1 – “I´m a fan of man”, Al Pacino em O advogado do Diabo
É isso mesmo! Al Pacino de novo. Recordista de aparições na lista (foram 3 numa lista de 10), pode-se argumentar que o ator foi beneficiado por personagens fortes e belas falas. Não deixa de ser verdade, mas Al Pacino construiu essa ponte. Um ímã para personagens fortes e um verdadeiro trator em cena, Pacino catalisa e muito. É o que ocorre na cena escolhida para encabeçar esse top 10 dos grandes discursos e/ou monólogos do cinema. O advogado do diabo é tido, em termos gerais, apenas como uma veia de entretenimento inteligente e casual. Pacino e sua célebre caracterização do Diabo transformam o filme em algo mais. É pontual que o primeiro lugar desta lista traga em seu cerne uma discussão filosófica que abranja fé, ciência, história, ambição, ética e muito mais. Não é pontual que Al Pacino seja o homem a lhe dar viço.
Nessa cena testemunhamos uma barganha entre John Milton/Diabo (Pacino) e seu protegido, Kevin Lomax (Keanu Reeves). Frases sensacionais, insights primorosos sobre a relatividade entre destino e livre arbítrio e um argumento estarrecedor sobre a fraqueza do homem. É difícil fazer justiça a esses 5 profundos minutos em que o Diabo tenta convencer o advogado Lomax de que reinar no inferno é melhor do que servir nos céus. Não é fácil. O gosto com que Al Pacino vive o personagem, com o perdão do trocadilho, é diabólico. Ele está tão soberano que leva Keanu Reeves a reboque. Uma cena monumental que mais do que muitos filmes que se valem de teses sociológicas diz muito sobre o homem, o meio, e todas as suas interjeições.
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
domingo, 2 de agosto de 2009
Top 10
Top 10: 10 advogados inesquecíveis do cinema
10- Jan Schlichtmann / John Travolta em A qualquer preço
Advogado de causas milionárias, o tipo vivido por Travolta aqui, é daqueles que não se embrenha em buraco fundo, gosta de atuar com margem de segurança e sua carteira de clientes é composta basicamente por corporações corruptoras. Contudo, por razões diversas, ele acaba defendendo uma associação de moradores contra uma empresa que envenena a água da cidade deliberadamente. Ele não só se apaixona pela causa, como recupera o gosto pela justiça.
9- Michael Clayton / George Clooney em Conduta de Risco
Michael Clayton é aquele advogado que atua nos bastidores. Brilhante, de raciocínio rápido e leal, foi destacado pela empresa para " limpar" as cagadas de seus clientes e sócios. Até que um dia um caso explode em seu colo. Um dos sócios da firma tem uma crise de consciência e ameaça seriamente um caso de milhões de dólares. Michael, então é acionado, mas dessa vez a sujeira é grande demais, até mesmo para suas habilidades. No ínterim, Michael Clayton abandona algumas de suas convicções e estabelece outras tantas.
8- Billy Flynn/ Richard Gere em Chicago
" Sem querer me gabar, mas se Jesus estivesse em Chicago e me procurasse, digamos que seu destino seria outro". É com essa frase, infame é verdade, que Billy Flynn encerra uma dissertação sobre suas habilidades em um tribunal. O advogado encarnado com gosto por Richard Gere no musical de Rob Marshall é canastrão ao extremo, misógino, interesseiro, mas voraz. Tudo aquilo que habita o imaginário cultural acerca dessa nobre profissão. E Flynn, não custa dizer, ganha todas.
7- Kathryn Murphy/ Kelly McGillis em Acusados
Não é fácil defender uma causa em que você se identifica com a vitima. Os sentimentos podem ser um componente desestabilizador. Não é fácil defender uma causa em uma cidade, cuja justiça pende deliberadamente para o outro lado, por fim não é fácil defender uma causa quando encara-se desconfiança geral e proveniente de todas as partes. É assim que se encontra a advogada Kathryn Murphy que defende a personagem de Jodie Foster, estuprada por três homens, em um caso que parece cada vez mais distante de solução. Sua força, seu despreendimento e seu (aparente) inabalável desejo de justiça ditam o tom nesse filme imperdível.
6- Martin Vail / Richard Gere em As duas faces de um crime
Novamente Gere vive aqui um advogado de popularidade e vaidade exacerbadas. Só que no filme de Gregory Hoblit, há um ônus bem claro e doloroso para essas características. Há de se lembrar que advogados têm por ofício cativar e manipular, mas não estão salvos de serem manipulados em virtude disso. É essa crônica moralista que vemos aqui. Importante frisar que o filme não é moralista, a moral surge naturalmente com o fim da fita. Vail aceita defender um jovem acusado de assassinar um arcebispo pela popularidade que o caso oferece.
5- Atticus Finch /Gregory Peck em O sol é para todos
Nesse clássico do cinema americano, Peck vive um advogado idealista que abraça o próximo sem hesitar. Defende um negro acusado injustamente de um crime, que toda uma sociedade anseia por condena-lo. Importante ressaltar que o filme – datado de 1955- foi feito em um época que a segregação racial era institucionalizada nos EUA. Aqui provavelmente se tem o retrato mais nobre e lisonjeiro da profissão.
4- Jake Brigance / Matthew McConaughey em Tempo de matar
Em um papel de seu início de carreira, McConaughey vive um advogado em inicio de carreira que assume meio que por impulso meio que pela projeção, o caso de um negro que atirou nos estupradores de sua filha após eles terem sido inocentados em um júri. O filme, outro libelo contra o racismo, assume sua contemporaneidade e envereda pelo politicamente correto. Contudo o amadurecimento vivenciado por Jake Brigance é impressionante. É nesse caso, através do turbilhão de emoções que provoca, que Jake torna-se um advogado. Do tipo humano. E justamente por isso ainda mais brilhante.
3- Frank Galvin / Paul Newman em O veredito
Galvin é aquele advogado que já foi brilhante. Mas deixou sua conturbada rotina emocional intervir em seu ofício. Tornou-se uma sombra de si mesmo. E pior conformou-se com isso e achou conforto na bebida. No entanto, um caso de imperícia médica lhe devolve a satisfação de atuar. O orgulho e a obstinação lhe voltam aos poucos e aos poucos ele volta acreditar em si mesmo. Galvin em O veredito demonstra que se é tão bom quanto se acredita que é. Ressurgir das cinzas , afinal de contas, é algo que muito frequentemente se dá em um tribunal.
2 - Alan Shore / James Spader em Justiça sem limites (Série de tv)
Ok, Alan Shore não é personagem de um filme. Ele é um personagem fixo de uma das melhores séries da década, Justiça sem limites. Alan Shore representa tudo que se imagina de um advogado. É brilhante, vaidoso, dedicado, austero, amigo e desafiador. O personagem ainda soma alguns outros predicados, já que funciona como alter- ego do criador da série. Shore é aquele advogado que mergulha peremptoriamente em uma causa e não aceita sair derrotado dela. Seus encerramentos – nomenclatura jurídica para a argumentação final perante o júri em um julgamento- são admirados e temidos.
1- Joe Miller/ Denzel Washington em Filadélfia
Deixar o preconceito de lado e abraçar um caso é algo que exige determinação. E não foi só isso que Joe Miller ostentou em Filadélfia. Ele aceitou representar um paciente homossexual com AIDS que processava sua ex empresa, mesmo reticente à idéia. E foi além. Aos poucos foi superando aquela barreira e desenvolvendo afeto por seu cliente, a medida que isso acontecia, Miller dominava mais a cena no tribunal. Até que sua atuação beirasse o impecável. Filadéfia comunica, entre outras coisas, a importância de prevalecermos humanos em todas as nossas dimensões.
10- Jan Schlichtmann / John Travolta em A qualquer preço
Advogado de causas milionárias, o tipo vivido por Travolta aqui, é daqueles que não se embrenha em buraco fundo, gosta de atuar com margem de segurança e sua carteira de clientes é composta basicamente por corporações corruptoras. Contudo, por razões diversas, ele acaba defendendo uma associação de moradores contra uma empresa que envenena a água da cidade deliberadamente. Ele não só se apaixona pela causa, como recupera o gosto pela justiça.
9- Michael Clayton / George Clooney em Conduta de Risco
Michael Clayton é aquele advogado que atua nos bastidores. Brilhante, de raciocínio rápido e leal, foi destacado pela empresa para " limpar" as cagadas de seus clientes e sócios. Até que um dia um caso explode em seu colo. Um dos sócios da firma tem uma crise de consciência e ameaça seriamente um caso de milhões de dólares. Michael, então é acionado, mas dessa vez a sujeira é grande demais, até mesmo para suas habilidades. No ínterim, Michael Clayton abandona algumas de suas convicções e estabelece outras tantas.
8- Billy Flynn/ Richard Gere em Chicago
" Sem querer me gabar, mas se Jesus estivesse em Chicago e me procurasse, digamos que seu destino seria outro". É com essa frase, infame é verdade, que Billy Flynn encerra uma dissertação sobre suas habilidades em um tribunal. O advogado encarnado com gosto por Richard Gere no musical de Rob Marshall é canastrão ao extremo, misógino, interesseiro, mas voraz. Tudo aquilo que habita o imaginário cultural acerca dessa nobre profissão. E Flynn, não custa dizer, ganha todas.
7- Kathryn Murphy/ Kelly McGillis em Acusados
Não é fácil defender uma causa em que você se identifica com a vitima. Os sentimentos podem ser um componente desestabilizador. Não é fácil defender uma causa em uma cidade, cuja justiça pende deliberadamente para o outro lado, por fim não é fácil defender uma causa quando encara-se desconfiança geral e proveniente de todas as partes. É assim que se encontra a advogada Kathryn Murphy que defende a personagem de Jodie Foster, estuprada por três homens, em um caso que parece cada vez mais distante de solução. Sua força, seu despreendimento e seu (aparente) inabalável desejo de justiça ditam o tom nesse filme imperdível.
6- Martin Vail / Richard Gere em As duas faces de um crime
Novamente Gere vive aqui um advogado de popularidade e vaidade exacerbadas. Só que no filme de Gregory Hoblit, há um ônus bem claro e doloroso para essas características. Há de se lembrar que advogados têm por ofício cativar e manipular, mas não estão salvos de serem manipulados em virtude disso. É essa crônica moralista que vemos aqui. Importante frisar que o filme não é moralista, a moral surge naturalmente com o fim da fita. Vail aceita defender um jovem acusado de assassinar um arcebispo pela popularidade que o caso oferece.
5- Atticus Finch /Gregory Peck em O sol é para todos
Nesse clássico do cinema americano, Peck vive um advogado idealista que abraça o próximo sem hesitar. Defende um negro acusado injustamente de um crime, que toda uma sociedade anseia por condena-lo. Importante ressaltar que o filme – datado de 1955- foi feito em um época que a segregação racial era institucionalizada nos EUA. Aqui provavelmente se tem o retrato mais nobre e lisonjeiro da profissão.
4- Jake Brigance / Matthew McConaughey em Tempo de matar
Em um papel de seu início de carreira, McConaughey vive um advogado em inicio de carreira que assume meio que por impulso meio que pela projeção, o caso de um negro que atirou nos estupradores de sua filha após eles terem sido inocentados em um júri. O filme, outro libelo contra o racismo, assume sua contemporaneidade e envereda pelo politicamente correto. Contudo o amadurecimento vivenciado por Jake Brigance é impressionante. É nesse caso, através do turbilhão de emoções que provoca, que Jake torna-se um advogado. Do tipo humano. E justamente por isso ainda mais brilhante.
3- Frank Galvin / Paul Newman em O veredito
Galvin é aquele advogado que já foi brilhante. Mas deixou sua conturbada rotina emocional intervir em seu ofício. Tornou-se uma sombra de si mesmo. E pior conformou-se com isso e achou conforto na bebida. No entanto, um caso de imperícia médica lhe devolve a satisfação de atuar. O orgulho e a obstinação lhe voltam aos poucos e aos poucos ele volta acreditar em si mesmo. Galvin em O veredito demonstra que se é tão bom quanto se acredita que é. Ressurgir das cinzas , afinal de contas, é algo que muito frequentemente se dá em um tribunal.
2 - Alan Shore / James Spader em Justiça sem limites (Série de tv)
Ok, Alan Shore não é personagem de um filme. Ele é um personagem fixo de uma das melhores séries da década, Justiça sem limites. Alan Shore representa tudo que se imagina de um advogado. É brilhante, vaidoso, dedicado, austero, amigo e desafiador. O personagem ainda soma alguns outros predicados, já que funciona como alter- ego do criador da série. Shore é aquele advogado que mergulha peremptoriamente em uma causa e não aceita sair derrotado dela. Seus encerramentos – nomenclatura jurídica para a argumentação final perante o júri em um julgamento- são admirados e temidos.
1- Joe Miller/ Denzel Washington em Filadélfia
Deixar o preconceito de lado e abraçar um caso é algo que exige determinação. E não foi só isso que Joe Miller ostentou em Filadélfia. Ele aceitou representar um paciente homossexual com AIDS que processava sua ex empresa, mesmo reticente à idéia. E foi além. Aos poucos foi superando aquela barreira e desenvolvendo afeto por seu cliente, a medida que isso acontecia, Miller dominava mais a cena no tribunal. Até que sua atuação beirasse o impecável. Filadéfia comunica, entre outras coisas, a importância de prevalecermos humanos em todas as nossas dimensões.
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