Brasileiro vai gastar R$1,9 bilhão com cinema em 2012
Fachada de uma das muitas salas da rede Cinemark no país: negócio "cinema" prospera, mas ainda carece de ajustes
O brasileiro está indo mais ao cinema. É o que diz a análise
do Ibope Inteligência, organização integrante do grupo Ibope que tem como
objetivo o alinhamento de estratégias de mercado. O resultado da análise foi
obtido a partir do sistema Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de
potencial de mercado. De acordo com o apurado, o potencial de consumo do
brasileiro para despesas com cinema até o final do ano é de R$ 1,99 bilhão,
aumento de 13% em relação a 2011.
A classe B tem maior potencial de consumo: R$ 1,08 bilhão.
Depois aparece a classe C, com R$ 449,52 milhões, a classe A, com R$ 423,46
milhões, e as classes D e E, com R$ 31,22 milhões. Essa ordem, em si, não
surpreende o mercado. Já que desde o fim de 2009, as classes B e C se
posicionaram à frente dos gastos com cinema no Brasil.
Mas os dados do Ibope Inteligência indicam que a classe C é
mesmo a principal fatia do mercado, o que ajuda a explicar o sucesso da
“neochanchada” brasileira, cujo mais recente exemplar Até que a sorte nos
separe, sagrou-se recentemente o filme nacional mais visto do ano.
A classe C, responsável por 52,38% dos domicílios do país
irá gastar em 2012, conforme apontam os números acima, menos do que a metade da
Classe B, responsável por 24,45 % dos lares brasileiros. A pesquisa sugere,
mais do que uma estagnação do consumo de cinema pela classe B, a possibilidade de
crescimento da Classe C que em algumas regiões, como Nordeste e Sul, já está a
frente da Classe A em gastos relativos ao cinema.
Como esperado, a região sudeste apresenta maior potencial de
consumo para cinema com 60% do total nacional.
Nesta região, o consumo per capita, de acordo com o estudo,
é de R$ 15,83 ao ano. Depois vêm as regiões Sul e Nordeste, com 13% cada, porém
com consumo por habitante diferentes: nos estados do Sul, o gasto per capita em
2012 deve ser de R$ 11,15 e na região Nordeste, de R$ 6,88. O Centro-Oeste
apesar de ter um potencial de consumo de 9%, registra o segundo maior gasto por
habitante: R$ 13,93.
Os números apresentados pelo Ibope, mais do que um alento
para exibidores e distribuidores, demonstra que o aumento da produção cinematográfica
nacional não é um movimento isolado. Está em compasso com o interesse, e a
disponibilidade financeira, cada vez maior dos brasileiros em ir ao cinema.
Os números, porém, reforçam o desequilíbrio no acesso à
cultura nos interiores do país. O investimento em infraestrutura é um tema mais
adequado a um blog de outra natureza, mas convém lembrar que sem esses
investimentos esse potencial que faz brilhar os olhos jamais será plenamente
alcançado.
Fonte: Pyxis Consumo/Ibope Inteligência
