quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Movie Pass

O movie Pass de hoje destaca O invasor (Brasil 2001). O filme dirigido por Beto Brant e estrelado por Marco Ricca, Alexandre Borges, Mariana Ximenes e Paulo Miklos é um dos melhores exemplares da cinematografia brasileira na década. O filme, um retrato doloroso e eloqüente da condição humana, mostra dois sócios (Ricca e Borges) que para ter mais “tranqüilidade profissional” decidem eliminar um colega de trabalho, um terceiro sócio. Recorrem então aos préstimos do matador de aluguel vivido com monstruosa categoria por Paulo Miklos.Obviamente, as coisas não se delineiam conforme o planejado.
Beto Brant e o roteirista Marçal Aquino, que adapta a própria obra, estão interessados em tecer um comentário sobre o quão corruptível o homem moderno é. E de como a moral é um conceito capenga quando confrontado com o bem estar econômico. O filme participou e venceu vários festivais de cinema, inclusive o prestigiado Sundance, do qual saiu consagrado como a melhor produção latino americana do ano.
A fita marcou, além da estréia no cinema do titã Paulo Miklos, o inicio da colaboração de Ricca com o diretor Brant e com o escritor e roteirista Marçal Aquino (Cabeça a prêmio, estréia de Ricca na direção, exibido no último festival do Rio e em cartaz na mostra de São Paulo, é adaptado da obra de Aquino).
Um filme duro, seco e raivoso, mas que não deixa de ser vibrante e dramaticamente desconcertante. Cult por vocação (como o são todos os filmes de Beto Brant), O invasor ganha mais sentido cada vez que se volta a ele.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Editorial - novembro

O meu, o seu, o nosso blog de cinema

Esse texto é, e torna-se, o primeiro editorial mensal de Claquete. É sabido, e ratifica-se por meio deste texto uma vez mais, que a razão de ser desse blog é, além de destilar a paixão infindável pelo cinema deste que vos escreve, estreitar os laços, caminhos e percepções do cinema e de todo o universo que o move. Do pop ao rebuscado. De Michael Bay a Lars Von Trier.
Pois bem, a partir desse novembro que se anuncia quente no estado de São Paulo, teremos um editorial mensal aqui em Claquete. Essa iniciativa visa refinar a relação de vocês, leitores, comigo. Com o blog. Aqui vocês vão ficar sabendo em primeira mão, algumas das atrações que Claquete trará no mês, além de suas já tradicionais colunas. Por exemplo, nesse mês teremos dois especiais sobre filmes genuinamente distintos, mas que se encaixam perfeitamente à proposta de Claquete. Abraços partidos de Pedro Almodóvar e Lua nova de Chris Weitz, os filmes eleitos pelo leitor de Claquete como os mais esperados de novembro.
Aproveito a oportunidade também para comunicar que cada comentário deixado na seção comentários de cada post será devidamente respondido na mesma seção. (prática comum em muitos blogs) Esse movimento visa estimular e prestigiar cada leitor que registra sua, sempre bem vinda, opinião aqui no blog. Esse editorial ficará disponível durante todo o mês de novembro aqui do lado, logo abaixo das atualizações do twitter. E o mesmo acontecendo com os editoriais dos outros meses.
Também disponibilizo um e-mail para que todo e qualquer interessado em entrar em contato comigo, o possa fazer. reinaldoglioche@hotmail.com
Vamos falar de cinema!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Notas

Começam as listas de fim de ano (e da década)

Todo fim de ano, cinéfilos e publicações cinéfilas se põem a organizar listas e mais listas de melhores, piores, mais descolados e afins sobre o cinema, filmes e todo o universo que gravita a sétima arte. Foi divulgada hoje uma das primeiras listas oficiais dessa verdadeira epidemia que se espraia (aguardem muitas aqui em Claquete). A revista norte-americana Paste elegeu o filme brasileiro Cidade de Deus como o melhor filme da década. Constam da lista 50 filmes, em sua maioria americanos, mas o primeiro lugar é nosso. A seguir os 10 primeiros da lista da Paste:


1- Cidade de Deus, de FernandoMairelles (Brasil 2002 )

2- O fabuloso destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (França 2001)

3- Quase famosos, de Cameron Crowe (EUA 2000)

4- Trilogia O senhor dos anéis, de Peter Jackson (EUA/Nova Zelândia 2001,2002,2003)

5-Brilho eterno de uma mente sem lembranças, de Michel Gondry ( EUA 2004)

6-Beau Travail, de Claire Denis (França 2000)

7- Encontros e desencontros, de Sophia Coppola (EUA 2003)

8 - O filho de Jean-Pierre e Luc Dardenne ( Bélgica/França 2005)

9 - Onde os fracos não têm vez, de Joel e Ethan Coen ( EUA 2007)

10 - Os excêntricos Tenembaums, de Wes Anderson ( EUA 2001)


Os reis da festa
O site americano Accesshollywood acaba de noticiar que Alec Baldwin e Steve Martin irão apresentar a próxima edição do Oscar. Em movimento inédito na história da premiação. Dois apresentadores irão dividir o palco na 82a entrega dos prêmios da acadêmia. Baldwin e Martin são dois dos comediantes mais prestigiados da América na atualidade. O anúncio põe fim a uma série de especulações sobre quem apresentaria a cerimônia do ano que vem e aguça a curiosidade acerca do formato do show e também sobre o entrosamento da dupla que já contracenou tanto na série 30 rock, quanto no humorístico Saturday night live. No qual ambos ostentam o maior número de participações como Host.


Perfil - Jane Campion

Retratista da alma feminina

A neozelandesa Jane Campion, nascida em Wellington, mora atualmente na Austrália, onde começou sua carreira no cinema. Foi na Austrália também que se formou em antropologia. E é valendo-se dessa sua formação que Jane Campion realiza seus filmes. A roteirista e diretora de 55 anos começou sua carreira no cinema no inicio dos anos 80, quando frequentava a Escola da Cinema e Televisão na Austrália. O que era curiosidade e hobby, logo se tornaria profissão. Seu primeiro curta metragem, ainda como ingressa da Escola de Cinema, Peel de 1982, ganharia a Palma de ouro em Cannes na categoria de curtas. Uma estréia arrasadora que motivou Jane a seguir em frente.
Seguiram-se trabalhos de menor expressão, mas que possibilitaram que Jane Campion se solidificasse naquele ofício que outrora lhe parecera inusitado . Assim, em um espaço de 5 anos ela lançou 6 filmes, quase que em ritmo industrial. Em comum filmes como Two friends (1986), Passionless moments (1983), A girl´s own story (1984) e Sweetie (1989) tinham o olhar voltado para o universo feminino. Característica que pauta o cinema de Jane Campion e que foi reconhecido em 1990 quando a diretora recebeu o prêmio especial do júri por seu trabalho em Um anjo em minha mesa.
Contudo, o auge estaria por vir. Por seu próximo trabalho, O piano (1993), Jane Campion experimentaria a glória. E em muitos países. Venceu a Palma de Ouro em Cannes, dessa vez na competição principal, venceu prêmios como o César de filme estrangeiro, o Australian film festival e outros prêmios como o Bafta e o Oscar de roteiro. Alias foi no Oscar que O piano fez mais barulho. Além do prêmio de roteiro original para Campion, da indicação para melhor filme, a diretora tornou-se a segunda mulher a ser indicada na categoria de melhor direção. Até hoje, além de Campion,apenas outras duas diretoras obtiveram tal distinção. Sofia Coppola por Encontros e desencontros (2003) e Lina Wertmüller por Seven beauties (1975). O filme rendeu ainda os Oscars de melhor atriz para Holly Hunter e de atriz coadjuvante para, a então criança, Anna Paquin, hoje a intérprete de Sookie Stackhouse em True Blood.
A glória tem seus percalços e Jane Campion os conheceu. Entre O piano e seu próximo trabalho, Retrato de uma mulher (1996), passaram-se três anos. O filme, bastante aguardado pela critica e pela comunidade artística não foi muito bem recebido. Também não foi bem recebido o seu trabalho seguinte, o drama existencial Fogo sagrado (1999), estrelado por Kate Winslet. Como curiosidade, esse foi o primeiro filme de Campion, em que a protagonista do filme não era australiana.
Em Carne viva (2003) foi mais um revés na carreira da cineasta. Ao trazer Meg Ryan em um papel completamente diferente da persona que ostentava no cinema, Campion mais provocou estranheza com sua história de crime e desamor do que simpatia.
Em 2006, já sem alimentar expectativas com seu trabalho realizou um pequeno filme inglês, The water diary, que não chegou a ter distribuição em circuito (permanece inédito no Brasil). Em 2007, a diretora participou do filme coletivo Cada um com seu cinema, em que diretores de várias nacionalidades realizavam curtas em homenagem a sétima arte.
Em 2009 a diretora parece ter reencontrado o sucesso e selado a paz com a critica. Brilho de uma paixão, que teve sua premiere internacional em Veneza, mostra a vida do poeta John Keats, que morreu jovem, aos 25 anos. Campion se interessa pela intensidade das paixões que moviam o poeta e a partir de sua vida, e obra, esmiuça a vida daqueles que o cercaram. O filme, e Campion, ganharam elogios rasgados de Quentin Tarantino que escreveu uma carta aberta elogiando a cineasta de quem se declarou fã. Fatos como esse mostram o momento criativo e de prosperidade que Campion atravessa. Seu mais recente trabalho, que estréia no fim do mês no Brasil, é um dos filmes cogitados para o próximo Oscar. Vale lembrar que Campion guarda boas lembranças de seu último encontro com o careca dourado. Se servir como paramêtro, Brilho de uma paixão marca nova colaboração de Campion com uma atriz australiana, a bela e talentosa Abbie Cornish, também ela, nome quente para o próximo Oscar.
Oscar, Austrália, feminilidade e liberdade são assuntos que Jane Campion incorporou com sobriedade e leveza a seu dicionário particular. Em março de 2010, talvez ela acrescente mais alguns verbetes a essa história já tão rica.

A seguir confira a diretora comentando sobre seu mais recente trabalho e como a inspiração surgiu. O video não tem legendas. É bom para praticar o inglês.




A reação a This is it


Como era de se esperar, foi divulgado ontem pela assessoria da Columbia Pictures que This is it não ficará apenas duas semanas em cartaz nos Estados Unidos. Quanto aos outros mercados, “dependerá de cada caso”, informa a distribuidora. Com U$ 101 milhões em caixa, desde sua estréia na quarta feira passada, U$ 34 milhões só nos EUA, This is it tem gerado bastante repercussão.
Se por um lado não obtém a performance prevista, por outro tem desempenho invejável para um documentário. De qualquer maneira, o filme abastece rumores e discussões das mais prolixas às mais irrisórias. Ganhou corpo no último fim de semana um boato de que o filme é forte candidato a uma das dez vagas ao Oscar de melhor filme. O boato, noticiado e minimizado aqui, se esmera no fato indelével de que o período de inscrições para concorrentes a categoria de documentários já se expirou e que haveria a predisposição de estender as homenagens a Michael Jackson.
São muitas as possíveis origens para esse boato e todas convergem para a disposição da Columbia de ganhar mais dinheiro com o filme, e com Michael Jackson. Há um precedente muito recente e que talvez esteja inspirando os marketeiros que deram vazão a esses boatos. Heath Ledger. O ator, morto no inicio de 2008, foi indicado postumamente ao Oscar. Antes mesmo do lançamento de O cavaleiro das trevas, colegas e produtores se puseram a defender a indicação de Ledger para o prêmio. O marketing vingou e Ledger acabou vencendo a estatueta de ator coadjuvante (algo inédito, já que o outro ator que vencera um Oscar postumamente, Peter Finch por Rede de intrigas, estava vivo quando foi indicado). Ou seja, Ledger, tal qual outro mito do cinema James Dean fora indicado já morto, diferentemente de Dean, no entanto, o australiano triunfou.
Hoje o diretor Kenny Ortega, que antes de This is it tinha como principal credencial os filmes da série High Scholl Musical, anunciou que os dvd de This is it terá muito material extra, ou seja, advertindo que seu filme é na verdade, ‘muitos filmes’, já que há ainda muito material não aproveitado.
This is it não é filme de Oscar. Não é sequer um documentário na estrita acepção da palavra. É um filme que nasceu, oportunamente, de dois eventos de natureza trágica. A primeira, a morte de Michael Jackson. E a segunda, em virtude da primeira, a não realização dos shows que prometiam revolucionar, mais uma vez, o conceito de espetáculo musical (o filme é um elaborado trabalho de montagem e pós-produção sobre horas de ensaio de Jackson).
This is it é, depois disso dito, a materialização do que significa Hollywood. Fábrica de sonhos, máquina de dinheiro, entretenimento, espetáculo, marketing, política, imagem, rótulos, expressão e criatividade. Embora nem sempre esses conceitos se assentem sob um mesmo projeto, são eles as válvulas propulsoras do cinemão americano. This is it, e toda a reação que amealha, mais do que qualquer outra coisa, nos lembra disso.

domingo, 1 de novembro de 2009

Insight

O boom das revistas de cinema no Brasil

Enquanto há uma quantidade abundante e diversificada de revistas de cinema nos mercados editoriais da Europa e Estados Unidos, no Brasil esse segmento nunca foi bem estabelecido, apesar de inúmeras tentativas. Muitas revistas nasceram e morreram com um ímpeto que não permitiu que fizessem memória.
O cinema, como a cultura em geral, no país não recebiam uma atenção satisfatória da mídia impressa. Eram os jornais diários, que também não priorizavam essa cobertura, os responsáveis pelo pouco que se abordava de cinema no Brasil. É óbvio que os semanários brasileiros(Veja, época, Isto é) cobriam o cinema, mas sempre com uma pauta voltada para o pontual. Um lançamento importante, um escândalo no mundo do pop, coisas do gênero.
Surgiu em 1987 a primeira revista que venceria as barreiras do mercado e se estabeleceria como a principal revista de cinema do mercado brasileiro. A revista SET, hoje recém adquirida pela editora Aver, já passou por muitas casas como a editoras Peixes, Abril e Azul. SET superou desafios, limites orçamentários e previsões de fracasso e se sedimentou como a principal revista do segmento no país. Contemporaneamente a revista surgiu a Bravo, com um enfoque mais amplo, além do cinema, cobria também teatro, artes plásticas, música e literatura.
Durante sua vida a SET teve sua linha editorial ajustada aos gostos dos editores chefes que por ela passaram. José Emilio Rondeu, Isabela Boscov e Roberto Sadovski são os mais destacados. Sadovski é quem ocupa o posto há mais tempo. Sua linha editorial tem sido criticada por privilegiar blockbusters hollywoodianos e adaptações de Hqs.


A capa da SET de novembro que deve chegar as bancas na próxima semana


Foi justamente dessa critica, aliada a queda nas vendas da revista, que o mercado editorial brasileiro de cinema sofreu profundas mudanças. Primeiro, a própria SET com 21 anos de vida ficou ameaçada de extinção. A crise financeira que assolou o mundo fez com que a editora Peixes, que publicava SET, fechasse as portas. Seu repertório de publicações foi vendido. A SET, a principio ficou a cargo do grupo empresarial de Nelson Tanure, que edita entre outros, o Jornal do Brasil, e depois foi adquirida pela editora Aver. A primeira edição na nova casa foi a de outubro, com o filme Bastardos inglórios na capa.
Dessa apreensão generalizada de jornalistas especializados em cinema, editoras, fãs e cinéfilos sugiram duas novas opções no mercado. A primeira delas, pode ser considerada um espólio da SET editada pela Peixes. Jornalistas e colaboradores da revista como Ricardo Matsumoto, Suzanna Uchôa Itiberê e André Gordirro levaram a editora Nova Sampa a proposta de uma revista de cinema mais plural do que aquela encarnação da SET. Preview nascia com arrojo e uma proposta bem fundamentada. Trazia um conceito melhorado e reproduzia o que de melhor a SET antiga tinha.


Preview 2 e 3: Mais contextualização sem largar o jeitão pop


Movie, a segunda opção á SET, é um projeto mais elaborado, do ponto de vista da concepção. É uma revista independente que se viabilizou aos poucos, principalmente na base da convergência das mídias. É na internet que tenta capitalizar seu público. Seja por promoções (são muitas), seja pelo corpo a corpo bastante estimulado pelo idealizador da revista, o jornalista André Forastieri.

Aprendendo a conviver
É uma situação inédita no Brasil. Três revistas de cinema, de boa qualidade, brigando por espaço entre si e com a internet. Obviamente, elas terão que criar soluções. Buscar exclusividade em determinados tópicos já não é mais suficiente. Será preciso seguir o exemplo dos jornais. Contextualizar o leitor. Oferecer um olhar mais plural sobre determinados filmes. Além de curiosidades e mimos, como pôsters, cards e promoções . Essa competição já está a toda prova e tem sido fundamental nos constantes atrasos para o lançamento das revistas. Ainda há a necessidade de se estabelecer estratégias e planejamentos mais longos. Para se ter uma idéia, nunca houve a preocupação de que filme por na capa (a escolha era sempre óbvia). Agora esse diferencial, que jornais e semanários tem frequentemente no Brasil, fará parte da rotina das revistas de cinema brasileiras.


Movie 0 e 1: Uma revista que quer falar de tendências, equipamentos e personalidades. Não só de filmes...

Há aqueles que preveem que não há demanda no Brasil para três revistas de cinema. Há sim. Basta dar uma olhada na profusão de sites de cinema e blogs especializados no assunto. Além da crescente bilheteria, que a despeito dos ingressos caros, só aumenta no Brasil. A TV por assinatura também registra recordes. Foi divulgado balanço da NET( maior operadora de tv a cabo do país) na semana passada que apontava aumento de 25% do corpo de assinantes. E é público e notório que canais de filmes como TNT, Telecine e HBO são os preferidos e campeões de audiência.
É preciso investir em qualidade, priorizar a informação contextualizada e seduzir o leitor com jornalismo de qualidade. Essas são as melhores receitas para que SET, Movie e Preview tenham vida longa.
Claquete saúda essas revistas e informa, as seguirá de perto.

Programa de domingo

Conforme noticiado essa semana em Claquete, Taylor Lautner e Kristen Stewart chegaram ontem a noite no Brasil, mais precisamente em São Paulo. O início da turnê mundial de Lua Nova na capital paulista não poderia ser diferente. Muita histeria das fãs em frente ao hotel Hyatt. Lautner e Kristen hoje, conforme previsto, tiveram uma série de compromissos com a imprensa para divulgar o filme. Saem do Brasil hoje mesmo e dão seguimento a promoção do filme no Japão.
Kristen e Taylor são só sorrisos: " Esse filme é muito maior do que o primeiro", disse a atriz

Foto: portal terra

Meu sofá


Um mês com muitas novidades nas locadoras e megastores do país. Alguns filmes que fizeram sucesso de público nos cinemas brasileiros ( Harry Potter e o enigma do príncipe), alguns que fizeram sucesso de crítica ( Inimigos públicos) e outros que não tiveram chances nas telas de cinema do país ( Profissão surfista, O elo perdido e Adrenalina 2). Há, ainda, o lançamento de prestigiosas séries de TV como Desperate Housewives e Grey´s anatomy.

A seguir o calendário de lançamentos de novembro:

4/11
Star trek ( EUA, ficção científica) V
Inimigos públicos ( EUA, Policial, drama) VVV
jogo macabro (EUA, suspense) V

5/11
12 rounds ( EUA, Ação) S
O grilo feliz e os insetos gigantes (BRA, animação) P
The office ( EUA, comédia, 5a temporada) VVV


9/11
Juízo final ( ING, ficção científica, ação) P


11/11
Informers- geração perdida (EUA, drama) S
Jean Charles (BRA, drama) V
Reação colateral ( EUA, drama) S
Marido por acaso ( ING/EUA comédia romântica) VV
Grey´s Anatomy (EUA, drama, 5a temporada) V
Desperate housewives( EUA, drama,comédia, 5a temporada) VVV
Adoração ( EUA/CAN/ISR drama) S
A festa da menina morta (BRA, drama) S
Lost ( EUA, drama, ação, ficção cientifica 5a temporada) VV

12/11
Invasor de mentes ( EUA, terror) S
Confissões de uma garota de programa (EUA, drama) P
Adrenalina 2: Alta voltagem ( EUA, ação) S
A vida secreta das abelhas ( EUA, drama) S
A montanha infeitiçada ( EUA, comédia, infantil) V


18/11
A teta assustada ( Peru, drama) V
Terminator: The Sarah Connor chronicles( EUA, ficção cientifica, 2a temporada) P
Rindo á toa ( FRA, comédia) S

19/11
Harry Potter e o enigma do príncipe ( EUA/ING fantasia, ação) VVV

25/11
Veronika decide morrer ( EUA/ING drama) S
Profissão surfista ( EUA, comédia) S
Up – altas aventuras ( EUA, animação) VVVV
O elo perdido( EUA, comédia, ficção científica) S
A onda ( ALE, drama) S
Amantes ( EUA, drama) VVVV
Caçadores de vampiros ( EUA, terror) P
Exterminador do futuro 4: a salvação (EUA, ficção cientifica, ação) V

Legenda:

V = vale a pena

VV =vale muito a pena

VVV = vale muitíssimo a pena

VVVV = como você ainda não viu esse filme?

P =passe longe

S = sem avaliação


Destaque do mês: A estréia na direção do ator Stuart Townsend. Ele recrutou a namorada e mais uma cambada de amigos para rodar um drama independente que não foi muito bem nos EUA. A batalha de Seattle chega as locadoras no dia 25 de novembro. Tem no elenco, além de Charlize Theron, Woody Harrelson, Channing Tatum, Jennifer Carpenter,Ray Liota, Andre Benjamin e Michelle Rodriguez.

Top 10

10 grandes estrelas da era de ouro de Hollywood



10 – Bette Davis
Brilhou intensamente nos anos 30. Quando as estrelas de cinema começaram a se estabelecer como os seres humanos mais invejados, e observados, do planeta. Conseguiu se impor pelo talento, já que não era tida como bela. Davis estrelou mais de 100 filmes ao longo de sua carreira. Se dava melhor nos papéis de vilã, algumas tornaram-se referência, como a que viveu com gosto em A malvada.

Recomendações:
A malvada (1950) *
Nascida para o mal (1942) **
A ponte de Waterloo (1931) **
O que teria acontecido com baby Jane? (1962)*
As baleias de agosto (1987) *

9- Ava Gardner
Considerada uma das mulheres mais lindas de todos os tempos. Era tímida, mas namorou homens poderosos como Frank Sinatra e Howard Hughes. Como atriz era contestada, mas deixou bons trabalhos em seu legado.

Recomendações:
O toque de Vênus (1948) *
O grande pecador (1949) *
O passado proibido (1950)**
Estrela solitária (1953) **
A vida do juiz Roy bean (1972) **

8- Eva Marie Saint
Belíssima e muito talentosa, a atriz dividiu a cena com os maiores astros de seu tempo. De Marlon Brando a Clarke Gable, todos cederam aos encantos da atriz que também encantou platéias do mundo inteiro.

Recomendações:
Os russos estão chegando (1966)*
Notícias do front ( 1954)*
Intriga internacional (1960)*

7- Rita Hayworth
A atriz não escondeu a frustração que teve em sua vida pessoal. O sucesso e a beleza penalizavam sua vida amorosa. Chegou a dizer que os homens iam dormir com Gilda, sua mais célebre personagem, de notória voltagem sexual, e acordavam, invariavelmente frustrados, com ela.


Recomendações:
Filhas do desprezo (1938)**
Bonita como nunca (1942)**
Gilda (1946)*
Quando os deuses amam (1947)*
A dama de xanguai ( 1948) *

6- Ingrid Bergman
Seu ápice foi em Casablanca. A sueca, dona de uma beleza que parecia esculpida mostrou-se atriz de muito talento e venceu o oscar por três vezes. Criava mulheres fortes a despeito da fragiliade que seu rosto ostentava.


Recomendações:
A mulher que vendeu a alma ( 1938)*
Casablanca ( 1943)*
Por quem os sinos dobram ( 1943)*
Joana D´Arc de Rosselini ( 1954)**
Anastácia, a princesa esquecida ( 1957)*

5- Viven Leigh
Marcou toda uma geração como a heroína Scarlett O´Hara de E o ventou levou. Trabalhou frequentemente com seu marido, Sir Laurence Olivier , um entusiasta de Shakespeare; o que ajudou a lapidar seus dotes dramáticos. Ganharia duas estatuetas do Oscar e ficaria conhecida por sua ótima formação dramática.


Recomendações:
E o vento levou (1939)*
César e Cleópatra ( 1941)*
Uma rua chamada pecado ( 1951)*
Em Roma, na primavera (1961)**
A nau dos insensatos (1965) **

4- Jéssica Tandy
A inglesa cobriu praticamente todo o século 20 com o brilho de seu trabalho. Trabalhou até a morte em 1994. Pouco antes disso ganhou seu único Oscar, foi a atriz mais velha a recebê-lo – recorde que deve perdurar por um bom tempo, por Conduzindo Miss Daisy em 1990.

Recomendações:
Entre o amor e o pecado (1947)**
Vingança diabólica (1948)*
Pássaros (1963) *
Tomates verdes fritos (1991) *
Conduzindo Miss Daisy (1989)*

3- Lauren Bacall
A americana de personalidade e convicções fortes nunca ganhou um Oscar. Coleciona 7 indicações, a última em 1997 por O espelho tem duas faces. É daquelas atrizes que ficam bem tanto no papel de vilãs, quanto no de mocinhas. Embora Lauren soubesse como poucas viver vilãs.

Recomendações:
Assassinato no expresso do oriente (1978)*
Dogville (2003) *
Prêt-à-porter (1994) *
Obsessão cega (1981) *
Médica, bonita e solteira (1964) **

2- Marilyn Monroe
Talvez a maior diva que o cinema, e o mundo, já conheceram. Angelina Jolie nos melhores dias, consegue se projetar como uma sombra do que Marilyn significou a seu tempo. Muitos a consideravam uma atriz medíocre. Mas ela era a preferida do diretor e dramaturgo Billy Wilder, um dos maiores gênios do século passado. Foi com ele que rodou seus maiores sucessos.

Recomendações:
Quanto mais quente melhor (1959) *
Os homens preferem as loiras (1953)*
Como agarrar um milionário (1953)*
A malvada (1950) *
Nunca fui santa (1956) *

1- Audrey Hepburn
A atriz, belga de nascimento e dona de beleza clássica, imortalizou tipos finos e sofisticados, tornando-se referência para mulheres de toda uma geração. Ainda hoje é lembrada como ícone de elegância, em muito por sua participação no idílico Bonequinha de luxo, um marco atemporal de feminilidade.

Recomendações:
Bonequinha de luxo (1963) *
A flor que não morreu (1959) *
A princesa e o plebeu (1954) *
Infâmia (1961) **
A herdeira (1979) *

* disponível em DVD
** Pode ser conferido na programação dos canais TCM e Telecine Cult