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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, o primeiro de uma série de filmes com um dos maiores mitos do cinema, o drama de Wolverine, Claquete expandindo suas fronteiras e um ator brasileiro cujas fronteiras já estão bem expandidas.



Claquete no Facebook
O leitor que acompanha Claquete, desde o dia 1º de outubro, tem mais uma plataforma para curtir o blog. Trata-se da fan page oficial no Facebook, que pode ser conferida aqui. A ideia por trás da fan page é estreitar os laços com o leitor. Possibilitar uma interação maior com o público e certa pontualidade no trânsito de notícias que falta à formatação do blog. Na fan page, além de constarem atualizações e outras matérias interessantes publicadas em Claquete, serão postados links de matérias pertinentes ao universo abordado pelo blog. Dentro desse contexto, o leitor irá encontrar drops de notícias do dia, imagens, vídeos, links para outros blogs interessantes ou notícias relacionadas ao cinema em destaque em sites especializados. A fan page, como pode se perceber, é uma extensão sensorial do blog, com vistas a tornar o leitor mais bem informado, contextualizado e satisfeito.


Hugh Jackman vendendo seu peixe
O ator australiano deu uma entrevista no último final de semana, na premiere australiana de seu mais recente lançamento, Gigantes de aço, sobre o imbróglio envolvendo The Wolverine. Jackman confirmou que as filmagens devem começar em janeiro, negando boatos de que em virtude das filmagens de Os miseráveis haveria um novo adiamento, e disse que a nova versão do roteiro é mais “consistente” do que a anterior assinada por Darren Aronofsky. Jackman mantém o discurso de que a nova produção, agora a cargo de James Mangold, será radicalmente diferente de X-men origens: Wolverine (2009). Vale lembrar que aquele filme fez relativo sucesso de público, mas não caiu no gosto da crítica.

Hugh Jackman na premiere de Gigantes de aço: The Wolverine, em algum momento, vai sair...


Toda a glória de Marilyn
Bem sabe o leitor de Claquete que estão para sair do forno três filmes que recriam momentos da vida de Marilyn Monroe. O primeiro deles, My week with Marilyn, é baseado nos registros de Colin Clark – auxiliar do ator Laurence Olivier – sobre as tensas relações entre seu patrão e a atriz de cinema que mais mexe com o imaginário da humanidade. Dirigido por Simon Curtis, de larga experiência na TV, o filme traz um elenco sofisticado para encenar uma história sobre os anais de Hollywood. Existem grandes expectativas sobre a fita que está na programação do Festival de cinema de Nova Iorque que teve Carnage, de Roman Polanski como filme de abertura na última sexta-feira (30). Kenneth Branagh, ator que teve a mesma formação acadêmica de Laurence Olivier, vive o primeiro ator britânico a ser condecorado com o título de Sir. Julia Ormond viverá a atriz Vivian Leigh e Dougray Scott viverá o dramaturgo Arthur Miller, marido de Marilyn. Outros nomes do elenco são Dominic Cooper, Judi Dench, Toby Jones e Emma Waltson, a Hermione da série Harry Potter.
Michelle Williams, que já ostenta duas indicações ao Oscar (O segredo de Brokeback mountain e Namorados para sempre) é um dos nomes fortes para a temporada do Oscar. Isso porque, além de boa atriz, ela conta com uma personagem talhada para premiações. Naomi Watts, que também viverá Marilyn nos cinemas, é a próxima da fila. 





Santoro mostra a sua força
Há quem conteste Rodrigo Santoro. Embora hoje essa fatia de público e crítica seja minoria, ela ainda goza de alguma influência e respaldo estatístico. Rodrigo Santoro, no entanto, parece decidido a esvaziar os argumentos daqueles que o questionam. Com filme novo na praça, o elogiado Meu país que estréia na próxima sexta-feira em circuito nacional, o ator carioca acaba de receber o prêmio de melhor ator no festival de Brasília pelo filme. Foi em Brasília, que Santoro recebeu um de seus primeiros prêmios no cinema, há mais de dez anos, por O bicho de sete cabeças. Mas o prêmio não está sozinho. Santoro foi bastante elogiado pela crítica internacional por sua atuação em Heleno, filme de José Henrique Fonseca que teve premiere internacional no último festival de Toronto. Heleno deve estrear em 2012. Mesmo ano que Santoro apresentará What to expect when you´re expecting. Comédia baseada no livro de auto-ajuda homônimo para grávidas de primeira viagem. Santoro fará par com Jennifer Lopez em uma das comédias mais comentadas da próxima temporada. Não obstante, o ator confirmou participação em outro projeto comentadíssimo. The last stand marca, nada mais nada menos, do que o retorno de Arnold Schwarzenegger aos cinemas. Com ótimas atuações e ótimas estratégias de exposição, Santoro segue firme como um ator de fibra, inteligência e inquietude.  

Rodrigo Santoro demonstra firmeza na condução de sua carreira e convicção na escolha de seus papéis

domingo, 10 de abril de 2011

Claquete repercute - Quanto mais quente melhor


Indicado a sete Oscars, vencedor de três Globos de ouro entre outros prêmios, Quanto mais quente melhor (Some like it hot, EUA 1959) é a melhor concepção de cinema de vanguarda. A fita de Billy Wilder é categórica em apresentar um tipo de comédia que conjuga elementos maliciosos, introduzindo noções sexuais em uma ambientação casta, e elementos tão pudicos quanto inocentes. Quanto mais quente melhor é, em uma análise mais encorpada, um filme agudo no que se propõe. Ironias veladas e subtextos profundos.
É sintomático que o filme se passe na época em que a lei seca redefiniu hábitos e costumes americanos. Esconder era preciso e Wilder inscreve seu filme em prestigiada posição nos arquétipos da manipulação de bastidor. Tudo emula o disfarce. Os músicos vividos com brilho por Jack Lemmon e Tony Curtis precisam se travestir de mulheres para escapar à forca que um proeminente gangster de Chicago lhes acena. Eles também vivem de simular para postergar as dívidas que contraem e tentam, por meio de simulação, seduzir a loira sensual Sugar (Marilyn Monroe). Dissimular e simular, em suas similaridades e diferenças, eram a ordem do dia. E é da nuvem de fumaça dessa consternação que Wilder tira a graça de seu filme. Com diálogos ágeis e uma câmera sempre curiosa, Wilder tira ótimas performances de seu trio de protagonistas.
Quanto mais quente melhor está para a comédia americana como o arroz está para o feijão no principal prato da cozinha brasileira. Foi nesse filme que os cânones do gênero foram definitivamente estabelecidos. Gente como Charles Chaplin, Buster Keaton e o próprio Wilder já tinham patenteado o humor como expressão de arte, mas é em Quanto mais quente melhor que esse humor ganha contornos mais sofisticados ao embutir tabus que durariam anos em cenas antológicas e festejadas até mesmo por quem não as entendia por completo. O poderoso arremedo sexual presente na fita de Wilder não se limitava a presença de Monroe ou ao descalabro de colocar dois homens vestidos como mulheres. Quanto mais quente melhor trazia muito mais subversão em seu entorno. A homossexualidade, talvez, seja o tema mais óbvio observado de hoje. Mas havia outros. A descompostura feminina ante certos rigores da época parece interessar particularmente a Wilder aqui. Um diretor que não tinha medo de ridicularizar certas instituições e dogmas sociais, mas que o fazia com tamanha sofisticação que arrancava aplausos até de quem com ele não compactuava.