quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Movie Pass

O Movie Pass de hoje destaca um filme pertencente a um gênero cult por vocação. O nevoeiro, de Frank Darabont é no entanto, cult por outras razões. A primeira delas é pelo fato de ser baseado na obra de Stephen King, celebrado autor de contos de terror. A segunda razão é sua roupagem de filme B que se presta a alegoria politica, algo muito comum a cinematografia de horror dos anos 70 e 80. E finalmente pela eficiência de Darabont ao conduzir uma história que sempre se faz surpreendente, inclusive em seu final apoteótico.

O Nevoeiro é excelente entretenimento. Daqueles que divertem, assustam, cativam e provocam reflexão. Dificil, depois de todos esses elogios, dizer que é um filme B.

A seguir o trailer do filme e a minha critica:

video

Filme B, mas de primeira categoria!
É pacífico que Stephen King é o mestre do terror. Pelo menos na literatura, já que sua obra nem sempre foi adaptada a contento para o cinema. O próprio King difamou-a ao arriscar-se como diretor adaptando a si mesmo. Contudo, se há alguém que consiga capturar a essência do escritor no cinema é Frank Darabont. O roteirista e diretor fez sua fama ao adaptar King em 1994 com o suntuoso drama Um sonho de liberdade. Em 1999, Darabont voltou a carga adaptando outro romance prisional de King, A espera de um milagre (The green mile), removendo, porém, toda a premissa de horror. Focando no drama, Darabont novamente agradou público e critica.
Eis que o diretor após alguns fiascos, voltou a debruçar-se sobre o material de Stephen King. Porém, dessa vez, resolveu apostar na verve da obra do escritor. O nevoeiro( The mist, EUA 2007) é um filme de terror daqueles que fizeram a fama dos anos 80. Alegoria politica, criaturas medonhas, personagens que oscilam entre o clichê e o invencionismo, recheiam uma trama que se tem a cara de King, tem o DNA de Darabont.
É o diretor quem faz de O nevoeiro uma experiência ao mesmo tempo, aterradora, no sentido da tensão constantemente abastecida por Darabont, e inteligente, no sentido da alegoria politica que não se limita a convenções arcaicas do gênero e expande seu comentário social e sociológico com uma veemência espantosa.
Em O nevoeiro, acompanhamos uma gama profundamente diversificada de personagens presos em um supermercado de uma cidadezinha nos arredores de Portland, em virtude de um nevoeiro que se estabeleceu na cidade após uma forte tempestade. O que diferencia o fenômeno em questão, são estranhas criaturas que se misturam á névoa a caça dos humanos.
Darabont critica o governo, as fachadas sociais, o fanatismo religioso, e as fronteiras da civilidade sem perder o folego do terror. Uma senhora contribuição para a galeria das obras bem adaptadas de King, cujo maior colaborador é o próprio Darabont.

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