Chega a ser até mesmo absurdo, mas Kathryn Bigelow é apenas a quarta mulher a receber uma indicação ao Oscar por direção em 82 anos de premiação. O dado, tão absurdo quanto condenável, pode suscitar muitas discussões sobre machismo e outras coisitas mais que assolam Hollywood e seu símbolo máximo de auto-congratulação. Contudo, depois das indicações de Lina Wertmuller (1977), Jane Campion (1995) e Sofia Coppola (2004) parece improvável que o Oscar desse ano não vá para Kathryn Bigelow, a quarta mulher a penetrar esse clube do bolinha que resiste em reconhecer a excelência em toda a sua pluralidade.
A pioneira: a italiana Lina Wertmüller foi a primeira diretora indicada ao Oscar
Bigelow, apontam os reacionários - ou reacionárias, vencerá por um filme que parece ter sido dirigido por um homem. Essa afirmação, tão provocativa quanto deslocada de razão, mostra que não importa o avanço que se faça, sempre haverá intriga. O Oscar, apesar de sua importância cultural inegável, não é termômetro de conquista sociais (até porque se o fosse, as mulheres estariam em maus lençóis). Porém, se quebrar um tabu como esses, da forma como se anuncia, estará inegavelmente contribuindo para mais um importante avanço sócio-econômico. Para quem estiver contando: depois de conquistarem a presidência em muitos países, agora é a vez do Oscar. Preparem os sutiãs!

Kathryn Bigelow em locação de Guerra ao terror: favoritismo, consagração e bandeira feminista em uma mesma estatueta
Enquanto Cameron ficava em frente ao computador (na verdade ao lado de um programador), Bigelow foi, de fato, para a guerra!
ResponderExcluirComo nós já discutimos em um dos meus posts sobre a função de um diretor, Cameron não deveria ganhar como melhor diretor, mesmo se empenhando na parte técnica do filme.
Bigelow realmente merece!
É isso mesmo Raphael.Concordo contigo. bom te ver aqui de novo brother. ABS
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