Segunda – feira dia 7
Busca implacável no Telecine premium as 20:15 hs
Fita de ação estrelada por Liam Neeson e produzida por Luc Besson. Ambientada na frança mas falada em inglês, a trama é daquelas que remontam o cinema estrelado por brucutus como Charles Bronson e Steven Seagal. Se você é homem, não tem como não gostar. O filme é movimentado e cheio de frases de efeito.
Terça - feira dia 8
Muito bem acompanhada no Telecine Light as 20:15hs
Divertida comédia romântica estrelada por Debra Messing (da sitcom Will & Grace) e Dermort Mulroney (de O casamento do meu melhor amigo). Executiva bem sucedida, contrata profissional para acompanha-la a cerimônia de casamento da irmã. Uma coisa leva a outra, e eles se apaixonam. Comédia sem grandes estrelas, mas com grandes momentos.
Quarta-feira dia 9
Maria cheia de graça no Telecine Cult as 18:00hs
Drama independente que revelou o talento da colombiana Catalina Sandino Moreno, indicada ao Oscar pelo papel. Aqui, ela faz uma "mula" de drogas. Para sobreviver, tem de transportar drogas para dentro dos EUA. O diretor Joshua Morton faz um interessante retrato dessa vida em constante suspensão e estresse. Um belo filme.
Quinta-feira dia 10
House of the dead – o filme na MGM as 22:00
Se você já viu a nova versão de Halloween, vale a pena dar uma olhada no primeiro filme do diretor Rob Zombie. O roqueiro, agora também diretor, que retomou a franquia de Mike Myers nos cinemas. Aqui ele faz um terror bastante gore, com cenas de violência explícitas e um naco de história. Tudo pelo terror em forma bruta.
Sexta-feira dia 11
Um ato de Coragem no Fox Life as 22:00hs
Um dos grandes momentos de Denzel Washington como ator. Aqui dirigido por Nick Cassavetes, ele faz um pai que vai até as últimas conseqüências para garantir o transplante que seu filho necessita. Um drama bem delineado capaz de oferecer altas emoções. Com elenco coadjuvante também muito inspirado.
Sábado dia 12
Guerra S. A – faturando alto na HBO as 21:00hs
A estréia da semana na HBO é essa comédia de humor negro estrelada por John Cusack e Hillary Duff. As engrenagens econômicas da guerra e suas maquinações de bastidores são o ponto de partida dessa fita espirituosa que infelizmente passou despercebida pelos cinemas americanos. Aqui nem mesmo chegou a estrear nas salas de exibição. Não se engane, Guerra S.A é um entretenimento de primeira.
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domingo, 6 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
On TV
Segunda-feira 31
Atração fatal no Telecine Cult as 22:00 hs
Essa fita do diretor Adrian Lyne marcou época. Nos anos 80, e ainda hoje, qualquer confusão oriunda de um relacionamento extraconjugal provocava a rememoração do percalço vivido pelo personagem de Michael Douglas no filme. Ele durante um fim de semana sem a mulher- viajando - se envolve com a personagem de Glenn Close. Para ter sua vida transtornada pela obsessiva amante.
Terça-feira 1
No vale das sombras no telecine action nas 19:50
Segunda incursão na direção de Paul Haggis, esse libelo contra o revanchismo militar é também um poderoso drama sobre perda e angústia. Tommy Lee Jones, indicado ao Oscar por esse papel, faz um pai engajado em descobrir o paradeiro do filho desaparecido após retornar de missão no Iraque.
Quarta-feira 2
Quatro irmãos na TNT as 19:40hs
Esse filme de ação, com valorosos componentes dramáticos, de John Singleton é um remake do western estrelado por John Wayne Os filhos de Kate Elder. Filme edificante, a despeito da violência, sobre quatro irmãos adotivos que voltam à Detroit natal para vingar a morte da mãe. Destaque para um Mark Wahlberg mais furioso que o habitual.
Quinta-feira 3
O ano em que meus pais saíram de férias no Cinemax as 20:05hs
Esse bonito filme do brasileiro Cao Hamburger sobre o período da ditadura fez sucesso devido ao inusitado tom do registro. Tudo é mostrado a partir do ponto de vista de uma criança apaixonada pelo futebol ás vésperas da copa do mundo. Um filme de coração.
Sexta-feira 4
O diário de Bridget Jones na MGM as 22:00
O filme que consagrou Reneé Zellwegger é também uma das mais eloqüentes comédias românticas da década. Bridget carrega um pouco de todas as mulheres consigo. Assim como todas as mulheres carregam um pouco de Bridget. Ótima oportunidade para rever essa deliciosa comédia ou para conhecê-la.
Sábado 5
Proibido proibir no canal Brasil as 18:20
Outro filme brasileiro que aborda um período conturbado da história do país. Mas se a ditadura foi registrada de forma serena e romântica na sugestão de quinta. Aqui a idéia é registrar aquele momento emulando o máximo das sensações vivenciadas no período retratado. Proibido proibir é barulhento e não acrescenta muito. Vale mais a pretexto de comparação com o trabalho de Hamburger.
Atração fatal no Telecine Cult as 22:00 hs
Essa fita do diretor Adrian Lyne marcou época. Nos anos 80, e ainda hoje, qualquer confusão oriunda de um relacionamento extraconjugal provocava a rememoração do percalço vivido pelo personagem de Michael Douglas no filme. Ele durante um fim de semana sem a mulher- viajando - se envolve com a personagem de Glenn Close. Para ter sua vida transtornada pela obsessiva amante.
Terça-feira 1
No vale das sombras no telecine action nas 19:50
Segunda incursão na direção de Paul Haggis, esse libelo contra o revanchismo militar é também um poderoso drama sobre perda e angústia. Tommy Lee Jones, indicado ao Oscar por esse papel, faz um pai engajado em descobrir o paradeiro do filho desaparecido após retornar de missão no Iraque.
Quarta-feira 2
Quatro irmãos na TNT as 19:40hs
Esse filme de ação, com valorosos componentes dramáticos, de John Singleton é um remake do western estrelado por John Wayne Os filhos de Kate Elder. Filme edificante, a despeito da violência, sobre quatro irmãos adotivos que voltam à Detroit natal para vingar a morte da mãe. Destaque para um Mark Wahlberg mais furioso que o habitual.
Quinta-feira 3
O ano em que meus pais saíram de férias no Cinemax as 20:05hs
Esse bonito filme do brasileiro Cao Hamburger sobre o período da ditadura fez sucesso devido ao inusitado tom do registro. Tudo é mostrado a partir do ponto de vista de uma criança apaixonada pelo futebol ás vésperas da copa do mundo. Um filme de coração.
Sexta-feira 4
O diário de Bridget Jones na MGM as 22:00
O filme que consagrou Reneé Zellwegger é também uma das mais eloqüentes comédias românticas da década. Bridget carrega um pouco de todas as mulheres consigo. Assim como todas as mulheres carregam um pouco de Bridget. Ótima oportunidade para rever essa deliciosa comédia ou para conhecê-la.
Sábado 5
Proibido proibir no canal Brasil as 18:20
Outro filme brasileiro que aborda um período conturbado da história do país. Mas se a ditadura foi registrada de forma serena e romântica na sugestão de quinta. Aqui a idéia é registrar aquele momento emulando o máximo das sensações vivenciadas no período retratado. Proibido proibir é barulhento e não acrescenta muito. Vale mais a pretexto de comparação com o trabalho de Hamburger.
domingo, 23 de agosto de 2009
On TV
Filmes da semana:
Domingo 23
Medo da verdade na HBO as 20:30 hs
Filme de estréia de Ben Afleck como diretor. E é um ótimo trabalho. Afleck conduz com mão firme a história de um detetive particular (Casey Afleck) que tenta descobrir o paradeiro de uma menina seqüestrada nos arredores de Boston. O filme é impactante e tem um final que suscita reflexões posteriores. Adaptado da obra de Dennis Lehane, autor de Sobre meninos e Lobos.
Segunda- feira 24
Fargo – uma comédia de erros no telecine Cult às 22:00hs
Esse filme de humor negro dos irmãos Coen é um acerto dos mais vistosos. Um marido endividado, decide seqüestrar a mulher para que o sogro pague o resgate. Não é preciso dizer que as coisas não saem como o planejado.
Terça – feira 25
O inferno de Dante no FX às 16:00hs
Pierce Brosnan estava na crista da onda quando rodou esse filme. O então intérprete de 007 vive aqui um geólogo que é chamado em uma cidade para investigar o possível despertar de um vulcão. Depois de dar seu diagnóstico é desacreditado. Fita de ação muito bem desenvolvida. Traz ainda Linda Hamilton em um de seus últimos papéis destacados.
Quarta-feira 26
A cor púrpura no TCM às 22:00hs
Drama poderoso de Steven Spielberg acerca das condições do racismo nos interiores da América. Um grande elenco negro, com destaque para a hoje poderosa apresentadora de TV Oprah Winfrey, abrilhanta uma história milimetricamente calculada para levar o espectador as lágrimas.
Quinta-feira 27
O último beijo no cinemax às 16:35hs
Filme italiano que levou o diretor Gabielle Muccino para Hollywood e também rendeu um remake americano. Homem as vésperas de se casar relativiza seus sentimentos e pesa a qualidade de suas escolhas. Um filme sensível que captura muito bem o estado de espírito daqueles que estão perto de dar o maior passo de suas vidas.
Sexta-feira 28
V de vingança no Warner channel às 23:00hs
Esse filme que reproduz as idéias anárquicas do quadrinista Alam Moore em uma Inglaterra futurista, foi desautorizado pelo próprio. Contudo, além das ótimas cenas de ação, a fita dirigida por James McTiegue - afilhado artístico dos irmãos Watchoski – tem bons componentes dramáticos. O ponto alto é a relação cheia de conflitos entre os personagens do ótimo Hugo Weaving e Natalie Portman.
Sábado 29
Um beijo a mais no telecine premium às 23:45hs
Para quem tiver o interesse em comparar o filme italiano, indicação de quinta, e seu remake americano, também de alto nível. Há algumas alterações pontuais, mas o cerne da história é o mesmo. Vale pelo competente elenco, capitaneado por um Zach Braff surpreendentemente contido.
Domingo 23
Medo da verdade na HBO as 20:30 hs
Filme de estréia de Ben Afleck como diretor. E é um ótimo trabalho. Afleck conduz com mão firme a história de um detetive particular (Casey Afleck) que tenta descobrir o paradeiro de uma menina seqüestrada nos arredores de Boston. O filme é impactante e tem um final que suscita reflexões posteriores. Adaptado da obra de Dennis Lehane, autor de Sobre meninos e Lobos.
Segunda- feira 24
Fargo – uma comédia de erros no telecine Cult às 22:00hs
Esse filme de humor negro dos irmãos Coen é um acerto dos mais vistosos. Um marido endividado, decide seqüestrar a mulher para que o sogro pague o resgate. Não é preciso dizer que as coisas não saem como o planejado.
Terça – feira 25
O inferno de Dante no FX às 16:00hs
Pierce Brosnan estava na crista da onda quando rodou esse filme. O então intérprete de 007 vive aqui um geólogo que é chamado em uma cidade para investigar o possível despertar de um vulcão. Depois de dar seu diagnóstico é desacreditado. Fita de ação muito bem desenvolvida. Traz ainda Linda Hamilton em um de seus últimos papéis destacados.
Quarta-feira 26
A cor púrpura no TCM às 22:00hs
Drama poderoso de Steven Spielberg acerca das condições do racismo nos interiores da América. Um grande elenco negro, com destaque para a hoje poderosa apresentadora de TV Oprah Winfrey, abrilhanta uma história milimetricamente calculada para levar o espectador as lágrimas.
Quinta-feira 27
O último beijo no cinemax às 16:35hs
Filme italiano que levou o diretor Gabielle Muccino para Hollywood e também rendeu um remake americano. Homem as vésperas de se casar relativiza seus sentimentos e pesa a qualidade de suas escolhas. Um filme sensível que captura muito bem o estado de espírito daqueles que estão perto de dar o maior passo de suas vidas.
Sexta-feira 28
V de vingança no Warner channel às 23:00hs
Esse filme que reproduz as idéias anárquicas do quadrinista Alam Moore em uma Inglaterra futurista, foi desautorizado pelo próprio. Contudo, além das ótimas cenas de ação, a fita dirigida por James McTiegue - afilhado artístico dos irmãos Watchoski – tem bons componentes dramáticos. O ponto alto é a relação cheia de conflitos entre os personagens do ótimo Hugo Weaving e Natalie Portman.
Sábado 29
Um beijo a mais no telecine premium às 23:45hs
Para quem tiver o interesse em comparar o filme italiano, indicação de quinta, e seu remake americano, também de alto nível. Há algumas alterações pontuais, mas o cerne da história é o mesmo. Vale pelo competente elenco, capitaneado por um Zach Braff surpreendentemente contido.
domingo, 16 de agosto de 2009
On TV
Ensaio: As bifurcações empalidecem o mistério de Lost
Como uma grande idéia se tornou um grande pepino?
Em 2004 tomou de assalto a TV americana e alguns meses depois todo o resto do mundo, um seriado de tv com premissa inovadora e cheio de referências que extravasavam a cultura pop. Lost, programa idealizado por J.J Abrams que se tornaria grife em virtude do êxito da série, Carlton Cuse e Damon Lindelof para a ABC, dos estúdios Disney, versa a principio sobre sobreviventes de um acidente aéreo perdidos em uma ilha deserta.
A pedido dos executivos do canal entretanto, Abrams acrescentou alguns elementos fantásticos que remetiam diretamente a clássicos da ficção científica como Twin Picks e Além da imaginação. Injetou ainda consideráveis componentes filosóficos e religiosos em uma trama segmentada e de narrativa fragmentada, como viria a ser marca tanto do programa quanto de Abrams que a reproduziria em seus outros projetos como o filme Missão impossível 3 e a série Fringe.
O vôo Oceanic 815 entrou para o âmago da cultura pop. Em uma ilha de paradeiro e origem desconhecidas, personagens de diferentes lugares do mundo e com personalidades conflitantes se viram obrigados a conviver e a lutar pela sobrevivência. Aos poucos a série ia revelando suas camadas, o recurso narrativo conhecido como flashback sugeria um propósito maior para aquela fatalidade que dava partida na série, já que não havia necessidade de lançar mão dele apenas para conhecer melhor os personagens.
Logo no episódio piloto, Abrams incutiu altas doses de mistério na trama. Como a existência de um urso polar em uma ilha tropical e coisas do tipo. A primeira e a segunda temporada foram proliferas em fabricar questionamentos; muitos dos quais distantes de qualquer lógica, mas foram exatamente essas duas primeiras temporadas que emularam melhor a representação filosófica a qual a série se predispusera.
Confrontando visões de mundo, promovendo de forma bastante intuitiva alteração de percepções, os personagens de Lost se mostraram um celeiro dos mais prósperos para toda e qualquer manifestação por parte de seus autores. A ciência e o ceticismo representados na figura de Jack ( Mathew Fox) contra a fé e a crença em um propósito maior representada na figura de John Locke ( Terry o´Quinn) deram o tom da segunda temporada.
Lost se mostrou pertinente também ao enfileirar criticas sociais a partir daquele contexto bastante específico. Seus criadores também foram eloqüentes na síntese dos elementos que buscavam trabalhar. Muitos episódios funcionavam maravilhosamente bem singularmente e também para a cronologia da série, algo que a própria série teria dificuldade de ostentar mais adiante.
A galeria de personagens era plural e aumentava a cada temporada, assim como os insolúveis mistérios, que começaram a inquietar e levantar suspeitas sobre a capacidade dos criadores de resolvê-los. Apesar destes assegurarem que tudo já estava delineado e que as respostas e os mistérios se resolveriam gradualmente, a terceira temporada de Lost sofreu com baixos índices de audiência e a reprovação da crítica.
Na terceira temporada, os produtores intensificaram o confronto entre Os Outros (habitantes que já moravam na ilha) e os sobreviventes do vôo Oceanic, na tentativa de renovar o interesse na série, não foi suficiente, o final da temporada contudo foi revigorante, Abrams e sua trupe surpreenderam e lançaram mão de flashforwards. Assim caia uma série de teorias sobre a série e resgatava-se um interesse legitimo de sua audiência.
A quarta temporada então foi desenvolvida para que a cronologia construída até ali se ajustasse a revelação do fim da temporada anterior. Nesse momento, a ABC em acordo com os produtores já havia fechado uma data para Lost terminar.2010. Seriam então 6 temporadas, e tornava-se imperativo portanto começar a amarrar as pontas. Só que a quarta temporada sofreu um revés. A greve dos roteiristas a diminuiu. Por consequência aumentando as duas últimas. Como de praxe no universo do seriado, muitas respostas surgiram( mais do que a média) mas junto com elas um sem número de perguntas, algo que continuava a impacientar os fãs, cada vez mais escassos.
A quinta temporada findada em maio último, foi aquela para por a história nos eixos. Os personagens agora não são mais o foco. Dar respostas é. Mas como? Como depois de semear tantas dúvidas com respaldo filosófico e verniz religioso, será possível saciar racionalmente algo que prescinde da racionalidade?
Da forma mais irracional possível, mas manipulando com argumentos que parecem lógicos. Assim, evocando O exterminador do futuro. Lost da inicio as viagens temporais em que relativiza tudo o que aconteceu, a ordem em que aconteceu e as responsabilidade de cada um acerca de tudo que gravita a ilha e o que ela significa.
Dessa maneira Lost, em sua quinta temporada, embora revigore o interesse por aquilo que tem de mais atraente - seu mistério escandescente, o faz de maneira pálida e rocambolesca, propositadamente confusa e contraditória para que não se possa alegar furos e omissões. Uma tacada de mestre de produtores espertos, inteligentes e muito bem informados, mas que inegavelmente não tinham noção de como terminar de maneira racional e satisfatória, tremendo fenômeno pop. Ao evitar uma lógica uníssona e clarividente, eles perpetuam o mito e garantem o sucesso de sua estratégia inicial.
O fim da quinta temporada resgata um pouco do elemento religioso que pautou a série no inicio. E dita também o tom daquilo que veremos na sexta temporada. No fim das contas, parece que Lost será uma alegoria filosófica para a terra e como Deus e o Diabo agem sobre ela. Ainda é precipitado afirmar isso, mas é a impressão deixada no fim do quinto ano. É preciso muita habilidade narrativa( o que há), e espaço para desenvolve-la( o que não há) para reverter essa impressão no último ano.
Fato é, que Lost não irá terminar sob o mesmo status que começou. E essa simples constatação já empobrece seu legado.
Filme do dia:
Segunda – feira 17
O suspeito na HBO às 20:15hs
Filme dirigido por Gavin Hood, que esse ano lançou Wolverine, sobre os efeitos devastadores que a guerra ao terror produz tanto na sociedade civil quanto nos valores americanos. Um cidadão de origem egípcia é barrado clandestinamente e interrogado por suspeita de terrorismo, sem que haja para tanto, uma prova sequer de sua participação. Existe um cena impagável entre a durona personagem de Meryl Streep, uma raposa do governo, e o assessor parlamentar vivido por Peter Saarsgard discutindo sobre os prós e os contras de tal politica de prevenção.
Terça – feira 18
A fantástica fábrica de Chocolate na TNT ás 19:30 hs
Remake visualmente arrojado de Tim Burton para a célebre e educativa história de Charlie e Willy Wonka. São os efeitos especiais e os malucados umpa lumpas que diferem essa versão de Burton da original. E como não poderia deixar de ser, Johnny Depp impressiona em uma composição andrógena e afetada.
Quarta- feira 19
A.I – inteligência artificial no Telecine Light ás 22:00hs
O filme de Steven Spielberg realizado a partir de uma idéia de Stanley Kubrick é um conto, entre outras coisas, sobre a capacidade de amar. E é na figura frágil do robô vivido por Haley Joel Osment e sua saga para ser amado, que Spielberg realiza o filme do pinóquio definitivo. Pois assim como a cria de Gepeto, o que impede a felicidade do protagonista aqui, é o fato dele nã ser um menino de verdade.
Quinta-feira 20
Evidências de um crime no MaxPrime ás 20:15 hs
Com elenco de peso, Ed Harris, Samuel L. Jackson e Eva Mendes, essa fita preenche suas expectativas. Jackson faz um ex -policial que toca um ramo em expansão, limpa cenas de crime, após a policia liberar é claro. Só que depois de não receber por um serviço e se ver suspeito do homicidio que ajudou a esconder, ele tem de voltar a rotina de investigações. Suspense básico sem grandes variações, mas bem delineado.
Sexta-feira 21
O amor nos tempos do cólera no Telecine Premium ás 17:40hs
Adaptado da obra de Gabriel Gargia Marquez, é improvável que o filme surta o mesmo efeito que o livro em quem leu. Contudo a obra de Marquez encontra dignidade no registro de Mike Newel e tem em um contido Javier Barden um bom catalisador da paixão inveterada de um homem por uma mulher que desconhece limites, até mesmo os do tempo.
Sábado 22
Até que a fuga os separe no Telecine Light ás 22:00hs
Grande momento dos comediantes Eddie Murphy e Martin Lawrence em que interpretam dois amigos que passam a vida inteira na prisão por um crime que não cometeram. Entre tentativas de fuga e treinos de beisebol, a dupla de comediante celebra os filmes de camaradagem com muito humor e bom gosto. Algo que ambos viriam a abrir mão com perolas escatológicas como Norbit e A vovozona 2.
Como uma grande idéia se tornou um grande pepino?
Em 2004 tomou de assalto a TV americana e alguns meses depois todo o resto do mundo, um seriado de tv com premissa inovadora e cheio de referências que extravasavam a cultura pop. Lost, programa idealizado por J.J Abrams que se tornaria grife em virtude do êxito da série, Carlton Cuse e Damon Lindelof para a ABC, dos estúdios Disney, versa a principio sobre sobreviventes de um acidente aéreo perdidos em uma ilha deserta.
A pedido dos executivos do canal entretanto, Abrams acrescentou alguns elementos fantásticos que remetiam diretamente a clássicos da ficção científica como Twin Picks e Além da imaginação. Injetou ainda consideráveis componentes filosóficos e religiosos em uma trama segmentada e de narrativa fragmentada, como viria a ser marca tanto do programa quanto de Abrams que a reproduziria em seus outros projetos como o filme Missão impossível 3 e a série Fringe.
O vôo Oceanic 815 entrou para o âmago da cultura pop. Em uma ilha de paradeiro e origem desconhecidas, personagens de diferentes lugares do mundo e com personalidades conflitantes se viram obrigados a conviver e a lutar pela sobrevivência. Aos poucos a série ia revelando suas camadas, o recurso narrativo conhecido como flashback sugeria um propósito maior para aquela fatalidade que dava partida na série, já que não havia necessidade de lançar mão dele apenas para conhecer melhor os personagens.
Logo no episódio piloto, Abrams incutiu altas doses de mistério na trama. Como a existência de um urso polar em uma ilha tropical e coisas do tipo. A primeira e a segunda temporada foram proliferas em fabricar questionamentos; muitos dos quais distantes de qualquer lógica, mas foram exatamente essas duas primeiras temporadas que emularam melhor a representação filosófica a qual a série se predispusera.
Confrontando visões de mundo, promovendo de forma bastante intuitiva alteração de percepções, os personagens de Lost se mostraram um celeiro dos mais prósperos para toda e qualquer manifestação por parte de seus autores. A ciência e o ceticismo representados na figura de Jack ( Mathew Fox) contra a fé e a crença em um propósito maior representada na figura de John Locke ( Terry o´Quinn) deram o tom da segunda temporada.
Lost se mostrou pertinente também ao enfileirar criticas sociais a partir daquele contexto bastante específico. Seus criadores também foram eloqüentes na síntese dos elementos que buscavam trabalhar. Muitos episódios funcionavam maravilhosamente bem singularmente e também para a cronologia da série, algo que a própria série teria dificuldade de ostentar mais adiante.
A galeria de personagens era plural e aumentava a cada temporada, assim como os insolúveis mistérios, que começaram a inquietar e levantar suspeitas sobre a capacidade dos criadores de resolvê-los. Apesar destes assegurarem que tudo já estava delineado e que as respostas e os mistérios se resolveriam gradualmente, a terceira temporada de Lost sofreu com baixos índices de audiência e a reprovação da crítica.
Na terceira temporada, os produtores intensificaram o confronto entre Os Outros (habitantes que já moravam na ilha) e os sobreviventes do vôo Oceanic, na tentativa de renovar o interesse na série, não foi suficiente, o final da temporada contudo foi revigorante, Abrams e sua trupe surpreenderam e lançaram mão de flashforwards. Assim caia uma série de teorias sobre a série e resgatava-se um interesse legitimo de sua audiência.
A quarta temporada então foi desenvolvida para que a cronologia construída até ali se ajustasse a revelação do fim da temporada anterior. Nesse momento, a ABC em acordo com os produtores já havia fechado uma data para Lost terminar.2010. Seriam então 6 temporadas, e tornava-se imperativo portanto começar a amarrar as pontas. Só que a quarta temporada sofreu um revés. A greve dos roteiristas a diminuiu. Por consequência aumentando as duas últimas. Como de praxe no universo do seriado, muitas respostas surgiram( mais do que a média) mas junto com elas um sem número de perguntas, algo que continuava a impacientar os fãs, cada vez mais escassos.
A quinta temporada findada em maio último, foi aquela para por a história nos eixos. Os personagens agora não são mais o foco. Dar respostas é. Mas como? Como depois de semear tantas dúvidas com respaldo filosófico e verniz religioso, será possível saciar racionalmente algo que prescinde da racionalidade?
Da forma mais irracional possível, mas manipulando com argumentos que parecem lógicos. Assim, evocando O exterminador do futuro. Lost da inicio as viagens temporais em que relativiza tudo o que aconteceu, a ordem em que aconteceu e as responsabilidade de cada um acerca de tudo que gravita a ilha e o que ela significa.
Dessa maneira Lost, em sua quinta temporada, embora revigore o interesse por aquilo que tem de mais atraente - seu mistério escandescente, o faz de maneira pálida e rocambolesca, propositadamente confusa e contraditória para que não se possa alegar furos e omissões. Uma tacada de mestre de produtores espertos, inteligentes e muito bem informados, mas que inegavelmente não tinham noção de como terminar de maneira racional e satisfatória, tremendo fenômeno pop. Ao evitar uma lógica uníssona e clarividente, eles perpetuam o mito e garantem o sucesso de sua estratégia inicial.
O fim da quinta temporada resgata um pouco do elemento religioso que pautou a série no inicio. E dita também o tom daquilo que veremos na sexta temporada. No fim das contas, parece que Lost será uma alegoria filosófica para a terra e como Deus e o Diabo agem sobre ela. Ainda é precipitado afirmar isso, mas é a impressão deixada no fim do quinto ano. É preciso muita habilidade narrativa( o que há), e espaço para desenvolve-la( o que não há) para reverter essa impressão no último ano.
Fato é, que Lost não irá terminar sob o mesmo status que começou. E essa simples constatação já empobrece seu legado.
Filme do dia:
Segunda – feira 17
O suspeito na HBO às 20:15hs
Filme dirigido por Gavin Hood, que esse ano lançou Wolverine, sobre os efeitos devastadores que a guerra ao terror produz tanto na sociedade civil quanto nos valores americanos. Um cidadão de origem egípcia é barrado clandestinamente e interrogado por suspeita de terrorismo, sem que haja para tanto, uma prova sequer de sua participação. Existe um cena impagável entre a durona personagem de Meryl Streep, uma raposa do governo, e o assessor parlamentar vivido por Peter Saarsgard discutindo sobre os prós e os contras de tal politica de prevenção.
Terça – feira 18
A fantástica fábrica de Chocolate na TNT ás 19:30 hs
Remake visualmente arrojado de Tim Burton para a célebre e educativa história de Charlie e Willy Wonka. São os efeitos especiais e os malucados umpa lumpas que diferem essa versão de Burton da original. E como não poderia deixar de ser, Johnny Depp impressiona em uma composição andrógena e afetada.
Quarta- feira 19
A.I – inteligência artificial no Telecine Light ás 22:00hs
O filme de Steven Spielberg realizado a partir de uma idéia de Stanley Kubrick é um conto, entre outras coisas, sobre a capacidade de amar. E é na figura frágil do robô vivido por Haley Joel Osment e sua saga para ser amado, que Spielberg realiza o filme do pinóquio definitivo. Pois assim como a cria de Gepeto, o que impede a felicidade do protagonista aqui, é o fato dele nã ser um menino de verdade.
Quinta-feira 20
Evidências de um crime no MaxPrime ás 20:15 hs
Com elenco de peso, Ed Harris, Samuel L. Jackson e Eva Mendes, essa fita preenche suas expectativas. Jackson faz um ex -policial que toca um ramo em expansão, limpa cenas de crime, após a policia liberar é claro. Só que depois de não receber por um serviço e se ver suspeito do homicidio que ajudou a esconder, ele tem de voltar a rotina de investigações. Suspense básico sem grandes variações, mas bem delineado.
Sexta-feira 21
O amor nos tempos do cólera no Telecine Premium ás 17:40hs
Adaptado da obra de Gabriel Gargia Marquez, é improvável que o filme surta o mesmo efeito que o livro em quem leu. Contudo a obra de Marquez encontra dignidade no registro de Mike Newel e tem em um contido Javier Barden um bom catalisador da paixão inveterada de um homem por uma mulher que desconhece limites, até mesmo os do tempo.
Sábado 22
Até que a fuga os separe no Telecine Light ás 22:00hs
Grande momento dos comediantes Eddie Murphy e Martin Lawrence em que interpretam dois amigos que passam a vida inteira na prisão por um crime que não cometeram. Entre tentativas de fuga e treinos de beisebol, a dupla de comediante celebra os filmes de camaradagem com muito humor e bom gosto. Algo que ambos viriam a abrir mão com perolas escatológicas como Norbit e A vovozona 2.
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sábado, 15 de agosto de 2009
Importante
A partir de amanhã, 18 de agosto, a seção Filme do dia será incorporada a seção On TV. A finalidade deste ajuste é orientar as dicas do dia de uma maneira em que o leitor de Claquete possa conferi-las em sua tv. Aumentando portanto, a probabilidade da dica postada aqui ser assistida pelo leitor cinéfilo. Aguardem para breve novas colunas e novidades. E continuem comigo aqui em Claquete. Conto com vocês. Sempre.Obrigado e até mais.
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