sábado, 1 de março de 2014
Oscar Watch 2014 - A peleja dos diretores
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Oscar Watch 2014 - Quais as reais chances de Gravidade no Oscar?
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Especial Gravidade - Repercutindo o filme
sábado, 12 de outubro de 2013
Especial Gravidade - crítica
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Especial Gravidade - Quando a simplicidade encontra o complexo
domingo, 13 de setembro de 2009
TOP 10
10- Brett Ratner
O diretor se notabilizou com a trilogia A hora do rush,em que punha o comediante Cris Tucker e o astro chinês Jacke Chan em maus lençóis. A trilogia capitalizou Ratner, que não teve medo de experimentar. O diretor entregou fitas muito bem sucedidas em outros gêneros. Um homem de família, drama estrelado por Nicolas Cage é um bom exemplo. Dragão vermelho, talvez a melhor aparição de Hannibal Lecter depois de O silêncio dos inocentes, também foi cortesia de Ratner. O diretor ainda assumiu a difícil tarefa de substituir Brian Singer a frente do terceiro X-men. O confronto final, dirigido por Ratner, é considerado por muitos o melhor da trilogia. Ratner não é excepcional, mas mantém uma regularidade impressionante. Saí-se bem em qualquer trabalho.
Sou um charme ou não sou?
9- Gus Van Sant
É verdade que Sant não variou tanto assim. Contudo poucos diretores transitam com tamanha habilidade entre o cinema dito comercial e sua vertente independente. Sant vai mais longe. Em suas obras independentes, experimenta como poucos. Filmes como Elefante, Últimos dias e Paranoid Park, pouco têm a ver com filmes como Gênio indomável, Psicose e Garotos perdidos.
Sant: Experimental e sensível8- Alfonso Cuáron
O mexicano ganhou a pecha, tal qual o dono da posição anterior, de cineasta investigador da adolescência. São seus A princesinha, Harry Potter e o prisioneiro de Askaban e E tua mãe também. Filmes, que a despeito de suas particularidades, retratam essa fase de mudanças e desapegos. Contudo, Cuáron já demonstrou talento ao se enveredar por histórias radicalmente diferentes. Como no romance em tom fabular Grandes esperanças e na ficção apocalíptica Filhos da esperança.
7- Mike Newell
O inglês têm seu maior sucesso atribuído a Quatro casamentos e um funeral, até pouco tempo o filme inglês de maior faturamento mundial. Contudo, essa afirmação é fruto de desinformação. Newell, diretor versátil, realizou filmes tão díspares como Harry Potter e o cálice de fogo, Donnie Brasco, O sorriso de Monalisa e Amor nos tempos de Cólera. Sempre com um resultado acima do meramente positivo.
Newell provou-se capaz de dirigir figuras tão diferentes quanto Al Pacino e Daniel Radclife6- David Fincher
Muitos pensam, erroneamente, que Fincher só sabe realizar filmes sobre serial Killers. Culpa de seu mais retumbante sucesso, Seven. Fincher é muito mais completo do que em um primeiro momento se supõe. Perfeccionista e centralizador, o diretor faz filmes tecnicamente perfeitos. É o caso do recente O curioso caso de Benjamin Button, do polêmico O clube da luta, do incompreendido Zodíaco e do apavorante Aliens 3.
Fincher fazendo pose de sérioGrande diretor, certamente o dono da carreira mais longeva dentre os listados, Nichols se alterna entre as comédias e os dramas mais robustos. Contudo, nunca se repete. Suas comédias são sempre diferentes. Em estrutura, em narrativa, em ambientação, em discurso. Pegue por exemplo, Uma secretária de futuro e Jogos do poder . Não poderiam ser mais díspares. Ele também já rodou dramas intensos, como Closer e Quem tem medo de Virgínia Wolf?
O diretor ao lado de Tom Hanks no set de Jogos do poder4- James Mangold
Mangold talvez seja o mais versátil da lista. Já fez comédia romântica de época (Kate & Leopold), westerns ( Os indomáveis), suspenses psicológicos (Identidade) e dramas biográficos (Johnny & June). O diretor sempre realiza um trabalho notável com forte rigor narrativo, mesmo que nunca tenha ingressado no gênero anteriormente.
Mangold tenta explicar sua eficiência3- Steve Soderbergh
Assim como Gus Van Sant, Soderberg gosta de manter um canal aberto entre o cinema independente e o comercial. Só que Sodebergh é ainda mais arrojado do que Sant nas duas frentes. Por vezes funde os dois gêneros e alcança resultados inesperados. Julia Roberts em um filme independente? Dê uma olhada em Full Frontal. Um filme estreando ao mesmo tempo na TV por assinatura e nos cinemas? Dê uma olhada em Bubble. Elenco estelar em filme divertidíssimo? A trilogia Onze homens e um segredo. Drama oscarizado sobre o mundo das drogas? Traffic – ninguém sai ileso. Sucesso em Cannes? Tem! Conhece Sexo, mentiras e videotape? Filme de gênero? Tem também. Já viu Erin Brockovic? Ah, e têm filme de guerrilha também! As duas partes de Che foram rodadas na marra. Soderbergh é um verdadeiro entusiasta do cinema em toda a sua representatividade.
Te cuida, Spielberg! Quero ser o Steve mais poderoso da cidade!2- Ridley Scott
O diretor inglês não conhece fracassos. Todas as suas incursões nos variados gêneros cinematográficos foram bem sucedidas. Desde Alien – o oitavo passageiro até Rede de mentiras. Passando por sucessos de público e critica tão diferentes quanto indispensáveis como Gladiador, Blade Runner, Os vigaristas, O gangster, Thelma & Luise e Falcão negro em perigo. Scoot é daqueles diretores que merecem ser estudados em toda a sua plenitude.
Poxa, não fiquei em primeiro...1- Steven Spielberg
Será que alguém imaginava um número um diferente? O censo comum manda apontar Spielberg como o maior diretor da atualidade. E um dos maiores de todos os tempos. Por que? Certamente não é só pelo seu tino para os negócios. Spielberg é genial em qualquer gênero que se aventure. Eis uma pequena demonstração. Tubarão, E.T, Os caçadores da arca perdida, A lista de Shindler, Parque dos dinossauros, O resgate do Soldado Ryan, A volta do capitão guancho, Munique, Prenda-me se for capaz e Minority Report. Tá bom, ou quer mais?

criador e criatura em momento pop
domingo, 16 de agosto de 2009
Top 10
OBS:Clique no título do filme na lista de recomendados para ver o trailer do filme.
10 - Oliver Hirschbiegel (Alemanha)
O diretor alemão chamou a atenção do mundo com o epílogo da vida do mais aterrador e controverso líder da história da Alemanha. A queda -as últimas horas de Hitler concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O diretor, então recrutado por Hollywood enveredou para o cinema de terror, com o remake Os invasores. Os produtores não gostaram de sua abordagem por demais sombria e impuseram uma versão arrematada pelos irmãos Watchoski de Matrix. O filme foi um fracasso e a director´s cut é que salvou o filme em DVD. Agora o diretor finaliza Five minutes from heaven.
Recomendado:
A queda - as últimas horas de Hitler
9- Bernardo Bertolucci (Itália)
Dos poucos diretores a já ter ganho de tudo. Oscar, Veneza, Cannes, Berlim. O diretor já ganhou prêmios de todas as proveniências. E seu cinema se comunica candidamente as mais diferentes platéias. Entre seus principais filmes, o vencedor do Oscar O último imperador (1987), o clássico inconteste O conformista(1970) e aquele que pode ser definido como sua obra prima, o impactante O último tango em Paris (1972).
Avesso a grandiloqüencia, quando cedeu a ela, não obteve grande sucesso como em O pequeno Buda (1993), um arroubo de vaidade, mas quando a evita realiza filmes antológicos e eternos como Assédio(1998) e Prima del rivoluzione (1962) , ainda em inicio de carreira. Seu último trabalho foi o fetichista e auto emulante Os sonhadores (2003), filme envolvente e que rememora o exercício de erotismo que fascinou meio mundo em O último tango em Paris.
Recomendados:
O último tango em Paris
Assédio
Beleza roubada
O conformista
8- Philippe Garrel (França)
Diretor de longo currículo. É notório em seu trabalho a influência tanto do cinema de autor, endeusado pela Nouvelle Vague francesa, quanto do cinema de recursos e congruência de técnicas como montagem, roteiro e atuação. Garrel ultimamente tem se debruçado sobre o ócio das relações cotidianas. Investigado como as bifurcações do amor nos levam a sandices e negações. Seus trabalhos mais relevantes atualmente são aqueles em que colabora com seu filho o ator Louis Garrel.
Recomendados:
Amantes constantes *
Wild innocence *
A fronteira do alvorada *
7 – François Ozon (França)
Ozon é daqueles diretores que não teme em se experimentar. A verve de seu cinema remete a Hitchcock, de quem é admirador confesso. Contudo, seu cinema em parte, supera o de seu mentor artístico. Ozon demonstra a mesma habilidade na elaboração de um suspense( Swimming pool - À beira da piscina) quanto na sustentação de um drama pesado( O tempo que resta).
Sua intenção, obviamente nunca foi rivalizar com Hitch, ao construir uma galeria tão plural de filmes no entanto, ele excede a vã admiração que nutre por Hitch para se posicionar ao seu lado. São obras eloqüentes de Ozon o suspense com retoques cômicos 8 mulheres em que reúne todo o time de grandes atrizes francesas,Amantes criminais(2000) em que ri, embora não seja uma comédia, das formas em que criminosos entendem o amor e sua forma de se manifestar. E ainda o sublime Sitcom- nossa linda família (1998), sobre como a tragédia vista de longe pode ser engraçada.
Recomendados:
Swimming pool - à beira da piscina
8 mulheres
Angel
6- Michael Haneke (Austria)
O diretor naturalizado alemão acaba de ganhar a Palma de ouro pela segunda vez em cannes por seu novo trabalho, A fita branca. Drama em que investiga as raízes do nazismo em uma Alemanha pré – primeira guerra mundial, o filme deve chegar ao país ainda em 2009, e já é um dos fortes candidatos ao Oscar do próximo ano. O trabalho de Haneke divide opiniões. O diretor faz uso da violência em seus filmes como um recurso estilístico. O que é saudado por uns como despreendimento narrativo e discurso pacifista, é tido por outros como sadismo exacerbado. Fato é que seu Violência gratuita(1997) que ano passado ganhou um remake americano dirigido pelo próprio Haneke escancara uma classe média estática e suscetível ao incomodo que seu filme almejava. Caché(2005) filme francês do diretor que polarizou a atenção por onde quer que tenha passado também mira na classe média e nos preconceitos que nela jazem. Contudo, para muitos seu melhor filme é A professora de piano (2001), também violento, mas uma violência mais psicológica do que explicita. Para Haneke é a violência que melhor explica a condição humana.
Recomendados:
A professora de piano
Violência gratuita
5 -Zhang Yimou (China)
Diretor de extrema técnica, capaz de conduzir sets mínimos como em Tempo de viver (1994) ou grandiosos como em herói (2002). Yimou sabe como produzir belas imagens. Sempre buscando ângulos novos, o diretor recentemente se apaixonou pelo cinema de artes marciais. Mas também ali, encontrou beleza e poesia como em seus trabalhos mais notórios. O clã das adagas voadoras(2004), saga sobre guerreiros assassinos é tão belo e dono de tantas sutilezas quanto Nenhum a menos (1999), sobre professora que perdeu uma aluna. Yimou é hoje quem melhor faz o corpo a corpo entre o cinema do ocidente e do oriente.
Recomedados:
Herói
Nenhum a menos *
Lanternas vermelhas *
4- Domingos de Oliveira ( Brasil)
Ele não tem os prêmios que outros cineastas da lista tem. Mas a filmografia do diretor brasileiro é tão sólida quanto a de qualquer um na lista. Longe da ferverção da critica e do público, Oliveira tem a liberdade para criar e seguir suas obsessões. Os relacionamentos, conjugais principalmente, são a pedra filosofal de sua obra. Separações(2005), Deliciosas traições do amor (1973) e Juventude(2008) montam um painel bastante fiel da obra do diretor. Contudo há outros grandes momentos como feminices(2005) e seu mais recente filme todo mundo tem problemas sexuais (2009).
Recomendados:
Juventude
Feminices *
Todo mundo tem problemas sexuais *
3- Costa – Gravas (Grécia)
O diretor, também naturalizado alemão, ficou conhecido como cineasta da esquerda. Seu cinema é politico, mas o diretor admitiu recentemente em entrevista não entender o porque de ser definido como esquerdista. Z(1969) e Estado de Sítio(1973) são tidos como perolas da esquerda no cinema, mas foi o júri presidido por Costa – Gravas quem deu a Tropa de Elite, considerado um filme fascista pela Vanity fair, o urso de ouro em Berlim ano passado. Uma demonstração do quão desajustadas podem ser as convicções em torno de uma obra. Fato é que os melhores filmes de Costa – Gravas são mais recentes. O americano O quarto poder (1997), sobre a força que a imprensa representa, o francês O corte (2005), um curioso olhar sobre os desdobramentos do desemprego e o alemão Amém (2002), em que relativiza a função soberana da igreja.
Recomendados:
O quarto poder
O corte
Amém
Z
2- Alfonso Cuarón ( México)
Diretor de grande esmero visual. Cuarón também é conhecido por ser um competente interlocutor da fase mais alvoroçada de nossas vida. A adolescência. Foi seu trabalho em E sua mãe também(2001), filme mexicano sobre os pormenores de crescer, que lhe valeu o carimbo para dirigir o terceiro filme de Harry Potter, O prisioneiro de Askaban(2004). São dele também o romance com toques de fantasia Grandes esperanças(1998) e o thriller futurista Filhos da esperança (2006).
Recomendados:
Filhos da esperança
E sua mãe também
Grandes esperanças
1- Ang Lee (Taiwan)
Não há cineasta no mundo hoje que consiga imprimir sutilezas em temas tão espinhosos com a habilidade de Ang Lee. O diretor que já arranjou problemas com a censura chinesa e ganhou um Oscar por um filme sobre amor homossexual, construiu uma filmografia robusta e interessante. Com trabalhos nos EUA em que desafia a lógica comercial, o desvalorizado Hulk(2003) e o pouco visto Tempestade de Gelo (1998) e trabalhos em seu país que lhe permitem aprimorar seu ofício como em O Tigre e o dragão (2000) e Banquete de casamento (1993), Lee desenvolveu um repertório abrangente e ao mesmo tempo específico que encontra em O segredo de Brokeback Mountain(2005) seu grande momento.
Recomendados:
O segredo de Brokeback Mountain
Tempestade de gelo
Desejo e perigo
* Não há trailers disponíveis
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Movie Pass
Alfonso Cuarón realiza um filme solar, apesar de suscitar alguns dilemas e conflitos, E sua mãe também é um filme colorido, sexy, altivo e comunicativo. A fita tem a qualidade de dialogar indiscriminadamente com um público tão diverso quanto reticiente a interferências externas. É aqui que reside a maior virtude da película de Cuarón.
A seguir o trailer do filme e a minha critica:
Crescer é preciso!
Alfonso Cuarón realiza em E sua mãe também( Y Tu Mama También, MEX 2001) talvez o mais eloqüente e fiel retrato daquela fase em que a adolescência teima em partir. No filme dois amigos inseparáveis se aventuram em uma viagem para a praia, simbolo mor da idílica composição adolescente, e também se aventuram com uma mulher casada que vai orientar sexualmente os dois.
E sua mãe também é sexy, colorido e engraçado. Mas antes de ser isso tudo, é um filme delicado que explora com interesse genuíno todo um ritual de descobrimento e consciência. É nessa "simbólica" viagem que ambos serão confrontados com a urgência de crescer.
Road movies( filmes ambientados em viagens e deslocamentos físicos) são, por estrutura narrativa, convidativos a introspecção. Aqui não é diferente. Cuarón esgota todas as temáticas que seu plot sugere. O valor da amizade, o conceito de traição, a necessidade de amadurecer, o prazer de viver, o sexo e como todos esses elementos se combinam.
É com extrema satisfação que se percebe o vigor da história. E como Cuarón evita as soluções fáceis. O fim de seu filme é original, arrojado e plenamente fiel ao espírito dos personagens e da trajetória que eles construíram para si. E sua mãe também valoriza o cinema de autor ao mesmo tempo que se inscreve como um título de apelo popular.



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