Filme B de verdade!
Em Parker (EUA 2013), Jason Statham vive com o esperado
carisma e a habitual energia o personagem homônimo que já havia sido vivido por
Mel Gibson no excelente O troco (1998). O personagem, que surgiu pela primeira
vez no romance The Hunter, de Donald E. Westlake, se caracteriza por ser um
ladrão com forte código de honra e um apreço fora do comum – até mesmo para
quem trabalha honestamente – por princípios.
![]() |
| Statham e Lopez elevam a tensão sexual, mas seus personagens se desviam do clichê |
Dirigido com esmero por Taylor Hackford, daqueles diretores
que se saem bem em qualquer gênero, Parker é um filme B de marca maior.
Daqueles que faz falta no cinema de hoje.
Depois de ser traído e quase morto por um grupo de ladrões
que lhe havia sido indicado por seu tutor (papel de um mais rouco do que nunca
Nick Nolte), Parker arquiteta sua vingança: frustrar o próximo e ambicioso
roubo do grupo em questão.
O plano será executado em Palm Beach , na Flórida,
e é aí que entra a personagem de Jennifer Lopez, uma corretora de imóveis insatisfeita com sua vida. Parker precisa sondar as mansões da região para
saber em qual delas a trupe que persegue está baseada. Uma das atrações do
filme deriva da tensão sexual entre os personagens de Statham e Lopez.
Parker tem humor, ação e suspense. É um pacote completo. Não
exige tanto fisicamente de Statham, como em outros filmes estrelados pelo
britânico, mas demanda mais dramaticamente do ator. Se seu Parker não tem o
sarcasmo sob medida de Mel Gibson, é mais convincente na defesa de seus
princípios. Hackford é também um diretor melhor do que Brian Helgeland.
Capricha na concepção visual, na trilha sonora descolada e na dosagem de
suspense e ação, sem permitir que um se sobreponha ao outro.
É importante observar que Parker não é um remake de O troco,
mas uma história diferente com o mesmo personagem. Na dúvida, fique com os
dois!
.jpg)