Mostrando postagens com marcador Bafta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bafta. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Oscar Watch 2013 - Os indicados ao Bafta 2013


Foram divulgados nesta quarta-feira, 9 de janeiro, os indicados ao prêmio da Academia Britânica de Cinema, o Bafta. Como de praxe nessa temporada, Lincoln, lidera no número de indicações. Uma relativa surpresa, já que Os miseráveis é uma produção britânica e, musical que é, tinha toda a pompa e circunstância para liderar a disputa. Mas essa relativa  surpresa esconde outra. Mesmo liderando com 10 indicações, Lincoln não rendeu a Steven Spielberg uma nomeação a melhor diretor. Nem a Tom Hooper, que é britânico. Aliás, nenhum diretor britânico foi indicado. Uma raridade no Bafta e que revela que Lincoln e Os miseráveis, pelo menos aqui, não devem ir muito longe. Melhor sorte está reservada para Argo, que além da indicação para melhor filme, rendeu a Ben Affleck menções como diretor e ator. As sete indicações para o filme de Affleck acusam o favoritismo sugerido pela inclusão do ator entre os concorrentes a melhor ator do ano desbancando favoritos como John Hawkes (As sessões) e Denzel Washington (O voo). Se há um filme que mede forças com Argo, pelo menos na consistência das indicações, é A hora mais escura. A fita de Kathryn Bigelow só concorre em cinco categorias, mas elas são edição, atriz, roteiro original, direção e filme. Argo, no entanto, deve prevalecer. Não está descartada, porém, uma divisão tão incauta quanto a que norteou as nomeações. Lincoln poderia prevalecer e se configurar como o primeiro filme da história a triunfar na principal categoria do Bafta sem ter uma indicação para direção.


A inclusão de Joaquin Phoenix entre os melhores atores no Bafta pode ser uma pista de sua indicação ao Oscar   
 
 Cuidado com ele: Michael Hanake pode ser o elemento surpresa no Bafta

Essa aparente desordem é reflexo direto da antecipação do calendário de premiações forçado pelo Oscar. A bem da verdade, o Bafta, em sua extravagância tão peculiar, sempre reservou certas surpresas, o que conferia charme à temporada. Não obstante, a Academia Britânica desde que realinhou a distribuição de seu prêmio o fixando antes do Oscar, tem se mostrado capaz de influenciar escolhas decisivas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Justamente por isso, as citações a Amor devem se consideradas. O filme foi lembrado em roteiro original, direção e atriz. Alguma dessas, se não todas, podem se repetir na lista do Oscar amanhã. Os europeus Javier Bardem e Helen Mirren também têm motivos para comemorar. Depois da inclusão de seus nomes entre os indicados ao Bafta, suas presenças no Oscar podem ser dadas como certas.
Esse panorama de destaques europeus não deixa de ser um contraponto em um ano que a Academia Britânica, mais do que em qualquer outro ano, se rende a artistas e histórias essencialmente americanas.

Mais pitacos
A briga por melhor filme é mesmo entre Argo e A hora mais escura, com Lincoln soprando no cangote dos dois. Já a disputa por melhor diretor acaba se mostrando uma incógnita. O Bafta se renderá a Ben Affleck? Diferentemente do Oscar, a Academia Britânica não tem o impulso de louvar diretores atores. É possível Haneke triunfar nessa categoria sem estar concorrendo a melhor filme do ano e, quem sabe, prevalecer também entre os filmes estrangeiros? Ou Kathryn Bigelow seria vitoriosa novamente três anos após prevalecer por Guerra ao terror? Não são respostas fáceis no Bafta.
Daniel Day Lewis deve prevalecer entre os atores. Hugh Jackman talvez seja sua maior ameaça. Entre as atrizes, a briga deve ser a mesma que pautará o resto da temporada de premiações e se limitar entre Jennifer Lawrence por O labo bom da vida e Jessica Chastain por A hora mais escura.
Entre os atores coadjuvantes, o favoritismo segue com Philip Seymour Hoffman (O mestre) e Tommy Lee Jones (Lincoln). Já entre as coadjuvantes, Anne Hathaway (Os miseráveis) preserva o favoritismo que ostenta durante toda a temporada.
Confira a lista completa dos indicados ao Bafta aqui. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Oscar Watch 2012 - Os indicados ao Bafta 2012

É cada vez mais premente que se preste atenção no Bafta, prêmio entregue pela academia britânica de cinema. Não que o Bafta seja a premiação mais influente no Oscar ou que a academia de cinema britânica prime pela excelência na hora de escolher seus indicados e vitoriosos. Aliás, o Bafta tende a ser menos honesto do que o Oscar (frequentemente puxa a sardinha para artistas e produções inglesas, não importando se são ou não merecedores de ovações).
Contudo, além de ser uma viável alternativa à concentração americana nessa Oscar season, o Bafta compartilha com o Oscar muitos de seus acadêmicos, o que na prática sugere que é o melhor termômetro para se medir os humores em relação a certos filmes e candidatos.
Isso posto, essa lista de 2012 reproduz a indefinição que cerca os principais concorrentes ao prêmio. Drive, que começou forte e depois perdeu força na temporada, se vê revigorado no Bafta com presença nas categorias de melhor filme e direção. The artist se avantaja em relação a Os descendentes e A invenção de Hugo Cabret porque, além de também liderar a disputa no Bafta, emplacou indicações para filme e direção, enquanto que seus principais concorrentes falharam em obter ambas.
O Bafta apresenta outras idiossincrasias este ano. O último Harry Potter, por exemplo, merecidamente, se vê fora das principais disputas. Houve quem acreditasse que os ingleses forçariam a presença de As relíquias da morte – parte II entre os principais filmes do ano. Não chegou a tanto.
Martin Scorsese, que será o homenageado do ano, concorre a melhor diretor por A invenção de Hugo Cabret e teve o documentário George Harrison: living in the material world nomeado a melhor do ano. George Clooney também concorre em duas categorias: roteiro por Tudo pelo poder e ator por Os descendentes.
O Bafta apresenta certas incongruências. Lynne Ramsay, por exemplo, foi indicada a melhor direção, mas seu filme (Precisamos falar sobre Kevin) não concorre à categoria principal. Ficou restrito a disputa entre as produções britânicas. 
Os melhores filmes do ano para o Bafta são The astist, Os descendentes, Histórias cruzadas, Drive e O espião que sabia demais.
Os prêmios serão entregues no dia 12 de fevereiro.

Cena de The artist: o filme francês é o líder em indicações no Bafta e também é líder na contabilidade de prêmios de melhor filme na temporada. Seguido de perto por Os descendentes e A invenção de Hugo Cabret


Principais indicações:

Melhor Filme
The artist
Os descendentes
Drive
Histórias cruzadas
O espião que sabia demais

Melhor Filme Britânico

Sete dias com Marilyn
Senna
Shame
O espião que sabia demais
Precisamos falar sobre o Kevin


Melhor Diretor
The artist - Michel Hazanavicius
Drive -  Nicolas Winding Refn
A invenção de Hugo Cabret - Martin Scorsese
O espião que sabia demais - Tomas Alfredson
Precisamos falar sobre o Kevin - Lynne Ramsay

Melhor Documentário
George Harrison: Living in the material world 
Project Nim 
Senna 

Melhor Roteiro Original
The artist - Michel Hazanavicius
Missão madrinha de casamento - Annie Mumolo, Kristen Wiig
O guarda - John Michael McDonagh
A dama de ferro - Abi Morgan
Meia-noite em Paris - Woody Allen

Melhor Roteiro Adaptado
Os descendentes - Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash
Histórias cruzadas - Tate Taylor
Tudo pelo poder - George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon
O homem que mudou o jogo - Steven Zaillian, Aaron Sorkin
O espião que sabia demais - Bridget O'Connor, Peter Straughan


Melhor Filme não falado em inglês
Incêndios
Pina
Potiche
A separação 
A pele que habito

Melhor Animação
As aventuras de Tintim
Operação presente
Rango

Melhor Ator

Brad Pitt - O homem que mudou o jogo
Gary Oldman - O espião que sabia demais
George Clooney - Os descendentes
Jean Dujardin – The artist
Michael Fassbender - Shame

Melhor Atriz
Bérénice Bejo – The artist
Meryl Streep - A Dama de ferro
Michelle Williams – Sete dias com Marilyn
Tilda Swinton - Precisamos falar sobre o Kevin
Viola Davis - Histórias cruzadas


Melhor Ator Coadjuvante
Christopher Plummer – Toda forma de amor
Jim Boradbent - A Dama de ferro
Jonah Hill - O homem que mudou o jogo
Kenneth Branagh – Sete dias com Marilyn
Philip Seymour Hofffman - Tudo pelo poder

Melhor Atriz Coadjuvante
Carey Mulligan - Drive
Jessica Chastain - Histórias cruzadas
Judi Dench – Sete dias com Marilyn
Melissa McCartthy – Missão madrinha de casamento
Octavia Spencer - Histórias cruzadas


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Em off

Um canibal rabugento


Em entrevista à Folha de São Paulo, por ocasião da estréia do filme O ritual (em que faz um padre exorcista e contracena com a brasileira Alice Braga), o ator galês Anthony Hopkins, 73 anos, demonstrou certa rabugice. Nada que afete seu charme, mas certamente denigre um pouco sua já combalida carreira.
Hopkins declarou não esperar mais nada do cinema. Disse que segue apenas orientações de seu agente na escolha de projetos e que não se sente motivado pelos papéis que interpreta. O galês fez a ressalva de que o roteiro de O ritual foi dos mais interessantes que leu nos últimos tempos. Antes que o leitor constate que Hopkins também não anda recebendo roteiros lá muito interessantes, é bom ficar sabendo que, diferentemente de outros atores de renome em Hollywood, o ator não quer saber de teatro. “É tão chato ficar revirando Hamlet de Shakespeare a cada geração” Ah, mas e assistir peças, gosta? “Não. É chato demais!”

Anthony Hopkins já não demonstra a gana da foto que tirou quando recebeu o Oscar de melhor ator por O silêncio dos inocentes



A pergunta é...
O que Helena Bonhan Carter (O discurso do rei) está fazendo entre as indicadas a melhor atriz coadjuvante no Oscar?


A frase é...
“Eu provavelmente não vou ganhar isso novamente, então eu vou curtir!”
Helena Bonhan Carter ao ganhar o Bafta de melhor atriz coadjuvante



Você sabia?

- Que se Jeff Bridges vencer o Oscar de melhor ator no dia 27 de fevereiro, o personagem Reuben J. Rooster Cogburn se tornará o segundo na história do cinema a valer dois Oscars a atores diferentes. O primeiro, e por enquanto único, foi Don Vitto Corleone que valeu um Oscar a Marlon Brando e outro a Robert De Niro.

- Que Javier Bardem votou em Lula – o filho do Brasil para ser indicado a melhor filme estrangeiro no Oscar 2011

- Que Tom Hanks, Jude Law e Michael Douglas já foram confirmados como apresentadores da 83ª cerimônia de entrega dos prêmios da academia



Show me your Burlesque
Estreou no Brasil um dos musicais mais mal falados dos últimos anos, filme que ostentou o índice mais deplorável de críticas negativas no site RottenTomatos em 2010. Burlesque não merecia esse fardo. É uma obra prima? Longe disso! É um ótimo filme? Não. É um musical da melhor qualidade? Não chega a tanto! É ruim? Também não é o caso. O filme que encerra com a canção original “Show me your burlesque” cumpriu o que prometia: mostrou o burlesque ainda invejável de Cher e apresentou o burlesque extremamente satisfatório de Cristina Aguilera. A crítica do filme será publicada em breve aqui no blog.



Domínio real

Neste domingo (13), a academia britânica de cinema distribuiu os prêmios Bafta. O discurso do rei, conforme esperado, dominou a premiação. Mas de forma mais acentuada do que se poderia supor e muito mais exagerada do que o merecimento lhe propunha. Com sete prêmios (filme, filme britânico, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original e trilha sonora), a fita – há duas semanas do Oscar – agiganta sua candidatura.


Rei não tão morto...
Mas A rede social triunfou em categorias importantes (direção, roteiro adaptado e montagem). O que cristaliza o bairrismo da academia britânica e ainda mantém a briga aberta pela disputa principal no Oscar.


Ave Colin!
Na Inglaterra ele é o rei mesmo. Colin Firth contra todos os prognósticos prevaleceu pela segunda vez consecutiva na disputa pelo Bafta de melhor ator. Firth, que ganhou ano passado por Direito de amar, repetiu um feito no Bafta que a história guardava a mais de 40 anos.


O filme que não para de encolher
Até o sofrível Alice no país das maravilhas ganhou mais prêmios na noite de domingo do que A origem. Enquanto o filme de Nolan resguardou os prêmios de efeitos especiais e edição de som, o filme de Tim Burton prevaleceu nas categorias de maquiagem, direção de arte e figurinos. Só concorriam em direção de arte, mas ficar atrás de Alice é a pior das decepções...



Angariando votos
Se O discurso do rei já é forte candidato ao Oscar de roteiro original (embora dos selecionados, seja o que menos merece), o diretor Tom Hooper aumentou as chances do filme ao aceitar o Bafta de melhor produção inglesa ontem. Hooper saiu-se com a seguinte: “Esse filme começou com um garoto gago que ao ouvir o discurso do rei pelo rádio pensou que se o rei poderia fazê-lo, ele também podia. E esse garoto é o nosso roteirista David Seidler”. A referência ao septuagenário escritor do filme pode ser tão elogiosa quanto sincera, mas que tem um potencial de marketing danado tem!



O rei, em questão, fala!
Seidler, por sua vez, conferiu elegância e pompa a sua fala quando coletou o prêmio pelo roteiro do filme: “É incrível que este pequeno filme,  afinal são dois homens em uma sala, tenha tocado todo mundo. Para um gago, ser ouvido é uma coisa maravilhosa”



Sorkin faz o seu...
Ao ganhar o prêmio de melhor roteiro adaptado por A rede social:

“ É uma grande honra. Quando você é um roteirista americano, tudo o que você quer é ser um roteirista inglês. E isso é o mais perto que você pode chegar!”



Enquanto isso na Espanha

O espanhol Javier Bardem, indicado ao Oscar de melhor ator por Biutiful, ganhou o prêmio Goya pelo mesmo filme. O drama catalão Pa negre (sem distribuição garantida no Brasil) ganhou os prêmios de melhor filme e direção para Augustí Villaronga. O uruguaio Jorge Drexler (ganhador do Oscar pela canção de Diários de motocicleta) levou o Goya de melhor composição original por uma nova colaboração com um cineasta brasileiro. O triunfo ocorreu em virtude da música “Que el soneto nos tome por sorpresa”, da produção Lope, dirigida por Andrucha Waddington.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

OSCAR WATCH 2011 - As indicações ao Bafta

Foram divulgados nesta terça-feira os concorrentes ao Bafta 2011, prêmio concedido pela academia britânica de cinema. O equivalente ao Oscar na Inglaterra tem, é bem verdade, pouca relevância em termos de antecipação ao que se dará no Oscar, mas é uma prestigiada e cada vez mais importante premiação. Para muitos observadores, apesar da academia britânica puxar a sardinha para os ingleses, é – também – um prêmio mais justo do que o Oscar.
O discurso do rei, cujas chances no Oscar diminuem a cada semana, é o líder na corrida pelo Bafta com 14 indicações. Como é britânico, pode-se dizer que também é favorito absoluto. Outro filme que vem com indicações sólidas é Cisne negro. O filme de Darren Aronosfky recebeu 12 nomeações. Outros filmes bem contemplados foram A origem (9), Bravura indômita (8), 127 horas (8) e A rede social (6).
Concorrem a melhor filme do ano O discurso do rei, Bravura indômita, Cisne negro, A rede social e A origem. Os diretores dos mesmos filmes concorrem a melhor diretor, com exceção dos irmãos Coen, cuja vaga (teórica) foi preenchida pelo inglês Danny Boyle (127 horas). O espanhol Javier Bardem, que até agora não havia sido lembrado por nenhuma premiação major, foi indicado ao Bafta de melhor ator por seu papel em Biutiful. Ele terá como oponentes Jesse Eisenberg (A rede social), James Franco (127 horas) e dois competidores que dividiam o favoritismo ano passado (Jeff Bridges por Bravura indômita e Colin Firth por O discurso do rei). Entre as atrizes, Natalie Portman (Cisne negro), favorita em qualquer premiação, terá a concorrência de Julianne Moore e Annette Bening (lembradas por Minhas mães e meu pai), Hailee Steinfield (Bravura indômita) e Noomi Rapace (The girl with the dragon tattoo). A curiosidade dessa categoria é que a parte Natalie e Annette, nenhuma das atrizes aparecem na disputa pelo Oscar. Hailee faz campanha pela categoria de coadjuvante e Julianne e Noomi vêm sendo ignoradas.
Inverno da alma e Atração perigosa, dois filmes festejados pela crítica americana desapareceram da lista do Bafta. O vencedor, outro filme com potencial de Oscar, teve sua presença reduzida a três indicações (ator coadjuvante, atriz coadjuvante e roteiro original).
A lista completa dos indicados ao Bafta você pode conferir aqui.



Prognósticos

Another year, mais recente filme de Mike Leigh, foi bem lembrado nas categorias em que disputam apenas britânicos. Deve perder, porém, para O discurso do rei que mesmo que não triunfe na disputa principal deve garantir o prêmio de melhor filme inglês de 2010. Contudo, na categoria de atriz coadjuvante (onde quatro inglesas disputam), Lesley Manville pode dar uma vitória ao filme de Leigh. Colin Firth não deve vencer a disputa este ano. Ganhador da edição passada por Direito de amar, a briga deve mesmo incidir entre James Franco (127 horas) e Jeff Bridges (Bravura indômita) que deve se beneficiar do fato de ter ganhado praticamente tudo ano passado com Coração louco e ter perdido o Bafta. Javier Bardem, no entanto, é um nome que não pode ser descartado.
A metodologia britânica de aferir seus vencedores é muito distinta da americana. Embora compartilhem de muitos membros, os ingleses são mais sensíveis ao momento e menos ao contexto. Por isso, Cisne negro, Aronofsky e Natalie Portmam devem se beneficiar. A tendência é que A origem predomine nas categorias técnicas, mas mesmo aí Cisne negro (muito mais barato que A origem) pode rivalizar.
A cerimônia de entrega dos prêmios Bafta será em 13 de fevereiro.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

OSCAR WATCH - Um prêmio mais justo do que se poderia imaginar

A diretora Kathryn Bigelow empunha seu troféu: Ela e seu filme , Guerra ao terror, foram os grandes vencedores da noite


Foi realizada hoje a cerimônia do Bafta (conhecido como o Oscar inglês). Os prêmios da academia britânica de cinema têm pouca relevância em termos de Oscar, mas são mais um adendo na temporada de premiações que se aproxima do fim. Guerra ao terror, que assim como no Oscar, liderava a corrida pelos Bafta ao lado de Avatar, sagrou-se o grande vencedor do ano com seis prêmios (filme, direção, roteiro original, montagem, fotografia e som). Enquanto que Avatar saiu apenas com dois prêmios (designer de produção e efeitos especiais). Como melhor ator, prevaleceu Colin Firth por Direito de amar. Uma surpresa na verdade; já que o favoritismo era de Jeff Bridges (Coração louco) e apenas George Clooney (Amor sem escalas) parecia cotado a lhe roubar a estatueta. Sem Sandra Bullock na disputa, Carey Mulligan por Educação foi eleita a melhor atriz. A jovem inglesa levou o único prêmio do filme britânico mais festejado da temporada, o que ressalta duas coisas. A primeira é de que a academia britânica optou por uma sobriedade na distribuição dos prêmios que dela não se esperava (muitos criticos tinham como certa uma divisão de prêmios entre Avatar - o fenomeno - e Educação - o british darling) e que a indicação de Meryl Streep (especialmente por esse filme, Julie & Julia), de fato não tem a força que muitos creem ter.

James Cameron e Susie Amis: ele não esperava por essa...


Carey Mulligan no tapete vermelho, momentos antes de receber o prêmio de melhor atriz por Educação


Os coadjuvantes, foram os bispos de sempre. Christoph Waltz, com a barba um pouco mais rasa, foi escolhido o melhor ator coadjuvante por seu trabalho em Bastardos inglórios. O diretor Lee Daniels aceitou o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Mo´Nique por seu desempenho em Preciosa.
Amor sem escalas levou o prêmio de roteiro adaptado. O filme de Reitman e o de Tarantino ficaram com apenas um prêmio cada.


Christoph Waltz faz pose junto com seu Bafta: Será que ele já cansou de ganhar?


Duncan Jordan, filho de David Bowie, que ganhou como melhor diretor estreante por Moon, posa com seu bafta ao lado do também vencedor, como melhor ator, Colin Firth

No geral, o Bafta desse ano foi muito mais justo do que se poderia supor e do que o Oscar se anuncia. Se houve exagero no reconhecimento de Guerra ao terror é outra questão. Mas antes exagerar em um filme sério e honesto do que em um filme que se assenta em efeitos especiais e bilheteria. Avatar teve o reconhecimento que lhe era devido. Assim como os ótimos Colin Firth e Carey Mulligan. O saldo do Bafta, no final do dia, ficou no positivo. Que sirva de exemplo para a academia do outro lado do Atlântico.


O ator Robert Pattinson chega a cerimônia: Ok, ele não ganhou nada, mas entregou o prêmio de revelação do ano para a colega de Crepúsculo, Kristen Stewart. Nenhuma premiação é perfeita não é mesmo...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

OSCAR WATCH - Os indicados ao Bafta

Foram anunciados hoje, os indicados para o Bafta (prêmio concedido pela academia britânica de cinema). Os principais contemplados foram Guerra ao terror, Avatar e Educação com 8 indicações cada. Bastardos inglórios e Distrito 9 vêm em seguida com 6.
O Bafta, tradicionalmente, tem pouca influência no Oscar, mas serve como termômetro para aferir quem de fato pode continuar com esperanças de algo a mais e quem pode se retirar dessa luta. Nesse sentido, o filme de Clint Eastwood, Invictus, foi o grande derrotado. Invictus não angariou uma indicação sequer. E Nine só foi lembrado na categoria de cabelos e maquiagem (uma categoria bastante particular e exclusiva da premiação). O Bafta também lembrou de alguns filmes esquecidos em premiações de sindicato. Jerry Aguirresarobe não foi lembrado por seu trabalho em A estrada, mas foi indicado aqui e pode chegar ao Oscar. Assim como os trabalhos de direção de arte realizados em Harry Potter e o enigma do príncipe e O imaginário do doutor Parnassus que não foram lembrados pelo sindicato, mas devem fazer figura no Oscar.
De modo geral as indicações ao Bafta refletem as tendências do ano e, mais que isso, as tendências da própria academia britânica de cinema. Filmes ingleses sendo bem contemplados (Andy Serkis foi indicado como melhor ator, “roubando” a vaga natural de Morgan Freeman) e o filme Educação, grande filme inglês do ano, atingiu o mesmo número de indicações de dois dos favoritos da temporada, Avatar e Guerra ao terror. Além de conseguir uma indicação para melhor filme, “roubando” a vaga natural de Bastardos inglórios. Aliás, todos os outros indicados na categoria de melhor filme, são os mesmos que foram contemplados na categoria de filme dramático do globo de ouro. O que demonstra que ser a primeira associação de prestígio em divulgar sua lista de indicados tem sim alguma influência. A entrega do Bafta será duas semanas antes do Oscar e, novamente, as atenções estarão sobre Avatar. Muito embora, se fosse para apontar favoritos, eles seriam Guerra ao terror e Educação. Avatar deverá rivalizar com o também bem contemplado Distrito 9 nas categorias periféricas. Para conferir a lista dos indicados ao Bafta, clique aqui!