5 – “Are you a news man or a business man?”, Al Pacino em O informante
Existem atores que transcendem credibilidade. Al Pacino é um desses atores. Em O informante, ele vive o jornalista e produtor do programa jornalístico de TV 60 minutes (muito popular nos EUA). Era preciso que Pacino usasse todo o seu capital para fazer esse personagem crível. Pacino o fez. Em uma de suas últimas grandes performances no cinema, o ator dá um show. Nessa cena em especial. Lowel Bergman (Pacino) se oposiciona à direção da emissora de TV CBS que vetou a participação de Jeffrey Wigand (Russel Crowe), testemunha ocular de um importante e virulento processo envolvendo a indústria tabagista, no programa.
Além do vídeo que Claquete apresenta, para que o leitor possa ter noção de seu efeito, há a principal parte da fala de Lowell Bergman transcrita aqui. Poucas vezes as relações corporativas foram tão bem capturadas em um discurso a ganhar vida no cinema.
“You pay me to go get guys like Wigand, to draw them out. To get him to trust us, to get him to go on television. I do. I deliver him. He sits. He talks. He violates his own fucking confidentiality agreement. And he's only the key witness in the biggest public health reform issue, maybe the biggest, most-expensive corporate-malfeasance case in U.S. history. And Jeffrey Wigand, who's out on a limb, does he go on television and tell the truth? Yes. Is it newsworthy? Yes. Are we gonna air it? Of course not. Why? Because he's not telling the truth? No. Because he is telling the truth. That's why we're not going to air it. And the more truth he tells, the worse it gets!"
Tradução:
Você me paga para pegar caras como Wigand, para colocá-los para fora. Para fazê-lo confiar em nós, para pô-lo na TV. E eu faço isso. Ele senta. Ela fala. Ele viola a porra do acordo de confidencialidade dele. E ele é simplesmente a testemunha chave no maior caso de reforma de saúde pública, talvez o maior, mais caro caso de malignidade corporativa na história dos EUA. E Jeffrey Wigand, que está no limbo, ele vai na televisão e fala a verdade? Sim. É notícia? Sim. Vamos levar isso ao ar? Claro que não. Por quê? Porque ele não está falando a verdade? Não. Porque ele está falando a verdade. Essa é a razão de nós não levarmos isso ao ar. E quanto mais ele fala a verdade, pior fica!”
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Os 25 melhores filmes da década: 20 - Colateral
“Quer dizer que só posso matar alguém depois de conhecê-lo melhor?”

Sinopse:

Sinopse:
Em uma noite aparentemente tranquila, o taxista Max (Jamie Foxx) encontra Vincent (Tom Cruise), um homem que pega o táxi como se fosse um passageiro qualquer. Porém Vincent é um assassino de aluguel, que está na cidade a serviço de um cartel do narcotráfico, cujo líder está prestes a ser condenado por um júri federal. Vincent precisa matar 5 testemunhas-chave do processo e conta com Max para fugir da polícia local e do FBI, logo após cometer os assassinatos. Obrigado a seguir as ordens de Vincent, Max precisa ainda lidar com a possibilidade de ser morto por seu passageiro a qualquer momento.
Comentário:
Comentário:
A fita de Michael Mann, um cineasta que enquadra o crime e seu status quo como poucos no cinema, é um triunfo sob muitos aspectos. Desde a realização extraordinária (atentando a detalhes técnicos como a Los Angeles fotografada em tons de cinza granulado, a urgência da câmera, a crueza das imagens) até metáforas sutis (como o atropelamento de um cervo em plena noite de Los Angeles, uma selva urbana?).
Vincent é um personagem marcante. A frieza do personagem de Tom Cruise é impactante, mas o comentário de Mann é mais aterrorizante ainda, o assassino de Colateral encara esta atividade como qualquer outro trabalho. A forma “profissional” como Vincent age assusta principalmente quando contrastada com o insuspeito Max (a platéia). O filme de Mann tem muitas camadas, mas é a luz que joga sobre a banalidade que é para alguns, cometer atos de tamanha hediondez que faz de Colateral um filme único.
Prêmios:
2 indicações ao Oscar (montagem e ator coadjuvante); 1 indicação ao globo de ouro (ator coadjuvante); 6 indicações ao Bafta e 1 vitória (fotografia); 2 indicações ao Critic´s choice awards (filme e ator coadjuvante); prêmio da critica de Los Angeles de melhor montagem e fotografia; prêmio do National Board of Review de direção; 4 prêmios da critica de Washington (filme, direção, ator coadjuvante e fotografia)
Curiosidades:
- Na primeira versão do roteiro, a ação se passava em Nova Iorque, Michael Mann quando assumiu a direção do filme impôs a mudança de cidade
- Russel Crowe estava ligado a produção (ele viveria o personagem Vincent) até a chegada de Michael Mann. Não há nada que indique, no entanto, que uma coisa tem a ver com a outra. A justificativa oficial foi de incompatibilidade de agendas (entre a agenda de Russel e do cronograma de filmagens)
- Esse foi o último filme que Michael Mann utilizou 35 mm e película. 80% das imagens já foram capturadas com câmera digital. Em seu filme seguinte, Miami Vice, 100% das imagens seriam capturadas com câmera digital
- Foi por esse papel que Jamie Foxx foi alçado definitivamente a fama. No Oscar de 2005 o ator concorreu duplamente ao prêmio, como ator por Ray e ator coadjuvante por este filme. Desde Al Pacino, em 1993, um ator não recebia duas indicações ao Oscar no mesmo ano.
- O diretor Fernando Meirelles recebeu um convite para dirigir o filme. Recusou. Sua estréia em Hollywood se daria no ano seguinte com O jardineiro fiel. Hoje Meirelles admite que foi bom recusar o convite, com ele o filme teria saído totalmente diferente (mais dramático) e que ele gostou da visão de Mann
- Os atores Jason Stathan e Javier Bardem fazem rápidas aparições no filme como contatos de Vincent
- Essa foi a segunda colaboração de Jamie Foxx com o cineasta Michael Mann. Eles também se reuniram para fazer Ali (2001), biografia do pugilista Cassius Clay e Miami Vice (2006), adaptação da série de mesmo nome, que também era produzida por Mann.
Ficha técnica:
título original:Collateral
gênero:Ficção
duração:01 hs 56 min
ano de lançamento:2004
estúdio:DreamWorks SKG / Paramount Pictures / Edge City LLC / Parkes/MacDonald Productions
distribuidora:DreamWorks/ Paramount Pictures / UIP
direção: Michael Mann
roteiro:Stuart Beattie
produção:Michael Mann e Julie Richardson
música:James Newton Howard
fotografia:Dion Beebe e Paul Cameron
direção de arte:Daniel T. Dorrance
figurino:Jeffrey Kurland
edição:Jim Miller e Paul Rubell
Vincent é um personagem marcante. A frieza do personagem de Tom Cruise é impactante, mas o comentário de Mann é mais aterrorizante ainda, o assassino de Colateral encara esta atividade como qualquer outro trabalho. A forma “profissional” como Vincent age assusta principalmente quando contrastada com o insuspeito Max (a platéia). O filme de Mann tem muitas camadas, mas é a luz que joga sobre a banalidade que é para alguns, cometer atos de tamanha hediondez que faz de Colateral um filme único.
Prêmios:
2 indicações ao Oscar (montagem e ator coadjuvante); 1 indicação ao globo de ouro (ator coadjuvante); 6 indicações ao Bafta e 1 vitória (fotografia); 2 indicações ao Critic´s choice awards (filme e ator coadjuvante); prêmio da critica de Los Angeles de melhor montagem e fotografia; prêmio do National Board of Review de direção; 4 prêmios da critica de Washington (filme, direção, ator coadjuvante e fotografia)
Curiosidades:
- Na primeira versão do roteiro, a ação se passava em Nova Iorque, Michael Mann quando assumiu a direção do filme impôs a mudança de cidade
- Russel Crowe estava ligado a produção (ele viveria o personagem Vincent) até a chegada de Michael Mann. Não há nada que indique, no entanto, que uma coisa tem a ver com a outra. A justificativa oficial foi de incompatibilidade de agendas (entre a agenda de Russel e do cronograma de filmagens)
- Esse foi o último filme que Michael Mann utilizou 35 mm e película. 80% das imagens já foram capturadas com câmera digital. Em seu filme seguinte, Miami Vice, 100% das imagens seriam capturadas com câmera digital
- Foi por esse papel que Jamie Foxx foi alçado definitivamente a fama. No Oscar de 2005 o ator concorreu duplamente ao prêmio, como ator por Ray e ator coadjuvante por este filme. Desde Al Pacino, em 1993, um ator não recebia duas indicações ao Oscar no mesmo ano.
- O diretor Fernando Meirelles recebeu um convite para dirigir o filme. Recusou. Sua estréia em Hollywood se daria no ano seguinte com O jardineiro fiel. Hoje Meirelles admite que foi bom recusar o convite, com ele o filme teria saído totalmente diferente (mais dramático) e que ele gostou da visão de Mann
- Os atores Jason Stathan e Javier Bardem fazem rápidas aparições no filme como contatos de Vincent
- Essa foi a segunda colaboração de Jamie Foxx com o cineasta Michael Mann. Eles também se reuniram para fazer Ali (2001), biografia do pugilista Cassius Clay e Miami Vice (2006), adaptação da série de mesmo nome, que também era produzida por Mann.
Ficha técnica:
título original:Collateral
gênero:Ficção
duração:01 hs 56 min
ano de lançamento:2004
estúdio:DreamWorks SKG / Paramount Pictures / Edge City LLC / Parkes/MacDonald Productions
distribuidora:DreamWorks/ Paramount Pictures / UIP
direção: Michael Mann
roteiro:Stuart Beattie
produção:Michael Mann e Julie Richardson
música:James Newton Howard
fotografia:Dion Beebe e Paul Cameron
direção de arte:Daniel T. Dorrance
figurino:Jeffrey Kurland
edição:Jim Miller e Paul Rubell
elenco: Tom Cruise,Jada Pinkett Smith, Mark Rufallo e Jamie Foxx
Fonte: arquivo pessoal
Fonte: arquivo pessoal
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Critica: Inimigos públicos
Crônica do romantismo inconsequente!
Inimigos públicos (Public enimies EUA 2009), novo filme de Michael Mann tem muitas similaridades com Fogo contra Fogo, um dos melhores trabalhos do diretor. Assim como naquele filme, acompanha-se a caçada sem tréguas a um assaltante de bancos, assim como naquele filme opõe-se dois grandes atores de uma mesma geração, e assim como naquele filme esses dois atores contracenam uma única vez. O que favorece Inimigos públicos nesse entrincheiramento é que agora Mann se predispõe a calcular o exato peso que o romantismo que pauta o universo dos gângsters exerce, ou exercia, na realidade.
Não é uma proposta fácil. E o filme a cumpre parcialmente. A vida de John Dillinger, famoso fora da lei americano que desafiou a justiça americana ao roubar bancos país afora é retratada com cuidado e respeito pelo diretor. Johnny Depp vive com seu habitual carisma, uma ferramenta de alto valor para os propósitos do filme, o bandido enquanto que Christian Bale vive seu nêmesis. O investigador do nascente Bureau americano Melvin Purvis. Há ainda a figura sempre agonizada de Billy Crudup como J. Edgar Hoover o homem que ajudou a construir o serviço de inteligência nos EUA.
O objetivo não é plenamente alcançado por duas razões. A primeira e mais importante é a falta de unidade narrativa. Mann, a pretexto de contextualizar bem a vida de Dillinger, abraça um contingente de personagens que mais confunde do que esclarece e acaba por reduzir o brilho dos personagens principais. A segunda razão é a opção feita pelo diretor de discutir a romantização do crime pelo cinema opondo o pragmatismo e propósito, encarnados por Christian Bale, contra a inconseqüência e o ufanismo, na figura um pouco austera demais de Johnny Depp. Essa racionalização é a principio acertada, contudo ela demora a ganhar viço,é só no clímax da fita que o comentário de Mann ganha corpo, até lá indaga-se para onde aquela história vai, afinal de contas, não era o destino de Dillinger o que abastecia o interesse pelo filme, e sim a forma como Mann se apropriaria dele.
Inimigos públicos é portanto um filme de expectativas. Algumas cumpridas, outras não. O embate entre Depp e Bale acaba minimizado pela inconsistência narrativa. Algo que não podia se esperar de Mann, um cineasta calcado no perfeccionismo. No entanto, o diretor sofistica o plot de seu filme de 1995, contrariando previsões de que estava se repetindo. Para o bem ou para o mal, apesar de não ser um filme notável- está longe de figurar entre os melhores trabalhos do diretor- Inimigos públicos traz bons momentos. E de fato, um final que faz valer o filme todo.
Inimigos públicos (Public enimies EUA 2009), novo filme de Michael Mann tem muitas similaridades com Fogo contra Fogo, um dos melhores trabalhos do diretor. Assim como naquele filme, acompanha-se a caçada sem tréguas a um assaltante de bancos, assim como naquele filme opõe-se dois grandes atores de uma mesma geração, e assim como naquele filme esses dois atores contracenam uma única vez. O que favorece Inimigos públicos nesse entrincheiramento é que agora Mann se predispõe a calcular o exato peso que o romantismo que pauta o universo dos gângsters exerce, ou exercia, na realidade.
Não é uma proposta fácil. E o filme a cumpre parcialmente. A vida de John Dillinger, famoso fora da lei americano que desafiou a justiça americana ao roubar bancos país afora é retratada com cuidado e respeito pelo diretor. Johnny Depp vive com seu habitual carisma, uma ferramenta de alto valor para os propósitos do filme, o bandido enquanto que Christian Bale vive seu nêmesis. O investigador do nascente Bureau americano Melvin Purvis. Há ainda a figura sempre agonizada de Billy Crudup como J. Edgar Hoover o homem que ajudou a construir o serviço de inteligência nos EUA.
O objetivo não é plenamente alcançado por duas razões. A primeira e mais importante é a falta de unidade narrativa. Mann, a pretexto de contextualizar bem a vida de Dillinger, abraça um contingente de personagens que mais confunde do que esclarece e acaba por reduzir o brilho dos personagens principais. A segunda razão é a opção feita pelo diretor de discutir a romantização do crime pelo cinema opondo o pragmatismo e propósito, encarnados por Christian Bale, contra a inconseqüência e o ufanismo, na figura um pouco austera demais de Johnny Depp. Essa racionalização é a principio acertada, contudo ela demora a ganhar viço,é só no clímax da fita que o comentário de Mann ganha corpo, até lá indaga-se para onde aquela história vai, afinal de contas, não era o destino de Dillinger o que abastecia o interesse pelo filme, e sim a forma como Mann se apropriaria dele.
Inimigos públicos é portanto um filme de expectativas. Algumas cumpridas, outras não. O embate entre Depp e Bale acaba minimizado pela inconsistência narrativa. Algo que não podia se esperar de Mann, um cineasta calcado no perfeccionismo. No entanto, o diretor sofistica o plot de seu filme de 1995, contrariando previsões de que estava se repetindo. Para o bem ou para o mal, apesar de não ser um filme notável- está longe de figurar entre os melhores trabalhos do diretor- Inimigos públicos traz bons momentos. E de fato, um final que faz valer o filme todo.
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Filme do dia!

Al Pacino há muito deve uma grande atuação. O ator vêm atuando no piloto automático faz um tempo. Em O informante, na pele do produtor do jornalistíco 60 minutes, Pacino tem um de seus últimos grandes momentos. Novamente colaborando com Michael Mann( assim como em Fogo contra fogo, dois posts abaixo) o ator exercita aqui alguns de seus cacoetes mas também traz muita coisa genuinamente nova.Além do mais o filme é um achado.
O informante dá conta de um caso veridíco. O momento em que se descobre que os cigarros não só viciam, como são fabricados com essa finalidade. Além de um espetacular suspense, o filme também funciona como tese jornalistica. Já que discute questões bem alinhadas ao exercício da profissão. Além de sua história ter como fio condutor a produção de uma matéria.
Robert De Niro já tinha um Oscar quando fez Touro indomável (que lhe daria sua segunda estatueta dourada), mas ainda não era De Niro, com a pompa e prestigio que o nome relu
z. Escolhida pelo American Film Institute como a melhor atuação do cinema americano na década de 80, e até hoje lembrada como uma das maiores de todos os tempos,seu trabalho aqui é de uma grandeza que beira a estupidez.
z. Escolhida pelo American Film Institute como a melhor atuação do cinema americano na década de 80, e até hoje lembrada como uma das maiores de todos os tempos,seu trabalho aqui é de uma grandeza que beira a estupidez. O ator vive de maneira intensa ( perdeu e ganhou peso vorazmente) Jack La Motta, lutador de boxe que vai do céu ao inferno. O filme é sobre essa figura que padece no paraíso e De Niro cobre todos os aspectos e nuanças que careciam de cobertura. O filme, além do mais, é fantástico.Fotografado em preto e branco, tem seu ápice nas lutas belamente coreografadas por Scorsese que na sala de edição conseguiu tornar o belo, brutal.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Filme do dia!

Já que o assunto é Robert De Niro e Al Pacino, a seção Filme do dia dessa semana será dedicada aos dois. E listará diariamente um filme de cada ator que merece ser conferido. E para começar, Claquete recomenda um que tem os dois e é um verdadeiro clássico moderno.
Fogo contra fogo(1995) à época de seu lançamento trazia o grande hype de reunir os dois atores pela primeira vez em uma mesma cena, já que em 1972, ambos não contracenaram em O poderoso chefão 2. Aqui eles só dividem uma cena mesmo.Mas que cena. Titânica, de fazer arrepiar até mesmo aquele que não é fã de nenhum dos dois.
Na fita, De Niro faz um assaltante de bancos de extrema astúcia e Pacino faz o policial no seu encalço. O filme de gângster mais movimentado da década passada com cenas de tiroteio muito bem realizadas pelo perfeccionista Michael Mann. Que sexta - feira lança um filme de temática similar, o aguardado Inimigos públicos, opondo dessa vez Christian Bale e Johhny Depp. Fogo contra fogo tem uma história muito boa é verdade, mas não supera a grande atração que é ver esses dois magos juntos em cena. Todo o resto parece enfeite.
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