Mostrando postagens com marcador Anne Hathaway. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anne Hathaway. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de março de 2013

Crítica - Os miseráveis



Somos todos miseráveis!

O impacto de se assistir Os miseráveis (Les Misérables, EUA/ING 2012) é algo que precisa ser destacado, ainda que ele esteja diretamente relacionado à tolerância do espectador a musicais. O filme de Tom Hooper, adaptado da obra atemporal e ainda vaticinante de Victor Hugo, em maior amplitude, e da bem sucedida versão musical para os palcos assinada por Trevor Nunn e John Caird, mais especificamente, é um poderoso testamento da força de uma narrativa bem construída e conduzida. Para isso, a direção de Tom Hooper foi fundamental. Se em O discurso do rei, pelo qual ganhou o Oscar de direção, os ângulos eram quadrados e a câmera sempre posicionada de maneira acadêmica e comportada, em Os miseráveis começa pelo posicionamento da câmera a força do que se vê na tela. Hooper aborda seus atores com ímpeto e intensidade (colando a câmera em seus rostos com menos de um palmo de distância) e sabe quando abrir a imagem para aproveitar o fato do musical que se assiste ser assistido no cinema – valorizando os cenários majestosamente criados. Todas as escolhas da direção são acertadas. Outra, por exemplo, é a captação das performances vocais “ao vivo”, ou seja, no take da cena e não em pós-produção. Esse recurso inflaciona a emoção da cena e possibilita uma conexão mais avantajada da platéia com os personagens. Esse compromisso com o hiper realismo faz de Os miseráveis um musical mais denso e insidioso do discurso já clássico e ressonante do material original.
Deriva daí outro acerto de Hooper que com suas opções, e fundir a áspera crítica social de Victor Hugo e seu exame das diferenças e ressentimentos entre classes sociais à lógica do musical nesses termos é a mais reluzente delas, expõe as vísceras do argumento de Hugo com proeminência jamais vista.
Hugh Jackman brilha intensamente como Jean Valjean, o homem preso por mais de 20 anos por ter roubado um pão e que depois ascende à riqueza sem deixar de experimentar outros tantos infortúnios. Jackman e Anne Hathaway como Fantine são os picos de um filme que se desenrola via música e ambos, performáticos e bons cantores, se garantem como sustentáculos da obra. Russell Crowe como o implacável Javert é outro acerto, ainda que não apresente a mesma afinação de seus co-protagonistas.

Tom Hooper e Hugh Jackman nos sets de Os miseráveis: um diretor que tomou decisões corajosas e todas elas foram acertadas

O filme de Hooper oscila quando o mote amoroso ganha destaque, mas não perde de vista o poderoso discurso em que vislumbra a verdade da qual todos os personagens desejam escapar: somos todos miseráveis. Seja Javert flagrado em sua busca sem sentido, Valjean que não pode escapar de um passado pernicioso, Fantine em seu abandono e desamparo, Marius (Eddie Redmayne) e Cosette (Amanda Seyfried), por apaixonarem-se no pior dos momentos, Éponine (Samantha Barks), por apaixonar-se por um homem que não a enxerga, ou mesmo os parisienses por ainda não terem “voz”.
O musical de Hooper, entre o solene e o íntimo, dá tintas definitivas a uma história por si só cativante e etérea. É um musical superlativo, mas o é para quem aprecia a riqueza narrativa oferecida por musicais. Mais do que outros tantos musicais que buscam um público mais amplo, no que pode ser apontado como o único problema do filme de Hooper, é sua predisposição de pregar apenas para os convertidos. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Momento Claquete #33

 Oscar 2013

Jack Nicholson é o penetra na festa de George Clooney, Grant Heslov e Ben Affleck, produtores premiados por Argo 

Adele, que não desgrudou de seu Oscar, bate um papo com Richard Gere: fãs mútuos? 

Daniel Day Lewis e Meryl Streep posam para os fotógrafos no backstage do teatro Dolby 

Anne Hathaway e Jennifer Lawrence posam para as lentes da revista Entertainment Weekly 

Anne Hathaway em momento "vamos cair essa ficha?" no backstage do teatro Dolby 

Robert De Niro e Bradley Cooper compartilham um momento de descontração durante a cerimônia do Oscar 

George Clooney e Denzel Washington posam para uma foto que foi parar no instagram da Academia

Jennifer Lawrence faz cara de "me poupe" e se pronuncia graficamente no backstage do teatro Dolby

Laços de família: Se Summer Phoenix viu seu irmão Joaquin perder a disputa de melhor ator, seu marido, Casey Affleck, testemunhou a consagração de seu irmão, Ben, no Oscar 2013 

Catherine Zeta Jones prestes a dançar All that Jazz dez anos depois de tê-lo feito pela primeira vez no Oscar 

Joseph Gordon-Levitt e Daniel Radcliffe foram parar no Instagram 

Natalie Portman, no after party da Vanity Fair, provocou boatos de uma nova gravidez. Será?


Fotos: Just Jared, Entertainment Weekly, reprodução/Instagram, Vanity Fair

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Oscar Watch 2013 - A peleja das atrizes coadjuvantes


Da esquerda para a direita: Amy Adams (O mestre); Jacki Weaver (O lado bom da vida); Anne Hathaway (Os miseráveis); Sally Field (Lincoln); Helen Hunt (As sessões)



A invicta

Ela andava meio afastada do cinema. Do Oscar mais ainda. Mas Sally Field detém uma marca poderosa. Ganhou dois Oscars de melhor atriz em duas indicações. Na terceira indicação, pela primeira vez como coadjuvante, enfrenta a concorrência da nova queridinha Anne Hathaway (que tinha 2 anos de idade quando Field ganhava seu segundo Oscar). Mas no papel da esposa do homem que a América adora em Lincoln, Field coloca sua invencibilidade à prova. Ganhando ou perdendo, seu feito no Oscar seguirá notável.

Prós:
- É a mais veterana das indicadas e configura com propriedade o “comeback of the year” tão bem cultivado pela Academia ao longo dos anos
- Está no elenco do filme recordista de indicações do ano
- Existem vários atores no ano com a possibilidade de ganhar uma terceira estatueta. Pode se beneficiar de um “surto” da academia nesse sentido
- A Academia deu um terceiro Oscar para Meryl Streep no ano passado
- Ganhou alguns prêmios da crítica
- Ser querida por muitos membros da academia

Contras:
- Não é a melhor atuação do filme e nem de sua carreira
- Meryl Streep precisou ser indicada 13 vezes para ganhar seu terceiro Oscar e essa ainda é a primeira indicação de Field desde que faturou seu segundo
- Não ganhou nenhum prêmio major
- A ideia de que dois Oscars já são mais do que suficientes para o tamanho de seu talento
-Atrizes jovens ou pouco experimentadas têm triunfado nesta categoria nos últimos anos

Terceira indicação
Indicações anteriores
Atriz por Norma Rae (1980)
Atriz por Um lugar no coração (1985)

Vitórias anteriores
Atriz por Norma Rae (1980)
Atriz por Um lugar no coração (1985)


A favorita

Ela não é a favorita ao prêmio, mas nenhuma das indicadas goza de tanto prestígio quanto Amy Adams, indicada ao Oscar por quase todos os papéis dramáticos que fez entre 2005 e 2012. Na pele da rigorosa e inflexível mulher do líder da emergente seita A Causa em O mestre, Adams dá, uma vez mais, um vaticínio de sua versatilidade e talento. Não deve ganhar o Oscar este ano, mas seguirá como favorita da Academia.

Prós:
- De todas as concorrentes, é a que acumula maior número de indicações tanto ao longo da carreira como no período recente
- Defende uma atuação pontuada por silêncios, mas de muita expressividade. Um contraponto a performances mais espetaculosas presentes na categoria
- A frequência com que vem sendo lembrada na categoria pode ser um ponto de desequilíbrio a seu favor

 Contras:
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
- Não defende a melhor atuação do filme e pode ser ofuscada aos olhos dos votantes por seus colegas de cena também indicados
- Não é o melhor trabalho pelo qual foi indicada ao prêmio e todo mundo sabe disso

Quarta indicação
Indicações anteriores
Atriz coadjuvante por Retratos de família (2006)
Atriz coadjuvante por Dúvida (2009)
Atriz coadjuvante por O vencedor (2011)


A minimalista

Muita gente questiona, para não citar os que contestam, a indicação de Jacki Weaver. Como a pessoa mais sã na família disfuncional que move O lado bom da vida e com uma atuação praticamente restrita a gestos e olhares, Weaver capitaliza votos solidários a atuações minimalistas que favorecem o fluxo do filme. Já havia sido assim em O reino animal, pelo qual obteve sua primeira indicação há dois anos.

Prós:
- Assim como Adams, defende uma performance em que os silêncios falam
- Sua nomeação, pode-se dizer, foi a mais surpreendente e inesperada da lista. Uma vitória nesses termos seria coerente
- Integra o elenco mais festejado pela academia em 31 anos

Contras:
- Não foi indicada a nenhum prêmio major da temporada e isso pesa contra suas chances
- A pecha de que a indicação já é suficiente
- É a única estrangeira na categoria

Segunda indicação
Indicação anterior
Atriz coadjuvante por Reino animal (2011)

A queridinha da América

Nenhuma atriz americana hoje ostenta com tamanha naturalidade essa coroa que não se ajustou em nenhuma cabeça desde que Julia Roberts perdeu seu posto. Querida pela crítica e adorada pelo público, Anne Hathaway vez ou outra não encontra elogios, como ocorreu no equivocado Um dia, mas geralmente conta com a boa vontade. Tanto o é que assumiu o favoritismo inconteste na corrida pelo Oscar de coadjuvante praticamente por uma única cena do musical Os miseráveis. Ela já foi princesa, jornalista, vítima do Parkinson e agora se prepara para o papel mais glorioso de sua carreira: o de vencedora do Oscar.

Prós:
- Ganhou todos os prêmios majors da temporada
- Tem uma cena de alta voltagem emocional e na qual ainda canta
- Atrizes costumam ser premiadas por musicais nessa categoria. Todas as que foram indicadas nos últimos dez anos (Jennifer Hudson por Dreamgirls e Catherine Zeta Jones por Chicago) ganharam
- É uma atriz com amparo crítico e ibope popular; uma vantagem que nenhuma de suas concorrentes apresenta
- Atrizes jovens costumam ser premiadas nessa categoria em detrimento de atrizes mais velhas

Contras:
- Já declarou abertamente sua admiração por Sally Field, sua concorrente na categoria e ainda invicta no Oscar
- O filme não é a unanimidade que se esperava
- O fato de Amy Adams, uma presença constante nas últimas edições do Oscar, já merecer um prêmio há algum tempo
- Tem menos tempo de tela do que algumas de suas concorrentes

Segunda indicação
Indicação anterior
Atriz por O casamento de Rachel (2009)

O caminho de volta

Helen Hunt é daquelas atrizes que todo mundo adora. É difícil vê-la ruim em algum papel. O que estivesse faltando, talvez, fossem papéis à altura de seu talento. Como uma terapeuta sexual em As sessões ela volta ao Oscar 15 anos depois de sua única, e vitoriosa, participação. A expectativa é de que a indicação devolva a atriz papéis que lhe desafiem.

Prós:
- É uma atuação em que Hunt precisou driblar o pudor com a cenas de nudez. A academia tende a valorizar esse perfil de atuações entre as mulheres
- Tem mais tempo de tela do que algumas de suas concorrentes
- Não deixa de ser um comeback desse Oscar também
-Conseguiu manter-se entre as indicadas, mesmo com seu parceiro em cena, John Hawkes, excluídos dos indicados a melhor ator
- Sua atuação é elogiada desde o festival de Sundance de 2012. Pode ser uma opção para acadêmicos que não viram todas as performances

Contras:
- Já tem um Oscar e em quinze anos não apresentou muitos trabalhos dignos de prêmios, ao contrário da maioria de suas concorrentes
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
-A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente

Segunda indicação
Indicação anterior
Atriz por Melhor é impossível (1998)

Vitória anterior
Atriz por Melhor é impossível (1998)


domingo, 30 de setembro de 2012

Crítica - Batman: o cavaleiro das trevas ressurge


Sobreposição apoteótica



Eis que estreou o novo e, até onde consta, derradeiro Batman de Christopher Nolan. Mas se Batman- o cavaleiro das trevas ressurge (Batman – the dark Knight rises, EUA 2012) traz consigo toda a pompa e grandiloquência imaginadas para esse “gran finale”, traz também vícios e desacertos narrativos e estruturais que tornam esse aguardado desfecho uma experiência relativamente frustrante e digna de ressalvas inimagináveis nos dois primeiros filmes da série.
É preciso estabelecer um nível de condescendência com Nolan. O cavaleiro das trevas (2008), em toda a sua exuberância, deixou muito pouco de relevo dramático dentro do universo do homem-morcego para ser explorado ainda nessa leitura de Nolan. Dessa forma, a missão era ingrata. As expectativas desmesuradas de público, crítica e indústria não tolerariam um filme inferior ao que promoveu o coringa de Heath Ledger à galeria de grandes personagens da história do cinema. Mas nada sugeria que o resultado pudesse ser tão contraditório.
O cavaleiro das trevas ressurge traz ecos francamente incômodos de A origem, sucesso inventivo e corpulento que Nolan rodou no ínterim entre os dois últimos filmes da trilogia do cavaleiro das trevas. Não obstante, a fluxo narrativo é enviesado. Há muita parcimônia a princípio e muito atropelo na meia hora final. Como se isso não bastasse, Nolan descrê da imagem. Logo ele, um cineasta visualmente tão eloquente se submete a cenas meramente expositivas – talvez uma insegurança eriçada após alguns olhares dispensados a A origem.
Outro grave problema é o vilão. Ainda que seja pelo prazer de especular, o desfecho de O cavaleiro das trevas sugeria que o Coringa ainda se mostraria presente na trajetória de Batman, mas a tragédia que acometeu Heath Ledger transformou isso. Não à toa, Nolan hesitou tanto antes de confirmar a participação no terceiro filme. Ele refugiou-se, então, em Bane. Vilão pouco carismático, mas protagonista de um dos mais marcantes arcos do homem-morcego nos quadrinhos, replicado com alguma carga dramática no filme. Escolheu um ator carismático e promissor, Tom Hardy, para dar viço ao personagem. Hardy esforça-se e até tem seus momentos, mas a lembrança perene do Coringa de Ledger torna ainda mais ingrata sua missão. Bane é uma caricatura mal formulada em cena. Um vilão que, inclusive, se apequena no desfecho (que apresenta uma reviravolta previsível –outra falha aqui proporcionada pela apática tentativa de “casar” com o filme original).

Tom Hardy como Bane: um ator talentoso e carismático que sucumbe a um personagem mal elaborado


Como se não bastasse, o filme apresenta outros dois graves problemas. O primeiro é o fato de Nolan repisar, em termos dramáticos, aspectos do personagem Wayne/Batman já suficientemente desenvolvidos nos dois primeiros filmes sem o acréscimo de uma nova camada ou um conflito redesenhado. O segundo problema é a inversão de tom do filme. Há um norte moralista na narrativa que inexistia no capítulo anterior. A complexidade moral de O cavaleiro das trevas, sua ambiguidade trágica e sua protuberância filosófica dão vez a um discurso político mal adornado que parece viver apenas para justificar o vazio da proposta do terceiro filme. 
Nolan, em sua opção pelo hiper-realismo, não soube administrar sua cria. Fez um dos melhores filmes da história e se viu incumbido de continuar de onde parou. Acabou por fazer um desfecho válido do ponto de vista do entretenimento, digno, sob a perspectiva das grandes trilogias cinematográficas, mas invariavelmente decepcionante se consideradas suas potencialidades.
Apesar de dar vida a uma personagem que nunca escapa à figura de apêndice narrativo, Anne Hathaway impressiona como mulher gato – ainda que essa alcunha (acertadamente) jamais seja pronunciada. Chistian Bale, por sua vez, parece no piloto automático. Percepção que tem seu pico em uma cena com Michael Caine ainda na primeira hora do filme.
A conclusão possível após refletir sobre esse terceiro filme – e a necessidade de reflexão não deixa de ser um mérito construído mais pelos dois primeiros filmes do que por este derradeiro – é de que Nolan sentiu a pressão. Ilusionista que é, e O grande truque (outro ótimo filme que realizou na entressafra dos filmes do morcego) continua a ser um testamento eloquente, pensou que poderia ludibriar sua plateia com seus artifícios. Pode ter conseguido.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Momento Claquete # 11

 "A última estrela de cinema original", cravou o New York Times em editorial nessa quinta-feira em homenagem a Elizabeth Taylor que faleceu, aos 79 anos, ontem (23 de março) em sua casa em Los Angeles. Na foto, ela empunha sua segunda estatueta do Oscar, conquistada pelo papel em Quem tem medo de Virginía Woolf?, de Mike Nichols. 


 Taylor divide a cena com Montgomery Clift em Um lugar ao sol, um de seus maiores sucessos de público e crítica


 Abbie Cornish, jovem atriz australiana, em foto da GQ inglesa. A atriz estréia dois filmes no Brasil nessa sexta-feira (25 de março): Sucker punch-mundo surreal e Sem limites


 O bad boy por vocação Jamie Foxx está causando no Brasil em sua passagem para promover a animação Rio (que estréia no dia 8 de abril). O ator afirmou que só conhecia a cidade pelo repertório de produções voltadas para adultos e curte baladas diariamente desde domingo, dia que chegou ao país. Na foto, ele posa com atrizes do casting da rede Record em festa realizada em São Conrado.


 Anne Hathaway, que também está na capital carioca para divulgar a animação dirigida por Carlos Saldanha, foi gentil com fãs na fachada do Copacabana Palace, hotel em que está hospedada


Jodie Foster, John C.Reilly, Kate Winslet e Christoph Waltz dividem a cena de Carnage, novo filme de Roman Polanski. A fita deve ter premiere mundial no festival de Veneza 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Momento Claquete # 9

 A host Anne Hathaway minutos antes de um rápido número musical em que brincava com Hugh Jackman: ela não foi uma boa anfitriã, mas saiu-se melhor do que seu colega James Franco


 Now leave me the fucking alone: Christian Bale no backstage do Oscar momentos após a vitória por O vencedor


Bringing sexy back: Justin Timberlake na concentração para apresentar o prêmio de melhor animação 


Beijo proibido: Josh Brolin e Javier Bardem trocam um selinho no palco do Kodak Theatre. A TV americana não mostrou


 Momento da consagração: Colin Firth se levanta para receber o Oscar de melhor ator por O discurso do rei


 James Franco e o produtor da cerimônia Bruce Cohen fazem um xis: olha, eu vou ter que chamar o Billy Crystal...


 Jeff Bridges, que já estava cansado de entregar prêmios a Natalie Portman, entrega o derradeiro e mais importante: o Oscar


 MiMiMiMi: Tom Hooper se delicia de ansiedade enquanto vê seu nome ser gravado na estatueta do Oscar


Colin Firth bate um fio no Governor´s ball (pós-festa oficial organizado pela academia): Sim mãe, eu ganhei... não, o George Clooney não está aqui esse ano!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Crítica - Amor e outras drogas

A droga do amor


O grande mérito de uma fita como Amor e outras drogas (Love and other drugs, EUA 2010) é ser plural e multifacetada e se apresentar como um clichê riponga. Esse mérito qualitativo talvez explique o fracasso da fita na bilheteria americana onde arrecadou pouco mais de U$ 30 milhões (o equivalente a seu orçamento, configurando, portanto, um prejuízo).
A fita de Edward Zwick tem muitos objetivos: satirizar a indústria farmacêutica (uma vilã moderna e representada como tal em filmes como O jardineiro fiel), fazer uma comédia que atraia tanto o público masculino quanto o feminino (mistura-se o nascedouro do viagra a fórmula “boy meets girl”) e desvelar uma história de amor de fundo dramático (em que uma doença degenerativa, no caso o mal de Parkinson, se impõe ao sentimento).

Carisma e graciosidade: Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway são os responsáveis pelo bom fluxo do novo filme de Edward Zwick


É um alento, do ponto de vista narrativo, o que se consegue em Amor e outras drogas. O filme é uma graça (do ponto de vista da comédia romântica), cínico (do ponto de vista da sátira) e eficiente (do ponto de vista da carga emocional que pretende com seu arco principal). Conta muito para o sucesso da fita seu par de protagonistas. Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway confirmam o carisma crescente que vêm apresentando nas recentes produções que estrelaram e são os fiadores do projeto audacioso de Zwick: fazer uma comédia mais sofisticada e sem se ater especificamente a convenções de gênero. Isso não quer dizer que Amor e outras drogas evite os clichês, apenas os abraça por trás, digamos assim. A primeira solução de Zwick ao voltar ao romance (dirigiu um único exemplar em 1986, Sobre ontem a noite, quando ainda era um diretor em formação), foi fazer com que o sexo se parecesse menos com cinema e mais com a vida real. “Você diz fuck o tempo todo”, diz o personagem de Jake Gyllenhaal para o de Anne em certo momento. Essa sem vergonhice dá respaldo ao filme; que se apresenta como malicioso e, embora essa condição possa afastar um ou outro puritano, não se trata de um filme maldoso.
Jamie Randall (Gyllenhaal) e Maggie (Hathaway) vivem as voltas com drogas (medicamentosas, que fique claro). Seja por ofício ou necessidade, essa idiossincrasia cotidiana é parte de quem eles são, mas não os define. É no amor que eles vão encontrar a droga definitiva. Aquela dependência que pode ser a resposta para o vazio que sentem. É uma solução conservadora, esbravejarão alguns mais interessados na sátira. É mesmo. Mas ainda é a melhor solução disponível. Que o diga o sucesso do viagra!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Filme em destaque: Amor e outras drogas

Filme pseudofilosófico
Edward Zwick dirige um casal de muita química em Amor e outras drogas, fita que obteve um par de indicações ao Globo de ouro e que Claquete explica porque é um filme que foge das convenções de gênero


É de se estranhar, à primeira vista, o nome de Edward Zwick como diretor de Amor e outras drogas, filme que chega esta sexta-feira (28 de janeiro) às telas de cinema do país.
Mas Amor e outras drogas, diferentemente do que o título pode sugerir (nome original providencialmente mantido pela distribuidora nacional), não é uma comédia romântica. Pelo menos não em termos convencionais. E isso ajuda a entender porque o diretor de épicos como O último samurai (2004) e Um ato de liberdade (2007) e dramas pretensiosos como Nova Iorque sitiada (1995) e Diamante de sangue (2006) se interessou pelo projeto. “É sobre pessoas as voltas com uma infinidade de questões pseudofilosóficas”, filosofou o diretor em depoimento ao site Collider.com. É por isso que Zwick optou por queimar etapas. “Escolhi Jake (Gyllenhaal) e Anne (Hathaway) porque eles já haviam provado ter química antes e isso era importante para o filme”. O diretor alude ao fato de que os protagonistas de Amor e outras drogas contracenaram (e também fizeram sexo de mentirinha) em O segredo de Brokeback Mountain.
Baseado no livro "Hard sell: a evolução de um vendedor de viagra" (não editado no Brasil), o filme mostra como Jamie Randall, um boa pinta que se desvirtuou da carreira familiar (no caso a medicina) se apaixonou, se deu bem nos negócios e teve uma epifania existencial. Não necessariamente nessa ordem.

Jamie em ação: ele sabe como vender pílulas azuis e fisgar mulheres, mas não estava preparando para os dilemas do coração



Chama a atenção em Amor e outras drogas a forma modernosa que o sexo é apresentado. O filme se passa em meados dos anos 90, quando a internet ainda era embrionária e o viagra radicalizava os ganhos da indústria farmacêutica. Os dois protagonistas, ainda que com motivações diversas, são entusiastas do sexo casual e receosos dos desmandos do coração. É do bifurcamento entre a modernidade sexual (aventada na figura da milagrosa pílula azul) e a tradicional busca pela completude no outro que Amor e outras drogas tira sua força. Zwick, emulando o vendedor convencido vivido por Jake Gyllenhaal em seu filme ainda acrescenta um dado curioso: “Ao compor as cenas de sexo, tive como referência alguns filmes como O último tango em Paris e 9 canções”. Como se fosse preciso né, Zwick?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Claquete destaca

 + Morreu no último domingo, de complicações de um quadro de pneumonia, o ator canadense Leslie Nielsen aos 84 anos de idade. Nielsen imortalizou-se em filmes como Corram que a polícia vem aí, Apertem os cintos, o piloto sumiu e Drácula morto, mas feliz.

Irreverência sempre: Nielsen na premiere de Super-heróis, um de seus mais recentes filmes

+ James Franco e Anne Hathaway foram anunciados como os apresentadores do Oscar 2011. A escolha pela dupla de jovens atores (que tem filmes cotados para a disputa) marca mais uma tentativa da academia de atrair o público jovem.

+ Ambos são talentosos e donos de perfis que se comunicam tanto com um público mais maduro, quanto com uma platéia mais jovem. Contudo, é difícil crer que ambos tenham sido a primeira escolha dos produtores. Vale lembrar que Hugh Jackman há um mês e meio atrás recusou convite oficial para apresentar a cerimônia. Muitos outros convites informais devem ter sido recusados no ínterim.

+Considerada uma premiação inexpressiva na temporada, O Gothan Awards entrega seus prêmios no final de novembro e, por hábito, negligencia muitos filmes que nem sequer foram vistos ainda. Em 2010, o drama independente Winter´s bone foi o grande vencedor. O filme, que pode render uma indicação ao Oscar para a atriz Jennifer Lawrence ficou com os dois prêmios mais aguardados da noite: filme e elenco.


+ Foram divulgados hoje os indicados ao Independent Spirit Awards. Winter´s bone lidera a disputa com sete indicações.

+ O Independent Spirit Awards é a principal premiação do cinema independente americano. Nos últimos anos ganhou projeção e importância já que antecipa muitos dos concorrentes ao Oscar.

+ Os indicados a melhor filme do ano no Spirit são 127 hours, Cisne negro, Winter´s bone, Greenberg e Minhas mães e meu pai.

Jennifer Lawrence em cena de Winter´s bone: o filme foi o grande vencedor do Gothan Awards e foi bem contemplado no Spirit Awards


+Na briga pelo prêmio de direção estão Darren Aronofsky (Cisne Negro), Danny Boyle (127 hours), Lisa Cholodenko (Minhas mães e meu pai), Debra Granik (Winter´s bone) e John Cameron Mitchell (Rabbit hole).

+ O Indenpendent Spirit Awards acontece tradicionalmente na véspera do Oscar. Este ano a cerimônia de celebração do cinema independente acontecerá em 26 de fevereiro e você vai ficar sabendo de tudo sobre o prêmio no Oscar Watch 2011 aqui do blog.

domingo, 6 de dezembro de 2009

RETROSPECTIVA 2009 - Quem foi destaque em 2009

10 – Quentin Tarantino
O filme dele foi sensação mundial. Bastardos inglórios tomou o mundo de assalto e promete ainda reverberar nas premiações desse inicio de 2010. O diretor também chamou a atenção no Brasil pela sua súbita desistência de comparecer no festival do Rio, onde sua fita faria a premiere nacional. Além de Bastardos inglórios 2009 marcou a estréia de Tarantino como cronista da Playboy americana. Ele fez um conto para a edição de agosto da revista inspirado em seu filme. Tarantino depois de um 2009 de muita exposição deve tirar um 2010 sábatico.



9 – Anne Hathaway
Em 2009 a atriz provou definitivamente que não é mais a princesa de O diário da princesa, filme que a revelou. A jornada que teve inicio em 2006 dividindo a cena com Meryl Streep em O diabo veste Prada culminou na indicação ao Oscar esse ano pela sua soberba atuação em O casamento de Rachel. Além de sua atuação desprovida de vaidade e repleta de energia nesse filme, Anne provou no filme Noivas em guerra conseguir segurar as pontas com seu nome no topo do cartaz de uma comédia hollywoodiana. Além do mais protagonizou um dos melhores momentos do show business nesse ano em um número musical na cerimônia do Oscar.


8 – Hugh Jackman
E quem dividiu a cena com Anne nesse número musical foi Hugh Jackman. O ator, que apresentou a cerimônia do Oscar esse ano, mostrou habilidade como entertainer, talento como dançarino e esbanjou aquilo que todos já sabiam que tinha, charme. Hugh Jackman estrelou ainda um dos maiores sucessos da temporada, X-men origens: Wolverine. O filme, que mesmo depois de uma cópia pirata ter vazado assegurou uma grande bilheteria, foi mais uma prova de que Jackman já é um astro. Ele mostrou isso, inclusive, para os brasileiros. Esteve no Brasil em maio onde trocou figurinhas com o ídolo corintiano Ronaldo. O troféu simpatia é dele.



7- Megan Fox
Ela é linda e desbocada .Duas características decisivas para valer a Megan uma posição nessa lista. Em 2009 a atriz estrelou a continuação do filme que a revelou (Transformers), onde pôde exibir suas bem delineadas curvas que rivalizaram com os robôs gigantes na preferência dos adolescentes, enveredou-se em um bate boca com o diretor do filme Michael Bay, via imprensa, defendeu a legalização da maconha e estrelou o seu primeiro fracasso de bilheteria o 'terrir' Garota infernal. É, foi um ano normal para Megan.



6- Neil Bloomkamp
Quem? Como é que se eu nunca ouvi falar desse cara ele é um dos destaques do ano? Certamente você ouviu falar de, ou provavelmente até mesmo viu, seu filme. Distrito 9, roteirizado e dirigido por Bloomkamp, foi um dos maiores sucessos de público e crítica do ano. O diretor, agora, já respira Hollywood. Sob a batuta de Peter Jackson, ele já está envolvido em pelo menos três projetos. E ainda pode aparecer em muitos tapetes vermelhos na temporada que se aproxima.



5 – David Letterman
O host do principal talk show americano e contumaz gozador de políticos e celebridades foi, ele próprio, vítima de piadas e perseguição por conta de um escândalo sexual que se envolveu. Letterman, que teve casos com funcionárias suas, no entanto, deu a volta por cima com o habitual senso de humor e inteligência, rendendo um dos grandes momentos da televisão esse ano. De quebra, continuou recebendo a nata da sociedade. Sentaram-se em seu Sofá, Obama, Sean Penn, Madonna e quase todo mundo que você possa imaginar.



4- Christoph Waltz
Guarde bem esse nome, por que ele deve aparecer em listas como essa outros anos. Esse austríaco dominou um dos melhores filmes do ano. O vilanesco coronel Hans Landa que viveu em Bastardos inglórios rendeu a Waltz a Palma de ouro de melhor ator em Cannes e provavelmente lhe renderá um Oscar. Mesmo que não fosse bom ator, Waltz garantiria destaque aqui por conseguir falar fluentemente quatro idiomas em um mesmo filme. Coisa para poucos, convenhamos.


3 – Sandra Bullock
A atriz fez as pazes com a bilheteria. Liderou por duas semanas o box office americano, em pleno verão dos blockbusters, com a comédia romântica A proposta. Onde exibiu sua silhueta nua. A boa forma da atriz, que beira os 40 anos, gerou um burburinho na celebrity gossip, mas um burburinho do bem. Além disso a atriz estrelou All About steve e é, inclusive, cotada para o Oscar por sua atuação em The blind side, que estreou nos EUA no feriado de ação de graças.



2 – Bradley Cooper
Ele ganhou um perfil semana passada aqui em Claquete. Cooper teve um 2009 intenso. Foi coadjuvante no filme Caso 39, que lhe valeu uma namorada – a atriz Renée Zellwegger, dividiu a cena com Sandra Bullock em All About Steve, em que foi o Steve, fez parte do estrelado elenco de Ele não está tão a fim de você, onde se esgueirou entre Jennifer Connely e Scarlet Johanson e no maior hit, e surpresa do ano, o divertidíssimo Se beber não case. Com vocês, Bradley Cooper. Depois de 2009, ele dispensará apresentações.



1- Gerard Butler
Ok, ele estrelou um filme a menos do que Cooper. Mas Butler tem a seu favor o fato de ser mais conhecido. Esse ano o ator diversificou, esteve em comédia romântica debochada (a verdade nua e crua), em ação descerebrada (Gamer) e em ação com um pouquinho de cérebro (Código de conduta). Também estrelou um punhado de editoriais de moda e ganhou eleições de homem mais sexy dos mundo. Como pode ser ver, um ano típico na vida do homem que já foi Leônidas.
Fotos: divulgação