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domingo, 7 de julho de 2013

Insight - Férias e cinema

Julho é mês de férias até para quem não está de férias. Explica-se: é um mês que, fruto da herança dos tempos de escola, todos identificam como um mês mais diversionista. O trânsito nas estradas diminui e a frequência nos cinemas e demais espaços culturais aumenta, mesmo que para a maioria da população nada mude no bendito julho. Com esse espírito, Claquete aponta diversos programas para quem sai de férias, para quem experimentará breves folgas e para quem está lendo esse texto e pensando em socar a tela do computador porque não vislumbra a possibilidade de férias por perto.



Cinema em profusão
O mês de julho promete ser agitado nas telas de cinema. Os super-heróis, como de hábito, são o carro chefe do período de férias. Super-homem, com filme novo, volta aos cinemas, mas o tom sério que incomodou alguns críticos sinaliza que o filme é indicado para crianças grandinhas. Já Wolverine: imortal é uma pedida que garante diversão tanto para adolescentes como para adultos. Ainda na base do filão “quero arrasar seu quarteirão”, o mês apresenta O cavaleiro solitário, nova empreitada de Gore Verbinski com o ator Johnny Depp depois de Rango e dos três primeiros Piratas no Caribe, e as animações Meu malvado favorito 2 e Turbo que devem engrossar a vistosa arrecadação das animações em 2013 e rivalizar com a bem aventurança de Universidade monstros nas bilheterias nacionais.
Opções mais segmentadas para entretenimento são Truque de mestre, O casamento do ano e Muito barulho por nada, filmes que devem fazer valer o ingresso do público adulto no mês.
Para quem gosta do cinema mais alternativo, julho deve ter a estreia do novo longa de Terrence Malick (Amor pleno), constantemente adiado, do novo filme argentino estrelado por Ricardo Darín (Tese sobre um homicídio), do francês Renoir, sobre o famoso pintor e seu famoso filho cineasta e o independente americano Pelos olhos de Maise, com Julianne Moore.

Em casa
Não faltam opções para curtir bons filmes no conforto do lar. Desde maratonas à estreias na TV por assinatura, passando por filmes obrigatórios já disponíveis nas locadoras e megastores. Divirta-se!

Em dia com o homem de aço
O Superman vem aí! Que tal rememorar todos os filmes do personagem e constatar como ele foi se distanciando, em matéria de qualidade, da primeira vez que Christopher Reeves levantou voo em 1978.

Maratona the brits are coming
Os atores ingleses tomaram conta do cinema americano. Vale a pena (re)ver alguns dos principais personagens americanos defendidos por atores da terra da rainha.

Lincoln
O presidente mais idolatrado da terra do tio Sam vivido pelo inglês Daniel Day Lewis.

O espetacular homem aranha
Andrew Garfield é um Peter Parker repaginado na nova franquia assinada por Marc Webb.

Trilogia do cavaleiro das trevas
O inglês Christopher Nolan escalou o galês Christian Bale, e o país de Gales compõe a coroa britânica, para viver o atormentado Bruce Wayne em sua elogiada versão do morcegão.

Wolverine é canadense e Hugh Jackman, australiano


Se liga no Megapix!
Canal de maior audiência da TV por assinatura no segmento de filmes, o Megapix promete um mês de julho movimentado em sua programação.

Especial top 5 férias (domingo, 14 de julho, a partir das 14h)

Velozes e furiosos: desafio em Tóquio
O terceiro filme da franquia Velozes e furiosos estrelado por Lucas Black

O melhor amigo da noiva
Patrick Dempsey descobre que ama a amiga (Michelle Monaghan) que está para se casar com um partidão

Muita calma nessa hora
Três amigas decidem viajar para Búzios para recarregar as baterias e acabam vivendo situações absurdas e divertidas

A pantera cor de rosa 2
Steve Martin volta a viver o inspetor Jacques Clouseau em uma missão para recuperar um diamante em Paris

Antes só do que mal casado
Ben Stiller percebe na lua de mel que casar não foi um bom negócio.




Quatro filmes que estarão entre os melhores do ano que você tem que ver:
Killer Joe – matador de aluguel
Matthew McConaughey na melhor atuação de sua carreira em uma trama alucinada sobre psicopatia, ignorância, violência sexual e muitas outras digressões humanas.

César deve morrer
O sentido de arte tem seu escopo ampliado nesse filme que acompanha a produção da encenação da peça Júlio César por presidiários italianos.

O lado bom da vida
Vencedor do Oscar de melhor atriz, e indicado a outros sete prêmios (incluindo melhor filme), este filme mostra como transtornos mentais e sociais são o famigerado “the next best thing”.

Jack, o caçador de gigantes
Com previsão de lançamento nas locadoras e megastores na última dezena do mês, essa aventura inspirada na fábula de João e o pé de feijão é perfeita para o clima nostálgico de fim de férias.

Filmes imperdíveis na tv por assinatura

Drive
Uma ode ao policiais americanos setentistas estrelado por Ryan Gosling com fotografia e trilha sonora ultra estilizadas.
Sexta (12) às 22h no Telecine Premium

Shame
O vício em sexo sob a ótica demolidora de Steve McQueen em atuação notável de Michael Fassbender.
Domingo (21) às 21h no MAX

Fausto
Grande vencedor do festival de Veneza 2011, o filme de Aleksandr Sokurov debuta na TV por assinatura com toda a sua densidade narrativa e exorbitância visual.
Domingo (28) às 22h no Telecine Cult

Nota de rodapé
A rivalidade entre pai e filho rende essa ácida comédia israelense que competiu em Cannes no passado.
Domingo (14) às 21h no MAX

ParaNorman
Um garoto com a incrível habilidade de se comunicar com os mortos e os prejuízos que isso traz a sua capacidade de sociabilização.
Sábado (20) às 22h no Telecine Premium

007 – Operação Skyfall
O mais recente filme de James Bond, considerado por muitos o melhor de toda a franquia.
Sábado (27) Às 22h no Telecine Premium  


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um olhar sobre "The newsroom"



Chega ao fim no próximo domingo na HBO Brasil “The newsroom”, nova série criada por Aaron Sorkin – autor de produções como “The West Wing” e “Studio 60 on the sunset strip”. O drama que acompanha o dia a dia de um programa de notícias da fictícia ACN, no entanto, é seu primeiro show depois do Oscar conquistado pelo roteiro de A rede social.
“The newsroom” tem provocado um racha na crítica especializada e dividido jornalistas ao redor do mundo. Isso porque Sorkin abre mão do cinismo que costuma pontuar a retratação da mídia em Hollywood, mas não abre mão de um discurso levemente politizado. Em “The newsroom”, Sorkin parte de eventos reais para tecer um comentário pessoal sobre como a imprensa televisiva, em particular, e a mídia, de maneira geral, deveriam se comportar. De forte convicção esquerdista, Sorkin desce a lenha nos republicanos e usa “The newsroom” como um palanque para defesa de algumas bandeiras democratas.
Há quem enxergue ingenuidade de Sorkin na concepção de "The newsroom". Uma vez que o equilíbrio entre o comercial e o editorial é feito de muito mais choques e consternações do que o programa News Night, ancorado por Will McAvoy (Jeff Daniels), recebe da direção do conglomerado de comunicação do qual faz parte.
No entanto, há quem receba com bons olhos o otimismo indisfarçado de Sorkin na manipulação do que seria a atuação ideal do jornalismo americano. Esse comprometimento com o idealismo é defendido por quem crê que há muito tempo a imprensa desobrigou-se de um de seus pilares fundamentais: informar de maneira contextualizada o cidadão.
Mas se Sorkin acerta no remédio, erra na dose. Em “The newsroom”, a equipe de MacAvoy e Mackenzie McHale (Emily Mortimer), sua ex-namorada e produtora executiva, soa utópica demais e realista de menos. Ainda que haja acuidade na dinâmica da redação e dos personagens, é pouco verossímil a vocação da equipe para sempre buscar a “notícia que vende poucos jornais”. Ainda mais em tempos de crise do atual modelo de jornalismo – cenário pouco aprofundado pela série em suas ilações sobre a internet. Sorkin soa arrogante quando parece querer doutrinar tanto público quanto jornalistas do que realmente importa. São percepções que de alguma maneira gravitam a série, inegavelmente bem escrita, cativante e inteligente nas bifurcações que faz com casos reais como o assassinato de Osama Bin Laden ou as primárias republicanas.
No quarto episódio, seguramente o melhor desta 1ª temporada, Sorkin propõe com alguma inventividade uma discussão interessante sobre diferentes facetas do jornalismo quando Will tenta “civilizar” uma colunista de fofocas em meio a uma fase em que o próprio se vê no centro da cobertura de celebridades.

Em foto da Vanity Fair, Aaron Sorkin (de camisa branca) orienta elenco e equipe no principal set de "The newsroom"


“The newsroom”, indubitavelmente, carrega consigo algumas das melhores características do texto de Aaron Sorkin; e sua visão crítica da América não deixa de ser um deleite para espectadores com algum engajamento político. Contudo, a série não cumpre as expectativas que despertou. É mais um produto para ser veiculado nos primeiros anos da faculdade de jornalismo do que algo essencialmente factível. Nesse sentido, “The newsroom” não deixa de ser uma ostentação tanto da HBO quanto de Aaron Sorkin. É um entretenimento coeso, somente possível em uma plataforma como a HBO, e que objetiva articular ideias e visões políticas a partir de um contexto pretensamente real.
É o tipo de série que você fica em dúvida se realmente gosta, mas que se sente instigado a acompanhar. Talvez por suas potencialidades, talvez pela ingenuidade descrente de Sorkin ou simplesmente pela curiosidade de saber como um jornalístico televisivo é produzido.

domingo, 29 de novembro de 2009

Insight

O cinema invade a TV

Já há algum tempo vemos por aí muitos entendidos de cinema, muitos entendidos de TV e principalmente muitos espectadores de cinema e TV se rendendo as séries. Antigamente os seriados americanos tinham a pejorativa pecha de “enlatados”. Hoje quem ousa usar o termo para se referir as séries daquele país, além de parecer deslocado, demonstra total falta de percepção da realidade. Sim, porque as séries americanas nunca foram tão boas, tão assistidas fora do país e tão comparadas ao cinema. Séries como Familia Soprano da HBO democratizaram o conceito de TV com gosto cinematográfico. A série criada por David Chase mostrava que era possível levar entretenimento pensante e cativante todos os dias para a casa do expectador. Seguiram-se à família de Tony Soprano, preciosidades como Desperate Housewives, Lost, Dexter, Weeds, Em terapia, 24 horas, The big bang theory, Californication, House, The shield, entre outras. Séries com propostas originais, diferentes, inusitadas – por vezes – e extremamente inteligentes. Do mais melodramático drama (Grey´s anatomy e Brothers and Sisters) até a de humor mais corrosivo (Californication e Weeds), tem um show para todos os gostos, com a garantia de qualidade e respeito ao expectador.

Família Soprano: A série abriu caminho para uma produção mais "cinematográfica" na TV


Cinema em casa
Justamente pela qualidade primorosa da grande maioria das séries em exibição na atualidade, que a comparação com o cinema vem sendo aventada. Para muitos, a TV americana chega a ser mais interessante do que o cinema ianque no momento. Exageros à parte, fato é que cada vez mais astros do cinema acham um retiro na TV. Kiefer Sutherland ( 24 horas), Gleen Close (Damages), Tim Roth (Lie to me), Sally Field (Brothers and Sisters),Patricia Arquette (Medium), Tomas Jane (Hung),Anne Heche (Hung), Gabriel Bryne (Em terapia) e Charle Sheen (Two & Half men) são alguns dos casos mais bem sucedidos dessa mudança de ares.
Com salários inflacionados, sets gigantes, orçamentos astronômicos e roteiros mirabolantes, não há muito o que distingua a produção de um filme para uma série em termos de estrutura. As ficções Lost e Fringe, ambas frutos da mente do produtor J.JAbrans, abusam de cenários grandiosos e de efeitos especiais, enquanto que o drama de época Mad men reconstitui com perfeição os anos 60 por meio de figurinos e cenários.
Mas é sem dúvida alguma, a originalidade dos roteiros, a devoção dos atores e o respeito e o espaço dispensados aos autores pelos executivos dos estúdios que têm determinado o atual padrão de excelência na tv americana.

Os homens de Mad men: a série mais badalada da TV americana pela crítica na atualidade

Sobre crises e criatividade
É inegável o avanço que as séries americanas sofreram nessa década. O status de programa intelectual, cult, popular e sofisticado alcançado por algumas dessas séries é, em grande parte, fruto da crise de originalidade contumaz que abateu o cinema americano. Basta dar uma olhada nas bilheterias, ou mesmo nos últimos vencedores do Oscar, para adquirirmos convicção. As 20 maiores bilheterias da década são adaptações de games, quadrinhos ou obra literárias infanto juvenis. Enquanto que dos vencedores do Oscar de melhor filme na década, apenas Gladiador e Crash - no limite são criações originais.
As quarentonas de Desperate Housewives: Enquanto há poucos papéis no cinema, elas reinam na TV

Com o cinema americano apostando em fórmulas certas, restou a TV americana abrigar quem estava disposto a romper com a ordem do dia. Não surpreende que muita gente do cinema tenha seguido esse fluxo e hoje tenham encontrado paz, sucesso e reconhecimento na tv. Com a “amigável” disputa entre tv e cinema, quem ganha é você, espectador, com mais opções e mais qualidade de entretenimento.

Michael C. Hall é Dexter: Nunca houve um psicopata tão tridimensional como ele

domingo, 25 de outubro de 2009

On TV

Semana cheia de estréias


O canal warner channel promove, essa semana, uma porção de estréias e realiza uma despedida. A famosa, importante, e hoje já desprestigiada, E.R chega ao fim. A série que adentrou a história como aquela que revelou George Clooney para o mundo terá seu último episódio exibido pelo canal nessa quarta às 22:00h. Antes disso, o canal exibe um especial com depoimentos de equipe e elenco, além de cenas que marcaram a história da série.

Na segunda, o grande destaque é o retorno de The mentalist. A série estrelada por Simon Baker (de filmes como O diabo veste Prada) foi o maior sucesso da tv americana na temporada passada. Valeu, inclusive, uma indicação ao Emmy para seu protagonista. Patrick Jane (Baker) é um mentalista, pessoas com aguçada capacidade de observação, e dedução, que ajuda a policia de Los Angeles a desvendar crimes. A série, graças ao timing e carisma de Baker, é muito agradável.

Quando ver: Segundas ás 22:00h no Warner Channel

Na terça, as duas principais comédias da atualidade retornam. Two & half men chega a sua 7ª temporada, enquanto que The big bang theory entra em sua 3ª temporada. Enquanto a primeira prima por um humor mais grosseiro e irascível, a segunda privilegia um humor mais inteligente e sutil. De qualquer forma, as duas são ótimas pedidas.

Quando ver: Terças ás 21:00 no Warner Channel

Na quinta é a vez de The vampire diares. A série, que estreou na verdade na quinta -feira passada, embora seja adaptada de uma obra literária mais antiga do que Crepúsculo, guarda muitas similaridades com a saga de Edward e Bella. É indicada para o fãs de Crepúsculo e de dramas teens.

Quando ver: Quintas ás 21:00 no Warner Channel

Apesar das boas novidades, a melhor série em cartaz atualmente no Brasil é Hung. Exibida pela HBO aos sábados ás 23:00 e nas quintas ás 21:00, a série estrelada por Tomas Jane é um primor de inteligência e irreverência. A vida de Ray Drekker entra em parafuso e ele toma medidas pouco convencionais para botá-la de volta nos trilhos.

Quando ver: Sábados ás 23:00 na HBO

domingo, 27 de setembro de 2009

ON TV

Dicas:

Domingo
Daylight às 23:30 na globo
Filme movimentado com Silvester Stallone e, um ainda não famoso, Viggo Mortensen.

True Blood (penúltimo episódio da segunda temporada) às 22:00 na HBO
Está chegando ao fim a segunda temporada da série mais comentada da atualidade. Muitas surpresas e revelações vem por aí.

Segunda:
O procurado ás 19:30 no telecine premium
James McAvoy faz um pobre diabo que tem sua vida mudada ao descobrir ser filho de um grande assassino internacional. Com Morgan Freeman e Angelina Jolie.

Terça:
Lie To me ás 22:00 na FOX
Mais uma grande sensação da TV americana chega ao Brasil. Lie to me, estrelada por Tim Roth, mostra um homem capaz de ler todo e qualquer sinal do corpo humano. Essa elevada observação, ele põe a disposição de quem pagar. Ironia, inteligência e muita sagacidade em 12 episódios.

Quarta - feira:
As duas faces da lei às 21:00 na HBO
Filme que reuniu em quase todas as suas cenas Robert De Niro e Al Pacino. Basta por isso. A história é fraquinha, mas o que vale é esse meeting.

Quinta- feira:
Tropa de Elite às 22:00 no telecine Premium
Precisa dizer alguma coisa? Quem não viu, tem mais uma chance. Quem já viu, nunca é demais rever.

domingo, 20 de setembro de 2009

ON TV

Será realizada hoje a noite em Los Angeles a entrega dos prêmios Emmy, o oscar da tv, com trasmissão da Sony a partir das 19:00h. Entre os principais concorrentes estão 30 rock, Dexter, Mad men e House.

Na próxima quarta feira às 21:00, a HBO exibe o grande sucesso de bilheteria e critica Batman - O cavaleiro das trevas. Vale a pena ver, ou rever esse grande momento de Heath Ledger, que rouba o filme para si.

Na terça feira,22 de setembro, será exibido o último episódio da sétima temporada de 24 horas na Fox. O derradeiro episódio de uma das mais elogiadas temporadas do programa vai ao ar às 22:00h.

domingo, 6 de setembro de 2009

ON TV

Segunda – feira dia 7

Busca implacável no Telecine premium as 20:15 hs
Fita de ação estrelada por Liam Neeson e produzida por Luc Besson. Ambientada na frança mas falada em inglês, a trama é daquelas que remontam o cinema estrelado por brucutus como Charles Bronson e Steven Seagal. Se você é homem, não tem como não gostar. O filme é movimentado e cheio de frases de efeito.

Terça - feira dia 8

Muito bem acompanhada no Telecine Light as 20:15hs
Divertida comédia romântica estrelada por Debra Messing (da sitcom Will & Grace) e Dermort Mulroney (de O casamento do meu melhor amigo). Executiva bem sucedida, contrata profissional para acompanha-la a cerimônia de casamento da irmã. Uma coisa leva a outra, e eles se apaixonam. Comédia sem grandes estrelas, mas com grandes momentos.

Quarta-feira dia 9

Maria cheia de graça no Telecine Cult as 18:00hs
Drama independente que revelou o talento da colombiana Catalina Sandino Moreno, indicada ao Oscar pelo papel. Aqui, ela faz uma "mula" de drogas. Para sobreviver, tem de transportar drogas para dentro dos EUA. O diretor Joshua Morton faz um interessante retrato dessa vida em constante suspensão e estresse. Um belo filme.

Quinta-feira dia 10

House of the dead – o filme na MGM as 22:00
Se você já viu a nova versão de Halloween, vale a pena dar uma olhada no primeiro filme do diretor Rob Zombie. O roqueiro, agora também diretor, que retomou a franquia de Mike Myers nos cinemas. Aqui ele faz um terror bastante gore, com cenas de violência explícitas e um naco de história. Tudo pelo terror em forma bruta.

Sexta-feira dia 11

Um ato de Coragem no Fox Life as 22:00hs
Um dos grandes momentos de Denzel Washington como ator. Aqui dirigido por Nick Cassavetes, ele faz um pai que vai até as últimas conseqüências para garantir o transplante que seu filho necessita. Um drama bem delineado capaz de oferecer altas emoções. Com elenco coadjuvante também muito inspirado.

Sábado dia 12

Guerra S. A – faturando alto na HBO as 21:00hs
A estréia da semana na HBO é essa comédia de humor negro estrelada por John Cusack e Hillary Duff. As engrenagens econômicas da guerra e suas maquinações de bastidores são o ponto de partida dessa fita espirituosa que infelizmente passou despercebida pelos cinemas americanos. Aqui nem mesmo chegou a estrear nas salas de exibição. Não se engane, Guerra S.A é um entretenimento de primeira.

domingo, 30 de agosto de 2009

On TV

Segunda-feira 31

Atração fatal no Telecine Cult as 22:00 hs
Essa fita do diretor Adrian Lyne marcou época. Nos anos 80, e ainda hoje, qualquer confusão oriunda de um relacionamento extraconjugal provocava a rememoração do percalço vivido pelo personagem de Michael Douglas no filme. Ele durante um fim de semana sem a mulher- viajando - se envolve com a personagem de Glenn Close. Para ter sua vida transtornada pela obsessiva amante.

Terça-feira 1

No vale das sombras no telecine action nas 19:50
Segunda incursão na direção de Paul Haggis, esse libelo contra o revanchismo militar é também um poderoso drama sobre perda e angústia. Tommy Lee Jones, indicado ao Oscar por esse papel, faz um pai engajado em descobrir o paradeiro do filho desaparecido após retornar de missão no Iraque.

Quarta-feira 2

Quatro irmãos na TNT as 19:40hs
Esse filme de ação, com valorosos componentes dramáticos, de John Singleton é um remake do western estrelado por John Wayne Os filhos de Kate Elder. Filme edificante, a despeito da violência, sobre quatro irmãos adotivos que voltam à Detroit natal para vingar a morte da mãe. Destaque para um Mark Wahlberg mais furioso que o habitual.

Quinta-feira 3

O ano em que meus pais saíram de férias no Cinemax as 20:05hs
Esse bonito filme do brasileiro Cao Hamburger sobre o período da ditadura fez sucesso devido ao inusitado tom do registro. Tudo é mostrado a partir do ponto de vista de uma criança apaixonada pelo futebol ás vésperas da copa do mundo. Um filme de coração.

Sexta-feira 4

O diário de Bridget Jones na MGM as 22:00
O filme que consagrou Reneé Zellwegger é também uma das mais eloqüentes comédias românticas da década. Bridget carrega um pouco de todas as mulheres consigo. Assim como todas as mulheres carregam um pouco de Bridget. Ótima oportunidade para rever essa deliciosa comédia ou para conhecê-la.

Sábado 5

Proibido proibir no canal Brasil as 18:20
Outro filme brasileiro que aborda um período conturbado da história do país. Mas se a ditadura foi registrada de forma serena e romântica na sugestão de quinta. Aqui a idéia é registrar aquele momento emulando o máximo das sensações vivenciadas no período retratado. Proibido proibir é barulhento e não acrescenta muito. Vale mais a pretexto de comparação com o trabalho de Hamburger.

domingo, 23 de agosto de 2009

On TV

Filmes da semana:

Domingo 23
Medo da verdade na HBO as 20:30 hs
Filme de estréia de Ben Afleck como diretor. E é um ótimo trabalho. Afleck conduz com mão firme a história de um detetive particular (Casey Afleck) que tenta descobrir o paradeiro de uma menina seqüestrada nos arredores de Boston. O filme é impactante e tem um final que suscita reflexões posteriores. Adaptado da obra de Dennis Lehane, autor de Sobre meninos e Lobos.

Segunda- feira 24
Fargo – uma comédia de erros no telecine Cult às 22:00hs
Esse filme de humor negro dos irmãos Coen é um acerto dos mais vistosos. Um marido endividado, decide seqüestrar a mulher para que o sogro pague o resgate. Não é preciso dizer que as coisas não saem como o planejado.

Terça – feira 25
O inferno de Dante no FX às 16:00hs
Pierce Brosnan estava na crista da onda quando rodou esse filme. O então intérprete de 007 vive aqui um geólogo que é chamado em uma cidade para investigar o possível despertar de um vulcão. Depois de dar seu diagnóstico é desacreditado. Fita de ação muito bem desenvolvida. Traz ainda Linda Hamilton em um de seus últimos papéis destacados.

Quarta-feira 26
A cor púrpura no TCM às 22:00hs
Drama poderoso de Steven Spielberg acerca das condições do racismo nos interiores da América. Um grande elenco negro, com destaque para a hoje poderosa apresentadora de TV Oprah Winfrey, abrilhanta uma história milimetricamente calculada para levar o espectador as lágrimas.

Quinta-feira 27
O último beijo no cinemax às 16:35hs
Filme italiano que levou o diretor Gabielle Muccino para Hollywood e também rendeu um remake americano. Homem as vésperas de se casar relativiza seus sentimentos e pesa a qualidade de suas escolhas. Um filme sensível que captura muito bem o estado de espírito daqueles que estão perto de dar o maior passo de suas vidas.

Sexta-feira 28
V de vingança no Warner channel às 23:00hs
Esse filme que reproduz as idéias anárquicas do quadrinista Alam Moore em uma Inglaterra futurista, foi desautorizado pelo próprio. Contudo, além das ótimas cenas de ação, a fita dirigida por James McTiegue - afilhado artístico dos irmãos Watchoski – tem bons componentes dramáticos. O ponto alto é a relação cheia de conflitos entre os personagens do ótimo Hugo Weaving e Natalie Portman.

Sábado 29
Um beijo a mais no telecine premium às 23:45hs
Para quem tiver o interesse em comparar o filme italiano, indicação de quinta, e seu remake americano, também de alto nível. Há algumas alterações pontuais, mas o cerne da história é o mesmo. Vale pelo competente elenco, capitaneado por um Zach Braff surpreendentemente contido.

domingo, 16 de agosto de 2009

On TV

Ensaio: As bifurcações empalidecem o mistério de Lost

Como uma grande idéia se tornou um grande pepino?
Em 2004 tomou de assalto a TV americana e alguns meses depois todo o resto do mundo, um seriado de tv com premissa inovadora e cheio de referências que extravasavam a cultura pop. Lost, programa idealizado por J.J Abrams que se tornaria grife em virtude do êxito da série, Carlton Cuse e Damon Lindelof para a ABC, dos estúdios Disney, versa a principio sobre sobreviventes de um acidente aéreo perdidos em uma ilha deserta.
A pedido dos executivos do canal entretanto, Abrams acrescentou alguns elementos fantásticos que remetiam diretamente a clássicos da ficção científica como Twin Picks e Além da imaginação. Injetou ainda consideráveis componentes filosóficos e religiosos em uma trama segmentada e de narrativa fragmentada, como viria a ser marca tanto do programa quanto de Abrams que a reproduziria em seus outros projetos como o filme Missão impossível 3 e a série Fringe.
O vôo Oceanic 815 entrou para o âmago da cultura pop. Em uma ilha de paradeiro e origem desconhecidas, personagens de diferentes lugares do mundo e com personalidades conflitantes se viram obrigados a conviver e a lutar pela sobrevivência. Aos poucos a série ia revelando suas camadas, o recurso narrativo conhecido como flashback sugeria um propósito maior para aquela fatalidade que dava partida na série, já que não havia necessidade de lançar mão dele apenas para conhecer melhor os personagens.
Logo no episódio piloto, Abrams incutiu altas doses de mistério na trama. Como a existência de um urso polar em uma ilha tropical e coisas do tipo. A primeira e a segunda temporada foram proliferas em fabricar questionamentos; muitos dos quais distantes de qualquer lógica, mas foram exatamente essas duas primeiras temporadas que emularam melhor a representação filosófica a qual a série se predispusera.
Confrontando visões de mundo, promovendo de forma bastante intuitiva alteração de percepções, os personagens de Lost se mostraram um celeiro dos mais prósperos para toda e qualquer manifestação por parte de seus autores. A ciência e o ceticismo representados na figura de Jack ( Mathew Fox) contra a fé e a crença em um propósito maior representada na figura de John Locke ( Terry o´Quinn) deram o tom da segunda temporada.
Lost se mostrou pertinente também ao enfileirar criticas sociais a partir daquele contexto bastante específico. Seus criadores também foram eloqüentes na síntese dos elementos que buscavam trabalhar. Muitos episódios funcionavam maravilhosamente bem singularmente e também para a cronologia da série, algo que a própria série teria dificuldade de ostentar mais adiante.
A galeria de personagens era plural e aumentava a cada temporada, assim como os insolúveis mistérios, que começaram a inquietar e levantar suspeitas sobre a capacidade dos criadores de resolvê-los. Apesar destes assegurarem que tudo já estava delineado e que as respostas e os mistérios se resolveriam gradualmente, a terceira temporada de Lost sofreu com baixos índices de audiência e a reprovação da crítica.
Na terceira temporada, os produtores intensificaram o confronto entre Os Outros (habitantes que já moravam na ilha) e os sobreviventes do vôo Oceanic, na tentativa de renovar o interesse na série, não foi suficiente, o final da temporada contudo foi revigorante, Abrams e sua trupe surpreenderam e lançaram mão de flashforwards. Assim caia uma série de teorias sobre a série e resgatava-se um interesse legitimo de sua audiência.
A quarta temporada então foi desenvolvida para que a cronologia construída até ali se ajustasse a revelação do fim da temporada anterior. Nesse momento, a ABC em acordo com os produtores já havia fechado uma data para Lost terminar.2010. Seriam então 6 temporadas, e tornava-se imperativo portanto começar a amarrar as pontas. Só que a quarta temporada sofreu um revés. A greve dos roteiristas a diminuiu. Por consequência aumentando as duas últimas. Como de praxe no universo do seriado, muitas respostas surgiram( mais do que a média) mas junto com elas um sem número de perguntas, algo que continuava a impacientar os fãs, cada vez mais escassos.
A quinta temporada findada em maio último, foi aquela para por a história nos eixos. Os personagens agora não são mais o foco. Dar respostas é. Mas como? Como depois de semear tantas dúvidas com respaldo filosófico e verniz religioso, será possível saciar racionalmente algo que prescinde da racionalidade?
Da forma mais irracional possível, mas manipulando com argumentos que parecem lógicos. Assim, evocando O exterminador do futuro. Lost da inicio as viagens temporais em que relativiza tudo o que aconteceu, a ordem em que aconteceu e as responsabilidade de cada um acerca de tudo que gravita a ilha e o que ela significa.
Dessa maneira Lost, em sua quinta temporada, embora revigore o interesse por aquilo que tem de mais atraente - seu mistério escandescente, o faz de maneira pálida e rocambolesca, propositadamente confusa e contraditória para que não se possa alegar furos e omissões. Uma tacada de mestre de produtores espertos, inteligentes e muito bem informados, mas que inegavelmente não tinham noção de como terminar de maneira racional e satisfatória, tremendo fenômeno pop. Ao evitar uma lógica uníssona e clarividente, eles perpetuam o mito e garantem o sucesso de sua estratégia inicial.
O fim da quinta temporada resgata um pouco do elemento religioso que pautou a série no inicio. E dita também o tom daquilo que veremos na sexta temporada. No fim das contas, parece que Lost será uma alegoria filosófica para a terra e como Deus e o Diabo agem sobre ela. Ainda é precipitado afirmar isso, mas é a impressão deixada no fim do quinto ano. É preciso muita habilidade narrativa( o que há), e espaço para desenvolve-la( o que não há) para reverter essa impressão no último ano.
Fato é, que Lost não irá terminar sob o mesmo status que começou. E essa simples constatação já empobrece seu legado.

Filme do dia:

Segunda – feira 17

O suspeito na HBO às 20:15hs
Filme dirigido por Gavin Hood, que esse ano lançou Wolverine, sobre os efeitos devastadores que a guerra ao terror produz tanto na sociedade civil quanto nos valores americanos. Um cidadão de origem egípcia é barrado clandestinamente e interrogado por suspeita de terrorismo, sem que haja para tanto, uma prova sequer de sua participação. Existe um cena impagável entre a durona personagem de Meryl Streep, uma raposa do governo, e o assessor parlamentar vivido por Peter Saarsgard discutindo sobre os prós e os contras de tal politica de prevenção.

Terça – feira 18

A fantástica fábrica de Chocolate na TNT ás 19:30 hs
Remake visualmente arrojado de Tim Burton para a célebre e educativa história de Charlie e Willy Wonka. São os efeitos especiais e os malucados umpa lumpas que diferem essa versão de Burton da original. E como não poderia deixar de ser, Johnny Depp impressiona em uma composição andrógena e afetada.

Quarta- feira 19

A.I – inteligência artificial no Telecine Light ás 22:00hs
O filme de Steven Spielberg realizado a partir de uma idéia de Stanley Kubrick é um conto, entre outras coisas, sobre a capacidade de amar. E é na figura frágil do robô vivido por Haley Joel Osment e sua saga para ser amado, que Spielberg realiza o filme do pinóquio definitivo. Pois assim como a cria de Gepeto, o que impede a felicidade do protagonista aqui, é o fato dele nã ser um menino de verdade.

Quinta-feira 20

Evidências de um crime no MaxPrime ás 20:15 hs
Com elenco de peso, Ed Harris, Samuel L. Jackson e Eva Mendes, essa fita preenche suas expectativas. Jackson faz um ex -policial que toca um ramo em expansão, limpa cenas de crime, após a policia liberar é claro. Só que depois de não receber por um serviço e se ver suspeito do homicidio que ajudou a esconder, ele tem de voltar a rotina de investigações. Suspense básico sem grandes variações, mas bem delineado.

Sexta-feira 21

O amor nos tempos do cólera no Telecine Premium ás 17:40hs
Adaptado da obra de Gabriel Gargia Marquez, é improvável que o filme surta o mesmo efeito que o livro em quem leu. Contudo a obra de Marquez encontra dignidade no registro de Mike Newel e tem em um contido Javier Barden um bom catalisador da paixão inveterada de um homem por uma mulher que desconhece limites, até mesmo os do tempo.

Sábado 22

Até que a fuga os separe no Telecine Light ás 22:00hs
Grande momento dos comediantes Eddie Murphy e Martin Lawrence em que interpretam dois amigos que passam a vida inteira na prisão por um crime que não cometeram. Entre tentativas de fuga e treinos de beisebol, a dupla de comediante celebra os filmes de camaradagem com muito humor e bom gosto. Algo que ambos viriam a abrir mão com perolas escatológicas como Norbit e A vovozona 2.

sábado, 15 de agosto de 2009

Importante

A partir de amanhã, 18 de agosto, a seção Filme do dia será incorporada a seção On TV. A finalidade deste ajuste é orientar as dicas do dia de uma maneira em que o leitor de Claquete possa conferi-las em sua tv. Aumentando portanto, a probabilidade da dica postada aqui ser assistida pelo leitor cinéfilo. Aguardem para breve novas colunas e novidades. E continuem comigo aqui em Claquete. Conto com vocês. Sempre.Obrigado e até mais.

domingo, 19 de julho de 2009

Uma semana de claquete!

Obrigado! Há uma semana iniciei esta empreitada que é fazer o Claquete. Agradeço o apoio e o incentivo e lembro que esse é o começo. Tenho grandes planos para esse blog e espero poder contar com vocês. Espero evoluir a cada semana e conto com vocês para serem minha bussôla nessa jornada.
Hoje aproveitando a ocasião inauguro mais duas seções aqui em Claquete. O Top 10 será editado aos domingos. É uma seção que trará sempre um ranking interessante, por vezes inusitado, sobre o universo cinéfilo. On Tv, como exalta o nome será uma seção com dicas e observações sobre o que de melhor rola na tv. A princípio também será editada aos domingos. Mas tanto uma quanto a outra podem ter edições extraordinárias. Espero que vocês apreciem!
Os objetivos são ambiciosos, mas o maior deles é ter vocês aqui comigo. Compartilhando nossa paixão por cinema. Muito obrigado e bola para frente que o jogo é de campeonato.