segunda-feira, 3 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - A cara do Diabo


Há certas pessoas que são cults, sem precisar fazer muito esforço. O músico, ator e literato, Tom Waits, é uma delas. Aos 60 anos e com uma indicação ao Oscar nas costas, pela canção do filme Do fundo do coração (1982), ele é o diabo de Terry Gilliam em O mundo imaginário do doutor Parnassus. Esse ano ele já foi visto como um engenheiro maltrapilho em O livro de Eli, dos irmãos Hughes e também esteve recentemente em Domino de Tony Scoot e Sobre café e cigarros de Jim Jarmusch. Como se vê, somente em obras que se pretendem arroubos de estilo e estética. Como ator, seu trabalho mais elogiado permanece a pequena participação em Short Cuts – cenas da vida (1993) de Robert Altman. O diabo guloso e apostador de O mundo imaginário do doutor Parnassus promete roubar essa posição.

ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Pílulas de ferro


Maior e melhor!


Exatos dois anos depois de arrebatar público e critica, Robert Downey Jr., Jon Favreau e toda a turma (e mais alguns coleguinhas) estão de volta ao centro do espetáculo. E como manda o figurino, tudo vem em maior escala. Mais mocinhas, mais vilões, mais heróis, mais efeitos especiais, mais piadas, mais merchandising e, se tudo der certo, mais dinheiro em caixa também.

O show é dos bad boys
Dessa vez Robert Downey Jr. Não é o único bad boy comandando o show. Mickey Rourke (que também viu a luz recentemente) vive o vilão Chicote negro (embora não seja chamado como tal durante toda a metragem da fita). Rourke faz, com eficiência, uma caricatura vilanesca. “O lado negro” de Tony Stark, como Rourke classificou em entrevistas, é um vilão carismático, embora esquecível.


Eu, Howard Hughes
Pode parecer sutileza, pode ser desnecessário; certamente muitos não irão notar. Mas entre as milhares de referências conjugadas em Homem de Ferro 2, a mais divertida é a analogia entre Tony Stark e o magnata Howard Hughes. Ambos milionários extravagantes e donos de personalidades narcísicas. Além do diretor Favreau realizar uma cena claramente inspirada em O aviador de Martin Scorsese, há uma brincadeira com o asco de Stark em pegar coisas que pessoas estranhas lhe entreguem. Algo que não havia no primeiro filme. Mais inside joke impossível.


Roubando a cena


Não foi bem uma roubada de cena. Pelo menos não como a convenção sobre o termo sugere (convenhamos que não é fácil roubar a cena de Robert Downey Jr., ainda mais quando tudo converge para ele). Contudo, Sam Rockwell chegou bem perto disso, com sua personificação de Hammer. O rival de Stark no ramo de armas militares que abraçou o pentágono quando Stark tirou seu time de campo no final do primeiro filme. Rockwell faz um tipo afetado, cheio de retórica e muito divertido. A certa altura dispara: “Isso, eliminem a concorrência!” Com o desfecho da trama de seu personagem, ele não deve voltar para o terceiro filme. A bravata de Hammer é, portanto, pura metalinguagem.


Deixando a casa em ordem
E Homem de ferro 2 prepara o terreno para o filme dos Vingadores, que está prometido para 2012. Além de referências explícitas a outros integrantes do super grupo de heróis (como Capitão América e Thor), o projeto é abordado abertamente entre Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Tony Stark. Aliás, a Shield (organização paramilitar que auxilia na elaboração do super grupo) já aparece bem mais vitaminada nesse segundo filme. Para o espectador não se perder na matemática, os eventos de Homem de ferro 2 passam-se antes do filme O incrível Hulk (2008). Thor e Primeiro vingador: Capitão América devem encerrar os preparativos para o filme do grupo de heróis da Marvel.

Meninas (nem tão) poderosas


Era grande a ansiedade para ver Gwyneth Paltrow e Scarlett Johansson em cena. Depois de relatos de ataques de ciúmes nos sets e de muito frisson sobre a Viúva negra (personagem de Scarlett) e os rumos do relacionamento entre Tony e Pepper, pouco corresponde a tamanha expectativa. Pouco tempo em cena, plots mal desenvolvidos e função de tapetes para Downey Jr. Brilhar. Uma é promovida a presidente da Stark industries e a outra é uma super agente russa. Mas corre o risco de você não notar isso.

Para ser campeão
Já começou. Homem de ferro 2 deu a largada na temporada mais lucrativa do cinema americano. Estreou em 53 mercados (nos EUA, China e Alemanha estréia na sexta dia 7) e liderou em 52 deles. Mais de U$ 110 milhões em caixa nesse primeiro fim de semana. O filme já superou, na bilheteria internacional, a estréia do filme original. Resta esperar pelo desempenho nas bilheterias ianques. De qualquer maneira, o saldo já é positivo.

domingo, 2 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: 4 - Match point-ponto final

"Tem momentos em uma partida que a bola bate no topo da rede, e por um segundo, ela pode ir para frente ou para trás. Com um pouco de sorte, ela vai para frente e você ganha. Ou talvez não, e aí você perde”.

Sinopse
Chris é um ex-jogador de tênis que vislumbra a chance de subir na vida ao se envolver com a irmã de um aluno seu. No entanto, ele se apaixona perdidamente pela namorada desse seu aluno e futuro cunhado. Inspirado em "Crime e Castigo", de Dostoievski.

Comentário
O mundo já não esperava mais um cinema vigoroso e surpreendente de Woody Allen. Sem financiamento nos EUA ele seguiu para a Europa para reinventar seu cinema sendo ele mesmo. Matcht point – ponto final é puro Woody Allen e ainda assim consegue ser um filme oxigenado, sensual, cativante e surpreendente. A história de um alpinista social que espera aflitamente colher o que plantou, arrebatou platéias do mundo todo e deixou a critica boquiaberta com a invejável forma do texto de Allen. Matcht point é um filme muito bem resolvido na confluência de referências de que se serve e na moral vaticinante, e em toda revisita impactante, que Allen alcançou. Um exemplo de dramaturgia pulsante e envolvente que poucos são capazes de tecer hoje em dia.
A tragédia e o destino, parece dizer Allen, não são favas tão contadas quanto fazem crer nossa vã filosofia. Com um final insubordinado a convenções do cinema clássico, Allen estabelece-se como referência. Não que ele já não o fosse.

Prêmios
Indicado ao Oscar de roteiro original; indicado ao César de melhor filme estrangeiro; Goya de melhor filme europeu; melhor atriz coadjuvante pelo círculo de críticos de Chicago; 4 indicações ao Globo de ouro (filme/drama, direção, roteiro e atriz coadjuvante);

Curiosidades
- Woody Allen já declarou que considera este filme o seu melhor trabalho como roteirista e cineasta
- É o primeiro de três filmes ingleses do diretor. Os outros dois foram Scoop – o grande furo e O sonho de Cassandra
- É também o primeiro filme estrelado pela nova musa de Allen, Scarlett Johnansson. Estiveram juntos também em Scoop – o grande furo e Vick Cristina Barcelona
- É o filme de maior metragem do cineasta, 124 minutos.
- Junto com Vick Cristina Barcelona e Hannah e suas irmãs é o maior sucesso de bilheteria da carreira do cineasta
- Jonathan Rhys Meyers aprendeu a jogar tênis para deixar seu personagem mais crível
- Woody Allen já havia feito um filme de temática semelhante. No entanto, Crimes e pecados (1989) era menos dramático e tenso
- O filme marcou o começo do que a Vanity Fair chamou de “segunda grande fase” da carreira de Allen

Ficha técnica
título original:Match Point
gênero:Drama
duração:02 hs 04 min
ano de lançamento:2005
estúdio:BBC Films / Magic Hour Media
distribuidora:DreamWorks Distribution LLC / PlayArte
direção: Woody Allen
roteiro:Woody Allen
produção:Letty Aronson, Lucy Darwin e Gareth Wiley
música:Remi Adefarasin
figurino:Jill Taylor
edição:Alisa Lepselter
Elenco: Jonatan Rhys Meyers, Scarlett Johansson, Mathew Goodie e Briam Cox

Fonte: arquivo pessoal


ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - Insight

Um louco chamado Terry Gilliam



Existem cineastas que são cultuados por suas esquisitices e existem cineastas que são cultuados pela capacidade de transformar esquisitices em arte. O americano Terry Gilliam, que já avança aos 70 anos de idade, é um dos poucos que pertencem tanto a um grupo quanto ao outro. Um dos homens por trás do cultuado Monty Python (série de TV que também rendeu alguns idolatrados filmes nas décadas de 70 e 80), é um diretor inquieto e ansioso por reproduzir os delírios mais variados. Desde que seus; de preferência. Gilliam já declarou mais de uma vez que prefere dirigir roteiros que escreva ou que, no mínimo, colabore ativamente na confecção.
Depois do período com o Monty Python e de exercitar um senso de humor ácido, o diretor balançou as estruturas vigentes na década de 80 com uma ficção científica pessimista. Brazil – o filme, estrelado por Robert De Niro e Iam Holm, foi considerado por muitos como a melhor tradução de 1984, o livro de George Orwell. Gilliam foi, inclusive, indicado ao Oscar pelo roteiro do filme.

O diretor em momento quem tem medo do lobo mau?


Seus filmes geralmente apresentam exuberância visual e são, em sua maioria, experiências herméticas. Não são filmes para um espectador amplo. Seja pela veia corrosiva do cineasta (seus filmes não obedecem fórmulas hollywoodianas), seja por sua resistência em tornar-se mais aprazível para o grande público. Um de seus maiores sucessos de público e crítica, tendo sido inclusive indicado a vários Oscars, Pescador de ilusões (1991) é o trabalho que menos se orgulha de ter feito, conforme já declarou em entrevista a revista americana Rolling Stone. Pudera. Foi este o único filme em que não esteve envolvido com o processo de roteirização.
Curiosamente, passaram-se 4 anos entre esse e o filme sequente da carreira de Gilliam. Os 12 macacos (1995), que trazia Brad Pitt e Bruce Willis em uma ficção apocalíptica e bastante elaborada, foi o segundo maior sucesso de público do cineasta. Até hoje segue como o último.
Desde então, o diretor realizou três filmes. Dois dos quais debutaram e competiram no festival de Cannes. Os dois últimos com Heath Ledger. Os irmãos Grimm (2005) e O mundo imaginário do doutor Parnassus (2009). Por quem confessa: “Me apaixonei! Era um ator completo e melhor a cada take”, relatou a Entertainment Weekly em memorial que a revista preparou em homenagem ao aniversário de um ano da morte do ator ano passado.

Gilliam abraça Heath Ledger em Veneza onde exibiram Os irmãos Grimm em 2005
Terry Gilliam há anos planejava filmar a tragédia de Dom Quixote. Finalmente, com Johnny Depp (que dirigiu em Medo e delírio em Las Vegas e em O mundo imaginário do doutor Parnassus) a bordo, o filme entrou em pré –produção. “Aos 70 anos vou realizar meu sonho de criança”, disse ao site Ain´t it cool news sobre sua expectativa quanto ao filme.
Terry Gilliam refuta o título de visionário que muitos tentam lhe atribuir. Ficou famosa uma fala sua que pode ser encontrada no site IMDB: “Um dos maiores visionários de Hollywood? Eu não sou nem mesmo um diretor de Hollywood”. Como se vê, o senso de humor continua sendo a base de Gilliam que pode ser incomum, mas não é louco. Afinal de contas, já disse que seus atores preferidos são Johnny Depp, Tom Waits e Heath Ledger. Se ele é louco, todos somos.
Gilliam em momento toda loucura é relativa...

critica - Tudo pode dar certo

Econômico e eficiente!

Tudo pode dar certo (whatever works, EUA 2009) marca o retorno de Woody Allen a Nova Iorque, a verborragia deixada de lado nos recentes trabalhos - e que lhe é característica - e ao desacordo com a crítica que lhe torceu o nariz (em muito por que parte da critica considerou o trabalho um retrocesso criativo). Filmando um roteiro que abandonara nos anos 70, Allen retoma aquele modelo de filme que valoriza um humor irônico, sarcástico e de deslocamento. Com belos e ácidos diálogos, Tudo pode dar certo se desenvolve com certa previsibilidade para quem conhece o trabalho do diretor que data dos idos dos anos 70 e 80, mas nem por isso torna-se uma experiência menos agradável.
Boris Yellnikoff (Larry David) é um físico aposentado, rabugento e descontente com a vida. O intragável Boris vai, ao seu jeito, se seduzir pela jovem e encantadora Melody (Evan Rachel Wood) que chega a Nova Iorque fugida da família conservadora e com alguns sonhos na bagagem. Em um misto de atração pela personalidade exótica de Boris e de desamparo, Melody apaixona-se pelo imponderável e acabam casando-se. A convivência do improvável casal rende alguns bons momentos à pena de Allen, muito bem potencializados pelos atores.

Os opostos se atraem: O turrão Boris e a doce Melody em um típico passeio no parque

A escolha de Larry David (roteirista de Sienfield e criador e protagonista do seriado da HBO Segura a onda) foi das mais felizes do diretor. O humor negro de David em muito se assemelha ao de Allen, o que possibilita ao público do diretor identificá-lo rapidamente como um alter ego apropriado. Ainda assim, David é um comediante arejado e com expressão e timing cômico diferentes de Allen; o que ajuda a diminuir o sentimento de repetição. Afinal, Woody Allen sempre vive Woody Allen, mas Larry David como Woody Allen é algo, ao menos, inusitado.
Com uma estrutura econômica, Allen faz seu personagem se dirigir para a platéia, quase como em um monólogo existencial. Estão lá a rabugice de Allen, sua antipatia pelas organizações religiosas e as tradicionais piadas étnicas. Tudo funcionando as mil maravilhas. A moral de Allen não é nova, mas vem repaginada. No final das contas, todo conservador é um liberal enrustido e o acaso é mais insidioso do que lhe damos crédito. Você já ouviu isso de Allen antes, mas ele é um ótimo contador de histórias. Vale a pena ver de novo.

O prazer do reconhecimento

"O maior prêmio que um homem pode ansiar é o reconhecimento", a frase emprestada de um dos maiores mitos americanos, John Kennedy, ilustra o significado dessa deferência a mim concedida pelos cinéfilos amigos e blogueiros Alan e Cris, dos blogs Cinema público e Madame Lumière. Agradeço a eles imensamente e retribuo a gentileza, pois são igualmente dignos dessa distinção. Estendo o gesto aos demais blogs:


Cinebuteco
Cinéfila por natureza
Apaixonada por cinema
Cinepipocacult
Cinecabeça
Cinefreud
Galvaniso & arte fluída
Pós premiere
No mundo agora, ano 2


O Que é Prêmio Dardos?

O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.


Após receber o selo deve-se seguir algumas regras:
- Exibir a imagem do selo no blog.
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sábado, 1 de maio de 2010

Especial Tetro - Desvendando Tetro


Tetro é o primeiro roteiro original de Francis Ford Coppola desde A conversação (1974). É seu primeiro filme rodado inteiramente na Argentina e seu primeiro filme em preto e branco desde O selvagem da motocicleta (1983). Tetro também rendeu a Coppola um contratempo curioso. Seu estúdio na Argentina foi arrombado e, entre outras coisas que os assaltantes levaram, furtaram o computador com o roteiro original do filme. Coppola teve que reescrevê-lo confiando na memória e em seu instinto para dar vivacidade a história de dois irmãos às voltas com o passado e com toda a animosidade que a memória dele desperta.
Em Tetro, Bennie (Alden Ehrenreich) chega a Buenos Aires para visitar seu irmão, Tetro (Vincent Gallo), desaparecido há muito tempo. Durante sua estadia com o irmão e sua namorada, interpretada pela argentina Maribel Verdú, uma rivalidade adormecida irá surgir e a memória de um passado cheio de ressentimentos irá se impor.
A angústia em preto e branco: tragédias familiares voltam a assombrar o cinema de Coppola


Coppola admitiu durante o festival de Cannes do ano passado, quando o filme foi exibido pela primeira vez, que existem fortes elementos biográficos na trama, mas que há o predomínio da ficção. “Meu pai não é um músico de fama internacional”, brincou o diretor em referência ao pai dos personagens principais. Carlo, imigrante italiano na Argentina, muda-se para Nova Iorque com a família após a consagração artística. A arte, aliás, é companheira das angústias dos personagens de Tetro. O protagonista é um poeta frustrado, um escritor não publicado, um “gênio falido” como classifica sua namorada. E Coppola captura tudo isso como quem pinta um quadro expressionista. “O preto e branco apenas parecia a ferramenta mais apropriada para dar vida a essa história”, disse o diretor na coletiva em Cannes.
Coppolla foi só elogios para seu ator principal, Vincent Gallo. Mas Gallo não era a primeira escolha do diretor. Matt Dillon que já havia trabalhado com Coppola em O selvagem da motocicleta era a primeira opção do cineasta, mas Dillon não tinha espaço em sua agenda para filmar na Argentina. Foi o ator quem sugeriu que Coppola olhasse para Gallo com atenção. O diretor se disse satisfeito com a escolha, mas Tetro não agradou a crítica em Cannes; nem mesmo a critica americana, sempre condescendente com Coppola. Para eles, Gallo é um dos responsáveis pelo insucesso da fita.


O diretor e seus dois atores principais nos sets argentinos


Por isso mesmo, nada melhor do que o próprio Coppola para defender seu filme, não é mesmo? Claquete apresenta um curto vídeo, que o próprio Coppola gravou, em que ele explica um pouco mais de Tetro.



De olho no futuro...


Novas imagens de Jonny Depp e Angelina Jolie em O turista
Um dos filmes mais aguardados de 2011 e dos mais falados em 2010. O turista, dirigido pelo alemão Florian Von Donnersmarck (A vida dos outros), traz Johnny Depp e Angelina Jolie em um suspense com pitadas de erotismo. Esta semana foram divulgadas novas imagens da produção. Confira!


E semana que vem tem Freddy Krueger
Estreou ontem nos EUA e chega semana que vem aqui no Brasil o remake de A hora do pesadelo. Por trás da pesada maquiagem de Freddy Krueger está o ator Jackie Earle Haley de Pecados íntimos e Watchmen. Para aguçar a curiosidade dos fãs e nostálgicos dos filmes de terror B dos anos 80, um clipe do filme que chega no dia 7 de maio.




Notícia velha, mas perto de se tornar oficial
Brad Pitt foi visto perambulando nos sets de Sherlock Holmes. Você ficou sabendo dessa notícia aqui mesmo em Claquete. Já na ocasião especulava-se sobre uma possível aparição do astro no filme. Ela não ocorreu. Mas o vilão do segundo filme, cuja apenas a voz ouvimos no primeiro, pode ser Brad Pitt, apontam os principais sites de notícias americanos. Sherlock Holmes 2 também será rodado em 3D, como estão sendo 9 em cada 10 filmes da Warner Brothers.

Definido o diretor de Amanhecer
A Summit confirmou essa semana o nome de Bill Condon na direção do quarto filme da saga Crepúsculo, Amanhecer. Depois de ter sinalizado que o último filme seria dividido em dois, o estúdio voltou atrás da confirmação. Segundo posição oficial, isso é um assunto para ser debatido com o diretor do filme, no caso Condon. Entre os principais créditos do diretor estão os filmes Deuses e monstros, Kinsey – vamos falar de sexo e Dreamgirls. Ele é o diretor de maior prestigio a assumir um filme da saga criada por Stephenie Meyer. Enquanto isso, a pós- produção do terceiro filme, que estréia mundialmente em 30 de junho, continua enfrentando problemas. A Summit não gostou do corte final da fita apresentado por David Slade e chamou a diretora do primeiro filme, Catherine Hardwicke para rodar novas cenas e apresentar uma versão diferente. Slade e Summit azedaram a relação de vez. O diretor não atendeu aos pedidos do estúdio de participar dessa refilmagem.
Condon e o trocadilho infame: caberá a ele o crepúsculo da saga Crepúsculo

Editorial - O mês da arte

Existe uma eterna batalha, às vezes velada, às vezes declarada, entre os filmes de arte e os filmes comerciais. Uma batalha de muitas facetas, vertentes e interpretações que têm na frase cunhada por Millor Fernandes uma bela tradução do senso geral: “Se um filme faz dinheiro é comercial, se é fracasso é arte”. É mais ou menos essa a percepção dominante. Um erro grosseiro, diga-se. A arte é muito mais fluída do que sugerem rótulos engessados pelo tempo. E cabe ao cinema e a artistas inquietos como Terry Gilliam, Ridley Scoot, Francis Ford Coppola e Roman Polanski (todos com lançamentos previstos para esse mês) afirmar o cinema como arte conceitual. É inegável, porém, o apelo comercial de alguns produtos que não deixam também de ser arte. Como o novo filme de Ridley Scoor, Robin Hood, que abrirá o festival de Cannes em 12 de maio. Por falar em Cannes, o leitor de Claquete terá a cobertura do que de melhor acontece no festival diariamente no especial Cannes updated.
Há quem diga, também, que a verdadeira arte que o cinema perpetra é arrastar multidões para ver os blockbusters. Mas essa é a arte dos americanos. Em maio, eles irão praticá-la bastante. Fúria de Titãs, Sex and the city 2 e A hora do pesadelo são alguns dos aguardados lançamentos do mês. Mas os mais esperados pelo (e)leitor de Claquete são Tetro, nova produção do diretor de O poderoso Chefão, e O mundo imaginário do doutor Parnassus. Dois filmes fracassados comercialmente e como diria Millor, artísticos por vocação. Você poderá sabe mais sobre esses dois longas nos especiais dedicados a eles que o blog organizará. Ainda fechando a conta de abril, as críticas de Homem de ferro 2 e Alice no país das maravilhas também pintam por aqui.