domingo, 5 de dezembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Insight

Surge um novo arquétipo de ator jovem


Jesse Eisenberg em cena de A rede social: ele pode não ser bonito, mas é bom a beça...

Eles não são bonitos. Não são atléticos e são verborrágicos. Mais do que personagens dito nerds, o fenômeno que vem realmente tomando conta do cinema pop americano são os atores que, a partir do referencial disponível, chamaríamos de nerds (mesmo que não seja o caso). Capitaneados por uma turma liderada por Jim Parsons (o Sheldon do hit da TV The big bang theory), Michael Cera, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin, Andrew Garfield, Ellen Page e Joseph Gordon Levitt, esses atores já estavam em Hollywood há algum tempo, mas começam a chamar atenção em papéis que não necessariamente emulam o tipo nerd (embora o nerd nunca tenha sido mais pop).
Esses atores estão na crista da onda em parte pela maleabilidade que apresentam. São obviamente talentosos, mas o que realmente impressiona a indústria é a capacidade de moldarem o personagem as suas características sem descaracterizar o personagem em questão. Não é pouca coisa e não é todo mundo que consegue. Por isso, atores com muito mais mídia como Robert Pattinson, Zac Efron, Keira Knightley, Orlando Bloom, Daniel Radcliffe e Kristen Stewart não conseguem sustentar filmes fora de poderosas franquias. Coisa que essa turma consegue. Jesse Eisenberg, em particular, está cotadíssimo para o Oscar de melhor ator por A rede social. Ele é a espinha dorsal do elogiado filme de David Fincher. Assumindo o papel de alguém que frequenta o noticiário internacional, com quem guarda pouca semelhança física, mas alguma similaridade atlética, Eisenberg se viu na incumbência de criar um personagem que irá influenciar diretamente na forma como as pessoas veem Mark Zuckerberg.


Emma Stone também sabe ser sexy: a atriz que esteve com Jesse Eisenberg em Zumbilândia, dividirá a cena com Andrew Garfield no próximo Homem-aranha 



Repara no meu tanquinho: Enquanto isso, Zac Efron não consegue trabalhar sem o tanquinho...


Influenciar é algo que Ellen Page e Abigail Breslin já estão acostumadas a fazer. Desde Juno e Pequena miss sunshine respectivamente, que elas têm de se desvencilhar repetidamente das sombras que criaram para suas personas. Sempre conseguem fazê-lo de forma satisfatória. Algo que Robert Pattinson, Zac Efron e Orlando Bloom ainda penam para conseguir.
Esses atores descolados são a nova onda em Hollywood e Eisenberg, mais do que nunca, irá colocá-los em evidência.

Claquete em série

Como um zumbi

O hype ainda é grande, a audiência nos Estados Unidos, no entanto, já encolheu. The walking dead, a aposta do pequeno AMC (mais sobre isso na coluna do mês passado), de levar os zumbis para a tv dá parcialmente certo. Depois de uma estréia acachapante, mais de 5 milhões de espectadores (a maior audiência da TV paga americana no ano), a minissérie que virou série devido a esses números enveredou pelo óbvio ululante.
Os dois primeiros episódios, pilotados por Frank Darabont (roteiro e direção do primeiro e roteiro do segundo) são dois primores. Os clichês são trabalhados com ousadia e há perfeição técnica. Dali em diante, The walkind dead limitou-se ao óbvio, ainda que bem executado. Não à toa, Darabont (que é o criador e principal produtor da série) anunciou que estará mudando o time de roteiristas para o novo ano (que terá 13 episódios). De qualquer jeito, The walkind deade deve receber indicações ao Globo de ouro. Mesmo que elas sejam mais fruto do hype do que da qualidade do programa propriamente dito.


O melhor personagem da TV

São tantos e tão plurais. House, Charlie Harper, Susan Mayers, Walter White, Bill Campton, Hank Moody, Sheldon Cooper, Sookie Stackouse, Don Draper, irmãos Winchester e Patty Hewes, entre tantos outros dignos de nota. Contudo, parece inegável que o melhor personagem da TV americana atualmente é Dexter Morgan (interpretado com astúcia e prazer indescritíveis por Michael C. Hall).
A quarta temporada, a mais fraca de todas até aqui, terá seu último episódio (e paradoxalmente um dos mais espetaculares da série) exibido na próxima quinta-feira (dia 9). Dexter é um personagem de muitas camadas e, talvez, seja o único que apresenta novos níveis a cada ano. Talvez seja o único que se torna mais cativante e odioso a cada novo episódio. Dexter vive do paradoxo e isso o galvaniza como um personagem de muitos fluxos e nuanças (todas bem exploradas pelos roteiristas até aqui). Dexter, a série, é ótima. Mas Dexter, o personagem, com o perdão do trocadilho, é de matar de tão bom.


 Ele é o cara! e ai de você se disser o contrário...


De olho no Globo de ouro...

No próximo dia 14 de dezembro serão anunciados os indicados para o Globo de ouro e não devemos ter grandes novidades na disputa pelos principais prêmios. A Hollywood Foreign Press Association (HFPA) até gosta de premiar novidades e lançar tendências. Mas não há nenhuma grande novidade digna de nota. The walkind dead pode garfar uma vaguinha entre os dramas. Assim como Timothy Olyphant pode ser lembrado por Justified. Contudo, as atenções devem ser monopolizadas mesmo por Mad men e The good wife, pelo lado dos dramas, e Glee e Modern family, pelas comédias.



A batalha dos remakes

Exibido aqui no Brasil pelo canal LIV às 22h de toda quarta-feira, a nova versão da clássica série Hawaii 5 - 0 tem agradado. É um bom exemplar de ação, com muito mais humor, inteligência e carisma do que outro remake desta temporada, Nikita (exibido às terças às 21h no Warner Channel).

Um pontapé no tédio

Já está no ar na HBO brasileira a segunda temporada de uma das séries mais engraçadas dos últimos tempos. Estrelada por Jason Schwartzman, Zach Galifianakis e Ted Danson, Bored to death mostra as desventuras de um escritor fracassado (Schwartzman), seu melhor amigo (Galifianakis) e seu empregador ligado em maconha (Danson). Aliás, todos eles são ligados em maconha. A série, cuja primeira temporada acaba de ser lançada em DVD no país, alia um humor extravagante a verdadeiras perolas existencialistas. O nome já diz tudo e tédio é o que você não vai sentir assistindo esse show.

Quando assitir: Por volta das 23h nos sábados e às 21h nas quintas-feiras.

Os três mosqueteiros em ação: humor sofisticado que não deixa de flertar com o non sense

sábado, 4 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010 - Os dez posters mais cool do ano

10 – A rede social

A cara estampada de Jesse Eisenberg com o aviso em letras garrafais: “Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos”. Nascia um novo clássico contemporâneo e nós já estávamos curtindo.


9 – Uma noite fora de série


Dois dos atores mais descolados da atualidade chamuscados. Taí uma boa ideia de como vender um filme. Uma noite fora de série pode não ter honrado as expectativas lançadas pelo cartaz, mas nada de culpar o mensageiro né gente?!



8 – Você vai conhecer o homem dos seus sonhos


O filme de Woody Allen combina amargura e graciosidade e, de certa forma, este cartaz do filme captura essa dicotomia com preciosismo. Um cartaz que extrapola os limites da figura de linguagem, além de ser o fino.

7 – Bravura indômita

Não tem jeito. Entra ano, saí ano e os irmãos Coen arranjam um jeito de emplacar um cartaz nos dez mais cool do ano em Claquete. Repara nesse do remake de Bravura indômita (que deve estrear no inicio de 2011 no Brasil) e diz se os caras não tão jogando baixo para manter a vaga cativa?!




6 – Um homem misterioso


George Clooney assumindo seu lado Cary Grant no filme americano com pose de produção européia e cartaz vintage por essência. O pôster principal de Um homem misterioso entrega o espírito da produção: uma ode ao cinema de espionagem de um tempo em que Hitch reinava.



5- O garoto de Liverpool


Um garoto e seu violão. E a expectativa de fazer música de verdade. Ah que saudade! Esse pôster aí promete que, pelo menos um pouco, essa saudade vai ser estancada. Para depois, quem sabe, alargada.



4 – Kick ass – quebrando tudo


Olha o Aaron Johnson aí gente (que também estampa o cartaz da posição anterior)? Ele fechou como o cara mais cool do ano (pelo menos em matéria de cartaz). Em Kick ass- quebrando tudo, ele é o cara. Até que uma menina de 11 anos prove o contrário. Mas no cartaz ele reina.



3 – O assassino em mim


O filme tem sua estréia nacional constantemente adiada (no momento não há previsão de estréia). No entanto, depois de provocar calafrios no último festival de Sundance, o novo filme de Michael Winterbotton é ansiosamente aguardado por aqui. Todo mundo querendo ver o franzino Casey Affleck aí despertar o assassino dentro dele.



2- Em qualquer lugar

O estilo minimalista soft de Sofia Coppola reverbera nos cartazes de seus filmes. Com alto senso de estética, a herdeira do poderoso chefão se responsabiliza pela assinatura dos pôsters de seus filmes. Repare no flerte com o noir...



1 - A origem


O filme mais cool do ano tinha que ter um cartaz na lista certo? Mas qual? Como todos são sensacionais, optou-se pelo mais conceitual de todos. Afinal, a origem de A origem está aí, certo?!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Crítica - Os outros caras

É uma piada!


No bom sentido, é claro. Os outros caras (The other guys, EUA 2010) é o filme que tirou A origem da liderança das bilheterias nos EUA por uma razão: é divertidíssimo. Adam McKay, cujos créditos incluem o bem sacado O âncora (2004) e o nem tão agradável Quase irmãos (2009),  traz mais uma vez seu ator preferido (Will Ferrel) para rodar aquele que é seu melhor filme (e por favor nos atenhamos ao referencial).

Wahlberg, Ferrel e Michael Keaton em cena de Os outros
caras: um amontoado de gags e referências

Os outros caras é uma entrosada paródia de filmes policiais que marcaram época nos anos 80 e que, em plena era dos heróis nos cinemas, ainda atraem interesse. Allen (Ferrel) e Terry (Mark Wahlberg) são dois policiais de Nova Iorque que são motivo de chacota no departamento. Sempre à sombra dos investigadores vividos por Dwayne “the Rcok” Johnson e Samuel L. Jackson. Meio que inadvertidamente, a dupla se projeta em um grande caso de fraude financeira (e nesse escopo talvez resida a única sutileza do filme).
Os outros caras é um conjunto de gags e referências ao universo de ação e comédia. Michael Keaton, na figura do capitão de polícia que acumula um segundo trabalho como vendedor de uma loja de departamentos, é a materialização mais clara desse pool de referências.
McKay trabalha bem com clichês e anti-clichês, como por exemplo, o fato do nerdão Allen ser um ímã para mulheres gostosas e do brucutu Terry ser um bailarino habilidoso (ele justifica a habilidade pela necessidade de aprender os passos para tirar sarro de uma bichinha nos tempos de escola). Nesse ritmo, a fita de McKay acerta o ponteiro de uma platéia cada vez mais ansiosa por um produto eclético (filme de ação não pode prover mais apenas ação, há de ser engraçado também). É bem verdade, que às vezes a engrenagem dá uns trancos, mas a química entre Wahlberg e Ferrel dá um jeito de colocar o trem de volta aos trilhos.

OSCAR WATCH 2011 - Repercussão crítica dos premiados pelo National Board of Review

Jesse Eisenberg se firma na disputa
pelo Oscar de melhor ator

Como o leitor pôde acompanhar aqui em Claquete, ontem foram divulgados os vencedores do prêmio concedido anualmente pelo National Board of Review. A organização que agrupa críticos de cinema e historiadores ligados à arte é um dos mais tradicionais e influentes colegiados do segmento cultural americano. Não obstante, os prêmios do National Board of  Review antecipam alguns dos sérios concorrentes ao Oscar. Nos últimos 10 anos, os eleitos pela associação foram contemplados com indicação ao Oscar de melhor filme e em três oportunidades (Menina de ouro, Onde os  fracos não têm vez e Quem quer ser um milionário?) desfrutaram do mesmo vencedor na categoria.
O top 10 da associação geralmente emplacava quatro dos selecionados a melhor filme no Oscar. Como ano passado a academia aumentou o número de concorrentes na categoria,  esperava-se que o aproveitamento do NBR também aumentasse, algo que não se verificou. Seis dos escolhidos pela associação também estavam entre os dez melhores no Oscar (Um homem sério, Amor sem escalas, Up – altas aventuras, Guerra ao terror, Bastardos inglórios e Educação). Um aumento inferior às expectativas. Vale lembrar que ainda não havia a celebração em torno de Guerra ao terror (e o filme de Bigelow estava no TOP 10) e Avatar (outro filme que marcou a temporada), justificadamente, não se alinhava às tendências da associação tida como conservadora.
Após essa rápida contextualização, como fica o cenário para atual temporada? Pouco muda. Pelo menos em termos de posicionamento no grid de largada. Contudo, se A rede social já era tido como o grande filme do ano, depois dos quatro prêmios concedidos pelo NBR (filme, direção, ator e roteiro adaptado), ganha musculatura na temporada. Desde 1976, com Todos os homens do presidente, que um filme não acumula as principais distinções no NBR.
Cena de 127 hours: ausência sentida?


Um outro aspecto a ser notado é a ausência na lista de títulos comentados como 127 hours, Cisne negro e Minhas mães e meu pai, filmes que foram bem contemplados no Spirit Awards. Contudo, ali só competem com produções independentes. Não que seja hora de descartar tais produções da briga pelo Oscar. Seria afoito e prematuro, mas a exclusão aqui denota que os filmes não aparentam ter tanta força quanto se imagina e sim alguns de seus elementos (como elenco, fotografia, trilha sonora, etc). 
As atuações recompensadas ainda não colocam ninguém na dianteira, mas no caso de Jesse Eisenberg (que tinha a concorrência cheia de lobby de James Franco por 127 hours e Colin Firth por O discurso do rei), permite que seu nome passe a ser ventilado entre os oscarizáveis com mais propriedade.  
A próxima associação de críticos a soltar sua lista do ano será o prestigiado círculo de críticos de Boston em 11 de dezembro. Claquete, obviamente, trará essa lista e esmiuçará seu significado para o leitor. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

OSCAR WATCH 2011 - Os vencedores do National Board of Review 2010

Justin Timberlake ao lado do premiado Jesse Einsenberg em cena do premiado A rede social: sozinhos na dianteira da corrida pelo ouro

Foram divulgados hoje os vencedores de uma das mais prestigiadas organizações de críticos de cinema dos Estados Unidos. O National Board of Review é, tradicionalmente, a primeira instituição a soltar a sua lista de premiados. A premiação em si só ocorre em meados de janeiro. Este ano, o grande vencedor foi A rede social, de David Fincher, filme que estréia amanhã nos cinemas brasileiros. Honrado com quatro prêmios (filme, direção, ator para Jesse Eisenberg e roteiro adaptado), A rede social monopolizou os principais prêmios do instituto causando surpresa em analistas, já que geralmente o National Board of Review pulveriza seus prêmios.
Também foram rotuladas de surpresas as premiações de Lesley Manville como melhor atriz por Another year, de Mike Leigh e Jacki Weaver por Animal Kingdon. Christian Bale levou o prêmio de ator coadjuvante por seu trabalho em O vencedor. Enterrado vivo foi escolhido o melhor roteiro original. Uma escolha um tanto inusitada, já que Minhas mães e meu pai era frequentemente apontado como um favorito na categoria e a fita estrelada por Ryan Reynolds (que deve estrear no próximo dia 10 no país) não era nem mesmo cotada para o prêmio.
O francês De deuses e homens foi escolhido a melhor produção estrangeira e o documentário Waiting for Superman venceu em sua categoria credenciando-se ainda mais para o Oscar. Ben Affleck teve seu filme incluso no TOP 10 anual da organização e viu Atração perigosa ter o elenco premiado como o melhor do ano. Jennifer Lawrence foi escolhida a revelação de 2010 pelo comentado Winter´s bone (que se chamará no Brasil Inverno da alma). Toy Story 3, como esperado, faturou o prêmio de melhor animação. O prêmio de melhor direção de arte foi para o veterano Dante Ferreti por Ilha do medo. Sofia Coppola levou para casa um prêmio de consolação denominado “Realização cinematográfica” por ter escrito, produzido e dirigido Em qualquer lugar.


O TOP 10 do National Board of Review em 2010:
Another year
O vencedor
Além da vida
A origem
O discurso do rei
Ilha do medo
Atração perigosa
Toy story 3
Bravura indômita
Inverno da alma


Amanhã em Claquete, uma análise sobre a repercussão da primeira lista de grande significância da temporada de ouro

Crítica - Demônio

Bom de dar medo!

Já imaginou ficar preso em um elevador com o Diabo? É a partir dessa premissa com ares de conto de terror proposta por M.Night Shyamalan, que Demônio (Devil, EUA 2010) avança. A fita, dirigida com economia e estilo por John Eric Dowdle, é um frescor do gênero terror em um ano marcado pelo sétimo Jogos mortais e a frustrada tentativa de reerguer Freddy Krueger.
Um deles é o coisa ruim: A claustrofobia existe, mas Dowdle
brinca mesmo é com a identidade de seu protagonista
Cinco estranhos ficam presos em um elevador de um edifício comercial da Filadélfia (um dos mcguffins do filme, afinal é uma produção com a assinatura de Shyamalan) e nós sabemos de antemão que uma dessas pessoas é o diabo em forma humana. Através de uma câmera instalada no recinto, a segurança do edifício e dois policiais tentam confortar as pessoas enquanto estranhos acontecimentos e assassinatos começam a ocorrer no interior do elevador.
É interessante observar que para cada articulação racional proposta pelo policial encarregado do caso (um canastrão Chris Messina), o evento subsequente no elevador desarma sua teoria. Brincar com as expectativas de quem tenta elucidar o que está acontecendo (sejam os investigadores ou a platéia) é a ordem do dia. Não que Demônio seja tão revolucionário ou surpreendente quanto O sexto sentido (uma lembrança constante), mas não faz feio na comparação.
Dowdle não tem a verve de Shyamalan, tão pouco seu tino para a potencialização das imagens, mas demonstra talento. A julgar pela boa recepção da colaboração, seria recomendável que Shyamalan (e ele já sinalizou para essa direção) continuasse a produzir Dowdle em projetos como esse.
Com jeito de lenda urbana, Demônio é um filme que cumpre religiosamente o que promete. Pregar o espectador na cadeira e voltar a sua mente nas primeiras e desavisadas incursões pelo elevador.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - No mural do facebook

“Todo mundo que está com um roteiro em Hollywood quer Justin em seu filme”, David Fincher (diretor de A rede social)

“Não gostaria de ter um filme mostrando as escolhas erradas que fiz no crepúsculo da minha adolescência, mas eu não criei o Facebook”, Scott Rudin (produtor de A rede social)



“Passei um ano tentando falar com Mark (Zuckerberg), mas ele sabia que eu estava escrevendo uma história que ele não queria contar”, Ben Mezrich (autor do livro Bilionários por acaso – a criação do Facebook, no qual o filme se baseia)



“As pessoas não acreditarão que o que está no filme é a verdade”, Mark Zuckerberg (criador do Facebook)



“Não tem como ser melhor”, Daily Mirror (Diário britânico)



“Um improvável casamento de sensibilidades de direção e texto contribuiu para um dos filmes mais estimulantes do ano”, Michael Phillips (crítico de cinema do jornal Chicago Tribune)



“Com este filme cheguei a conclusão de que sou melhor ator do que cantor”, Justin Timberlake (membro do elenco de A rede social)



“A rede social tem tudo o que você quer em um thriller para o cérebro: enormes doses de ego e duplicidade, apunhaladas corporativas e atuações profundas”, Owen Gleiberman (crítico de cinema da revista Entertainment Weekly)



“Um filme tão rico como esse emite todo tipo de reverberação cinematográfica e literária”, Revista Time


“A rede social é o filme do ano. Mas Fincher e Sorkin triunfam ao levá-lo além”, Peter Trevers (crítico de cinema da revista Rolling Stone)

Editorial - Bye, Bye 2010

O mês da nostalgia chegou e ela estará por toda a parte em Claquete durante o longo e ansiado dezembro. O especial retrospectiva 2010 está no capricho e brindará o leitor com o que de melhor (e pior) tivemos nesse ano que se despede. Mas não só. O que de mais esdrúxulo, inusitado, sexy, engraçado e contagiante 2010 apresentou também marcará presença no blog. Claquete preparou uma série de posts especiais sobre os personagens, os filmes, as personalidades e os fatos que marcaram mais esse ano cinematográfico que passamos juntos. Todo dia, uma foto diferente estará ilustrando a home do blog e acalentando o clima de retrospectiva. Contudo, dezembro não foi feito só para se olhar para o passado. É hora de olhar para o futuro também. O especial Oscar Watch 2011 começa este mês e vai até o final de fevereiro, quando acontece a cerimônia do Oscar. Será muita informação, bastidor e análise para o leitor de Claquete. Quem acompanhou o Oscar watch 2010 sabe disso. Quem não acompanhou não perde por esperar!
Mas e o presente como é que fica? Neste mês teremos, ainda, em Panorama a obra de Guy Ritchie pormenorizada, o filme Matrix revisitado em Claquete repercute e além das críticas dos principais lançamentos do mês, teremos um confronto dos sonhos de qualquer cinéfilo: Alfred Hitchcock chama Stanley Kubrick para um tira-teima (sugestão do querido leitor Rodrigo Mendes). E aí, você vai ficar de fora dessa?