Mostrando postagens com marcador Especial Toy Story 3. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especial Toy Story 3. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ESPECIAL TOY STORY 3 - Crítica


Uma parábola sobre o fim (e recomeço)!
É preciso pontuar, logo de cara, que é difícil fazer qualquer análise sobre Toy story 3 (EUA, 2010) desviando-se da emoção. A fita de Lee Unkrich se cerca dela a todo o momento. A terceira parte da saga dos brinquedos Woody, Buzz e companhia é um primor de narrativa, tal qual seus predecessores, mas é mais sombrio e introspectivo do que os capítulos anteriores. Flagramos os personagens às voltas com a abstinência de Andy, o dono que está às vésperas de ir para a faculdade. Saudosos dele, os brinquedos articulam estratégias para que seu dono venha a eles. Contudo, a boa vontade e a perspicácia dos planos de Woody não são suficientes para maquiar o inevitável. Andy cresceu. E agora?
É de responder essa pergunta que se incumbe esse delicioso filme, o 11º da Pixar – e o 11º acerto do estúdio.
Andy separa os brinquedos para serem colocados no sótão (o faz por exigência de sua mãe), mas em uma sucessão de infortúnios, os brinquedos acabam doados a creche Sunnyside. Lá entra em ação uma das grandes virtudes dessa terceira aventura, a mescla de referências cinematográficas (o drama prisional é a referência mais óbvia). Além de alguns bem vindos núcleos cômicos (a ambiguidade sexual de Ken é um achado).

O urso cor de rosa Lotso é o vilão dessa terceira aventura: Um filme cheio de referências cinematográficas

Toy story 3 é divertido. A cena inicial é de uma nostalgia e charme ímpares. Mas também é triste, pois o filme não suaviza um importante aspecto enraizado na essência da hoje trilogia Toy story. Como se preparar para o inevitável fim? A ideia de que Andy deixaria seus brinquedos para trás em algum momento sempre rodeou os filmes anteriores, mas nunca recebeu o tratamento adequado. Essa “omissão” é reparada agora. Toy story 3 fecha a trilogia com chave de ouro ao reafirmar os pilares de amizade, esperança, família, cumplicidade e companheirismo. Mas se destaca como o melhor filme da trilogia por mostrar que ao fim de cada etapa, há um novo começo. Ou recomeço, dependendo da perspectiva.
Virou lugar comum elogiar as belas cenas que a Pixar realizou. Ano passado duas foram bastante lembradas em Up – altas aventuras. Este ano, com Toy story 3, não poderia ser diferente. De pelo menos 4 cenas grandiosas, duas, próximas do final, são memoráveis. Cabe a elas inscrever Toy story 3 no hall dos grandes filmes de 2010.

terça-feira, 22 de junho de 2010

ESPECIAL TOY STORY 3 - Revendo o segundo filme

É natural que sequências sejam mais frustrantes. Afinal de contas, perde-se o frescor do original e ganha-se o desmedido peso das expectativas. Toy story 2, embora seja singularmente um bom filme, é uma tentativa de reproduzir o primeiro. Tanto na proposta quanto no discurso. Enquanto no primeiro filme Buzz se confrontava com a necessidade de se aceitar como é, no segundo é Woody quem é submetido a esse processo. Embora no primeiro filme ele já parecesse ter superado esta fase. De qualquer maneira, o argumento ainda funciona plenamente com o público alvo (as crianças) e não deixa de ser um valioso paliativo para mais uma aventura vigorosa desses brinquedos intrépidos.
Woody é sequestrado por um colecionador mal intencionado e seus amigos lançam-se em seu resgate. Existe humor, mas o filme não repete as esquetes bem sacadas do original.
Há a tentativa de amadurecer a ideia sobre as etapas da vida e de como a morte deve ser encarada (no caso aqui quando o dono já não se interessar mais pelos brinquedos), mas o desenvolvimento da ideia não chega a empolgar. Tudo indica que no terceiro filme isso será abordado de maneira mais satisfatória. Toy story 2 é um bom filme, mas enfraquece-se na comparação com o primeiro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ESPECIAL TOY STORY 3 - Revendo o primeiro filme

Visitar Toy story 15 anos depois de seu lançamento é uma senhora viagem. Além da nostalgia inerente a ação, é prazeroso constatar que a pureza da história foi preservada. Que em algum lugar ainda somos as mesmas pessoas (sonhadores dispostos a sonhar) que éramos há 15 anos. No filme que delimitou o território da Pixar no cinema e ajudou a construir o legado do mais criativo e autoral estúdio de cinema, vemos brinquedos como alegorias de nossas idiossincrasias.
É revigorante ver como se constrói belamente a amizade entre o cowboy Woody e o astronauta Buzz. Da rivalidade inicial provocada por ciúmes e vaidade, até a cumplicidade e admiração. Os coadjuvantes também têm seu charme. Toy story não propõe nada de novo em termos de moral e estrutura do que já estávamos acostumados em produções Disney, mas é inegável a desenvoltura do roteiro e a originalidade de dar vida e sentimentos humanos a brinquedos. Afinal de contas, todos nós já fizemos isso certa vez.
A fita converge muito bem ação, drama e humor. Talvez só encontre respaldo em sua contemporaneidade no filme Disney do ano anterior, O rei leão. John Lasseter mostra apuro no desenvolvimento da história e consegue fisgar a platéia com a neurose charmosa de Woody e a coragem desavisada de Buzz. Todos os brinquedos ganham personalidades suficientemente reconhecíveis pelas crianças, o que ajuda na identificação. Em Toy story, não há como adultos também não se identificarem.

domingo, 20 de junho de 2010

ESPECIAL TOY STORY 3 - Insight

Por que a Pixar é o estúdio mais criativo em Hollywood?
Parece ser um consenso mundial entre crítica e público que a Pixar é o estúdio criativamente mais bem sucedido de Hollywood na atualidade. A empresa que faz parte do grupo Disney desde 2006 é revolucionária na plataforma digital sem prescindir da qualidade dos roteiros.
A Pixar é hoje, no que dá a dimensão do cacife do estúdio, o único estúdio que a crítica se refere como se fosse um diretor. Um autor. Esse status autoral da Pixar não é algo que só crítico vê. A originalidade dos filmes da Pixar (todos sucessos de bilheteria também) cativa o público. Os filmes da Pixar, em uma escala bem maior do que as produções Disney do período pré-Pixar, arrastam adultos e crianças dispostos a mergulhar em mundos fantásticos que se comunicam com a nossa realidade de maneira leve e inspiradora.
A Pixar tem um time de roteiristas, diretores e artistas que são prestigiados dentro do estúdio e invejados e cortejados por estúdios concorrentes (basta lembrar de Brad Bird, diretor do oscarizado Os incríveis que dirigirá o novo Missão impossível para a Paramount). Mas não só. A Pixar segue uma cartilha essencial para se dar bem no mundo dos negócios. Não põe a carroça na frente dos bois. Se um filme precisa de seis anos para ser desenvolvido, o filme levará seis anos para ser desenvolvido com total suporte de John Lasseter (diretor de criação da Pixar e responsável pelo departamento de animação da Disney desde a fusão de 2006). Essa tranquilidade e absoluta liberdade para fazer o que precisa ser feito têm sido o grande diferencial da Pixar, principalmente se comparada a maior rival, a Dreamworks Animation. O estúdio de Shrek tem se repetido e a aposta em fórmulas consagradas se ainda encontra algum respaldo do público, já não agrada mais a crítica.

Família super poderosa mas com problemas super comuns: Os íncriveis é uma comédia das mais inteligentes dos últimos anos


Cena de Procurando Nemo: Filme que valeu a Pixar o primeiro Oscar de melhor animação
Foco nos personagens
Os filmes da Pixar podem ser engraçados, podem ser visualmente impressionantes, podem ser fofos e podem até ter valiosos subtextos dramáticos, mas o foco será sempre nos personagens. Essa opção é outra grande diferença dos filmes que o estúdio que ganhou status de autoral mantém dos demais. Com média de um filme por ano, a Pixar não se obriga a fazer filmes de gênero. Os filmes da Pixar constituem um gênero próprio e os personagens criados pelo estúdio, acabam por eternizarem-se. Reparem que todo e qualquer filme da Pixar é tomado como um evento tal qual um filme de Martin Scorsese. A comparação se justifica por que tanto um como outro reservam grande potencial comercial, mas são – no frigir dos ovos – filmes de arte. Pode-se argumentar que Scorsese seja mais prolixo vez ou outra, ou que falte a Pixar a diversidade da cinematografia de Scorsese, mas é inegável que ambos fazem parte de uma estrutura comercial que atingem o grande público (Scorsese frequentemente trabalha com o galã Leonardo DiCaprio e fez fama com os filmes de gangster), mas que agradam aos interessados em um cinema mais intimista, teórico e apaixonado. Forçando a comparação, Scorsese é um homem só. Seu legado é irretocável e, em grande parte, já foi majoritariamente construído. Já a Pixar, ainda tem muita história pela frente. A julgar pelo andar da carruagem, muitos cineastas nos próximos anos vão querer forçar uma comparação com o estúdio de Nemo, Woody, Buzz, Sulley, Relâmpago McQueen, Wall E e Carl Fredricksen.

Cena de Up-altas aventuras: o octogenário Carl Fredricksen foi o último grande personagem criado pelo estúdio

sábado, 19 de junho de 2010

ESPECIAL TOY STORY 3 - Tira - teima

Em que pé estava a animação:
Toy Story:
O conceito de animação digital ainda era uma ideia a ser desenvolvida até o lançamento de Toy Story em 1995. Desde então, o conceito foi aprimorado ano após ano, em grande parte pela própria Pixar.

Toy story 2: Se a animação digital ainda não era uma unanimidade, já era uma realidade para lá de sustentável em 1999. Os impressionantes avanços técnicos puderam ser comprovados, de fato, em Toy story 2. O terceiro filme da Pixar trazia notáveis avanços na renderização das imagens.


Prêmios:
Toy story
3 indicações ao Oscar (roteiro original, trilha sonora original para comédia e canção original)
Oscar especial pelo desenvolvimento das técnicas aplicadas aos longas de animação
8 Annie awards (premiação em que só concorrem longas de animação)
Melhor trilha sonora pela associação de críticos de Chicago
2 indicações ao Globo de ouro (melhor filme comédia/musical e melhor canção)

Toy story 2
Indicado ao Oscar de melhor canção
7 Annie awards
Critic´s choice awards de melhor longa de animação
Globo de ouro de melhor filme comédia/musical







Os diretores

Toy story: John Lasseter
O homem que ajudou a conferir uma identidade a Pixar foi o diretor do primeiro filme do estúdio. Lasseter mostrou-se tão criativo como diretor quanto como desenvolvedor de softwares.

Toy Story 2: John Lasseter & Ash Brannon
Depois do relativo fiasco de Vida de inseto, Lasseter foi escalado pela Disney para dirigir o segundo Toy story. Mas em um movimento para prestigiar o diretor de Vida de inseto e, ao mesmo tempo, para sinalizar que na Pixar o forte é a equipe, chamou Ash Brannon (o diretor de Vida de inseto) para co-dirigir Toy Story 2.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ESPECIAL TOY STORY 3 - TOP 10

A seleção da Pixar

Para aproveitar o clima de Copa do mundo e também o lançamento de Toy Story 3, a seção TOP 10 organizou a seleção da Pixar. Diferentemente dos gramados, essa seleção não tem onze (senão não seria TOP 10). Claquete selecionou por ordem de qualidade os 10 filmes que compõe a história da Pixar no cinema.

10 – Vida de inseto (1998)
O filme teve a “sorte” de ser lançado no mesmo ano de Formiguinhaz, filme muito parecido da rival Dreamworks (embora a rivalidade ainda não fosse algo nítido e admitido na época) que era muito mais enxuto e hypado. Além do mais, trazia Woody Allen como uma formiga neurótica. Com o 11º filme da Pixar chegando, Vida de inseto deve sair desse ranking.

9 – Monstros S.A (2001)
Partindo da bem sacada ideia de pegar os monstros daquelas historinhas para por medo em criança e fazer um filme fofo sobre eles, a Pixar realizou essa engraçada e espirituosa fábula em que bicho papão e seus colegas precisam encarar que estão ficando obsoletos. As crianças já não se assustam tão facilmente. O filme perdeu o primeiro Oscar de longa de animação para Shrek da rival, agora já declarada, Dreamworks.

8 – Toy Story 2 (1999)
Foi a primeira continuação da Pixar (a segunda será justamente o novo Toy Story) e ficou clara a imposição da Disney. O primeiro filme foi um sucesso retumbante e ajudou a redefinir o conceito de animação no cinema, mas Vida de inseto (como aventado nesta lista) perdeu na comparação para Formiguinhaz, a Disney (assim como qualquer gigante de Hollywood) gosta de atuar com margem de segurança e intimou Buzz e Woody novamente aos cinemas. Embora o filme seja ótimo (não há um filme da Pixar que não o seja) saiu perdendo na comparação com o original.

7 – Ratatouille (2007)
Uma ideia até certo ponto subversiva. Um rato chef de cozinha no paraíso gastronômico de Paris. Ratatouille não deixa de ser uma versão parisiense do sonho americano. O filme é muito bem amarrado e os personagens são carismáticos. A fita ganhou o Oscar de animação, mas isso ocorreu mais em virtude do cacife da Pixar e do ano fraco para animações do que pela qualidade da fita propriamente dita.

6 – Carros (2006)
Brincar com o fanatismo dos americanos por velocidade e carros de última geração e misturar ingredientes típicos de filmes Disney em uma embalagem digital de primeira linha. Como se não bastasse o elenco de vozes caprichado trouxe um dos últimos momentos do grande Paul Newman, um apaixonado por carros.

5 – UP – altas aventuras (2009)
Uma verdadeira revolução. A Pixar realizou uma história com um protagonista octogenário, uma casa voadora e uma aventura na selva. Cenas maravilhosas, moral contagiante e alguns momentos destinados a se tornarem clássicos. UP foi a primeira produção em 3D da Pixar, mas nem precisava disso para ganhar o quinto Oscar de melhor animação do estúdio.

4 – Toy Story (1995)
O filme que deu o pontapé inicial da Pixar no cinema. O filme que conferiu uma identidade ao estúdio que hoje integra a casa do Mickey Mouse. O maior mérito de Toy Story foi afastar de vez aquela incomoda pecha de que animação é coisa de criança.

3 – Procurando Nemo (2003)
Um road movie no fundo do mar. Um pai em busca de seu filho. Um adolescente descobrindo o mundo. O valor da amizade e uma charmosa peixinha desmemoriada. Procurando Nemo foi um divisor de águas na Pixar. Até bem pouco tempo ostentava o título de maior bilheteria entre os filmes de animação. O filme de 2003 foi o primeiro do estúdio a vencer o Oscar de animação e é, em última análise, a produção que melhor se comunica com um público multifacetado.

2 – Os incríveis (2004)
Talvez nunca haja paródia mais bem sucedida do que esta. Em Os incríveis a Pixar visita o mundo dos super heróis (as referências vão desde Watchmen até o Quarteto fantástico) e entrega um filme ágil, dinâmico, divertido, cheio de ação, emocionante e, antes de qualquer coisa, inteligente. Ganhou o Oscar de animação, poderia muito bem ter ganho o de melhor filme.

1 – Wall E (2008)
Não é todo filme que pode sair por aí sendo chamado de clássico moderno. A Pixar, com 10 filmes no portfólio, já tem um clássico para chamar de seu. Wall E é uma parábola encantadora sobre o homem e o meio. Feito no novo século com todos os recursos disponíveis, mas com alma do século passado. Um filme feito para a posteridade.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Especial Toy Story 3 - Por que voltar a esses personagens?


Dizer que Toy Story (1995) ajudou a estabelecer a Pixar como estúdio de cinema é uma constante na cobertura internacional de cinema. Mas é uma afirmação imprecisa. Toy Story foi o primeiro filme da Pixar. A empresa/estúdio, surgiu como uma divisão de efeitos especiais da Lucasfilms, cujo braço forte é a Industrial Light & Magic. Em 1986, a empresa foi comprada por U$ 26 milhões pelo visionário do mundo digital Steve Jobs, que repassou o controle criativo da empresa, que até então desenvolvia hardwares e softwares, para John Lasseter. Foi Lasseter quem aprimorou o departamento de animação da empresa. Em 1991, foi firmado um contrato para fazer três filmes a serem distribuídos pela Disney. O primeiro deles foi justamente Toy Story, dirigido pelo próprio Lasseter. O filme de 1995, que trazia no seu elenco de vozes Tom Hanks e Tim Allen, era uma fábula infantil de irresistível apelo.


Steve Jobs em foto "I´m the fucking man!": ele viu ouro antes de reluzir...


No filme, cujos personagens principais são brinquedos, são abordados com extrema leveza e simplicidade questões como amadurecimento, ciúmes, inveja e amizade. Woody (Hanks) é um boneco cowboy que se ressente quando seu dono ganha um novo e mais adornado brinquedo, o astronauta Buzz Lightyear (Allen). Além da magia de ver os nossos brinquedos preferidos ganharem vida, Toy Story é uma poderosa alegoria sobre as circunstâncias da vida em sociedade.
O filme causou tão boa impressão que além de três indicações ao Oscar (roteiro original, canção e trilha sonora), rendeu a John Lasseter um Oscar especial pelo desenvolvimento de artes animadas em computador para evolução do cinema.


John Lasseter em seu QG criativo (que fica em sua casa): Um oscar especial pelas conquistas realizadas em Toy Story. Outros, tão especiais quanto, viriam nos anos seguintes


Esse Oscar lá de 1995 ajuda a entender o por que de se voltar a Toy Story. O filme que concedeu uma identidade a Pixar, hoje já parte da Disney (em janeiro de 2006 a Disney comprou a Pixar de Jobs pelo valor de U$ 7,6 bilhões), é o símbolo mais portentoso da evolução constante do estúdio. Tanto na parte técnica (o aprimoramento dos softwares disponíveis, a redução do período de desenvolvimento de um projeto e a maior qualidade dos efeitos animados) quanto na elaboração dos roteiros. E depois de uma bem sucedida continuação (considerada por muitos, superior ao original), Toy Story 3 – que será precisamente o 11º filme da Pixar, vem para que fiquem cristalinas as conquistas do estúdio no cinema.
Woody, Buzz e companhia (além de novos e ansiados personagens) voltam mais de uma década depois para mostrarem o quanto amadureceram como personagens e, no que pode até mesmo ser tomado como pleonasmo, mostrar o amadurecimento da Pixar.