A seleção da Pixar
Para aproveitar o clima de Copa do mundo e também o lançamento de
Toy Story 3, a seção TOP 10 organizou a seleção da Pixar. Diferentemente dos gramados, essa seleção não tem onze (senão não seria TOP 10).
Claquete selecionou por ordem de qualidade os 10 filmes que compõe a história da Pixar no cinema.
10 – Vida de inseto (1998)
O filme teve a “sorte” de ser lançado no mesmo ano de
Formiguinhaz, filme muito parecido da rival Dreamworks (embora a rivalidade ainda não fosse algo nítido e admitido na época) que era muito mais enxuto e hypado. Além do mais, trazia Woody Allen como uma formiga neurótica. Com o 11º filme da Pixar chegando,
Vida de inseto deve sair desse ranking.
9 – Monstros S.A (2001)
Partindo da bem sacada ideia de pegar os monstros daquelas historinhas para por medo em criança e fazer um filme fofo sobre eles, a Pixar realizou essa engraçada e espirituosa fábula em que bicho papão e seus colegas precisam encarar que estão ficando obsoletos. As crianças já não se assustam tão facilmente. O filme perdeu o primeiro Oscar de longa de animação para
Shrek da rival, agora já declarada, Dreamworks.
8 – Toy Story 2 (1999)
Foi a primeira continuação da Pixar (a segunda será justamente o novo
Toy Story) e ficou clara a imposição da Disney. O primeiro filme foi um sucesso retumbante e ajudou a redefinir o conceito de animação no cinema, mas
Vida de inseto (como aventado nesta lista) perdeu na comparação para
Formiguinhaz, a Disney (assim como qualquer gigante de Hollywood) gosta de atuar com margem de segurança e intimou Buzz e Woody novamente aos cinemas. Embora o filme seja ótimo (não há um filme da Pixar que não o seja) saiu perdendo na comparação com o original.
7 – Ratatouille (2007)
Uma ideia até certo ponto subversiva. Um rato chef de cozinha no paraíso gastronômico de Paris.
Ratatouille não deixa de ser uma versão parisiense do sonho americano. O filme é muito bem amarrado e os personagens são carismáticos. A fita ganhou o Oscar de animação, mas isso ocorreu mais em virtude do cacife da Pixar e do ano fraco para animações do que pela qualidade da fita propriamente dita.
6 – Carros (2006)
Brincar com o fanatismo dos americanos por velocidade e carros de última geração e misturar ingredientes típicos de filmes Disney em uma embalagem digital de primeira linha. Como se não bastasse o elenco de vozes caprichado trouxe um dos últimos momentos do grande Paul Newman, um apaixonado por carros.
5 – UP – altas aventuras (2009)
Uma verdadeira revolução. A Pixar realizou uma história com um protagonista octogenário, uma casa voadora e uma aventura na selva. Cenas maravilhosas, moral contagiante e alguns momentos destinados a se tornarem clássicos.
UP foi a primeira produção em 3D da Pixar, mas nem precisava disso para ganhar o quinto Oscar de melhor animação do estúdio.
4 – Toy Story (1995)
O filme que deu o pontapé inicial da Pixar no cinema. O filme que conferiu uma identidade ao estúdio que hoje integra a casa do Mickey Mouse. O maior mérito de
Toy Story foi afastar de vez aquela incomoda pecha de que animação é coisa de criança.
3 – Procurando Nemo (2003)
Um road movie no fundo do mar. Um pai em busca de seu filho. Um adolescente descobrindo o mundo. O valor da amizade e uma charmosa peixinha desmemoriada.
Procurando Nemo foi um divisor de águas na Pixar. Até bem pouco tempo ostentava o título de maior bilheteria entre os filmes de animação. O filme de 2003 foi o primeiro do estúdio a vencer o Oscar de animação e é, em última análise, a produção que melhor se comunica com um público multifacetado.
2 – Os incríveis (2004)
Talvez nunca haja paródia mais bem sucedida do que esta. Em
Os incríveis a Pixar visita o mundo dos super heróis (as referências vão desde Watchmen até o Quarteto fantástico) e entrega um filme ágil, dinâmico, divertido, cheio de ação, emocionante e, antes de qualquer coisa, inteligente. Ganhou o Oscar de animação, poderia muito bem ter ganho o de melhor filme.
1 – Wall E (2008)
Não é todo filme que pode sair por aí sendo chamado de clássico moderno. A Pixar, com 10 filmes no portfólio, já tem um clássico para chamar de seu.
Wall E é uma parábola encantadora sobre o homem e o meio. Feito no novo século com todos os recursos disponíveis, mas com alma do século passado. Um filme feito para a posteridade.