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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Panorama - O quarto do pânico


Apesar da apressada troca de protagonistas, Nicole Kidman foi substituída por uma voluntariosa Jodie Foster em virtude de uma lesão no joelho e depois de uma estréia adiada em seis meses, O quarto do pânico se sagrou um campeão de bilheteria (até hoje a maior da carreira do cineasta). No filme, mais assumidamente de entretenimento de David Fincher, testemunhamos um assalto com todo o requinte que a técnica e o domínio da linguagem cinematográfica de Fincher permitem. O enredo é simples. Quadrilha invade uma casa e mãe solteira (Foster) e filha (uma iniciante e ainda convincente Kristen Stewart) se veem na contingência de se trancar no quarto do pânico do título, um quarto à base de titânio à prova de arrombamentos muito comum em casas e apartamentos de classe média-alta nos EUA.
O bom elenco (ainda temos Jared Leto e um Forest Whitaker antes do Oscar) ajuda na diversão, mas o grande barato do filme é mesmo o clima de claustrofobia construído por Fincher. Ele constrói tensão e aperta a platéia no fundo da cadeira apostando na imagem como poucos cineastas (talvez só Danny Boyle e Chris Nolan atualmente) conseguem.
Hoje, com a evolução da carreira de David Fincher em mãos e com a profundidade pretendida de sua obra em análise, é possível dizer que O quarto do pânico foi um movimento de vaidade do cineasta. Um virtuosismo de quem sinaliza para o mundo: Eu estou no controle. Não à toa, Fincher é conhecido em Hollywood por seu perfeccionismo.