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sábado, 31 de outubro de 2009

Especial Halloween

A nova geração do Terrir



Nesse Halloween de 2009, Claquete destaca dois filmes que não são tão assustadores assim. Mas que capturam brilhantemente o espírito dessa festividade muito comum nos EUA e que começa a se popularizar aqui no Brasil. Garota infernal e Matadores de vampiras lésbicas ( ambos em cartaz no país) não tem muito em comum, a não ser a veia pop e o uso bem humorado que fazem do cinema de horror. Enquanto que o filme estrelado por Megan Fox se rende a alguns clichês de gênero para contar uma história regada a hormônios e com pegada de lenda urbana, Matadores de vampiras lésbicas assume os clichês para evidenciar o ridículo deles.


Fúria adolescente
Em Garota infernal ( Jennifer´s body EUA 2009) Megan Fox vive Jeniffer. Típica garota popular de High School. Ela é linda, metida e desconhece o bom senso. Justamente por isso estranha-se o fato de ser tão íntima de Needy (Amanda Seyfried), nerd de carteirinha. Em uma bela noite, Jennifer e Needy vão a um show de rock de uma banda obscura que tenta seu lugar ao sol. Jennifer se engraça com o vocalista e, mesmo desencorajada por Needy, aceita embarcar na van da banda após o show. Eles a levam para um lugar remoto para sacrificá-la para o Diabo, pensando que ela fosse virgem, para que possam obter sucesso na carreira. Pois bem, Jennifer não era virgem e daquela noite em diante, possuída por um demônio, precisa comer meninos, literalmente, para se manter forte e saudável.
A diretora Karyn Kusama e a roteirista Diablo Cody dão um tratamento de conto de terror, daqueles que a gente ouve em colônia de férias, a história. Quanto mais avança, mais incrédula e satírica ela fica. Talvez o maior pecado de Cody tenha sido preservar algumas das idiossincrasias que funcionavam tão bem em Juno. Aqui elas simplesmente não tem espaço e acabam por empobrecer uma história que poderia ser muito mais divertida sem subtextos e diálogos 'pensados' para ser pop. Nesse sentido, na comparação, inescapável, com Arrasta-me para o inferno de Sam Raimi, filme recente - que envereda pelo mesmo terror kirsh, Garota infernal acaba por se diminuir. Ainda assim é um filme digno para os verdadeiros fãs do gênero.

Sensualidade, gosmas, garotas e horror... o que mais você quer?

5 razões para assistir:
1- Megan Fox
2- O roteiro é de Diablo Cody, a hypada roteirista de Juno
3- É sexy e bem humorado
4- Há um beijo lésbico (com muita língua) entre Megan Fox e Amanda Seyfried
5- Tem Adam Brody (o Seth da série The O.C) fazendo um roqueiro que faz um pacto com o diabo

5 razões para não assistir:
1- Megan Fox
2- O roteiro é de Diablo Cody, a hypada roteirista de Juno
3- Tem piadas grosseiras que nem sempre funcionam
4- Há um beijo lésbico (com muita língua) entre Megan Fox e Amanda Seyfried
5- Tem Adam Brody (o Seth da série The O.C) fazendo um roqueiro que faz um pacto com o diabo

Frase icônica: “ TPM não existe. Isso foi algo que a mídia inventou para nos fazer parecer loucas” Jennifer (Megan Fox)


Heróis?
Todo mundo sabe que as comédias inglesas são as mais ácidas. O humor corrosivo dos ingleses não poupa nada e ninguém. Desde zumbis ( parodiados em Todo mundo quase morto) até filmes policiais tipicamente americanos (Chumbo grosso). Agora, o diretor Phil Claydon apresenta a mais nova perversão inglesa. Matadores de vampiras lésbicas (Lesbian vampire Killers ING 2009) adota uma dessas lendas burlescas sobre vampiros, que remetem a idade média, e faz graça dela. Um bobão que vive sendo feito de gato e sapato pela namorada descende de um barão que matou a vampira rainha Camille no século 18. Pois bem, uma série de coincidências colocam Jimmy McLarem (Mathew Horne), o descendente do barão, e seu amigo bonachão Fletcher ( James Corden) cara a cara com vampiras lésbicas dispostas a ressuscitar sua rainha. O filme é uma piada só. Infelizmente, uma piada que não é para todos os públicos. É preciso embarcar na brincadeira. Há nojeiras, mulheres gostosas e cenas grotescas, tanto do ponto de vista da realização, como do bom gosto.
Matadores de vampiras lésbicas vale a pena para quem curte filmes trash. É uma homenagem aos famosos filmes grindhouse dos anos 70 que Tarantino e Robert Rodriguez homenagearam há dois anos com o projeto de mesmo nome. Matadores de vampiras lésbicas carrega a chama desse cinema marginal, profundamente estilizado e inegavelmente nonsense.


You taste so good!
5 razões para assistir:
1- É muito trash
2- Não se leva a sério um momento sequer
3- Tem vampiras lésbicas se beijando o tempo todo e um gordinho engraçado
4- É uma comédia inglesa sobre vampiros
5- É uma comédia inglesa sobre matadores de vampiros

5 razões para não assistir:
1- É muito trash
2- Não se leva a sério um momento sequer
3- Tem vampiras lésbicas se beijando o tempo todo e um gordinho engraçado
4- É uma comédia inglesa sobre vampiros
5- É uma comédia inglesa sobre matadores de vampiros

Frase icônica: “ Pois é, elas são vampiras lésbicas. É mais uma brincadeira de Deus para me contrariar. Mulheres gostosas, mesmo mortas, preferem fazer sexo entre elas do que comigo.”
Fletcher ( James Corden )

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cenas de cinema

A idade do lobo de Alec Baldwin

Ele começou a chamar atenção quando protagonizou, ao lado de Kim Basinger - que viria a ser sua mulher, o romance de ação A fuga no longínquo 1991. Hoje, quase 20 anos após sua badalada aparição e após muitas e turbulentos percalços com sua ex –mulher Basinger, Baldwin experimenta o auge.
Após seguir uma imaginável trilha nos filmes de ação, policiais e congêneres, o ator descobriu-se na comédia. É hoje um dos comediantes mais festejados da América. Pelo terceiro ano seguido ganhou um Emmy por seu papel na cultuada série 30th rock, é o colaborador mais freqüente, e mais celebrado, do humorístico Saturday Night live e desfruta de papéis coadjuvante matadores em filmes de grande apelo comercial.
Essa reinvenção, apesar de não ter sido inteiramente planejada, recoloca Baldwin no topo. Ele é um dos artistas mais requisitados e venerados hoje no mainstream. E faz por merecer todo o hype em torno de sua persona.

Baldwin versão anos 90...




E agradecendo a acadêmia depois de faturar seu terceiro Emmy no domingo passado


World wide Jackson

E acaba de se tornar oficial. This is it, documentário sobre os últimos dias de Michael Jackson e sua rotina de ensaios, terá lançamento mundial. A fita ficará em cartaz apenas duas semanas e os ingressos, nos EUA, já estão a venda. A estratégia dos produtores da fita é lotar os cinemas, gerar uma boa receita e lançar o dvd na esteira do sucesso que, crêem, a curiosidade por ver Jackson em ação vai proporcionar.
A estratégia reforça uma tendência do mercado distribuidor de diminuir o hiato entre as plataformas de lançamento dos filmes. This is it pode ser o fiel da balança dessa tendência.

Megan Fox não tem a força

A aguardada estréia de Garota infernal, primeiro filme, de fato, protagonizado por Megan Fox, aquela que chama mais a atenção do que os robôs de 2 metros de Transformers, e roteirizado por Diablo Cody, primeiro trabalho dela depois do Oscar por Juno, foi um fracasso amplo geral e irrestrito. Pelo menos sob a ótica do mercado. A despeito de prometer ser uma perola do terrir (gênero de filmes que alia terror e comédia escatológicas), Garota infernal não entusiasmou nem mesmo os garotos com hormônios em ebulição a ver Megan em trajes sumários perseguindo meninões pelo campus de uma faculdade para comê-los, literalmente, vivos.


Os delírios de Mel

Mel Gibson, que muito em breve retoma sua carreira de ator no filme Edge of darkness, protagonizou essa semana mais um de seus vexamosos infortúnios. Convidado do programa de Jay Leno, apresentador de um famoso talk show exibido em horário nobre na TV americana, Gibson apareceu completamente fora de si. Como a participação fora exibida em um telão, o ator não estava presente no auditório, foi mais fácil para a produção do programa contornar a saia justa. Aos que assistiram Gibson não falar coisa com coisa, restou a dúvida se o ator estava embriagado ou se envereda pelos tenebrosos caminhos da loucura.