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domingo, 17 de janeiro de 2010

Os 25 melhores filmes da década: 19 - A vida dos outros

“Nosso país parou de contar os suicídios”


Sinopse:
Georg Dreyman é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf, interessado pela namorada do dramaturgo, a atriz Christa-Maria Sieland, determina que Dreyman seja investigado. Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz, que a princípio não vê nada de errado com Dreyman, mas é alertado por Gerd Wiesler, seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada são vigiados 24 horas.

Comentário:

O filme de Florian Von Donnersmarck é um tratado definitivo sobre as circunstâncias do comunismo e seus efeitos devastadores para a Alemanha e os alemães. A hitória do agente da Stasi que de espião passa a protetor de seus alvos é triste e poética em um nível arrebatador. Donnersmarck valoriza o silêncio em seu filme de maneira calculada. Ele sabe precisamente o que falar, o que mostar, o que sugerir e o que seu público pode intuir. A cumplicidade e o carinho que desenvolvemos para com o protagonista desta história nunca é forçada; ela surge naturalmente. Assim como é natural o despertar da consciência no agente solitário e não menos é providencial que isso ocorra com a derrocada do regime comunista. A vida dos outros é de uma excelência narrativa que beira o ultraje. O crescer da tensão e o anseiar pelo desfecho da história que se testemunha são quase tão inebriantes quanto o final agridoce que nos aguarda mais adiante.

Prêmios:
Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro; 5 indicações ao Bafta e vitória como melhor filme estrangeiro; indicado ao globo de ouro de melhor filme estrangeiro; vencedor do independent spirit awards de melhor filme estrangeiro; melhor filme estrangeiro para as associações de críticos de Ohio, Denver, Londres, Montreal, Los Angeles e Nova Iorque. Vencedor do César de melhor filme estrangeiro; 6 indicações ao European film awards e 3 vitórias (filme, ator e roteiro); melhor filme pelo sindicato dos críticos da França e da Austrália; 12 indicações ao German film awards e 7 vitórias;

Curiosidades:
- O protagonista do filme, o ator Ulrich Mühe, faleceu pouco depois da consagração do filme no Oscar
- O filme foi rejeitado pelos festivais de Berlim e Cannes
- É o recordista de indicações ao German Film Awards
- A atriz Martina Gedeck, que vive a namorada do dramaturgo Dreyman, é a principal atriz do cinema alemão na atualidade. É a atriz com mais indicações a prêmios naquele país e seu cachê corresponde a 5 milhões de euros.
- O filme ganhou o Oscar no ano em que O labirinto do fauno concorria ao prêmio e surpreendeu meio mundo que achava que o prêmio iria para o filme de Guillhermo Del Toro. A fita do mexicano, mesmo sem o Oscar de filme estrangeiro, saiu com três prêmios (fotografia, maquiagem e direção de arte)

Ficha técnica:
título original: Das Leben der Anderen
gênero: Drama
duração: 02 hs 17 min
ano de lançamento: 2006
estúdio: Creado Film / arte / Wiederman & Berg Filmproduktion / Beyerischer Rundfunk
distribuidora: Sony Pictures Classics
direção: Florian Henckel von Donnersmarck
roteiro: Florian Henckel von Donnersmarck
produção:Quirin Berg e Max Wiedemann
música: Stéphane Moucha e Gabriel Yared
fotografia: Hagen Bogdanski
direção de arte: Christiane Rothe
figurino: Gabriele Binder
edição: Patricia Rommel

elenco: Martina Gedeck, Ulrich Mühe e Sebastian Koch



Fonte:arquivo pessoal