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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Oscar Watch 2013 - A peleja das atrizes coadjuvantes


Da esquerda para a direita: Amy Adams (O mestre); Jacki Weaver (O lado bom da vida); Anne Hathaway (Os miseráveis); Sally Field (Lincoln); Helen Hunt (As sessões)



A invicta

Ela andava meio afastada do cinema. Do Oscar mais ainda. Mas Sally Field detém uma marca poderosa. Ganhou dois Oscars de melhor atriz em duas indicações. Na terceira indicação, pela primeira vez como coadjuvante, enfrenta a concorrência da nova queridinha Anne Hathaway (que tinha 2 anos de idade quando Field ganhava seu segundo Oscar). Mas no papel da esposa do homem que a América adora em Lincoln, Field coloca sua invencibilidade à prova. Ganhando ou perdendo, seu feito no Oscar seguirá notável.

Prós:
- É a mais veterana das indicadas e configura com propriedade o “comeback of the year” tão bem cultivado pela Academia ao longo dos anos
- Está no elenco do filme recordista de indicações do ano
- Existem vários atores no ano com a possibilidade de ganhar uma terceira estatueta. Pode se beneficiar de um “surto” da academia nesse sentido
- A Academia deu um terceiro Oscar para Meryl Streep no ano passado
- Ganhou alguns prêmios da crítica
- Ser querida por muitos membros da academia

Contras:
- Não é a melhor atuação do filme e nem de sua carreira
- Meryl Streep precisou ser indicada 13 vezes para ganhar seu terceiro Oscar e essa ainda é a primeira indicação de Field desde que faturou seu segundo
- Não ganhou nenhum prêmio major
- A ideia de que dois Oscars já são mais do que suficientes para o tamanho de seu talento
-Atrizes jovens ou pouco experimentadas têm triunfado nesta categoria nos últimos anos

Terceira indicação
Indicações anteriores
Atriz por Norma Rae (1980)
Atriz por Um lugar no coração (1985)

Vitórias anteriores
Atriz por Norma Rae (1980)
Atriz por Um lugar no coração (1985)


A favorita

Ela não é a favorita ao prêmio, mas nenhuma das indicadas goza de tanto prestígio quanto Amy Adams, indicada ao Oscar por quase todos os papéis dramáticos que fez entre 2005 e 2012. Na pele da rigorosa e inflexível mulher do líder da emergente seita A Causa em O mestre, Adams dá, uma vez mais, um vaticínio de sua versatilidade e talento. Não deve ganhar o Oscar este ano, mas seguirá como favorita da Academia.

Prós:
- De todas as concorrentes, é a que acumula maior número de indicações tanto ao longo da carreira como no período recente
- Defende uma atuação pontuada por silêncios, mas de muita expressividade. Um contraponto a performances mais espetaculosas presentes na categoria
- A frequência com que vem sendo lembrada na categoria pode ser um ponto de desequilíbrio a seu favor

 Contras:
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
- Não defende a melhor atuação do filme e pode ser ofuscada aos olhos dos votantes por seus colegas de cena também indicados
- Não é o melhor trabalho pelo qual foi indicada ao prêmio e todo mundo sabe disso

Quarta indicação
Indicações anteriores
Atriz coadjuvante por Retratos de família (2006)
Atriz coadjuvante por Dúvida (2009)
Atriz coadjuvante por O vencedor (2011)


A minimalista

Muita gente questiona, para não citar os que contestam, a indicação de Jacki Weaver. Como a pessoa mais sã na família disfuncional que move O lado bom da vida e com uma atuação praticamente restrita a gestos e olhares, Weaver capitaliza votos solidários a atuações minimalistas que favorecem o fluxo do filme. Já havia sido assim em O reino animal, pelo qual obteve sua primeira indicação há dois anos.

Prós:
- Assim como Adams, defende uma performance em que os silêncios falam
- Sua nomeação, pode-se dizer, foi a mais surpreendente e inesperada da lista. Uma vitória nesses termos seria coerente
- Integra o elenco mais festejado pela academia em 31 anos

Contras:
- Não foi indicada a nenhum prêmio major da temporada e isso pesa contra suas chances
- A pecha de que a indicação já é suficiente
- É a única estrangeira na categoria

Segunda indicação
Indicação anterior
Atriz coadjuvante por Reino animal (2011)

A queridinha da América

Nenhuma atriz americana hoje ostenta com tamanha naturalidade essa coroa que não se ajustou em nenhuma cabeça desde que Julia Roberts perdeu seu posto. Querida pela crítica e adorada pelo público, Anne Hathaway vez ou outra não encontra elogios, como ocorreu no equivocado Um dia, mas geralmente conta com a boa vontade. Tanto o é que assumiu o favoritismo inconteste na corrida pelo Oscar de coadjuvante praticamente por uma única cena do musical Os miseráveis. Ela já foi princesa, jornalista, vítima do Parkinson e agora se prepara para o papel mais glorioso de sua carreira: o de vencedora do Oscar.

Prós:
- Ganhou todos os prêmios majors da temporada
- Tem uma cena de alta voltagem emocional e na qual ainda canta
- Atrizes costumam ser premiadas por musicais nessa categoria. Todas as que foram indicadas nos últimos dez anos (Jennifer Hudson por Dreamgirls e Catherine Zeta Jones por Chicago) ganharam
- É uma atriz com amparo crítico e ibope popular; uma vantagem que nenhuma de suas concorrentes apresenta
- Atrizes jovens costumam ser premiadas nessa categoria em detrimento de atrizes mais velhas

Contras:
- Já declarou abertamente sua admiração por Sally Field, sua concorrente na categoria e ainda invicta no Oscar
- O filme não é a unanimidade que se esperava
- O fato de Amy Adams, uma presença constante nas últimas edições do Oscar, já merecer um prêmio há algum tempo
- Tem menos tempo de tela do que algumas de suas concorrentes

Segunda indicação
Indicação anterior
Atriz por O casamento de Rachel (2009)

O caminho de volta

Helen Hunt é daquelas atrizes que todo mundo adora. É difícil vê-la ruim em algum papel. O que estivesse faltando, talvez, fossem papéis à altura de seu talento. Como uma terapeuta sexual em As sessões ela volta ao Oscar 15 anos depois de sua única, e vitoriosa, participação. A expectativa é de que a indicação devolva a atriz papéis que lhe desafiem.

Prós:
- É uma atuação em que Hunt precisou driblar o pudor com a cenas de nudez. A academia tende a valorizar esse perfil de atuações entre as mulheres
- Tem mais tempo de tela do que algumas de suas concorrentes
- Não deixa de ser um comeback desse Oscar também
-Conseguiu manter-se entre as indicadas, mesmo com seu parceiro em cena, John Hawkes, excluídos dos indicados a melhor ator
- Sua atuação é elogiada desde o festival de Sundance de 2012. Pode ser uma opção para acadêmicos que não viram todas as performances

Contras:
- Já tem um Oscar e em quinze anos não apresentou muitos trabalhos dignos de prêmios, ao contrário da maioria de suas concorrentes
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
-A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente

Segunda indicação
Indicação anterior
Atriz por Melhor é impossível (1998)

Vitória anterior
Atriz por Melhor é impossível (1998)


sábado, 12 de fevereiro de 2011

OSCAR WATCH 2011 - A peleja das atrizes coadjuvantes


Da esquerda para a direita: Helena Bonhan Carter (O discurso do rei), Amy Adams (O vencedor), Melissa Leo (O vencedor), Heilee Steinfield (Bravura indômita) e Jacki Weaver (Reino animal)


A Matriarca


Melissa Leo, aos 50 anos, está vivendo o auge de sua carreira. Em O vencedor ela encarna uma figura materna controversa, mas que encontra ressonância do lado de cá das telas. Atriz despudorada e de traços fortes, Leo é o tipo de intérprete que desaparece em um papel. Seja ele qual for.


Prós:
+ Ganhou os principais prêmios da temporada (Globo de ouro, SAG e Critic´s choie awards)
+ Faz parte do elenco mais festejado e premiado da temporada
+ No último ano a premiada na categoria também fazia uma mãe relapsa (Mo´Nique por seu desempenho em Preciosa)
+ Faz campanha assídua junto aos votantes


Contras:
- No último ano a premiada na categoria também fazia uma mãe relapsa (Mo´Nique por seu desempenho em Preciosa)
- Pegou mal na indústria o fato da própria atriz ter pagado para veicular anúncios pedindo votos para ela em importantes publicações como Hollywood Reporter e Variety
- A concorrência com a colega de elenco Amy Adams pode roubar-lhe alguns votos cruciais para a vitória
- Não é a melhor atuação entre as selecionadas e, como já foi bastante premiada na temporada, esse fato pode começar a pesar



Segunda indicação
Indicação anterior: melhor atriz por Rio congelado (2009)



A outra matriarca

Não fosse pela lembrança do Globo de ouro e essa australiana de forte ligação com o teatro não estaria na lista das indicadas ao Oscar. Jacki Weaver, 63 anos, já fez cinema e TV. Sempre sem chamar muita atenção. Em Reino animal ela se reinventa. Como a matriarca de um clã de bandidos, ela explode na tela. Em todos os sentidos.


Prós:
+ Uma atuação que se impôs por talento e merecimento. Sem a força das campanhas, amizades e interesses. Pode ir mais longe


Contras:
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente
- É a menos famosa entre as indicadas
- Poucas pessoas viram seu filme e muitas darão preferência a outras produções oscarizáveis
- É uma categoria em que predomina um perfil jovem de premiada


Primeira indicação


Sem encantamento


Quase ninguém percebe, mas um dos diamantes do cinema americano é italiano de nascença. Amy Adams, que aos 36 anos alcança sua terceira indicação ao Oscar, construiu uma carreira sólida alternando projetos comerciais como Encantada e Uma noite no museu 2 e filme mais ambiciosos como Dúvida e este O vencedor, pelo qual concorre ao Oscar em 2011. Aqui ela aparece sem vaidades, um pouco enfeada, mas ainda assim dona de uma graciosidade que faz reverberar em todas as suas personagens.


Prós:
+ Por ser sua terceira indicação em seis anos, há quem possa achar justo premiá-la
+ Está melhor no filme do que sua colega de elenco Melissa Leo
+ Pode se beneficiar da overdose de Melissa Leo nas premiações que antecedem o Oscar
+É uma figura querida na academia e é sempre muito simpática. Tem fãs de diversas orientações dentro do colegiado. Desde o dramaturgo John Patrick Shanley (que a dirigiu em Dúvida) até o diretor Walter Salles (que está gravando com ela o filme On the road).


Contras:
- Largou atrás na concorrência com Melissa Leo
- Existe a percepção de que ela ainda irá apresentar seu grande desempenho da carreira e pode ser premiada na categoria de atriz (está vinculada há pelo menos dois anos a um projeto sobre a vida de Janis Joplin)
- Ganhou apenas um prêmio da crítica na temporada. Entre as concorrentes é que menos troféus conquistou


Terceira indicação
Indicações anteriores: melhor atriz coadjuvante por Retratos de família (2006) e melhor atriz coadjuvante por Dúvida (2008)



A sra. Burton

Helena Bonhan Carter mantém a tradição de termos, ao menos, uma britânica concorrendo nesta categoria. Aos 44 anos, a atriz conquista sua segunda indicação ao Oscar. Esposa do excêntrico Tim Burton, Carter se aproximou do marido também na arte. Musa de seu marido nas telas, chega ao Oscar como majestade. Se dependesse do séquito de fãs (dela e do marido) o Oscar já seria dela.


Prós:
+ Está em um dos filmes favoritos da temporada
+ Pode se beneficiar do apoio da classe dos atores ao filme
+ Inglesas têm o histórico de triunfarem nessa categoria e a última a vencer foi Tilda Swinton em 2008


Contras:
- Assim como Amy Adams só ganhou um prêmio em toda a temporada.
- Como Colin Firth e Geoffrey Rush brilham mais no elenco, suas chances de premiação diminuem
- A última inglesa a triunfar na categoria foi Tilda Swinton em 2008
- Nos últimos dez anos nenhuma vencedora nesta categoria estava em um filme de época
- Ela e o marido são muito reclusos e isso pode afastar alguns votos


Segunda indicação
Indicação anterior: melhor atriz por Asas do amor (1999)



A prodigiosa


Ela tinha apenas 12 anos quando começou a rodar o filme que pode mudar sua vida. Hoje, com a nomeação para o Oscar, e o peso de ter ganhado o maior número de prêmios entre as concorrentes por seu papel em Bravura indômita, Hailee Steinfield ainda não sabe como o futuro será. Com 14 anos e sem projetos para o cinema, a atriz que impressionou com sua estréia fará um bem para os cinéfilos se optar pela carreira artística.


Prós:
+ Ganhou a maioria dos prêmios da crítica
+ A academia adora reconhecer trabalhos de estréia. Geralmente esse reconhecimento se dá nessa categoria
+ Crianças já foram premiadas nessa categoria antes
+ Seria uma forma de reconhecer o filme dos irmãos Coen no caso de uma premiação pulverizada
+ Ela tem mais tempo em tela do que todas as suas concorrentes


Contras:
- O fato de Melissa Leo ter a prioridade por ser uma atriz veterana
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente
- Não ter ganhado nenhum prêmio major, o reconhecimento a atuação de Hailee veio todo da crítica americana


Primeira indicação