O diretor Darren Aronofsky bate um papo com seu cinegrafista Matthew Libatique
Ele é o diretor de fotografia preferido de Spike Lee e já trabalhou com cineastas como Joel Schumacher e Mathieu Kassovitz. Jon Favreau só dirige com o suporte desse nova-iorquino de 42 anos. Contudo, nenhum cineasta exige mais de Matthew Libatique do que Darren Aronofsky. Ambos surgiram juntos para o cinema em Pi (1998). A fotografia do filme se confundia com a proposta engenhosa e hermética. Trabalharam juntos novamente no igualmente hermético, e ainda mais alucinógeno, Réquiem para um sonho (2000). O filme que depurou, visualmente, o trabalho de ambos. Estabelecia-se assim uma simbiose no cinema de Aronofsky. Ele precisaria de Libatique para enxergar. Em Fonte da vida (2006), estavam novamente juntos. O fracasso comercial da fita não respingou em Libatique que colaborava com Shumacher (em filmes como Por um fio e Número 23) e Spike Lee (Elas me odeiam, mas me querem e O plano perfeito). O maior sucesso artístico e, até bem pouco tempo comercial, da carreira de Aronofsky – O lutador – não teve a participação de Libatique. O diretor de fotografia estava ocupado no trabalho do primeiro Homem de ferro e do último Spike Lee (Milagre em Santa Anna).
Para Cisne negro, uma das primeiras providências de Aronofsky foi garantir a participação de Libatique no filme. As filmagens chegaram a ser atrasadas em duas semanas para que o diretor de fotografia se liberasse dos sets de Homem de ferro 2. Com o passe cada vez mais disputado, o nova-iorquino - que por Cisne negro conseguiu sua primeira indicação ao Oscar – deve trabalhar muito nos próximos anos. Aronofsky já o garantiu em The Wolverine, seu próximo filme. O visual do novo filme do mutante mais querido do universo Marvel promete ser arrebatador.
Libatique e Aronofsky juntos criam imagens tão lindas quanto perturbadoras. Wolverine que os espere!