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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Crítica - Guerra é guerra

Divertido!

O maior mérito de McG, nesse retorno à comédia de ação, foi a escolha do elenco e o estímulo que deu a seus atores para improvisar. Guerra é guerra (This means war, EUA 2012) é uma indisfarçável fusão de gêneros que bebe da fonte de Sr.& Sra. Smith que fez pela “comédia de ação com pitadas de romance”, o que Star Wars fez pela ficção científica.
Na fita, Lauren (Reese Witherspoon) se vê dividida entre dois homens que são, também, amigos e agentes da CIA. Ainda que ela não saiba disso, nós – o público – sabemos e é disso que Guerra é guerra se alimenta. Os dois pretendentes irão fazer de tudo para serem os escolhidos. Tudo mesmo, inclusive, mobilizar os aparatos da agência de inteligência americana para tal.
O roteiro persegue parcimoniosamente os clichês do gênero, mas não se furta a apresentar boas piadas: como, por exemplo, a cantada na locadora; a ridicularização por parte dos ajudantes de ambos os agentes de toda aquela situação; e uma ou outra “pratical joke” que não convém declinar sob risco de privar o espectador da graça.

Tom, Chris e Reese: uma trinca de ases a serviço de uma boa comédia


Tom Hardy, que faz o tipo sensível e com problemas de auto-estima, demonstra impensável timing cômico e só ratifica o porque de seu nome está pelando em Hollywood. Com um papel facilmente submersível, Hardy consegue provar sua versatilidade ao evitar unidimensionalidade e ainda se apresentar genuinamente engraçado. Não menos surpreendente é Chris Pine. Outro ator que cresce a passos largos e se vê incumbido de transformar um personagem potencialmente antipático em alguém palatável para a platéia. Consegue sem forçar a barra e investindo em uma química muito bem azeitada com Hardy. Até mesmo Reese Witherspoon, geralmente sofrível, aparece bem. Relaxada, e generosa com seus parceiros de cena, Reese tem seu melhor momento no cinema em anos.  
Guerra é guerra é aquele tipo de filme que não se pode levar a sério, mas apresenta um desfecho surpreendentemente sério. A escolha da protagonista, apesar de contrariar os anseios de boa parte do público, faz todo o sentido para a personagem naquele momento e pode ser antecipada por um conselho muito apropriado concedido, pela personagem vivida pela comediante Chelsea Handler, momentos antes.  McG disse em entrevistas promocionais que o intuito desse filme era divertir. Bem, isso ele conseguiu; e pode ter conseguido um pouco mais também.