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domingo, 10 de novembro de 2013

Insight - Por que o nazismo ainda move mundos e fundos no cinema?

Praticamente todo ano são lançados filmes que abordam, de algum ângulo, o nazismo ou o holocausto. E não só pelo cinema americano, o cinema europeu também se alimenta dessa aparentemente inesgotável fonte temática. É o caso de Lore (2012), filme alemão lançado este mês nas principais praças do país. No drama, com o fim terceiro reich, uma família capitaneada por um oficial nazista se desintegra. Com o pai e a mãe em fuga, a jovem Lore é instruída a conduzir seus irmãos até uma cidade afastada onde sua avó reside. Além da fome e outras mazelas, ela precisará administrar as relações pandêmicas com judeus naquele cenário de pós-guerra ainda incerto. O filme propõe uma subversão no papel de presa e predador e vai além da retórica habitual das grandes narrativas erguidas depois do colapso do nazismo.
 Os falsários (2008), Bastardos inglórios (2009), A queda – as últimas horas de Hitler (2004), Um homem bom (2008), O leitor (2008) e Hannah Arendt (2012) são alguns exemplos de filmes recentes que abordaram o nazismo e o holocausto de perspectivas diferenciadas, renovadas por um olhar menos reverente e mais reflexivo.
Nesse contexto, de revisão histórica, de análise profunda da essência humana, de suas contradições, fraquezas e fragilidades, atentando para a perenidade das mesmas, reforça o nazismo como um tema riquíssimo do ponto de vista cinematográfico. A multiplicidade de enfoques é tamanha que apenas os seis filmes citados no parágrafo acima demonstram como o tema – ainda que provoque fadiga vez ou outra – está longe de se esgotar no cinema.
Lore, Hanna Arendt e O leitor são frutos de um refinamento que apenas o tempo imprime ao tratamento do nazismo pelo cinema. Não quer dizer que não haja dramalhões como O menino do pijama listrado (2008), mas o nazismo, à medida que sua memória vai ficando confinada ao século XX, se torna alvo de descobertas por outros olhares. É um momento de impensável vigor tanto para o tema no cinema como para aqueles que por ele se interessam.

Cena de Hanna Arendt, excelente filme alemão que vocaliza uma controversa teoria da filósofa que dá nome ao filme de que oficiais nazistas não faziam o que faziam por serem maus, mas por serem comprometidos com suas funções 

Em um Um homem bom, dirigido pelo brasileiro Vicente Amorim, Viggo Mortensen faz um intelectual sem afinidade com o ideário nazista que aos poucos vai compactuando com o regime de Hitler simplesmente por omitir-se

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Filme do dia


A outra história americana

Filme que além de discutir a ambivalência de certas convicções, constrói um debate primoroso sobre como o mal se estabelece e como, e em que circunstâncias, pode-se superá-lo. Edward Norton, na pele de um neo- nazista que depois de cumprir pena na cadeia e comer o pão que o diabo amassou se arrepende da vida pregressa, está brilhante. Assim como Edward Furlong, que faz o irmão caçula que teima em seguir os passos do irmão, mesmo com este desencorajando-o.
Filme forte, pungente e de impacto devastador.