descolados da carreira de Nicolas Cage. O post rendeu alta audiência e boa repercussão. O leitor Marcelo Cândido deixou a sugestão para que o blog abordasse os piores personagens da carreira do ator. Assunção contraditória, eleger os piores personagens parece vinculado à eleição dos piores filmes estrelados por Cage. Não necessariamente. É uma tarefa ardilosa que exige critérios objetivos e subjetivos em uma salada que pode soar indigesta. Para honrar o clamor de Marcelo e saciar um impulso cinéfilo, Claquete estabelece como critérios para a lista: dificuldade de cativar o público com o personagem, repetição de outros tipos da carreira, má qualidade dos diálogos, inadequação da abordagem do personagem ao gênero do filme.
Por esses critérios, o blog aventa como os cinco piores personagens da carreira de Nicolas Cage, os seguintes:


1 – Behmen em Caça às bruxas (EUA 2011)
Com esse papel Cage, mais do que qualquer outra coisa, só reforçou o estereótipo de desequilíbrio na carreira. Repetindo cacoetes de personagens anteriores, Behmen é um amálgama infeliz de seus piores momentos como intérprete e de suas piores escolhas como ator.


2 – Joe em Perigo em Bangcokok (EUA 2008)
O tipo de filme de ação que passaria a baixo do radar não fosse a presença de Cage. Desconfortável na pele de um herói cego, o ator se inferioriza à carismática representação de Rutger Hauer no obscuro Fúria cega (1989).


3 – Johnny Blaze em O motoqueiro fantasma (EUA 2007)
A sanha de Cage por estrelar uma adaptação de HQ o levou a esse buraco. É possível dizer que ele é a pior coisa do filme. Fora do tom do personagem e com a idade avançada demais para convencer em peripécias motorizadas, o ator não consegue cativar nem Eva Mendes, par romântico no filme.


4 – Capitão Antônio Corelli em Capitão Corelli (EUA/ITA 2001)
Ok. Aqui o filme é ruim demais. Mas se a beleza de Penélope Cruz ajuda a desanuviar a pasmaceira da fita de John Madden, a canastrice exacerbada (e mal enquadrada pelo diretor) de Cage dá nos nervos. O tipo de papel que fez grandes diretores rasgarem a página com o nome de Nicolas Cage do caderninho de telefone.


5 – Frank Pierce em Vivendo no limite (EUA 1999)
Martin Scorsese já foi perdoado por esta que é sua única mancha na filmografia. Nicolas Cage ainda busca redenção. Nem diretor, nem ator pareciam entender direito Frank Pierce. Resultado? A atuação canhestra de Cage deu no personagem mais insignificante de sua carreira. Mas há esperança. Conseguiu um quinto lugar nessa lista aqui em Claquete...



Reminiscências de The wolverine

Após a saída de Darren Aronofsky da continuação do filme de 2009 (mais sobre isso aqui), a produção foi congelada. Não intencionalmente, mas em termos contingenciais. Além da lacuna criativa deixada por Aronofsky, o cronograma de produção precisa ser revisto, uma vez que as filmagens no Japão também precisam ser adiadas em virtude do tsunami que assolou o país em março. A Fox deseja manter a aparência de pulsão criativa e cogita para a escolha do novo diretor dois nomes pomposos dentro desse esquadro: Duncan Jones e David Slade. O primeiro está atualmente em cartaz com a ficção científica Contra o tempo. Jones chamou a atenção da indústria com Lunar e, segundo a percepção da crítica, mostra competência no manuseio de efeitos especiais sem prescindir do conteúdo. Já David Slade foi recrutado pela Fox para o reboot de outro herói sob o controle do estúdio, o demolidor. Slade sabe ser pop e sério ao mesmo tempo. Como já mostrou em Meninamá.com (sua consagradora estréia), no thriller vampírico 30 dias de noite e no romance vampírico Eclipse (entregou o melhor filme da saga). São duas opções legítimas que, se menos entusiasmantes do que ter Aronofsky a frente do projeto, mantém boas expectativas quanto aos rumos do mutante mais envocado dos quadrinhos nos cinemas.


Reminiscências de The Wolverine II

E Hugh Jackman anda um tanto perdido com os rumos do filme. Em entrevista a revista americana Entertainment Weekly, o australiano se esforçou para parecer otimista e sereno quanto aos problemas que The wolverine vem enfrentando, mas sua desorientação era indisfarçável. Colocou a culpa em Aronofsky, para depois insinuar que o cineasta foi vítima da sanha do estúdio. Disse que a situação no Japão não irá provocar atrasos no cronograma de filmagens, para depois dizer que o cronograma precisaria ser revisto. Disse que está pronto para entrar no personagem, para depois dizer que deve cancelar a dieta de engorda que precisou fazer para voltar a encarnar Wolverine. Certo é que Hugh Jackman está sendo sondado para assumir o papel do caçador no lugar de Viggo Mortensen em uma das duas versões live-action do clássico Branca de neve que Hollywood está preparando. Que as garras de Wolverine não retraiam!



Ele vai voltar!
Todo mundo já sabe que Arnold Schwarzenegger depois do término do mandato como governador voltaria aos cinemas. O próprio anunciou isso reiteradas vezes. A questão que se colocou era: qual filme? Não faltam opções e ofertas para o governator. Mas parece que o welcome de Hollywood virá com sotaque coreano. Isso porque indícios sugerem que Schwarzenegger pode estrelar The last stand, estréia no cinema americano do diretor Kim Jin-woon. A trama deve mostrar um xerife que tentará impedir os avanços de um traficante pela fronteira entre EUA e México. É. Ele voltou!



Um papa safadinho...


Ocorre uma grande comoção entre público e crítica acerca da caracterização de Jeremy Irons em The borgias, nova série do canal americano Showtime. Na série, que bebe da fonte de The tudors (do mesmo canal), Irons é Rodrigo Borgia, um tipo irascível, misógino e corrupto que virou papa em 1492. Não vá a igreja sem assistir! The borgias será exibido no Brasil ainda este ano no canal I.Sat.



O pão nosso de cada dia
Com imensa satisfação, Claquete recebeu mais um selo de qualidade. Concedidos pelos cinéfilos Diego e Amanda Aouad dos blogs Cinema atemporal e CinePipocaCult. O reconhecimento é o grande combustível do trabalho. É um provérbio que vale para todos nós e para o trabalho, calcado no amor, que é realizado diariamente aqui em Claquete.
Estendo essa distinção aos blogs:
Cine Rodrigo
Madame Lumière

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Cantinho do DVD

Hoje estréia nos cinemas brasileiros uma adaptação de uma HQ cult. Kick ass é baseado nos quadrinhos criados por Mark Millar. E se eu ou você resolvessemos ser super heróis? A partir dessa premissa, o texto ultra pop de Millar destila referências e faz uma das mais eloquentes demonstrações sobre força de espírito. Aproveitando a estréia de Kick ass -quebrando tudo, convém trazer avante a crítica da última adaptação de uma HQ cult a invadir os cinemas. Baseado na Graphic Novel de Alan Moore, Watchmen foi aguardado com extrema expectativa por fãs, crítica e cinéfilos de todo o planeta. A recepção foi dividida e a bilheteria, uma decepção.
Na seção Cantinho do DVD desta semana, a crítica de Watchmen para você.




Salada mal temperada!
Zack Snyder não é Christopher Nolan. Ok! Todo mundo sabe disso. Mas a despeito da tentativa do marketing de aproximar Watchmen (EUA 2009) de Batman – o cavaleiro das trevas, a comparação se faz ingrata para a produção de Snyder. Baseado calculadamente na cultuada graphic novel de Alan Moore, que para variar execrou e desautorizou essa adaptação, Watchmen é o inferno das boas intenções.
Snyder falha redondamente em tentar reproduzir o clima anárquico emulado por Moore em sua obra. O aspecto político também nunca ultrapassa uma incômoda superficialidade. É bem verdade que Snyder tinha um trabalho ingrato pela frente. O volumoso e intrincado trabalho de Moore era tido como inadaptável. Só que Snyder, com o filme pronto, acabou por ratificar essa percepção.
Não é preciso dizer que o visual do filme impressiona. Não era de se esperar algo diferente do diretor que concebeu o visualmente arrojado 300. Mas duas horas e meia de uma paleta de cores sofisticada e movimento de câmeras elaborado não fazem de Watchmen algo digno do material de origem. O pior é que mesmo para quem não conhece a obra original, o filme é cansativo.
Na trama, Nixon se elege para um terceiro mandato e os superheróis são reais. A guerra fria se aproxima de um desfecho trágico e os EUA vencem no Vietnã com a ajuda do insuperável Dr. Manhattan. Os heróis são postos de lado quando uma lei é sancionada proibindo a atividade mascarada. No entanto, quando o comediante, super-herói aposentado que colaborava com o governo Nixon, é assassinado, seus ex-colegas passam a sentirem-se ameaçados.
É, sem dúvidas, uma trama riquíssima e que possibilita metáforas mil. Moore fez uma obra atemporal e de imenso potencial reflexivo. Infelizmente, o filme de Snyder peca ao se perder no contexto político, ao apresentar poucas e insatisfatórias cenas de ação e personagens pouco carismáticos. Jeffrey Dean Morgan e Jackie Earle Haley se esforçam e conseguem alcançar bons resultados com seus papéis, mas no geral o resultado é decepcionante.
Como o material é muito bom, o final resgata um pouco do interesse do espectador, mas até que este chegue, Watchmen já terá se tornado uma imposição, não mais um prazer. Essa mudança de percepção da platéia para com o filme ajuda a entender a péssima recepção do filme junto a público e crítica.