É dia dos namorados e em homenagem a essa data tão comemorada por uns e ignorada por outros, Claquete lista 10 casais tragicamente românticos do cinema. A lista, embora numerada, não objetiva listar os melhores (até porque chega a ser algo imponderável tratando-se de romance), mas traz os 10 mais expressivos e que reúnem um componente de tragédia. A morte, obviamente, é um elemento constante na vida desses casais e que ajudou a perpetuá-los, mas a tragédia de seus amores não se resume apenas a única certeza que temos na vida. Sem mais delongas, vamos a lista!
10 – Sam Wheat e Molly Jensen (Patrick Swayze e Demi Moore) em
Ghost – do outro lado da vida, 1990
Quem não se emocionou com a cena de intimidade enquanto se modela um vaso de argila? Ou então com a peculiar forma de Sam de demonstrar a reciprocidade de seu amor por Molly com o insuficiente e logo valorizado “idem”? A estória de amor que superou a morte comoveu platéias do mundo inteiro que torceu para que Sam conseguisse proteger Molly das investidas de um mal intencionado colega. A fantasia do amor maior que a vida ganhava seu melhor escaldo no cinema.
9 – Justin Quayle e Tess Quayle (Ralph Fiennes e Rachel Weiz) em O jardineiro fiel, 2005
Esse talvez seja o casal mais inusitado da lista, mas Justin Quayle e Tess ostentam uma linda e trágica história de amor. A ativista política Tess casou-se com o diplomata Justin apenas por conveniência. A união atendia interesses de ambos e nunca ultrapassou as fronteiras da figuração. Contudo, após o assassinato de Tess, Justin se coloca a frente das investigações e a medida que vai descobrindo novos fatos sobre sua mulher, vai se apaixonando por ela. Uma estória tocante e envolvente que não é o eixo central do filme, mas certamente agrega valor à fita de Fernando Meirelles.
8 – Tristan Ludlow e Susanah Fincannon (Brad Pitt e Julie Ormond) em Lendas da paixão, 1994
A pior coisa que pode acontecer a uma família já não muito estável é que dois irmãos se apaixonem pela mesma mulher. É justamente isso que ocorre na família Ludlow que ainda se vê as voltas com a guerra. Tristan se apaixona pela namorada do irmão que também se apaixona por ele. Rivalidade, traições, punição, dor, perda e tristeza dão o tom de uma linda e trágica estória de amor.
7 – Jack Dawson e Rose De Witt (Leonardo DiCaprio e Kate Winslet) em Titanic,1997
A história de amor de uma geração. Essa foi a frase mais ouvida no final da década de 90 quando em pauta estava o filme Titanic. A história real do naufrágio do transatlântico foi eclipsada pela ficcional estória de amor entre o pobretão Jack e abastada Rose. O amor idílico só poderia ser vivido ali, distante da realidade, e o trágico destino de Jack fez dessa verdade algo inescapável.
6- Christian e Satine (Ewan McGregor e Nicole Kidman) em Moulin rouge – amor em vermelho, 2001
O amor pode ser intuitivo e persuasivo. A cortesã Satine e o escritor falido Christian protagonizam um amor que emperra as ambições de ambos e de todos ao redor. No entanto, a vontade de viver essa paixão (nem que por um breve período de tempo) move –os ao encontro de um destino que cada vez mais parece menos feliz.
5- Warren Justice e Sally Atwater (Robert Redford e Michelle Pfeiffer) em Íntimo e pessoal, 1996
É comum se apaixonar por um colega de trabalho. Nem tão comum se apaixonar por seu chefe. Menos comum ainda é o amor ser recíproco e temperado por compreensão, apoio e estímulo quando se tem a mesma carreira. É o que ocorre com Sally que se apaixona por seu chefe Warren que a faz evoluir na carreira. A estória de amor é abruptamente interrompida, deixando apenas a imensidão do vazio, quando Warren é morto enquanto fazia uma cobertura especial no Panamá.
4- Tommas J. Sennett e Vada Margaret (Macaulay Culkin e Anna Chlumsky) em Meu primeiro amor, 1991
Se a primeira vez é inesquecível, para Vada Margaret seu primeiro amor é ainda mais pulsante e presente em sua vida. A linda, contagiante, pura e inocente estória de amor vivida por duas crianças descobrindo o valor e o sentido de algumas palavras é tão transcendental e tão vivaz que ao mesmo tempo que prescinde do título de “estória de amor”, o faz valer com uma força arrebatadora.
3- Ennis del Mar e Jack Twist (Heath Ledger e Jake Gyllenhaal) em O segredo de brokeback Mountain, 2005
Dos melodramas mais poderosos a surgir no cinema, O segredo de Brokeback Mountain conta a história de um amor proibido. Renegado. Ennis luta contra seus impulsos enquanto Jack anseia por eles. A poesia de seus encontros a cada temporada na montanha Brokeback em que podem fantasiar e sentirem-se completos se desgasta com o tempo. Enquanto o inevitável se espraia, o amor que sentem um pelo outro e o fogo abrasador dessa paixão nunca se reproduz fora daquele lugar. Um amor trágico e condenado que caracteriza uma das estórias de amor mais lindas que o cinema já concebeu.
2- Rick Blaine e Ilsa lund (Humphrey Bogart e Ingrid Bergman) em Casablanca, 1942
Entre as muitas desgraças que uma guerra pode acometer, está a separação de casais apaixonados. Seja pelo campo de batalha ou por imposições geo-políticas. É um pouco disso que ocorre com o americano Rick Blaine e a européia Ilsa que se rencontram em Casablanca, ainda divididos pela guerra. Uma estória de amor impossível atemporal, que cativa mais pelos efeitos nostálgicos do que por sua força propriamente dita. Contudo, tem a primazia de ser uma das primeiras e, certamente, a mais longeva.
1- Robert Kincaid e Francesca Johnson (Clint Eastwood e Meryl Streep) em As pontes de Madison, 1995
Não tem jeito. Por todas as circunstâncias, pelos pormenores e pela renúncia que lhe dá viço, a estória de amor (que se deu no período de uma semana) entre o fotógrafo Robert Kincaid e a dona de casa casada Francesca Johnson é a mais expressiva, dolorida e pungente de todas as estórias de amor que ganharam o cinema. Qual o amor deve prevalecer? O filme elabora e tangencia os limites do amor romântico e, ao fazê-lo, ajuda a preservar as chamas de um sentimento que pode, sim, acabar. E é essa a tragédia de todo e qualquer apaixonado.