domingo, 10 de novembro de 2013
Insight - Por que o nazismo ainda move mundos e fundos no cinema?
quarta-feira, 27 de março de 2013
Espaço Claquete - Triângulo amoroso
sábado, 28 de maio de 2011
Grandes Vencedores da Palma de Ouro - De Michael Haneke, A fita branca
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Panorama - A fita branca
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
OSCAR WATCH - Critica: A fita branca

O favorito ao Oscar de filme estrangeiro é um primor de realização. Um filme que é uma tese sociológica, mas não deixa de ser cinema em todo o seu esplendor
O diretor alemão Michael Haneke sempre se dedicou a investigar a combustão da violência e seus entrincheiramentos na sociedade. Pois bem, em seu novo filme, o excepcional A fita branca( Das weisse band – eine deutsche kindergeschichte, Ale/FRA/Áustria 2009) ele redimensiona não só a própria obra como toda a noção que se tem das raízes da violência.
Haneke conta a história de um vilarejo alemão às vésperas da eclosão da primeira guerra mundial. A paz desse vilarejo é balançada com o surgimento de estranhos e misteriosos incidentes que vão desde o acidente sofrido pelo médico do vilarejo até a tortura de uma criança retardada.
O título original, Fita branca- uma história sobre crianças alemãs antecipa um pouco do que veremos na tela. Veremos crianças que agonizam entre o tédio e o autoritarismo e o que Haneke mostra, com rigor narrativo e precisão germânica, é o que essa perigosa combinação pode ocasionar.
Muitos têm dito que o filme é um estudo sobre o nascedouro do nazismo. A afirmação não está de todo errada, mas é imprecisa e simplista. O escopo de Haneke é muito maior. Ele faz um ensaio vigoroso sobre a gestação do mal. Sobre como o absolutismo proveniente de uma educação autoritária, de abusos pontuais e de uma mentalidade abrutalhada pode deformar valores e condutas. Isso não valia apenas para a Alemanha do inicio do século XX. Isso continua valendo tanto na esfera global, regional, quanto familiar.
Haneke realiza seu melhor trabalho. Com a bela e cortante fotografia em preto e branco de Cristian Berger, que desenvolveu um método de iluminação arrojado para o filme (em que sombreia belamente a face dos atores mirins), sem fazer uso de trilha sonora (uma característica que Haneke carrega de filme a filme) e com um excelente elenco (principalmente as crianças), o diretor faz um filme ritmado (alguns o acusam de ser arrastado) e que se contenta nas sugestões. Haneke não se obriga a fornecer respostas nem em apressar a resolução de seu filme para os impacientes. Na verdade o filme não se resolve. O que se contempla em A fita branca ainda prescinde de resolução e quanto a respostas, há muitas possíveis. O espectador ficará com a que menos lhe causa pavor ou a que lhe for mais contundente. Nenhuma, no entanto, lhe será satisfatória.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Os 25 melhores filmes da década: 19 - A vida dos outros

Sinopse:
Georg Dreyman é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf, interessado pela namorada do dramaturgo, a atriz Christa-Maria Sieland, determina que Dreyman seja investigado. Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz, que a princípio não vê nada de errado com Dreyman, mas é alertado por Gerd Wiesler, seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada são vigiados 24 horas.
Comentário:
O filme de Florian Von Donnersmarck é um tratado definitivo sobre as circunstâncias do comunismo e seus efeitos devastadores para a Alemanha e os alemães. A hitória do agente da Stasi que de espião passa a protetor de seus alvos é triste e poética em um nível arrebatador. Donnersmarck valoriza o silêncio em seu filme de maneira calculada. Ele sabe precisamente o que falar, o que mostar, o que sugerir e o que seu público pode intuir. A cumplicidade e o carinho que desenvolvemos para com o protagonista desta história nunca é forçada; ela surge naturalmente. Assim como é natural o despertar da consciência no agente solitário e não menos é providencial que isso ocorra com a derrocada do regime comunista. A vida dos outros é de uma excelência narrativa que beira o ultraje. O crescer da tensão e o anseiar pelo desfecho da história que se testemunha são quase tão inebriantes quanto o final agridoce que nos aguarda mais adiante.
Prêmios:
Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro; 5 indicações ao Bafta e vitória como melhor filme estrangeiro; indicado ao globo de ouro de melhor filme estrangeiro; vencedor do independent spirit awards de melhor filme estrangeiro; melhor filme estrangeiro para as associações de críticos de Ohio, Denver, Londres, Montreal, Los Angeles e Nova Iorque. Vencedor do César de melhor filme estrangeiro; 6 indicações ao European film awards e 3 vitórias (filme, ator e roteiro); melhor filme pelo sindicato dos críticos da França e da Austrália; 12 indicações ao German film awards e 7 vitórias;
Curiosidades:
- O protagonista do filme, o ator Ulrich Mühe, faleceu pouco depois da consagração do filme no Oscar
- O filme foi rejeitado pelos festivais de Berlim e Cannes
- É o recordista de indicações ao German Film Awards
- A atriz Martina Gedeck, que vive a namorada do dramaturgo Dreyman, é a principal atriz do cinema alemão na atualidade. É a atriz com mais indicações a prêmios naquele país e seu cachê corresponde a 5 milhões de euros.
- O filme ganhou o Oscar no ano em que O labirinto do fauno concorria ao prêmio e surpreendeu meio mundo que achava que o prêmio iria para o filme de Guillhermo Del Toro. A fita do mexicano, mesmo sem o Oscar de filme estrangeiro, saiu com três prêmios (fotografia, maquiagem e direção de arte)
Ficha técnica:
título original: Das Leben der Anderen
gênero: Drama
duração: 02 hs 17 min
ano de lançamento: 2006
estúdio: Creado Film / arte / Wiederman & Berg Filmproduktion / Beyerischer Rundfunk
distribuidora: Sony Pictures Classics
direção: Florian Henckel von Donnersmarck
roteiro: Florian Henckel von Donnersmarck
produção:Quirin Berg e Max Wiedemann
música: Stéphane Moucha e Gabriel Yared
fotografia: Hagen Bogdanski
direção de arte: Christiane Rothe
figurino: Gabriele Binder
edição: Patricia Rommel
elenco: Martina Gedeck, Ulrich Mühe e Sebastian Koch
Fonte:arquivo pessoal





