quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Movie Pass
Entre dois amores é um filme muito bem realizado em toda a sua plenitude. Vencedor de 7 oscars é considerado por muitos como o filme mais romântico dos anos 80. Apresenta um Robert Redord belo e uma Meryl Streep luminosa. Um filme que vale a pena ser descoberto.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Critica - Gamer
Não é de hoje que filmes de ficção científica, cuja proposta abrange um futuro próximo, se põem a divagar sobre as sandices e pragas que a raça humana trará sobre si. Contudo, com o passar dos anos, eles passaram a ser mais imaginativos e, conseqüentemente, pessimistas.
Um futuro dominado pela tecnologia e pelas possibilidades, inúmeras, que oferece para experiências fetichistas sobre violência e sexo é a matéria prima de Gamer (EUA 2009).
O filme dirigido e roteirizado por Briam Taylor e Mark Neveldine, os mesmos dos dois Adrenalina, se passa em um futuro em que condenados a morte participam de um jogo em que aquele que conseguir se manter vivo por 30 vezes, ganha a liberdade. Detalhe, eles são controlados por pessoas que compram os direitos sobre eles. Não é só. Há também jogos em que você pode ser controlado, ou controlar, para finalidades menos trágicas. É possível explorar fantasias e dar vazão aos mais cabeludos desejos sexuais em um jogo com a mesma dinâmica. Essas duas “febres” do futuro mostrado em Gamer são criações de Ken Castle( Michael C. Hall, com ecos de Dexter), uma distorção malévola de Bill Gates.
O filme é de ação, bem ao gosto dos ardorosos fãs de vídeo game do século 21, mas faz, mesmo que de forma vacilante, uma critica aos rumos da tecnologia. E lembra, que certos valores e preceitos tem de ser protegidos.
Gerard Butler empresta seu carisma a Kable, o mais perto de herói que o filme apresenta. Gamer, no entanto, em meio a tiros, corpos nus e papo high tech não é muito bem sucedido em suas pretensões. Não é nem forte critica social, nem bom filme de ação. Fica no meio termo.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Perfil - Tim Roth

Os primeiros trabalhos de Roth foram para a tv inglesa. Os telefilmes Meantime (1981) e Made in Britain (1982) possibilitaram a estréia do ator na tela grande no filme O traidor (1984), um filme pequeno de Stephen Frears, mas que serviu para por o nome de Roth entre os atores tipo bbb. Bons, baratos e, bem, nem tão bonitos assim.
Seguiram-se trabalhos na Inglaterra como Complô contra a liberdade (1988), Mundo a parte (1990) e Caminhos da vida (1991). Foi justamente nos filmes do final dos anos 80 que Roth chamou a atenção de um cineasta estreante, chamado Quentin Tarantino, que o chamou para um dos principais papéis de Cães de Aluguel. O filme foi um sucesso e a América descobriu o talento de Tim Roth, o ensanguentado Sr. Laranja de Cães de Aluguel.
Antes de colaborar novamente com o diretor que lhe apresentara a América, Roth participou de outros filmes americanos. Como Corpos em movimento (1992) e Fuga para Odessa (1994), como de praxe sempre na pele de algum coadjuvante. Mas aos poucos Roth fazia-se notar. E foi novamente sob a batuta de Tarantino que Roth ganhou o mundo. Ele fez um papel pequeno em Pulp Fiction - tempos de violência (1994), mas memorável. Em parte pelo vigor dos diálogos, em parte pela energia emanada de sua atuação.
Roth na explosiva cena de abertura de Pulp Fiction. Segundo filme de Tarantino e segunda colaboração de Roth com o diretorNo ano seguinte, nova colaboração com Tarantino. Grande Hotel era um filme que reunia 4 episódios, dirigidos por 4 diretores diferentes. Roth era o único do elenco a aparecer nos 4 episódios e foi dirigido, novamente, por Tarantino. O filme foi muito contestado, mas Roth teve a chance de exercitar uma vertente cômica que até então passara despercebida. Ainda em 1995, viria seu maior momento de reconhecimento artístico. A indicação para o Oscar de ator coadjuvante pelo filme Rob Roy - a saga de uma paixão, em que viveu um tirano vilão. Não ganhou, mas dali em diante quem gostasse de cinema, e dos Oscars, estava ligado para sempre a Roth.
O ator passou a alternar trabalhos mais comerciais como Planeta dos Macacos(2001) - mais um vilão, e trabalhos mais pessoais como Pão e rosas (2000), O hotel de um milhão de dólares (2000) e Vatel - um banquete para o rei (2000). O ator alternava-se muito bem entre os mais variados gêneros e atestou sua versatilidade para diretores diferentes e colheu elogios de gente como Woody Allen que o dirigiu em Todos dizem eu te-amo (1996) e Walter Salles. Salles chegou a dizer, à época do lançamento de Água negra (2005), que Roth era um dos atores mais talentosos com quem já havia trabalhado. A carreira seguiu e colaborou com nomes como Win Wenders (Estrela solitária), Michael Haneke (Violência gratuita) e Francis Ford Coppola (Juventude perdida).
Hoje está abrigado na TV americana. Sua série produzida pela Fox, o canal de mesmo nome exibe a 1ª temporada no Brasil, é um sucesso de critica e público nos EUA. Ano passado o ator foi visto, mais uma vez como vilão, em O incrível Hulk. Seu nome está ligado a mais alguns projetos em desenvolvimento, porém, Roth deve priorizar mesmo sua série na TV. Não significa que não o veremos mais no cinema, muito pelo contrário. Por ser um ator de monstruosa versatilidade, cujo rosto é familiar para grande parte da platéia, e barato, Roth receberá muitas propostas por um bom tempo. Fato é que na tv, por enquanto, ele é o mocinho. É bom variar de vez em quando.

Top 5 de Tim Roth
1- Cães de Aluguel
Um filme violento, cínico, eletrizante e pop. Combinação incomum? Era Tarantino mostrando para o mundo a que veio.
2- Violência gratuita
Se Roth havia se habituado a viver vilões, aqui ele é a vitima de um sádico jogo perpetrado por dois adolescentes. Remake dirigido pelo mesmo Michael Haneke do Fanny games original.
3- Pulp Fiction - tempos de violência
Pela lista, parece até que Roth faz apologia da violência. Em Pulp Fiction ele aparece rapidamente, mas sua presença é marcante neste filme que ajudou a definir a forma de se fazer cinema independente nos EUA.
4- Água negra
O filme de Valter Salles é, antes de ser um filme de terror, um elaborado drama psicológico. E Tim Roth com sua serenidade ajuda a sedimentar essa impressão.
5 -Rob Roy - a saga de um paixão
O filme é uma aventura belissíma. De quebra, Roth faz aquele tipo de personagem que amamos odiar.
domingo, 18 de outubro de 2009
Notas
O novo filme de Spike Jonze liderou, segundo estimativas oficiais divulgadas pelos sites epecializados americanos, as bilheterias nesse fim de semana. Where the wild things are, com U$ 33 milhões em caixa, ficou a frente de outra estréia de porte. Código de conduta, estrelado por Jamie Foxx e Gerard Butler arrecadou cerca de U$ 22 milhões e ficou com a segunda posição. O terror independente Paranormal activity ficou com a terceira posição.
Ainda sobre Bastardos ...
Os (e)leitores de Claquete realmente gostaram de Bastardos inglórios. 60% deles o consideraram como o melhor filme de Quentin Tarantino na enquete que listava suas obras. Escolha que foi ainda ratificada pelos 70% que consideraram Bastardos inglórios o melhor Tarantino, na enquete promovida para mensurar o grau de satisfação com o filme.
Foi escolhido também um ator (colaborador do diretor) para ser perfilado na próxima seção Perfil. Quem é, você fica sabendo na terça, dia da publicação da seção.
Insight
Um sub gênero caro ao cinema é o chamado biopic, ou como chamamos aqui no Brasil, biografias. Retratar trajetórias de vida vitoriosas ou de proeminentes seres humanos que marcaram a história é uma característica itinerante do cinema, em particular do cinema americano. É compreensível, em um sociedade que aprendeu a valorizar a ambição e os desdobramentos dela, o fascínio por vidas que desconhecem limites ou que os subjugam com determinação e afinco vorazes.
O retrato que o cinema constrói de celebridades, políticos, grandes personalidades e ou gente que fez a diferença em níveis menos estratosféricos, geralmente é lisonjeiro. Há sempre uma preocupação vaticinante em homenagear o biografado, quando vivo, e de honrá-lo e reverência-lo, quando morto.

Cena de Jogos do poder em que Tom Hanks vive o congressista Charles Wilson: Não é uma biografia convencional, mas mostra muito sobre a vida e o jeito de ser do personagem
Esse é um dos cânones desses sub gênero. Há, no entanto, exceções. Cineastas que procuram a verdade, nem sempre abrasadora, sobre seus biografados. Há também biografias que se confundem com o registro de um período histórico, o que municia o cineasta com uma perspectiva diferente. Já que o olhar sobre o personagem parte de um outro referencial.
São muitas, não restam dúvidas, as formas e estruturas de elaborar uma biopic. O cinema americano é, por razões óbvias, o mais fértil na produção dessa ficção - verdade. Existem alguns filmes exemplares que se confundem com o que de melhor foi produzido por Hollywood. Recentemente tivemos filmes como O aviador de Martin Scorsese (sobre a vida do excêntrico Howard Hughes), Ray de Taylor Hackford (sobre a vida do cantor Ray Charles), Milk de Gus Vant Sant (sobre a vida do primeiro político americano assumidamente homossexual eleito Harvey Milk), W de Oliver Stone ( sobre o ex-presidente George W. Bush), 8 Mile (sobre o rapper Eminem), Uma mente brilhante (sobre o matemático John Nash) e O vigarista do ano ( sobre, bem, o trambiqueiro profissional Clifford Irving).

Leonardo Di Caprio como Howard Hughes: Um estudo elaborado de uma vida que desconheceu limites
Há ainda exemplos de filmes que mostram muito sobre uma personalidade a partir de um recorte específico. Ao invés de focar toda a sua vida, focam um evento importante que resume ou ilustra precisamente a vida dessas personalidades. Como o fazem Capote , de Bennet Miller (sobre o escritor e jornalista Truman Capote), Jogos do poder de Mike Nichols (sobre o congressista Charles Wilson ), Treze dias que abalaram o mundo de Roger Donaldson (sobre John Kennedy), Hollywoodland ( sobre o ator George Reeves) e o recente, em cartaz nas telas brasileiras, O desinformante de Steve Sodebergh (sobre um executivo em busca de notoriedade).
Pessoas comuns com histórias extraordinárias também são objeto de biografias. E não só hollywoodianas. O espanhol Ramón Sampedro que tetraplégico lutou bravamente para ter o direito de dar fim a sua vida, teve seu livro adaptado para os cinemas. Mar adentro foi um grande sucesso de público e critica do cinema espanhol.
Portanto, hoje as biografias se dividem, mesmo que em um movimento involuntário, em duas frentes. Aquelas que são biografias assumidas, tratadas com a pompa e, frequentemente, com a reverência características e aquelas que partem do minimalismo de um acontecimento ou momento específico para tecer um comentário maior. São essas as mais impiedosas, ou menos reverentes, com seus biografados.

Damon e Sodebergh no set de O desinformante: Crônica de um mentiroso compulsivo
Independentemente de reverências, agendas políticas, gostos e afinidades, as biografias são, em suma, uma aposta segura. Tanto para produtores, diretores e atores (é um produto de inegável prestígio acadêmico), para o biografado (o filme pode, muitas da vezes, ser redentor), quanto para o público ( na pior das hipóteses é uma aula de história regular, na melhor, cultura em sua melhor embalagem).
Biografias são por excelência sobre a vida de pessoas. Todd Haynes, porém, revolucionou essa percepção. Não estou lá é um filme sobre a vida da obra de Bob Dylan. Como se vê, se uma vida não tem limites, também não terá sua retratação em celulóide.
Portanto, há de se reconhecer a fluência e renovação do sub gênero que talvez seja, o que mais aproxima o homem de sua essência. Seja por seu acertos, por seus erros, por suas omissões ou por seus devaneios. É o homem se vendo pelo cinema.

Josh Brolin como o Bush de Oliver Stone: Um retrato meio desfocado da vida do então integrante da Casa Branca
200
Primeiramente, deixem-me reiterar o imenso prazer que é recebê-los aqui em Claquete.
Venho me pronunciar, nesse editorial, em virtude da marca de 200 postagens alcançada por esse blog tão querido que toco tão apaixonadamente. Agradeço a vocês que durante a, curta, história de 3 meses de Claquete tem me acompanhado. É o gesto amigo, o interesse pelo cinema e a fidelidade fraternal que vocês me dispensam que, junto ao meu amor incondicinal pelo cinema, me movem adiante. Como eu disse, Claquete é feito com muito amor, devoção e vontade. Vontade de informar, de contextualizar, ampliar e repercutir o cinema e sua representatividade. Lembro que Claquete ainda é um projeto. Que está dando muito certo, graças a Deus. Aguardem mais novidades. Sempre com a perícia e obstinação que já marcam a história desse blog.
Aproveito essa marca, de 200 posts, para muitos cabalística, para agradecer o apoio e audiência de todos vocês. Continuem comigo. Claquete, afinal de contas, é de todos nós.
Grande abraço!
Critica - O desinformante
O novo filme de Steve Sodebergh é, além de entretenimento de alto nível, um elaborado estudo da paranóia corporativa dos tempos modernos. O desinformante ( The informant EUA 2009), baseado em fatos reais, acompanha a trajetória de Mark Whitacre (Matt Damon), um bioquímico de formação e executivo por vocação, que a pretexto de manter a consciência limpa, e tornar-se uma espécie de herói nacional, denuncia as ilicitudes de sua empresa para o FBI. Tornando-se, inclusive, informante.
O esquema de taxação de preços com os concorrentes denunciado por Whitacre, de fato existia, contudo, o irresistível apelo da mentira para Whitacre compromete a investigação e, mais adiante, a própria situação de Whitacre com a justiça.
O que interessa a Sodeberg, em um primeiro momento, aqui é delinear os efeitos nocivos que uma sociedade capitalista degenerada é capaz de produzir. Seja pela subversão de certas regras sociais, morais ou éticas. Em um segundo momento, Sodebergh mira na capacidade de um indivíduo, tido como bom cidadão, de recorrer a subterfúgios para garantir uma vida melhor. O tom do registro escolhido pelo diretor não poderia ser mais acertado. O humor negro e a ligeira inclinação à comédia de erros se fundem perfeitamente a história que, conforme avança, ganha contornos inacreditáveis.

E a atuação de Matt Damon, nesse sentido, é providencial. O ator, que engordou 15 quilos para o papel, dá um ar de bonachão a Whitacre. O timing cômico de Damon está apuradíssimo e os afiados diálogos ganham ainda mais viço com o ator em cena. O elenco de coadjuvantes também está muito bem. Mas é, de fato, Damon quem brilha. Não será nenhuma surpresa, se o ator receber algumas indicações a prêmios por essa acurada performance.
A conclusão que emerge de O desinformante, a despeito da bipolaridade diagnosticada de seu biografado, é que em um mundo tão distorcido quanto esse que temos aí, a mentira é uma ferramenta poderosa, desde que usada com moderação.
TOP 10
10 - Erin Gruwell/ Hillary Swank em Escritores da liberdade (2005)
Aqui se presencia uma parábola edificante do quão importante é perseverar. Resgatar jovens sem chances de seu destino cruel é o objetivo traçado pela professora Erin (vivida com a competência habitual por Hillary Swank). Ela supera hostilidade, preconceito e outros obstáculos nessa bonita história inspirada em fatos reais. E é justamente esse pedigree que vale a inclusão de Erin, e do filme, nessa lista.
9 - Rick Latimer/ James Belushi em Um diretor contra todos (1987)
Nesse pequeno filme de 1987 com um James Belushi surfando na popularidade de seu irmão, vemos um diretor de uma escola pública de um bairro pobre americano fazendo das tripas coração para fazer uma escola "parecer" uma escola. Uma rotina de violência, opressão e segregação não é fácil de ser contornada, mas esse diretor, de métodos nem sempre cristãos, faz o possível para tornar aquele um lugar melhor.
8- Micky Rosa/ Kevin Spacey em Quebrando a banca (2008)
Os professores nem sempre exercem boa influência sob seus alunos. E Quebrando a banca, mesmo que indiretamente, mostra isso. Micky Rosa é um professor que reúne seus alunos mais prodigiosos para faturar em Las Vegas contando as cartas no jogo 21. Não é preciso dizer que alguns experimentam o inferno por isso. Rosa é egoísta e totalmente incapaz de inspirar outra coisa senão a competição desenfreada em seus pupilos. Justamente por isso, e para a lista não ficar reverente demais, Micky Rosa pinta por aqui.
7- Roberta Guaspari/ Merly Streep em Música do coração (1999)
É difícil Merly Streep não figurar em algum top 10 de Claquete, tamanho talento e polivalência que a atriz demonstra em sua carreira. Em Música do coração ela vive uma professora de música interessada em levar conforto a seus alunos. Enfrenta o descrédito de pais e colegas, que julgam ser sua disciplina um passatempo, e tenta se comunicar com seus alunos em níveis que nenhuma outra pessoa parece disposta a fazê-lo.
6 - Willian Forrester/ Sean Connary em Encontrando Forrester (2000)
Ok. Ele não é um professor propriamente dito. Mas age com a disciplina e a devoção de um para endireitar Jamal Wallace, um garoto de enorme talento e potencial que corre o risco de se perder. O veterano escritor vivido por Connary guia e doutrina o rebelde vivido por Robert Brown com graça e afinco dignos dos mestres.
5- Louranne Johnson/ Michelle Pfeiffer em Mentes perigosas (1995)
Ser mulher em ambientes que predominam o machismo, já é, por si só, desafiante. Imagine em um lugar que a lei da violência impera e que nas escolas, estudar é o que menos se faz. É mais ou menos esse o rojão que a professora Louranne pega pela frente. Em um ambiente que muito faz lembrar o das escolas brasileiras. Um filme denso e que, principalmente para os professores brasileiros, faz muito sentido.
4- Mark Thackeray/ Sidney Poitier em Ao mestre com carinho (1967)
Experiências e ensinamentos são coisas que podemos filtrar de nossos mestres. É sobre isso que trata Ao mestre com carinho. Dessa relação, muitas vezes conturbada, mas freqüentemente recompensadora. Mesmo que em um nível estritamente íntimo. E Sidney Poitier captura isso muito bem com sua personagem.
3- John Nash Jr. / Russel Crowe em Uma mente brilhante (2001)
Uma mente brilhante é sublime sob muitos aspectos. Mas poucos o observam pela bela referência que faz ao magistério. Nash segue a carreira acadêmica com a arrogância característica dos gênios. Domado pela cruel doença, volta a lecionar, já idoso, por se sentir útil e prolifero naquele ambiente. Recebe, ainda, honrarias tanto por sua contribuição econômica quanto por sua contribuição como professor, esta última, em uma das cenas mais emocionantes do filme.
2- Trevor Garfield/ Samuel L. Jackson em 187, código de violência (1997)
Samuel L. Jackson vive aqui, talvez, o mais eloqüente exemplo do que é ser um professor hoje na rede pública. Desamparo do estado, falta de recursos, e alunos totalmente resistentes a idéia de estudar e ser alguém na vida. A violência passa a ser parte do cotidiano em uma deturpação social homérica. Esse filme tem ainda uma das cenas mais tensas da década passada. E um final acachapante.
1- John Keating/ Robin Willians em Sociedade dos poetas mortos (1989)
Não existe professor no cinema que reverbere mais. Muitos professores até usam esse filme em suas aulas. Em uma jogada do inconsciente, talvez. Ou pelo simples fato de buscar o compartilhamento da inspiração vivida por aqueles personagens. Despertada pela poderosa presença do professor John Keating e seu lema sagrado. Carpe diem.
sábado, 17 de outubro de 2009
De olho no futuro...
Chris Pine como o novo Jack Ryan
Ele já fez par com Lindsay Lohan, revitalizou a figura do célebre capitão Kirk e é cotado para viver Frank Sinatra nos cinemas. Se o mundo não está aos pés de Chris Pine, está bem perto disso. E a prova cabal é o fato de seu nome estar praticamente garantido para o novo filme do agente da CIA Jack Ryan. O papel que já foi de Alec Baldwin, Harisson Ford e, mais recentemente, de Ben Afleck está aterrisando no colo do ator de 29 anos.
Pine será escalado para o papel em mais uma tentativa de rejuvenescer o personagem. Tentaram a mesma coisa em 2002, quando Ben Afleck estrelou A soma de todos os medos. Embora o filme tenha feito boa bilheteria, os produtores ficaram descontentes com o desempenho do ator.
Pine é uma aposta que muitos estão fazendo em Hollywood. Bonito, inteligente, competente e com muita boa vontade, o ator tem escalado a passos largos a montanha do sucesso.

Daqui para frente só quero saber de ícones
That´s how it´s done: Lesson 386
E as mentes responsáveis pela promoção de Lua nova, continuação de Crepúsculo, continuam a impressionar. Eles bombardeiam diariamente, e das formas mais diversas possíveis, a Internet com novidades da produção. A última cartada, plenamente calculada, foi do diretor Chris Weitz. Ele inaugurou o twitter oficial do filme, onde se encarrega, pessoalmente, de lançar fotos de bastidores e novidades fresquinhas sobre a produção. Bem, não são novidades de fato. Já que o filme está pronto há pelo menos 3 meses e a terceira parte, a cargo de David Slade já está sendo filmada.
Na psicologia do marketing hollywoodiano, no entanto, o que vale é manter a chama acesa.
O link para o twitter oficial do longa é: www.twitter.com/twilight
Eu tinha a força!
E todo mundo está preocupado com o rendimento (nas bilheterias) do outrora infalível Tom Cruise. Após alguns estudos de “target”, como os entendidos chamam, a FOX resolveu mudar o nome do novo filme protagonizado pelo ator. Temiam que Wichita não atraísse público. Resolveram pelo infame trocadilho Knight & day ( cavaleiro & dia) tirando o k da palavra em inglês, torna-se a palavra noite. Em Knight & Day, Cruise vive um agente secreto incumbido da segurança de Cameron Diaz. A direção é de James Mangold.
Os Dias de Mel voltarão
Depois de um longo e tenebroso inverno, mais precisamente desde 2002, quando estrelou Sinais, Mel Gibson retorna para frente das câmeras. Em Edge of Darkness, Gibson vive um detetive, cuja filha, ativista, fora assassinada brutalmente. Não precisa dizer que ele irá atrás de justiça, certo? A fita dirigida por Martin Campbell estréia em Janeiro do ano que vem nos cinemas americanos. Assim que tiver previsão por aqui, você fica sabendo em Claquete. Por enquanto, repara na cara de sério do ator no pôster.