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quarta-feira, 14 de julho de 2010

TOP 10

No último TOP 10 Claquete apresentou as dez músicas que fizeram a cabeça dos anos 90 no cinema. Dessa vez, vamos um pouco mais longe e chegamos aos anos 80. Talvez a década mais nostálgica, colorida e musical do cinema.


10 – Ghostbusters, do filme Os caça fantasmas (1984)
Com gosto de jingle, essa divertida canção que deu ritmo a aventura dirigida por Ivan Reitman, além de ter sido indicada ao Oscar, ajudou a dar vida a um dos maiores hypes da década.

9 – Footloose, do filme Footloose (1984)
O filme que revelou Kevin Bacon para o mundo (ok, tem gente que ainda não sabe quem ele é) é daqueles filmes que mostram como a música, e a dança, podem mudar o mundo de algumas pessoas. Com uma trilha sonora recheada do que hoje são os chamados clássicos, tem uma música tema que é, certamente, o maior deles.

8 – Walking on sunshine, do filme Olha quem está falando (1989)
No filme em que Bruce Willis dá voz a um bebê super pop, essa música deu o tom desse clássico da sessão da tarde. É mais fácil lembrar desta música do que de John Travolta e Kristen Allen, protagonistas do filme.

7 – The heat is on, do filme Um tira da pesada (1984)
Um dos clássicos de ação dos anos 80 que mostrava todo o talento de Eddie Murphy na frente das câmeras e de Jerry Bruckheimer comandando o show por trás delas. E essa pegajosa (no bom sentido) música dá o caldo certo para o momento. The heat is on...

6 – The eye of the tiger, do filme Rocky III (1982)
Música épica para embalar o herói de uma geração. O filme é fraco, mas a música faz por merecer o bordão de Balboa “ It ain´t over till is over”!

5 – Billie Jean, do filme Moonwalker (1988)
Ok, o filme é uma bomba. Mas é impossível rememorar os anos 80 e não falar do rei do pop na década que ele conquistou essa alcunha. Em Moonwalker, uma história que mistura hip hop e alienígenas, Jackson faz seu famoso passo e lança sua música mais dance, a agitada Billie Jean.

4 – What a feeling, do filme Flashdance (1983)
Jennifer Beals hoje faz relativo sucesso na série fetichista The L World, mas ela chegou perto de ser uma movie star ao dançar ao som desta música no filme de Adrian Lyne e, olhe só, produzido por Jerry Bruckheimer.

3 – Take my breath away, do filme Top Gun – ases indomáveis (1986)
Mais uma vez um filme produzido por Bruckheimer imortaliza uma canção na década de 80. Take my breath away é, com o perdão do trocadilho, de tirar o fôlego. A música ajudou a eternizar essa agradável fita de ação.

2 – She´s like the Wind, do filme Dirty dancing – ritmo quente (1987)
Uma das músicas mais românticas de um filme essencialmente romântico que revelou ao mundo todo o carisma de Patrick Swayze, morto no ano passado. Essa canção, cantada pelo próprio ator, mostra que Swayze além de ótimo dançarino também mandava bem com a voz.

1 – The time of my life, do filme Dirty dancing – ritmo quente (1987)
Quem não imitou os passos da cena final de Dirty dancing ao ritmo dessa música? De tão contagiante, a cena faz até quem não gosta de dançar querer dançar. É a cara dos anos 80.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Movie Pass

O Movie Pass de hoje destaca, em homenagem a Patrick Swayze, o filme que lhe conferiu status em Hollywood. E pelo qual, o ator é lembrado com mais carinho. Dirty dancing - ritmo quente foi um acontecimento. Não há quem resista ao clima contagiante que permeia a fita. Não há quem resista a história de Baby( Jennifer Grey) e não há quem resista a Patrick Swayze dançando...
Dirty Dancing é cult por excelência. Agora, passará a ser mais do que nunca. É, afinal, a melhor síntese que se pode obter da carreira e do talento de Swayze.
A seguir o trailer e a minha critica do filme:


Apoteose musical
Existem filmes que fazem você vibrar. Existem filmes que fazem você querer viver aquela história. Existem filmes que fazem você se apaixonar.O que dizer de um filme capaz de provocar tudo isso? Dirty dancing – ritmo quente (Dirt dance EUA 1987) é um filme até certo ponto banal. Mas há certos elementos de pura magia em seu escopo. Obviamente, alguns saltam aos olhos. É o caso de Patrick Swayze. O ator está, não só confortável, na pele de galã, como generoso em cena. Brilha e permite que os outros brilhem. Se não na mesma intensidade, algo muito próximo disso.
O sucesso acachapante de Dirty dancing se deve em parte a sincronia entre Swayze e Jennifer Grey. Contudo, existe um outro componente arrasador nessa fórmula. A música. Poucas vezes a música foi tão bem utilizada em um filme. É o caso de um musical, com números musicais, que não parece um musical. Algo que só agiganta o apelo da fita, uma vez que se distancia do maior problema dos musicais (alguns números absolutamente gratuitos). E quantas músicas boas. Uma inclusive, she´s like the Wind, composta e interpretada por Swayze.
No filme, o ator vive um instrutor de dança muito boa praça que se vê romanticamente envolvido com a filhinha de papai vivida por Jennifer Grey. A tensão entre os dois é construída como nos grandes clássicos do cinema. Primeiro, não se suportam, depois, passam a admiração, logo, estão interessados um no outro.
A atemporalidade de Dirty dancing, porém, se deve a sua monumental cena final. Toda ela foi concebida para impactar. As frases de efeito, a determinação de certos personagens, e claro, aquela maravilhosa cena de dança ao som de (I´ve had) the time of my life.